Honest
1 Biblioteca
Nunca fui de sair de casa. Minha familia criticava pouco meus hábitos ja que estavam acostumados com meninas que saiam muito de casa naquela idade. Eu nunca fui assim. Gostava mais do sossego do meu lar e dos livros, vivia la viajando entre as paginas dos livros que emprestava na biblioteca. Encontrava uma garota toda semana na biblioteca. Parecia ter o mesmo gosto literário que eu, sempre via ela com livros relacionados ou parecidos aos que eu pegava. Nunca parei pra perguntar seu nome ou sequer tentar falar com ela. Mas eu era curiosa e um dia faria isso. Nessa época tinha 17 anos, e ainda estava na escola, me perguntava frequentemente se a garota era mais velha, se tinha os mesmos interesses que eu e se algum dia tinha reparado que vivia olhando pra ela. Ela não era simplesmente uma garota, era alguém que eu queria saber o nome, era alguém com quem eu queria conversar. Que por algum motivo me despertava um forte interesse que não me deixava parar de pensar em quem ela era.
Um dia estava na biblioteca e perguntei a secretária o nome da menina que acabava de sair, então descobri que aquela garota se chamava Alice. O livro que ela tinha devolvido antes de sair era Carta de amor aos mortos que ainda estava encima da mesa da bibliotecária. A garota que eu via toda semana na biblioteca se chamava Alice, era linda, embora a maioria do tempo não mostrasse o sorriso, seu rosto parecia desenhado e aquilo me chamava atenção. Alice era o tipo de garota que me atraía e aquilo me intrigava. Me sentia estranha por querer alguém com quem nunca sequer havia conversado.
Fale com o autor