Hopeless.

11 Through the Fire


Desesperado era como Luke poderia se definir agora. A mulher da sua vida fora sequestrada por um maníaco e ele não a protegeu. De novo.

Era como uma brincadeira sem graça até onde ele poderia ver. E mesmo assim, ele chorou. Os dois agentes na porta não foram o suficiente.

Ele a drogou e a levou. E ninguém sabia onde ele estava.

Prentiss correu sala a dentro da casa de Rossi, acompanhada do próprio italiano, soltando fogo pelo nariz. Ele teria uma conversa séria com Cruz sobre segurança.

Walker seguiu e começou a analisar o lugar, a carta e o jeito como tudo foi deixado. Reid parecia um cervo nos faróis, tamanho era o medo dele. Não era apenas um caso.

JJ entrou chorando. Ela se sentiu mal porque Penelope havia feito esforço demais para voltar tudo do zero. De novo. Aquela droga de homem matou a melhor amiga dela e a sequestrou. Golpe duplo.

Tara fez uma oração silenciosa. Garcia era agora uma amiga que ela amava, e que com o tempo conseguiu entender coisas sobre a moça.

— Para onde ele a levou? – Luke perguntou. – E o que ele vai fazer com ela?

Eles não tinham nenhuma resposta para nenhuma delas.

Amarrada ao chão da van ainda, Garcia começou a acordar. Ela podia ver o clarão do dia pela janela e isso lhe dizia que ela estava fora há 4 ou 5 horas.

Charles apareceu, com o lanche em sacos de papéis e ofereceu a ela um. Relutante ela aceitou. Se ele iria nesse jogo então ela teria que jogar.

— Obrigada. – Ela fechou os olhos. – Eu estava com fome.

— Fico feliz. – Ele fechou a porta da van. – Estamos indo para casa, amor. Estamos a caminho da Califórnia.

Ela comeu em silencio. Arriscaria tudo se ela gritasse com ele que aqui era sua casa agora.

— A nossa casa vai ser a mais bonita da rua. – Ele tocou o cabelo dela. – Vamos ter pequenos bebes agora.

Ela engoliu com força. Uma lágrima saiu de sua bochecha e ela fechou os olhos. Ela iria morrer com esse cara.

Luke agarrou uma foto dele e de Garcia. Ela o olhava com grandes olhos felizes e ele sorria apaixonado para ela. Era a foto do noivado dos dois.

Foi a dois meses atrás e eles estavam tão felizes. Mesmo tendo esperado quase um ano para ficarem íntimos. E no final, tudo valeu a pena.

Ele deixou sua mente voltar a aquele dia.

Dois meses atrás...

— Então... – Rossi entregou uma taça para cada um dos agentes. – Depois de tudo o que passamos juntos, acho que a questão sobre o noivado de nossos dois pombinhos está resolvida.

— Oh. – Penelope disse. – Você não precisava.

— Não. – Rossi a beijou na bochecha. – Eu queria. É o mínimo para uma pessoa que tem sol no olhar. E porque eu preciso dizer algo.

Todos o olharam. Ansiedade era comum ali.

— Eu comprei uma casa para vocês. – Houve suspiros coletivos. – Está pronta quando Charles estiver fora da nossa vida. Por enquanto, eu quero você comigo.

— Parabéns para vocês. – Emily abraçou Garcia. – Lembre-se Alvez, nós somos agentes federais, você a machuca, nós escondemos seu corpo.

Luke sorriu e todos riram. O anel escolhido foi feito especialmente para ela.

Agora...

— Eu vou te amar. – Luke sussurrou no sono. – Para toda a vida.

Eram as palavras que um repetiu para o outro durante a troca de anéis. Ele estava chorando abertamente com a foto em suas mãos.

Saindo da cama, Luke abriu a gaveta e encontrou teste de gravidez ainda fechados. Ela estava considerando uma gravidez e isso o fez feliz. Ele queria tanto ter seus filhos que ele não a deixaria mais se prevenir.

Ele escreveu uma carta para quando ela voltasse.

Querida Penelope.

Parece bobo, eu sei, mas acho que essa carta pode ser tornar uma coisa de escape para nós dois. Eu só quero dizer que quando você engravidar eu vou estar aberto a encontrar carinhos de bebes e berços com você. E quero dizer cada palavra disso.

Dizer eu te amo é meio bobo, uma vez que dizemos isso todos os dias quando acordamos e quando vamos dormir, mas eu adoro te dizer cada dia. Eu quero casar com você, te tornar minha esposa, ir à missa no domingo, comemorar o natal e todos os dias das nossas vidas.

Eu prometo ser fiel, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, te amando e respeitando até o fim da minha vida, porque eu te amo.

Do seu sempre apaixonado,

Luke.

Ele guardou a carta e sorriu. Ela iria ler.

— Acho que sei para onde ele a está levando! – Reid gritou. – Para onde tudo começou.

— Califórnia. – Emily adivinhou. – Para a casa onde eles começaram a namorar.

— Ele tinha essa lista na casa dele. – Tara mostrou. – Uma lista de casamento.

— Sr. E Sra Conrad. – Walker olhou assustado. – Psicopata total.

— Ele pode estar com uma van. – Rossi entrou com um papel. – O home da revenda em South Virginia reconheceu ele. Disse se chamar Owen Andrews e comprou uma van com 15 mil.

— Vou mandar um alerta para Jones e todos na Califórnia. – Emily disse. – O voo sai assim que chegarmos lá. Precisamos pegar Luke no caminho.

Jones recebeu o fax e correu para Eddie. Jogando a página na mesa do oficial, ele passou a mensagem que ele queria. M

Eddie pegou a arma e fez uma oração. Ele falhou uma vez com sua irmã.

Quase 24 horas depois, com Penelope amarrada a cama da casa de Charles na Califórnia, felizmente vestida, eles estavam aqui. A casa era afastada e de difícil acesso, mas eles chegaram.

Eddie se apavorou e pegou Penelope pelos braços, a forçando a andar.

— Você não pode escapar, Charles. – Penelope tentou argumentar. – Eles estão aqui.

— Você não vai voltar para o agente Alvez, Penelope. – Ele a empurrou contra a parede. – Eu prefiro te ver morta e ver com esse cara.

— Eu nunca te amei. – Penelope sabia que era tudo ou nada. – Você sempre foi um fraco, que queria transar com todas até que me encontrou e resolveu me fazer de fantoche.

— Cale a boca. – Ele a bateu com a arma. – Apenas cale a boca.

— Eu nunca quis casar com você. – Penelope viu a equipe entrando. – Eu sempre achei que merecia melhor.

— Charles Conrad. FBI! – Luke mirava direto para ele. – Solte Penelope e a arma.

— Não vai rolar. – Ele pressionou a arma na cabeça dela. – Ela vem comigo para o inferno.

— Abaixe a arma garoto. – Rossi mirava também. – Você disse que amava, certo?

— Você a ama, não é Charles? – Emily perguntou. – Você não machuca quem ama.

— Ela tirou tudo de mim! – Charles colocou a arma na barriga de Penelope. – E eu vou tirar tudo dela!

Um tiro soou e o sangue começou a escorrer. Penelope olhou para Luke, tentando se manter acordada, mas Charles a soltou no chão e ela caiu desacordada em um baque.

Charles sabia que era seu fim. Apontando a arma para Luke, todos os agentes e oficiais presentes atiraram nele, evitando Penelope no chão.

Quando Charles caiu, Luke apagou o resto do mundo e correu para ela.

— Penelope! – Ele se ajoelhou sobre ela. – Eu te amo. Fique comigo. Eu te amo.

Os olhos dela se fecharam e Luke começou a chorar de desespero.