Hopeless.

7 Amazing Day


Nenhum membro da BAU quis fazer um comentário. A enfermeira morta era a toupeira no meio do plano perfeito de Walker. E agora, ela estava morta.

— Acha que ele a matou? – JJ olhou para o corpo. – Por que ele simplesmente a mataria aqui, na frente do hospital?

— Para mandar um recado. – Emily olhou para a câmera da saída. – Para nós.

— Qual recado? – Tara estava preocupada agora. – E por que nós?

— Porque ele está nos desafiando. – Rossi deduziu. – O jogo dele começou. O jogo dele, conosco.

— Precisamos rever a vitimologia. – Emily abaixou o lençol no corpo da enfermeira. – Ela foi a décima quarta vítima dele. Penelope pode ter sido a decima terceira.

Luke suspirou ao olhar para Penelope. Ele nunca vira algo tão lindo na vida. Eles estavam em um hospital, ela estava com tubos e fios ligados, mas obviamente ela ainda era a coisa mais linda.

— Bom dia chica. – Ele beijou sua testa. – Eu estou ansioso para ver seus olhos hoje.

— Eu deveria te prender. – Eddie brincou. — Minha irmã te ama mesmo. Te aturando uma semana aqui.

— Ela não tem muita escolha. – Luke entrou na brincadeira. – O que faz aqui?

— A enfermeira morta no estacionamento. – Eddie odiava dizer isso. – Ela era uma toupeira aqui.

— Ainda acha que podemos manter Pen a salvo? – Luke temia pelo seu grande amor. – Ele ainda está por aí.

— Tenho certeza. – Eddie disse. – Eu ouvi dizer que quando ela acordar você vai contar a ela como se sente?

— Eu amo sua irmã, Eddie. – Luke traçou a bochecha dela com o dedo. – Não saber se ela vai acordar ou se ela vai voltar a andar é o que mais está me matando.

— Vou dizer o que eu sei. – Ele se sentou ao lado de Luke. – Eu sei que ela te ama. Quando eu dei uma de idiota na delegacia, o olhar que ela deu a você foi de amor.

— Acha mesmo que ela me ama? – Luke olhou para Pen. – De verdade?

— Você tem que ser cego para não ver. – Eddie sorriu. – Vou voltar para a delegacia.

Luke se sentou na cadeira ao lado de Penelope. Ele sabia que se o assassino havia desaparecido o caso seria considerado frio. E Penelope precisaria viver com a sombra dele durante meses ou anos.

Ele estava perdido em seus pensamentos e olhou para ela quando um barulho na cama dela o alertou. Ele torceu para não ser sua imaginação. E não era.

Penelope estava lentamente voltando a si. Ela por algum motivo não conseguia mover suas pernas e a dor em sus costas a fez deitar de volta.

— Ei. – Luke apertou o botão das enfermeiras. – Bem-vinda de volta.

— Onde eu estou? – Ela olhava pela sala. – E o que aconteceu?

— Você se lembra de mim? – Luke fechou os olhos. – Quem sou eu?

— Que brincadeira é essa, Luke? – Penelope tentou ser rude com ele, mas não conseguiu. – Você não respondeu minha pergunta.

— Charles te jogou de uma escada. – Luke sabia que parte dela estaria tentando se manejar longe do incidente. – Os seus irmãos estiveram aqui quase o tempo todo.

— Por que eu não sinto minhas pernas? – Penelope começou a se desesperar. – Luke. Eu quero andar.

Ele afundou na poltrona. Tentando esperar o médico que demorava o suficiente.

— Senhorita Garcia! – O médico exclamou. – É bom ver você acordada.

— O que aconteceu? – Ela viu Luke deixando a sala. – Luke. Não me deixe sozinha.

— Eu sinto muito, Penelope. – Ele voltou. – Eu precisava tentar deixar você.

— Eu nunca mais vou andar? – Penelope estava em lágrimas. – Eu nunca mais vou poder usar meus saltos?

— Vamos fazer uma avaliação agora que você está acordada. – O médico tentou tranquilizar ela. – Mas no momento, você precisa descansar.

— Certo. – Ela finalmente cedeu. – Mas apenas diga que eu posso tentar voltar.

— Você pode. – O médico tocou as pernas dela, ganhando um movimento em resposta. – Cair da escada machucou suas costas então quando esse inchaço passar, você pode voltar, mas vai precisar de fisioterapia.

— Que eu vou estar com você. – Luke limpou uma lágrima dela. – Eu prometi te proteger depois de ver você no chão, sangrando, não há chance de ver você morrer.

— Vou mandar os resultados do teste em algumas horas. – O médico viu ela estremecer. – E vou pedir para Hetty trazer algum remédio para dor.

— Obrigado. – Luke sorriu e se sentou na frente dela. – Então? Está tudo bem?

— O que realmente houve? – Ela foi corajosa em perguntar. – Eu não quero que você me esconda.

— Você foi jogada da escada, aparentemente. – Luke sentiu um frio passar pela espinha. – Nós achamos que ele te confrontou na escada. Você não lembra disso?

— Não. – Ela viu Luke suspirar. – Eu vou lembrar?

— Claro que vai. – Luke tentou amenizar. – Vai demorar, ok? Até lá podemos tentar discutir outra coisa.

— O que? – Ela fingiu inocência. – Luke?

— Não há maneira mais fácil de dizer, embora seja fácil. – Ele começou a suar. – Penelope, eu estou apaixonado por você. Desde o minuto em que nossos olhares se encontraram no elevador eu carrego uma chama por você.

Ela não falou por um minuto e Luke começou a sentir doente.

— Repita isso. – Ela parecia feliz. – Repita a parte onde você diz que me ama?

— Penelope. – Ele se aproximou ainda mais dela. – Eu estou completamente apaixonado por você.

— Eu também. — Ela respondeu rápido. – Demorou uma eternidade até finalmente te contar, mas sinto-me bem agora.

— Isso significa que eu já posso te beijar? – Ele a olhou com vontade. – A menos que eu precise esperar junto com o resto.

— Me beije logo, novato. – Ela sorriu. – O presente fica para depois.

Ele não notou a equipe olhando para eles da janela. Luke estava tão absorvido em se aproximar de Garcia que o resto não importava.

No momento que suas bocas se encontraram, Luke sentiu seu peito explodindo. Depois de tanto sonhar com a boca dela, ele finalmente teve o gosto. E agora, ele esperava nunca mais largar.

— Acho que temos que parar. – Ela riu durante o beijo. – Estamos no hospital ainda.

— Detalhes técnicos. – Ele a beijou outra vez. – Você tem a boca mais doce que eu já beijei.

— Deve ser meu atual parceiro de beijo. – Ela brincou. – Luke, temos que parar. Agora.

— Por que? – Ele parecia ferido. – Por que parar?

— Bem. – Ela apontou para a janela. – A menos que você queira dar um show a eles, eu sugiro que deixemos esse show para mais tarde.

Luke corou ao notar toda a equipe rindo. Ele estava embriagado por Penelope e se a equipe não estivesse lá...

— Ei pessoal. – Ele sabia que era inútil disfarçar. – Ela está acordada.

— Percebemos. – JJ riu. – Desculpe interromper, mas eu queria ver a minha amiga.

Luke parecia como o garoto apanhado com a mão na lata de biscoitos, mas ele estava se sentindo livre.

— Bom ver você acordada Garcie. – JJ abraçou a amiga. – Você nos assustou.

— Seus irmãos estão vindo. – Walker beijou sua bochecha. – Eu fico feliz por você estar bem.

— Obrigado Walker. – Ela sorriu sedutora para Luke. – Não fique com ciúmes, meu novato. Há muito amor para você aqui.

Eles sorriram. Penelope estava de volta. Reid estava muito contente ao ver Garcia acordada.

Charles arrumou uma mala com roupas e tudo que ele precisaria para viver outra vida. Ele iria precisar sumir, até ter certeza que Penelope poderia ser caçada de novo. O termo era o que ele usou quando escreveu no seu diário e o fez rir.

Pegando um ônibus na estação, ele olhou para a cidade onde seu inferno começou e sorriu. O ônibus partiu em direção a Virginia. Ele iria aterrorizar Penelope logo.