Hopeless

4 Capítulo 4: Sonho ou realidade?


Notas iniciais
Oiiii. Aqui vai mais um capítulo para vocês! O que estão achando da história? Acho que iram gostar desse capítulo... Eu gostei :) Um beijo -Alice

Hope

Estava começando me acostumar com uma casa cheia de criaturas sobrenaturais. Meu tio, Elijah, passava a noite inteira na porta do meu quarto, de vigia. Todos queriam me dar proteção. Eu também havia me acostumado com a nova família. E meu pai, era o melhor. Sem duvidas, era minha pessoa favorita naquela casa. Ainda mais quando descobri que ele e tia Caroline namoravam a mais de dez anos... Mamãe também tinha um namorado, Jackson. Ele era um lobisomem, e parecia que tio Elijah não gostava dele. E para ser sincera, eu também não gostava.

Alguém bateu em minha porta, por volta das seis da tarde. Concedi a entrada, e vi o namorado de minha mãe adentrar meu quarto.

–-Oi Hope.

–-Hopeless...

Ele corou, e tentou continuar falando.

–-Sei que seu pai biológico é Niklaus, e oficialmente sua família são os Originais. Mas nós, os lobisomens, amamos você tanto quanto os vampiros. Você faz parte da nossa matilha. Sabe, eu fiz um grande papel na sua infância Hope. Protegi você com todas as minhas forças, e amei você como nunca amei ninguém. Amei você como minha filha.

–-Jackson, eu realmente fico muito agradecida por todas essas palavras, mas a questão é: não é o seu sangue que corre nas minhas veias. Também não foi você quem enfrentou uma bruxa mais que poderosa para salvar-me. E sinceramente, se acha que pode vir com esse papo bajulador de que sou parte da sua matilha, me desculpe, mas não irei alimentar suas expectativas e largar minha casa. Agora, por favor –eu disse me direcionando a porta e a abrindo –Pode me dar licença?

Sem dizer mais nada, ele saiu.

Estava um pouco complicado processar tudo o que havia acontecido três meses atrás. Minha melhor amiga havia sido morta pela minha tia barra mãe. Meu melhor amigo não se lembrava de minha existência. E meus novos melhores amigos, eram um vampiro e uma bruxa. Mas Joshua e Davina simplesmente eram os melhores amigos que alguém poderia ter na vida. Estavam ensinando tudo sobre minha natureza, e sobre minhas maldições.

Eles haviam passado o dia comigo, e logo precisaram resolver alguns problemas com os lobos. Uma coisa que aprendi, lobos e vampiros não conseguem conviver em paz. Já era tarde, e eu estava caindo de sono. Quando estava quase dormindo, vi uma figura masculina no pé de minha cama.

–-Sei que sua natureza não é pedir para entrar, ou bater na porta, mas pode fazer esse esforço por mim, papai? –disse a ele brincando.

–-Posso pensar no seu caso, Hopeless.

A melhor parte de ter Niklaus como pai, de tantas outras, era que ele atendia o meu pedido de ser chamada de Hopeless. Mesmo alegando que o outro nome eram mais bonito.

–-Qual foi o problema no pântano?

–-Jackson descontrolou-se e acabou mordendo Joshua, e eu precisei entrar em ação.

–-Matou o marido de minha mãe?

–-Não... Infelizmente não. Elijah teria arrancado minha cabeça se fizesse isso, mas dei um castigo a ele. E meu sangue a Joshua.

Papai havia implantado uma nova lei. Qualquer lobisomem que atacasse os vampiros de meu pai seria condenado há dois meses na sua forma animal. Claro, tudo isso com a ajuda de Davina. Então Jackson permaneceria lobo por dois meses. Minha mãe deveria estar uma fera.

–-Preciso ir. Caroline deve estar esperando-me.

Ele se aproximou, e beijou minha testa.

–-Boa noite pai.

Eu estava sonhando. Estava em uma festa. Não reconhecia o lugar, mas sabia que era familiar. Também estava envolvida em uma briga, mas não entendi o motivo. Sem porque, empurrei o garoto com quem eu brigava, fazendo com que ele caísse no chão, batendo a cabeça forte. Uma poça de sangue surgiu no chão. E eu senti uma dor inexplicável. Senti meus dentes dobrarem de tamanho, e deixarem de serem apenas dentes, tornando-se presas. Minha cabeça parecia que ia explodir. E senti um seco na garganta. Fome.

Acordei suando frio. Estava tudo silencio em casa, o que era estranho. Meu quarto estava vazio. Desci as escadas, procurando por alguém. Nada. Ouvi uma voz chamando meu nome. Era uma voz feminina.

–-Quem está ai?

Não obtive resposta para a minha pergunta, só continuei ouvindo o meu nome ser chamado. Segui o som, até certo limite. Não sei quanto havia andando, mas sei que não foi pouco. Continuei seguinte à voz, até que cheguei aos limites na cidade. E deixei de ser chamada. Uma mulher apareceu em minha frente. Era alta e morena. Aparentava ter seus quarenta e tantos anos. Parecia familiar.

–-Finalmente nos encontramos Hope...

–-Nos conhecemos?

–-Claro que nos conhecemos, você só não se lembra. Eu sou Dalhia, mas pode chamar-me apenas de titia. Essa coisa de tia avó não fica bonita...

Recuei. Dalhia era a bruxa de quem minha família procurava proteger-me por anos.

–-Não tenha medo querida Hope. Apenas vir dar-lhe um recado, que você irá devolver a seu pai.

–-Então entre aqui e fale-me.

Ela sorriu, e logo o sorriso virou uma risada.

–-Garota esperta... Mas infelizmente, eu sou bem mais. Não posso entrar ai, sem sair como uma mera mortal. Não ainda.

–-Diga logo o que quer.

–-Diga ao seu pai, o seguinte recado. Eu estou voltando. Não vou voltar sozinha. Mas vou voltar para buscar o que é meu por direito! E vou derrubar todos que estiverem na minha frente, um por um. Vou destruir toda a família Mikaelson e seus aliados. Também vou derramar o sangue de todos que você ama Hope.

–-Você não pode fazer isso. Está fraca. Encare a verdade Dalhia, você perdeu!

Não sei como encontrei coragem para dizer isso, pois no momento minha vontade era de sair correndo.

–-Então iremos ver.

Quando abri os olhos, estava deitada em minha cama. Não conheci diferenciar as coisas. Isso foi real, ou foi só mais um sonho?