Hot Like Ice, Cold Like Fire.

8 Nos Perdemos, Mas Aprendemos.


Notas iniciais
Depois de quase virarem pedra, os heróis precisam tirar um descanso, quer dizer, se eles conseguirem descansar né.
Clarisse e Annabeth enfrentam um dilema e o empurrão que precisavam vem de um lugar onde menos esperavam.
Então gente esse capitulo não é POV Annabeth e nem Clarisse, foi divertido escrever assim, mas me digam o que acharam.

Se perguntassem pra mim, Paula, narradora dessa história se eu gostaria de estar no lugar de Percy Jackson eu diria pelo amor dos deuses não! Ele estava sentado justamente em um dos piores lugares do mundo pra se estar sentado nesse momento, no meio de duas garotas orgulhosas que não conseguiam dar o braço a torcer e fazer as pazes. Grover estava ao volante e é claro que também estava nervoso, mas ele ao menos não tinha a cabeça decepada da tia Eme no meio das pernas.

- Essa coisa é tão nojenta. – Disse Percy com uma cara de quem ia vomitar, fazendo todos olharem pra ele com cara de nojo, até Grover que devia prestar atenção na estrada.

- Se você vomitar em mim Ariel eu juro que te jogo por essa janela. – Clarisse falou apontando a janela ao seu lado, sempre muito adorável.

Annabeth revirou os olhos e tentou não olhar na direção de Clarisse ajudando Grover ao seu lado com o mapa e mostrando quais estradas pegar. Eles já estavam a muitas horas longe do ‘Empório de anões da tia Eme’ e ainda não tinham comido nada nem descansado, na verdade acho que depois de arrancar a cabeça da Medusa ninguém estava muito afim de comer não. Depois do abraço que Clarisse deu em Annabeth o clima entre elas deu uma acalmada, certo, não foi um grande progresso, mas pelo menos não estavam mais ignorando a presença uma da outra. Vez enquanto Annabeth dava uma espiada em Clarisse que se perdia olhando pela janela, o brilho do céu refletindo em sua pele dava a ela uma imagem que a filha de Atena nunca tinha visto antes, ela parecia serena. Uma luz muito forte a tirou de seus pensamento, viu que eram os faróis de um caminhão vindo na direção dele, Grover tinha pegado no sono.

- GROVEEEEER!!! – Gritaram os três de uma vez só, segurando seus fôlegos, Percy deixou cair a cabeça que rolou para os pés de Clarisse e Annabeth agarrou o volante tentando colocá-los de volta no lugar certo.

- A GENTE PRECISA PARAR PRA DORMIR! – Gritou Percy erguendo a cabeça que estava debaixo do bando atrás daquela outra cabeça, deuses que confusão.

- Ótima idéia Ariel. – Clarisse engoliu um seco.

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Depois de quase meia hora procurando um lugar discreto para poderem comer e passar a noite encontraram uma pousada que parecia bastante calma, estacionaram e foram pedir os quartos, tinham encontrado Dracmas de ouro e dinheiro mortal lá na tia Eme. Quando foram pedir os quartos as opções se tornaram um problema pras duas garotas.

- Temos quartos de solteiro, de casal e quartos com duas camas de solteiro. – Falava a recepcionista.

- Queremos dois quartos de duas camas. – Percy se adiantou deixando as duas com expressões de negação, mas não se intimidou, tirou o dinheiro e foi pagando e antes que Annabeth pudesse protestar ele pegou as chaves e foi entregando pra ela. – Se comportem vocês duas.

- Cara, que isso? Achei que uma das duas fosse te matar agora. – Sussurrou Grover quando já estavam a uma certa distancia das meninas.

- Você achou? Eu já acho que elas adoraram a idéia, ninguém disfarça felicidade com raiva melhor do que a Srta La Rue. – Percy foi falando cheio de razão e se orgulhando da sua idéia pra fazê-las se entenderem, na verdade, não agüentava mais aquela guerra. – E outra, amanha de manha elas terão se resolvido, vão admitir seus sentimentos e vamos continuar com essa missão suicida sem matarmos uns aos outros.

- Ou quando formos amanha de manha falar com elas só vamos encontra os corpos de duas semideusas que lutaram até a morte. – Grover falou em tom sério e Percy começou a repensar se sua idéia tinha sido tão boa assim.

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No quarto das garotas o silêncio era total, Clarisse estava visivelmente irritada mudando a TV de canal em canal enquanto Annabeth tinha ido em direção ao banheiro. Quando escutou o barulho do chuveiro sendo ligado cada célula do corpo dela vibrou, não conseguiu controlar seu próprio cérebro e imaginou como seria estar lá dentro com ela, engoliu um seco e tentou se concentrar em uma programa de TV, sem sucesso, Annabeth estava bem ali ao lado tomando banho e tudo o que Clarisse queria era entrar lá e tomá-la em seus braços. Certo, não conseguia mais ficar ali. Saiu do quarto apresada e foi em direção ao restaurante da pousada onde estavam, o lugar estava bastante vazio o que a agradou, caso aparecesse algum monstro não precisaria se importar com mortais cegos. No balcão uma garota de cabelos castanhos olhava entediada a televisão pendurada em um lugar acima da prateleira, um noticiário dava noticias que não pareciam muito interessantes pra ela, era muito bonita, Clarisse encostou no balcão com os cotovelos e pediu uma cerveja, a garota a olhou de cima em baixo franzindo os olhos como que analisa um mentiroso.

- Você não é maior de idade. – Disse a garota, bem mais interessada em Clarisse do que na TV.

- Claro que eu sou, eu e meus amigos estamos indo pra Vegas. – Disse Clarisse com um olhar paquerador.

A garota deu um sorriso meio convencido e foi pegar a cerveja pra Clarisse que tinha bebido poucas vezes na vida e só o fazia pra parecer mais ‘rebelde’. Podia usar aquela garota pra fazer ciúmes em Annabeth, ela com certeza tava na sua, mas pensando bem, ela não era aquele tipo de garota e conhecendo Annabeth isso não teria o resultado que ela desejava.

Engatou uma conversa com a garota somente por estar ali, não tinha nenhuma intenção de dar em cima dela, mas Clarisse não conseguia conversar com uma garota bonita sem flertar. Depois de um tempo foi percebendo que aquela conversa estava indo longe demais. A garota estava apoiada no balcão a poucos centímetros de Clarisse que falava tranquilamente como se não a estivesse notando.

Ela sabia exatamente o que fazer.

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Antes de descer pra comer alguma coisa, acredite, ele ainda queria comer, Percy decidiu passar no quarto das meninas pra se certificar de que estava tudo bem, desde que as deixou a sós Grover ficava falando em motivos pra elas começarem uma briga sangrenta que duraria até a morte, e aquilo definitivamente o assustou. Bateu na porta e quando Annabeth abriu estava com cara de poucos amigos.

- Ah! Não me digam que já brigaram. – Disse ele empurrando a porta e entrando pra encontrar um quarto vazio. – Onde esta o defunto?

- Que defunto? – Annabeth se jogou na pequena poltrona e deixou sua cabeça cair pra trás. – Que eu saiba a cabeça esta com vocês.

- Não to falando da Medusa, to falando da irritadinha, Clarisse. – Ele se sentou em uma das camas e viu a expressão de Annabeth.

- Eu não sei, quando eu sai do banheiro ela não estava mais aqui. – Annabeth jogou a cabeça pra trás novamente tentando esconder suas feições, mas Percy sabia que ela não estava bem, os dois se conheciam a pouco tempo, mas já tinham se tornado bons amigos e tudo o que Percy mais queria naquele momento era um jeito de animar a sua amiga.

- Eu sei o que pode te animar. – Ele falou se levantando e indo até ela. – Vai! Levanta. – Ele segurou a mão dela e a puxou, mas ela não fazia menção de ajudar. – Annabeth, levanta. – ele puxou mais forte e a garota também puxou voltando pra cadeira, como que dificultando o trabalho de Percy. – Você é magrinha, mas é pesada ein. – Ele fez força novamente, mas parou quando viu que a garota ria do esforço dele.

- Dependendo do modo como eu posiciono minhas pernas e coluna, posso duplicar o meu peso em comparação a força contraria exercida por seus braços. – Ela explicou dando uma gargalhada da cara que Percy fez. – Vamos, cabeça de alga, vamos comer alguma coisa.

Os dois se levantaram e foram até a lanchonete e viram que Grover a Clarisse já estavam lá, os dois pareciam estar em uma conversa muito interessante com a garçonete.

Percy e Annabeth se sentaram e os quatro comeram, Clarisse se quer conseguia olhar na direção de Annabeth sem imaginá-la tomando banho, o que deixou a loira ainda mais angustiada.

Depois que todos terminaram de comer, um silêncio incômodo se alojou entre eles, nem mesmo a garçonete falava mais.

“... Continuam desaparecidos, a policia procura por pistas, mas tudo indica que o jovem Percy Jackson está envolvido no seqüestro da mãe, Sally Jackson...”

Pela primeira e ultima vez na vida as emoções daqueles três semideuses (e Grover) estavam em sintonia, todos engoliram de volta seus corações que tentaram sair pela garganta.

Percy arregalou os olhos não acreditando no que estava vendo. Annabeth olhou para todos os lados para se certificar de que mais ninguém estava vendo aquilo, teve sorte. Grover em um ato impensado enfiou a lata de refrigerante goela abaixo. A garçonete provavelmente percebeu a cara de Percy olhando pra TV e ameaçou se virar, mas Clarisse foi mais rápida e iniciou uma conversa empolgada que fez a moça se desinteressar pela TV.

Os quatro congelaram sentados em seus pequenos bancos esperando que aquilo fosse só uma brincadeira de mal gosto, mas quando uma vinheta anunciou o fim do noticiário a realidade caiu como água gelada sobre suas cabeças, Annabeth se levantou apressada puxando Percy que ainda parecia anestesiado e fazendo sinal para que Clarisse e Grover os seguirem, mas não sem antes ouvir a garçonete dizer a Clarisse em alto e bom som que saía a meia-noite, Annabeth se virou e lançou um olhar furioso a moça que se encolheu diante daqueles olhos cinzentos.

Os quatro subiram apressados as escadas.

- Precisamos sair daqui, temos que nos mover, rápido. – Grover falava uma palavra grudada na outra sem espaço pra respirar.

- Vamos, peguem a cabeça e vamos dar o fora daqui. – Annabeth quem disse já indo em direção a garagem já que não tinha nada seu pra pegar, tudo o que tinha havia ficado no ônibus ao que parecia ser muito tempo atrás, Clarisse foi buscar a lança e elas se encontraram na caminhonete.

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- Porque eles estão demorando tanto? – Annabeth andava de um lado para o outro, impaciente.

- Relaxa, não é como se alguém aqui soubesse quem ele é. – Clarisse tentou acalmá-la, a deixando ainda mais irritada.

- Ah, claro, quase me esqueci, você não está nem um pouco com presa de ir né. – Annabeth cruzou os braços de um jeito estranhamente fofo. – Falta bem pouco pra meia-noite, você pode ficar se quiser.

Clarisse se aproximou com um meio sorriso no rosto o que deixou Annabeth ainda mais irritada, queria dar um tapa naquela garota.

- Do que é que você esta rindo?

- Você esta com ciúmes. – Clarisse disse com a voz orgulhosa.

- Isso é ridículo, eu não tenho ciúmes.

Clarisse estendeu a mão descruzando os braços de Annabeth que os cruzou de volta.

- Eu não me importo. – Disse Annabeth e sua voz saiu um pouco mais carregada do que pretendia.

- Esta mentindo.

- Não estou mentindo.

- Então você quer que eu fique? Você quer que eu volte pro acampamento? Quer que eu deixe você? Você quer? – Clarisse não falou com sua voz desafiadora, mas sim com sentimento, ela não estava sendo sarcástica, ela realmente queria saber.

- Não.

No mesmo instante Clarisse soltou a lança que segurava ao chão e juntou suas mãos no rosto de Annabeth a puxando para um beijo forte e intenso, cheio de saudade. Annabeth retribuiu a cada toque, a cada beijo como se o desejasse a vida toda, a verdade é que ninguém poderia dizer que ela de fato não o esperou. Suas línguas se encontraram criando uma conexão indescritível, o desejo em seus corpos poderia ser sentido a quilômetros e a batida de seus corações também.

Clarisse imprensou Annabeth na caminhonete e começou a passear suas mãos pelo corpo da loira que a essa altura não conseguia formular um único pensamento. Clarisse beijava o pescoço de Annabeth enquanto suas mãos conheciam cada ponto desejado do corpo dela, a loira queria se afastar pois estavam indo longe demais, mas não tinha forças para isso. Clarisse arrancou fora a jaqueta que Annabeth usava sem desgrudar seus lábios, tocou os seios da loira por cima da blusa e a viu arrepiar, aquilo a deu uma certa satisfação, mas no mesmo tempo um sentimento de culpa, sabia que Annabeth nunca tinha estado com uma garota antes e sabia que o lance da garçonete tinha sido jogo sujo, queria tanto ficar com ela, mas não poderia fazê-lo daquele jeito.

- O que foi? – Annabeth perguntou quando viu que Clarisse se afastava a olhando.

- Nada. – Clarisse respondeu, mas com certeza tinha culpa na voz.

Annabeth se encolheu se sentindo envergonhada, pegou a jaqueta a vestiu rapidamente olhando pro chão e sentiu os dedos de Clarisse em seu queixo levantando sua cabeça pra ficarem cara a cara.

- Não podemos fazer isso. – a morena tentou dar um pequeno sorriso, mas falhou.

- Eu achei que... – Annabeth começou, mas foi interrompida por um selinho de Clarisse.

- Não podemos fazer isso assim, eu quero que seja especial. – Ela disse e dessa vez conseguiu lhe dar um sorriso decente e em troca Annabeth encostou seu rosto no ombro de Clarisse e a abraçou. Elas ficaram abraçadas em silêncio por um tempo, Clarisse era mais alta que Annabeth e então esta ficava com a cabeça apoiada em seu ombro de um jeito meigo que Clarisse não havia conhecido antes de tê-la pra si.

Clarisse foi a primeira a ver Grover que vinha correndo na direção delas com a cabeça da Medusa pendurada na mão dele pelas pequenas cobras, ele tinha uma cara de espanto que a fez saber na hora que encrenca estava vindo.

Elas entraram na caminhonete e derem partida esperando por eles, Percy vinha logo atrás com contracorrente na mão e com uma substancia preta nas calças. Alguns segundos atrás dele vinha a maior galinha com cara de mulher que Clarisse já tinha visto e aquela cena a fez dar gargalhadas antes de receber um olhar desaprovador de Annabeth, ela então avançou com a caminhonete em direção de Percy que conseguiu pular pra dentro no momento em que Clarisse pulava pra fora com a lança, todos ficaram sem entender até verem que a lança elétrica tinha ficado no chão alguns metros pra trás, no meio de toda aquela confusão ela havia esquecido e Annabeth teve que reprimir um risinho.

A Fúria avançou na direção da garota e antes que Annabeth fizesse menção de ir até ela ajudar outras duas apareceram do lugar de onde Percy e Grover vieram.

- É por isso que nós estávamos correndo. – Disse Grover assumindo o volante e avançando contra elas.

A Fúria era rápida, mas Clarisse era mais forte, só precisava acertar uma vez. Annabeth e Percy pularam da caminhonete e foram lutar com as outras duas e Grover saiu correndo gritando ‘Maia’ o que ativou os tênis alados que eles tinham conseguido com Luke e do qual Clarisse não tinha conhecimento e por isso estranhou quando o sátiro passou voando por ela, na distração a Fúria atingiu Clarisse com uma de suas garras a atirando longe. Antes que a Fúria pudesse comemorar Clarisse se levantou e estava tomada por sua própria ‘fúria’. Ela atingiu a galinha em cheio com a lança e esta se transformou em pó, assim como as outras duas que ela derrubou com facilidade.

Grover pousou perto dos três ainda meio desajeitado e apesar de terem sido atacados recentemente e de estarem fugindo da policia e de deuses furiosos eles estavam rindo, um riso que logo se transformou em gargalhada até que tiveram que segurar suas barrigas que doía de tanto rir, estavam encrencados, certo, mas estavam vivos e estavam juntos.

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- Pra onde agora? – Perguntou Grover quando entraram na caminhonete.

- Las Vegas. – Respondeu Percy com segurança na voz.

Eles deram partida no carro e seguiram rumo a capital das apostas, os meninos não conseguiam ver, mas Annabeth e Clarisse tinhas os dedos entrelaçados.

Notas finais
O que vocês acham que vai rolar em Las Vegas ein? Aguardem porque vai ter uma surpresa de matar (6''
Estou inspirada pra escrever esse próximo então deem suas opiniões.