Hot ( Finalizada )
8 Capítulo 8
Notas iniciais
E em segundo lugar eu quero dizer que a fic ganhou duas recomendações e eu estou pulando aqui de felicidade.
Obrigada a Edna e a Simone Salvatore, vocês são uns amores!
Bom, eu ainda estou sem Beta, ela esta sem net a uma semana e com isso teremos mais um cap com problemas na formatação e sem ser corrigido então peço desculpas por isso.
Bjs e boa leitura.
Pov Edward.
Ela ainda olhava para mim e em seus olhos eu enxergava todo seu ódio por mim. Então ela rapidamente recuperou sua postura agradável e olhou em volta começando seu discurso.
- Primeiramente eu gostaria de agradecer a todos vocês em nome de toda a minha família e principalmente em nome do meu avo Anthony Swan. Sei que muitos de vocês não entendem o por que dele nunca vir aqui receber as muitas homenagens que vocês tão gentilmente o fazem, mas em nome dele eu vou explicar tudo isso hoje.
Eu observava o seu discurso totalmente hipnotizado. Então Tânia me puxou para sussurrar.
- Eu não acredito, médica? Neta do fundador do hospital? Ela? Justo ela? Céus, em pensar em como a tratei.... se meu pai souber ele me mata.....
Tânia continuou tagarelando, mas eu não ouvi mas nada quando Bela voltou a falar.
- Meu avô me ligou essa semana pedindo que eu contasse toda a história desse hospital e a história de nossa família hoje, por isso peço desculpas se esse discurso se tornar um pouco longo.
Todos continuaram em silencio esperando que ela continuasse. Mau pai que estava um pouco atrás dela a olhava admirado, parecia mais encantado a cada palavra que saia de sua boca.
- Anthony Swan é italiano, nascido em Roma, herdeiro de uma família milionária e muito tradicional. Desde cedo seu sonho era ser médico como todos na família e ele realizou esse sonho dando muito orgulho a todos. Quando ele tinha 25 anos ele se integrou a um grupo de médicos que davam consultas grátis uma vez por semana em um posto medico na parte pobre da cidade e lá ele conheceu minha avó, Elisabeth Mansen. Ela tinha 20 anos e também trabalhava lá como voluntária, mas ela não era médica ou enfermeira, ela apenas ajudava a tomar conta das crianças enquanto seus pais eram atendidos pelos médicos. Meu avô sempre conta que foi amor a primeira vista, mas que naquela época ele era muito tímido por isso se limitava a observá-la de longe. Elisabeth apesar de ser voluntária ali pertencia justamente aquela parte pobre da cidade. Um dia enquanto um grupo de pessoas conversavam distraidamente esperando o turno deles começar meu avô a ouviu dizer que ela queria de alguma forma ajudar as pessoas que tão amavelmente iam ali ajudar aquela comunidade pobre e aquela foi a forma que encontrou. Aquilo aumentou ainda mais o interesse dele por ela, ele viu que além dela ser linda a sua alma era linda. Mas ela insistia em manter distancia dele o que só aumentava a sua timidez perto dela, mas um dia conversando com uma enfermeira ele descobriu que Elisabeth também o admirava de longe, ela só se mantinha distante por que sabia que ele era de família rica e tinha medo de que ele apenas brincasse com ela e foi nesse dia que ele tomou coragem e se declarou a ela no fim daquele expediente e ali eles começaram a namorar. Naquela época as coisas eram rápidas e assim com um mês de namoro ele foi conhecer os pais de Elisabeth, ele foi muito bem recebido por aquela família humilde, mas os mesmos falaram sobre os medos dos problemas causados pela diferença social entre as famílias, mas meu avô os assegurou que nunca haveriam problemas e como prova disse convidou a todos para que na semana seguinte jantassem na casa dele para conhecer seus pais. Meu avô já morava sozinho e já possuía seus próprios bens e não dependia dos seus pais para nada, mas a benção da família era muito importante naquela época. Mas ao contrario do que meu avô pensava a sua família abominou o namoro dele com uma mulher humilde, Elisabeth e sua família foram embora humilhados da casa do meu avô. O mesmo foi atrás dela e pediu desculpas mas a família dela proibiu o namoro, segundo eles ela sempre seria humilhada pela família dele e eles nunca seriam aceitos pela sociedade, então para protege-la de todo esse sofrimento os proibiram de continuar se vendo e a obrigaram a se desligar do posto médico. Mas meu avô não desistiu dela e a continuou procurando e logo começaram a namorar em segredo. A família dele o ameaçou dizendo que se ele continuasse com aquela loucura ele seria deserdado então vendo que ali eles jamais teriam paz meu avô implorou a Elisabeth que fugisse com ele para outro lugar, e foi assim que eles chegaram nos Estados Unidos, fugindo para viver um lindo amor, e foi assim que Elisabeth Mansen se transformou em Elisabeth Swan, minha avó.
Nesse momento ouve um burburinho entre os convidados, muitos estavam emocionados pela tocantes história de amor, mas em muitos rostos de via o desprezo pela mesma história.
- Meu avô procurou todos os meios legais para agilizar a sua permanência nesse país legalmente e assim que foi possível eles se casaram, minha avó começou a estudar e logo se formou em professora, e logo criou sua independência trabalhando e ganhando o seu dinheiro. Como meu avô mesmo diz, ela sempre foi cabeça dura e nunca aceitou ser sustentada por ele. Ela sempre teve orgulho de ser independente. Meu avô assim como fazia na Itália logo começou a fazer aqui. Começou a trabalhar como médico voluntário para pessoas desafortunadas. E com isso veio a ideia. Ideia de criar um hospital que não cuidasse apenas de pessoas com dinheiro, e sim que provesse cuidados para todas as pessoas que precisassem, tendo elas dinheiro ou não. E assim ele usou de suas próprias economias e fundou o Memorial Hospital. E caso vocês não saibam esse foi o primeiro hospital sem ser do governo a não cobrar pelo atendimento. Meu avô trabalhou única e exclusivamente nesse hospital por muitos anos, até que ele finalmente começou a ser reconhecido e logo outros médicos se juntavam nessa luta com meu avô, uma luta para tornar o mundo um pouco melhor, com um pouco de igualdade. Nessa época meu pai já estava com 10 anos e meus avós decidiram começar a rodar o mundo, conhecendo novas culturas e assim meu avô poderia ajudar outras pessoas. Quando meu pai estava com 18 anos eles voltaram para cá para que ele tivesse a melhor educação possível pois ele também queria ser médico. Logo que se formou em medicina meu pai Charlie Swan também trabalhou aqui abraçando a causa do seu pai. Assim como o pai Charlie é um homem admirável, assim como eu trabalhou por anos aqui sem nunca mencionar que era filho do dono do hospital, sem nunca tirar uma única vantagem disso. Um dia, depois do expediente de trabalho meu foi com colegas até um bar para descontrair e lá ele conheceu a minha mãe, que era a dançarina da boate.
Nessa hora os olhos de Isabela se voltaram para mim. Uma parte da minha mente ouvia os comentários horrorizados da maioria dos convidados. Mas a maior parte estava vidrada naquele olhar que mexia profundamente comigo.
- Assim como meu avô meu pai se apaixonou a primeira vista pela minha mãe. A maioria de seus colegas o ridicularizaram quando ele comentou que pretendia chama-la para sair, mas ele não ligou para isso. Claro que não foi fácil convencer minha mãe disso, mas depois de correr atrás dela por 2 meses ele acabou conseguindo um encontro em uma cafeteria. Lá ele descobriu que ela trabalhava como dançarina para sustentar os pais que eram muito idosos e doentes e como não tinham dinheiro para arcar com os custos ela se prestou a ser dançarina, profissão abominável aos olhos hipócritas da sociedade. Meu pai não se importou com nada disso, logo transferiu os pais dela para esse hospital para que fossem devidamente cuidados e em um mês ele e minha mãe começaram a namorar e um ano depois eles se casavam. Meus avós vibraram de alegria ao ver a felicidade do filho e amaram a minha mãe por ser a causa disso. Logo minha mãe terminou os estudos e por admirar muito meu pai ela resolveu seguir seu caminho e também se tornou médica. Só que mais uma vez a sociedade hipócrita não permitiu uma felicidade completa. Colegas de trabalho do meu pai o ridicularizavam e humilhavam minha mãe devido a suas origens humildes e a sua antiga profissão. Rumores de que tudo não passava de um golpe não demoraram a aparecer e logo meus pais iam embora desse país. Eles se juntaram aos meus avós que moravam nessa época na índia onde praticavam a medicina sem obter lucros por isso, afinal e minha família é muito rica. E foi assim que cinco anos depois eu nasci.
E os seus olhos não deixavam os meus durante todo o discurso.
- Diferente da maioria de vocês eu não fui criada em escolas particulares, em aulas de balés ou em cursos de etiqueta. Eu cresci em meio as áreas pobres e carentes da Índia e da África, países onde meus pais moraram. Quando estava com 10 anos meus pais ingressaram nos médicos sem fronteiras, e assim eu conheci o mundo. Fui para vários países com eles e cresci tendo o exemplo em minha casa de que a felicidade não esta no que você tem ou no que você pode comprar e sim em o que você pode fazer pelo seu próximo. Sempre fui muito inteligente e mesmo estudando em casa eu consegui entrar em Harvard com apenas 17 anos, me formando assim em médica com apenas 22 anos. Eu me formei como a primeira da turma, a mais jovem e com honras. Fui convidada a trabalhar nos melhores hospitais desse país, mas meu primeiro trabalho foi ao lado do meu avô em seu hospital na África. Trabalhei lá por 2 anos, depois fiquei mais 2 ao lado dos meus pais nos médicos sem fronteiras, mas a saudade desse país bateu forte, principalmente a saudade da minha melhor amiga dos tempos de faculdade a Dr. Brandon. E foi assim que eu acabei voltando para cá esse ano e comecei a trabalhar neste hospital ocultando quem eu era na verdade. Meus avós e pais não gostaram muito de minha escolha, segundo eles esse país ainda é muito atrasado socialmente e as pessoas são muito hipócritas, mas eles acharam que já era hora deu seguir meu próprio caminho. E é com uma grande infelicidade que eu digo que em apenas um mês eu percebi que eles estão completamente certos.
Nessa hora o falatório começou alto, quase todos indignados com o comentário.
- A maioria de vocês se julgam por suas contas bancárias, por seus sobrenomes de família ou por suas profissões, mas quase nenhum de vocês se julgam por quem realmente são. De que adianta se vocês tem uma conta bancária de meio milhão de dólares se vocês não dão um único centavo para caridade. Quantos aqui de vocês já deram um prato de comida a uma criança faminta na rua? Ou tirou um casaco e deu a uma senhora moradora de rua no inverno? Ou ainda comprou uma garrafa de água no verão e deu a um trabalhador na rua? Vocês se gabam por suas obras de caridade, por suas contribuições a esse hospital mas quantos de vocês fariam isso se tal fato não fosse dedutível do importo de renda ou se isso não saísse em todos os jornais amanhã? Eu respondo, quase ninguém.
Ela parou para tomar um gole de água enquanto olhava ao redor e ouvia as palavras de espanto.
- Estou ouvindo daqui vocês dizerem que eu estou sendo o desgosto da minha família ou que eu acabei com esse hospital e quero dizer a vocês que tudo que estou dizendo aqui é com o consentimento do meu avô. Na verdade é a pedido dele. E caso pensem que isso trará problemas ao hospital não temam, a fortuna de minha família é tão grande que se quisermos sozinhos podemos manter esse hospital funcionando por mais de uma década.
Nessa hora todos voltaram a falar, mas o assunto era a sua fortuna.
Tânia ao meu lado falou.
- Será que ela é tão rica assim? Meu pai gostaria de conhecer a família dela, ele procura milionários para parceira em um novo negócio. _ Tânia comentou distraidamente.
Então eu percebi, todo o discurso dela era verdade, Tânia a pessoa mais moralista que eu conheço estava ignorando o passado da família de Bela apenas por saber da sua fortuna. Todos ali eram hipócritas por estarem fazendo o mesmo.
- Muitos de vocês assim como os amigos de outrora do meu pai também julgariam que uma dançarina não é uma mulher respeitável assim como vocês, mas me digam? Quantos de vocês já traíram suas esposas ?
Nessa hora seu olhar voou para mim.
- Quantos de vocês humilham pessoas que nunca viram mas na verdade são vocês que não tem carácter ou honra. Sei que muitos de vocês irão ignorar o meu discurso, mas sei que alguns irão ouvir. Peço a esses que reflitam, é esse o tipo de pessoa que querem ser? Hipócritas sem carácter? Vocês não precisam largar tudo na vida e servir o mundo em caridade como a minha família, basta você ajudar uma pessoa perto de você que assim você já estará ajudando a vocês mesmo a ao mundo. Até o maior dos muros começou com o primeiro tijolo. Esse é o lema do meu avô. E em nome dele eu agradeço a todos essa noite. E aos que me olham estupefatos com a coragem e atrevimento do meu discurso não se preocupem, assim como toda a minha família eu cheguei a conclusão de que esse país não é o lugar onde quero viver. Apenas cumprirei com a minha palavra dada ao Dr. Cullen que quer minha ajuda em um projeto, mas assim que acabar eu estarei indo embora daqui. Eu agradeço a todos pela presença, e desejo que tenham uma ótima noite.
Eu observava as mesmas pessoas que antes cochichavam indignadas com ela agora a aplaudiam com entusiasmo. Bando de falsos hipócritas.
O discurso dela me pegou de jeito, eu era um dos hipócritas como ela havia dito, afinal, eu a chamara de vadia, mas era eu quem estava traindo minha esposa. Eu era como todos nessa sala e perceber isso embrulhou meu estômago.
Ela desceu do palco sendo seguida por meu pai e pela Dr. Brandon. Muitas pessoas tentavam falar com ela mas ela se esquivava de todas. Em certa altura um médico a chamou e ela parou para falar com ele, mas logo meu pai a chamou puxando levemente seu braço e falando algo ao seu ouvido, ela olhou em minha direção e tentou negar algo a meu pai mas ele a convenceu. Parecendo contrariada mas sem ter como negar ela acabou vindo em nossa direção sendo seguida de perto pela amiga. Assim que ela chegou a nossa mesa minha mãe a abraçou e parabenizou pelo discurso e pela linda história de sua família. Rosie fez o mesmo , mas a tentativa de puxar assunto não foi bem sucedida. Eu já ia pedir para falar com ela em particular quando uma voz atrás dela chamou a atenção de todos nós.
- Parabéns pelo discurso Bela.
Ela se virou espantada assim como todos nós por ver James ali.
- James? O que esta fazendo aqui? _ ela perguntou realmente surpresa.
- Alice me convidou. _ ele falou com um sorriso.
Bela olhou para Alice interrogativamente e a mesma sorriu.
- Eu acho que o homem que esteve ao seu lado por 3 anos e que sempre te amou pelo que você é tem todo o direito de estar aqui essa noite você não acha?_ ela disse de forma bem irônica.
Foi só eu ou todos concordamos que aquilo foi uma indireta para mim?
É, pelo visto eu estava mais ferrado do que imaginava.
Continua....
Notas finais
O que vcs acham que vai acontecer agora? Como a Bela vai enfrentar o resto da noite na mesa da família Cullen?
E o James? Será que a burrada do Edward levou a Bela de volta para os braços dele?
Quero saber o que pensam nos comentários.
Eu amei os comentários de vcs no último cap e prometo que vou tentar responder a todos.
Bjs
Dani
Os: Volto na terça com mais caps.
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