Hot Cold Blood - Klaroline.

5 Capítulo 5 - Consulta A Uma Bennett.


POV KLAUS

Me levanto e dou de cara com Hayley que apenas me cumprimenta com a cabeça. A pego de leve pelo braço e digo.

— Pela outra noite, amor, não se preocupe. Quando eu achar o objeto que a une àquela bruxa Sophie, você e o bebê estarão salvos. — Olho em seus olhos e ela apenas assente.

Para isso, preciso de uma certa vampira loira de Mystic Falls. Irritante, insuportável e às vezes mais mimada que minha querida irmãzinha.

Olho quarto por quarto e não a encontro. Olho por último o de Elijah e o de Rebekah, que entro desconfiado com o silêncio. Nada vindo da minha irmã ou de Caroline é silencioso. Encontro jogado num canto, encharcado de sangue, o echarpe branco que Caroline usava por cima do vestido. Desço as escadas correndo com o echarpe ensanguentado para pegar minha irmã onde quer que ela estivesse, mas para minha surpresa, economizaria minhas habilidades de detetive, pois ela se encontrava na sala. Nos olhamos e imediatamente questiono Rebekah irritado.

— O que fez com Caroline, Rebekah? — Grito sacudindo o echarpe.

Rebekah fechou o livro que lia, se levantou descruzando as pernas e ficou mais próxima de mim do que era realmente necessário.

— Nada. — Falou calmamente passando por mim e pegando uma dose de whisky.

— Como nada? E isso aqui? — Jogo o echarpe em sua direção, que o pega.

— Ah, sim. — Diz cínica como se não soubesse a que me referia. – Isso agora é meu. — Rebekah fala e a olho com desconfiança. – Calma, Nik. Ela pôs em mim para parar o sangramento devido a uma perfuração no abdômen feita por um certo irmão insano e descontrolado. Mas me diga uma coisa... Para que essa sina? — Ela levanta uma sobrancelha e acaba com a bebida no copo.

— Pensei que ela tivesse chego após eu me deitar. Pedi para que dormisse aqui. — Rebekah agora levanta as duas sobrancelhas em tom de surpresa e eu completo. – Caso Elijah chegue com novidades sobre o que seria e o paradeiro do objeto que liga Sophie à Hayley. — Rebekah anda em minha direção, para a alguns centímetros e diz:

— Talvez ela tenha fugido, Nik. — Fala um pouco óbvia. – Talvez ela mentiu para sobreviver, ou não quis ficar aqui já que libertou o lobinho capacho do Tyler. — Ela diz e meu ódio começa a me corroer junto com meu arrependimento. – A essa altura eles devem estar transando em uma cabana nas Bahamas. — Rebekah diz dando uma risada e eu a pego pelo pescoço. Queria torcê-lo ali mesmo.

Elijah entra na sala e alivia o clima de tensão.

— Klaus, me siga. — E aponta para o escritório. – Você também, Rebekah. — Ela vai quase se arrastando, mas atende ao pedido.

Se Caroline fugiu ou até mesmo desistiu, faria questão de deixar que ela fosse feliz só para depois a perseguir e acabar com tudo que ela construiu de bom para si, tudo o que ela ama. Só por diversão.

POV CAROLINE

Acordei no hotel. Ainda não consegui digerir tudo que aconteceu ontem. Tinha dormido sem banho, sem nada. Estava exausta. Minha cabeça ainda doía e meu corpo não respondia a estímulo algum. Ouço o telefone do quarto tocar na cabeceira uma, duas, três vezes até perceber que na quarta vez seria com um tom maior de urgência.

— Me deixem em pppaaazzzz... Só mais cinco minutinhooosss... — Falei com a voz mais preguiçosa e sonolenta do mundo. Não lembrava de contratar serviço extra de despertador.

— Caroline Forbes!!! Sua vagabunda! — Grita Elena e dou um pulo da cama, sentando-me na mesma. – Eu não acredito que transou com o cara do baile para ele nos tirar daqui!

— De onde tirou isso, Elena? — Pergunto curiosa e por um momento olho para o lado para ver se Thomas por um acaso não estaria ali. Ou o tal Marcel. Assim, por acidente.

— Seu celular está desligado. Tive que ligar para o hotel para conseguir contato com você. O que mais poderia ser? A dica do vestido deu certo, não foi? Sabia que o azul seria sexy. — Elena deu uns gritinhos animados quando toda a noite retrocedeu na minha cabeça.

— Vocês... — Coloco a mão na minha têmpora e continuo. – estão livres. — Respirei aliviada.

— Sim. — Ela fala feliz. – Graças a você e o seu corpinho. — Dá mais uma risada e enfim, com a felicidade da amiga insistente, eu me animo.

— Não sou puta para transar com alguém em troca de algo, Elena. — Faço voz de séria e em menos de um segundo descontraio. – Sou pior porque faço sem precisar de nada. — Digo e damos uma gargalhada alta juntas. – Mas eu não dormi com alguém para isso. — Dou uma pausa e emendo. – Na verdade foi bem mais complicado.

Explico o ocorrido para Elena enquanto me direciono para o banho e ela ouve sem me interromper.

— Caroline. Como assim? Então não precisou do vampiro bonitão para acabar com o feitiço? Pensei que fosse por conta disso que estamos aqui.

Começo a tirar o restante do vestido de ontem com ela ainda na linha.

— Não sei o que houve, Elena. Ele apenas teve um surto de consciência inexplicável e no final ainda disse algo sobre eu casar com Tyler na praia e termos filhos com uma casa dos sonhos. Essa bipolaridade psicopata dele me irrita! — Grito e o som ecoa pelas paredes do banheiro.

— Então Tyler pode retornar a Mystic Falls, e quando isso acabar vocês ficarão juntos. — Diz Elena quase babando no telefone e para abruptamente. – Espera... Vocês terminaram. Quer dizer, ele terminou com você, certo? — Ela fez uma pausa e continuou. – Mas você ainda o ama, não é, Caroline? — Perguntou num questionamento inquietante.

— Eu ainda o amo, Elena. — Falo com a voz uma pouco mais alta e continuo. – Mas me amo mais. Não posso passar o resto da vida imaginando como seria se déssemos certo juntos. Ele se livrou da ligação com Klaus muito antes de resolver me deixar. Disse que eu não poderia correr riscos e que seria melhor assim. — Penso em continuar quando ela me interrompe.

— Mas ele também te ama, Care! — Ela insiste.

— Eu sei que ele me ama, mas preferiu assim. Eu ainda o amo, Lena. Ele foi meu primeiro amor. Mas enquanto ele não estiver disposto, não há nada que eu possa fazer. — Falei triste e liguei o chuveiro. Precisava urgente de um banho.

— OK. Tem razão. Se cuida Caroline. Te amamos. Obrigada por tudo. — Falou em tom de despedida.

— Você também, Elena. Amo vocês. Mande um beijo para todos e peça para Stefan me ligar mais tarde. — Me despeço já entrando no chuveiro.

Ahhh, água quente... Ansiei por esse momento.

— Pode deixar, Care.

—Ahhh. — Falo quando lembro que faltava algo. – Diz para o Damon se fod... — Seria épico se Elena não me cortasse.

— OK, Caroline, ele já entendeu. — Dá uma risada e desliga.

Coloco um jeans confortável e uma camiseta qualquer e saio para conhecer alguns lugares da cidade. Sigo um grupo de turistas num tour cultural e divertido. Já que tirei meus amigos daquele cativeiro doentio, aproveitarei meu último dia de liberdade longe, bem longe de Klaus. Olho o celular para checar a hora e vejo uma mensagem.

“Seria interessante se desse sinal de vida após sumir de uma festa. De preferência aqui no bar que nos esbarramos. Beijos na nuca e quem sabe em outro lugar mais tarde.” Thomas. Às 18h38min.

Solto um sorriso e me encaminho para o bar. Mesmo tendo um bom tempo desde o envio da mensagem, talvez ele volte para lá mais tarde, e eu o aguardaria. Soube que hoje teria jazz e isso soava muito agradável.

— Uma água por favor. — Digo para a Cami e ela ri.

— O que aconteceu com as doses cavalares de “me dê o whisky mais forte da casa”? — Ela solta uma gargalhada enquanto me entrega a garrafa e enche meu copo. Se ela soubesse que virei várias doses de caipirinha e tequila, meia garrafa de vodka, e deixei outra no último gole de um whisky vagabundo de hotel ela ficaria chocada demais. Então melhor não avisá-la que minha cota para álcool esvaiu-se ontem.

— Apenas não me sinto bem. — Disse bebendo a água e fazendo cara feia. Rimos juntas e logo depois sinto um olhar em mim.

— Fugiu de mim.

— Não fugi, apenas não me senti bem. — Olho para ele e aponto para a garrafa de água e a mesma em meu copo. – Viu? Água! — Exclamo cínica, pego um copo para ele o enchendo de água e ele ri convencido.

— Tudo bem, Caroline. — Diz conformado dando um gole. – Uma pena não estarmos bêbados suficiente para terminar o que começamos ontem. — Ele fala e chego perto do seu ouvido o fazendo se arrepiar inteiro.

— Mas isso eu faço melhor sóbria.

—______________

Assim que entramos no quarto, jogo Thomas na cama, que cai sentado. Sento-me em seu colo e ele tira a camisa enquanto eu desabotoo sua calça. A ideia era não perder tempo. Se antes de embarcar nessa jornada louca e provavelmente sem volta com Klaus eu teria que me distrair, e eu o faria da melhor maneira possível. E que maneira!

— Nossa! — Diz ele após tirar minha blusa. Eu dou um sorriso e o beijo.

Sem perda de tempo, o encaixo em mim e seu rosto muda de o sorriso bobo para prazer. Aquilo me excitou mais ainda. Eu me mexia em cima dele, fazendo com que nós dois gemêssemos na mesma proporção.

Depois de muito tempo, principalmente de luto pelo fim do relacionamento com Tyler, eu estava realmente me divertindo, e já que estou muito longe de Mystic Falls para dar um abraço em todos, a melhor forma de passar a última noite de paz com certeza é essa.

Sinto o toque do beijo de Thomas no vai e vem do seu corpo. Ele me vira deixando-me por baixo e continua o movimento. Nesse momento meu celular toca e nós o ignoramos.

— Essa noite você é minha. — Nada de amigos prisioneiros te ligando.

Não solto uma palavra. Não quero falar. Estamos empolgados quando dessa vez é o celular de Thomas que nos interrompe.

— Caroline, me desculpe. — Ambos olharam para o visor e viram de quem se tratava a chamada: “Marcel”. – Preciso atender. — Ele se levanta pondo a roupa. – Assim que acabar aqui eu volto para compensá-la. — Thomas dá uma piscada e sai para atender.

Por mais irritada que eu tenha ficado, sei como Marcel trata seus vampiros mais próximos e qualquer descuido eles são punidos com a retirada do anel que os deixa andar sem torrar à luz do dia. Apenas aguardo Thomas voltar quando sinto um vento gelado em mim. Olho em direção de onde vem a brisa e tenho uma desagradável surpresa.

— KLAUS! — Gritei e imediatamente me tapei com o edredom.

POV KLAUS

— Não se preocupe, amor. Não vi nada. Apenas ouvi. Parecia... interessante. — E dei um sorriso cínico continuando a irritá-la. – Já esqueceu Tyler? Pensei que a esta altura estaria com ele. Vejo que me enganei.

— Já faz UM ANO, KLAUS! Agora saia do meu quarto!!! — Gritou estressada e apontou para a janela da sacada que eu estava. Eu ri alto.

Me divertiu ver Caroline de pé, envergonhada e enrolada num edredom gritando para eu sair dali.

— E seu parceiro de dança? Quem seria esse, Caroline? — Perguntei. Estava realmente curioso.

— Não te interessa, Klaus... — Ela olha para mim, me fuzilando.

Eu entro no quarto e ela se assusta dando um uns passos para trás. Talvez seja pelo fato de que das últimas vezes que estávamos um pouco mais perto um do outro eu a intimidei e depois foi com as mãos em seu pescoço. Apenas continuo, pego um copo do que sobrou de um whisky que provavelmente Caroline pediu para ontem.

— É Por isso gosto de lugares públicos. Não precisamos ser convidados a entrar. — Dou uma olhada em volta do quarto e sento-me na cama com o copo em mãos.

— Mais inconveniente impossível. — Fala enquanto continua de pé com o edredom à sua frente virando-se para mim.

Ao prová-lo, imediatamente engasgo.

— Esse é o pior whisky que eu já tomei na vida! — Digo e viro-me de costas, ficando de frente para a janela da sacada para que ela pudesse se vestir e jogo o copo fora.

— Poderia ligar, sabia? — Ela disse sarcástica.

— E você poderia atender o celular. — Falo mais sarcástico ainda.

Viro com a cabeça para ela que agora está com um vestido, um pouco torto, talvez pela pressa em se vestir, mas ainda faltava a peça mais importante que está em suas mãos. A calcinha. Ela aponta com raiva a mão que segura o precioso objeto feminino, o balançando em forma de me mandar olhar para frente novamente. E eu o faço.

Vou mais rápido que o necessário perto dela, imaginando que esses segundos deram tempo de vestir-se e a entrego o seu celular com o visor mostrando três ligações perdidas: Klaus.

— Desculpe, estava ocupada com coisas melhores. — Diz com um cinismo absurdo.

— A procurei pela cidade toda, Caroline e... — Ia continuar quando ela me interrompeu.

— Se veio atrás de mim para certificar que eu fugi, que não sou covarde como você ou estúpida suficiente para isso, saiba que sou mulher de palavra e cumpro meus acordos. — Caroline diz me olhando fixamente nos olhos e sai sem dar mais nem uma palavra. Penso em ir atrás dela mas não seria necessário. A nossa reunião com Elijah continuaria amanhã e talvez durasse mais alguns dias até decidirmos o que fazer.

POV CAROLINE

Ando o mais rápido que posso. Não precisou ir muito longe para ver Thomas caminhando em direção ao Centro. Me aproximo e ele percebe minha presença.

— Então seu ex-namorado é o Klaus. — Ele diz e continua a andar.

— Eu já disse, Thomas. Ele não é meu ex-namorado. — Falo enquanto o acompanho na caminhada. O pego pelo braço e o viro para mim.

— Então me diz o que ele fazia no seu quarto de hotel. Eu o ouvi. Por sorte não virei a maçaneta. — Ele disse parando de caminhar e ficando de frente para mim.

Penso em contar como ele tentou esse tempo todo matar todos os meus amigos, torturou bruxos, matou milhares de pessoas, transformou meu verdadeiro ex-namorado lobisomem em híbrido, construiu um exército e depois matou todos. Quis drenar uma cópia da cópia, apunhalou toda a família os trancando num caixão, de quebra me manipulou para matar doze bruxas, e quase me matou duas vezes... Na verdade três com essa de ontem. Ah, e quis se livrar do próprio filho! Entre milhões de outras coisas no estilo Klaus de ser. Então preferi apenas resumir a história.

— Ele é um desafeto antigo. — Falo estressada. – Resolvi falar diretamente com Klaus sobre o acontecido em Mystic Falls. — Falei disfarçando ao máximo. – Só não sabia que nesse horário eu teria um compromisso muito melhor. — Disse e ele deu uma risada junto comigo.

— Pelo o que eu conheço da fama dele, ele jamais faria algo para alguém sem exigir alguma coisa em troca. — Ele olha com uma sobrancelha arqueada como se esperasse eu falar que aceitaria sua ajuda e deixaria Klaus para lá.

— Eu sei. Não chegamos a nos falar. Talvez eu considere sua proposta. — Eu disse e o celular dele tocou.

Mas que porra, Caroline. Aceitar que proposta? Eu definitivamente não sabia mentir. Apenas não quero causar problemas para mim, muito menos para Klaus, o que significaria mais problemas ainda para mim.

Marcel ligou novamente para ele e me atentei ao que falavam. Era algo sobre ataque a um dos vampiros, mas não deu para ouvir o resto muito bem, pois Thomas se afastara rapidamente. A última coisa que escutei foi algo sobre “se livrar do incômodo. Blá blá blá... Três Originais".

Deixei Thomas ir sem drama e sem despedidas por ser melhor assim. Não queria envolvê-lo nessa loucura. Como se não bastasse ele ser um dos melhores amigos de Marcel, se envolver comigo era duplamente perigoso, já que o paranoico e egoísta Klaus acha que tudo e todos tramam contra ele e não admite duplas alianças.

Como há mais nada a se fazer na noite, apenas volto para o hotel esperando que Klaus ainda não estivesse lá. Chego ao quarto e vejo um papel encima da cama. Torço para que não seja algum desenho meu com um edredom cobrindo o corpo. Aquilo seria doentio demais. Mas era um bilhete cujo constava um endereço. Pego as minhas coisas e vou para a casa dos Mikaelson. Melhor descansar por lá hoje antes que alguém estrague meus planos de dormir eternamente até amanhã de novo.

Estaciono e entro na casa passando pela entrada e indo para onde podia ouvir um barulho. Lá na cozinha estão Rebekah, Elijah e a loba grávida Hayley.

— Caroline. Sente-se conosco. — Diz Elijah em uma surpresa agradável ao me ver e puxa uma cadeira. Eu sorrio em agradecimento.

Olho para a eles para a casa com estranhamento. Estava tudo muito... Calmo. Ele percebeu meu comportamento e explicou.

— Niklaus saiu para se encontrar com Marcel. Deu uma confusão a respeito do encontro. Ele está tentando resolver isso. — Elijah diz e Rebekah concluiu.

— Ele mordeu um dos vampiros de Marcel depois de um confronto verbal e agora está lá contornando a situação. Digo isso porque ficará sozinha aqui. — Rebekah fala.

— Sairemos todos com Hayley para uma consulta não muito convencional. Ninguém sabe dessa casa, portanto, está protegida. Não hesite em nos ligar caso algo aconteça. — Elijah fala indo em direção a porta. Ele para, olha para mim e diz. – Escolha um quarto, Caroline. Nessa casa não temos muitos, mas certamente terá um que te agrada.

Eles saem e eu subo para escolher um quarto. Achei o melhor para mim, com uma varanda para os fundos e o mais distante possível do quarto de Klaus. Ele havia me estressado suficiente por hoje e me deixou sem meu relaxante natural. Tomo um banho quente e demorado, mas nem isso pareceu me deixar menos tensa, mas ter uma noite de sono sem Klaus parecia melhor do que eu imaginava que seria dormir nessa casa.

Me deito na cama e penso em Tyler voltando para Mystic Falls e tudo que poderíamos ter juntos se ele não tivesse esse objetivo irracional de me proteger não sei do quê. Mas queria esquecer o que ele me disse antes de terminar, então um fragmento de imagem minha com Thomas invadiu meu pensamento. Aquilo me deixou um pouco excitada e eu resolvi terminar sozinha aquilo que começamos mais cedo antes de Klaus ter inconvenientemente nos interrompido.

Impeça ou negue uma mulher de ter qualquer coisa, menos sexo... E chocolate. Hmn, talvez algumas roupas e sapatos... Sem esquecer as bolsas e certas joias. Fora isso, OK. Mas meu pensamento ainda estava no primeiro.

POV KLAUS

Simplesmente tento me distrair depois de toda confusão com Marcel mais cedo e como não posso sair pela cidade drenando as pessoas, apenas pego uma das bolsas destinadas e Caroline e a tomo. Não me lembrava mais de como é horrível o gosto de sangue frio, mas era o que tinha para hoje. Era isso e pintar algo, qualquer coisa, apenas para não arrancar a cabeça de alguém.

Subo para o atelier e começo a rabiscar algumas coisas. Pincelada após pincelada e o desenho começa a se formar. Me empolgo um pouco mais quando um som me desconcentra. Vou até a metade do corredor e som o fica mais alto. Não preciso ir até o último quarto para saber que Caroline se divertia, ainda mais por eu frustrar seus planos mais cedo no hotel. Volto a pintar, mas o som parece mais alto que antes e eu me irrito. Queria saber com quem ela estava. Caroline não só nos colocaria em riscos ao trazer alguém para esta casa, como estragaria meus planos com New Orleans.

A vejo descer as escadas num pijama rosa com gatinhos estampados e um roupão um pouco transparente por cima, nada perecido com algo de uma “interação corporal” que eu ouvira agora pouco e eu a sigo.

— Relaxada, amor? — Pergunto sarcástico e Caroline passa direto por mim, entrando na cozinha pegando uma bolsa de sangue na geladeira. Ela continua me ignorando e eu apareço lá mais rápido do que ela poderia ver. – Da próxima vez, lembre-se de ao menos fechar a porta do quarto. — Sussurro nos seus ouvidos enquanto ela estava de costas para mim e sinto Caroline se arrepiar com o leve toque dos meus lábios em sua orelha. Ela se vira com tranquilidade e fala.

— Mesmo pensando estar completamente sozinha nessa casa, eu só não fechei, como tranquei a porta. — Ela disse isso com naturalidade, e muito, muito calma para ser Caroline. – Eu não ia fugir, Klaus. Não precisava se dar ao trabalho de prestar atenção demais em mim. — Diz levantando a sobrancelha sugestivamente e o copo com sangue na minha frente, o bebendo de maneira provocadora.

— Eu sei que é inexperiente em ser vampira, Caroline, e que mal pode controlar sua libido. — Digo em um tom tão provocador quanto. – Mas peço que você pelo menos o compila para esquecer completamente este lugar, e você sabe muito bem porquê. — Digo a ela me virando e caminhando para a sala. Ela vem a trás de mim e agora quem a ignora sou eu. Ela põe-se na minha frente sem eu ao menos perceber.

— Eu estava com ninguém, Klaus. Não há nada lá encima. — Ela arqueia uma sobrancelha e eu fico um pouco... sem reação. – E você disse algo sobre não saber se controlar aqui? — Ela fecha um pouco os olhos em sinal de eventual raiva feminina. – O que eu fiz está completamente dentro dos padrões de normalidade, já você... — Ela encosta o dedo indicador no meu peito o forçando um pouco contra mim. – não é tão controlado assim, visto que mordeu um vampiro do círculo interno de Marcel hoje. Eu espero que isso o tenha fadado ao fracasso, Klaus.

Ela sai e vou atrás dela novamente. Sobe as escadas e eu a acompanho.

— Sinto em informa-la, mas meu plano deu certo, Caroline. Agora que usei meu sangue para me desculpar, curando o vampiro de Marcel, ele está mais confiante sobre nossa amizade. — Olhei confiante e afirmei. – Em breve ele abaixará a guarda para eu entrar com o cheque mate.

— Acho que não. — Ela diz entrando no que agora é seu quarto e eu fico do lado de fora.

— O que quer dizer? — Ela não responde e eu entro. – Caroline?! — Pergunto e ela retorna do banheiro abaixando a camiseta e continuou.

POV CAROLINE

— Ouvi algo hoje... — Pego um sapato qualquer e o calço. – de uma fonte confiável... — Pego a bolsa e as chaves do carro. – que Marcel percebeu algo sobre suas intenções e quer se livrar do incômodo de ter não só um, mas três Originais aqui em New Orleans. — Desço as escadas e Klaus me acompanha.

— Onde vai a essa hora, amor? — Klaus Pergunta irritado e desconfiado.

— Ficar o mais longe de você possível. — Respondo ríspida. Realmente... Imaginar que passaria um tempo na companhia dele depois de tudo o que fez me dá náuseas. Me dirijo para a porta quando Elijah a abre e ambos ficamos cara a cara.

— Então acredito que ele não deverá se preocupar tão cedo com isso. — Elijah diz se encaminhando para uma espécie de escritório e nós o acompanhamos.

Ele explica tudo sobre o que descobriu hoje e o plano. Viajou com Rebekah para fora das jurisdições de New Orleans e contratou uma Bennett indicada por Bonnie em Mystic Falls para usar Hayley num feitiço de localização. Não foi um completo sucesso, mas também não foi um fracasso. O feitiço apontou uma amarra muito bem feita do objeto. Algo como uma proteção em algumas camadas. Não foi apenas uma ou duas bruxas, foram mais. O número não sabemos ao certo. Mas elas tem o plano de manter o filho de Klaus submisso à elas para qualquer eventualidade que venha as prejudicar. E sabemos como as bruxas são unidas. Bom... Eu sabia pela lealdade e convivência com Bonnie e como ela faz tudo por quem ama. Eles, por sofrerem ameaças constantes das bruxas que protegem a sua própria família a qualquer custo.

— Então Niklaus, creio que se ausentará de New Orleans por um tempo e acredito que há duplo benefício, já que Marcel ficará feliz em saber disso.

— Encontramos o primeiro rastro. Quando o pegarem, essa camada sumirá e os outras aparecerão em sua localidade automaticamente. — Rebekah diz confiante.

— Mas não pensem que será fácil. Não tem como ser. — Diz Hayley, e aparentemente mais preocupada comigo do que com Klaus.

— Leve isso com vocês. — Elijah diz estendendo um papel cujo está anotado uma frase estranha. – Foi o que a outra Bennet escreveu enquanto executava o feitiço e antes disse ela disse que viu muitas luzes, de muitas cores diferentes. — Eu pego o papel e imediatamente o entrego a Klaus, que o lê em voz alta.

“Ainda que nas luzes se encontre, a escuridão predomina. Roletam a vida em sons intermináveis. Ainda que inimigos, o laço dos amantes os levam à passagem do paraíso. No resto dos corações delirantes, a sanidade deve perpetuar. Apenas o controle revela algo sob a luz do luar”.

Todos se olham atônitos esperando uma reação. Elijah pega a mão de Hayley e ambos sobem, indo cada um para seu quarto. Rebekah os acompanha e daqui ouve-se a porta do quarto batendo.

Estamos sós. Eu e Klaus nos entreolhando quando o que parecia um silêncio eterno, se quebra com uma frase.

— Caroline... — Diz ele analisando pelo vigésima sétima vez seguida a frase. – Vá descansar. Teremos uma longa viajem amanhã.

POV KLAUS

Eu subo as escadas me preparando para dormir, mas logo vejo que não consigo. Vou para a varanda do quarto e olho todo aquele lugar. Eu sentia falta da mansão Mikaelson no Quarter, cujo Marcel se achou no direito de roubá-la de nós quando tivemos que fugir daqui. Olho para o lado e vejo distante, Caroline com um copo na mão também na varanda do seu quarto. Nossos olhares se cruzam por um momento a distância. Após alguns segundos ouço alguém bater à porta.

— Vejo que ainda está acordado. — Diz Caroline me entregando uma bebida.

— Sim. — Dou um gole e vamos em direção à varanda novamente, dessa vez do meu quarto, nos debruçando na sacada da mesma.

Ficamos em silêncio durante todo tempo. Nem sequer nos olhamos. Nós sabemos bem o quanto sentimos desprezo um pelo outro. Caroline era ingênua demais, infantil e numa constante variável de humor, e eu um monstro ao qual ela não conseguia sequer olhar. Ela se afastou de mim sem me olhar e se encaminhou à porta. Antes de sair, virou-se e perguntou:

— Klaus. — E eu a olhei. – Para onde vamos? — Disse apreensiva. Sabíamos que qualquer que fosse o local, não haveria tempo para distrações. Mas eu abri um sorriso junto as palavras.

— Las Vegas. — E ela sorriu junto.