Hope to find my way

3 unbelievably I finally found a person like me


Notas iniciais
Hey, a Andressa Rodrigues, Catrine Hudson , Rosy Silva obgd por favoritarem e obgd pelos comentários e que continuem assim. Está pequeno mais o próximo será maior, prometo, só não queria deixar vocês esperando até o final de semana. Hope you like.

Quando acabei com o braço dele, estremeci quando meu braço enfaixado começara a escorrer sangue por alguma brecha do trapo de pano. Segurei meu braço firme e tentei me levantar do telhado sem cair.

Nesse momento o garoto me puxou para baixo e entramos em seu quarto, o mesmo era arrumado, coisa que não se vê hoje em dia no quarto de um garoto naquela idade. Havia uma estante, que cobria a parede atrás de sua cama, com muitos livros. Fiquei tentando descobrir que tipo de livros enxiam a cabeça do garoto e , para minha surpresa, eram livros históricos sobre lendas e mistérios.

Com minha análise literária, nem reparei que o garoto me puxara para sentar-me na cama, nesse momento voltei a realidade e o segui com o olhar, desconfiada, o mesmo foi até uma gaveta e rasgou uma blusa xadrez em uma facha. Chegou perto de mim e tirou com cuidado minha antiga atadura, olhou fixamente para o profundo corte e enrolou a nova.

– É o mínimo a fazer- disse com um sorriso quase invisível no rosto triste.

– Posso perguntar seu nome?

– Leon er...Vargas – parecia indeciso sobre qual sobrenome usar- E o seu?

–Violetta... Saramego

Vi um sorriso fraco em seus lábios, também vendo minha indecisão sobre o sobrenome. Depois de um tempo em silêncio , ambos melancólicos, abatidos e parcialmente envergonhados pois, nunca ninguém vira meus machucados e provavelmente ninguém vira os dele também pois o mesmo estava ainda mais envergonhado por ter sido pego de surpresa, resolvi então quebrar o silêncio de funeral que se formava.

Comecei a contar sobre meus livros e a dizer o quão eu apreciei os dele, o mesmo ficou animado com o assunto e começou a me contar passo a passo sobre as lendas e mistérios com empolgação. Fiz o mesmo com os meus livros e conseguia facilmente ver a concentração dele tentando imaginar os acontecimentos e quando o fazia, um sorriso se formava em seu rosto, via claramente sua fascinação pela obra literária desconhecida. Quando se esgotaram os livros e histórias para serem contadas, começamos a discutir sobre a vida e como ela era inútil, principalmente a vida de estudos, trabalhos e a monotonia que todos esses afazeres geram.

Era fácil me simpatizar com seu caráter, e me surpreendi quando soube que finalmente e impossivelmente, encontrara uma pessoa com os mesmos pensamentos que o meu. Fiquei impressionada com a forma que a conversa fluía , como a muito tempo não fazia com ninguém.

Quando nos demos por vencido nos despedimos e eu voltei para minha casa pelo mesmo caminho estreito e com o mesmo receio de cair.

Chegando ao meu quarto, encarei a porta assim que adentrei o mesmo. Nem me dera conta de que eu havia deixado minha mãe sozinha naquela situação e nem percebi se ela viera ver com eu estava, já que o motivo do começo da briga tinha sido eu, mas no decorrer dela o motivo já era outro, eles tinham virado para o lado pessoal, alguns fatos que aconteceram a anos, que pra mim já não importam mais.

Desci as escadas com receio pois não via nem ouvia, uma movimentação no andar de baixo e, acredite, isso poderia ser fatal.

Quando finalmente cheguei no ultimo degrau, observando cada detalhe para encontrar algum movimento suspeito. Pude perceber que o carro não se encontrava e que provavelmente German não chegaria tão cedo, quem dera se chagaria hoje.

Procurei por minha mãe e a encontrei abatida e deprimida, colocando a roupa na maquina de lavar.

Sabia que aquela situação, não só me machucava como machucava a todos que estavam sujeitos a ela. Tentando acalma-la, disse em meus pensamentos que ele iria ter o que merece, era impossível isso algum dia isso não ocorrer. Como diz o ditado: “Tudo vai dar certo , quando tudo der errado”, só que a muito tudo está dando errado e me pergunto se esse ditado esta sendo coerente.

Eu pessoalmente tinha perdido a fé, quantas vezes eu não pedi pra alguém lá de cima parasse com esse sofrimento, mas tento manter confiança de que algum dia as coisas irão dar certo para minha mãe e meu irmão .Tento pedir , pelo menos, que a fé deles durem e não acabem como a minha.

Felizmente ,Maria, minha mãe, tinha outras coisas para se ocupar , embora em dias reflexivos, como todo mundo tem, ficasse distante e melancólica.

Nessas ultimas semanas tenho me encontrado com Leon em seu lugar de esquecimento do mundo, o telhado. Eu particularmente já perdera o medo de cair do muro, então a toda hora ia conversar com meu ...amigo.

Realmente encontrara alguém que me entendesse e podia, pela primeira vez, chamar alguém de amigo.

Mas ainda tinha certo receio de tocar novamente nos assuntos pessoais. Não estava pronta para dividir meus mais profundos medos e minhas mais profundas e amarguradas lembranças, se bem que eu queria saber o porquê de Leon se tornara alguém como eu.

Estava pulando minha varanda e passando pelo lugar estreito de sempre quando vejo Leon dentro do seu quarto. Normalmente ele não ficava lá. Uma vez me contara que estar em um lugar como no telhado, onde você sente que ninguém podará invadir seu pequeno espeço de conforto no qual é o único que você se sente livre, fazia-o ter um pequeno indicio de começo de vida.

Quando cheguei ao seu quarto o vi sentado em uma canto com outra atadura do braço e olhando discretamente para ela. Suspirei, mesmo sabendo que eu também fazia isso, a vários dias tenho parado por conta de minhas conversas diárias com Leon.

Ele, ainda não percebendo minha presença, suspirou e balançou a cabeça como se estivesse decepcionado consigo mesmo. Me sentei do seu lado e ele se assustou como minha presença de inicio mais depois se recuperou.

Peguei sua mão machucada e tentei acalma-lo tentando transmitir-lhe algum consolo. Sabia que ele não ia querer conversar, muito menos sobre a causa de ter feito aquilo.

Ficamos em um silêncio confortante, era como se precisássemos dele e de algum modo fosse esse silêncio que te manteria são. Não ousei quebra-lo , eu estava bem com uma pessoa que me fazia bem, e isso bastava, mas eu tinha consciência de que eu não era a única com sentimentos ali. Ia abrir a boca para dizer algo, quando sou interrompida pelo Leon me dizendo uma coisa que talvez eu não estivesse preparada para ouvir e que talvez ele não estivesse preparado para falar.

– Vou te contar o motivo disso tudo.

–Não precisa, sério.

–Mas eu tenho que fazer isso.

Não queria pressiona-lo e obriga-lo a me dar algum tipo de explicação, realmente não me encontrava em uma posição para poder julga-lo de alguma forma.

Notas finais
You like? Comente, favoritem e se for digna recomendem. Até mais.