Hopeless.

16 I Love You


Dois meses depois...

Dizer que Luke estava feliz era um eufemismo. Após os nascimentos de Barbara Jennifer e Aaron Spencer, sua vida parecia ganhar cor o tempo todo. Roxy agia com lealdade a ele e a Penelope, sempre protegendo os gêmeos.

Todos os dias era a mesma rotina, Roxy acordava, fazia sua refeição e necessidades e depois de quase meia hora de limpeza, ia até o quarto dos bebês.

Barbara Jennifer parecia adorar a companhia porque toda as vezes que Roxy se sentava ao lado de seu berço, ela dava pequenas risadinhas em direção a cadelinha.

Penelope voltou a trabalhar, ainda que de casa. Ela parecia estar cada dia mais preocupada com a segurança de seus bebês.

Luke redobrou a segurança da família durante as viagens a trabalho. A carta que Derek recebeu não foi a única. Ele decidiu que se sua família fosse atacada, dessa vez ele não pouparia esforços.

Era um dia calmo e Luke estava admirando sua esposa enquanto ela se vestia.

— Querida. – Ele a abraçou por trás. – Você está quente hoje.

— E você está me bajulando. – Ela se virou e o beijou. – O que quer?

— Você precisa ir à cidade? – Luke tentou dissuadi-la. – Eu poderia mandar alguém em seu lugar?

— Preciso de coisas que os outros não podem comprar. – Ela o beijou. – E eu tenho que comprar seu presente de aniversário.

Relutante, Luke a deixou ir. Vendo a esposa ir para o carro, Luke sentiu uma pontada de dor passando por ele.

Sam observou Garcia se afastar da casa de seu marido, sozinha. Ele a estava seguindo a tempo e estava pronto para o final.

Penelope estava cantando com o rádio e não notou a caminhonete vindo logo em sua traseira. Ela observou o carro começar a acelerar em sua direção e tentou acelerar o dela, dando passagem, mas o carro não avançou.

O carro avançou sobre o dela e Penelope, em uma tentativa de se proteger, invadiu a pista, não notando o caminhão vindo a sua frente, ela apenas sabia que estava em perigo, segundos antes do caminhão bater no dela.

Penelope sentiu seu carro ser jogado para fora da estrada com força e girar quatro vezes no chão.

Quando o carro finalmente parou, Penelope estava virada com o teto no chão. A mão estendida, ela olhou para a pessoa em pé ao lado dela e desmaiou. O sangue começou a molhar sua mão e foi a última coisa que ela sentiu.

Sam olhou para Penelope e rindo da má sorte da ex namorada apenas a deixou lá.

Luke sentiu um arrepio frio subir pela espinha. Pegando o celular, ele tentou uma, duas, três vezes falar com sua esposa, mas não havia nenhum sinal.

Pegando a SUV dele, ele colocou os bebes e Roxy nele e dirigiu pela mesma estrada que ela usou. Passando pelo acidente, ele parou quando reconheceu o carro de sua esposa.

— Penelope. – Luke olhou para Roxy e saiu. – Pen!

— Senhor, afaste-se daqui. – O policial o parou. – Precisamos atender a moça primeiro.

— O nome é Penelope Grace Alvez. – Luke disse. – É minha esposa.

— Certo. – O policial viu a sinceridade nos olhos de Luke. – Pode entrar.

Luke aproximou-se da área de resgate e caiu de joelhos na frente dos destroços do utilitário.

— Ela ainda está viva. – Um dos paramédicos disse. – Ela perdeu muito sangue.

— Precisamos de sangue o negativo. – O outro disse. – Bandagens, soro e um colar cervical.

— Senhor. – O paramédico olhou para Luke. – Você precisa sair daqui.

— Ela é minha esposa. – Luke começou a chorar. – Ela vai viver?

— Não sei. – Ele apenas confessou. – Ela perdeu sangue e com certeza que quebrou um braço.

Luke voltou para o carro com seus gêmeos e Roxy. Ligado para equipe, ele sabia o que poderia ter causado isso.

— Eu preciso de um APB em Sam Holby. – Luke sabia que não era uma perda de tempo. – Tentativa de assassinato e perseguição de uma agente federal.

Passaram uma hora. Luke sabia que cada minuto que ela permanecia presa no carro, era um minuto a menos.

Finalmente, ele viu a maca ser posicionada e Penelope ser finalmente colocada nela.

Luke sentia vontade de correr até ela, mas viu Rossi estar lá com ela. Eles trocaram olhares rápidos e Luke ligou o carro.

— Eu acho que ela é um milagre. – O EMT disse. – Metade dos pacientes que acabam em acidentes morrem antes da primeira hora.

— Ela é mais que isso, doutor. – Rossi sorriu. – Já passou por uma queda de escada e um tiro no fígado.

— Bom. – Ele olhou para ela. – A senhorita Garcia tem um braço quebrado e uma considerável perda de sangue. Alguns cortes na face e uma torção no pescoço.

— Essa é minha garota. – Rossi sorriu. – Acho que ela está abrindo os olhos.

— Dave? – Penelope sussurrou. – Como chegou aqui?

— Apenas relaxe Penelope. – Rossi beijou sua testa. – Todos estão bem. Estamos à procura de Sam agora.

— Como ele fez isso? – Penelope parecia não se lembrar. – Como o outro motorista está?

— Escoriações leves. – Ele respondeu. – Você está indo muito bem, Kitten.

Penelope foi levada para a emergência, tratada e ficou em observação. Luke chegou com os bebês logo em seguida.

— Bom dia, amor. – Luke beijou seus lábios. – Eu senti tanto medo de te perder.

— Já pegaram Sam? – Penelope precisava saber. – Eu não quero que ele chegue perto dos meus bebês.

— Eles o pegaram. – Luke respondeu. – Está preso e vai continuar por muito tempo.

Penelope beijou Luke e sentiu seus filhos ao seu lado na cama. Agora, eles poderiam finalmente começar a vida.

Quatro anos depois...

Voltar a rotina para a família Alvez foi fácil, uma vez que Sam, misteriosamente foi assassinado na prisão. Ninguém soube que foi Rossi que contratou alguém para matar o perseguidor.

— Barbara Jennifer Alvez! – Penelope gritou. – Venha já calçar seus sapatos.

— Não. Não quero. – A garotinha loira mostrou a língua. – Eu não gosto dos vermelhos.

— Então pegue os brancos. – Penelope pegou os sapatos brancos. – Foi presente da dinda Emily.

A garotinha os colocou sem brigar. Penelope fez um penteado no cabelo da filha. Aaron Spencer estava terminado de colocar sua gravata, com ajuda de Luke.

— Os meninos estão prontos. – Luke anunciou. – As meninas estão apresentáveis?

— Sim. – Penelope trouxe a filha. – Então?

— Minhas princesas. – Luke beijou a esposa nos lábios. – Os anos passam, mas você fica mais linda.

— E você também. Penelope ouviu a filha rir. – O que você está rindo, garotinha?

— Vocês dois se beijando. – Barbara brincou. – É estranho.

Luke sorriu para a filha e para o filho. Nos últimos anos, eles aproveitaram muito a vida. Passeios, feiras, idas a BAU e o casamento de Emily e Hotch, assim como o nascimento da pequena Bella.

Eles estavam a caminho do casamento de Tara agora. Ela finalmente achou alguém que a respeitasse.

Quando a cerimonia terminou, Penelope levou a mão de Luke a barriga. Ele sorri ao entender a mensagem.

— Feliz aniversário, Luke. – Pen sussurrou. – Seu presente vem daqui a nove meses.

— Eu mal posso esperar. – Luke a beijou sob a luz da lua. — Já amei esse presente.

Eles riram e se beijaram mais, até que Barbara e Aaron sentaram em seus colos.

Eles iriam ser cinco agora. E Luke e Pen não poderiam estar mais felizes.