Hot Like Ice, Cold Like Fire.
9 Las Vegas I - Sorte No Amor.
Notas iniciais
Só lembrando que eu não estou seguindo o livro(pelomenosnãotudo) nem o filme, nem as leis(opa,pera!) estou seguindo meu coração(vish) e minha imaginação(vish2) e eu estou apaixonada por vocês(*---*) amo os comentários de todos(seuslindos) hehe'
bjs e enjoy.
Las Vegas brilhava mais que fogos de artifício de ano novo, pensou Annabeth. Eles estavam entrando na cidade e seus dedos ainda estavam entrelaçados os de Clarisse, ela tinha medo de romper o contato e essa garota doce que acariciava sua mão se fosse e desse lugar a verdadeira filha de Ares.
Já passava de duas da tarde e o sol de Vegas era intenso, eles estavam famintos, cansados e sem mais nenhum dinheiro mortal, agradeçam a Percy por comer demais, como se tudo isso não fosse o suficiente a gasolina do carro acabou no meio da rua e eles tiveram que continuar andando.
Passaram por ruas grandes, ruas estreitas, por réplicas de monumentos famosos, mas estavam muito cansados para prestar atenção. Só o que eles queriam era um lugar pra fugir do sol e um sanduiche bem grande e assim recuperar as forças pra continuar sua missão suicida até o Hades.
Provavelmente, entraram numa rua errada, pois acabaram em um beco sem saída, em frente ao Hotel e Cassino Lótus. A entrada era uma enorme flor de néon, as pétalas acendendo e piscando. Ninguém entrava nem saía, mas as reluzentes portas cromadas estavam abertas, espalhando ar condicionado com cheiro de flores — flor-de-lótus, quem sabe. Era lindo.
– Ei, crianças. Vocês parecem cansados. Querem entrar e sentar? – Disse o porteiro sorrindo pra eles.
Bom, como eu já disse, eles estavam com fome, cansados e o sol estava de matar, então não podemos chamá-los de burros por irem entrando novamente em um lugar desconhecido sendo convidados por um estranho, se bem que o Hotel e Cassino Lótus era bem mais agradável que o covil da Medusa, eles não sabiam, mas era bem mais perigoso também.
O saguão inteiro era uma sala de jogos gigante. Havia um toboágua serpenteando em volta do elevador de vidro, que subia pelo menos quarenta andares. Havia uma parede de escalada ao lado de um edifício, e uma ponte interna para bungee-jumping. Trajes de realidade virtual com pistolas lasers que funcionavam. E centenas de videogames, cada qual do tamanho de uma tevê widesmen. Havia algumas outras crianças jogando, mas não muitas. Não havia espera para nenhum dos jogos. Garçonetes e lanchonetes estavam por toda parte, servindo todo tipo de comida que se possa imaginar.
Em poucos segundos os quatro já estavam extasiados pelo local, Grover comia tudo o que conseguia engolir, Percy se aventurava no toboágua sem nem ao menos se importar de estar usando seus poderes aquáticos na frente de mortais, Clarisse jogava todos os tipos de jogos de guerra que encontrava pela frente e Annabeth estava fazendo uma fortuna nos jogos de carta que exigiam inteligência. A cada meio minuto uma garçonete aparecia lhes oferecendo uma flor de lótus e era tão deliciosa que eles não conseguiam dizer não. A sensação era incrível.
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Annabeth nunca perdia jogando 21 podia fazer contas matemáticas com uma habilidade e rapidez que ninguém mais podia, exceto, é claro sua mãe.
– Mais uma. – Disse confiante. – 14, mais uma. – Quando a seguinte carta virou Annabeth a estranhou de primeira, estava tudo tão estranho e ela mal se lembrava do que estava fazendo ali, a carta era uma dama de copas, mas estava alterada. – “Quer me encontrar? Siga as uvas.” Por alguns instantes a loira ficou encarando a carta na sua mão sem saber o que significava e como um soco ela entendeu, mas ficou confusa novamente, como não tinha sacado assim que olhou a carta, era tão óbvio, alguma coisa não estava certa. Annabeth olhou a sua volta procurando por uvas, sua cabeça parecia embaçada, mas ela conseguiu visualizar uma grande mesa com frutas tropicais e foi até lá. A mesa era enorme e com todos os tipos de frutas, mas na grande maioria estava cobertas por flores de Lótus que eram constantemente reabastecidas porque as pessoas não paravam de pegar uma, avistou um cacho de uvas pela metade e uma outra carta pendia dela. “Décimo sexto andar, espertinha.” Annabeth sorriu ao ler e correu para o elevador, varias vezes no caminho garçonetes com poucas roupas tentavam a parar lhe oferecendo uma flor de Lótus, mas ela estava tão ansiosa que as ignorava.
Quando as portas do elevador se abriram pro décimo sexto andar uma fileira de cartas de baralho estavam pelo corredor formando, pensou Annabeth, uma trilha.
Annabeth tinha um sorriso gigante no rosto quando viu Clarisse parada no vão da porta, esperando por ela com os braços cruzados e o sorriso mais lindo que ela já vira.
– Como você sabia que eu ia adivinhar?
– Você é a garota mais inteligente que eu conheço.
Annabeth sorriu maia ainda e juntou seus braços em volta do pescoço de Clarisse a beijando delicadamente, o beijo foi ficando cada vez mais intenso e Clarisse a puxou para dentro do quarto e ela ficou aliviada. Assim que entrou no elevador soube quais eram os planos de Clarisse, ela havia dito no dia anterior que queria fazer algo especial e Annabeth imaginou uma cama com formato de coração e repleto de pétalas de rosas e velas por todo canto e na real, aquele não era o estilo de Annabeth e muito menos o de Clarisse.
O quarto em questão era totalmente branco, tão branco que chaga brilhava, incrivelmente lindo e nada cafona, Clarisse acertou em cheio, pensou Annabeth dando uma boa olhada em tudo até parar seus olhos sobre a cama, o único lugar em todo o quarto que realmente importava.
Ela estava pronta.
Antes que Clarisse pudesse dizer alguma coisa a loira a agarrou pelos beijos e a empurrou contra a cama a pegando de surpresa, a morena deu um sorriso malicioso e Annabeth o retribuiu.
Clarisse então segurou na cintura de Annabeth rolando por cima dela e ficando no controle, ela aprofundava seus beijos enquanto a loira suspirava e a segurava pela nuca. Annabeth arrancou a camisa preta que Clarisse usava e com um movimento rápido e habilidoso de quem já tinha feito isso varias vezes, a morena já tinha tirado a blusa e a calça da loira. Seus corpos estavam se tocando criando uma onda de sentimentos que nenhuma das duas jamais havia sentido, Clarisse beijava cada ponto do corpo de Annabeth, cada mínimo detalhe daquele corpo lhe pertencia e ela desejava conhecê-lo.
A loira estava perdida naqueles lábios. Lutava pra se lembrar do próprio nome.
Clarisse lambia e mordiscava os seios de Annabeth provocando gemidos e arrepios na loira que um dia lhe fora tão inalcançável. Quando chegou ao seu sexo já molhado sentiu Annabeth fechar suas unhas contra suas costas e ela soube que estava no caminho certo, com a outra mão Annabeth se agarrou ao lençol da cama sentindo a língua quente de Clarisse a levar a loucura, quando essa juntou seus dedos ao trabalho Annabeth sentiu a melhor sensação de sua vida, o orgasmo chegou a fazendo gemer mais alto do que pretendia.
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Annabeth não sabia a que horas tinha entrado naquele quarto e muito menos quanto tempo tinha passado lá, nenhuma parte daquele Cassino possuía janelas, nem mesmo os quartos.
Ela e Clarisse haviam feito amor durante muito tempo, uma vez atrás da outra, poderia muito nem ter se passado um dia inteiro que ela não saberia.
Ela estava deitada abraçada a Clarisse que acariciava seu rosto, elas poderiam ficar ali pra sempre.
Annabeth a abraçou mais apertado e olhou pra cima para encará-la, as duas ainda estavam nuas e seus corpos quentes e exaustos, Clarisse a beijou carinhosamente sabendo que nunca se cansaria daqueles lábios.
– Ainda falta uma carta. – Disse ela tão baixinho que Annabeth não teria ouvido se não estivesse ali quase em cima dela.
A loira não respondeu só ficou olhando desconfiada quando Clarisse se virou e pegou uma carta em cima do criado-mudo.
Annabeth pegou a carta e Clarisse a olhava com um sorriso sincero, seus olhos brilhavam e a loira precisou se concentrar pra não avançar e beijá-la novamente. Ela então virou a carta e sua expressão mudou para algo que Clarisse não conseguia adivinhar.
“Eu te amo.” Estava escrito na carta.
Suas mentes não estavam mais embaçadas pela flor.
Notas finais
Hotel e Cassino lótus te quero na minha vida, magina nunca envelhecer, ter jogos a vontade... eu sei, eu sei...
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