Honeymoon
5 Reciprocidade
Notas iniciais
A mesa estava repleta de frutas e comidas típicas, tal como na outra festa que Mariko e Kori foram. Falando nisso, a loira estava enlouquecida comendo tudo o que vinha pela frente. Claro que estava um pouco cedo ainda para aquela fase dos desejos, mas sabe como é, na cabeça dela tudo já estava mudando. E Grimmjow atrás, tentando controlá-la.
Kori estava mais interessada em beber e dançar que comer. A música era bem animada, e aquelas jovens dançando empolgava ela. Ainda mais depois de umas doses daquela bebida maravilhosa que descobriu na ilha. Num momento, Kori entrou no meio da dança com as garotas e ganhou uma flor na cabeça.
A ruiva tentava aprender a coreografia da dança, mexendo os quadris, e balançando as mãos de um lado e de outro, mas tava mais parecendo uma dançarina havaiana. Aos poucos ela pegou o jeito. E já conseguia fazer tudo sem olhar as meninas.
Ela parou um minuto, cansada, queria beber algo para passar o calor que sentia. Estava suando, parou ao lado de Byakuya que lhe ofereceu uma taça de suco gelado. Ela aceitou só porque estava com calor, senão ia brigar com ele. Disse isso, num tom divertido, e quase viu o moreno sorrir.
– Hey, dançarina. Você vai acabar ficando aqui e ganhando uns trocados dançando. – Mariko se aproximou, tentando inutilmente pegar uma taça de champanhe, qualquer coisa alcoólica. Mas Grimmjow estava lá para impedi-la. – Eu quero beber.
– Não enquanto estiver grávida. – Ele brigou, mandando que ela parasse de resmungar.
– Droga! É só pra comemorar nosso casamento. – A loira mudou a tática, e tentou ser carinhosa. Grimmjow a segurou pelos braços, e beijou-lhe a boca.
– Não. – Respondeu, apertando as mãos nas costa dela, num abraço. – Se quiser, podemos ir pro quarto comemorar de outro jeito.
– Seu idiota. – Ela pisou no pé dele, com a sandália rasteirinha que usava, e saiu batendo o pé.
– E você, Kuchiki-san? – Kori deixou de lado o suco, e pegou uma das garrafas de tequila, para se servir. – Não vai se divertir? Esta aqui no canto tem um tempo, só observando as pessoas.
– Eu não sou muito ligado em festas. – Ele bebeu um pouco do coquetel que fizeram, com frutas e um pouquinho de álcool.
– Não sabe dançar?
– Como você, acho que nunca vou saber. – Byakuya virou, admirando o sorriso contagiante da ruiva, que levou aquele elogio numa brincadeira. Ou se era sarcasmo, não importa. Ela já estava bem feliz.
– Não precisa dançar igual a mim, mas pode tentar. – Kori virou na boca o copinho com a tequila e encheu novamente, oferecendo ao moreno, que aceitou após relutar um pouco.
– A única coisa que eu dancei na minha vida, foi a valsa, no dia do meu casamento. – Ele estava todo sério com as lembranças e num segundo, afastou uma a uma, quando a ruiva quase cuspiu a bebida.
– Dançou valsa? – ela gargalhou, deixando-o totalmente constrangido. – Você é uma figura, Byakuya. – Kori aproximou-se, encostando os lábios bem perto dos ouvidos dele, na ponta dos pés, para ficar da mesma altura. – Mas eu gosto.
Kori o deixou lá, parado, pensativo e voltou para dançar.
Byakuya acabou aceitando mais bebida que lhe ofereceram. Ele já estava há algum tempinho admirando a forma que Kori estava conseguindo manter as coisas muito bem, ajudando os amigos. Achou digno o apoio dela, ao falar da família. Claro, ela era uma boa amiga, pode ter certeza disso. E tentou se convencer de que era por isso que não parava de olhar para a ruiva dançando entre tantas outras mulheres bonitas que estavam ali. Mas ela era diferente.
Especial.
Certo, depois de meia hora, Byakuya não estava mais crente que era as boas ações da ruiva, que o fazia olha tão fixamente para o corpo dela se movendo com a música. Balançou a cabeça, soltando os cabelos que já estavam quase soltos do elástico.
Ele passou a mão nos cabelos, tentando arrumá-los quando Grimmjow se aproximou, segurando um copo na mão. Fugiu de Mariko para beber, porque se ela não poderia, ele também não iria beber uma gosta de álcool.
– Tá aí com essa cara de cão sem dono. – O mais alto serviu-se de bebida, encostando depois na mesa. Byakuya não respondeu. – Vai ficar só olhando mesmo?
– Desculpe? – O moreno estreitou de leve os olhos, fingindo não entender sobre o que o outro dizia. Grimmjow riu.
– Se você não for, outro cara vai chegar na frente. – Disse, levando o copo à boca. Byakuya ainda manteve-se calado. De certo, não sabia exatamente o que dizer naquele momento. – Ou outra.
Byakuya revirou os olhos. Já bastava de conselhos. Se ao menos algum fosse mesmo ajudá-lo. Mas parecia que Grimmjow só queria zombar dele. E do jeito que estava rindo, havia conseguido.
Mariko apareceu como num passe de mágica na frente dele, brigando por tê-la deixado sozinha com o velho maluco que os casou. Tirou o copo da mão dele, e o puxou. Estava cansada e enjoada, queria ir para o quarto. Mas mandou que ele não se empolgasse muito.
Grimmjow fez uma cara de bravo, porque não era bem a lua de mel dos sonhos dele, né? Mas antes de ir lá, fazer massagem nos pés de Mariko – e ai dele se não fizer –, ainda virou-se pra Byakuya, dando um soco leve no ombro dele. Dizendo-lhe que alguém ali tinha que se divertir de verdade na lua de mel. Mariko ouviu, e aí sim Grimmjow viu que estava ferrado.
O moreno seguiu os dois com o olhar, mas foi proibido de continuar, quando a figura da madrinha tomou conta da visão dele. A música começou a ficar mais lenta, uma batida leve de instrumentos que ele não tinha conhecimento de nome, o ritmo suave, porém tinha uma energia característica da ilha que era uma boa pedida para as dançarinas continuarem agradando os turistas.
E apesar de outros homens olharem para a ruiva, que dançava de olhos fechados sem se importar em ser observada, Byakuya permaneceu parado, apenas bebericando seu copo. Sem muita vontade. Sentiu-se incomodado quando um homem alto de cabelos loiros se aproximou de Kori, e começou a dançar com ela. Poderia não entender muito disso, mas acreditou que a ruiva não estava gostando tanto daquele estranho segurando-a pela cintura como se já a conhecessem há tempos. Embora, ela não recusasse a dança, talvez por educação.
O moreno passou a mão pelos cabelos finos novamente, e deixou o copo em cima da mesa de bebidas. Caminhou então para o meio da pista, na direção do casal que dançava.
Byakuya não tinha muito jeito em dançar, aliás, ele não sabia dançar. Mas respirou fundo, e acabou acatando o conselho maluco de Grimmjow.
Kori girou o corpo, parando de frente para o moreno que se aproximou. Ela então soltou a mão do loiro, com um sorriso carismático para ele, dizendo que estava guardando uma dança para o padrinho da festa.
Foi levada então por Byakuya, que a abraçou pela cintura, enquanto a ruiva deixava suas mãos sobre os ombros dele.
– Onde estão os noivos? – Ela perguntou, aproximando os lábios no ouvido de Byakuya, para ele ouvir melhor. A música e as pessoas faziam muito barulho.
– Já foram para o quarto. Acho que Mariko-san não estava bem disposta. – Byakuya respondeu, também aproximando o rosto do dela, olhando-a nos olhos.
– Que pena, ela me disse que queria tomar um banho de mar quando o sol nascesse. – A ruiva rodopiou, inesperadamente, balançando os cabelos para um lado e para o outro, até voltar à posição original, de frente para o moreno. Ela começou a mexer nos botões da camisa que ele vestia. Estava tão quente que não conseguia nem vê-lo daquele jeito, embora estivesse realmente confortável.
– Faltam algumas horas para amanhecer ainda, Kori-san. – Piscou os olhos devagar, quando percebeu que era encarado de forma duvidosa.
– E o que podemos fazer até lá, Kuchiki-san?
Byakuya não respondeu, sequer quis pensar numa resposta para aquela pergunta. Enquanto isso, Kori buscava algo mais para beber. Talvez ela já tivesse bebido muito, mas não iria irritar a mulher por isso. O moreno apenas a seguiu, achando que seria bom acompanhá-la, já que só havia ela de conhecida no momento. Claro que se Kori desejasse que ele não a seguisse, iria com certeza deixá-la à vontade. Caso fosse essa vontade. Mas Byakuya pensava demais.
– E então? Você gosta de dança? – Perguntou, bebendo todo o líquido transparente e forte do copo que acabara de ser servida.
– Eu não sei dançar. – Como se Kori fosse se importar com isso. Ela pôs as duas mãos sobre o peito do moreno empurrando-o de volta para a pista. – Kori-san, eu não sei dançar. Eu só me aproximei porque achei que não estava se dando muito bem com aquele homem.
– Não precisa saber dançar, para dar certo. – As mãos de Kori passeavam pela camisa, na altura do peito, indo até o pescoço, entrelaçando os dedos ali. – Você só joga o corpo para um lado e para o outro. Não precisa ter vergonha, nós não estamos em um concurso de dança. Agora me abraça de novo na cintura.
Ele a abraçou, delicadamente, e foi preciso uma ajudinha para que ficasse do jeito que Kori queria. Mais junto. Bem colados.
Ela se divertia com as ações daquele homem.
– Não precisa ter medo de mim, não vou fazer nada. – Sorriu. – Se não quiser.
A música mudou, e o ritmo também, estava mais animado, mas eles não mudaram um passo sequer do ritmo anterior que ainda dançavam, um pouco mais lento. Enquanto todos vibravam com um show de malabares com garrafas pegando fogo, Kori e Byakuya ainda tinham os olhos fixos um no outro.
Era como se as coisas acontecessem em câmera lenta ao redor deles. Estavam presos aquele momento. Byakuya a segurou pela cintura com apenas uma das mãos, enquanto subia a outra nas costas nuas da ruiva, já que o vestido tinha um generoso decote na parte de trás. Traçava um caminho para cima e para baixo, na pele dela, causando-lhe arrepios.
Kori fechou os olhos, diminuindo ainda mais a velocidade com que movia o corpo de um lado para o outro. Às vezes soltando o ar quente pela boca, e Byakuya sentia o cheiro da bebida quando a ruiva fazia isso. Não desgostava, não. Só o deixava curioso. Desejoso. Com vontade de poder sentir melhor a mistura da bebida com o gosto que ela deveria ter.
Balançou a cabeça, imaginando demais.
Kori se soltou das mãos de Byakuya, girou, deixando o corpo cair nos braços do moreno, confiando que ele a seguraria. E foi o que fez.
– Eu já disse que não sei dançar. – Falou baixinho, olhando de soslaio para o lado, reparando que algumas pessoas os olhavam. Ele a abraçou novamente, fazendo o corpo da psicóloga grudar no dele.
– Como não? Eu acho que está se saindo muito bem.
– Obrigado. Mas eu devo parece um peixe fora d'água aqui com você. Todos estão olhando, provavelmente devem querer tirá-la para dançar, e eu estou atrapalhando. – Byakuya parou de se mexer, porque francamente o que ele fazia não era dança. Mas foi incentivado novamente pela ruiva, que ordenou que ele não a deixasse sozinha ali. Aquilo o fez esquecer dessas bobagens de se preocupar com o que os outros pensam, ou se estão olhando, apenas deixou que ela se divertisse. Mesmo achando que ruim daquele jeito que era, não fosse dar certo. Mas deu.
Pararam algumas vezes para beber, e quando viu que o limite havia chegado, o moreno parou de beber, tentando inutilmente fazer a mulher tomar a mesma decisão.
Kori deu um tapa na mão de Byakuya, quando ele tentou roubar seu copo, e riu depois.
– Kuchiki-san, você nunca sai dessa pose? – Byakuya não entendeu o que ela queria dizer com aquilo. Porque ele era ele... Normalmente. Não dava pra deixar de ser.
– Kori-san, você já bebeu muito. Vamos pro quarto.
– Seu safadinho! – Gargalhou dando outro tapa, agora no braço dele. Kori deu alguns passos, até tropeçar numa pedra. Ainda bem que não estava de salto alto.
Byakuya a amparou, era melhor levá-la para o quarto, e fazer a ruiva tomar um banho pra dormir.
Eles deram a volta pela praia, porque estava mais vazio. E também era mais rápido, mas o Kuchiki não contava com a agilidade da psicóloga. Ela se soltou dos braços dele, e correu em direção ao mar, tirando as sandálias. Gritando para ele também ir.
Ele foi, mas para tentar salvá-la de um possível afogamento.
Kori chutava a água com o pé, em cima de Byakuya, que não estava achando tanta graça.
– Você precisa relaxar mais Kuchiki-san. Aproveitar a vida.
– O que você vai fazer? – Byakuya olhou em direção à festa, para ver se havia alguém ali que ele pudesse acenar para ajudar. Mas não tinha ninguém. Olhou para a ruiva, que tirava o vestido que vestia. – Kori-san.
– Segura pra mim, seu chato. – Ela jogou o vestido todo molhado em cima do moreno, que pegou a peça, sem bancar o herói. Deixou então que ela entrasse logo na água.
Ficou ali, sentindo uma onda molhar seus pés, enquanto assistia Kori se divertir no mar. Ela desistiu de chamá-lo para aproveitar também. Mergulhou, e demorou um tempo para voltar à superfície, o que deixou Byakuya preocupado, mas retornou em seguida.
A água estava gelada. A ruiva saiu tremendo, com os braços cruzados na altura do peito, tampando-os. Não estava com vergonha, mas sim frio. Pelo menos a bebedeira deu uma trégua após aquele banho frio.
Ela parou na frente de Byakuya estendendo a mão para pegar o vestido molhado. Kori tremia tanto que chegava a bater os dentes de frio. O corpo todo arrepiado, e os cabelos bagunçados pela água.
– Você se arrisca sempre assim? – Perguntou, desabotoando a camisa que vestia.
– Não, mas eu sempre me divirto no fim. – Ela ainda estava de braços cruzados, enquanto Byakuya terminava de se despir da camisa e colocar em volta dos ombros da ruiva. Ele era bem bonito de corpo, normal, nada bombado de academia, mas muito bonito.
Como não tinha tempo para exercícios e essas coisas, passava alguns momentos de lazer jogando tênis, ou outros esportes que não exigissem um grande número de pessoas ou violência. Assim mantinha a forma.
– Vista. – Ele se virou, fazendo Kori sorrir. Achou graça de ele ter ficado de costas para ela vestir a camisa, já que acabara de vê-la só de calcinha. – Melhor voltarmos, você precisa de um banho quente e algo para beber, senão vai ficar doen–
Byakuya calou-se, quando a mais jovem o abraçou. As mãos circundaram a cintura dele, apoiando a cabeça nas costas largas do moreno. Ele virou, devagar, até poder ficar de frente para a ruiva, que parecia deprimida. Estranho era a forma como as mulheres mudavam o seu humor tão rápido. Quem sabe fosse a bebida fazendo efeito.
Kori ainda tremia de frio, e Byakuya a envolveu com seus braços, tentando amenizar o tremor.
– Kuchiki-san, você se sente só? – Foi uma pergunta inesperada. Mas a resposta nem tanto.
– Sim. Algumas vezes. – Byakuya sentia as mãos geladas de Kori em volta de seu corpo. Mas não se importava, o toque dela em sua pele não era tão frio se fosse pensar melhor. – Você também? – Ele não era de desabafar com as pessoas, custava conseguir tirar algo do moreno, mas estava sentindo-se confortável com ela ali. Mesmo naquela situação um pouco constrangedora.
Estava começando a ventar mais, talvez o tempo fosse mudar. A tal tempestade que o Gerente do Hotel havia informado, poderia estar bem próximo dali.
Os cabelos de Kori balançavam mais agitados, assim como a camisa de Byakuya que ela vestia. Mas não havia ninguém ali para ver mesmo.
– Um pouco. Eu tenho medo de ficar sozinha.
– Não consigo imaginar esse medo em alguém como você.
– Por que não?
Byakuya pensou, ainda com os braços em volta da ruiva.
– É falante, sociável. – Ele fechou os olhos por um momento. – Deve fazer amizades rápido.
– Eu não estou falando de amigos. – suspirou, encolhendo-se depois nos braços do moreno, quando uma ventania passou por eles. Ela novamente apoiou a cabeça, dessa vez no peito de Byakuya, sussurrando tão baixo, mas mesmo assim pode ser ouvida. – Eu não quero me sentir sozinha hoje.
Byakuya foi tomado por uma onda de sentimentos que o abalou por completo. Beijou-a nos cabelos, e a abraçou com mais força. Sentindo como se precisasse proteger aquela mulher de qualquer coisa.
– Eu não vou deixar você sozinha. – Mexeu nos cabelos vermelhos, acariciando o rosto frio da jovem, contornando os lábios dela com os dedos, a boca seca pela friagem.
Kori fechou os olhos, não sentia mais o frio da água gelada nem a ventania. Apenas o toque quente das mãos de Byakuya em seu rosto e corpo. Sentia-se agora acolhida. Não queria olhar para ele, talvez porque tivesse medo que recebesse alguma advertência, ou qualquer bobagem, só não queria abrir os olhos. Estava sentindo-se boba por aquilo, como se fosse uma menina. Era um dia feliz, uma noite de festa e não havia por que ficar se lamentando, não naquela hora. Seus problemas poderiam ficar para outra ocasião. Mas aquele homem estava ali para acalmá-la. E como ele conseguia fazer isso?
Tentou então desvencilhar dos braços de Byakuya, usando de falso sorriso, para não preocupá-lo. Porém, Byakuya não acreditou em seu olhar, que ainda era vazio. E geralmente, ela era tão expressiva, que não sabia como ela conseguia transmitir tantas emoções ao mesmo tempo e confundi-lo a cada olhar.
Já estava deixando a mulher ir embora sozinha, quando apertou sua mão, segurando-a forte, sem deixar que desse mais um passo adiante. Não disse nada, não havia o que dizer. Apenas seguiu o que seu coração estava mandando fazer. Há tempos o moreno não ouvia seu coração, e aquele era o momento certo para obedecê-lo.
Kori esperou que Byakuya lhe dissesse algo, mas fitou o moreno e seu olhar prometedor. Como se quisesse lhe dizer tudo, apenas com os olhos. Ela queria entender melhor o que significava aquilo. Não avançou, mas também não queria ir embora, esperou ser abraçada com tanta impetuosidade e força, que achou que seria quebrada ao meio.
Byakuya a ergueu no ar, o que fez a ruiva ficar mais alta que ele naquele momento.
Uma chuva fina começou a cair, o vento soprava tão mais calmo agora, mas ainda muito frio. O corpo de Kori foi escorregando nas mãos de Byakuya, fazendo-a voltar ao chão. Mas ele não tirou as mãos do corpo dela. A chuva fina começava a engrossa, molhando-os, só que não importava para nenhum dos dois.
O Kuchiki então, sem querer perder mais tempo, beijou-a. Não foi surpresa, porque ela também o queria. Ele acariciou os cabelos molhados, conforme Kori o segurava pelo pescoço.
O beijo se misturava com a chuva, mais forte, que dificultava ambos de respirarem.
Byakuya apoiou a testa na da ruiva, apertando o rosto dela entre as mãos, a fim de olhar em seus olhos. A chuva estava tão intensa, que não conseguiam enxergar um ao outro com facilidade.
Ele a segurou pela mão, e começou a correr. Deveriam se abrigar, porque aquela tempestade não parecia nada amistosa pra ficarem abusando da sorte.
– Minhas sandálias. – ela até tentou parar para pegar as sandálias prateadas que tirara na areia antes de se jogar no mar.
– Deixe-a, eu te dou outras. – Kori nem estava se preocupando de verdade se iria ganhar outra ou não, mas deixou as sandálias lá mesmo, mais tarde iria se dar conta de que seu vestido ficara na tempestade, e agora deveria boiar pelo mar.
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