Hot Like Ice, Cold Like Fire.
10 Las Vegas II - Azar No Jogo.
Notas iniciais
(Pov: Clarisse.)
Annabeth estava deitada em meus braços e havia pegado no sono, ela era tão linda que me fazia ter vontade de apertá-la forte contra mim e foi o que eu fiz, eu a abracei desejando que aquele momento nunca acabasse. A alguns minutos atrás eu havia dito que a amava e ela apenas me beijou, de certa forma eu sei o que isso significa, eu sei o quanto difícil seria pra ela me amar. Enquanto ela dormia tranquilamente em meus braços eu tentava imaginar todas as coisas que eu teria que mudar em mim pra que ela me amasse e mesmo assim eu não sabia se conseguiria. Eu sei que faria tudo por ela, mas até onde eu aguentaria ir, eu não sabia. Quem eu precisaria ser? Como eu deveria ser? O que eu tinha de fazer? Deuses eu não sabia, eu não fazia idéia. A verdade é que Annabeth nunca se apaixonaria por uma garota como eu e mesmo que fizesse eu não seria capaz de fazê-la feliz sendo assim. A questão era essa, seria certo mudar por uma garota? Eu, Clarisse La Rue, logo eu que nunca amei ninguém pude então, enfim, amar e pra isso teria que mudar quem eu sou? Se era certo eu não poderia imaginar, se eu conseguiria eu também não sabia, mas eu queria, ah e como eu queria estar com ela independentemente de qualquer coisa, então sim, eu mudaria por ela se fosse necessário, ela não disse que me amava também, então parece que sim, era necessário.
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– A quanto tempo nós estamos aqui? – Perguntou Annabeth se vestindo.
– Tempo demais. Temos que achar os garotos e dar o fora daqui. – Falei indo em direção a porta abrindo pra ela passar, mas ela parou e me olhou estranho. – O quê?
– Nada. – Respondeu ela me dando um beijo. – Vamos.
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A porta do elevador se abriu e logo uma moça com uma bandeja cheia de flores de Lótus apareceu vindo do nada, peguei uma direcionando o meu olhar pra longe dela que usava muita pouca roupa mesmo. Annabeth também pegou uma e começou a olhar em volta procurando por Percy imagino. A cada dia percebo que os dois parecem mais próximos e isso de certa forma me irrita, o garoto chegou de uma hora pra outra e já ganhou um lugar na vida dela, lugar esse que eu desejo, inconscientemente, desde que a conheci. Ela sorriu e vi que ele vinha em nossa direção, mas não sorria, pelo contrario, tinha uma expressão de raiva.
– Não coma isso. – Ele disse em um sussurro raivoso e vi que ele serrava os punhos como quem tenta se controlar.
– O que esta acontecendo Jackson? – Perguntei também falando baixo.
– A flor. – Ele apontou pra flor de Lótus que Annabeth segurava. – Anestesia os sentidos, embaça seu cérebro, nos fez esquecer porque estamos aqui.
– Nós sabemos por que estamos aqui. – Annabeth falou desconfiada.
– Quanto tempo faz que você comeu a ultima flor? – Perguntou Percy e a realidade pareceu acertar Annabeth.
– Eu não sei, mas já faz um tempo. – Annabeth fez aquela cara que ela faz quando esta pensando, tão fofa.
– Temos que dar o fora daqui. – Percy parecia nervoso, muito nervoso e não sei se ela fez isso para acalmá-lo, mas Annabeth segurou na mão dele, ela simplesmente segurou a mão dele e ele se acalmou.
– Vamos encontrar o Grover. – Os dois saíram na frente e ela se quer olhou pra trás quando passou por mim, eu os segui, pois era só o que eu podia fazer naquele momento.
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Demorou um pouco para que encontrássemos Grover, os seguranças já estavam ficando agitados conosco porque não estávamos mais comendo a fruta, toda vez que alguma garçonete aparecia eu tinha vontade de enfiar a bandeja de flor de Lótus na cara dela, mas é claro que eu não fiz isso, a antiga Clarisse teria feito.
Quando encontramos Grover ele estava no meio de várias garotas que pareciam muito animadas, ele estava sem suas calças e seus pés falsos, deixando a mostra sua parte sátiro, ninguém parecia reparar. Uma das garotas se levantou e veio na minha direção, o cheiro dela era forte e parecia familiar, Lótus, ela tinha o mesmo cheiro da flor, por um segundo eu achei que isso não fosse possível, mas era e eu estava saindo de órbita novamente. Grover começou a dançar de um jeito engraçado e Percy parecia ainda mais nervoso, tudo estava girando lentamente, luzes piscavam e a vida parecia menos complicada. Varias garotas que eu não conseguia focalizar o rosto me rodeavam e eu não tinha idéia do que estava acontecendo, pelo menos até ver os olhos dela. Um azul cor de tempestade de repente iluminou tudo a minha frente, não havia mais garotas, nem luzes piscando e nada mais girava, a vida havia voltado ao normal porque eu estava olhando pra ela e a escutei chamando o meu nome, ela era a minha vida naquele momento e eu sabia que seria em todos os momentos que viessem.
– Clarisse!! Clarisse, acorde, por favor, acorde!! – Annabeth quase gritava enquanto sacudia meus braços, Percy chegou ao nosso lado com Grover que ainda parecia muito confuso e os seguranças do hotel pareciam ser um numero bem maior do que eram antes.
– Não vá arrancar meu braço, espertinha. – Falei e fui recompensada com um tapa forte no braço.
Começamos a andar rapidamente pelo hotel procurando pela saída, seguranças altos e fortes se acumulavam a nossa volta e quando perceberam que estávamos realmente acordados eles atacaram.
Se tem uma coisa que eu gosto no fato de ser uma semideusa é a névoa, com ela você pode andar com suas armas sem assustar os humanos e principalmente, sem ser parado pela policia, não que isso já tenha acontecido comigo.
Percy sacou contracorrente, eu puxei minha lança, Grover tinha encontrado suas muletas em algum lugar (sim, ele considerava aquilo como armas) e Annabeth sacou sua adaga. Quatro adolescentes contra dezenas de seguranças fortes e dopados, essa missão estava ficando cada vez melhor.
Começamos a nos defender das investidas dos seguranças tentando seguir até a porta, por algum motivo eu tinha a impressão de que eles não nos seguiriam lá fora. Por dentro o cassino estava lotado de adolescentes, mas ninguém parecia notar a guerra que estava sendo travada lá dentro.
Estava tudo caminhado bem, Annabeth se defendia e nos guiava em direção a saída, Grover gritava e batia nos seguranças e devo admitir que ele estava indo muito bem para um sátiro protetor Junior. Percy usava seus poderes fazendo explodir águas em todas as direções, então aconteceu uma coisa que não estava no roteiro, acontece sempre com os filhos de Ares quando estão em combate, nós simplesmente não conseguimos só nos defender sem atacar, é um instinto natural, mas as vezes, só as vezes, nós perdemos o controle. Me lembro somente de alguns fleches, me lembro de Percy quase inundar tudo porque ainda não tinha total controle dos seus poderes, me lembro de Annabeth encharcada derrubando dois caras de uma só vez, me lembro de Grover ter inventado um grito de guerra improvisado horrível e me lembro de sair metendo a porrada. Pela segunda vez em menos de uma hora Annabeth me trouxe de volta ‘Pare, você vai matá-lo.’ me lembro dela falando, mas não me lembro ao certo de responder. Ela tinha aquele mesmo olhar que as pessoas me deram a vida inteira, aquele olhar de desaprovação que era particular para os filhos de Ares, decepção talvez, eu não sei, só sei que nunca havia me importado com isso porque nunca tinha me machucado tanto quanto vê-lo nos olhos da garota que eu amo. Quando olhei o que estava fazendo, um dos seguranças estava deitado na minha frente e havia sangue por toda parte, eu me levantei e olhei pra ela novamente, mas ela deu um passo pra trás, de todas as coisas que ela podia ter feito naquele momento, dar um passo pra trás, por menos significativo que parecesse, era a pior coisa a se fazer.
– Vamos logo, antes que chamem reforços. – Grover veio gritando na nossa direção e saímos do cassino Lótus, como eu imaginei não fomos seguidos lá fora, mas tudo parecia diferente. Nuvens cobriam os céus, parecia que a maior tempestade de todas estava por vim, e de fato, estava.
– Precisamos de um transporte. – Falou Percy caminhando na frente seguindo para a rua, Annabeth começou a segui-lo, mas eu segurei seu braço a fazendo olhar pra mim.
– Eu... olha... – Tentei falar alguma coisa, mas ela me olhava tão profundamente e eu não sabia como começar aquilo, só o que eu sabia era que precisava dizer alguma coisa, não podia deixá-la ir sem dizer nada, meu coração afundava dentro do meu peito e eu sentia vontade de chorar, engoli minhas lágrimas porque ainda me restava um pouco de dignidade e soltei seu braço, por mais estranho que pareça ela não se mexeu, ela continuou ali me esperando falar. – Eu sinto muito... eu... eu não queria...
– Sim, você queria. Você queria machucá-lo, talvez até matá-lo. – Ela me interrompeu e dessa vez eu não achei que fosse capaz de segurar minhas lágrimas, eu nem sequer consegui responder. – Mas você parou, acho que por enquanto é isso que importa.
Suspirei meio aliviada e meio surpresa, ela segurou a minha mão e me puxou e fomos atrás de Percy e Grover de mãos dadas, eu não acho que estava realmente tudo bem, mas acho que ela gosta de mim, acho que ela sabe que eu posso mudar por ela e se ela acredita em mim então eu posso fazer qualquer coisa, posso até salvar o mundo com ela.
– Sabe, se tivéssemos morrido hoje, eu estaria feliz. – Ela disse e sorriu pra mim e eu apertei a mão dela em resposta.
[...]
Notas finais
Quem adivinhar o nome da ex da Clarisse eu conto um super segredo do próximo cap hsuahsua' tipo, um super segredo mesmo kkk'
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