Notas iniciais
Meninas mais um cap para vcs.
Desculpem os errinhos de português e a formatação do texto, mas minha beta ficou sem net e não quis atrasar ainda mais a postagem.
Bjs e boa leitura

POV Edward.

- Vamos subir?
Ela perguntou calmamente depois que estacionei o carro.
Olhei para seu rosto. Ela estava tão linda. Ainda com os cabelos revoltos pelo nosso sexo recente. Com a roupa amarrotada como a minha. Seus lábios estavam inchados dos nossos beijos, seu olhos ainda brilhavam de luxuria e seu rosto estava com um rubor lindo. Ela estava tentadora e irresistível.
Mesmo sabendo que eu não podia fazer isso mais uma vez com Tânia eu a segui.
- Claro.
Saí do carro e abri a porta para ela.
Ela me guiou para dentro do prédio e logo estávamos no elevador esperando chegar eu seu andar.
O tempo todo ela segurou minha mão. Nossos dedos entrelaçados. Mas evitava olhar em minha direção. Parecia envergonhada.
Tratei colocar de lado esse pensamento. Ela não era mulher de ficar constrangida
por uma transa. Pelo contrario.
Logo o elevador parou no décimo andar e as portas se abriram. Bela me puxou pela mão até sua porta onde esperei que ela abrisse.
Uma vez aberta a porta ela entrou e eu a segui e minha boca literalmente ficou aberta de surpresa.
Eu já tinha percebido pelo bairro e pela fachada do prédio que o lugar era bonito e tinha requinte, mas não imaginei que tanto. O resto da casa não dava para ver, mas a sala dela era linda, decorada com requinte e bom gosto. Móveis clássicos e contemporâneos contrastando lindamente. Não que eu fosse um bom entendedor de decoração de interiores, mas eu tinha bom gosto, e eu sabia dar o devido valor ao que eu estava vendo.
- Sua casa é linda. _ falei naturalmente.
- Bom, você parece genuinamente surpreso com isso. O que achou? Que eu morasse em uma pocilga?
Ela perguntou divertida.
- Não. _ me apressei em dizer. _ Na verdade nem sei dizer o que pensei.
Na verdade eu imaginara que ela morava em um desses apartamentos que mal da duas pessoas dentro. Algo nela parecia estranho. Ela não aparentava ter dinheiro. Com certeza não era de família rica. E também não parecia ser uma mulher com um trabalho que desse para manter um apartamento desses. Não que ela não fosse inteligente, isso se via de longe que ela era, mas ela era tão simples e despojada que se via que aquele não era seu mundo. Talvez fosse um apartamento dado ou mantido por algum namorado ou ex.
É, com certeza era isso.
Ela caminhou até a sala e ligou o som, rapidamente uma música suave começou a tocar.
- Quer beber algo?
- O que você pode me oferecer?
- Edward... eu posso te oferecer tudo que você quiser.
Obviamente o duplo sentido daquela frase não passou despercebido por mim.
- Whisky?
- Já trago para você. _ falou sumindo por uma porta.
- Fique a vontade. _ ela disse de algum lugar da casa.
Me sentei no sofá e a esperei, logo ela retornou com um copo de Whisky nas mãos.
- E você? _ perguntei quando ela me estendeu o copo.
- Acho que já bebi de mais por hoje.
- E você não vai querer nada?
- Acho que estou com fome na verdade. _ ela disse me olhando intensamente.
Eu ainda não tinha entendido por isso ofereci.
- Quer que eu peça algo para você?
Então ela me brindou com um sorriso muito safado.
- Edward... Edward. Eu estou faminta, mas minha fome é de você.
Então sua boca atacou a minha.
Logo nos agarrávamos em seu sofá. Com calma a deitei no chão e logo estava por cima dela arrancando suas roupas.
Sei que agora não havia pressa mas eu não conseguia ir devagar, parecia que meu corpo tinha urgência do dela e parecia que ela sentia essa mesma urgência. Ela arrancava minhas roupas lutando para não ter que separar seus lábios dos meus. Lábios esses que me davam os beijos mais doces que eu já havia sentido.
Suas mãos pequenas percorriam meu corpo com urgência deixando um rastro de fogo por onde passavam. Eu gemia. Ela gemia. Nossos gemidos eram ouvidos acima da musica que tocava, mas eu não poderia me importar menos com isso.
Sem pensar em mais nada eu tirei por completo sua saia. A calcinha eu já havia arrebentado em meu carro.
Abri minha calça sem paciência de esperar por tirá-la e a penetrei de uma vez.
- Ahhh, Edward.
- Isso Bela, diz meu nome diz.
Comecei a estocar dentro dela devagar mas com força. Ela gemia a cada vez que arremetia dentro dela.
Embora toda minha fantasia com ela se baseasse em fodas quentes e sexys parecia que bastava eu entrar dentro dela para esquecer de tudo. Qualquer coisa com ela era quente.
Agora mesmo, eu estava transando com ela no típico papai e mamãe e porra, isso estava bom pra caralho. Nada poderia ser melhor do que isso.
- Ah!!!!! Edward, eu não vou aguentar.
Ela disse gemendo.
- Não tente resistir Bela. Goza pra mim, goza.
E com meu pedido ela gozou fortemente. Sentia seu corpo tremer sob o meu.
- Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!
-Isso, assim, bem gostoso.
Eu dizia enquanto continuava metendo nela.
Quando os espasmos dela pararam eu me levantei saindo de dentro dela. Ambos gememos com a falta do corpo do outro.
- O que esta fazendo?
Ela perguntou espantada.
- Você já me mostrou a sala, agora quero conhecer o resto da casa.
- A casa toda é?_ ela perguntou safada já entendendo o que eu queria.
- Cada cantinho dela.
Dei a mão a ajudando a se levantar a puxei para meu colo onde ela encaixou as pernas em volta do meu quadril.
- Corredor, cozinha. _ ela disse meio sem folego.
Caminhei até o corredor onde a prensei na parede e entrei nela de novo gemendo alto.
- Caralho, você é apertada de mais. _ falei com a beça apoiada no vão dos seus seios.
- O que vamos fazer em cada cômodo?_ perguntou bancando a inocente.
- Você vai gozar em cada um deles. _ prometi voltando a estocar dentro dela.

[...]

Bela estava deitada preguiçosamente em meu peito. Estávamos esgotados. Havíamos transado 4 vezes nessa noite. Nenhum de nós dormiu nada.
Transamos em cada cômodo como eu havia prometido. Depois mais uma vez no banho e por último na cama dela.
Estávamos exaustos.
Ela agora fazia carinho em mim traçando círculos inexistentes com o dedo em meu peito. Esse carinho era delicioso e ao mesmo tempo perturbador.
Eu não pensei que ela fosse carinhosa no pós sexo e não queria que ela fosse. Aquilo só tornava tudo que eu fiz mais complicado. Eu não queria carinho envolvido em nada. Deveria ser apenas sexo e pronto.
Mas eu não tinha coragem de afastar sua mão. Sentir o calor de sua pele na aminha era delicioso de mais.
Olhei no relógio e constatei que passava pouco das 5 da manhã. Eu tinha que ir. Com toda certeza a Tânia já tinha posto até a policia atrás de mim.
A afastei delicadamente e me levantei.
- O que esta fazendo?
- Tenho que ir.
- Mas tão cedo? Por quê?
E agora? O que eu iria responder? Não podia dizer que iria para casa ou que era por causa da esposa.
- Tenho uma reunião bem cedo, tenho que preparar tudo.
- Que pena, você nem conseguiu descansar nada._ ela parecia mesmo decepcionada.
Dei uma risada.
- Mesmo se ficasse mais aqui acho que eu não iria descansar. _ disse dando um beijo em seus lábios.
Ela corou com o comentário e mais uma vez isso me surpreendeu.
Andei até a sala onde catei minhas roupas e comecei a me vestir. Ela veio atrás de mim enrolada em um lençol e ficou me olhando. Parecia querer dizer algo, mas parecia indecisa.
Quando terminei de calçar os sapatos ela tomou coragem.
- Quando te vejo de novo?
Fechei os olhos com força. O Nunca querendo sair por meus lábios, mas a coragem me faltava.
- Eu realmente não sei, vou ter uma semana cheia. Deixe eu número comigo que quando der eu te ligo. _falei de forma calma e tranquila, não queria mostrar como estava nervoso com aquela pergunta.
Eu nem imaginava que ela iria querer me ver de novo.
Ela se limitou a assentir e pude perceber que ficou um pouco decepcionada.
Quando terminei de me ajeitar fui me despedir dela. A intensão era dar apenas um selinho, mas ao sentir o calor de seus lábios acabei aprofundando o beijo e a prensando na porta. Quando nos soltamos ainda ofegantes me vi perguntando sem nem pensar direito.
- Vai estar livre hoje a noite?
Ela deu um sorriso gostoso, acho que gostou da pergunta.
- Infelizmente hoje à noite eu trabalho.
Apenas assenti. Ela não trabalhou na noite de ontem, ou na tarde já que a encontrei correndo em plena tarde, mas trabalharia na noite de hoje. Que tipo de trabalho ela deveria fazer?
Logo imagens dela sendo garçonete ou dançarina invadiram minha mente.
Uma parte de mim não queria pensar nisso, mas outra achava que esse tipo de tralho era a cara dela. O que ainda reforçava a minha teoria de que ela era sustentada por alguém para manter aquele padrão de vida.
- Que pena, bom, como eu disse, eu te ligo e combinamos.
Eu já ia saindo do apartamento quando ela me chamou.
- Edward?
- Sim_ me virei a encarando.
- Eu realmente amei a noite. Foi...... especial para mim. Mas acho que precisamos conversar depois. Com a sua situação..... é complicado.
Eu permaneci parado olhando para ela. O que ela queria dizer com aquilo. Especial? Complicado? Essa mulher estava me confundindo. Ela não estava acostumada a transas ocasionais não? Isso deveria ser normal para ela.
- Não entendi. _ fui sincero.
- Bom, com você sendo casado. _ ela começou a dizer mas logo parou e seu rosto se tornou confuso e logo depois ela pareceu lembrar de algo.
- A não ser que tenha sido só essa vez.......... você não pretende me procurar mais? É isso?
Aquela era minha chance. Era só eu confirmar aquilo, eu não iria procura-la nunca mais. Pronto, tudo se resolvia.
Mas quem disse que eu queria dizer isso? Logo imagem de Bela e eu em outros encontros invadiram a minha mente. Outros encontros regados a sexo e prazer. Isso parecia irresistível para mim no momento. Então falei rapidamente.
- Claro que vou lhe procurar. Antes mesmo do que imagina. Mas vamos ter que conversar depois, agora eu tenho mesmo que ir.
Ela abriu um sorriso lindo e veio me dar mais um beijo.
- Nos falamos depois então.

[...]

Respirei fundo e entrei em casa. Na mesma hora que fechei a porta a ouvi gritando.
- Onde diabos você estava Edward Cullen?
Olhei para trás e encarei uma Tânia descabela, amarrotada, com olhos inchados e vermelhos e o rosto totalmente inchado pelo choro.
Ver aquilo quebrou meu coração. Fui eu quem causou isso a ela e não era minha intensão.
- Me desculpe amor. _ digo indo abraça-la.
A mesma se desmancha em meus braços e começa a chorar.
- Eu achei que estivesse morto ou ferido ou qualquer outra coisa. Por que não voltou para casa? Por que saiu daquele jeito? Por que não me atendeu quando liguei?
Ela fazia mil perguntas ao mesmo tempo e todas iam fazendo com que eu me sentisse pior.
A minha noite foi maravilhosa, mas foi as custas do sofrimento da minha esposa. E nesse momento estou me odiando por isso.
- Eu estava zangado pela nossa discussão e saí com a Rosie como disse que ia fazer, só que acabei não voltando para casa.
- E onde você estava?
- Andando por aí. Pensando. _ falei evasivo.
Ela me apertou em seus braços e eu vi o quão magoada ela estava.
- Quase morri de tanta preocupação Edward.
- Me desculpe amor, não vai acontecer de novo.

A arrastei até o nosso quarto dando por encerrado o assunto.
Tomei um banho e ao me deitar em nossa cama ao seu lado sou surpreendido por ela me agarrando e beijando.
Não é uma coisa comum ter Tânia assim, tendo iniciativas. E para ser sincero sexo com ela é a última coisa que quero no momento mas me vejo sendo incapaz de negar isso a ela. Afinal essa é uma das muitas obrigações que eu tenho como marido.

[...]

Depois de um sexo rápido e sem graça com o qual eu já estava acostumado eu tomei outro banho e comecei a me arrumar para o trabalho.
- Volte para cama amor, vem dormir um pouco comigo._ ela pediu manhosa.
- Não posso, tenho que trabalhar, tenho um projeto para entregar até sexta e ele esta muito atrasado.
Andei até ela e dei um beijo em sua testa.
- Te vejo a noite.
Saí apressado de lá. O que eu disse não era mentira, eu estava mesmo muito atraso com o projeto, mas esse não era o real motivo para eu querer sair dali. O motivo era que eu não conseguia parar de pensar em Bela e na nossa noite maravilhosa, e fazer isso ao lado da minha esposa ainda mais depois de ter feito amor com ela me fazia muito mal.
Dirigi rapidamente até o meu escritório e cheguei lá antes das 7 da manhã.
Ao contrario do que pensei eu tive um dia de trabalho muito lucrativo. Apesar de estar cansado, com sono e sem conseguir tirar Bela da cabeça, os meus desenhos fluíam muito bem, parecia que o projeto saia diretamente da minha mente e se materializava em forma de desenho nas folhas a minha frente.
Antes das 4 da tarde eu já tinha mais da metade do projeto pronto.
Como eu ainda não tinha comido nada resolvi fazer uma pausa e liguei para um restaurante ali perto pedindo uma comida leve.
Enquanto esperava pelo meu pedido sentei no sofá em meu escritório e logo bateram na porta de minha sala, achando que era o meu pedido me levantei e abri a porta. Só que para minha surpresa não era o meu almoço ali e sim minha prima.
- Então? Pode ir me contando tudo. Quero cada mínimo detalhe.
Ela falou já entrando em minha sala.

[...]

- A agora estou nessa enrascada._ finalizei meu relato a Rosie.
- Eu não sei se te beijo e te dou os parabéns ou te bato seu idiota. Por que foi dizer que estava separado? Que tinha saído de casa?
- Eu sei lá. Ela estava lá se fazendo de difícil. E porra, eu estava com um puto tesão nela, queria acabar logo aquele desespero dentro de mim e também já não estava em meu juízo perfeito, tinha bebido demais. Então quando vi já tinha falado a merda e não voltei atrás.
- Bom, isso vai ser um problema, mas nada que uma boa conversa não resolva. _ ela disse sorrindo.
- Ela também disse que queria conversar. _ comentei sem interesse.
- E quando vão se ver de novo? Hoje?
- Não, preciso ir para casa hoje, tenho que recompensar Tânia por tudo. E também ela vai estar trabalhando hoje a noite.
- A noite? Em que ela trabalha?
- Sei lá, provavelmente é uma garçonete de algum bar ou dançarina.
- Credo Edward! Quanto preconceito! Ela pode muito bem ser paramédica, policial, assistente social, e você logo pensa em coisas vulgares. Não que eu tenha algo contra uma dançarina de boate, mas pelo seus padrões isso seria o mesmo que ser prostituta. _ ela disse com desdém e raiva.
- E tem diferença? E realmente eu não acho que ela se encaixe nos outros perfis de profissão, você viu o jeito dela.
- Vi sim. E daí? Ela é muito inteligente, espontânea, extrovertida, o que tem de errado?
- Pra você nada né?! Você ainda vive achando que o mundo é uma festa.
- Você me acha vulgar Edward? Ou uma perdida?
- Claro que não! Que ideia.
- Bom, mas eu não sou muito diferente da Bela. Então por que você acha isso dela?
- Eu conheço você. Conheço a minha vida toda, sei que você só tem esse jeitinho louco mas é ótima pessoa.
- E quem te garante que ela também não é?
Me calei voltando a comer minha comida que já estava fria a essa altura. Rosalie estava tentando me convencer a ter algo mais sério com Isabela, mas essa hipóteses estava completamente descartada para mim.
- Eu não quero mais saber deste assunto Rosie. _ falei serio largando a comida fria em cima da mesa.
- E o que vai fazer então?_ ela perguntou debochada.
- Vou ter mais um encontro com ela essa semana e depois dou uma desculpa qualquer, digo que fiz as pazes com minha esposa, sei lá.
Ela me olhava seria.
- O que foi?
- Não se preocupa nem um pouco com os sentimentos dela não?
- Ah, claro, por que ela é uma pobre mulher indefesa. Para de besteira Rosie. Ela é até mais velha do que eu, muito mais experiente como eu já percebi. Ela não é do tipo que se envolve emocionalmente nas transas.
- Sabe, você fica aí falando de caráter e tal, mas ouvindo você falar me parece que você é o cafajeste e ela sim é a moça de família. _ ela falou se levantando.
- Onde você vai?
- Essa conversa me aborreceu, não quero mais falar com você agora. Nos vemos a noite.
- A noite?
- Sim, seu pai me convidou para jantar na casa deles, parece que você também não vai escapar, até lá.
Então ela me deixou sozinho. Fiquei chateado por ela ter ido embora aborrecida comigo, mas ela vai acabar entendendo. Rosie ainda tem uma visão romântica do mundo.

[...]

- Que bom que vieram, eu estava com muitas saudades. _ minha mãe falava quando entramos na sala.
- Por mim estava sempre aqui Esme, seu filho é que sempre foge dos seus convites._ Tânia disse
Minha olhou para mim mas eu apenas revirei os olhos em resposta, ela sabia muito bem por que eu vivia recusando os convites.
- Meu filho, que bom te ver. _ meu pai disse me abraçando.

....

Estávamos todos jantando em silencio. Rosie não queria papo comigo e isso estava deixando todos na mesa intrigados. Depois de várias tentativas da parte de minha mãe em puxar assunto ela acabou por desistir.
Quando já estávamos acabando a sobremesa meu pai finalmente se pronunciou.
- Eu chamei vocês aqui por que queria lembra-los do baile anual do hospital.
Bufei exasperado.
- Pai, você sabe que eu não tenho saco para esses bailes entediantes do hospital.
- Aí é que está! Esse ano não vai ser entediante como eu reconheço que os outro eram. Vai ser diferente.
- Diferente como? _ Tânia quis saber.
- Bom, esse ano quem esta organizando é uma nova médica que chegou, Alice Brandon. Ela disse que o baile será animado esse ano.
- Eu não sei como um baile de hospital pode ser animado. _ desdenhei.
Eu já tinha ido a inúmeros bailes desses em minha adolescência e me lembrava perfeitamente o quanto enfadonho eram os bailes. Um monte de médicos conversando com outros médicos sobre assuntos médicos.
- Bom, eu não entendo muito de organização de eventos, mas pelo que as enfermeiras tem comentado nesse ano teremos uma pista de dança, um leilão de médicos, os pacientes participarão do evento e o mais importante e o motivo de eu não aceitar um não como resposta da parte de vocês, um parente do fundador do hospital estará presente e receberá uma homenagem.
- Ual! _ todos dissemos ao mesmo tempo, até minha mãe parecia espantada.
Mas obviamente quem tinha que soltar a perola da noite era minha esposa.
- Um leilão de médicos, que coisa vulgar._ ela disse desdenhosa.
- Tânia. _ a adverti.
- Tenho certeza de que não sou a única a pensar assim querido. _ ela disse sorrindo para minha mãe esperando apoio.
Minha mãe se limitou a encher a boca com sorvete o que deixou minha esposa constrangida.
- Pois saiba que com certeza é a única que pensa assim aqui, aliás, acredito que em toda cidade não ache alguém com uma mente tão tacanha quanto a sua._ disse minha prima se exaltando.
- Como? Tacanha? Não acredito que ter intrigada, modos e decência se compare a ser tacanha. _ respondeu Tânia acidamente.
- Tânia cale a boca!_ falei bravo
- Pois fique você sabendo que meus pais se conheceram exatamente em um baile onde minha mãe arrematou meu pai para uma dança. _ respondeu uma Rosie irada já se levantando da mesa.
- Perdão meu tio, mas não tenho mais vontade de ficar, conte comigo para esse baile, não faltarei por nada.
Meu pai que estava claramente aborrecido com a cena falou brevemente.
- Espero que leve seu namorado também, quero muito conhecê-lo.
- Levarei.
- Rosie, espere.
- Não. Não quero papo com você nem com sua digníssima esposa, percebo agora que vocês são perfeitos um para o outro.
Então ela saiu batendo os saltos pela sala de jantar e logo ouvimos a porta da entrada batendo com força.
- Uma cena desnecessária e vulgar._ Tânia comentou baixo pra mim, mas que foi ouvido pela minha mãe.
- Eu gostaria que mantivesse seus comentários preconceituosos para você quando estiver em minha casa Tânia._ minha mãe se limitou a dizer olhando para sua sobremesa.
Tânia buscou a mim com os olhos num pedido de ajuda, mas apenas murmurei um cale a boca o que a fez ficar com olhos marejados e terminar a sobremesa em silencio.
E assim acabou a nossa noite. Esse era o motivo de eu sempre negar os convites para jantar na casa dos meus pais.

[...]

- Eu não acredito que não me defendeu! Sua esposa! Você deixou que falassem desse jeito com sua esposa!
- Já ouviu o ditado? Quem diz o que quer ouve o que não quer?
Ela bufou de raiva e foi para o nosso quarto.
Permaneci na sala por vários minutos me acalmando. Peguei um copo e me servi de uma dose de whisky.
Sentir o liquido descer queimando na garganta me trouxe um certo alivio, mas minha cabeça ainda latejava.
Eu vivia tendo esses aborrecimentos. Era por isso que eu optava por uma vida caseira com Tânia, só assim mesmo para eu não me aborrecer.
Pensar nisso me fez penar também no que Rosie disse. Seria eu mesmo tão parecido com Tânia assim? Será que a convivência estava me transformando em um esnobe puritano chato?
Tal ideia me apavorou.
Queria ter uma ideia para poder mudar tudo em minha vida. Mas eu não tinha nenhuma. Mas o pensar nisso tive outra ideia.
Eu poderia não poder mudar Tânia, mas podia mudar alguns aspectos da minha vida.
Peguei meu celular e disquei para ela.
Tocou, tocou, tocou e caiu na caixa postal. Me lembrei então que ela havia dito que estaria trabalhando.
Olhei para o relógio e ainda não eram onze da noite, provavelmente ainda estava no trabalho. Mas a saudade estava forte, eu passei o dia todo pensando nela. Então tentei mais uma vez. E dessa vez ela atendeu no 3 toque.
- Alô?
- Bela?
- Edward. Que bom ouvir sua voz. Pensei em você o dia inteiro.
Ela era direta e sincera o que fez com que eu me sentisse um pouquinho mal.
- Queria ouvir sua voz antes de dormir.
Eu falava baixo e prestava atenção para ver se a porta do meu quarto não se abriria. Mas ela falava alto e estava em um lugar muito barulhento.
- Onde você esta? Tem tanto barulho._ reclamei
Ela deu uma risada gostosa.
- Eu avisei que estaria trabalhando. Esta cheio hoje.
E mais uma vez a minha teoria de garçonete ou dançarina se reforçava.
- Tudo bem, não quero atrapalhar. Queria saber se podemos nos ver amanhã?
- Humm...... pode ser, mas tem que ser na parte da tarde.
- Ok, te ligo então para combinarmos. Um beijo._ me apressei pra finalizar a ligação, estava com medo que Tânia saísse do quarto.
- Um beijo. Tchau.
Então desligamos. E um sorriso se instalou em meus lábios.

Continua...

Notas finais
Alguém tem algum palpite do que vai acontecer daqui pra frente?
Muitas reviravoltas na fic irão acontecer.
Bjs e até terça.
Dani