Hot ( Finalizada )
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Hoje todas irão descobrir o que a nossa despojada e sensual Bela faz para viver, inclusiva o nosso idiota e tapado Edward.
Boa leitura.
POV Edward.
Tive uma noite de merda e agora estava tendo um dia de merda. Que maravilha.
Ontem depois da ligação que fiz para Bela eu fui para meu quarto onde encontrei Tânia chorando ao telefone com a mãe. Ignorei suas reclamações e fui tomar um banho. Ao voltar para o quarto e deitar na cama percebo meu celular apitando avisando que havia chamadas perdidas, com uma rápida verificação percebo que são 4, todas do pai de Tânia. Desligo meu celular e me viro para dormir.
- Edward, meus pais te ligaram, querem falar com você.
- Eu já vi e já desliguei o celular por isso mesmo. _ falei entediado.
- Não pode ignorar meus pais, você tem que ouvir o que eles tem a reclamar.
Aquilo me irrita ao extremo. Me sento apenas para falar com ela.
- Se eu não vou nem me dar ao trabalho de ouvir você me enchendo por que iria ouvir os seus pais? Agora vá dormir.
E claro que com essa eu tive que aturar Tânia chorando no meu ouvido quase a noite toda.
As coisas andavam estranhas.
Claro que eu sempre soube que Tânia era uma puritanazinha enjoada, mas a nossa vida era até legal antes. Claro, como eu havia dito antes, desde que não saíssemos de casa. Mas de uns tempos para cá nem eu mesmo estava aguentando ela.
Não sei se era pelo fato de todos viverem dizendo o quanto ela era insuportável, ou se era pelo fato de estar começando a perceber o quanto a convivência com ela estava me mudando ou se era pelo fato de Bela ter entrado em minha vida.
Eu estava inclinado a acreditar que era pela última opção. Ter Bela próximo a mim estava me fazendo ver as coisas por um ângulo diferente.
Claro que sabia que ela não era parâmetro para comparar nada, uma vez que tinha uma vida desregrada e provavelmente sem nenhuma responsabilidade e totalmente promiscua. Mas me fazia pensar que talvez eu devesse começar a aproveitar um pouco a minha vida. Por que eu me sentia tão preso, tão morto quando ouvia ela falando coisas da vida dela.
Acho que não chegamos a conversar nem mesmo por umas 5 vezes, mas o pouco já foi muito para me sentir mal. Sem contar as inúmeras conversas com Rosalie.
Eu estava decidido, ia começar a mudar algumas coisas na minha vida.
O meu dia se passou irritante na parte da manhã. Fui obrigado a deixar o meu celular desligado e tirar o telefone do escritório do gancho. Do contrário não conseguiria trabalhar em meio as chamadas e mensagens de Tânia.
Assim eu passei a manhã e uma parte da tarde trabalhando concentrado no projeto que eu teria que entregar na sexta e hoje já era quarta.
Quando me senti satisfeito com o conteúdo do projeto dei uma parada e ao olhar para o relógio vi que já eram 3 da tarde. Levantei ligando meu celular afobadamente e ignorei as 20 chamadas perdidas de Tânia, ligando logo para o numero que eu queria.
- Alô? a voz doce dela atendeu.
- Bela, já esta em casa? _ fui direto ao ponto. Eu estava cheio de saudades.
Ela deu uma risada gostosa e rouca, parecia cansada.
- Acabei de chegar Edward, estou abrindo a porta......
- Estou indo para aí._ disse encerrando a ligação.
Peguei minhas chaves e minha carteira em cima da mesa e tranquei meu escritório ao sair.
Eu estava afobado e ansioso. Tinha total noção disso, mas não conseguia evitar, era mais forte do que eu. Mesmo correndo o risco de parecer um adolescente indo fazer sexo pela primeira vez eu não me importei. Corri até meu carro e acelerei até o prédio dela.
Depois de dirigir por 20 minutos eu estacionei em frente ao seu prédio.
Ao me identificar ao porteiro o mesmo me avisou que a minha entrada já tinha sido liberada. Corri até o elevador e não parei quieto até que o mesmo se abriu no andar de Bela.
A cada segundo que passava flashes da nossa noite juntos invadiam minha mente, seu cheiro, seu corpo, seu gosto estavam gravados em minha mente e me fazendo enlouquecer de saudades.
Assim que toquei a campainha a porta se abriu e uma bela enrolada em um roupão apareceu em minha frente.
- Nossa! Você voou até aqui?
Mas eu não respondi a sua pergunta, eu ataquei sua boca em um beijo sôfrego e saudoso.
Ao sentir o sabor dos seus lábios um gemido escapou de mim. Eu sentia ela tentando se afastar para dizer alguma coisa mas eu não queria ouvir nada, eu estava com tanta saudade e a ter tão perto assim de novo estava me enlouquecendo.
A puxei para meu colo e fui com ela até onde me lembrava ser o seu quarto. Andei até bater com o joelho na cama fazendo com que nós dois caíssemos na mesma, fato que acabou arrancando uma gargalhada de nós dois.
- Uauu! Você esta apressado hoje. _ ela disse divertida.
- Estou morrendo de saudades suas Bela. _ falei rindo também.
- Eu também. _ ela disse já sem rir.
Ouvir isso acabou com qualquer resquício de divertimento que havia em mim trazendo de volta todo desespero que eu estava sentindo antes. Voltei a atacar seus lábios e tateando seu corpo com minhas mãos até achar o nó do roupão e o desfazer abrindo o mesmo e encontrando em fim a pele deliciosa que tanto me viciou na outra noite.
Logo não era apenas eu quem estava apressado, ela também lutava para tirar as minhas roupas, parecendo estar tão desesperada quanto eu.
Assim que ambos estávamos nus eu coloquei a camisinha e me enterrei nela em uma única estocada, fazendo com que a mesma gritasse de prazer e um urro escapasse por meus lábios.
Várias sensações se espalharam dentro de mim quando penetrei nela. Prazer, saudade, tesão, luxuria, cobiça, raiva, alegria..... no entanto apenas uma me fez ficar com medo. A sensação de estar em casa. De finalmente encontrar o lugar ao qual pertenço.
Nervoso e com medo eu decido empurrar essa sensação para longe para pensar nisso depois, agora eu apenas me entrego ao prazer do momento enquanto faço o que fantasiei por quase dois dias. Transar com Isabela.
...
Eu estava deitado tendo consciência que estava cochilando. Meu corpo estava mergulhado em um estado de torpor pós- sexo delicioso.
Transamos apenas uma única vez. Meu corpo estava me cobrado pela noite mal dormida e Bela parecia da mesma forma uma vez que não reclamou quando sugeri que descansássemos um pouco antes de recomeçarmos algo.
Havia sido gostoso dormir abraçado de conchinha com ela. Achava que seria estranho, mas foi estranhamente confortável.
Minha mente estava perdida em um estado de pre sono e divagações quando sinto uma quentura deliciosa envolver meu pênis. Me pergunto brevemente se não estou tendo um sonho erótico, mas me vejo confuso uma vez que não tem imagens em minha mente apenas sensações.
E que sensações! A quentura aumenta e logo meu pau esta tão duro que chega a doer. Ergo meu braço procurando o corpo de Bela querendo traze-la para mais perto do meu corpo de forma que seu calor tornasse o sonho ainda melhor, mas minha mão encontra apenas o vazio. Desisto de tentar entender aquilo quando a quentura em meu pau aumente ainda mais e agora existe alto úmido causando uma deliciosa fricção no mesmo.
Um gemido escapa por meus lábios de forma audível me fazendo despertar. Que merda estava acontecendo afinal?
Foi quando corro meus olhos pelo quarto procurando por Bela e a encontro me chupando.
Meu olhos crescem de surpresa.
- Porra!
O palavrão escapa dos meus lábios mais como um gemido do que qualquer outra coisa.
Então ela se levanta com um sorriso safado e olha em minha direção.
- Eu não consegui dormir tendo você tão perto de mim. Então resolvi acordar você de um jeito que eu sempre fantasiei._ então ela voltou a me chupar.
E merda, ela era boa naquilo.
Eu não havia sido chupado muitas vezes quando solteiro. Mas havia sido algumas vezes e merda, nenhuma delas tinha chegado nem perto de ser tão bom! Sem contar que eu estava a 3 malditos anos sem isso.
- Eu fantasio chupar você desde a primeira vez em que te vi Edward. _ ela disse me olhando a milímetros do meu pau.
Com essa informação eu joguei minha cabeça de encontro ao travesseiro e levei uma mão até o cabelo de Bela pegando todo ele e enrolando em meu punho em uma forma de rabo de cavalo de forma que ele saísse do rosto dela e eu pudesse ter toda a visão da sua boca no meu pau. E porra, que visão!
Ela me chupava com uma maestria incrível. Sua boca subia e descia em meu pau, ora chupando, ora lambendo e nos momentos certos dando uma deliciosa mordida.
- Se continuar assim eu vou gozar Bela. _ avisei para que ela se afastasse.
Mas ao contrario do que pensei ela não se afastou, pelo contrario, seus movimentos se intensificaram. Tentei ao máximo me controlar lembrando que as mulheres com quem fiz isso não suportavam a ideia de ter a boca invadida com o jato de gozo, mas estava ficando difícil.
- Bela.... eu não consigo mais....
- Goza pra mim Edward. _ ela pediu se afastando milímetros do meu pau.
E quando a boca dela desceu novamente em meu pau eu não me segurei mais e permiti que meu corpo explodisse em um orgasmo único e incrível.
Eu gemia tanto que não duvidava que os vizinhos estivessem ouvindo.
Quando acabei de gozar fiquei estático na cama tentando normalizar a respiração enquanto esperava que ela corresse até o banheiro para cuspir ou lavar a boca sei lá. Mas para minha surpresa ela não fez um nem outro.
Ela se levantou e engatinhou até onde eu estava na cama se deitando ao meu lado e me beijando com o meu próprio gosto.
Ela havia bebido o meu gozo. E aquilo pareceu me excitar de uma forma única.
Algo explodiu dentro de mim e eu me vi rolando sobre ela na cama e uma vez que já estava excitado de novo a penetrei. Não em uma única estocada como antes, mas vagarosamente para poder sentir melhor cada milímetro dela.
- Ohhhhh!
Ambos gememos juntos.
- Você é toda deliciosa Bela. Obrigada, foi o melhor oral da minha vida!_ eu me vi agradecendo como um patético adolescente virgem, mas foi impossível me impedir de dizer isso.
Ela não disse nada, apenas me puxou para um beijo intenso enquanto me empurrava de forma que ela ficasse por cima de mim.
- Se você gostou de ser chupado imagino que vá amar se cavalgado._ ela falou quando começou a cavalgar em mim.
E mais uma vez nos perdíamos nas sensações e nos corpos um do outro.
[...]
- Você não pode mesmo ficar? _ ela perguntou pela segunda vez enquanto eu me vestia.
- Impossível, eu ainda tenho que voltar ao escritório, preciso terminar o projeto ainda hoje, amanhã passarei o dia todo na rua preparando tudo para a apresentação de sexta.
O rosto dela ficou desanimado, mas ela disse entender.
Ela havia também sugerido anteriormente que eu voltasse para dormir na casa dela. Uma vez que teoricamente eu estava dormindo em hotéis ou na casa de algum amigo já que tinha saído de casa. Mas como eu neguei da primeira vez ela não voltou a insistir nisso.
Me despedi dela com um selinho e saí do seu apartamento praticamente correndo.
Havíamos feito sexo por mais duas vezes e logo depois fomos tomar banho. Mas banho mesmo, sem sexo, ela alegou estar exausta da sua noite de trabalho. Aquilo me intrigou mas não o suficiente para perguntar. Tinha medo que fosse repudiar tanto a sua resposta de forma que não conseguisse esconder.
Quando mencionei que não tinha almoçado ela se apressou em preparar algo para nós comermos, nada muito elaborado, apenas um prato de bife com saladas, mas delicioso.
Conversamos um pouco sobre nada em particular. Eu sempre me esquivava de qualquer assunto pessoal com medo de que a tal conversa que ela queria ter comigo chegasse, mas para minha sorte ela não a mencionou hoje.
Voltei correndo para meu escritório chegando por volta das 8 da noite. Liguei para casa e deixei recado com uma empregada que só chegaria em casa depois das 10 da noite devido a pressa em terminar o projeto.
As onze horas eu atravessava a porta da minha casa encontrando uma Tânia sentada no sofá folheando uma revista de moda. Assim que joguei as chaves em cima da estante a mesma voltou seus olhos para mim e veio correndo ao meu encontro.
- Eu te liguei o dia todo. Por que desligou os telefones? _ ela disse enquanto me abraçava.
Me senti mal, sujo, hipócrita e me vi impedido de ficar ainda zangado com ela sobre a noite de ontem.
- Por que não queria brigar. _ digo dando um beijo em seus cabelos.
Ela fica em silencio me olhando e quando recuso seu oferecimento de esquentar o meu jantar e vou direto para o banho ela me segue de forma curiosa.
Ela fica me olhando enquanto tiro a roupa e entro no box. Nunca fui do tipo que fecha a porta do banheiro para ir tomar banho, por isso ela estranhou quando eu encostei a porta do banheiro. Mal entrei em baixo da ducha quente ouvi a porta do banheiro se abrir e em menos de dois minutos uma Tânia dividia o chuveiro comigo.
Aquilo não era incomum uma vez que éramos casados e tínhamos intimidade, mas era incomum que a iniciativa tenha partido dela uma vez que sempre que tomávamos banho juntos era por que eu a chamava.
Mais uma vez ela tomava banho despreocupadamente mas sempre me lançando olhares curiosos. Quando questiono se ela já acabou o banho e tenho a sua confirmação que sim eu fecho o chuveiro lhe estendendo uma toalha e puxando outra para mim. Ao terminar de me enxugar e sair do boxe ela não aguenta mais e me chama.
- Edward? O que há?
- Nada. _ digo simplesmente.
- Então por que não tentou ...... transar comigo ou ao menos me beijar no chuveiro?
Ah, então era isso, ela estava esperando que como sempre eu tentasse fazer as pazes no sexo. Bom, eu realmente não tinha pensando nisso e a última coisa que eu queria hoje depois da deliciosa tarde de sexo com Bela e principalmente do melhor sexo oral da minha vida era ter uma transa meia boca com Tânia.
- Eu estou mesmo muito cansado, deixa para outro dia._ falei já bocejando o que não foi de propósito, eu estava mesmo exausto, tudo culpa de Bela, pensei deliciado.
A diaba sabia como acabar com um homem na cama.
- Ah...... bom, tudo bem então.
Eu me deitei na cama sem nem espera-la e logo ela se deitou em meus braços.
- Ainda temos que conversar.
- Depois meu amor. _ digo dando um breve beijo nela.
- boa noite. _ digo em seus lábios e me viro dormindo em seguida.
[...]
O resto da semana se passou em um borrão. Na quinta eu mal, tive tempo de trocar duas palavras com Bela eu estava ocupadíssimo e a mesma também trabalharia na parte da tarde segundo ela. O trabalho dela ainda me intrigava mas já não tanto quanto na segunda feira. Ainda não havia tido nenhuma conversa com Tânia, mas na noite de quinta tive que transar com ela, nem tanto pelo meu tesão, que eu sabia que não seria saciado com Tânia, mas pelo fato de essa ser minha obrigação.
A sexta de manhã foi uma correria só, e não pude ligar para Bela para como havia prometido, mas assim que a minha reunião havia acabado eu liguei para ela avisando que a mesma fora um sucesso. Eu imaginei que ela fosse ficar feliz, mas não imaginei que fosse ficar realmente realizada por mim como parecera. A mesma insistia em comemorar, mas infelizmente ela trabalharia nesta noite e eu não ficaria livre antes das 8 da noite, mas ela tratou de me mostrar que poderíamos comemorar mesmo a distancia e foi assim que eu fiz sexo pelo telefone pela primeira vez em minha vida. E porra! Foi muito bom.
A mulher tinha uma voz malditamente sexy e a minha duvida se eu conseguiria fazer aquilo ou não se esvaiu assim que ela me disse que estava saindo do banho naquele momento e só estava suando uma toalha enrolada no corpo. Fiquei duro na hora e daí em diante tudo fluiu com uma incrível facilidade.
O resto do dia correu com muitas ligações e mais duas reuniões, mas para minha surpresa tive uma ligação de Isabela, a primeira de todas.
— Isabela? _ atendi estranhando o fato dela ter me ligado.
- Oi Edward. .... Atrapalho?_ ela parecia insegura.
- Não, na verdade estava trancando tudo para ir embora.
- Hummm, não tem ninguém com você?
- Não, estou sozinho, acabaram todas as reuniões.
- Ótimo!
Eu estranho o rumo da ligação e pergunto.
- Por quê?
- Nada, tenho que ir, tchau.
E assim ela encerra a ligação. Me pergunto brevemente se ela é louca, mas não tenho tempo de completar o pensamento pois logo batem a porta do escritório.
Ainda confuso pela ligação eu abro a porta ficando de queixo caído com o que eu vejo.
Parada a minha porta esta uma Isabela parecendo ter saído direto da minha fantasia sexual, ou da de qualquer outro cara.
Ela usava um short preto e uma regata vinho e uma jaqueta de couro preta por cima, nos pes uma bota preta de salto alto finíssimo. Ela estava poderosa e ..... ah. A quem eu quero enganar? Ela estava gostosa pra caralho!
- Bela?
- Me desculpe, mas eu não aguentei, aquela ligação não aliviou nem 1/3 do meu tesão por você.
Então ela me beijou e logo eu acordei do meu transe a beijando de volta. Paro rapidamente apenas para trancar a porta e me pergunto o que aconteceria se Tânia aparecesse ali justamente agora? Logo espanto esses pensamentos, Tânia nunca veio me ver ou buscar sem avisar antes. não era de bom ton. E nunca eu havia ficado tão feliz por ela seguir a risca as regras de etiqueta.
Logo prensei Bela na parede dando um beijo sedento nela. Minha pulsação estava no limite, não duvidava nada que essa mulher me causasse um ataque cardíaco qualquer dia.
Logo ela enlaçou suas pernas em minha cintura tentando aproximar nossos corpos e eu vi ali uma única oportunidade de por em pratica uma antiga fantasia minha.
A levei até minha mesa de desenhos e a sentei ali. Joguei todos os papeis para o chão sem tirar meus lábios do dela. Ela deu uma risada deliciosa, como se estivesse amando a minha ideia. Logo tirei sua jaqueta e tirava também sua blusa.
- Amei sua surpresa. _ digo ofegante enquanto beijo seu pescoço.
- Você merece como premio por ser um arquiteto tão competente e pela sua conquista de hoje. _ ela diz entre arquejos.
Fecho os olhos por um único segundo. Um sentimento estranho me invade quando constato que Tânia, minha esposa, não deu um único telefone durante o dia para se dignar a perguntar como tinha sido a reunião. Mas me questiono também por que eu liguei para Bela mal a reunião acabou em vez de ter ligado para Tânia?
Deixo aquelas reflexões para depois e volto a atacar o pescoço de Bela. Céus, como eu adoro o seu cheiro.
- Eu não posso ficar ou demorar muito. Trabalho em menos de duas horas. _ela me avisa.
- Falte, ou troque o turno com alguém. _ digo agora sugando seus seios.
Ela ri e a vibração do seu riso em seu corpo de enlouquece me fazendo desejar ardentemente que ela aceite a minha ideia. Que se dane se Tânia esta me esperando em casa.
- Não posso, faltar é impossível, e trocar em cima da hora não dá.
Logo estou tirando o seu short e calcinha e também ela tirando as minhas roupas.
Fizemos um sexo animal em minha mesa e para minha completa confusão fizemos algo mais.
Assim que acabamos a deliciosa foda na mesa começamos a caçar nossas roupas pela sala. Quando acabamos e Bela já vestia sua calcinha e sutiã ela se virou para mim e falou docemente.
- Parabéns de verdade Edward, eu sei que você ainda vai fechar muitos outros contratos e eu quero te parabenizar assim em cada um deles. Você merece.
Então algo a fez ficar corada e isso somado a uma coisa estranha que senti quando ela me parabenizou fez com que eu acariciasse a sua face ruborizada. Então logo depois eu a beijei.
Não um beijo desesperado ou apressado, um beijo suave, gostoso, carinhoso.
Não sei dizer quando ou como, só sei que quando vi eu já estava sobre ela em meu carpete, mais uma vez eu estava sobre ela e dentro dela e era maravilhoso. Tão ou mais do que transar com ela na mesa. Não tinha a nossa pressa usual ou o desespero que eu sentia sempre que a tinha em meus braços. Foi calmo, suave e delicioso. Nossos corpos se moviam em sincronia, incrivelmente eu já sabia cada canto onde ela gostava de ser tocada e ela sabia o mesmo sobre mim. Dávamos prazer um ao outro deliberadamente sem esperar nada em troca. E quando menos se esperava lá estávamos nós dois explodindo num orgasmo arrebatador.
Quando acabou ela olhou no relógio e constatou já ser 7:30 da noite e disse que precisava ir ou chegaria muito atrasada. Levantei me arrumando também e discretamente a acompanhei até a rua. Não dei a mão ou a abracei e acho que ela entendeu que eu não podia fazer isso, afinal para ela eu havia saído de casa a menos de uma semana, isso ainda era complicado. Fazia tudo parte do precisamos conversar. Sim, ela puxou esse assunto mais uma vez, só que foi a própria quem disse que hoje não poderia ser.
Para minha surpresa, quando eu perguntei se ela estava de carro ela subiu em uma moto incrivelmente grande e pesada que estava ao nosso lado. Não conheço motos ou sou um grade fã, por isso não posso dizer qual era a marca, mas gritava que era cara com toda certeza.
- Você anda de moto?_ perguntei ainda sem acreditar no que via.
- Por que? Acha inapropriado? _ ela perguntou fazendo graça.
Uma lembrança sutil ao nosso pequeno desentendimento naquela tarde com Rosie.
- Não, eu acho quente. _ digo de forma sensual.
Ela abre um lindo sorriso, mas logo fica séria.
- Eu amanhã trabalho de manhã e a tarde tenho um compromisso importante, não te convido por que obviamente você não poderia ir por que ainda...... _ela se cala e balança a cabeça como se espantasse algum pensamento.
- Bom, o caso é que amanhã eu não posso mesmo, mas precisamos conversar de verdade Edward.
Seus olhos estão brilhando, ela esta ansiosa e nervosa. Fico olhando intensamente para ela e percebo logo ela começar a corar e percebo o quanto gosto de vê-la corando. É delicioso. Então me pergunto se seria capaz de simplesmente acabar tudo que temos em uma conversa e vejo que não.
Eu a quero, não só agora, não só hoje, mas a quero. Quero para mim. Não sei como faríamos isso dar certo, mas eu estava disposto a tentar. Eu explicaria minha situação para ela com calma e a faria ver que não seria difícil sermos amantes.
Então sem pensar direito eu ergo minha mão e acaricio sua bochecha.
- Sim, precisamos. E espero mesmo que você concorde comigo nessa conversa. Eu quero que de certo.
Digo de forma intensa, então um sorriso enorme aparece em seu rosto.
- Eu também quero que de Edward.
Ficamos nos olhando por mais um minuto até que ela disse que tinha que ir.
Assim que partiu com a moto eu me vi olhando ao redor para ter certeza de que ninguém nos tinha visto e fui para meu carro.
[...]
São 8 da manhã quando meu celular começa a tocar irritantemente.
Normalmente eu o deixaria tocar, mas agora com medo de que Tânia possa atendê-lo e que seja Isabela me ligando eu me apresso em atender.
- Alô. _ digo rosando ao reconhecer o número.
- Bom dia pra você também Edward._ ela disse debochada.
- Isso são horas Rosie? Você sabe que fins de semana são os únicos dias que posso dormir um pouco mais. digo reclamando.
- Não enche, estou ligando para avisar que em uma hora estarei esperando você naquele mesmo quiosque daquela segunda feira.
Ela diz direta e fria.
- Em uma hora? Tá de sacanagem certo? _ pergunto irritado.
-Estou falando muito sério, o assunto também é, por isso não leve a barbie junto.
Então ela desliga o telefone.
....
- Eu ainda não entendo por que não posso ir junto.
Tânia dizia pela milésima vez.
- Eu já disse, Rosie quer falar comigo sozinho.
- O que deu nela para estar tão estranha comigo ultimamente? Só pode ser esse novo namorado dela, deve ser influencia dele.
Apenas bufei.
- Não vamos começar com isso ok. Brigar a essa hora da manhã é a última coisa que quero fazer._ digo sério.
- Tudo bem, mas volte cedo, não esqueça que temos o baile no hospital.
Bufei de novo.
- E ainda tem essa merda!
- Edward!
- Desculpe querida. Eu não demoro.
Então eu fui ao encontro de Rosie.
...
30 minutos depois eu estava estacionando perto do quiosque onde eu já via Rosalie me esperando.
- Você demorou. _ ela me acusou assim que cheguei ao seu lado.
- Deu sorte que eu vim então não reclame muito.
Ela ficou calada me olhando então voltou a beber o seu suco.
Pedi um para mim também e assim que chegou comecei a beber esperando a Rosie começar a falar, mas a mesma permanecia em silencio.
- Rosalie, você me chamou aqui a essa hora da manhã para ficar bebendo suco calada? É isso mesmo?
- Estou pensando em como começar. _ ela disse ainda olhando para o suco.
- Que tal pelo começo. _ digo brincalhão.
Ela permanece calada então eu tendo ajuda-la.
- Olha, se for pelas brigas com Tânia e o nosso desentendimento esquece tá, sei que tenho estado chato e entendo que você não goste de Tânia....
- Não é isso. _ ela me interrompe.
- Então o que é?
Ela parece estar tomando coragem e então se vira para mim e diz de uma vez só.
- Eu conversei com Bela ontem.
Eu permaneço parado em estado de choque olhando para ela esperando entender o que ela disse.
Ela havia conversado com Bela? A minha Bela?
Então o pavor do que ela pode ter dito me alcançaram.
- O que você disse para ela? Você falou de Tânia?
- Não!_ ela se apressou em dizer.
- Por que você foi procura-la?
Ela respirou fundo e falou.
- Eu não a procurei Edward, foi uma coincidência, estava entrando em um restaurante para almoçar quando a vi sentada almoçando, ela também me viu e acabou me convidando para sentar com ela e eu não tinha como recusar. E assim acabamos conversando.
- E o que ela falou de nós.
Rosie abriu um sorriso e logo depois ficou séria balançando a cabeça.
- Tem coisas acontecendo não é?_ ela perguntou séria.
- Me fale logo, o que aconteceu? _ eu rosnei.
- Nada, quer dizer, tudo, mas nada para você ficar desse jeito.
Eu tentei me acalmar. A única maneira deu descobrir o que estava acontecendo seria eu me acalmar e conversar direito com Rosalie.
- Ok, então me conte tudo.
- Então, eu me sentei com ela e fiz o meu pedido, enquanto aguardávamos nós começamos a conversar. Ela me perguntou do Emmet, queria saber como estávamos. Em nenhum momento falou de você ou perguntou de você e isso me intrigou, quer dizer, se ela não tivesse mais visto ou falado com você ela perguntaria não é? Então isso era sinal de que vocês ainda mantinham contato e outra, por que então ela não me falou que ainda tinha contato com você? Por que não puxou esse tipo de assunto comigo? Então eu comecei a perceber que ela é totalmente diferente do que você supõe Edward. Ela estava de certa forma protegendo você. Eu não sei se você continua com a conversa de que esta brigado e fora de casa, mas o caso é que ela acredita nisso e mesmo assim ela te protegeu, não te expôs, não colocou a sua vida particular na conversa mesmo sabendo que eu sou sua prima, mesmo achando que você esta livre, ela ainda sim te protegeu.
Ela dizia tudo isso num jorro de palavras, quase a interrompi a mandando respirar.
Mas tudo o que ela disse era estranho realmente. Se Bela realmente acreditava que eu estava fora de casa por que não comentou nada sobre nós com Rosie? Eu havia sido burro de não pedir discrição a ela. Agora percebo isso, mas então se eu não podei por que ela fez isso?
Essas perguntas ainda estavam martelando em minha cabeça quando Rosie voltou a falar.
- Então vendo que ela não falava nada de você eu decidir perguntar um pouco da vida dela.
- E?
- E perguntei sobre o ex namorado.
- Por que?
- Eu queria descobrir mais dela, eu acho uma coisa, mas você nunca quer me ouvir, então eu decidir descobrir se estou certa para então ter provas...
- Seja direta Rosie. O que ela disse sobre o James?
- Ela me contou que eles namoravam ha 3 anos. 3 anos acredita? Isso é muito tempo. Ela me disse que já gostou muito dele, mas que a algum tempo não era a mesma coisa. Parece que ele é do tipo ciumento e gosta de ser controlador. Mas o problema nem era esse afinal, o problema foi que ele a pediu em casamento.
- O que?
Eu gritei de surpresa.
- Isso que você ouviu. Ele a pediu em casamento no fim de semana anterior a nossa ida a boate. Parece que ela não aceitou e eles acabaram brigando. Ela disse que não o amava para casar, mas que também não queria terminar, ela queria continuar como estavam e ele não aceitou isso, assim quando ele a procurou naquela tarde antes dela ir a boate e ela negou mais uma vez ao pedido ele terminou tudo com ela.
Ok, aquilo era muita informação para mim. Ele queria casar com ela? Namoro de 3 anos? Do jeito que ela era ele a queria como esposa?
- Você entendeu tudo que eu disse Edward?_ ela perguntou anciosa.
- Mais ou menos.
Disse ainda incerto.
- O que você não entendeu coisa lerda? Ela é uma mulher de respeito. Ela tem aquele jeitinho louco, mas é uma mulher integra, de respeito.
- Respeito? Faça me rir Rosie.
- Edward, você acha que um homem que conviveu com ela por 3 anos não a conheceria bem? Acha que ele a pediria em casamento se ela fosse uma qualquer?
- Eu não sei, eu não o conheço, mal conversamos naquele dia.
Não sei por que não me agradava falar dele.
- Deixa de ser idiota. Para de negar e enxerga o que está na sua cara. Ela é uma mulher honesta, direita. Ela gosta de se divertir mas isso nada influencia em seu carácter.
- Chega dessa conversa Rosie. Nada disso me interessa, eu e Bela estamos juntos do jeito que eu quero e pronto.
- Mas ela acha que você esta se separando.
- Eu sei, na segunda vou me encontrar com ela e contar toda a verdade, também não quero ficar mentindo, sei que é errado.
- Vai contar a verdade? Até que enfim, mas e aí? Vai largar a Tânia?
- Enlouqueceu?
- Ah, não acredito, vai terminar tudo com ela então?
- Também não.
- Então?
- Vou explicar tudo a ela e vou pedir que ela continue comigo.
- Como sua amante?_ ela gritou.
- Fala baixo. Sim, como minha amante, seria o perfeito para nós dois.
- O que aconteceu com você Edward? Você não era esse canalha escroto.
- Ei! Isso é forma de falar comigo Rosie.
- Falo como você merece. Será que é tão idiota? Não vê que ela é a mulher perfeita para você? E que esta apaixonada por você?
Aquilo me pegou despreparado. Aquilo era ridículo, Bela não era mulher de se apaixonar.
- Deixa de ser patética Rosie, Bela é apenas uma vadia que gosta de uma boa foda que me deixou louco desde a primeira vez em que a vi dançando! Não vou largar minha esposa por ela!
Eu gritei cheio de raiva. E esse foi o meu pior erro.
Ouvi um ofegar atrás de mim e percebi que Rosie estava congelada encarando algo em minhas costas.
Me virei de vagar e quando a vi congelei.
Atrás de mim estava Isabela com olhos arregalados e marejados de lágrimas.
Eu não conseguia dizer nada. Minha mente parecia ter congelado junto com o corpo. Eu só sabia que agora ela estava chorando e embora eu não soubesse exatamente o por que do seu choro algo em mim estava revoltado pelo fato de ser eu o causador do seu choro.
- Bela, eu não quis dizer....
Comecei a dizer assim que encontrei a minha voz, mas fui calado pelo forte tapa que ela deu em minha cara.
- Cala a boca, cala a sua maldita boca._ ela dizia chorando.
Permaneci calado sentindo minha face latejar pelo tapa que levei dela.
Eu via que suas mãos tremiam e ela parecia fazer um esforço para parar de chorar.
- Nunca mais ouse falar comigo, nunca mais me procure seu desgraçado.
Eu não tinha reação. Meu corpo ainda estava congelado. Então ali parado eu a vi me dar as costas e andar até onde estava sua moto subindo nela em seguida e acelerando em direção as ruas. Ali bem na minha frente ela sumiu e eu não fiz nada para impedir.
- Merda Edward! E agora? _ Rosie me perguntou aflita, mas eu não conseguia pensar em nada agora.
[...]
18:00
- Pai, me escuta, por favor? Eu não estou em condições de ir a essa droga de baile.
- Você esta doente por acaso Edward? Ou Tânia?
- Não pai, não é isso....
- Então eu não quero saber. Já tem mais de 4 anos que você não aparece naquele hospital, hoje é um dia muito importante. Para o hospital, para mim como médico e como pessoa, e eu exijo a sua presença, agora arrume-se que você tem que estar lá em duas horas.
E com isso ele desligou o telefone em minha cara.
- Merda! _ esbravejei jogando o celular longe.
- Amor? O que você tem? Por que não quer me contar? _ uma Tânia melosa me perguntou me causando náuseas.
- Não enche Tânia! Me deixa quieto!
Gritei me enfiando no banheiro.
Abri o chuveiro todo deixando que a agua quente caísse pelo meu corpo em uma tentativa de tirar aquela dor estranha que eu estava sentido e que eu não conseguia entender.
[...]
Eu ainda não sabia o que estava fazendo aqui. Eu olhava para todos os lados e só via pessoas rindo e conversando, mas eu não tinha vontade de fazer nenhum dos dois.
O pior que é eu nem poderia colocar a culpa do meu mau humor na festa por que eu tinha que admitir, ela estava muito melhor esse ano. Tudo que meu pai havia dito era verdade, tinha uma pista de dança um pouco mais afastado de onde eu estava, e uma música dançante tocava no ambiente. Haviam muitas pessoas por ali que não eram médicos, provavelmente eram familiares e pacientes como meu pai havia comentado.
Haviam muitas outras opções de entretenimento como um ambiente que retratava Las Vegas onde haviam muitas mesas de jogos. Esta tudo muito bom e ainda assim eu não conseguia trocar duas palavras com ninguém.
- Pelo amor de Deus Edward! Desfaça essa carranca, esta parecendo que esta em um enterro e não em uma festa meu filho. _ minha mãe disse pela décima vez na noite.
- Eu já reclamei umas cem vezes Esme, mas seu filho se recusa a me dizer qual é o problema.
- Seja ele qual for acho que Rosalie esta compartilhando dele, pois esta com a mesma cara.
Disse meu pai olhando para Rosie.
- Impressão sua tio. _ ela disse sem graça.
- Eu não sei qual o problema de vocês, mas por favor, tentem ser um pouco mais agradáveis hoje, depois da festa vocês podem conversar e resolver seja lá o que for. _ meu pai disse antes de sair para falar com um colega que acenava para ele o chamando.
Ficamos na mesa sem saber o que falar. Estávamos Rosie, Emmet, Tânia, eu e minha mãe ali, todos calados olhando um para cara do outro. O tal Emmet parecia saber qual era o problema, pois olhava o tempo todo para de mim para Rosie e falava sempre algo com ela em voz baixa e a mesma sempre se limitava em acenar ou negar com a cabeça.
Quando saímos do calçadão naquela manhã eu percebi como ela havia ficado triste, afinal Bela teve a impressão que ela compartilhava da mesma opinião que eu e pelo que eu entendi parece que ela e Rosie estavam ficando amigas e isso com certeza tinha cortado qualquer chance delas se aproximarem.
Depois de mais de uma hora naquele tédio meu pai voltou a nossa mesa com uma mulher morena e baixinha o acompanhando.
- Eu gostaria de apresentar a vocês a Dr. Brandon que organizou toda essa festa sozinha.
- É um prazer conhecer todos vocês. _ ela disse muito simpática
- Essa é minha esposa Esme Cullen.
- É um prazer conhecer a senhora Dr. Brandon, e parabéns, a festa esta magnifica.
- Por favor, me chamem de Alice, eu não estou de plantão hoje a noite. Foi um prazer organizar esta festa, isso é um hobbie que eu gosto muito, organizar eventos.
Ela dizia com os olhos brilhando.
- Bom, continuando essa é a minha sobrinha Rosalie Halle e seu namorado Emmet Mccarty.
- Muito prazer. _ ambos disseram.
- E finalmente esse é o meu filho Edward Cullen e sua esposa Tânia.
Ao ouvir essas palavras eu vi o sorriso da Dr. Alice desaparecer e os seus olhos faiscarem de ódio em minha direção. Essa expressão durou menos de dois segundos e logo foi substituída por um sorriso falso de pura educação me deixando completamente confuso.
- É um prazer. _ eu disse estendendo a mão para cumprimenta-la, mas a mesma se esquivou do meu aperto alegando que estava sendo chamada em outra mesa e saindo em seguida. Obviamente ninguém mais ali percebeu o que se passou, apenas eu.
....
Estávamos agora todos de pé em outra parte do salão ouvindo alguns discursos. O primeiro havia sido do diretor do hospital e agora o de um dos mais antigos médicos que trabalhavam aqui. E em seguida seria o discurso do meu pai que entregaria uma placa em homenagem ao tal parente do fundador do hospital.
Então, quando eu estava distraído prestando atenção ao tal discurso enfadonho Tânia começa a chamar a minha atenção.
- Eu não acredito nisso. Foi você quem a convidou Edward? Ela não tem modos para estar em um lugar desses, vai ser um vexame._ Tânia tagarelava sem parar ao meu lado.
Foi então que eu me virei para ver de quem ela falava e ali eu a vi.
Isabela estava lindíssima. Ela vestia um vestido longo azul turquesa de alças finas trançadas nas costas. Ele tinha uma leve fenda que ia até a altura dos joelhos mais ou menos. Ela estava lindíssima, muito elegante. Em nada se parecia com a Bela de hoje cedo ou de qualquer outra dia que a tenha visto. Seus cabelos estavam presos em uma trança embutida que vinha desde a raiz de seus cabelos. A trança era ornamentada com pequenos cristais que faziam com que literalmente ela brilhasse conforme ela andava pelo ambiente.
- Pelo menos ela esta vestida de acordo. _ Tânia desdenhou mais uma vez me enchendo de ódio.
- De quem você esta falando agora criatura?_ Rosalie perguntou de mau humor.
Mas antes que Tânia respondesse Rosalie avistou Bela e se apavorou. Olhou para mim buscando respostas mas eu estava tão espantado quanto ela.
- Foi você quem a convidou Edward? _ Tânia perguntou de novo.
- Não, eu também não sei como ela veio parar aqui. _ eu disse com sinceridade.
De repente o pavor dela ter ido ali com o intuito de fazer um escândalo contando tudo que aconteceu entre nós me invadiu. Se ela fizesse isso acabaria com a noite e meu pai jamais me perdoaria por arruinar este evento. Sem contar no escândalo e no estrago no meu casamento.
Rosalie parecia compartilhar dos meus medos pois eu via o pavor em seus olhos.
Nessa hora a tal Dr. Alice se aproximou de Bela e cochichou algo em seu ouvido, a mesma olhou em minha direção e ao cruzar seu olhar com o meu desviou a atenção imediatamente e respondeu a Dr. Alice que saiu em seguida.
Logo depois disso Isabela sumiu no meio da multidão me deixando intrigado. Que diabos ela fazia ali e como ela conhecia aquela doutora?
Minutos depois foi a vez do meu pai subir ao palco improvisado e então eu tentei prender minha atenção ali.
- Senhoras e senhores, eu peço a atenção de vocês nesse momento. Sei que vocês já estão cansados de discursos longos e enfadonhos, mas eu prometo não me demorar para que vocês possam aproveitar logo o melhor da festa. _ meu pai disse arrancando risos de todos.
- Estamos todos aqui hoje nesse baile anual do Memorial Hospital não apenas para arrecadar fundos como fazemos todos os anos, mas nessa ano temos mais um motivo em especial. Depois de tantos anos ausentes finalmente temos um parente do fundador desse hospital entre nós. Uma mulher que tive a honra de conhecer e trabalhar com ela neste mês, mas que somente se revelou verdadeiramente nesta semana. Ela é uma pessoa ímpar. De um caráter e de uma bondade singular. Seu senso de justiça e sua bondade a tornam ainda mais linda do que ela já é. Eu posso dizer com toda certeza de que em meus 53 anos de vida eu raramente encontrei alguém como ela em meu caminho. Outra pessoa em seu lugar estaria cantando aos quatro ventos sua verdadeira identidade, no entanto ela trabalhou entre nós neste mês como uma funcionária qualquer, se revelando somente as pessoas necessárias nessa última semana. Ela é uma medica exemplar e extremamente competente e sei que seu futuro será grandioso na medicina. Bom, sem mais delongas eu gostaria de chamar aqui a neta do fundador deste hospital e Dr. Isabela Swan.
Todos começaram a bater palmas enquanto Isabela surgia no meio de todos caminhando até o palco e subindo no mesmo. Meu pai a abraçou e beijou seu rosto antes de lhe o placa de bronze com o brasão do hospital.
Assim que ela pegou a placa ela se virou para fazer o discurso de agradecimento e seus olhos vieram diretamente para mim. E ali eu soube, eu estava totalmente fudido.
Continua....
Notas finais
E agora? O Edward fez merda, a Bela não é uma garçonete ou dançarina como ele pensara, e sim uma respeitável médica, mas o pior ainda esta por vir. O que vcs acham que vai acontecer?
Quero a opinião de vcs? E vcs sabem o por que da Bela ser assim? Ter esse jeito louco de ser?
Espero saber tudo que estão pensando. bjs e até quinta
Dani
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