Honeymoon

9 Quando as coisas não saem como planejado


Notas iniciais
Esse capitulo esta muito engraçado, a Nyuu_d e eu quase tivemos um treco rindo no msn xD

Às vezes, algumas coisas nunca saem conforme planejamos.

Kori suspirou, com um sorriso nos lábios, não tão preocupada por ter quebrado uma promessa que fizera a si mesma. A de ir embora logo após a sobremesa. Ela girou na cama de casal enorme, e se enroscou nos lençóis sedosos, abraçando o travesseiro bem apertado. Estava sozinha, mas até alguns minutos atrás, estava muito bem acompanhada.
Levantou-se, procurando por suas roupas, mas achou algo melhor. Vestiu a camisa branca que Byakuya usava na noite passada, abotoando somente alguns botões. Foi dar uma olhada na vista da janela. Era simplesmente perfeito. O dia estava lindo, o sol a pino no céu sem nuvens, e logo ali a frente havia um parque, cheio de árvores, um parquinho para crianças, e uma pista de ciclismo. Parecia um ótimo lugar para viver.
A ruiva ouviu a voz de Byakuya, pelo que entendeu, ele estava dando ordens a algum de seus empregados. Kori encostou perto da porta, e pode ouvir com clareza ele dar folga para todos. Em seguida, a ruiva correu para a cama e pulou, caindo sentada aguardando ele voltar.
Byakuya abriu a porta, com certa dificuldade, porque carregava na outra mão uma bandeja. Kori se levantou para ajudá-lo, mas foi um pouco tarde. Ele derrubou o bule de chá e as xícaras.
– Nunca me trouxeram café na cama. – ela riu, ajudando a pegar o bule e as xícaras do chão.

– E pelo visto hoje ainda não vai ser o dia. – O moreno pediu para ela deixar tudo, que iria pedir para alguém limpar. Mas um segundo depois se recordou de que havia mandado todos tirar o dia de folga.
– Não se preocupe, eu vou fazer algo para comer. – Eles desceram as escadas, e Kori foi direto para a cozinha. Já estava familiarizada com o ambiente, porque naquela madrugada ela fez o mesmo caminho para assaltar a geladeira com Byakuya.
Ela preparou ovos, panqueca e um suco de melão. Byakuya arrumou a mesa e sentou, admirando a ruiva trabalhar. Ele queria ajudá-la, mas Kori insistiu que não era necessário, porque só iria atrapalhar.

– Já irá retomar o trabalho? – Byakuya pegou a jarra de suco e colocou sobre a mesa.
– Posso ficar mais alguns dias, mas acho que não vou aguentar. – Kori sentou-se e fincou o garfo numa panqueca colocando no prato. – Preciso voltar ao trabalho. Na verdade, não é como se eu pudesse escolher.
Eles tomaram o café da manhã juntos, e depois de lavar a louça – Byakuya na verdade colocou tudo dentro da lavadoura de louça –, levou Kori para a varanda da sala. Eles ficaram lá por algumas horas, conversando sobre variados assuntos.
– A minha infância foi normal.
– Até parece. Você deve ter sido a criança mais mimada do Japão. – Kori gostou de ver Byakuya sorrir, ele parecia finalmente mais relaxado, na própria casa não sentir-se assim é bem desconfortável. E era ótimo conhecer o lado mais descontraído dele, apesar de que, esse lado relaxado era cheio de classe. Nunca viu um homem bagunçado e arrumado ao mesmo tempo. O cabelo dele estava solto, e com o vento, virava e mexia, jogando os fios menores que caíam em seu rosto para trás.
– Tudo bem. Minha infância foi cheia de regras, eu não podia trazer meus colegas de escola para minha casa, não porque meus pais não queriam, mas porque eles vivam ocupados. Nós tínhamos horário para tudo.
– E na faculdade? Você deve ter se desligado um pouco de seus pais nessa época. Não é?
– Sim. Eu estudei na Inglaterra, e durante esse período viajei para muitos outros países, conheci pessoas diferentes e aprendi muita coisa. Mas, tive que voltar. E trouxe minha esposa comigo.
Desde que o conhecera, Kori queria perguntar sobre a ex-mulher dele. E agora a oportunidade chegou.
– Você a conheceu onde?
– No final da faculdade. Foi tudo muito rápido, ela era bolsista e eu na verdade já tinha terminado, mas não pensava em voltar. Foi um casamento rápido.
– Casamento rápido? Você a pediu em casamento lá mesmo e voltaram casados?
– Sim. Meus pais quase sofreram um enfarto pelo susto. Ela era uma mulher simples, e não era exatamente o que eles desejavam.
– Que rebelde. – Byakuya sorriu. – Sabe o que combina com um dia de calor?
– O quê?
– Sorvete de casquinha. – ela ficou de pé. – Podemos almoçar num restaurante perto da minha casa. O que você acha?
– Parece perfeito para mim.
– Ótimo. Mas antes acho melhor passar na minha casa, assim posso trocar de roupa.

Byakuya estava disposto a fazer tudo o que Kori desejasse.
Esse era um pensamento bem avançado, é verdade.
Disposto a conhecê-la melhor, e se possível, passar mais tempo com ela, mais do que imaginava desejar. Era uma surpresa na verdade, desde que retornara de viagem, sentia-se ansioso pelo retorno dela, e poder ouvir sua voz. As mensagens deixadas foram mesmo difíceis. Pois além de ansiedade, havia medo de ir mais além. E não saber se daria certo. E quem pode prever o futuro?
– O que você acha? – já estavam no elevador, descendo para a garagem no subsolo. Kori falava sobre sua ideia de abrir um consultório. Byakuya estava um pouco distante naquele momento, pensativo.
– Me perdoe, eu não estava prestando atenção. – Sentiu-se envergonhado por não ouvir o que ela dizia com tanto entusiasmo.

– Está preocupado? – Kori não ficou chateada pela falta de atenção, ela já havia percebido que Byakuya estava um pouco reticente.
– Não, não. Eu só estava um pouco relaxado. Me desculpe.
– Tudo bem. – ela não insistiu. Não havia motivos para isso, sabia muito bem que as pessoas têm hora para tudo. E Byakuya falaria quando sentisse preparado, seja lá qual assunto for.
No caminho para casa, Kori falou menos. Ela retomou o assunto do elevador, a pedido de Byakuya e ele ficou de pedir para que algum de seus funcionários pesquisasse um local acessível para ela alugar. Kori não queria que Byakuya fizesse isso, mas achou melhor não dizer nada no momento.
Ao estacionar o carro, Byakuya perguntou se Kori achava melhor ele esperar ali mesmo.
– Eu não vou demorar. Mas pode vir comigo. Se quiser conhecer o cubículo que eu moro. – ela gargalhou, e abriu a porta do carro. Caminhou rapidamente para a porta, chamando Byakuya com a mão.
Logo na entrada, o porteiro avisou que o único elevador estava parado para manutenção.
– Você se importa de subir alguns lances de escada?
– Não, de jeito algum. – eles subiram então os cinco andares pela escada. – Esse elevador está sempre com problemas?
– Como você adivinhou? – Kori abriu a porta do apartamento, e convidou Byakuya para entrar.
– Já visitei muitos prédios antigos como esse. A manutenção é praticamente semanal.
– Isso mesmo. – Kori jogou a bolsa sobre a bancada de madeira e soltou o ar pela boca, cansada. – Então, essa é a minha cozinha, e a sala. Naquela porta fica o quarto, e o banheiro ao lado. – Ela abriu a geladeira e pegou uma garrafa de água, dois copos e ofereceu para Byakuya, que estava observando a vista da janela.
– Você também tem uma boa vista. – Comentou, recordando-se de que ela havia comentado sobre a vista do apartamento dele, agradecendo o copo de água em seguida.
– Não se compara à vista da sua casa, mas é um lugar sossegado. Eu gosto.
Kori foi para o quarto, e tirou o vestido rapidamente, procurando uma roupa mais confortável para vestir. Byakuya a seguiu e ficou parado na porta do quarto. A ruiva colocou uma calça jeans e procurou uma blusinha básica. Pegou uma branca mesmo e vestiu, jogando os cabelos para trás e prendendo num rabo de cavalo. Ela se virou para a porta, olhando Byakuya.
– O que foi?
– Como você conseguiu ficar pronta em cinco minutos? – Ele perguntou, fazendo uma brincadeira.
– Nem todas as mulheres demoram para se arrumar. – Mentiu, porque na noite anterior ela demorou muito para se arrumar e ir no jantar. Mas jamais ia dar o braço a torcer. – Vamos almoçar, estou morrendo de fome.
Byakuya deu um passo a frente e esticou os braços para alcançar a cintura de Kori, beijando-a na boca. Kori respirou fundo após o beijo, esquecendo que estava com fome.

Mariko saiu do banheiro secando o rosto com a toalha que Kori pegou no armário e a entregou. Estava já com seis meses de gravidez. Para ela, pareciam cinco anos. E apesar de todos lhe dizerem que a gravidez lhe fez bem, deixando seus cabelos mais brilhantes, a pele mais bonita, e outras baboseiras, Mariko sentia-se gorda, faminta e cansada. Kori não negava a verdade. Nos últimos meses elas planejaram e depois de muito trabalho conseguiram finalmente abrir o próprio consultório. Ainda estavam no início, portanto tinham poucos pacientes. No caso, Mariko já entrou na sociedade em licença maternidade. Mas de início, como não tinham tantos pacientes, Kori conseguia dar conta de todos.
Como esperado, Byakuya quis e a ajudou a encontrar um lugar que se encaixasse perfeitamente nas condições financeiras das duas, mas parou por aí a ajuda. Kori não quis saber dele se intrometendo em seu negócio. Byakuya estava pronto para assinar um cheque com muitos zeros, mas ela se recusou a aceitar. Se quisesse dinheiro, ia no banco e fazia um empréstimo. Claro que ela fez isso e Byakuya sentiu-se ofendido, porém, depois de uma longa conversa as coisas se acertaram. Acertaram tanto que eles continuaram se vendo mais vezes. Tantas vezes que era a vez de Mariko irritar Kori, perguntando quando seria o casamento. E ela tentava ignorar as brincadeiras da futura mamãe, havia uma pontadinha de vontade de que aquele relacionamento maluco se tornasse algo mais sério.
Mariko sentou-se desajeitada na cama, pegando um dos travesseiros de Kori e colocando entre as pernas, e outros dois para se recostar.
– Eu vou explodir. Sou uma bomba relógio. – Reclamou, respirando pausadamente. A barriga estava maior que o normal, o médico tentava lhe acalmar, mas Mariko já sabia que um filho de Grimmjow seria grande e espaçoso.
– Mais três meses, e meu sobrinho lindo vai nascer. Estou tão ansiosa para pegar ele no colo.

– Claro, não é você que esta carregando ele agora. Eu não sou um canguru, mas estou me sentindo um. – ela reclamava sim, bastante, mas estava emocionada e feliz com aquela gravidez. O problema era que… era muito difícil lidar com as transformações. Sentia enjoos matinais, e não conseguia mais comer arroz. Enjoou de bebidas, cigarros, ou qualquer coisa que tivesse um cheiro forte. Como. por exemplo. o desodorante que o marido usava.
– Você é a grávida mais linda que eu já vi.
– Você não conheceu outra Kori. – Ela girou os olhos, sabia que a amiga estava tentando amenizar a situação, mas era pior. Ou ela fazia de propósito, porque adorava irritá-la.
– Claro que conheço. E aquelas mulheres na reunião que fomos? Elas são grávidas, mas você é a mais linda.
– Nem me lembre daquilo, ainda estou brava porque o Grimmjow não quis ir. Era para ser pai e mãe.
– Mas não éramos o único casal de mulher, tinha outro. Peguei o telefone delas aliás, estão interessadas em conhecer nosso consultório.
– Ótimo, ao menos a gravidez trouxe mais clientes para nosso consultório. – Mariko fez uma careta, o bebê estava chutando suas costelas novamente. – Pelo amor de Deus. Meu filho é um pugilista.
– Esse é o meu filhão. – Grimmjow entrou no quarto, ele havia saído para comprar algumas coisas que Mariko insistia em querer comer. – Sentiu que o pai chegou e começou a chutar.
– Ele sentiu o cheiro da comida, isso sim. Me dá logo, que eu estou com fome.
– Kori, manda sua amiga parar de comer como se fosse o último dia de vida dela?
– Eu como o quanto quiser. Você não manda em mim.
– O médico mandou te controlar. Mas você é uma descontrolada.
Kori deixou os dois no quarto e foi para a sala atender o telefone lá, fechando a porta para não ouvir a discussão. Olhou no visor do celular e logo atendeu.
– Olá, acabei de chegar no hotel. Como está? – Byakuya viajou para a Europa, devido a um cliente precisar dos serviços dele, apesar de que o cliente era de Grimmjow, mas Mariko o proibiu de sair do Japão, ou melhor, do distrito, nos próximos 3 meses.
– Estou bem. – ela fez uma pausa, o barulho do quarto cessou, ficou mais aliviada. Mariko não podia ficar nervosa, estava com pressão alta e isso não era nada bom na gravidez. – Convidei a Mariko e o Grimmjow para almoçar aqui em casa, mas ela ficou enjoada com a sopa que eu fiz.
– Tenho certeza de que estava maravilhosa, você cozinha muito bem.
– Mentiroso. – Kori riu, não era assim tão boa.
– Preciso descansar, a viagem foi cansativa. Apenas liguei para saber como estava.
– Estou com saudade. Então não demore muito. – A ruiva apertou a almofada com a mão, e percebeu que Mariko estava em pé parada na porta com um sorriso enorme nos lábios. – Nos falamos depois. Beijos.
Mariko nem precisou falar nada, Kori jogou a almofada na cara dela antes disso. – Sua maluca, estou grávida.
– O que uma almofada iria provocar em você?
– Ela pode ficar mais louca do que já é. – Grimmjow saiu do quarto, vestindo sua jaqueta. – Eu vou para casa.
– Isso. Vai lá e toma um banho. Vê se joga fora essa droga de desodorante. Vem me buscar mais tarde.
– Nem pensar. Eu vou sair hoje.
– Eu não acredito!
– Pode acreditar. – Grimmjow saiu, dando um ate mais para Kori, que continuou no sofá. Mariko bateu a porta com força, depois que Grimmjow desceu as escadas correndo do prédio, ela não iria alcançá-lo.
– Kori!
– Oi. – A ruiva gargalhou. – Relaxa, o coitado mal tem tempo para respirar. Precisa relaxar também.
– Eu também queria sair e respirar, mas não posso deixar a barriga em casa. Não é justo somente eu fazer sacrifícios aqui. – Mariko procurou alguma coisa para comer na geladeira, os doces que Grimmjow trouxe acabaram rápido.
– Há seis meses vocês têm brigado mais do que o normal. Não é saudável para o bebê, um ambiente como esse. Mariko, vocês vão ter um filho. A prioridade aqui é ele, e vocês precisam dar um jeito nisso.
Kori fechou a porta da geladeira, levando a amiga para a cama no quarto. Ela estava chorando bastante. Outra coisa característica da gravidez. Mulheres muito sensíveis, capaz de mudar de humor em segundos. A ruiva pediu desculpas, não queria magoá-la, mas precisava pensar no bebê, pelo menos enquanto os pais não pensavam direito.
– Eu pareço uma baleia, o Grimmjow nem chega perto de mim, dorme no sofá, e agora aquela droga de desodorante. – Mariko choramingou.
– Ele tá com medo de te machucar, por isso não dorme na cama. Ele não tem um sono instável? Então, foi para a sala para proteger você. Imagina se ele te dá um chute à noite.
A loira sorriu, era verdade.
– Mas eu juro que se ele cogitar em me trair, ele vai acordar num formigueiro.
– Tenho certeza de que ele sabe disso. – Kori ligou a televisão e deitou na cama com Mariko, acariciando a barriga dela, falando com o bebê.

Byakuya acabou voltando antes do que imaginava para o Japão, achou que seria legal fazer uma surpresa para Kori. Comprou flores e uma caixa de chocolates bem grande da marca preferida da ruiva. Levou também uma garrafa de vinho e claro, o presente que comprou para a namorada... Bem, ainda não haviam tocado nesse assunto, mas estavam saindo há seis meses, é um namoro. Certo?
Ele bem que poderia tocar nesse assunto hoje. Não é mesmo? Pedir formalmente ela em namoro. Ou, com o anel que comprou, poderia pedi-la em casamento. Mas era melhor esperar chegar ao apartamento da ruiva primeiro.
Quando Kori abriu a porta e deu de cara com o moreno tentando equilibrar flores, vinho e esconder atrás do corpo algo que parecia ser um presente, ela pulou em cima dele, deixando-o ainda mais desequilibrado. Eles se beijaram por alguns minutos e ficaram no corredor até o vizinho abrir a porta e deixá-los sem graça.
– Vem, entra. – Kori o puxou pela mão, pegando o ramalhete de tulipas. – Vou por as flores na água.
Byakuya entrou e fechou a porta, e colocou a garrafa de vinho sobre a bancada de madeira, pedindo para ela duas taças. Mas Kori não pegou, ela achou melhor beber o vinho depois. Byakuya não entendeu nada, porque a ruiva adorava aquele vinho que ele trouxera. Só entendeu quando Mariko saiu do quarto, com uma toalha enrolada na cabeça, vestindo um pijama azul escuro.
Ela cumprimentou o moreno e sentou no sofá, acariciando a barriga. Byakuya ficou completamente envergonhado por atrapalhar as duas. Kori disse que a amiga estava ali passando uns dias até o cheiro estranho do apartamento dela sair.
– Cheiro estranho? – ele perguntou.
– Sim. Está no apartamento todo. O Grimmjow diz que não sente nada. Mas eu não aguento mais aquele lugar. Vou acabar vomitando as tripas.
– Eu também não senti nada. – Kori disse, enquanto preparava o jantar.
– Vocês não estão grávidos, então não sentem nada igual a mim. – A loira resmungou alguma coisa mais, e o bebê voltou a chutar.
– E como está a gravidez? – Byakuya perguntou por educação, mas também por preocupação. Ele achava que a criança devia ouvir as brigas dos pais e aquilo seria prejudicial a ele, e quando falava sobre isso com Kori, a ruiva o tranquilizava dizendo que o bebê entende que os pais têm um jeitinho especial de resolver as coisas.
Mas como foi dito, de uns tempos para cá, Kori se preocupou mais.
– Eu não vejo a hora do Makoto nascer.
– Ah. Já escolheu o nome?
– Sim, cansei de chamar ele apenas de bebê. – Ela finalmente sorriu e alisou a barriga com a mão. – Desculpe atrapalhar a noite romântica de vocês. – Mariko lamentou, porque ela sabia muito bem o motivo de Byakuya aparecer àquela hora da noite com vinho, flores e presentes.
– Não se preocupe. – Byakuya foi sincero. Porque assim ele adiava mais um pouco o pedido de casamento. Não estava certo se ia fazer isso ou não.
– Amanhã nós vamos sair para comprar os móveis do quarto do Makoto. – Kori dividiu o macarrão para os três. Mariko insistiu que ela ao menos bebesse o vinho com Byakuya, não iria ficar chateada.
Eles terminaram o jantar, e Byakuya decidiu ir embora, não queria incomodá-las mais. Kori o acompanhou até a porta do edifício. Na rua, poucas pessoas passavam. Ela o abraçou e agradeceu a surpresa. Decidiram se ver novamente depois que Mariko conseguisse voltar para casa.
Se beijaram rapidamente, porque Byakuya tinha um certo problema em se expor na frente de outras pessoas, mesmo que a rua estivesse quase vazia.
Achou que seria prudente ir visitar Grimmjow. Eles se falaram mais cedo no telefone, e talvez, só talvez, ele tenha esquecido-se de contar a Byakuya que a mulher dele estaria no apartamento de Kori.
Grimmjow abriu a porta, com um cigarro preso na boca, ele mandou Byakuya entrar, estava preparando um café forte. Começou a falar de um jogo que estava assistindo e voltou com duas canecas de café para a sala.

– E aí? Como foi o pedido? – perguntou acendendo um outro cigarro. Estava muito nervoso ultimamente. Não, ultimamente não, tinha data marcada esse nervosismo. E sabia que ele só terminaria quando o filho fosse para a faculdade. Claro, mas sempre tem um porém.
– Não fiz. Porque não me disse que a Mariko-san estava lá? – Byakuya não sentiu nenhum cheiro estranho, senão o cigarro, como Mariko disse.
– Não precisa me agradecer.
– Como assim?
– Eu não disse para você pensar duas vezes antes de pedir a ruiva em casamento? Olha no que deu o meu.
– Vocês vão ter um filho. Isso era para ser comemorado.
– Weee. – Grimmjow girou o dedo indicador no ar, comemorando.
– Mas eu decidi que é cedo pedi-la em casamento.
– Você já se casou uma vez, sabe que o que está fazendo.
Byakuya pensou um pouco. Ele sabia sim, mas por um lado, quando pensava em Kori queria que o tempo passasse mais rápido longe dela, e devagar ao lado dela. O casamento deles não seria como o primeiro foi, ou como estava sendo o de Grimmjow e Mariko.

Será?