Hot Cold Blood - Klaroline.
14 Capítulo 14 - Perdendo.
POV KLAUS
Como se não bastasse ser acusado de sequestrar uma loira falante, Elijah pediu para que Stefan e Tyler ficassem em nossa casa. Eu não sabia quem queria matar primeiro, mas certamente todos estariam sem vida até amanhã.
Sentei na cama e os pensamentos começaram a dominar minha mente. Os únicos lugares ao qual conseguia imaginar Caroline é Paris, que segundo ela “poderia morar aqui para sempre” ou Amsterdã, consumindo mais dez bolinhos recheados com drogas e dançando encima da mesa de um bar qualquer. Mas quanto mais eu pensava, mais me confundia entre o turbilhão de sentimentos que, não possuía a tantos séculos, que não conseguia me lembrar de que eles existiam. Até agora.
Eu fiquei tanto tempo mergulhado nos meus pensamentos que me assustei ao ver Elijah parado de pé na minha frente, que colocou a mão no meu ombro como se concluísse a mesma coisa que eu.
— Vamos encontrá-la, Klaus. — E saiu, me deixando sozinho novamente.
Me levantei para pegar mais um copo de whisky quando escutei uma conversa paralela não muito distante dali. Eles ficaram no mesmo quarto e não precisei de muito esforço para ouvir o que diziam.
— Você acha que Klaus está com ela? — Tyler perguntou a Stefan.
— Não. Ele pareceu tão preocupado quanto nós quando percebeu ser sério.
Tyler bufou como se não acreditasse no que Stefan falou sobre a minha preocupação e depois riu.
— Mas não podemos confiar nele! Primeiramente, ele é Klaus... — Acredito que Tyler faria alguns elogios a mim quando Stefan o interrompeu.
— Primeiramente, se você não tivesse invadido minha casa, perdido o controle e batido nela, Caroline não sairia daquela maneira! — Stefan disse um pouco mais alto e com irritação na voz, algo raro nele.
Estava um pouco alcoolizado, mas em perfeita capacidade de entendimento. Eles não mencionaram sobre esse pequeno incidente durante a briga entre ela e Tyler. Eu fiquei tão puto que não perdi tempo batendo na porta, eu a derrubei, arrastei Tyler pela gola e o joguei da varanda fazendo-o cair no primeiro andar. Pulei em cima dele e o acertei no rosto sem chance de defesa. Continuei batendo em Tyler sem parar até Stefan e meus irmãos correrem para me segurar. Fiquei completamente descontrolado.
Como ele pode? Como ele ousou tocar em Caroline de um jeito que não fosse para fazê-la sorrir ou sentir prazer? Não conseguia imaginar alguém a tendo como ele tem e a ferindo. Eu já machuquei Caroline tantas vezes que nem dá para contar, isso é um fato, mas Tyler não deveria, ele não poderia, não quando ela arriscou tudo e todo esse tempo, inclusive comigo, a pessoa que ela odeia apesar de tudo, com a esperança de ficar com ele um dia, esse idiota.
Não importa o quanto eu tenha batido em Tyler, para mim, não foi e jamais será o suficiente diante do que ele causou à Caroline. E agora ela foi embora ou algo pior aconteceu por causa da atitude covarde de alguém que ela ama. A minha satisfação foi ver Tyler jogado no chão sangrando e sem se mover.
— Se eu não precisasse das habilidades que concedi a você amanhã, certamente estaria morto agora, Tyler. Mas quando isso acabar, eu espero que seja esperto suficiente para correr o mais longe que puder. — Abaixei e olhei para ele que agora tossia e cuspia sangue no chão. – Antes de eu começar a te caçar e dessa vez só parar quando você não estiver mais respirando.
Eu subi antes que todos, inclusive meus irmãos, viessem me perguntar o que é isso nos meus olhos. Quando cheguei no quarto, peguei meu celular na intenção de convocar todos para uma reunião de manhã e vi a foto que Caroline tirou nossa ainda dentro do bar em Amsterdã, chamou de “uma selfie nossa. Está na moda” e teve o abuso de colocá-la na minha tela inicial para eu me...
“– ...lembrar de uma das poucas vezes que você se divertiu de verdade. Vamos lá! Haja como se fosse humano, com todas essas sensações te atravessando. Consegue sentir?”— E ela colocou a mão em meu peito, fazendo com que eu fechasse meus olhos e sentisse meu coração acelerar com o seu toque e o ritmo da música.
E definitivamente uma das poucas vezes em mais de mil anos que eu sorri genuinamente e ela fazia o mesmo com o rosto colado no meu. Caroline estava bonita, mesmo com os olhos um pouco inchados de certas substâncias. Eu ri ao me recordar da situação e depois todas as lágrimas que eu tentei segurar até agora escorreram sem a minha permissão.
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Todos concordaram em dividir as buscas. Marcel, Thomas e mais alguns vampiros iriam até as cidades vizinhas, Stefan e Tyler iriam para outras e eu ficaria pela redondeza, colhendo informações e seguindo alguns rastros. Tinha algumas pessoas me devendo favores. Seria o momento correto para cobrá-los.
Elijah ficaria com Hayley e Rebekah com alguns híbridos protegendo a nossa casa de algumas facções que esperavam pelo momento de distração perfeito para tomar o que é nosso.
Nos preparávamos para sair quando alguém que não recebeu o convite da festa apareceu.
— Acho que precisarão de alguém inteligente e lindo como eu. Esses dois idiotas não sabem das coisas.
— Damon! Que surpresa. — Me aproximei dele que continuou com o mesmo sorriso estampado. — Se tem alguém com o sarcasmo tão apurado como o meu, certamente é o Salvatore mais velho. – Eu não o vejo desde que quase separei seu coração do seu peito.
— E espero que continue assim. Gosto do som de quando ele bate.
— Então me diga... — Coloquei os braços em volta do seu pescoço, o carregando para o canto onde estávamos. – O que tem de tão importante que esses dois idiotas não sabem?
— É, Damon, o que você tem de bom o suficiente para deixar Elena sozinha? — Stefan perguntou ácido e Damon lançou um celular no ar em sua direção.
— Olhe a última ligação. — Ele disse e Stefan olhou sério para a cara dele como se quisesse matá-lo por fazer uma piada ruim. – Ah, sim. Senha de bloqueio. — Ele pegou o telefone da mão do irmão. – Tecnologia desnecessária que não funciona entre amigos. — E o entregou logo em seguida.
Stefan olhou para a tela assustado e o entregou para Tyler que ficou aborrecido.
— De quem é esse aparelho? — O lobinho esbravejou e isso me deixou incomodado.
— Alguém ao qual ela se pegou há umas semanas no meio do mato da Universidade Withmore. Safadinhos... — Todos no recinto olharam para Damon e ele deu uma risada, ainda olhando o celular. – O que, gente? Ele me contou! Inclusive ele me disse que depois foram para a casa dele e foi o melhor sex... — Se eu ouvisse mais uma palavra da boca de Damon, arrancaria sua cabeça. Me aproximei lançando um olhar ameaçador e ele percebeu a tempo que deveria se calar ou trocar de assunto. – OK, OK, hibridozinho. Já vi que não foi muito legal explanar a vida amorosa da loirinha por aí.
— DAMON! — Tyler gritou. – Nos dê algo que seja relevante! — E foi para cima dele, que não se preocupou. Pelo jeito o único híbrido ao qual todos temem sou eu.
— Alguém coloca uma coleira nele, por favor. — Damon disse e eu ri alto. – O fato é que Enzo também não voltou desde esse dia e eu estranhei ainda mais ao ir à sua casa e ver que ele deixou tudo, inclusive o celular para trás. Ou eles se perderam transando por aí, ou ele fez algo com Caroline, ou Caroline fez algo a ele, ou fizeram algo aos dois. Eu acredito no segundo “ou”.
— Por que ele faria algum mal a Caroline? — Stefan perguntou curioso.
— Como eu vou saber, irmãozinho? Já fizemos algumas coisas... memoráveis juntos. Ele faz parte do grupo dos vilões, use a imaginação. Só não sei porque alguém desperdiçaria uma loira como ela. Caroline é realmente delicio... — Ele olhou para mim e percebeu que deveria se calar de novo imediatamente.
Dei sinal para todos saírem e fiz o mesmo, sendo seguido por Damon.
— Você não tem uma Elena mimada e irritante para cuidar?
— Olha quem fala... Só que a sua Elena é loira e se chama Caroline, mais conhecida como Barbie Ambulante.
Minha? Caroline não é minha, nem de ninguém. Se ela pertence a alguém, esse alguém é ela própria e às vezes eu desconfiava que nem isso.
Ele riu e parou quando viu que não fiz o mesmo.
— OK. Ela não parava de procurar e chorar, então preferi fazer algo além de me aproveitar da situação. Bonnie e Jeremy estão lá. Então eu pude vir aqui e fazer algo divertido. No caso, encontrar com meu irmão e o idiota do Tyler. Só não sabia que você estava nessa jogada. Perece que os loirinhos têm passado bastante tempo juntos... — Damon levantou a sobrancelha sugestionando algo. Ele estava certo, teve a sacada, mas eu não podia dar a entender que sim ou ele teria o ego maior que o meu e isso meu ego não permitia.
Entrei no carro e Damon fez o mesmo no lado do carona. Não, eu não queria a sua companhia, mas era o que tinha.
— Como consegue? — Perguntei a ele que olhou para mim. – Fazê-la te amar mesmo sendo... quem você é.
— Um assassino sangue frio, crápula, sádico, idiota, lindo e maravilhoso? Não sei... Talvez seja porque eu a ame de volta, não importando o que as pessoas pensem, eu realmente a amo, Klaus. Já vocês dois... Deveriam frequentar uma terapia de casal para resolver esse lance.
— Nós não temos um lance.
— Mais enrrustido, impossível.
Passamos o caminho com Damon soltando piadinhas a respeito de mim e Caroline, o que me fez bufar uma centena de vezes e rir algumas quando ele falava algo memorável a respeito dela. Talvez Damon seja o único do qual eu possa falar sobre coisas que eu faço ou gostaria de fazer porque não há julgamentos, afinal, também há um código ética a zelar entre vilões.
A sua companhia veio a calhar. Damon e eu nos divertimos interrogando algumas pessoas e torturando outras várias. Ele dava a descrição de Enzo e de Caroline e eu assistia tudo sem interferir, até o momento certo. Foi assim todo o processo, até que consegui a informação de alguém que me devia um favor e consegui cobrá-la. Não que ela quisesse fazer, mas simplesmente não teve escolha.
— Ele se move o tempo todo. Não tem como saber a localização exata. Isso é o máximo que posso fazer, sinto muito. — Ela disse quando acabou de executar um feitiço de localização com o celular de Enzo.
— Isso é um mundo, Klaus! Não conseguiremos em uma noite. — Damon disse um pouco irritado.
— Não se formos sozinhos. Seu irmão é quem está mais próximo do local. Pedirei para ele e Tyler vasculharem aquela área e chegaremos em seguida. Será uma viagem um pouco longa, espero que faça um estoque alimentar. — Agora era eu quem sugestionava algo e Damon abriu um largo sorriso.
POV CAROLINE
Quando acordei e tentei me mover, percebi estar acorrentada. Aquele cheiro de sangue me despertou de um jeito que me transformei involuntariamente. Estava faminta. Mesmo com a visão turva, consegui ver alguém transitando à minha frente. Pisquei mais algumas vezes, tentando me acostumar com uma fresta de luz do lado de fora da cela enquanto mexia numa mesa que aparentava ser de madeira e depois entrou na cela com uma bolsa de sangue.
— Você quer isso? Você quer muito isso? — E reconheci sua voz. Estava fraca demais, mas o respondi mesmo assim.
— Vá se foder, Enzo.
— Acho que você não está em posição de tomar esse tipo de atitude, linda. Mas como sou bom, te darei algo melhor do que bolsas de sangue para compensar esses quase quatro dias em que te dopei para não saber o local ao qual eu te trouxe e te deixei sem se alimentar propositalmente. Mas não queria estragar a surpresa, desculpe. — Ele saiu e não demorou muito para retornar. – Sabia que a alimentação interfere no gosto do sangue? Eu odeio quando eles se alimentam mal. Esses fast foods, tanta gordura...
— Mas o q...? — Fiquei sem palavras. – Quem são essas pessoas e o que vai fazer com elas? — Perguntei um pouco desesperada.
Eu ainda estava confusa. Fraca e confusa. As coisas fizeram ainda menos sentido quando Enzo trouxe alguns humanos e os amarrou do lado de fora da cela na minha frente e devido ao meu jejum prolongado não teve como controlar a transformação.
Tudo o que eu queria era fugir dali e correr para bem longe antes que acontecesse algo do qual eu fosse me arrepender de ter feito, o que a esta altura, estava difícil pensar em outra coisa a não ser o quanto eu queria me alimentar deles até que não haja mais vida em seus corpos. Imediatamente me repreendi por esse pensamento e estava beirando o descontrole. Por sorte Stefan me ensinou a como me controlar em casos extremos como esse. Eu fechei os olhos, tentando afastar as coisas ruins que aconteciam no momento, aos poucos eu me acalmei e consegui tirar o foco daquelas vítimas em potencial. Ele percebeu que eu consegui manter o controle e ficou irritado.
— As primeiras e as últimas horas de Sol são essenciais para um bom desenvolvimento, sabia? Faz bem para a pele, revitaliza, revigora o humor. Pena que para você... — Ele se aproximou de mim e foi assustador. – ele seja um tipo de bronzeador natural desagradável.
Nos momentos seguintes só me lembro de aquela claridade toda invadir a cela e me queimar. Queimar tanto ao ponto de eu quase pegar fogo. E dei um grito mais alto do que meus pulmões realmente podiam aguentar e o buraco que abriu no teto se fechou com uma risada no fundo.
– Ah, eu poderia fazer isso o dia todo se ele não estivesse no fim. Para a sua sorte já é quase noite. Então terei que fazer pelo método tradicional. — E foi para cima de mim.
Eu tentei.
Eu tentei com todas as minhas forças.
Eu resisti de todas as formas possíveis.
Em vão.
POV KLAUS
Consegui rastrear Stefan e Tyler que ao me ver, deu uma desculpa qualquer e foi para outra direção. Stefan seguiu sozinho, pelo jeito ainda não tinha digerido o fato do irmão ter roubado sua alma gêmea e não conseguia passar tanto tempo assim ao lado dele.
Checamos quase todo canto e a madrugada já estava nos consumindo, mas não poderíamos voltar antes de achá-la. Não quando estávamos tão perto. Adentramos mais na floresta e ouvi um barulho se aproximando de nós.
— Sinto muito, amigo. Nunca foi minha intenção. — Alguém disse atrás de nós e quando me virei Damon estava caindo no chão com o pescoço torcido.
Fui em sua direção e ele se afastou subitamente, ficando em um ponto mais alto.
— Acho que nunca fomos devidamente apresentados. Enzo. — Ele fez um gesto de referência debochado e eu fui atrás dele, que novamente se afastou e inverteu as posições. – Não se lembra de mim? — Enzo fingiu-se de ofendido e riu em seguida. Minha paciência estava no limite. – Acredito que queira saber onde está uma mulher linda, loira, incrivelmente gostosa que atende pelo nome Caroline.
— Se não me disser onde ela está eu te enforcarei com suas próprias vísceras e você desejará jamais ter se apresentado a mim! — Gritei segurando em seu pescoço e ele pareceu assustado por não conseguir desvencilhar da minha aproximação dessa vez.
— Se você me matar jamais saberá o motivo pelo qual eu a peguei, nem onde ela está ou se está viva. — Ele disse rouco entre as palavras.
— Se não me contar em três segundos eu arranco sua garganta e eu mesmo a procuro.
— Augustine. — Enzo falou quase sem voz e eu imediatamente o soltei.
A última vez que ouvi esse nome foi há cerca de meio século, depois que nosso pai nos expulsou da cidade e eu fugi com os meus irmãos Elijah e Rebekah, carregando comigo Finn, Kol e Esther, nossa mãe.
Ficamos abalados muito tempo e mesmo conseguindo nos estabilizar em outra cidade me convenci de que seria melhor para todos se Kol e Finn estivessem conosco e eu retirei a adaga deles. Mas nada saiu como eu esperava. Kol me acusou de o empalar e Finn o defendeu, assim como Rebekah e Elijah. Como sempre, todos os meus irmãos conspiraram contra mim, sumiram da minha vista e retornaram algum tempo depois. Sem Kol.
Eles pensaram que eu tinha planejado algo contra meu irmão mais novo como vingança e vieram me cobrar explicações. Após intermináveis discussões concluíram não ser eu o culpado dele ter sumido.
Na semana seguinte, foi a vez de Rebekah e isso foi o estopim. A procuramos em todos os lugares mal frequentados por ela. Sem sucesso.
Tivemos que torturar quase todo o Conselho local para conseguirmos algo relevante e descobrimos algo sobre uma entidade científica que usava vampiros para realizar estudos. Para que exatamente, nunca soube, mas boa coisa não era. Lembrar disso fez meu sangue ferver. Ameaçamos a família de um membro que nos levou lá.
Quando fomos ao local, havia uma sala enorme com instrumentos cirúrgicos e tubos de ensaio para todos os cantos. O cenário só se tornou mais assustador quando vimos Rebekah deitada em uma maca com os olhos vermelhos, pálida e com muitos ferimentos profundos em todo o corpo. Enquanto eu a tirava de lá, Elijah me gritou e fui ao seu encontro, me deparando com outra cena caótica. Havia várias celas no andar de baixo com muitos vampiros e Kol se encontrava em uma delas. Quando nos preparávamos para subir, ouvi o grito de Rebekah e uma voz que o acompanhou.
— Senhoras e senhores. Agradeço a presença de todos. Quando a Augustine soube da presença dos Mikaelson na cidade, fizeram de tudo para pegá-los. Se ter vampiros era bom, imagina um Original. Agora, graças a mim, temos a família completa.
Todos se olharam assustados ao nos ver no salão. Acredito que pegaram nossos irmãos covardemente para não correrem riscos e não tinham noção da força de um Original diante daqueles zumbis por sangue que eles pegavam para fazer os experimentos. Arrebentei a grade que nos prendeu ao andar de baixo com tanta facilidade que deu vontade de rir. Kol não perdeu tempo e torceu o pescoço do anfitrião e depois todos nós começamos o nosso show. Não sobrou um membro sequer daquela reunião. Entre médicos, enfermeiras, membros do Conselho e curiosos, ninguém se salvou, nem alguns vampiros.
E no final do espetáculo, eu queimei aquele lugar para ele nunca mais existir.
— Nesses cinquenta anos, apenas eu permaneci aguentando e vivo esperando um dia esbarrar com você e fazê-lo pagar por aquela noite. Você matou a única pessoa que me dava forças para continuar a viver. E depois que Damon conseguiu fugir, me apeguei de uma forma a ela que mesmo livre eu não consegui suportar a ideia de continuar vivo, não sem ela. Você me tirou a Maggie! Eu a amava! Ainda amo. E ao contrário de você, eu tenho nada a perder, Klaus, nada! E o farei pagar da pior maneira possível.
Eu ainda voltava das minhas lembranças quando Enzo continuou a falar.
— Descobrir sobre você e Caroline não foi uma tarefa tão difícil assim. Damon e sua boca grande. Eu sempre amei isso no meu amigo beberrão. Ele me disse que ela tinha uma quedinha por sotaques.
— Onde ela está?! — Me aproximei ameaçadoramente dele, que não interrompeu sua fala.
— Confesso que queria matá-la e mandar o correios entregar seu corpo quase irreconhecível na sua casa, para você sentir a mesma dor que eu quando vi a minha Maggie sem vida. A vida que você tirou cruelmente, mas quando a conheci... — Ele deu um sorriso satisfeito. – Ahhh, aquilo foi sensacional. Ela é deliciosa, muito gostosa mesmo, foi a melhor noite da minha vida. — Ele disse rindo e debochando ainda mais e eu me preparava para matá-lo quando escutei algo não muito distante dali.
— Não!!! — Stefan gritou e eu o deixei para seguir o som.
Fui até o local e me assustei ao chegar. Tinha uma pequena cabana mais a frente e do lado de fora muito sangue espalhado e alguns corpos. Aquilo era um massacre.
Andei mais um pouco e vi o corpo desacordado de Stefan no chão com o mesmo ferimento no pescoço da pilha de corpos humanos lá atrás. Me aproximei mais um pouco e vi a sombra de uma pessoa na direção da cabana, olhando para baixo.
— Caroline? — Perguntei me aproximando e ela continuava parada de costas sem se mover. Estendi minha mão para tocá-la quando ela se virou.

Caroline estava com o rosto e o corpo todo ensanguentado e um olhar que eu já conhecia. Antes que eu pudesse falar ou fazer algo ela sumiu da minha vista ao mesmo tempo em que ouvia Enzo falar atrás de mim.
— Então decidi te punir pela forma que seria mais dolorosa para você, Mikaelson. Uma pena que para isso eu tenha obrigado a doce e ingênua Caroline perder uma coisinha que eu acredito ser essencial no emocional positivo de um vampiro. — Ele falou se correu em seguida, sabendo que eu o mataria de uma forma cruel.
Alguns metros depois ele voltou assustado, sendo segurado por Tyler que o trazia para mim. Com meu aceno positivo Tyler o soltou, eu mordi seu pescoço de forma violenta e Enzo caiu no chão tentando estancar o sangue que na parava de escorrer.
— O que você sentirá com isso não é nada comparado a sua experiência passada. Serão horas de agonia até que você finalmente morra... sofrendo.
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