Notas iniciais
Bom dia meninas, mais um cap fresquinho para vcs.
Esse aqui foi Betado pela nossa amiga do Face Natasha Ferreira para que as postagens não atrasassem enquanto minha Beta esta em semana de provas e super ocupada com os estudos. Obrigada Natasha.
Boa leitura

POV Edward

Eu olhava pela janela do avião imaginando o que me aguardava depois da aterrissagem. Eu havia ficado animado com a ideia louca de Alice, mas agora estava apavorado. Afinal como eu faria para que ela quisesse falar comigo? Como eu faria para que ela me desse uma chance, só uma para provar que todo meu amor era real?

Ela estava muito magoada isso era notável. Mas além disso ela também estava desacreditada em mim, obviamente o único culpado por isso era eu mesmo, mas isso não diminuía a dor que insistia em queimar em meu peito. Nada do que eu havia dito antes a ela serviu de alguma coisa. Eu me abri para ela como nunca tinha feito para ninguém antes e isso não significou absolutamente nada. Então... que chances eu tinha?

- Quer saber como eu conheci Bella? _ a voz de Alice me tirou de meus pensamentos.

- Alice, sei que você esta sendo incrível por me ajudar, mas eu não estou afim de bater papo para passar o tempo.

- E nem eu estou a fim de ficar olhando para sua cara por 10 horas, mas nem tudo é como agente quer, então cala a boca e me ouve. _ ela disse mandona e irritada.

- Ela havia passado para Harvard com honras e eu era uma bolsista que havia se matado de estudar para conseguir uma simples vaga. Eu nunca tive família rica e nem nada parecido com isso, então eu estava por minha conta quando fui para Harvard. Eu tinha aulas durante o dia e trabalhava a tarde e a noite e durante as madrugadas eu estudava e fazia todos os trabalhos. Não demorou muito para eu desabar. Em 6 meses eu já não me aguentava em pé. Estava com notas baixas e a um passo de ser demitida. Um dia quando um professor estava entregando as provas ele debochou de mim ao entregar a minha dizendo que seria mais fácil para mim e menos perda de tempo para ele se eu apenas largasse a faculdade. Bella era da mesma turma que eu e estava presente quando eu sofri essa humilhação. Nós nunca havíamos nos falado antes. Ela não era do tipo que conversava em sala de aula mas seu sabia algumas coisas sobre ela, afinal, ela sempre era elogiada em sala de aula. Naquele mesmo dia eu me enfurnei no banheiro e comecei a chorar e realmente a ideia de largar a faculdade ficou muito atraente para mim. Somente largar tudo aquilo e voltar para casa para ser garçonete como minha mãe. Até que a porta do banheiro foi aberta e Bella passou por ela perguntando como eu estava. Eu estava tão carente que acabei contando toda minha história para ela que apenas me ouvia calada. Quando terminei ela apenas me abraçou e me pediu que lavasse o rosto e a seguisse. Eu o fiz e ela me levou até o apartamento em que morava e lá me ofereceu um café e como se comentasse que o dia estava bonito ela se virou para mim e perguntou se eu queria morar com ela. Na hora achei que fosse uma piada. Que ela só estivesse querendo debochar de mim também. Mas depois eu percebi que ela falava sério. Eu não acreditei, a garota mais perfeita e inteligente da faculdade de Harvard estava ali na minha frente propondo que eu morasse com ela e que permitisse que sua família me sustentasse durante toda a faculdade apenas por pura bondade. Eu ainda a perguntei se ela estava louca, afinal nem éramos colegas, muito menos amigas. Ela me olhou e disse que podíamos ser, afinal, viver no mesmo apartamento sem se falar seria muito chato. Eu a olhei incrédula e perguntei a ela o por que daquilo e ela me disse simplesmente que era por que eu estava precisando. Na cabeça dela, se eu precisava e ela podia, era a obrigação dela me ajudar. Eu ainda tentei uns dois ou três argumentos para mostrar a ela o quanto aquilo era ridículo, até que ela se cansou de me ouvir e me disse que por mais distante que fosse o caminho ele sempre começava com o primeiro passo. Que depois do primeiro os outros eram mais fáceis.

Alice falava aquilo tudo como se ainda vivesse naquela época. Seus olhos estavam desfocados como se ela enxergasse algo que não estava ali. Então ela pareceu acordar e me olhou.

- Eu sei que não vai ser fácil pra você, mas o pior vai ser o primeiro passo, depois desse fica mais fácil. Eu vou ser realista, ela vai fugir de você igual ao diabo da cruz. Mas se você insistir, se você mostrar que não vai desistir dela, que vai lutar, ela vai acabar entendendo. Agora se você entregar os pontos só vai provar a ela que seu amor por ela é muito pouco.

- Você esta certa. Eu sei disso, só.... só não sei se vou conseguir aguentar ver ela com o noivo. _ disse triste.

- Por que? Ela teve que aguentar ver você com sua ESPOSA.

Então ela se virou para o outro lado e fechou os olhos deixando claro que a conversa tinha acabado.

{...}

Ao sairmos do aeroporto entramos no taxi e Alice entregou a ele um endereço escrito em um pedaço de papel enquanto eu olhava a região pela janela. Apesar de tudo ser simples era tudo muito bonito, mas depois de algumas quadras o cenário mudou.

Aquilo parecia cenário de filme de guerra. Havia destroços por todo canto. Montanhas mas montanhas de entulhos, o cheiro no ar era horrível. Algo parecido com esgoto e peixe podre.

- O que é isso tudo? _ perguntei entre espantado e aterrorizado.

Será que estava havendo alguma guerra civil por ali e os noticiários não estavam transmitindo?

- Tudo isso ainda é o resultado do Tsunami. _ ela falou triste.

- Mas isso foi a dois anos. _ falei chutando mais ou menos.

- Na verdade quase 3.

- Mas a área do aeroporto estava reconstruída. _ falei lembrando da paisagem simples mas inteira que deixamos para trás.

- Aquela é a área visitada pelos turistas. Aeroporto, hotéis e pousadas 5 estrelas, tudo reconstruído em um ano. A área da população local? Ainda não foi feito quase nada. Mais da metade da população ainda mora em abrigos ou nas ruas.

Voltei a olhar em volta e agora eu via algumas crianças correndo pelas ruas quase nuas enquanto alguns adultos reviravam os entulhos e outros apenas olhavam para o carro passando como se olhassem para um filme.

Olhei e vi uma menina que deveria ter no máximo uns 8 anos segurando um bebe no colo que tinha a metade do seu tamanho. Eu não sabia dizer se era um menino ou uma menina, eu só sabia que a criança não tinha as duas pernas. Aquilo apertou meu coração.

Alice percebendo que eu olhava um ponto em especial acompanhou meu olhar e suspirou.

- Muitas crianças ficaram órfãs e muitas mutiladas. Agora crianças são pais e mães dos irmãos menores.

- Crianças são só crianças. _ falei lembrando de quando eu era pequeno e eu e Rose brincávamos no quintal de casa e ela se machucava correndo para o colo da mãe chorando. Eu ainda ficava zangado ás vezes por aquilo atrapalhar nossa brincadeira. Mesmo sendo o mais velho ali.

- Nem sempre é assim Edward. Principalmente em países pobres ou miseráveis.

Aquilo me acertou como um soco.

Me lembro de quando eu era adolescente e vim passar duas semanas aqui com meus pais de férias. Ficamos em um hotel de frente para o mar. Duas semanas nesse país e tudo que eu sabia dele era que as praias eram magníficas e que eu havia levado para cama uma camareira lindíssima que mal entendia a minha língua.

Em nenhum momento eu me interessei pela verdadeira história do lugar ou pelas pessoas e realidades daqui. Uma vergonha gigante me atingiu o que me fez encolher no banco.

O resto da viagem foi feito em silencio e a cada minuto a área por onde passávamos ia ficando mais e mais miserável, até que o motorista parou em frente ao que parecia ser uma casa de 4 andares, mas que estava quase caindo aos pedaços.

Alice olhou pra mim e falou:

- Edward, é aqui que Bella esta e é aqui que eu vou ficar, sei que pode ser chocante, e você não esta acostumado, não vou ficar chateada se quiser ficar em um hotel perto do aeroporto. Nesse caso, só deixo minhas malas aqui e vou com você...

- Não. Eu fico aqui. _ falei a interrompendo.

- Se é assim que Bella vive é melhor eu ir me acostumando.

Ela franziu o cenho.

- Ok, mas não precisa se acostumar com isso, a médica é ela e não você. Se tudo der certo vocês vão morar em uma linda casa nos EUA. E ela só vai vir para cá de vez em quando.

Preferi ficar calado, ninguém ainda sabia do que eu havia decidido e a primeira pessoa para quem eu contaria seria Bella, mais ninguém.

Pegamos nossas coisas e nos registramos no que por incrível que pareça era um hotel.

Os quartos na verdade eram cômodos minúsculos que não tinham banheiros ou eletricidade. A pergunta que nos faziam na hora do registro era, quarto com ou sem lampião?

Alice me levou até meu quarto e deixou uma de suas malas ali comigo, ela sabia que eu não tinha ideia do que encontraria, por isso levou para mim mosquiteiro, repelentes e lençóis. Sim, isso o hotel também não fornecia.

Agradeci a ela e ela disse que era para eu trocar de roupa por uma muito simples que em 20 minutos ela voltaria para me buscar.

Dei uma boa olhada em volta e fechei os olhos agradecendo a Deus pela vida que eu tinha em casa. Nem tanto pelo luxo, mas pelo essencial. Quando na vida eu achei que fosse dar o verdadeiro valor a um vaso sanitário? Pois bem, eu dava agora depois de olhar o banheiro aqui e ver que o vaso na verdade era um buraco no chão e a descarga um balde de água.

Depois de deixar minhas malas em um canto , eu não tive coragem de desfazer elas, e trocar de roupas eu me sentei no colchão esperando por Alice. 5 minutos depois ela batia em minha porta.

- Pronto para o primeiro round?

- Vamos lá.

Dessa vez fomos a pé mesmo e Alice ia me contando um pouco sobre a cidade onde estávamos. Era uma cidade litorânea, por tanto uma das mais atingidas pelas ondas. Ela me disse que havia passado um ano inteiro com Bella ali depois do desastre natural.

Quando chegamos em frente ao que me pareia um tipo de escola com vários prédios diferentes ela avisou:

- Chegamos. O Hospital.

- Aqui? Parece uma escola. _ falei olhando os prédios de novo.

- E são. O hospital foi levado pelas ondas. Esse é um dos prédios mais antigos da cidade. Ele resistiu bem. Então transferiram o hospital para cá.

- E a escola?

Ela me olhou meio debochada.

- Eles não tem casa nem comida, acha mesmo que teriam uma escola?

Então ela entrou no prédio e a mim sobrou segui-la.

Paramos onde haviam duas mulheres. Uma era nativa da ilha com certeza e outra parecia ser oriental.

-Boa tarde. _ Alice cumprimentou e eu a imitei.

- Boa tarde. _ a que parecia oriental nos respondeu. Ela era americana com certeza.

- Procuramos a Dra. Isabella Swan.

A oriental se virou para a nativa e começou a falar em outra língua. Tava explicado, ela era a tradutora.

Depois de alguns segundos ela se virou para nós.

- A Drs. Swan esta no 3º andar.

- Obrigada.

Nós fomos até a escada e começamos a subir lentamente. O prédio era alto então eram muitos degraus e havia muita movimentação.

Depois de finalmente chegarmos no andar começamos a percorrer os corredores até que eu a avistei. Eu apenas toquei o braço de Alice e essa se virou para mim e sem conseguir tirar os olhos de Isabella eu apenas apontei a direção onde ela estava.

Alice na hora começou a andar em direção a ela. Como se sentisse nossa presença Bella levantou o rosto olhando em nossa direção. Seu sorriso foi imenso ao ver Alice, mas o mesmo sumiu de seu rosto quando me focalizou vindo um pouco atrás.

Bella tinha a roupa suja de sangue e terra, seus cabelos estavam amarrados em um rabo de cavalo e seu rosto estava suado, mas para mim ela nunca esteve mais linda. Menos pela parte no ódio que eu via em seu olhar. Suas feições suaves foram se transformando em pura fúria. Acho que se ela pudesse ela mataria a mim e a Alice apenas com o olhar e então logo o meu olhar imitou o dela. Pois ao seu lado um homem enlaçou sua cintura e a chamou sua atenção.

- O que foi meu amor?

Então ele olhou para frente e nos viu franzindo o cenho em confusão.

Ali ao lado dela no lugar que eu deveria ocupar estava James, o noivo dela.

Mas pelo que dependesse de mim isso iria mudar rapidamente. Não importava quantas vezes ela me enxotasse daqui, eu só iria embora se a levasse comigo.

Continua....

Notas finais
E então? O que acharam do cap?
Edward esta pela primeira vez vendo a realidade sobre a pobreza. Esse foi só o primeiro choque meninas, ele ainda vai ver de muito mais perto.
E essa Alice hein. Ela não tem papas na língua. Mas cá entre nós, eu gosto é de pessoas assim. O mundo precisa de mais Alices. E essa amizade dela com a Bella, cara se eu já amava a Bella antes agora então ela ta perfeita.
Então é isso. Eu quero saber o que vcs estão pensando sobre a fic e o que acham que vai acontecer nesse primeiro reencontro.
E não se esqueçam de passar lá no face, eu já postei spoilers de futuros acontecimentos em fotos e gifs.
E quem ainda não faz parte do meu grupo no face fique a vontade para add. Quero todas vcs lá. BAsta pedir que eu add.
https://www.facebook.com/groups/1412653685617779/

Obrigada a todas que comentam e a todas que recomendam a fic. E claro, obrigada tb as fantasminhas de plantão que não perdem um cap da fic.
e obrigada a todas que me acompanham pelo face e sempre comentam por lá. Vcs alegram meu dia e me inspiram a escrever cada vez mais. Viu dona Edla Dos Santos, eu agradeci......kkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Bjs a todas e até semana que vem.
Dani

n/N: Oi, Oi pessoas lindas , eu sou a Natasha e só estou aqui enquanto a Thaises estiver fazendo as provas :D
Esse capítulo foi totalmente divo u__u nós já vimos que o nosso Edward não vai desistir , o James que se prepare pois ele está nessa briga para levar a Bella pra casa.
Vamos ficar na torcida e ansiosas por mais capítulos !
Beijos >.