Hopeless
3 Capítulo 3: Voltando para casa
Notas iniciais
Hope
Assim que a porta foi trancada, comecei a sentir medo.
–-O que você quer comigo?
A mulher, Freya, sentou-se na minha poltrona.
–-Antes, preciso lhe contar uma história.
“Há mil anos... Uma bruxa chamada Esther Mikaelson jogou uma maldição em seus filhos, que os fariam serem sugadores de sangue. Vampiros. Para deixar os filhos a altura de brigar com os rivais. Os lobisomens. Mas, havia um porem. Esther havia se relacionado com o líder dos lobisomens, o alfa. Sendo assim, um de seus filhos não permaneceu apenas vampiro. Ele se tornou um hibrido. Metade vampiro, metade lobisomem. Este hibrido, chamasse Niklaus Mikaelson. Passado séculos, Niklaus conheceu uma loba. Hayley, era o seu nome. Eles se renderam um ao outro durante uma noite. E fruto desta diversão, surgiu um milagre. Um bebê. Mas não um simples bebê. Um bebê hibrido. Parte vampiro, parte lobisomem, parte bruxa e parte humano. Este bebê, é você Hope”.
–-Acha que sou idiota?
–-Pense o que quiser, a questão é. Preciso de você.
–-O que? Como posso te ajudar sendo que acabo de descobrir, em palavras, que sou uma aberração?
Freya levantou-se, e abriu a porta.
–-Não confia em minhas palavras?
Neguei.
–-Então vou provar.
Freya fechou os olhos, e com um movimento de mão, trouxe Caroline e Maya para dentro do quarto.
–-Freya? –gritou Caroline ao ver a face da mulher.
–-Deve ser a nova mamãe da Hope...
–-O que está acontecendo? –perguntou Maya, totalmente perdida.
–-Trágico estar com roupa branca, se não se importa, vai manchar um pouquinho –avisou Freya zombando.
Ela fez um movimento reto no ar, e o pescoço de minha amiga cortou-se. E também fez algo com Caroline, que começou a gritar imediatamente. Quando sessou-se os gritos, Caroline estava diferente. Estava com presas. E olhava para Maya.
–-Me desculpe Hope –ela disse chorando, e pulou em minha melhor amiga. Caroline sugava o pescoço de Maya, e os poucos, minha amiga foi perdendo o brilho dos olhos. E pude ouvir o coração parar de bater.
–-O que foi isso? –tentei controlar as lagrimas que ameaçavam sair.
–-Está é a triste realidade a qual você pertence querida –Freya disse isto abrindo os braços, como se tivesse acabado de apresentar uma peça de teatro –Preciso levar você comigo.
–-O que?
–-Ai meu Deus, lá vai mais uma história. Mas está vai ser resumida. Sua avó, Esther, fez um acordo com a irmã Dalhia, que daria a ela qualquer coisa, em troca de um ventre fértil. Dalhia escolheu o primogênito de cada geração da família de Esther. E você é um deles, assim como eu. Também tem a parte que minha mãe me entregou como pagamento, mas isso não vem ao caso. A questão é você é meu pagamento. Se eu lhe entregar, serei livre Hope. Depois de mil anos!
–-Você é louca –foi tudo o que consegui dizer. Virei às costas e tentei sair do quarto, mas fui impedida por uma dor de cabeça horrível, que fez com que eu caísse no chão.
–-Você realmente não sabe nada sobre sua família... Não é tão fácil assim Hope. Pois se fosse, você teria passado sua vida inteira com sua verdadeira família.
–-Stefan agora! –gritou Caroline, surpreendendo a todos.
Bonnie entrou no quarto, acompanhada de mais duas garotas, e começaram a dizer coisas cuja tradução eu não decifrava. Apenas percebi que elas enfraqueciam Freya.
–-Não aguentarei muito tempo –gritou Bonnie, com certa dificuldade.
Stefan entrou correndo no quarto, e pegou-me em seu colo, quando abri os olhos, estávamos no estacionamento do aeroporto loca.
–-O que foi isso? Como chegou aqui tão rápido?
–-Hopeless, essas perguntas ficaram para mais tarde. Você vai voltar para casa.
–-Não! Eu não posso. E Tom? E Maya?
Ele não respondeu, apenas guiou-me até um avião. Assim que entramos, o piloto disse que não podíamos fazer isso, mas Stefan disse a ele para nos levar até Nova Orleans, e o rapaz fez o que foi pedido. Como se estivesse hipnotizado. Stefan pegou o seu celular e ligou para alguém, avisando de minha partida. O avião já voava.
–-Quero saber o que está acontecendo.
–-Não é possível Hope. Entenda.
–-EU QUERO SABER O QUE ESTÁ ACONTECENDO –gritei. Imediatamente a eletricidade do avião caiu, e Stefan tapou os ouvidos, seus olhos começaram a sangrar, e o avião a tremer.
–-Precisa se acalmar Hope, ou vai nos matar. Por favor. Acalme-se. Cante a música!
–-Não tenha medo... –tentei cantar, mas sendo interrompida pelas lagrimas.
–-Continue Hope, está funcionando.
–-Pare de chorar. Dê-me a mão, venha cá. Vou protegê-la de todo o mal, não a razão para chorar.
E então, tudo se instabilizou. Está era uma musica que Caroline sempre cantava para eu dormir.
Horas depois, consegui dormir. Stefan acordou-me.
–-Chegamos à sua casa Hope.
Já nas ruas, percebi o quanto aquele lugar era bonito. Musica, dança festa. Parecia tudo o que eu mais gostava. Notei uma casa maior, e mais destacada que as outras.
–-Está é sua casa Hope –avisou Stefan, apontando justamente para a casa grande.
Desci do carro, e peguei a mão de meu tio. Estava com medo. Assim que entrei na casa, logo na entrada, vi algumas pessoas. Um rapaz moreno, um homem de terno, uma mulher loira, uma morena, um bonitinho demais, e vários outros. Mas um chamou minha atenção em especial. Ele não estava junto com todos os outros, estava na escadaria, olhando fichada mente para mim.
–-Hope –uma das mulheres chamou-me, era a morena.
–-Oi...
–-Sou sua mãe, Hayley.
Minha mãe. Era tão bonita. Corri imediatamente e a abracei. Era quente, e aconchegante. Justamente como pensei que fosse. Quando olhei para o lado, o loiro de olhos verdes estava caminhando em minha direção.
–-Hope, creio que ainda não nos conhecemos...
–-Niklaus? –perguntei, lembrando-me da história de Freya.
–-Preferia apenas pai.
E o abracei, e senti como se estivesse no lugar mais seguro do mundo.
–-Precisamos apresentar-lhe a família toda. E não é pequena...
–-Claro. Mas antes, preciso saber o que está acontecendo. O que está acontecendo comigo.
Desta vez, uma garota se aproximou. Aparentava ter a minha idade.
–-Sou Davina, Hope. Você está se descobrindo. Suas emoções foram tão fortes de ontem para hoje, que seu poder foi acionado.
–-Poder?
–-Você é uma bruxa Hope. E é uma das mais poderosas que este mundo já conheceu.
–-Porque Freya está atrás de mim?
–-Isso não é um problema aqui em Nova Orleans. Seu lar é seguro agora. Estou canalizando todo o poder de sua avó Esther, seu avô Mikael, e seu tio Finn ou Vincent. A cidade está sobre uma barreira, que não pode ser quebrada. Não enquanto eu tiver o poder suficiente. Dalhia, ou Freya, não podem entrar nesta cidade como bruxas, se entrarem, viram meras mortais.
–-Eu não entendi nada.
Todos na sala riram.
–-Você terá muito tempo para compreender tudo Hope. Terá toda a eternidade –disse a loira, que mais tarde descobri ser Rebekah, minha tia.
Era uma grande família, e parecia unida. Fiquei feliz por saber que fui esperada durante muito tempo. Logo minha outra família estaria em Nova Orleans também.
–-Hope preciso lhe mostrar seu quarto –disse Klaus, meu pai.
Ele ofereceu sua mão, para eu segurar. Agradeci e peguei-a, e ele guiou-me através da escadaria. Abriu uma porta, e revelou um lindo quarto. Sem duvidas era a minha cara.
–-É lindo...
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