Hopeless.
2 Game start.
Notas iniciais
— Eu sei que é difícil. – Jones conduziu Penelope para fora da sala do legista. – Mas eu vou estar com você sempre.
— É minha culpa. – A jovem desabou em lágrimas. – É minha culpa de eles terem morrido.
— Ainda bem que você sabe, Penelope. – Carlos estava irado. – Eles deveriam estar em casa e não na rua.
— Segure seu burro, Carlos. – Jones interferiu. – Ela não tem culpa se seus pais saíram para comprar um bolo de aniversário.
Penelope olhou grata para Jones. Ela não queria explicar o porquê de eles terem saído.
— Obrigado. – Ela suspirou assim que Carlos deixou o corredor. – Eu não quero contar a verdade ainda.
— Sem problemas. – Jones a abraçou. – Vem, vou levar você para um café e depois te ajudar no enterro.
Hoje...
— Pen? – JJ chamou a amiga em transe. – Está tudo bem?
— Sim, Jayje. – Penelope se ajeitou no banco. – Apenas lembrando.
— Quanto tempo você não vem para casa, Garcia? – Reid notou a hesitação da técnica. – Então?
— 20 Anos. – Ela respondeu. – Logo depois de ir para o subsolo. E não, eu não quero ligar para meus irmãos.
Eles a deixaram em paz. Luke sabia que ela estaria mais frágil por tudo isso voltar para ela. Ainda mais, havia alguém perseguindo Penelope e ela estava correndo na direção do unsub de qualquer forma.
Delegacia de São Francisco, Califórnia.
Jones sabia que Penelope estava vindo com a equipe. A garotinha assustada que ele conheceu, se transformou em uma mulher. Ele sabia sobre parte da vida dela.
Preparando o cantinho dela, ele sabia que Carlos ou Eddie logo descobririam que ela estava aqui, mas ele não poderia evitar muito tempo. Eddie era policial e trabalhava na mesma delegacia que ele.
— O pessoal do FBI estará chegando logo. – Jones anunciou para todos. – Eles trouxeram uma técnica própria que pode ajudar com tudo o que precisamos também. Sejam gentis.
Ele olhou para Eddie e acenou. Ele não contaria até que Penelope chegasse e ele a visse com seus olhos.
O SUV estava quieto. Penelope colocou seus fones em uma tentativa de não responder perguntas. Ela precisava pensar.
Entrando na delegacia, ela parou. Era doloroso a lembrança daquela noite. Luke gentilmente pegou sua mão e deu um sorriso confiante. Ela sorriu de volta, grata pelo novato a apoiar sem pensar.
Ele a levou para dentro da delegacia, em um modo de proteção surpreendente.
— Delegado Jones. – Emily apertou a mão do homem. – Agente Emily Prentiss.
— Prazer agente. – Jones sorriu ao ver Penelope. – Já faz um bom tempo, Penelope.
Pen se forçou até a frente e abraçou o homem, fazendo a equipe perceber porque Jones falou com Emily primeiro.
— Você sumiu, garota. – Ele a apertou, com medo de ser um sonho. – Eu senti tanto a sua falta.
— Foi preciso. – Ela deu um sorriso torto. – Como Michele vai?
— Teve gêmeos há quatro anos. – Ele respondeu orgulhoso. – Ela ainda põe um prato para você no Natal. Você deveria vir algum dia de Natal.
— Bem, eu trabalho no natal. – Penelope apenas disse. – Se os doentes ao menos dessem um descanso para nós, eu poderia vir comer.
— Ela vai adorar saber que não era você quem não queria. – Jones sorriu. – Mas me apresente o resto do seu time, mocinha.
— Agentes Rossi, Jareau, Lewis, Walker, Dr. Spencer Reid e o meu novato, Luke Alvez. – Ela viu Luke corar. – E eu sou a garota do computador.
— Ficamos gratos por virem. – Jones não conseguia largar Pen. – Espero que saiba que eu não sou o unsub. – Jones continuou brincando. – Mas esse homem precisa ser detido.
— Vou deixar Pen e Luke aqui. – Emily tomou as rédeas. – O resto de nós vamos a cena do crime. Walker pode vir comigo. Preciso de alguém para proteção.
Eddie observava a interação, ele sabia que a mulher loira e curvilínea era sua irmã. Andando devagar até ela e o agente que estava cuidando dela, ele sabia que precisava conversar com ela.
— Então. – Eddie a viu se virar. – Depois de vinte anos você resolveu voltar?
— Eddie. – Pen estava descrente. – Eu não voltei por vocês.
— Eu sei disso. – Ele estava magoado. – Não esperei que fosse.
— Eu não podia apenas vir e ver tudo de novo. – Ela tinha dor nas palavras. – Cada vez que eu passava naquela esquina eu fechava os olhos. Tentando entender onde eu errei.
— Você perdeu seu toque de recolher. – Eddie a acusou. – E eles saíram à sua procura. Não é obvio para você?
— Desculpe cara. – Luke resolveu separar uma briga em formação. – Mas ela tem trabalho a fazer.
— Certo. – Eddie deixou alguns arquivos. – Vamos conversar mais tarde Garcia.
Penelope se sentou à mesa, angustiada. Esse clima todo não era o que ela queria para a volta.
— Obrigado, Luke. – Ela deu um beijo na bochecha dele. – De verdade.
— Por que o beijo? – Ele estava surpreso, mas na nuvem 9. – Eu adorei esse beijo, mas eu apenas quero saber porque ganhei tal honra.
— Por me ajudar a entrar na delegacia. – Ela sorriu. – E por me ajudar a não brigar com Eddie e essas coisas todas.
— Sempre, chica. – Ele deu um na bochecha dela. – Sempre.
Eddie sentou-se a sua mesa e observou a interação entre Luke e Penelope. Ele o observaria de perto. Ele poderia estar brigado com sua maninha, porém ainda era seu dever proteger Pen de todas os perigos.
— Por favor. – A mulher amarrada ao mesmo poste das outras implorou. – Eu não quero morrer.
— Sei, sei. – Ele riu. – Apenas me dê o que eu quero e nada disso acontece.
— E o que você quer? – Ela olhou direto para os olhos dele. – O que quer de mim?
— Um bebê. – Ele desabotoou as calças e começou a tirar elas. – Você pode fazer isso, Mariah?
— Eu acho que sim. – Ela se sentiu vacilar. – Eu posso sim te dar um bebê.
— Não acho que você fara de bom grado. – Ele pegou o machado da prateleira. – Ultimas palavras Mariah?
— Não! Por favor! – Mariah tentou se afastar. – Eu tenho uma filha!
— Todas dizem isso! – Ele preparou o golpe e balançou o machado. – E todas são mães ruins.
Um grito soou pelo porão e depois o barulho do machado contra o poste. Mariah estava morta. Ele a descartou como as outras e deixou outra foto de Penelope.
Ele sabia que ela estava aqui. Desde que ela o deixou por uma vida longe da Califórnia ele prometeu a si mesmo que iria encontrar ela.
Eles haviam planejado filhos e uma vida até ela sumir uma semana depois do funeral dos pais dela. E agora, ela estava com o FBI.
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