Hopeless.
8 Me, You and the flowers
Charles chegou na Virginia e logo se estabeleceu. Sob o nome de Conrad Harris, ele comprou uma casa no lado menos popular da cidade.
Ele abriu as caixas com fotos e uma trança de cabelos de Penelope e começou a montar. Ele cheirou os fios antes de colar na parede. Ela seria dele ou não seria de mais ninguém. O passo seguinte foi conseguir um emprego perto o suficiente dela e sem ninguém o notar.
Ele decidiu em ir com uma máscara de látex e peruca loira. Ele tinha cabelos pretos e não queria correr o risco de um detalhe capilar estragar.
— Vejo que você tem excelentes recomendações. – Thomas disse. – Qual é seu objetivo em trabalhar aqui?
— Dinheiro, principalmente. – Ele respondeu. – Acabei de chegar a cidade.
— Ok. – Thomas imprimiu o contrato. – Seja bem-vindo a cafeteria do FBI.
— Obrigado. – Charles riu da ironia. – Vai ser um prazer viver entre os agentes.
Eles apertaram as mãos e Charles começaria no dia seguinte. Agora, ele esperaria Garcia e simplesmente a faria viver seu pior pesadelo.
São Francisco, Califórnia.
— Está pronta para algumas visitas? – Eddie sorriu com cautela. – Soubemos que você estava acordada.
— Eddie. – Penelope sorriu. – Você não me odeia?
— Bobagem. – Ele chegou perto e a abraçou. – Nunca poderia te odiar, Pen.
Carlos, Manny e Rafe ficaram esperando comandos. Eles a viram dormindo e agora, ela parecia uma luz no dia escuro.
— Vocês vão ficar só aí? – Pen perguntou. – Eu preciso mandar meu namorado buscar vocês?
— Oh! – Eddie sorriu. – Você e Luke estão namorando?
— Sim. – Garcia corou. – Confessamos nossos sentimentos e nos beijamos.
— Finalmente! – Carlos soltou um riso feliz. – O homem é caído por você, mana.
— Sim. – Rafe concordou. – Na primeira que entramos, ele nos encarou até saber que éramos bonzinhos.
— Mamãe ficaria feliz. – Manny ganhou uma cotovelada. – Ei! Para que isso?
— Você quer tocar fogo no lugar? – Eddie pediu. – Vamos focar na nossa irmã linda aqui.
— Sim senhor. – Manny concordou. – Então, onde você achou esse gato de namorado?
— No FBI. – Penelope disse orgulhosa. – Eles estão fechando o caso. Mesmo sem ter achado Charles e os crimes.... Aquelas mulheres...
— Nada disso é culpa sua. – Carlos a abraçou. – Charles era mentalmente instável quando vocês namoravam. Não vimos que ele poderia se tornar psicopata.
— Logo depois de você ir embora, ele se tornou agitado. – Eddie não queria contar tudo. – Ele foi preso duas vezes por assédio e uma por estupro.
— Lembra da Melanie? – Carlos engoliu uma respiração. – Ela estava voltando do trabalho uma noite antes de ele fingir a morte dele. Ele a atacou e a matou brutalmente.
— Mel? – Penelope começou a chorar. – É tudo culpa minha.
— Ei, ei. – Carlos a pegou nos braços. – A família de Melanie nunca culpou você, então você não deveria também.
— A mãe dela ficou feliz por você ter se livrado dele, Pen. – Rafe falou. – Uma semana depois ele “morreu” no acidente e ela nunca achou uma saída justa.
— Onde ela mora? – Penelope queria fazer reparações. – Eu quero pedir desculpas.
— Ela vai vir hoje à tarde. – Manny estava ao redor dela. – Ela precisava saber que você estava viva. Ela sempre te considerou uma filha.
Debora beijou o colar com a foto de sua filha. Melanie foi mais uma das vítimas de Charles. Ela sentiu uma dor no peito ao saber sobre Penelope.
A jovem sempre foi uma segunda filha e ela e Melanie eram amigas. Entrando no quarto, ela sorriu ao ver a garota acordada. Ela sabia sobre a limitação e tentou ser positiva.
Debora estava se mudando para a Virginia, para ficar ao lado de Penelope. Ela havia passado no túmulo de sua filha e prometeu proteger Garcia e pegar Charles.
Quando os olhares das duas se cruzaram, foi como estar com sua filha e ela nunca se sentiu tão grata em ver Penelope.
— Pen. – Debora a chamou pelo apelido. – Eu senti sua falta.
— Eu também. – Penelope começou a chorar. – Sinto muito pela Melanie.
— Eu sei querida. – Ela limpou uma lágrima de Penelope. – Eu estou tão feliz que aquele monstro não te levou para longe.
— Nós vamos pegar ela, Debora. – Penelope prometeu. – Ouvi dizer que você está indo para a Virginia.
— Eu preciso estar com você. – Ela apertou a mão de Penelope. – Aluguei um apartamento e eu realmente quero te ajudar no tratamento.
Penelope adorou a notícia. Ela adorava Debora. Depois de seus pais, ela era a segunda pessoa que ela poderia contar.
— Melanie gostaria que você ficasse com isso. – Debora deu o cordão. – Ela te adorava e eu sei que você está se sentindo culpada, mas a culpa não é sua.
— Eu soube agora sobre ela... – Penelope olhou para as mãos. – E agora ele fez isso.
— Eu sei que seu time vai encontrar. – Debora levantou uma sacola de papel. – Trouxe bolinhos.
— Com nozes? – Penelope ficou animada. – Sinto falta desses.
Luke e o resto da equipe estavam na delegacia. Eles se sentiam fracassados. Não conseguiram pegar Charles antes que ele fugisse e não sabiam para onde ele havia ido, mas havia algo na cabeça de Luke que ele precisava saber.
— E se ele foi para Quântico? – Luke perguntou. – Se ele sabe que estamos voltando há uma possibilidade.
Ninguém realmente falou. Luke estava certo. Havia uma grande possibilidade mesmo.
— Vamos manter ela a salvo, Luke. – Walker prometeu. – Seria bom fazer ela se mudar de casa e morar com um ou dois de nós.
— A minha casa tem espaço. – Rossi ofereceu. – Eu sempre soube que se um dia ela precisasse de um lugar eu seria o primeiro a oferecer.
— Obrigado. – Luke respondeu. – Há espaço para Roxy? Eu não posso abandonar.
— Mudgie vai gostar de ter companhia. – Rossi se animou. – Sua menina é castrada?
— Completamente. – Luke respondeu. – Eu sempre pensei em dar um irmão ou irmã para Roxy.
— Então vamos buscar nossa gatinha tecnológica. – Rossi sorriu. – E dar as boas novas.
— Ela está com uma visita. – Luke sorriu. – Eddie ligou, eles e os irmãos também estão.
— É Debora né? – Jones perguntou. – Ela perdeu a filha para esse psicopata.
— Ela também vai se mudar para Virginia. – Luke confirmou. – Ela quer ficar perto de Garcia.
Luke e Rossi pararam em uma loja em busca de algo personalizado para Garcia. Ela precisaria de uma cadeira de rodas para os primeiros tempos.
Rossi encontrou o que queria. Uma cadeira de rodas cor de rosa, com pequenas estrelas nas almofadas de encosto.
— Estamos atrapalhando? – Rossi perguntou as duas mulheres rindo. – Parece que temos uma festa aqui.
— Apenas colocando o papo em dia. – Penelope olhou para a cadeira. – E parece que eu finalmente posso ir embora.
— Você vai precisar dela, Gatinha. – Rossi falou. – Luke vai tirar uma licença para cuidar de você. E você e ele vão morar comigo. Sem argumentos.
Ela apenas concordou, aliviada em sair do hospital. Ela ficou pouco tempo, mas parecia uma vida.
Luke a pegou nos braços e a colocou na cadeira. Ele viu a cara dela quando ela sentiu seu toque nas pernas.
Essa era a melhor coisa que ele poderia ver. Ela parecia feliz. E ele esperava que ela pudesse ao menos andar de bengala com ele.
Atravessando o corredor da igreja, sendo sua esposa, a mãe de seus filhos. E que eles pegassem Charles logo. Era uma coisa que ele mesmo se prometeu.
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