Honeymoon
4 Surpresas inesperadas
Notas iniciais
Capitulo de casamento ♥ own
Grimmjow esperava impaciente pelas duas na sala. Andava de um lado para o outro, fumando. Enquanto Byakuya estava apenas parado observando a escuridão lá de fora, ouvindo o barulho do mar.
Mais de meia hora de atraso, elas estavam prontas. Mas só demoraram porque ficaram discutindo a portas trancadas sobre o assunto do enjoo. E depois de tanto discutir, Mariko venceu, só porque cortou o assunto e disse que não queria mais falar sobre aquilo. Kori só ia dar mais um tempinho, pra falar com ela novamente. O primeiro restaurante do Hotel era mais clássico. Bem iluminado com lustres e mesas incrivelmente bem postas. Os garçons vestidos a caráter, cheio de requinte. O outro era mais descontraído, simples, mas de muito bom gosto. Com decorações da ilha mesmo e um pequeno palco com alguns instrumentistas tocando músicas regionais, para animar o local. – Eu adoro essa comida, é cheia de alho, cebola, tempero. Do jeito que eu gosto. – Kori pediu o mesmo que comera na festa da outra noite, porque sem dúvida era uma das comidas mais gostosas que ela já havia experimentado. – Eu gosto também. Mas acho que tem alguma coisa estragada aqui. Fiquei até enjoada, agora. – Mariko reclamou, e Kori a olhou com aquele olhar de “Ahá!” – Deve tá doente, ficou enjoada até com o abacaxi. – Grimmjow deu uma risada debochada, experimentado a comida. Até que não era ruim. – Foi culpa sua que eu fiquei enjoada, quase me virou de cabeça pra baixo depois de eu comer aquele abacaxi. E eles começaram. Byakuya tentou jantar em silêncio, mas Kori puxou assunto. Um dia o moreno ia perguntar como ela ignorava aquelas discussões, para aprender também. O jantar parou, quando Mariko se levantou da mesa e correu para o banheiro. Kori foi atrás, mas dessa vez não fez aquela cara óbvia de: “que foi que eu disse?”. Isso porque não era hora para brincadeira, e poderia ser várias coisas também. Quem sabe uma infecção alimentar, ou só um mal estar mesmo. Grimmjow, a pedido da ruiva, correu atrás de um médico no hotel. Por sorte ele encontrou um, com a ajuda de Byakuya e sua influência com o gerente do lugar. E foi nesse momento, que o Kuchiki compreendeu que mesmo sendo um casal tão complicado, numa situação dessas, onde Mariko parecia doente, Grimmjow se mostrou preocupado. Na verdade, ele estava louco. Não pode entrar no quarto com ela e o médico, por vontade da mesma, por isso só Kori entrou. Byakuya ficou lá na sala com ele, tentando inutilmente fazê-lo parar de andar e falar besteiras. Grimmjow só ficou tranquilo quando o médico apareceu e disse que Mariko ficaria bem, só precisava descansar. Aquilo não foi o suficiente, na verdade. – Cadê! – Ele abriu a porta violentamente, quase a quebrando. – O que você tem? – Seu ogro, vai quebrar a porta assim. – Mariko ergueu a cabeça, xingando Grimmjow. – Não se preocupe, Grimmjow. Só foi um susto. A Mariko vai ficar bem, ela só não se deu com a comida daqui. – Ah, sim claro. Daqui nove meses vai ser assim, Kori só não quis dizer isso ainda. Grimmjow não era besta, ele percebeu a cara que a loira fazia para a amiga toda hora. Elas escondiam alguma coisa, e agora, Mariko parecia aliviada. Mas não ia mexer mais naquele assunto, o importante era que ela já estava bem. E o casamento ia acontecer, aliás, será que ia? – Vai dar pra casar assim, doente? – Claro que vou, porra! – Bem, já que está melhor, eu vou deixar você cuidando dela. – Kori se levantou e bateu no peito de Grimmjow. – É pra cuidar, e não abusar dela. Seu tarado. – Engraçadinha. – O maior foi para a cama, e deu um pulo em cima dela, chacoalhando-a toda. Mariko deu um grito para ele parar com aquilo, que estava a deixando mais enjoada. Kori sorriu, cruzando os braços, saindo com Byakuya do quarto. A noite estava bem abafada, o melhor que poderiam fazer era ficar na varanda, sentindo a brisa fresquinha da noite. O céu estava bem estrelado. Claro que ali o céu era mais limpo, a ilha não possuía uma frota de carros como no Japão. Kori estava com uma garrafa de cerveja na mão, olhando para o céu. Ela poderia ficar fazendo isso por horas, adorava o céu à noite, as estrelas, a lua. E aquela ali era especialmente magnífica. Parecia ainda maior e mais iluminada. – Uma vez eu namorei um rapaz, que estudava astronomia. Ele me levou num daqueles super telescópios, sabe? – Ela não viu, mas Byakuya moveu a cabeça num sim. – Daí ele me mostrou uma estrela, e disse que era minha. – Kori riu baixinho, deixando a garrafa de lado, no chão. Ela estava sentada com as pernas esticadas na madeira da varanda. – Uma estrela, ele quis te agradar. – Kori sorria, mas não achando engraçado, era somente uma lembrança bonitinha. – Sim, foi sim. – a ruiva moveu a cabeça, olhando para trás, encontrando Byakuya sentado na cadeira, com a perna cruzada. – Eu queria poder ver minha estrela mais uma vez. – E você sabe a direção dela? – Não. – Byakuya viu uma tristeza naqueles olhos? Pois se viu, achou que não combinava com a ruiva. Kori girou o corpo, engatinhando pela varanda, se arrastando até chegar ao moreno. Ela se ajoelhou e pousou as mãos nos joelhos dele, assim que descruzou as pernas.
– Posso te perguntar uma coisa pessoal? – começou, esperando o aval dele para continuar a pergunta. Byakuya só disse sim. – Porque você se separou? Não a amava mais? Byakuya respirou fundo, aquele assunto era bem complicado de falar. Principalmente com uma mulher que conhecera há pouco tempo. Ele não era do tipo de ficar desabafando. O casamento dele nunca foi realmente de amor intenso. Eles eram apaixonados, e se conheciam desde a época da faculdade. Então, se casaram. Não era nada de emocionante. E o final, foi do mesmo modo. Sem muitas emoções, brigas ou discussões. Byakuya não a amava incondicionalmente, para não permitir que ela fosse embora com outro homem. – O amor, ele fortalece com a convivência. Cresce conforme os anos vão passando. Mas, às vezes, esse amor não é sustentável. E chegou um dia que ela não aguentou mais. E me deixou. Kori não sabia o que falar. Mas a história dele não era assim tão diferente das de muitos pacientes. A diferença era que Byakuya não tinha tendência ao suicídio, nem era um maníaco passional. – O amor é uma coisa estranha, não é? Eu me apaixonei várias vezes. Mas nunca amei de verdade alguém. Acho que quando for minha vez, vou ficar sem saber o que fazer. – Ela balançou os cabelos, sentando em cima das pernas. – Você é tão jovem, isso ainda vai acontecer. – Byakuya baixou os olhos, olhando para o que Kori fazia com o dedo no chão da varanda, mexendo num bichinho parado ali. – Fala como se fosse uns vinte anos mais velho que eu. – Ela deixou o bichinho ir embora. – Você também pode se casar novamente. Não? – Sim, mas eu não quero. – Ah. – a ruiva se levantou, batendo as mãos no short para limpar a sujeira do chão. – Melhor deitar, amanhã temos um casamento para ir. – Ela estendeu a mão, convidando Byakuya para ir também, ele aceitou e se levantou, ficando de pé na frente de Kori, ainda olhando nos olhos dela. – Boa noite, Byakuya-san. – Boa noite, Kori-san. De manhã, bem cedinho, Kori já estava de pé. E a primeira coisa que ela fez foi ligar para a recepção para perguntar onde poderia comprar um teste de gravidez. E quando conseguiu, foi para o quarto. Mariko estava lá, doida, nervosa, roendo as unhas. Quase indo no outro quarto bater em Grimmjow, porque a culpa era dele, por não esperar ela voltar a tomar a pílula, naquele último intervalo. – Kori, onde você foi pra conseguir esse treco? Na China? – A loira correu até a amiga, e puxou a sacola de plástico da mão dela. – Como é mesmo que faz? Mariko nunca tinha feito um daqueles, mas já havia acompanhado Kori em algumas noites desesperadas. Só que perto do nervosismo dela, Kori parecia um anjinho. Era bem simples, em três minutos Mariko iria descobrir se seria mãe. Mãe. Mariko, mãe. Kori riu. Aqueles três minutos pareciam eternidades. Elas andavam de um lado a outro do quarto, hora ou outra, mandando Grimmjow parar de bater na porta, mandando o rapaz sumir. E quando os três minutos passaram, Mariko não conseguia olhar os tracinhos que marcavam o positivo ou negativo. Então mandou Kori olhar. – Certo. Acho que alguém não vai poder beber nenhuma gota de álcool nos próximos nove meses. – O quê?!?! – Foi automático. Mariko saiu do quarto e quando chegou à sala, começou a bater em Grimmjow. Gritando que a culpa era toda dele. – Sua maluca, o que eu fiz dessa vez? – Ele a segurou com forças os braços, mas Mariko ainda sacudia as pernas, acertando-o na canela e no joelho. – Kori, o que ela tem?! – Não fala como se eu não estivesse aqui! – Mariko se acalmou um pouco, e bebeu a água que a amiga lhe trouxera, sentando no sofá. – O que está acontecendo aqui? – Perguntou Grimmjow, já nervoso com todo aquele suspense. Kori deu um beijo no rosto da amiga, falando algumas coisas para ela se acalmar, e assim poder contar a novidade. – Eu vou deixar vocês a sós. – A ruiva saiu. Byakuya estava fora, então ela achou que poderia encontrá-lo, e talvez dar umas voltas enquanto o casal se acertava. E esperava que ao voltar, os dois estivessem respirando ainda. Não foi difícil achar Byakuya, ele estava falando com o gerente do Hotel, acertando alguns detalhes do casamento de Grimmjow, a pedido do próprio. E como os noivos estavam num momento muito complicado, resolvendo o futuro deles e da criança, Kori então achou que poderia seguir com os planos normais. Cuidar para que tudo esteja pronto até as cinco da tarde. – Aconteceu alguma coisa, Kori-san? – Byakuya perguntou, achando estranho a ruiva estar ali e não ajudando a amiga com aquelas tradições femininas de passar horas se arrumando. Lembrava-se muito bem de seu casamento. E como sua ex ficara um dia inteiro se preparando para a cerimônia. – Aconteceu sim. – Ela tirou do bolso um papel com uma listinha de coisas para fazer, que havia escrito mais cedo quando acordara com os gritos de Mariko em seu ouvido, pedindo para ela arrumar o teste de gravidez. – A Mariko tá gravida. Byakuya a olhou surpreso, a mulher falava aquilo como se dissesse o preço de um cacho de banana. – Elas está grávida? Do Grimmjow? – Ok! Os homens tendem a fazer perguntas bobas quando estão surpresos. Kori deu um sorrisinho, achando engraçado o jeito dele, como se fosse uma aberração o fato da criança ser do Grimmjow. Claro que aqueles dois como pai e mãe, era bem difícil de imaginar, mas porque não? Né? – Que eu saiba, ela não tem outro homem na vida dela. – Claro, claro. Perdão, não foi o que eu quis dizer. É que... – Eu sei, Kuchiki-san, estava brincando. – Kori o convidou para tomar alguma coisa, porque estava bem quente. E sua garganta estava muito seca. Eles foram para o restaurante que estava aberto já para o almoço, a piscina estava lotada, por isso não foram até lá. – A Mariko nunca desejou ser mãe, mas ela não é uma irresponsável. Sempre se cuidou, mas essas coisas acontecem. – Eles vão casar, então está tudo bem, não é? – Teoricamente, sim. – Kori bebeu o chá gelado que pediu, enquanto olhava para a lista de coisas a fazer. Precisava ir atrás do buque de flores que Mariko queria pro casamento, mas isso era fácil. No dia anterior, quando saiu com Byakuya pela ilha, achou uma artesã que fazia arranjos bem bonitos. Iria lá logo mais. – Eles não queriam ter filhos? – Byakuya estava visivelmente preocupado com a situação. Kori percebeu isso, mas não perguntou nada. – Digo, é recente para quem vai se casar agora. – Não se preocupe Kuchiki-san, confie naqueles dois. Eles podem parecer dois malucos juntos, brigando. Mas quando precisa, eles agem com a cabeça. E a criança já é sortuda só por tê-los como pais. Byakuya não conseguia acreditar mesmo na fé que Kori colocava naquele casal. Não é possível que uma psicóloga conseguia ver tanto um lado positivo de duas pessoas que viviam brigando por qualquer motivos banal. Kori pediu para que ele checasse se faltava alguma coisa no Hotel, e se o mestre da cerimônia já havia chegado, ele viria de outra ilha para realizar alguns casamentos ali. Byakuya foi, após beber um suco de melão, deixando Kori com sua lista. Já era quase quatro horas da tarde, quando a ruiva entrou no chalé, com o buque de flores na mão, e uma sacola com outras coisas que achou pela ilha. Byakuya estava em seu quarto, chegou antes, confirmando que tudo estava pronto para as cinco e meia da tarde. Só faltava mesmo eles se arrumarem e pronto. – Onde está a Mariko? – Kori perguntou para Grimmjow, que estava sentado no sofá, com a camisa de botões aberta, suando com o calor, e um copo de algo amarelado na mão. – O que aconteceu? – Foi mal Kori, mas pode ir lá cancelar o casamento? Não vai ter mais. – Ele disse, num tom de voz derrotado. A ruiva nunca havia visto aquele homem tão deprimido. Nem acreditou que era possível vê-lo assim. – Cancelado? Mas eu confirmei tudo hoje, o Byakuya não fez isso? – Ela se sentou na mesinha de centro, de frente para Grimmjow, com o buque na mão. – É, ele disse qualquer coisa. – Moveu a mão com o copo, fazendo o gelo tilintar lá dentro. – O que você fez? – Quê? – O que você fez com a Mariko? O que falou para ela? – Kori o acusou, porque era a primeira coisa a fazer mesmo. – Eu não fiz nada com aquela maluca. Ela que terminou comigo. – O quê?! – Típico da Mariko. Possivelmente ela ficou tão maluca com essa história e pediu um tempo para pensar. E na linguagem do grandão ali, significava fim de casamento. – Ela disse que tinha que pensar. Sei lá, porra. Vai falar com ela. Vocês se entendem.
É, ela estava certa. E ele também. Kori se levantou, dando antes um tapa na perna de Grimmjow, mandando ele parar de beber e ir tomar um banho e se arrumar logo para o casamento. A ruiva saiu, antes dele resmungar alguma coisa. Antes de entrar, Kori bateu na porta, mas não ouviu nenhuma resposta. Daí ela entrou mesmo. Mariko não estava ali. Procurou no banheiro e nada. Foi então para a varanda e achou ela lá, sentadinha no cantinho olhando para o mar. – Não esta na hora da mamãe se arrumar pro casamento? – Kori sentou-se ao lado dela, abraçando-a. – Sem piadinha. – Mariko baixou a cabeça, suspirando. – O que você acha que vai ser dessa criança? – Vai ser uma criança feliz. – Kori tentou animá-la com um sorriso, apertando as mãos nos ombros da loira. – Eu, como tia desse bebê, vou ajudar em tudo que puder. Até mimar eu vou. – Assim é fácil. Não é você quem vai ficar parecendo uma baleia de tão gorda. – O problema é esse? – Kori tirou o braço dos ombros de Mariko e a olhou sério. – Lembra quando éramos pequenas? Você queria entrar pra Marinha e viajar o mundo, ou ser aeromoça ou sei lá o quê. Mas queria passar a vida toda viajando pelo mundo, e eu queria uma casa, família e dizia que quando você voltasse, teria uma casa pra ficar. Agora, quem vai ter uma família é você. Mariko encolheu os ombros, lembrando-se disso. Elas cresceram juntas, Kori fora criada pela avó que faleceu quando a ruiva fez dezessete anos, e Mariko pela mãe, que foi embora quando a filha entrou para a faculdade. Então, depois disso elas tinham só uma a outra como família. – Kori, acho que to com medo. – Mariko finalmente desabafou. – Tenho medo de não ser uma boa mãe. Sabe, tenho medo de falhar. Olha só pra mim e pro Grimmjow. – Ninguém nasceu sabendo ser pai e mãe, vocês vão aprender juntos. E eu já disse, que vou estar do lado. Não se preocupe, quero mimar muito meu sobrinho, ou minha sobrinha. – Elas se abraçaram. – Já pensou se são gêmeos? – Cala a boca. Kori deixou Mariko na banheira, e mandou ela ficar ali e relaxar até segunda ordem. Depois foi atrás de Grimmjow, que estava ainda bebendo, lá no quarto de Byakuya. O moreno tentava por na cabeça dele que um casamento e filhos eram coisas sérias, e importantes, que não fizesse nada de errado faltando uma hora para o casamento. – Kuchiki-san, não sabe que com ele essas cosias não funcionam? – Kori entrou no quarto. Obrigando Grimmjow a entrar logo no banheiro pra tomar um banho e largar aquele copo. Precisou ameaçar para ir, porque queria falar antes com Mariko. – Eu garanto que ela vai estar lá. Era cinco horas, quando Mariko estava pronta, de frente para o espelho, passando a mão na barriga inexistente ainda. Kori deixou ela ali sozinha, para tomar um banho e se arrumar também. A porta se abriu devagar. A loira achou que era a amiga, ela pediu um minuto, mas quando virou, viu Grimmjow parado, fechando a porta. Ele estava bem a vontade com uma calça folgada, de tecido leve, e uma regata branca mais apertada no corpo. Não era aquela a roupa que Mariko havia separado para ele usar no dia, mas quem se importa? Naquela hora ela não estava pensando nisso. Ainda estava com a mão na barriga, acariciando, viu que já era automático aquele toque. Ele não disse nada, apenas se aproximou e a abraçou por trás, levando as mãos grande por sobre a barriga dela, escondida pelo vestido. Fez um carinho, e afundou o rosto no pescoço da loira, que estava livre, pelos cabelos dela estarem presos de lado, com uma presilha em forma de flor. Ficaram um tempo em silêncio, até ouvir a voz da General Kori chamar por eles, já estava na hora de casar. Aquele pedaço da praia não estava cheia de turistas. Estavam próximo as rochas, e uma pequena tenda foi montada de frente para o mar. Os convidados eram apenas os padrinhos. Kori e Byakuya estavam de pé ao lado do velho baixinho e bronzeado que faria a cerimônia. O homem falava um pouco confuso, mas dava para entender, vai ver porque ele estava há muitos anos fora do Japão. E pelo visto, gostava de beber um pouco. Mariko segurava o buque redondo de girassóis amarelos que combinava bem com seu vestido branco. Fazia umas caretas estranhas, ela estava bem enjoada com o bafo que vinha do velho. Grimmjow a segurou pela cintura, para ela não fugir, ou cair na areia, dependendo da situação. Byakuya estava preocupado com o estado de saúde de Mariko, e por ele, voltavam rapidamente para o Japão e a levasse em um ótimo médico, para fazer exames e essas coisas. Mas Kori disse que não precisava tanta preocupação, ela estava grávida e não doente. No final do casamento, Mariko insistiu que queria entrar no mar, de vestido e tudo. Grimmjow ficou louco, porque achou que ela poderia se machucar. E correu atrás da loira. – Ah! Eles são lindos mesmo. – Kori entortou a cabeça, segurando o buque de girassóis que Mariko jogou para ela antes de sair correndo pela areia. – Kori-san, ela pode correr assim? – Byakuya ainda preocupado. – Já disse que ela não está doente. Vocês homens subestimam o poder das mulheres. A festa, como prometido, fora feito no hotel mesmo, devido a uma mudança inesperada do tempo. Então na praia poderia ser perigoso. Mas felizmente não choveu, pelo menos ainda não.
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