Notas iniciais
Até que enfim posso portar esse cap kk' estavam com saudades? espero que sim pq eu estava quase entrando em desespero :T

Pov’s Clarisse.

Assim que entramos no parque aquático Grover teve a brilhante idéia de nos separarmos, mas tenho certeza de que ele se arrependeu quando Annabeth passou por mim me puxando em direção a um dos corredores. Ainda pude ouvir a voz de Percy distante “elas não vão procurar por nada”.

Caminhamos em silencio por alguns minutos, Annabeth não parecia com cara de quem queria conversar, nunca pensei que uma visita do meu pai pudesse afetá-la de alguma maneira. Sei que ela queria perguntar sobre o que ele falou no bar, sobre a filha de Afrodite, mas esse era o ultimo assunto que eu queria com ela.

Quando eu cheguei no acampamento meio-sangue Annabeth já morava lá a mais ou menos um ano. Ela era uma menina metida e intrometida que andava sempre com aquele Luke Castellan metido a herói. Todo mundo no acampamento parecia gostar deles e de ficar perto deles apesar de nunca falarem sobre o que aconteceu quando a filha de Zeus virou uma arvore, enfim, apesar de ser uma irritante sabe-tudo, ela tinha os olhos azuis misteriosos mais lindos que eu já tinha visto na minha vida e eu me apaixonei por eles.

Conforme os anos foram passando e a nossa hostilidade aumentando eu vi que quanto mais tentava afastá-la mais meu coração se descontrolava quando ela estava por perto e eu sei que teria sido pior se não fosse por Silena.

Silena Beauregard era a filha de Afrodite menos fútil que eu já conheci na minha vida, na verdade, acho que ela foi a única realmente interessante que já conheci. Ao contrario de todas as suas irmãs ela era inteligente, corajosa, boa, divertida e cara como ela é linda! Na primeira vez que conversamos de cara nos tornamos amigas, é claro que essa era a combinação de amizade mais esquisita de todas, uma filha de Afrodite e uma filha de Ares, mas quem iria discutir isso? Todos tinham medo de mim e todos admiravam ela. Na minha opinião era uma ótima combinação e se tem uma coisa que eu odeie mais que gente metida é gente preconceituosa.

Éramos melhores amigas e ela sabia sobre como eu me sentia a respeito de Annabeth e estava constantemente me aconselhando a investir no ‘amor’ como ela mesmo chamava, mas eu nunca fui corajosa nesse sentido de ‘amor’.

A primeira vez que nos beijamos eu tinha entrado escondido na casa grande e encontrado o lugar onde o senhor D escondia os vinhos que ele nunca poderia beber e roubado suas garrafas. O sol já estava nascendo, as garrafas vazias e a pedra onde estávamos sentadas estava fria fazendo com que Silena quisesse se aconchegar em meus braços e eu, é claro, deixei. O álcool certamente foi uma desculpa, mas não foi o motivo porque depois daquele dia nós começamos a ficar com frequência, mas as coisa não deram muito certo porque ela achou que me daria esquecer Annabeth e quando viu que isso não ia acontecer me cortou completamente da sua vida. Eu fiquei mal porque ela era, acima de tudo, minha melhor amiga.

– Então! – Exclamou Annabeth me tirando de meus pensamentos. – O que você fez com ela?

– Eu não fiz nada com ninguém. – Disse e ela fez aquela cara de ‘eu sei que você esta mentindo’ fofa, mas antes que ela pudesse ver minha cara de culpa eu virei e continuei andando. – Não sei do que esta falando.

No final do corredor entramos em um salão que no passado deveria ter sido simplesmente impressionante, toda a extensão da parede arredondada era de vidro, havia um lustre grandioso caído no meio do salão, no outro lado do vidro se via um aquário vazio onde só restava a enorme camada de poeira que cobria o lugar, uma luz prateada iluminava todo o salão, quando olhei pra Annabeth ela estava de boca aberta.

A luz que entrava fazia os cabelos loiros dela parecerem ainda mais claros e o fato de estarem desarrumados a fazia aparecer menos certinha, seus tinham um brilho tão intenso que eu tive medo de me cegarem, mas eu não me importei porque aquele era a imagem mais perfeita que poderia existir, nenhum desenhista conseguiria captar a essência do que eu estava encarando ali, os filhos de Apolo teriam inveja, o próprio Apolo teria inveja. Ela olhou pra mim e apesar de eu saber que ela ainda estava brava ela sorriu, ela sorriu e eu vi que eu estava onde deveria estar.

– É lind...

– Eu não fiz nada com ela... – A interrompi meio sem querer.

– Clarisse você não precisa fazer isso, não tem que se explicar. – Ela disse e eu pude ver que era meio forçado

– Eu tenho, é claro que eu tenho você é minha namorada. – Falei antes que pudesse me impedir.

– Eu sou? – Ela perguntou de um jeito que eu não consegui entender se estava sendo sarcástica ou se estava falando sério.

– Sim, você é. Tem alguma duvida disso? – Perguntei ainda sem entender porque ela havia feito essa pergunta, afinal acho que depois da nossa noite no hotel isso estava bastante claro não é?

– Eu não sei, não houve nenhum pedido formal e... – Ela parou de falar quando olhou novamente pra mim, eu certamente estava com a cara de quem tinha levado uma bolada na cabeça e ainda não tinha se recuperado do choque inicial, na verdade, acho que eu só estava com cara de choque mesmo. – Quer dizer... Hum... É claro que eu sou sua namorada... Só estou brincando com você... Clarisse?

– Você precisa de um pedido formal? Nós transamos. Eu disse que te amava. – Falei com certa raiva crescendo dentro de mim, depois de tudo o que passamos, ela me considerava o que? Um passatempo? Certamente era isso já que ela não tinha dito que me amava também, talvez eu estivesse exagerando um pouco, mas nós éramos muito mais do que ficantes, pelo menos pra mim. – Porque, afinal estamos tendo essa conversa?

– Você ia me dizer como partiu o coração da filha de Afrodite, ah não, na verdade você ia me dizer como não fez isso. – Ela falou agora com mais sarcasmo na voz, ironia ela parecer tão serena sobre essa luz e mesmo assim conseguir ser afiada.

– Certo, Silena. – Eu ia começar a falar quando ela me interrompeu.

– Silena? Silena Beauregard? Não podia ser qualquer outra filha de Afrodite? Tinha que ser Silena?

– Porque? Qual o problema com ela?

– O problema é que ela era a única do chalé de Afrodite que eu não odiava, agora não sobrou mais nem uma. – Ela falou com um quê de desdém na voz.

– Isso parece ciúme. Você não precisa odiá-la, o que quer que tenhamos tido acabou assim que ela soube que eu sempre seria sua. – Ela me encarou séria, como quem tenta detectar uma mentira e suspirou.

– Como ela saberia se nem mesmo você sabia?

– Mas eu sempre soube, só estava faltando você saber. – Falei dando o meu melhor ‘sorriso galante’ – E agora que você já sabe não tem porque ficar assim. Se tivermos uma briga por todas as garotas que eu já fiquei nunca mais teríamos paz. – Sorri com a minha própria piada antes de perceber que tinha sido uma péssima piada.

– Foram tantas assim? – Perguntou ela mais com insegurança do que hostilidade.

– Não, eu sempre as dispensava, dizia que estava me guardando pra um anjo.

– Quer parar com essas piadas idiotas?

– Mas você é mesmo um anjo.

– Então não temos muito em comum.

– Ciumenta.

– Egocêntrica.

– Eu não sei o que isso significa.

– Significa que eu amo você.

Não consegui segurar a droga dos músculos da minha cara e fiquei sorrindo feito uma bobona apaixonada, odeio admitir, mas acho que era bem isso mesmo que eu era. Eu a beijei com intensidade tentando ficar o mais próximo dela possível, como se o espaço entre nós fosse doloroso demais pra ser mantido, eu queria acabar com ele. Só me distanciei por um segundo pra olhá-la nos olhos, eu não queria soltá-la, não queria me separar daqueles lábios, mas precisei de um segundo pra dizer que eu a amava também, olhar nos olhos dela e dizer isso.

Notas finais
Alguém ai gosta de Harry Potter? Tipo, tenho essa fic de um casal que também é meio desconhecido, mas que é muito interessante. Ele é um pouco mais dramático que esse porque uma delas é realmente má então se alguém quiser ler o casal é Pansy e Hermione e tá no comecinho ainda corre lá: http://fanfiction.com.br/historia/428638/I_Cant_Be_Good/