Honeymoon
11 Recomeço
Notas iniciais
Kori estava na sala de espera, aguardando o nascimento de Makoto. Fazia quase trinta minutos que Mariko foi levada, e praticamente arrastando Grimmjow aos gritos para a sala com ela. A ruiva olhou o relógio redondo de parede, os minutos passavam lentamente. Ela decidiu tomar um café e dar uma olhadinha no berçário da maternidade. Era um bebê mais bonitinho que o outro, com suas carinhas enrugadas, rosadinhos e enrolados nos cobertores. As enfermeiras os pegavam com tanta facilidade que dava a impressão de que eram bonecos.
A ruiva suspirou, estar naquele lugar despertava em qualquer mulher um desejo materno. Ela piscou os olhos olhando para a criança que acabara de chegar no colo de uma enfermeira. Kori acenou para ela, que se aproximou do vidro para mostrar o bebe. Não tinha duvidas que aquele era o Makoto, com os cabelinhos loiros todo arrepiado. A enfermeira colocou o recém-nascido no bercinho indicado com o nome Jaegerjaquez. Pouco tempo depois o pai babão já estava ao lado de Kori.
– Viu meu filho? – ele disse animado, com um sorriso mostrando os dentes grandes, feito um louco, todo orgulhoso. – Ele é maior que os outros. Puxou o pai.
– Com certeza, tomar cuidado para o Makoto não bater neles.
– Engraçadinha. – Grimmjow virou-se para o lado, reconhecendo o homem que se aproximava deles. Kori sentiu o corpo travar, mas sequer olhou para o lado. – Vem ver meu filho!
Grimmjow apontou para o bebê que dormia tranquilo no berço. Byakuya parabenizou, desejando felicidades e saúde para a criança, trouxe com ele um presente, entregando-o para Grimmjow.
– Ele tem o nariz igual o meu. E a cara emburrada da mãe. Parece Mariko quando acorda menstruada.
Kori riu, dando um tapa no ombro dele. Pois até um mês atrás, Grimmjow acreditava que os bebês tinham cara de joelho, mas quando se trata do nosso filho, vemos as semelhanças.
– Ele é tão calminho. Não puxou nenhum dos dois. – Kori cruzou os braços. – Quem sabe puxou a tia.
– Não, ele vai ser que nem o pai.
– Um selvagem?
– É!!
Byakuya manteve-se calado durante esse tempo. Kori queria mais café e deixou os dois sozinhos. Foi então que Byakuya contou o que aconteceu na noite passada. Grimmjow já sabia o que aquela confusão iria dar. Pior seria quando Mariko descobrisse. Byakuya ignorou a falta de preocupação de Grimmjow com seus sentimentos, afinal, o maior culpado da história era ele mesmo, e reconhecia isso.
Mariko só iria para o quarto mais tarde, e as visitas eram até as oito horas da noite, nesse caso, Kori decidiu ir para o apartamento, tomar um banho e trocar de roupa.
Assim que abriu a porta do apartamento, ela sentiu o estômago revirar. O cheiro de tinta, da madeira e de todas as outras coisas eram insuportáveis. A ruiva tampou o nariz com uma das mãos e foi para o quarto, onde a reforma já estava acabada. Fechou a porta e rapidamente correu para o banheiro, tomou um banho e se trocou.
Passou em uma farmácia para comprar um remédio para enjoo que foi receitado há algum tempo quando ela sentia isso por causa da gastrite. Ela ainda estava sentindo uma ânsia. Logo depois foi até o seu consultório para saber se Ayame conseguiu uma empresa de mudanças e também algum outro lugar para alugarem. Estava decidida a sair daquele prédio o mais rápido possível.
Todos os endereços que Ayame anotou eram bem longes do atual. Claro, essa era uma zona de comércio bem movimentada, por isso mais caro. O padrão era completamente diferente. Kori foi para sua sala e viu as caixas bem organizadas, Ayame tratou de arrumar todas. A sala de Mariko, apesar de não ter sido usada ainda, também era toda mobiliada, e depois Kori guardaria tudo. Agora ela deveria ir comprar um presentinho para o sobrinho e ver sua amiga no hospital.
Grimmjow estava no quarto com Mariko, que dormia. Makoto foi trazido para ficar junto da mãe, ele estava no bercinho e acordado, mexendo as perninhas e os bracinhos. Kori queria pegá-lo, mas como não tinha muita habilidade, estava com medo de fazê-lo chorar, ou machucar. Grimmjow estava na mesma situação.
– Faz tempo que ela dormiu?
– Não, mas a anestesia ainda está fazendo efeito. O médico disse que só mais tarde vai melhorar. – Ele poderia ter todos os defeitos do mundo, mas Kori estava convencida de que Grimmjow era a única pessoa capaz de cuidar de Mariko.
– Que coisa mais linda esse bebê. – A ruiva ficou brincando com as mãozinhas de Makoto, enquanto ele bocejava e fazia uns barulhinhos estranhos com a boca. Ela saiu do quarto para deixar Mariko descasar mais um pouco, poderia voltar no outro dia se fosse o caso, não queria estragar o momento da família.
Na saída do hospital passando pela calçada, Kori ouviu a buzina de um carro que parou ao seu lado, na rua. O vidro daquele carro bem conhecido abaixou e ela pode ver Byakuya no banco do motorista. Pediu para que entrasse no carro, porque precisava falar com ela com urgência. Kori deu de ombros, não queria assunto com ele, mas Byakuya continuou seguindo com o carro.
– Vai me seguir até minha casa?
– Sim. Se for necessário.
– Pois está perdendo o seu tempo. Eu não tenho nada para falar com você. – Kori atravessou a rua, assim que o sinal ficou verde para os pedestres. Byakuya ficou para trás. Ele a alcançou mais tarde, assim que a ruiva desceu do ônibus que pegou na esquina.
– Kori. Vamos conversar. – Byakuya saiu do carro e segurou na mão dela.
– Eu não vou ouvir suas desculpas.
– Não são desculpas. – Ele olhou para os lados, as pessoas começavam a parar para olhar a movimentação que eles faziam na calçada. – Eu preciso dizer por que fiz tudo aquilo.
– Eu já sei o motivo. – Kori deu de ombros, e caminhou um pouco.
– Só fiz tudo isso porque você é importante para mim. Eu queria te fazer feliz.
– Fizesse então do meu jeito, e não do seu. – Kori ainda estava de costas para Byakuya.
– Por que é tão difícil aceitar minha ajuda?
Ela se virou, irritada. Apontando o dedo na cara do moreno que se manteve controlado como sempre.
– Porque só é ajudado quem quer. Você mentiu. O problema não é o dinheiro, mas a mentira. Se tivesse me contado desde o começo, eu teria ficado brava, mas saberia a verdade. Então poderia decidir se aceitava ou não continuar com tudo isso.
– Não vou mais mentir para você. – Byakuya deu um passo e a abraçou com força. Acariciando seus cabelos soltos. – Eu amo você e não posso mais me dar ao luxo de errar e perdê-la novamente.
Kori apertou as mãos nas costas de Byakuya, sentindo as lágrimas molharem seu rosto. Ela também não queria errar e perdê-lo por qualquer motivo. Kuchiki beijou-lhe a testa e a convidou para entrar no carro, assim eles poderiam conversar melhor em algum lugar confortável, porque o apartamento da ruiva ainda estava cheio de materiais de alvenaria.
Foram para um café, que costumavam frequentar nos finais de semana pela manhã. Kori gostava muito de comer um sanduíche de peito de peru com molho, ela pediu também chocolate quente e brigadeiro. Byakuya ficou apenas no café preto, não dando total atenção para o pedido guloso que ela fazia, era sempre assim.
Mas Kori não chegou na metade do sanduíche, ela pediu licença e saiu rapidamente da mesa em direção ao banheiro, ficou lá por pelo menos vinte minutos e Byakuya, já preocupado, foi atrás para saber o que estava acontecendo. Como não entraria no banheiro feminino, pediu para uma das atendentes procurar pela ruiva.
– Senhor, ela pediu para aguardar mais um pouco que já está saindo. – Byakuya agradeceu e resolveu voltar para pagar a conta e aguardar Kori no balcão, tomando mais um café. Seria constrangedor ficar ali na porta esperando por ela.
– Está tudo bem? – Perguntou quando Kori retornou, estava pálida. – Quer ir ao médico?
– Não, não. – ela balançou as mãos. – Só foi uma indisposição, acho que não me dei muito bem com o peito de peru hoje. – Byakuya queria falar com o gerente para informar a situação, mas Kori o puxou pelo braço.
– Outras pessoas podem passar mal também. E se for um produto vencido? Temos o direito de saber.
– Relaxa, não é o peito de peru.
Ele não compreendeu. Kori achou melhor não falar suas suspeitas, porque até então eram apenas suspeitas. E não queria criar expectativas, ou pior, estragar tudo. Estava com medo até de pensar no assunto. Byakuya dirigiu até seu apartamento. Fumiko estava na cozinha, terminando de preparar o jantar. Organizou a mesa como o Kuchiki pediu. Enquanto isso Kori estava no banheiro. Ela trancou a porta para ninguém entrar. Byakuya bateu de leve no vidro da porta e perguntou se ela precisava de alguma coisa, no instante que iria responder, novamente o enjoo a fez abraçar o vaso sanitário.
Kori não quis jantar, ela pediu para que Fumiko fizesse um chá ou qualquer coisa que melhorasse seu enjoo. A empregada deu um sorrisinho, cheio de segundas intenções. Kori percebeu, perguntando o que era.
– Eu percebi que a senhora está mais bonita, mais encorpada. – Kori olhou para o próprio corpo, estava engordando? – Enjoada. Isso é normal.
– Senhora Fumiko, não entendi nada.
– Entendeu sim. – ela riu novamente. Kori pegou a xícara de chá e foi para o quarto. Byakuya estava sentado na poltrona próxima a janela, lendo algum documento. Ele tirou os óculos de leitura e perguntou se estava melhor. Kori mentiu.
– Foi só um mal estar, aquele sanduíche não estava muito bom.
– Eu disse para fazer uma reclamação.
– Não precisa. – Ela procurou uma camisa de Byakuya para vestir e dormir. Era sempre mais confortável. – Acho que precisamos conversar. Mais um pouco.
A ruiva sentou-se na cama e se arrastou pelo colchão, até deitar a cabeça nos travesseiros. Byakuya tirou o roupão que vestia, e por baixo já estava de pijama, voltou a cama, ao lado dela.
– Eu ia dizer o mesmo. Não quero mais interferir na sua vida profissional. Podemos entrar em um acordo, também não quero que deixe o prédio, se quiser, posso aumentar o aluguel...
– Na verdade. – Kori colocou uma mecha do cabelo para trás da orelha com o travesseiro no colo. – Não era exatamente esse assunto que eu queria tratar agora.
– Sobre o que seria então? – Byakuya estava bem acomodado, já coberto e relaxado nos travesseiros.
– Acho que não estou preparada para tudo isso. As coisas aconteceram tão rápido que acabei não pensando nas consequências. Acho que nunca pensei nisso. Em como vai ser daqui alguns anos. Mariko já casou e tem o filho dela, eu sei que não vai me deixar sozinha. Mas não posso dar trabalho a ela.
Byakuya estendeu a mão e pegou a de Kori. Ele não fazia ideia do que a ruiva estava falando, mas estava prestando atenção.
– Você é uma boa amiga, e uma mulher incrível.
– Fala isso porque deve tá querendo sexo de reconciliamento. – Kori sorriu. Byakuya não respondeu. – Eu não sou perfeita e tão incrível assim.
– Eu não disse que é perfeita. Ninguém é.
Kori abraçou Byakuya e deitou a cabeça no peito dele, alisando os botões do pijama com a ponta dos dedos.
– O que você pensa sobre filhos?
– Acho que é muita responsabilidade. – Byakuya mexeu nos cabelos vermelhos dela. – Eu não sei se estou preparado, mas gostaria de um dia ser pai.
– Um dia? – Ela sussurrou, desanimada. Byakuya perguntou o que aconteceu, mas Kori desconversou, ela virou na cama e abraçou o travesseiro. – Se importa de fazer o sexo de reconciliação amanha? Podemos até brigar de novo. Agora eu estou com sono.
Ele a cobriu com o cobertor e em seguida a abraçou, beijando seus ombros nus.
Kori demorou para dormir, podia ainda ouvir a respiração tranquila de Byakuya no seu pescoço, ele não a deixou nem por um minuto aquela noite. Aquilo a fez sentir-se protegida. Pela manhã, Kori queria preparar o café. Mas ao invés disso ficou uma hora no banheiro passando mal.
Byakuya foi impedido de entrar no banheiro. Ele ficou preocupado e recorreu a sua empregada, Fumiko, que estava na cozinha terminando o café da manhã que Kori começou a fazer, mas largou tudo sobre a mesa.
– Por favor, encontre aquela antiga agenda de telefones dos médicos que tratavam minha ex-esposa. E encontre algum para levar Kori. Eu acho muito estranho esses enjoos. – Byakuya já estava saindo da cozinha quando decidiu dar mais um aviso. – Mais uma coisa. Kori e eu estamos recomeçando, então poderia não dizer nada a ela sobre a agenda?
A empregada entendeu o recado e foi atrás da tal agenda. Ela não teve muito trabalho para achar. Estava na gaveta da mesinha do telefone na sala, próximo a poltrona de leitura, onde a ex senhora Kuchiki costumava passar horas lendo.
Kori desceu as escadas devagar. Ela tomou um banho e arrumou-se para ir ver Mariko no hospital. Byakuya insistiu para que fossem em um médico antes, mas a ruiva foi insistente e conseguiu ir visitar a amiga.
Eles passaram antes no berçário, onde Makoto estava dormindo. Havia mais bebês que da última vez que Kori viu. Ela suspirou, passando a mão no vidro.
Mariko estava bem acordada quando Kori e Byakuya entraram no quarto. A loira exigia que trouxessem logo seu filho, para amamentar. A enfermeira tentou acalmá-la, mas era inútil. Ela saiu enfim para buscar o bebê.
– Eu acabei de vê-lo, está dormindo como um anjinho. – Kori colocou o buquê de flores que comprou no caminho na mesa ao lado da cama que Mariko estava.
– Está dormindo? Grimmjow, manda a enfermeira não acordar meu filho!
– Mas você disse para ela trazer.
– Não importa! Não é para atrapalhar o sono dele. Tadinho.
Grimmjow girou os olhos, se não estivesse tão feliz pelo filho, ia responder Mariko. Ele passou por Kori e a olhou sério.
– Você disse que ela iria melhorar depois que o bebê nascesse.
– Ops! – Kori levou a mão a boca e riu.
Byakuya parabenizou Mariko e seguiu Grimmjow para fora do quarto. Achava melhor deixar as mulheres conversarem sozinhas.
Mariko contou toda a jornada que percorreu desde que entrou na sala de cirurgia para fazer a cesariana. E como as dores eram terríveis, mas que tudo melhorou depois da anestesia. Apesar de que a dor atual incomodava bastante. Kori também podia ver como a amiga estava mudada. Que dizer, ainda era a mesma Mariko, só que mãe. Ela falava do filho com tanto amor e felicidade.
Kori a abraçou, estava muito contente. Ela não falou muito desde que entrou no quarto e por isso a loira achou estranho. Deveria ter acontecido alguma coisa.
– Byakuya mentiu para mim.
– O que aquele verme de terno fez para você? – Pensando melhor, a Mariko ainda era a mesma.
– Ele comprou aquele prédio. Pagou minhas contas sem eu saber. E achou que eu não fosse descobrir. – Ela contou os acontecimentos dos últimos dias, sentada na cama segurando as mãos de Mariko.
– Você o perdoou no fim das contas.
– O que eu poderia fazer?
– Bater nele. – Ela riu. – E pedir para que pagasse alguma contas minhas. Ou aumentar o salário do meu marido.
Kori também riu.
– Eu tive medo de ficar sozinha.
– Você nunca teve medo disso. Tem a mim, agora o Makoto. E quando pode, tem o Grimmjow. Ele até serve para pregar um prego às vezes. Eu te empresto.
– Muito gentil. Mas o meu medo é do meu filho nascer e crescer como eu. Sem um pai.
– Seu filho não vai crescer sozinho. Mesmo porque... – Mariko balançou os cabelos, jogando-os para trás. – Espera. Que filho?
– O meu.
– Você não tem um.
Kori apertou os olhos, fechando-os com força. – Bem, agora eu tenho.
Mariko gritou empolgada, e sentiu uma pontada de dor. – Ai, ai, ai. Merda. Isso dói muito.
Grimmjow e Byakuya entraram no quarto apressados, perguntando o que aconteceu. Mariko abriu a boca para falar que só ficou empolgada que Kori também teria um filho, mas ela percebeu pelo olhar da amiga que o pai ainda não sabia de nada.
– O que foi? Não posso mais reclamar de dor? Quero ver se fosse um de vocês que tivesse sido cortado ao meio para o Makoto sair. – Ela deitou a cabeça no travesseiro, olhando para Kori.
– Seria um prazer passar por isso, se fosse para não ouvir mais você reclamando. – Grimmjow respondeu. – Vou ver meu filho que já deve ter acordado.
Byakuya, antes de sair, perguntou se Kori queria alguma coisa. Ela fez que não com a cabeça e ele fechou a porta.
– Você não contou! Por quê? Ele tem que saber.
– Eu ia contar ontem, mas ele acabou falando uma coisa que me deixou com medo.
– E o que ele disse de tão grave?
– Que pensa em ter um filho, mas um dia. Que é muita responsabilidade, que não está preparado. – Kori se levantou e começou a andar pelo quarto, instintivamente passando a mão em sua barriga, ainda bem discreta.
– Quantos meses está?
– Um ou dois talvez. Minha menstruação não veio esse mês, mas achei que fosse por causa dos remédios que eu estava tomando. Deixou tudo desregulado.
– Ok! Mas me diga como um casal adulto não se preveniu?
– Acho que foi quando eu parei com a pílula e fui para o diu. – Kori sentou em uma poltrona, com as mãos no rosto. – Ah! Por favor. Não haja como fosse minha mãe. Aconteceu e pronto.
– Desculpe. Eu só queria descontar o que você me disse quando eu descobri que estava grávida. – A loira piscou e gargalhou. – Eu estou feliz por você. Veja só. Makoto vai ser apenas uns nove meses mais velho. Tomara que você tenha uma menina. Assim ele vai cuidar bem dela. Eles podem até namorar e se casar. Vai ficar tudo em família.
– Está indo muito rápido. – Kori esticou as pernas e relaxou na poltrona. – Antes de casarem eles tem que ir para a faculdade. E viajar pelo mundo. Quando voltar, aí sim podem se casar.
Elas deram risadas juntas, mas depois de um breve silêncio Mariko falou:
– Conte para ele. O Byakuya é um bom homem. Quer dizer, olhe o Grimmjow. Ele é um maluco às vezes. Mas foi o melhor marido do mundo enquanto eu estava pirando na gravidez.
Kori não pode responder porque Grimmjow abriu a porta do quarto, trazendo Makoto nos braços. Mariko não brigou com ele, justamente porque Makoto estava presente. Mas sussurrou ameaças caso ele deixasse o menino cair.
Depois de mamar, Makoto estava bem acordado. Mariko ordenou que Kori pegasse-o no colo, porque ela estava bem relutante a isso. Mas acabou escapando que ela devia ir treinando. Byakuya olhou para as duas e a loira corrigiu.
– Um dia você vai ser mãe. E ter uma menina linda para meu Makoto.
Kori pegou o menino, um pouco sem jeito, mas o pegou. Ele era tão quentinho, tão bonitinho. Ela poderia ficar horas com ele no colo. Ou pelo menos até ele chorar e sujar as fraldas.
– Acho que é um presente para a mamãe. – A ruiva entregou Makoto para Mariko.
– Tudo bem, tudo bem. Um dia você também terá muitas fraldas sujas para limpar.
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