Hope to find my way
5 Cruel memories suffocated inside her chest, tears worthy of certainty
Notas iniciais
Eu realmente me sentia sufocada e com muito peso sobre minhas costas e precisava desesperadamente desabafar e dividir isso com alguém. Mas o fato era que , por muito tempo eu guardei isso a sete chaves, trancando para não ter que me sentir tão mal, por muito tempo tive de amarrar essas lembranças no fundo da minha alma, para que elas não me rondassem constântemente. E o fiz. Eu, com muito esfoço consegui, parcialmente, trancar as lembranças ruins. Sim era inutil, pois sempre chegavam novas. Mas eu me esquecia como tudo começou e que , tavez, aquilo não passase de um pesadelo terrível.
Eu me sentia tão fraca por fazer isso. Sabia que eu tinha que contar e finalmente encontrei alguém para faze-lo, mas eu não me sentia pronta de algum modo. Tinha medo que se eu me permitisse desamarrar as lembraças, mesmo só alguns segundos, elas iriam jorrar e eu não teria mais controle. Desamarra-las seria doloroso.
Talvez eu estivesse errada. Mas não iria correr esse risco. Por isso eu sou fraca. Tive medo de me arriscar a minha vida inteira e ainda tenho. Muitas coisas estariam diferentes se eu não fosse assim. E essa é mais uma cruel lembrança, sufocada dentro do peito.
Eu tinha certa inveja de Leon, o mesmo fez uma coisa que eu jamais imaginaria que ele pudesse fazer. Foi algo inesperado e me apunhalou em cheio e , mais uma vez, me jogou na ralidade. Ele foi forte o suficiente para dividir e não se importar com os pensamentos alheios.Eu ,sem nenhuma duvida não poderia julga-lo, era exatamente ao contrário. Fez algo que eu achava fraco, mas com sua coragem , me pareceu digno,,chorou. Eu me via chorando e me perguntava o porque. O que se consegue chorando? Nada.
Mas agora eu vejo, chorar é a coisa mais digna que você pode fazer.
Ele se apoiou em mim, confiou em mim. E assim ficamos ambos refletindo, naquela tarde umida.
Já havian se passado meia hora e descidi fazer algo que ambos gostavamos e que nos despachava para longe.
Com ele deitado em minha coxa e juntos comessamos a ler o livro " Exilir" o primeiro livro da série. Minha nova coleção que minha avó havia me dado a pouco tempo. O gardava para ler e compartilhar com alguém.
Quanto lemos a Snopse, -"...Quando o pai desaparece, ela começa a perceber em suas fotos imagens de um homem que nunca viu antes, pelo qual sente uma conexão forte e instantânea..." — subtamnete começamos a ler . Cada pagina lida era mais intrigante.
...
Horas depois acabavamos de ler o primeiro volume e ambos estavamos animados para o dia de amanhã, no qual começariamos a ler juntos " Devoção" o segundo livro.
Depois de guardarmos o livros, sentamo-nos discutindo e idealizando o que poderia acontecer a no próximo.
Era incrivel como já haviamos esquecido os problemas, medos, fraquezas, apenas lendo e imaginando.
Suspiramos, era a hora de voltar a realidade. Sentados na cama enrolando para nos despedirmos, pois não queriamos ficar cada um por si novamnete.
–Não faça mais isso okay?! -disse, sei que sou a ultima pessoa para dize-lo, mas tinha que dar apoio a ele e de algum modo a mim também — me chame antes de fazer qualquer coisa, você me ajudou e eu...eu estou parando. Vamos sair dessa você verá.
Dito isso olhoei por um momento para ele, o mesmo estava pensativo e voltei para meu quarto também pensando seriamente em minhas próprias palavras., tentando de algum jeito faze-las, em algum momento, se tornarem realidade. Eu somente tinha duas certezas, eu iria sair do cotido, da rotina e motonia e iria levar Leon comigo.
De manhã acordei me sentindo estranhamente....bem. Ignorei sabendo que seria por pouco tempo. Com o segundo exemplar do livro em mãos pulei a varanda me direcionando para o quarto de Leon. Provavelmente ele estaria lá pois era cedo e por estar chovendo. Cheguei no seu quarto e ele estava sentado na cama olhando pela janela com atenção. Ambos admiravam a chuva.
Sentamo-nos no parapeito da janela e começamos o segundo pela Sinopse: "...Ela descobre que eles se amam há muitas vidas, mas em cada uma delas, a paixão dos dois acaba terminando de maneira trágica. Clea quer, mais do que tudo, que a história não se repita novamente. Ela deseja viver esse amor. Mas há pessoas que querem destruir Sage e roubar o Elixir que o torna imortal. E conseguem chegar bem perto..."
...
Seguimos o dia enterrados no livro até Leon desaparecer dizendo que ia ao banheiro. Eu o esperei, impaciente. De repente ele volta com um Tigre de pelúcia enorme com um laço preto amarrado em seu pescoço. Leon estava com um sorriso quase tímido, sincero, quase encabulado, esse seria meu sorriso.
A única coisa que eu não entendia era o porque daquilo, mas logo quando avistei o tigre meu olhos vidraram do mesmo. Ele tinha os olhos azul-cobalto, era um azul bem diferente, eu nunca vira nada igual.
– Feliz aniversario- Leon disse com sua voz aveludada. Eu sinceramente não me lembrava. Em uma ocasião, enquanto eu falava com Leon , eu apenas toquei no assunto do meu aniversário e não esperava que justo ele, que conheço a pouco tempo lembrasse. E o que me deixou contente foi que ele se lembrou com detalhes de nossa primeira conversa, na qual eu lhe contei sobre minha primeira coleção de livros. Contei com detalhes, mas nunca imaginaria que ele fosse lembrar justo dos olhos de meu tigre.Olhos azul-cobalto.
Com um sorriso bobo no rosto abracei Leon pelo pescoço o apertando forte, ele retribuiu de bom grado e quase instantaneamente, deixando o tigre sobre a cama.
Me desfiz do abraço e apertei meu tigre com vontade. Ele não fazia noção do quão importante eram aqueles livros. Enquanto eu paparicava meu tigre novo, como uma criança, nem percebi que Leon me deixara sozinha de novo. Devia me achar uma boba por gostar de pelúcias, mas.. quando ele voltou...tinha em suas mãos...um tigre negro com olhos cobre.
– Esse é meu.- disse depois se juntar a mim em sua cama.- Seu presente de dezesseis anos.
O abracei de novo, mas havia mais do que o agradecimento do meu aniversário, do presente. eu o agradecia por estar ao meu lado, por encontrar alguém como ele, e por ele me fazer tão bem.
Involuntariamente uma lágrima desceu sobre meu rosto. Eu confiava nele. Confiava mais nele do que em mim mesmo. E... estava pronta. Não quero mais me sentir assim e sei que se eu contar ele vai me entender e apoiar.
– Quer me contar o porque de estar chorando?- Ele percebeu, isso foi um aliviou, pois eu iria dar um jeito de fugir do assunto.
Enterrei a cabeça em seu peito, suspirei e comecei.
– Eu me sufoco, afogo minhas lembranças ruins dentro do peito para elas não me assombrarem, mesma que sempre tenha novas. Eu tento esquecer do dia em que tudo começou e fingir que tudo não passa de um tremendo pesadelo. E não queria me abrir e contar para ninguém o que passo pois se eu deixar que as lembranças escorram por alguma rachadura do meu peito elas não irão mais parar. Mas agora... eu estou confiando que você vai me ajudar a controla-las e espero não ter mais que fazer isso, porque dói, dói demais. Eu tenho, eu...preciso que você me ajude. Eu choro pois não tenho a dignidade de ter coragem, eu choro pois nunca tomei frente e iniciativa de nada e me arrependo profundamente por isso. Eu sou fraca, choro pois é a única coisa que me resta a fazer. Pela primeira vez eu pude conhecer alguém me entende realmente, alguém que eu achei que fosse impossível de encontrar. Tentei escapar de uma dor provocando uma maior e realmente deu certo, mas de certa forma eu só precisava de alguém para dividir e conversar.- Suspirei e continuei- " Era um noite fria, havia um temporal lá fora, como de costume depois de dias escaldantes. Adorava a chuva, passava horas e horas, apenas vendo ela soltar toda sua fúria. Era, somente uma criança, boba, inocente, que acreditava estar acolhida em um lar aconchegante. Simplesmente amava aquele lugar, no qual chamava de casa... pensando por esse lado eu me entreguei a nostalgia e comecei com o vicio deplorável dos cortes..."
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