Hot Like Ice, Cold Like Fire.

17 O Acordo Com A Preferida.


Notas iniciais
Meus deuses, gente me desculpem pela demora ;x Estava de mudança e já sabem né... então demorei um pouco pra escrever, já estava pronto a alguns dias, mas os caras ainda não foram lá em casa arrumar a internet e ai que sofrimento haushausa' mas enfim, arrumei um jeitinho de vir aqui postar... Aproveitem pq vou judiar de vocês um pouquinho, no ultimo cap Clarisse tinha ficado no Hades, vamos ver como isso vai ser... Bjs e me desculpem mais uma vez.

Os pés de Annabeth tocaram o telhado do Empire State, mas não conseguiram suportar seu peso. A garota caiu de joelhos no chão ainda com a imagem de Clarisse na sua frente, nada a sua volta parecia real ela ainda parecia estar no submundo ouvindo os lamentos de almas perdidas ou talvez fosse a sua própria alma que havia ficado para trás. Grover tentou falar alguma coisa, algo que soou como um pedido de desculpas, mas como ela poderia culpá-lo? Seus sentidos foram voltando a realidade quando uma luz apareceu em sua frente e lá estava Sally, a mãe de Percy. Ela lançou um olhar a Grover sem entender e então se agachou perto de Annabeth tentando lhe dar algum conforto, mas ela estava inconsolável. Poucos minutos depois Percy apareceu diante delas e ao ver o estado de Annabeth desejou ter ficado no lugar de Clarisse, ele também tentou dizer alguma coisa, mas o que diria? Começou a falar alguma coisa, mas parou ao perceber que ela não o estava ouvindo. Annabeth tampou o rosto com as mãos e começou a chorar, nenhum deles que estava ali sabia o que fazer, o que dizer, nenhum deles podia ajudar.

***

Clarisse abriu os olhos se sentindo quebrada. Ela tentou se levantar, mas suas costelas doíam e ela mal conseguia enxergar. O chão estava úmido e o ar quente dificultava a respiração. Ela tentou se lembrar das ultimas horas, mas tudo não passava de um vulto e ela achou que talvez fosse melhor não se lembrar.

– Você está acordando, eu vejo.

Uma voz grave falou em algum ponto mais escuro da cela em que ela estava.

– Se eu soubesse que aquela seria a sua ultima cerveja eu teria lhe deixado beber. – O dono da voz saiu das sombras e Clarisse pode reconhecê-lo, seu pai. Se surpreendeu de ele estar ali, talvez fosse lhe zombar por estar a passos da morte porque ela sabia que ele não a ajudaria. Ares se aproximou e colocou uma garrafa de cerveja ao lado dela. Primeiro ela achou que ele estava zombando mesmo dela, mas então percebeu o quanto estava com sede e não se importava como o que fosse beber. – Quando um de meus preferidos morre eu tenho o costume de tomar uma com eles, costumava ser extremamente normal, porque até hoje você é a primeira garota.

– Eu não estou morta. – Falou tentando recuperar seu orgulho, mas as costelas quebradas de nada ajudavam.

– E você considera isso uma conquista? Garota estúpida. – Ele continuava em pé a olhando como se ela fosse mais um ser insignificante do que sua filha. – Hades a mantém viva somente para seu próprio divertimento, ele poderia tê-la matado no primeiro segundo, mas não o fez. Ele te trancou aqui e irá torturá-la a cada dia que se passar como um lembrete a todo semideus que tentar desafiá-lo. Ele dirá ‘Você quer me desafiar? Oh então veja o que fiz a preferida de Ares’ e então mostrara seu pobre corpo mortal deformado e irreconhecível. – Ele se aproximou dela e segurou o seu pescoço, ela podia ter crescido, mas ainda era só uma coisinha minúscula perto dele. – Ele poderia até mesmo te tornar imortal só para poder desfrutar um pouco mais.

Clarisse não estava com medo, pelo menos não até aquele momento. As palavras de Ares a acertavam e ela sabia que ele tinha razão. Um nó se formou em sua garganta, ela tentou não se desesperar, mas aquela altura não sabia mais até onde tinha controle.

***

Dois dias já haviam se passado quando Hades veio vê-la pela primeira vez. Ele usava um terno feito de almas, seu cabelo lambido para trás e um sorriso maníaco sombrio em seu rosto. Parecia que tinha se vestido para uma festa de gala. Ele bateu na cela de Clarisse com um tipo de cajado que mais parecia uma bengala.

– Olá, garota. – Ele se inclinou para frente para vê-la melhor. – Você parece bem, na verdade me esqueci seu nome.

– Não devia esquecer do nome da garota que te apaga no primeiro encontro. – Disse ela tentando parecer mais valente do que realmente estava depois da visita de seu pai.

– Ah sim, claro, isso. Veja bem, eu não ficaria me lembrando disso se fosse você. Sabe? Jackson parece ter vencido, por assim dizer. Ele no final, não era o ladrão. – Hades falava com a voz arrastada, como se estivesse com muita preguiça daquela conversa. Ele passou pelas barras da cela de Clarisse como se elas fossem feitas de fumaça. – Zeus lhe ofereceu um desejo e parece que ele e a sua amiguinha cria de Atena estão vivendo muito bem no Olimpo, ou seja, você fez um péssimo negocio garota.

Clarisse serrou os olhos para ele.

– Eu não acredito em você.

– Ah, veja bem, eu não me importo se acredita em mim ou não. A questão é, porque eu mentiria pra você? Você pode não acreditar em mim e viver o resto dos seus dias miseráveis se perguntando o que será que aconteceu com eles. Você ira ficar aqui até morrer sufocada, de fome, hipotermia ou infecção. Cada segundo que lhe restar será imaginando o que seus tão estimados amigos estão fazendo, porque não vieram lhe salvar, porque a garota que dizia te amar esta com o verdadeiro herói desfrutando seus dias de glória. A sua dor física não será nada, comparada a dor de seu espírito e quando finalmente estiver pronta para morrer eu voltarei e lhe darei uma nova chance. Um novo corpo saudável e intacto para abrigar a sua alma já definhada. A verdadeira questão, meu bem, é quanto tempo você ira aguentar até enlouquecer?

Clarisse não conseguia dizer nada, era uma boa questão na verdade, mas não conseguia acreditar que Annabeth faria algo assim, mas também não conseguia descartar a possibilidade. Se lembrou de todas as demonstrações de afeto entre Annabeth e Percy. Todas as vezes em que Annabeth não sabia que Clarisse estava olhando. Todos os sorrisos sinceros, as mãos entrelaçadas. Tudo o que parecia ser apenas um ciúme bobo se transformava em algo real na sua cabeça.

– Oh, sim. Todo esse tempo você esteve caminhando para uma armadilha. Se ainda não acredita em mim me diga quando foi que a menina começou a mostrar interesse em você?

Clarisse não queria falar em voz alta. Não sabia se Hades podia ler seus pensamentos, provavelmente não, mas queria saber até onde aquela conversa iria chegar.

– Logo depois que soube da profecia.

– Logo depois que soube da profecia. Claro. Profecia essa que você nunca ouviu, não é mesmo? E sabendo que você já era apaixonada por ela o quão fácil deve ter sido convencê-la de que era recíproco. Eu nem consigo imaginar. – Hades falava com tamanha tranquilidade que era muito difícil não acreditar em suas palavras. Tudo o que ele dizia se encaixava perfeitamente, tudo parecia fazer sentido. – Você ainda não me disse o seu nome.

– Clarisse. – Sussurrou ela depois de alguns minutos.

– Pense bem Clarisse, ela é umas das filhas mais inteligentes da deusa da inteligência. É uma manipuladora. Mas eu posso... – Ele fez uma pausa momentânea. – Hum, bem... Melhorar o seu lado.

Ela ergueu os olhos para ele, até o momento esteve evitando o máximo do contato visual.

– O que quer dizer? – Perguntou ela e sua voz saiu mais falhada do que desejava.

– Ah, veja bem. – Ele recomeçou a falar um pouco mais animado. – Você é uma guerreira talentosíssima, a preferida de Ares e você possui a benção o que faz de você ainda melhor. Você passou por uma manada de soldados zumbis bem treinados com a mesma facilidade que passaria por um grupo de formigas mal organizadas. Você não precisa morrer menina.

Clarisse se levantou com dificuldade, estava fraca, mas ainda se sentia poderosa. Sabia que uma proposta estava por vir, mas até que ponto poderia confiar naquele deus? E se fosse tudo uma mentira, se Annabeth estivesse procurando uma maneira de salvá-la? Mesmo que isso fosse verdade era impossível, Clarisse estava condenada a morte ali e ninguém poderia de fato salvá-la, nem mesmo a filha mais inteligente da deusa da inteligência.

– Aonde você quer chegar?

– Jure lealdade a mim e me sirva. Farei de você a maior guerreira do mundo inferior. – Ele disse estufando o peito muito orgulhoso.

– Você não fará isso de graça, qual é o preço?

– Você precisa morrer é claro. – Ele sorriu para ela como se fosse uma grande honra morrer ali. – Mas antes fará o juramento de me servir antes e após a morte. Percebi que Cérbero precisa de um substituto. Colocarei você frente aos portões.

Clarisse suspirou. Cérbero os deixara passar porque Annabeth conhecia uns truques de adestramento e agora sabe se lá o que aconteceria com ele.

– Me de um tempo para pensar.

– Ah você tem todo o tempo do mundo semideusa. Você tem todo tempo do mundo.

Dito isso ele desapareceu, como os deuses gostavam de saídas dramáticas.

Notas finais
Estamos na reta final... O que estão achando até aqui? Ps: Ainda não sei como isso vai terminar ;x kkk' vamos ver...