Hopeless.
12 It's Time
Anteriormente em Hopeless:
Quando Charles caiu, Luke apagou o resto do mundo e correu para ela.
— Penelope! – Ele se ajoelhou sobre ela. – Eu te amo. Fique comigo. Eu te amo.
Os olhos dela se fecharam e Luke começou a chorar de desespero.
Agora...
— Faça compressões, rápido, Alvez! – Emily estava ao telefone com a emergência. – Vamos ter que levar ela. Não há ambulância disponível no momento.
— Eu ajudo. – Jones abriu a viatura da polícia e pegou o rádio. – Atenção unidades. Preciso de um bloqueio de emergência na rota para o hospital. Agente federal ferida gravemente sem ambulância disponível, veículo utilitário.
— Entendido. – Um oficial responde. – Rota para o hospital traçada. O transito será interrompido e a passagem será livre.
— Eddie! – Jones gritou. – Leve seus irmãos ao hospital.
— Sim. – Ele se atrapalhou com o celular. – Eu vou fazer isso.
Ele conseguiu tirar os olhos de sua irmã o suficiente para telefonar.
Carlos estava em pânico desde que ouviu sobre o sequestro, Manny fechou a porta de casa e saiu a toda até o hospital, Rafe pediu dispensa do trabalho noturno e correu.
Luke estava na SUV, ao lado de sua noiva. Nada mais importava para ele. Sua mulher estava morrendo a sua frente e ele estava impotente na melhor das hipóteses.
— Vamos Penelope. – Luke beijou seus lábios. – Eu sei que você pode virar esse jogo.
Eles chegaram rápido ao hospital. O bloqueio os ajudou. Mas nada ajudou Luke a ficar menos desesperado.
Era seu pior pesadelo se tornando realidade. Penelope foi apoiada em uma maca e levada às pressas para cirurgia. A urgência do momento finalmente batendo em Luke.
Ele ficou lá, com as mãos cheias de sangue. Ele sentiu sua força toda cair e ele alcançou o chão.
— Alvez. – Emily o ajudou a levantar. – Sente aqui.
— Ela.... Eu... – Luke não concluiu a frase. – Eu não pude ir com ela.
— Vai dar tudo certo. – Emily apertou a mão do amigo em conforto. – Se Penelope é algo, ela é durona. Já passou por um ano de fisioterapia.
— Nós fizemos amor. – Luke revelou. – Pela primeira vez antes do sequestro. Foi tão mágico.
— Não duvido disso. – Emily sorriu. – Eu sei o quanto você a amava quando eu entrei.
— Posso pedir um favor? – Luke sabia que precisava pedir. – Eu realmente preciso disso agora.
— Peça Luke. – Ela sorriu. – Então?
— Uma certidão de casamento. – Ele a olhou. – Eu quero uma certidão que comprove que ela e eu somos casados. Se algo acontecer.... Eu apenas quero ser capaz de sabe, fazer tudo por ela.
— Nada vai acontecer. – Emily garantiu. – Mas eu vou providenciar isso, ok?
— Obrigado. – Luke suspirou. – Eu só queria saber o que está acontecendo.
Emily olhou para o corredor. Era possível ver a porta da sala de operações de lá e eles abaixaram a cabeça.
— Estanque a hemorragia. – Um cirurgião gritou. – Ela está sangrando muito.
— Não foi um tiro apenas. – O outro exclamou. – Temos duas balas. Uma diretamente no fígado dela.
— O que isso quer dizer? – O outro não gostou de como isso soava. – Qual a condição do órgão?
— Ela precisa de um transplante urgente. – O outro concluiu. – Comece os testes e a entube imediatamente.
Penelope foi colocada em espera. Ela estava em um tempo determinado de vida agora.
— Penelope Garcia? – O médico viu o grupo se reunir. – Infelizmente as notícias não são boas. A senhorita Garcia teve o fígado dilacerado por uma das balas.
— Uma delas? – Luke perguntou alarmado. – Foi apenas um tiro.
— Acho que ele tinha outra na arma e ela disparou junto. – Matt concluiu. – Então estamos realmente em problemas.
— Ela precisa de um transplante de fígado urgente ou ela vai morrer. – O médico finalmente concluiu. – Testaremos cada um que quiser ser, mas tem certos detalhes pós-operatórios para todos.
— Eu quero ser testado. – Spencer se ofereceu. – Eu e ela temos o mesmo tipo sanguíneo. E eu sei dos riscos. Não vou perder minha amiga agora.
— Ela vai te odiar. – Emily brincou. – Mas eu também quero ser testada. Alguém mais?
Luke levantou a mão. Era uma das coisas que ele havia esperado fazer por alguém. Por ela.
— Os irmãos gostariam de ser testados? – Rossi perguntou. – Há uma chance pequena de compatibilidade.
— Sim. – Eddie respondeu. – Eu quero sim. E vocês?
— Ainda não tenho certeza. – Carlos respondeu. – É uma coisa complicada.
— Ninguém vai te odiar por isso. – Rossi deu o sorriso mais sarcástico. – Na verdade, eu vou te odiar um pouco.
— Ok. Eu vou. – Carlos finalmente se rendeu. – Por favor não me ameace.
Se passaram uma hora até todos serem testados. Luke ganhou acesso a Penelope e sua respiração parecia travada. Ela estava em suporte de vida, tubos e tudo que ela precisava para viver naquele momento.
Ele esperava que algum deles fosse compatível. Como esperado, seus irmãos não eram compatíveis. Foi um choque para eles. A surpresa era Spencer e Rossi serem compatíveis.
— Eu vou doar. – Reid foi o primeiro a se oferecer. – E não me impeça de fazer isso.
Ninguém o convenceu de outro modo. Ele foi preparado para a cirurgia.
— Se eu não sair dessa. – Reid olhou para eles. – Diga a ela que eu nunca faria diferente.
A cirurgia dos dois começou. Ver a amiga em suporte de vida fez Spencer sentir medo. Ela ainda tinha uma vida pela frente.
Se passaram quase quatro horas desde que a cirurgia começou. Cada um em seu próprio mundo, perdidos em pensar em seus amigos.
Luke olhou para a certidão em sua mão e riu. Agora eles eram casados por procuração e isso o fazia o responsável por Penelope.
Emily estava na capela, respirando fundo, esperando que ambos ficassem bem e vivos.
As lembranças do tempo em que ela voltou, com Garcia a recebendo do jeito mais fofo e vendo Luke e ela agora “casados” a fez ver que eles sempre deveriam ter ficado junto.
Prentiss queria ligar para Hotch e contar o que estava acontecendo, mas ela não sabia se isso seria bom. Ela então telefonou para Derek.
Ele disse que estaria a caminho assim que pegasse um voo. Quando ele apareceu no corredor foi diretamente para Luke e abraçou o agente.
— Spencer Reid? – O médico perguntou. – Você está por ele?
— Sim. – Derek respondeu antes de todos. – como ele está?
— Ele é lutador. – O médico sorriu. – A cirurgia foi boa e ele pode sair daqui em uma semana, no máximo das.
— E quanto a Penelope? – Luke precisava descobrir. – Como ela está?
— Você é o marido dela? – O médico tentou saber. – Posso conversar com você?
— Está tudo bem? – Luke ficou preocupado. – Qual o problema?
— Eu preciso fazer isso, ok? – Ele passou alguns documentos. – É regra do hospital, caso ela fique em coma.
Luke olhou para os documentos em sua mão.
— Ela está bem? – Luke não havia recebido nenhuma resposta ainda. – Doutor?
— A cirurgia dela ainda vai demorar. – Foi a única resposta que ele ganhou. – E vai ficar por algum tempo.
Ele ficou sozinho no corredor. Nem percebeu o dia virando dia de novo.
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