Hope to find my way
7 The moment i knew
Notas iniciais
Naquela noite dormi pensando seriamente naquela ultima frase:“No final das contas, você não vai achar quem você sempre procurou, e sim se encontrar com alguém que sempre esperou por você...” E repensei seriamente sobre uma antiga frase que rodava em minha cabeça sem respostas e que agora eu sabia como terminá-la
‘Ninguém nos perguntou se queríamos estar aqui, ninguém nos avisou que seria tão difícil e cruel, ninguém disse qual caminho escolher, ninguém comentou em quem confiar, ninguém avisou nosso objetivo. Com certeza iríamos errar, com certeza iríamos cair, iríamos nos perder.- E agora tinha como completá-la — E quem dera ter te encontrado antes, talvez você estivesse aqui para me levantar. Mas você veio no momento mais difícil no momento em que eu mais precisei. Agora sei que encontrarei meu objetivo junto de você.’
Agora olhando para Leon, dormindo serenamente ao meu lado no sofá com um sorriso no rosto, me fez sorrir involuntariamente.
...
Com o passar dos dias, as festas de Natal cederam lugar as festas de ano novo. Estávamos todos contentes, até porque não havia nem sinal de German. Leon depois daquele meu presente, não tirava o sorriso de seu rosto angelical cada vez que olhava para mim, e sinceramente esta me deixando sem graça.
Eu usava o colar que Leon me dera e não o tirava por nada, até porque aquelas frases gravadas nele tinham um significado de recomeço para mim.
Leon havia pendurado seu presente no meu quarto por motivos pessoais.
Minhas avós decidiram passar mais essa semana conosco e iriam embora só quando realmente precisar. Afinal morávamos longe e dificilmente nos víamos.
Leon estava acampado no meu quarto. Sua casa do outro lado parecia desértica. O mesmo não se importou. Parecia satisfeito com as pessoas em sua volta e contente.
Fomos as compras de final de ano, minhas avós foram comprar os assados, minha mãe os ingredientes para receitas e eu e Leon fomos comprar os fogos.
...
Era véspera, e como tradição, a muito não mantida, resolvemos escrever em pequenos pedaços de papel o que esperamos para o próximo ano, e colocaríamos pendurados na nossa grande arvore no quintal, pois os pedidos seriam, de acordo com a história, levados pelo vento e quando sumissem seriam realizados.
Cada um escrevia os seus, separados uns dos outros, pois suas esperanças deveriam ficar guardadas em segredo. Enquanto escrevia percebia o olhar constante de Leon em mim, e quando eu o olhava desviava encabulado.
Por fim, ficou por minha conta e do Leon pendurar os papéis. Subimos na arvore, ignorando os gritinhos histéricos da minha avó lá em baixo.
Acabamos de pendurar e sentamo-nos em um galho, sentindo a neve gélida cair.
– Aqui é um bom lugar para refletir- disse olhando o horizonte, onde se encontrava em uma leve cor alaranjada.
– E sobre o que está refletindo agora?- perguntou e me virei para fita-lo e o mesmo estava olhando tambem para o céu sem fim.
– Sobre o que esperar do ano que vem. Sabe, cada vez mais próximo está o momento de me decidir, e cada vez mais se aproxima meu pavor. Eu simplesmente não faço idéia do que fazer. Estou completamente perdida, eu não quero me tornar alguém monótona,mas não sei como não ser.
– Simples, andamos sem rumo. Talvez demos de cara com a própria sorte.
Sorri. Ele não era uma pessoa pessimista.
Na hora de preparar a janta, nos chamaram para ajudar, o que não foi uma atitude inteligente. No final acabamos cheios de farinha e molho branco.
Com a ordem vinda das pessoas furiosas da cozinha, subimos e tomamos um banho.
Sem nada para fazer, fomos para o foro. Estava distante, olhando para um ponto qualquer do quarto, mas minha mente vagava longe. Leon olhava para mim sugestivamente e nem me dei conta. O tédio falou mais alto que os pensamentos, então fomos procurar musicas, mais tarde fomos nos balançar no pneu amarrado na arvore do quintal. Acabamos o momento “crianças de parquinho” quando um cheiro delicioso invadiram nossos narizes e no mesmo instante ambas as nossas barrigas roncaram, anunciando que estávamos com tremenda fome.
Quando a noite caiu, fizemos uma fogueira e assamos marshmallow debaixo dos delicados flocos de neve que insistiam em cair. Avistamos longe uma coruja, que olhava diretamente para nossos gravetos, em um ato estúpido Leon o atirou. Momentos depois nos encontrávamos correndo e desviando dos ataques da coruja mal humorada.
Eram quase meia noite e os céus se encontravam escuros, sem cor alguma, mortos, um buraco imenso acima de nós. Os vizinhos apagaram as luzes do bairro pouco movimentado, um arrepio correu em minha espinha, só de imaginar –me perdida na imensidão.
Minutos angustiantes depois, clarões iluminaram o céu, em uma verdadeira chuva azul turquesa, e pequenos dentes de leão pairavam nos céus a meia noite em ponto.
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Logo depois nossos fogos dourados e avermelhados se fundiram nas alturas. Estava admirada até sentir braços me apertando em um abraço caloroso e inconfundível.
Me virei ficando mais perto que o previsto.Nos olhamos e lentamente nos aproximamos colando nossos lábios como um suspiro. Foi leve como uma pluma e ao mesmo tempo como uma ancora que me afundava.
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