Hopeless.

17 Always and Forever


Dez anos depois...

Se alguém dissesse a Penelope que sua vida seria tão maravilhosa e que Luke lhe daria tudo isso, ela teria duvidado.

O que começou com uma esnobada no elevador, evoluiu para uma coisa perfeita demais.

Aaron Spencer e Barbara Jennifer, ambos com 15 anos estavam se formando no ensino médio. Cedo, mas com a ajuda de Reid eles se tornaram tão inteligentes quanto ele.

Erica Jane tinha cinco anos agora e seu irmão mais novo, Derek tinha apenas dois anos. Com o tempo, todos do time tiveram de uma forma ou outra seus próprios finais felizes.

JJ teve mais duas garotinhas com Will. Ela virou chefe de unidade quando Emily resolveu jogar tudo para cima e ir viver sua vida com Hotch, Jack e seus três outros filhos. Eles nunca estiveram tão felizes.

Spencer encontrou uma garota que o fez viver a vida de romântico. A garota era igualmente caída pelo gênio da BAU e ele se casou com ela. Tiveram dois filhos: Arthur e Sarah. Ele foi dar aulas em Harvard.

Emily jogou tudo para o alto e foi viver com Hotch e seus filhos e enteado em Londres. Hotch se tornou procurador de Londres e ganhou uma vaga ao senado americano.

Rossi viveu seus últimos dias ao lado de Fran Morgan em Chicago. Joy, Kay e todas as suas ex mulheres estavam presentes quando ele deu o último suspiro. O funeral simples era uma exigência do escritor. Uma flor branca foi gravada em seu tumulo.

O time inteiro se reuniu para se despedir do perfilador. Penelope sentiu como se uma parte dela fosse embora ali. Luke a segurou por muito tempo depois que todos haviam partido.

Simmons foi morar na coreia com todos seus oito filhos. Eles viveram em perfeita harmonia.

Penelope estava olhando pela varanda de casa. O vento batia em suas roupas e ela tinha lágrimas no olhar.

— Ainda aqui? – Luke passou as mãos pelas costas dela. – Está ficando frio.

— Eu só preciso assimilar. – Ela virou-se para ele. – Temos quatro filhos e uma vida bem vivida.

— Está pensando em se livrar de mim? – Luke a beijou suavemente. – Sabe que eu vou te impedir.

— Tudo o que vivemos foi bom, Luke. – Ela tirou um peso de suas costas. – E eu quero mais.

— Podemos trabalhar em outro bebe. – Ele beijou o pescoço dela. – Tão bom quanto a primeira vez.

— Eu estava sem esperança. – Ela confessou. – De que não fossemos mais que colegas de trabalho.

— Agora somos família. – Ele a levou para dentro. –Temos nossos gêmeos, nossa menina e nosso menino.

— Eu vou te amara, Luke. – Ela o levou para cima. – Sempre e para sempre.

— Isso soa como uma despedida. – Luke sentiu um nó se formar. – Eu não quero te perder. Eu não posso pensar nisso.

— Eu só quero que você saiba. – Ela sorriu. – Não ache que vai se livrar de mim tão fácil.

Um tiro soou pela janela e Penelope ofegou nos braços de Luke.

— Penelope! – Luke a colocou no chão. – Não me deixe, por favor.

— Oi. – Luke sorriu ao entrar no elevador.

— Bom dia. – Penelope tentou não sorrir.

— Como foi o seu final de semana? – Luke ansiosamente queria saber.

— Eu não discuto minha vida pessoal com meus colegas de trabalho. – Penelope estava confusa com o que sentia.

— Sério? – Luke sorriu discreto.

— Mas já que insiste. – Ela resolveu enganar ele. – Eu passei com meu namorado que é superquente e totalmente apaixonado por mim.

— Sério? – Luke estava descrente. – E vocês dois saíram ou?

— Não. – Penelope viu Luke sorrindo de canto de olho. – Nós ficamos em casa e ele me ajudou com técnicas de dedilhado. – Ela o viu olhar de um jeito diferente. – Do meu clarinete que eu toco e essa conversa está me deixando desconfortável. –Ela estava grata pelo celular disparar. – Me desculpe eu tenho que ir. O agente Hotchner precisa de mim.

— Eu fiz lasanha! – Luke gritou.

— Eu não estou nem aí. – Ela não olhou para ele.

— Ei. – Luke sorriu ao ver Penelope acordando. – Nunca mais me assuste assim. Eu não posso te perder.

— O que houve? – A voz dela soava dolorida. – Quanto tempo?

— Dois meses. – Luke sorriu triste. – Eu pensei tantas coisas. Sam escapou da prisão uma noite antes. A bala pegou a sua coluna. Mas você vai voltar a andar.

— Onde as crianças estão? – Ela ficou desesperada. – Onde eles estão?

— Estão com Derek e Savannah por um tempo. – Luke segurou a mão dela. – Quando você estava no chão da nossa casa, você disse algo antes de apagar.

Ela o olhou com tristeza. Ele colocou a mão sobre o ventre dela e ela começou a chorar.

— Ele pode ter acabado com esse bebe. – Ele a beijou. – Mas não acabou com a gente.

— Ele vai estar sempre aqui. – Penelope começou a chorar. – A espreita.

— Ele está morto, meu amor. – Luke começou a chorar. – Depois que o médico disse que você entrou em coma eu simplesmente sai caçando por ele.

— Eu te amo, Luke. – Ela estava em lágrimas. – Mas nosso bebê....

— Ele vai nascer. – Luke a beijou de novo. – Vamos esperar as feridas se curarem e vamos tentar. Se isso faz você feliz e me faz feliz também, então vamos fazer.

No dia seguinte, seus filhos vieram ver ela. Barbara Jennifer a agarrou como se ela a soltasse sua mãe sumiria.

— Senti sua falta mãe. Ela ainda estava abraçada a sua mãe. – Eu nunca disse eu te amo o suficiente.

— E não precisa. – Pen limpou as lágrimas da filha. – Eu sei que você me ama do jeito que eu te amo.

Ela estava cercada e todos os seus amigos no dia seguinte. Reid chorava copiosamente antes de entrar no quarto. Angela, a garota com ele se casou estava sempre ao lado do marido, o incentivando a manter contato com seus amigos.

Passaram-se mais dois meses até Penelope ser autorizada a voltar para casa. Luke vendeu a casa depois do crime e comprou uma mais próxima ao FBI.

Eles foram mais do que felizes naquela casa. Barbara Jennifer se formou em ciência da computação. A garota com certeza seguiria os passos de sua mãe.

Aaron Spencer seguiu os passos do padrinho Reid e se formou em medicina, economia e ciência moderna. Não demorou muito para ambos começarem uma família com seus respectivos namorados e namoradas.

Quando Erica Jane se formou no ensino médio, Penelope não pode estar presente. Ela conseguiu engravidar mais duas vezes com três anos de diferença.

Elle e Jethro vieram ambos saudáveis.

Luke e Pen estavam de frente a praia, em Miami.

— Eu vou te amar. – Ela o beijou. – Sempre e para sempre.

— A mesma coisa comigo. – Luke devolveu o beijo. – Sempre.

E eles cumpriram a promessa, sempre lembrando de dizer eu te amo a cada dia antes de dormir e depois de acordar.

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