O primeiro andar poderia ser um pouco mais claro que o térreo, uma vez que a claridade do ambiente chegava com mais facilidade e as janelas eram um pouco maiores... Pelo menos as dos corredores.

E Aynaka foi até uma dessas janelas.

Aynaka: (É maior que a de lá debaixo, mais ainda não dá para eu passar.)

Aynaka: (Principalmente com aquelas pedras lá embaixo.)

Aynaka continuou andando, virando o corredor, a fim de achar ir até a próxima escadaria.

Mal tinha entrado na outra esquina do corredor e ela se deparou com um buraco enorme. Que a impedia de passar.

Aynaka: (Mais essa agora...)

Aynaka: Hum?

Aynaka: (Mas... Esse buraco...)

Aynaka olhou para dentro do buraco e viu que, lá embaixo, estava sua sala e, ali, também estava entulho que quase a matara mais cedo.

Ela ficou de frente à cratera e pensou:

Pular?

[Sim]†

>Não

Aynaka deu meia volta, vendo que tinha de achar um caminho alternativo.

Havia uma sala que passava entre a cratera. Tinha uma porta antes, e outra do outro lado do buraco.

Aynaka: (A enfermaria!)

Aynaka foi até a porta, mas esta estava difícil de abrir.

Aynaka: (Emperrada também?!)

Sem tempo a perder Aynaka andou até alguma sala(10) para tentar descobrir um jeito de arrombar aquela porta e passar para o outro lado.

Aynaka voltou a mesma sala onde encontrou o poema, e andou até um canto mais no fundo da sala.

Aynaka: (Tem um metal brilhando...)

Pegar?

>Sim

[Não]

—Obteve pé-de-cabra.

Aynaka: Humpf! Delinquentes...

Aynaka foi até a porta da enfermaria e com o pé-de-cabra, quebrou uma parte da porta e entrou.

Lá, a situação não podia ser diferente: tudo revirado do avesso. Aproveitando a confusão, achou um chaveiro com várias chaves.

—Obteve molho.

Aynaka: (A enfermeira deve ter deixado cair na confusão.)

Aynaka saiu, abrindo a porta do outro lado daquela sala e seguiu em frente. Mas um barulho de um metal pesado batendo no chão a fez parar. Ela, então, voltou encontrando o bombeiro. Cujo o rosto, Aynaka finalmente conseguiu ver.

Aynaka: Onde...?

Bombeiro: Estive procurando algo para usar como ponte.

Bombeiro: E você pulou dessa distância, eu suponho...

Aynaka sorriu orgulhosa antes de respondê-lo.

Aynaka: Na verdade, eu achei um caminho alternativo.

Bombeiro: Hum...

Bombeiro: Espertinha, você!

Bombeiro: Você passou por esta sala, não foi? Achei que seria arriscado, já que tudo está caindo aos pedaços...

Bombeiro: Não queria provocar mais na estrutura desse lugar.

Bombeiro: Mas, aparentemente você conseguiu fazer isso sem nenhum problema.

O bombeiro sorriu e voltou a seguir seu caminho, com Aynaka logo atrás.

No meio do corredor, rumo às escadas para o segundo andar...

???: Olá?

Bombeiro: Espera.

Bombeiro...

Aynaka: O que foi?

Bombeiro: ...

Bombeiro: Tem mais alguém aqui.

Aynaka: Sério?

Bombeiro: Eu vou verificar. Fique por aqui.

Aynaka: Tudo bem.

O bombeiro saiu em direção aonde tinha ouvido alguém.

De novo, Aynaka ficou sozinha. E outra vez, ela não aguentou ficar parada. Ela andou até a porta, da sala de química, abrindo com uma das chaves.

Na sala, tinham tubos de ensaio(11) quebrados, as mesas(12)... Porém, não havia nada de interessante.

Ela continuou andando, voltando até onde estava a cratera, com uma viga usada como ponte.

Aynaka: (Me pergunto como ele conseguiu aguentar tanto peso...)

Aynaka: (E ainda conseguiu carregar isso sozinho!)

Aynaka olhou para sua frente e viu o mesmo cachorro que tentou atacá-la no andar de baixo.

Ela, então, correu para a porta, cuja tinha pego o atalho. Porém, o cachorro a seguiu.

Ela deu meia volta e saiu da sala que entrara e fechou a porta†. Até tentou mover a viga, usada como ponte(13), mas a ideia falhou.

Vendo-se sem opção e com o cachorro atravessando a "ponte", Aynaka fugiu†.

/Pressione Shift/

Enquanto fugia, o laço do seu cabelo foi desfeito e a fita caiu. O cão parou e cheirou o tecido. E Aynaka viu nisso uma chance maior de escapar.

Ela entrou na sala que havia desbloqueado e entrou debaixo de uma das mesas†.

/Pressione Espaço/

Aynaka prendeu a respiração e rezou para que o cão não a encontrasse.

Aynaka: (O que eu vou fazer?)

O animal fareja a garota. Que se encolhe mais no seu esconderijo e encosta numa bola de chumbo.

Esse impacto faz a bola rolar e cair, distraindo o cachorro até ele sair da sala.

Aynaka aproveitou o tempo para pegar na sua mochila o que tinha achado para usar como arma.

Com um pé-de-cabra nas mãos, Aynaka saiu da sala em sua posição de ataque, a passos lentos e cautelosos.

Ela olhou para os lados, mas não viu nada. Até que sentiu uma presença atrás de si.

Pensando ser o cão, Aynaka respirou fundo e se virou, preparada para se defender.

Porém, ia acertar o bombeiro com aquilo.

Aynaka: Ops!

Aynaka: Eu não acertei você, não foi?

Bombeiro: Quase. Você estava bem assustada, hum?

Aynaka: Não me trate como uma garotinha de 7 anos!

Aynaka: Eu sei me cuidar!

Bombeiro: Hey! Calma. Eu não disse nada demais. Não precisa se exaltar tanto.

Bombeiro: Hahaha! Mas você deve ser bem explosiva. Daqui a pouco nem vai precisar de mim para tirá-la daqui.

Bombeiro: Bem, mas vamos continuar.

Aynaka e o bombeiro seguiram caminho ao segundo andar.

Não andaram nem 10 passos e Aynaka percebeu que algo estava errado.

Aynaka: E onde está a outra pessoa?

Bombeiro: "Outra pessoa"?

Aynaka: É. Você disse que ouviu outra pessoa chamá-lo...

Bombeiro: Ah, isso?

Bombeiro: Bem, o tom da voz era o mesmo e constante. Eu logo desconfiei.

Bombeiro: Mas segui o som mesmo assim. Era só uma goteira pingando num lugar aberto.

Bombeiro: Isso fez o som ecoar.

Bombeiro: Enfim, tudo isso foi um alarme falso.

Aynaka: Hm...

Os dois continuaram a seguir caminho até a escadaria.

*Segundo Andar

No fim das escadas, Aynaka tropeçou num piso solto.

Aynaka: Gasp!

Ela caiu de bruços e, na queda, ainda por cima arranhou sua blusa.

Bombeiro: Segura minha mão.

Aynaka o obedeceu e se levanta.

Aynaka: Está muito ruim?

Ela aponta para o local onde estava arranhado.

Bombeiro: Não está tão mal. Foi só um arranhão.

Aynaka: Acho melhor ver como está. Vou no banheiro...

Bombeiro: Não temos tempo para isso.

Aynaka: Prometo que não vou demorar.

Aynaka sai dali, indo ao banheiro feminino.

Aynaka: (Mesmo que o mundo exploda e o banheiro dos meninos seja o único lugar seguro, vou manter minha dignidade.)

Ela entra no banheiro, completamente escuro, mas com a claridade do dia chuvoso, e se vê no espelho.

Ao que tudo indicava, ela estava bem... Mas ao ver seu cabelo...

Aynaka: M-Mas o quê...?

Aynaka: GHYAAAAH!

O bombeiro ouviu o grito e foi até o banheiro o mais rápido que pôde.

Bombeiro: O que houve?

Aynaka: M-Meu cabelo!!

Aynaka: Ele...

Bombeiro: Fica calma. Está tudo bem.

Bombeiro: O seu cabelo está como se costume.

O homem corou enquanto murmura.

Bombeiro: **Embora esteja mais bonito...**

Aynaka: O quê?

Bombeiro: Hm? Nada.

Bombeiro: Bom... Em frente. Vamos continuar.

O bombeiro saiu do banheiro, mas Aynaka não. Ela deu uma última olhada no seu cabelo, evidentemente de uma cor diferente, antes de sair dali também.

Agora, com os cabelos escuros, ela continuou a andar, acompanhada do bombeiro.

Apesar de ser um ambiente com mais janelas, a medida que Aynaka andava, o ambiente ficava mais e mais escuro.

Estava sem saber por onde andava e, de repente, deu de cara com uma parede.

Ela desviou, indo para a direita†. E então, caiu num buraco.

Se sua visão já estava um pouco ruim, Aynaka teve a sensação de que ela piorou.

Sabia que estava consciente, mas tudo estava escuro, e por mais que tentasse, seus olhos não viam nenhuma claridade.

Notas finais
Tradução: (10) Muitas portas não vão estar abertas, então Aynaka diz: (Está emperrada). (11) Aynaka: (Vários experimentos de química... Acabados.) Aynaka: ... Aynaka: (Tudo bem. Química nunca foi meu forte, mesmo.) (12) Ainda tem um fluido espalhado por ali. (13) Aynaka: (Não vai se mover!) † A cratera é muito grande, e nenhum salto pode atravessá-la; † Com a porta aberta, o cachorro facilmente a ataca; † "Se ficar, o bicho come"; † Esteja certa de escolher a mesa que o cachorro tenha mais dificuldade em vê-la; —--- Extras: Outra versão desse mesmo cap -> (https://spiritfanfics.com/historia/honra-rpg-maker-9105476/capitulo3)