Homophobie

10 Kapitel Zehn - Das Geheimnis.


Notas iniciais
Moin moin~
Bad news, my fellows, bad news ):
Primeiramente, me desculpem. Não só pela demora, não só pelo capítulo de merda, mas por deixar isso acontecer com essa fanfic. A coisa que eu mais odeio, é quando autor demora pra atualizar, deixa os leitores esperando, não se programa antes. E eu com essa minha cara de pamonha fui lá e fiz a mesma coisa. Eu juro que não achei que demoraria tanto, que seria tão trabalho apenas reescrever o final. Então, me perdoem. Espero que ninguém abandone a fic )):
E bem, sim, o capítulo está uma merda, só pra avisar, mas eu deixo mais explicações lá embaixo porque aqui em cima eu sei que ninguém lê mesmo -q
MAS EM MEIO A TANTO DESALENTO, A PRIMEIRA RECOMENDAÇÃO DE HOMOPHOBIE TÁ NO AR ♥ MUITO OBRIGADA MESMO, STEFANY_ZANONI, VOCÊ É A COISA MAIS MORDÍVEL DO UNIVERSO! Sério, achei que no capítulo passado todo mundo fosse largar mão, aí vejo tem recomendação nova ♥ Sei que já agradeci naquele surto, mas obrigada de novo!
CAPITULO NÃO BETADO.
Boa leitura~

Frescura.

Era isso que Mikage e Hakuren estavam achando de Teito naquele momento. Ele resolvera expulsar os amigos de sua casa antes da festa, falando para se encontrarem lá, pois seria mais “saudável” se arrumar sozinho. Músculos, ou algo assim.

- Que é isso, Hakuren – disse Mikage, que já estava esperando há poucos minutos com Lazette na entrada da boate – Não está indo lutar não, cara.

- É incrível como sempre tem alguém pra falar isso quando prendo o cabelo alto.

- Fazer o que se você tem cara de samurai?

- Samurai loiro, Mikage? – perguntou Lazette, revirando os olhos – Ficou muito bem assim, Haku, não liga.

- Você é um pé no saco, Mikage – disse Hakuren – Lala nunca vai aceitar ficar com... – porém, sua visão traiu seu cérebro ao ver quem estava acabando de atravessar a rua, assim como seu queixo traiu sua fala ao cair e deixá-lo com uma expressão pasma.

Era Teito ali. Estava atravessando a faixa de pedestres como se só houvesse ele no mundo, parecia mais confiante do que Gisele Bundchen na passarela. Ao ver de Hakuren, pelo menos, pois ele estava na verdade bastante inseguro de chegar e não encontrar ninguém ali e ter que ficar esperando sozinho naquela escuridão.

Porém, sorriu e acenou ao ver os amigos o esperando. Ah, aquele sorriso... Fez o coração de Hakuren parar por alguns instantes. Ele estava simplesmente deslumbrante, levou a sério o fato de ser seu aniversário e precisar ficar lindo.

Oh, sim. Digo isso por causa de como os três o acordaram naquela tarde. Mikage e Hakuren levantaram mais cedo (apenas porque Fea os chamou) e levaram o bolo verde que haviam encomendado para seu quarto. Os três o acordaram da forma que mais gostavam e que mais o irritava: Com susto!

- Feliz aniversário! – gritaram os três, assoprando línguas de sogra barulhentas e vuvuzelas coloridas que soltavam confetes. Teito se assustou tanto quanto no Halloween, mas dessa vez não precisou lidar com monstros, apenas com o rosto sonolento e feliz das pessoas que mais amava no mundo.

- Parem de me amar, vocês! – exclamou, sorrindo para eles. Se segurou para não soltar qualquer palavrão, pois seu pai estava presente, mas não foi necessário, pois fora calado por um abraço dele, tão apertado quanto os dos outros aniversários. Jurou que o sentiu limpar algumas lágrimas. Tão dramático..., pensou.

Em seguida veio Mikage com toda a sua delicadeza de abraços de urso, aproveitando para bagunçar seus cabelos mais do que o normal. E então, veio o abraço que realmente estava esperando. Durou tanto que Mikage teve de cutucá-los para não pegar mal, só assim se soltaram.

- E esse bolo? – perguntou, com os olhos brilhando de empolgação em direção ao enorme doce redondo, verde e enfeitado que fora deixado em sua cômoda.

- Só depois de comer essas plantas – disse Fea, tirando uma sacola sabe-se lá de onde com uma planta que parecia muito com um nabo, mas... Tinha folhas. Mikage e Hakuren se entreolharam, mas deram de ombros e todos pegaram o nabo híbrido. Tinha um gosto exótico, mas até que era bom.

- Cruzou geneticamente?

- Pois é – deu de ombros, respondendo Mikage. Hakuren arregalou os olhos e perguntou como ele fazia aquilo – Pode não parecer, mas formei-me em botânica. Trabalho na universidade fazendo experimentos, às vezes. Teito é minha cobaia.

- Desde pequeno, devo acrescentar.

- É, mas você sempre gostou – disse Mikage, rodando os olhos.

- O que eu posso fazer? – deu de ombros – Tá, pai, não quebramos a tradição de nunca comer doce no café, agora pode me dar meu bolo?

- Doidos... – foi o que Hakuren constatou, coisa que Mikage já fazia há muito tempo.

- O que disse? Nah, não importa – disse Teito – Não acredito que vocês me viram ao acordar de novo. É meu aniversário, eu tenho que estar lindo sempre, tudo bem? Não comam sem mim. Vou me arrumar.

- Se arrumar pra gente?

- Ahhh – fez um barulho estranho, como se falasse para Mikage não contestá-lo – Vou pelo menos ficar apresentável. Olha aqui, não tenho que te dar explicações. Quero ficar lindo sempre, pode ser?

E ele conseguira aquilo perfeitamente para a noite, segundo Hakuren. Ele estava se aproximando lentamente demais para a vontade que ele estava de tocá-lo. Mas foi por isso que conseguiu capturar cada detalhe de sua beleza.

Não sou a favor da descrição detalhada da roupa dos personagens, afinal, isso é tão supérfluo quanto descrição detalhada de sabor de comida, não é? Mas a situação demandava. Hakuren se prendeu a cada detalhe. A calça preta de couro que refletia as luzes da cidade, realçando suas coxas finas e deixando-as mais desejáveis. O colete preto fechado e justo, que delineava sua cintura de forma perfeita. Os botões eram igualmente pretos, mas pareciam brilhar, de alguma forma. E ele colocara também um cachecol – preto – que o fazia ficar adoravelmente menor, pois era bem extravagante.

Seu rosto estava pálido e enquanto se aproximava, viu que ele usava uma parca maquiagem, apenas para realçar seus traços. Quem não o via diariamente, não diria que ele colocara. Mas seus olhos estavam levemente mais delineados, a pele tão perfeita quanto nenhuma outra. Dava uma surra nas horas que Lazette gastou para ter algum resultado. As maçãs estavam também mais coradas, mas talvez fosse por causa do frio, já que ele estava com os braços de fora.

Esmeralda não se desviava de ametista. Foi só então que Hakuren notou que também era calculadamente analisado. Teito não estava acreditando no que via, seu amor estava de tirar o fôlego. Literalmente. Só conseguiu respirar novamente quando Mikage falou consigo. Se não, continuaria a fitá-lo e desejá-lo como nunca antes, ali, na frente de todos.

Para não parecer favoritismo, Teito demanda uma descrição de seu parceiro também. O que chamou mais atenção dele – e desconfiava que sempre chamaria, enquanto ele mudasse – foram os cabelos, dessa vez presos num rabo de cavalo alto. Deixou a franja especialmente mais acentuada naquele dia, diferentemente da franja lateral que sempre usava. Aquilo lhe dera um charme que Teito não achou possível ele ter ainda mais.

Mas conforme descia seus olhos, indignou-se pelo fato de precisar se controlar para não se excitar, o que falharia se não fosse a interrupção de Mikage, que o broxou de susto. Mas lá estava Hakuren, achando que podia marcar ainda mais seu corpo definido com uma blusa branca que se molhasse um pouquinho ficaria transparente, um V profundo e um cachecol fino no pescoço. Seus braços foram cobertos por um casaco preto, não muito grande. A calça era folgada em cima – o que deixava sua cintura irritamente mais fina – e por sorte não estava caída, mas afinava em direção a uma boot preta que deixava qualquer Mark Jacobs parecendo um mendigo qualquer.

- Olha, sinceramente, tem quarto aí dentro, deixem isso para ele – disse Mikage, que estava tentando manter algum tipo de conversa com Teito e Hakuren, mas parecia infrutífero, uma vez que os dois se perdiam no assunto só de encontrar os olhos. Mas pareceram acordar ao risinho de Lazette.

- Ei, tudo bom? – perguntou Teito a Lazette, lhe cumprimentando com dois beijos no rosto.

- Feliz aniversário, Teito!

Passada a social, entraram no local, Teito mostrando orgulhosamente seu RG, que gritava para o segurança que já podia entrar legalmente. Não que usasse RG falso realmente, como Mikage uma vez dissera, Fea confiava bastante em seu filho e sempre lhe dava a autorização quando pedia, mas agora, poder entrar sem mostrar uma folha enorme com um RG que não era seu, era bem mais satisfatório.

Entraram e a primeira coisa que fizeram foi pagar uma rodada para Teito, que esbanjou a boa vontade dos amigos. Ficaram um pouco parados, para se acostumar com o local – na verdade, pra fazer a bebida fazer efeito –, mas logo começaram e dançar. Hakuren e Teito foram pegar mais bebida para os quatro, mas quando voltaram Mikage já fizera o favor de sequestrar Lazette. Acabaram bebendo os vários shots de tequila sem remorso algum.

- Ligeiro! – gritou para o amigo, que riu e percebeu algo que vocês já devem ter notado: era uma péssima ideia ir de cachecol para a balada. Deu um jeito de falar para Teito para guardarem os cachecóis e casacos e aí sim pode se sentir livre para dançar e se divertir.

Após algum tempo ainda um pouco tímidos para entrarem na pista, Hakuren resolveu puxar Teito pela mão. Se era pra aproveitar, tinha que rolar propriamente. Assim que acompanharam o ritmo da música, Teito sorriu sacana e gritou um “te desafio!”. Fez um passo de dança que sabia desde que se entendia por gente e Hakuren riu, entendo o que ele queria. Fez outro mais elaborado e Teito lhe olhou cínico, fazendo outro.

Ficaram naquilo, sem realmente saber o que estavam fazendo. Não sabiam dançar, mas qualquer coisa valia para se divertirem naquela hora. Na última festa que foram não dançaram juntos, o que, depois de um tempo, acabou frustrando-os, então quiseram aproveitar a oportunidade que estavam tendo ao máximo.

Hakuren, levando ao pé da letra o desejo mudo dos dois de dançarem juntos, o segurou pelas mãos e o trouxe para mais perto, apenas querendo sentir seu corpo mexendo-se contra o seu. Teito corou com a proximidade, mas resolveu que naquela noite não ligaria para nada, queria aproveitar seu aniversário de maioridade da melhor forma possível, então apenas deu corda à Hakuren.

Pois então, encaixou uma perna entre as dele. Hakuren também não se inibiu ao agarrar sua cintura e logo descer para suas nádegas levemente empinadas por estar na ponta dos pés. Segurou-as com vontade, como queria fazer desde que notara que eram redondas e fartas.

Os dois pareciam estar na mesma frequência, tinham a mesma ideia em mente. Queriam aproveitar um com o outro, fazer coisas que não fariam normalmente. Queriam sentir cada parte do corpo alheio, cada movimento parecia simplesmente certo.

Não que não estivessem com vergonha ou que alguma coisa no fundo da mente dos dois – mais na de Teito – não estivesse dizendo-lhes que aquilo era errado e não deveriam estar daquele jeito. Só que a questão não era mais valores naquela hora. Gostavam um do outro, gostavam muito mesmo, de uma forma completamente não amigável. Isso, em relações como aquela, demandava sentir o corpo de seu parceiro.

E, bem, foi impossível não se animar com aquela dança.

Já podiam sentir a ereção um do outro, principalmente depois de Hakuren levantar Teito levemente apenas para poderem roçar uma na outra. Teito segurou-se em seu pescoço, sabendo que sussurrar o que queria era impossível, então apenas mordeu seu lóbulo e pôde ouvir um gemido baixo. Sorriu e dessa vez mordeu seu pescoço. De leve, apenas para sentir sua pele.

Hakuren o virou e colou seu peito nas costas pequenas à sua frente, gemendo quando ele rebolou propositalmente contra seu membro. Passou a mão por sua cintura, descendo até suas coxas e subindo-as pela parte de dentro, voltando propositalmente pelo membro ereto de Teito, que gemeu alto, jogando a cabeça para trás, apoiando-a no ombro de Hakuren, segurando seus cabelos num meio abraço.

Faziam essa dança erótica sem se preocuparem com a multidão. Em partes pela bebida, é claro – por grande parte, na verdade –, mas sentiam necessidade de mais, era só aquilo que queriam.

Não me questionem por que esse desejo repentino apareceu no momento da história em que há mais pessoas ao seu redor!

Teito empinou a bunda em direção a Hakuren e se abaixou ao ritmo de música, levantando de forma sexy, virando-se para ele com pura luxúria nos olhos. Passeou suas mãos por dentro de sua camiseta, sentindo, enfim, aquele peitoral que tanto invadia seus mais secretos sonhos. Sentiu cada músculo se retrair ao seu toque, sem tirar os olhos dos do parceiro, mordendo o lábio inferior de forma a fazer Hakuren inesperadamente desejá-los.

Não foi necessário que ele pedisse permissão. Teito se aproximou lentamente, roçando seus lábios e indo mais além enquanto descia as mãos pelo corpo do loiro, chegando as suas nádegas. Acariciou-as enquanto ainda brincava com a sanidade do amigo, mas só o beijou quando apertou aquele bumbum empinado.

Se algum dos dois soubesse o que sentir naquela hora, não achariam um nome adequado para o sentimento. E não acharam, de fato. Era uma mistura de ansiedade por quererem sentir o gosto um do outro mais profundamente, surpresa por estarem mesmo fazendo aquilo, empolgação por finalmente estarem, tesão, muito tesão, e talvez lá no fundo alguma espécie de culpa.

Hakuren deixou de achar a pequenez de Teito uma coisa fofa naquela hora, queria tocá-lo em tantos lugares que mal sabia por onde passar suas mãos. Mas ah, não se inibiu nem um pouco. Teito quase gemeu ali mesmo só com aquelas mãos atrevidas lhe tocando e proporcionando sensações nunca antes sentidas. Ele nunca trocara um beijo tão necessitado e gostoso, pois os anteriores foram apenas com garotas, que ele não gostava, e os últimos foram com garotos, que ele detestava gostar. Mas ali, era um garoto, mas era o que ele amava.

E como não poderia deixar de ser, não tinha coisa melhor nesse mundo do que beijar a pessoa que ama.

- Mikage falou a verdade quanto aos quartos? – perguntou Teito a Hakuren, que sorriu malicioso e olhou em volta, finalmente achando uma escada suspeita. Não se importou em respondê-lo, apenas segurou sua mão e o arrastou para lá. Aproveitou até o último segundo suas mãos dadas.

Mas foi só chegarem no corredor que a agarração voltou. Hakuren prensou Teito na parede e voltou a beijar aquela coisinha pequena que tanto gostava. Mesmo ali, estava consciente o suficiente para saber que nunca gostara tanto de uma pessoa, nunca quis tanto sentir o corpo de alguém quanto queria sentir o de Teito. Ainda estava tentando absorver o fato de que estavam mesmo se beijando (beijando um homem!), que estavam prestes a fazer outras coisas também. Não havia se dado conta de que precisava tanto de seu corpo.

Teito abriu a primeira porta que encontrou com uma chave na fechadura. Assim que entrou, tirou a blusa de Hakuren sem cuidado, jogando-a em qualquer lugar. Ah, aquele corpo perfeito... Teria perdido mais tempo só o admirando se não estivesse com tanto tesão. Era tão estranho pensar que estava, de fato, se entregando ao que sentia. O sentimento de estar fazendo a coisa certa engolia a culpa. Só o que queria era continuar e se entregar por inteiro.

Hakuren, sem paciência para botões, arrancou seu colete e o jogou na cama, felinamente subindo e atacando seus lábios mais uma vez, não sem antes ter arrancado suas botas e calças. Beijou seu pescoço, deixando ali marcas que sabia que ficariam por muito tempo, mas não se importou – pouca coisa importava. Apalpou o membro ainda coberto pela cueca de seu amante, sem querer mais joguinhos. O queria. E naquele instante.

Teito trocou as posições e ficou por cima, também tirando as calças de Hakuren. Sentou em seu membro enquanto o beijava, rebolando e gemendo pelas ondas de emoção que sentia. Hakuren agarrou sua bunda e o forçou contra si, gemendo alto enquanto Teito também descia os beijos para seu corpo. E desceu, até chegar em sua roupa íntima, tirando-a sem delicadeza.

Lançando um olhar de pura luxúria, abocanhou seu membro e Hakuren prendeu um grito de prazer. Tão deliciosamente desesperado e rápido, os movimentos eram molhados, os dedos também ajudavam ao brincarem com seus testículos. Jogou a cabeça para trás em puro deleite.

- Teito... – chamou, em meio a gemidos – Eu preciso... Agora...

Puxou-o para si novamente, beijando-o e abraçando-o. Perguntou com o olhar se podia e Teito não se importou em responder, posicionando e sentando em seu membro naquela hora mesmo, sem preparação, sem lubrificante. Talvez pela bebida, talvez pelas emoções que estavam trocando, não sentiu dor alguma. O que sentiu foi o melhor prazer de sua vida irradiando de todos os lugares de seu corpo.

Sentaram na cama e Hakuren o abraçou pela cintura, fazendo-o se movimentar. Colaram os lábios novamente, mas não tinham coerência para aquele tipo de contato. As unhas de Teito cravaram-se nas costas de Hakuren, arranhando-o inconscientemente, descontrolado de prazer. Este, por sua vez, precisava ir mais rápido, mais fundo, então o deitou na cama e ficou novamente por cima, metendo com força, fazendo os dois irem a loucura naquela hora.

Nunca se cansaria de ouvir aquele gemido. Era fino e alto, além de embargado de prazer. Se tivesse imaginado algum som para tal, seria aquele. Era perfeito como ele.

- Eu acho que... Ah... Hakuren! – gritou, e o loiro intensificou os movimentos, ouvindo-o gemer seu nome descontroladamente naquela vozinha fina que tanto lhe tirava do sério. Segurou seu membro e o estimulou ainda mais, querendo que ele sentisse tudo o que poderia.

Mas mesmo assim, chegou antes. Despejou-se em seu amante, mas não parou os movimentos, tentando ao máximo que podia vencer a moleza que apossou seu corpo. Intensificou a masturbação e pouco depois, quando Teito lhe avisou que estava chegando, apressou-se em sair de cima de si e embalar seu membro com sua boca, engolindo o que foi expelido.

Caiu por cima dele sorrindo, sentindo as duas respirações descompassadas colapsarem. Abraçou-o, deixando beijos em seu pescoço, inevitavelmente excitando os dois novamente.

- Temos vinho – disse Teito após algum tempo.

- O que?

- Aqui – entregou uma garrafa de um vinho qualquer que estava em cima do criado mudo ao lado da cama. Hakuren a segurou, analisou seu nome e a abriu. Beberam alguns goles e gargalharam à toa – Foi foda.

- Literalmente – beijou-o ainda mais profundamente, sentindo seu gosto de vinho. Começaram a ficar empolgados novamente ali e, bem, o que posso dizer? A noite foi mais longa do que imaginavam.

Mas depois de terem satisfeito completamente todos os seus desejos, com muito sexo selvagem, cada vez mais bêbados, Hakuren – que é de longe o mais forte para bebida – sugeriu que descessem para procurar Mikage e ir para casa, quem sabe continuar a noite por lá.

-x-

- Quer dizer que meus boiolas preferidos resolveram se aceitar e se amar? – gracejou Mikage assim que viu que seus amigos haviam descido para o café da manhã sem ele.

- Oi? – perguntaram os dois, sem realmente entender uma palavra.

- Eu vi ontem o que rolou – disse, com um sorriso sacana no rosto, sentando-se à mesa e servindo-se do que estava posto – Francamente, vocês estavam bem bêbados para chegarem àquele ponto, né?

- Do que está falando, Mika? – perguntou Teito, alheio ao que o amigo estava falando. A primeira coisa que imaginou foi que deu um vexame muito grande com Hakuren, por isso ele o estava tratando estranho.

Ou talvez tivesse algo a ver com a dor nos fundos que estava sentindo. Só sentiu aquilo quando, há muito tempo... Bem, sabia que tinha dado, só não queria saber para quem. Vai que o Jan resolveu aparecer naquela festa também?

- Tive que carregar os dois até aqui, tão lembrados? – continuou, como se não tivesse ouvido Teito – Ainda bem que Fea estava ferrado no sono. Vocês cheiravam a...

Então, Mikage parou de falar assim que olhou para a expressão de Hakuren, que claramente dizia “se disser mais uma palavra eu juro que enfio seus olhos num lugar que vai doer muito!”. Perguntou-se o motivo, mas não o questionou. Teito olhou para os dois sem entender nada e entendeu menos ainda quando Hakuren levantou da mesa e chamou Mikage para seu quarto.

- Ele não sabe, ele não lembra de nada.

- Cê tá zoando com a minha cara – falou, com um tom realmente incrédulo. Se fosse ele naquelas situações teria ficado realmente muito puto, então imaginou o que Hakuren estava sentindo, com um dó crescente.

- Quando a gente desceu pra te procurar, ele ficou no bar e eu fui. Não lembro muito bem o que aconteceu, mas acho que ele chapou o que restava do globo ali.

- Puts, Haku – coçou a cabeça. Sabia que Hakuren havia admitido o que sentia, notara pelo seu jeito de tratar Teito. Então, quando finalmente poderiam ter uma chance, Teito não se lembrava de nada.

- Estou realmente chateado, Mika – desabafou – Tá que eu não lembro completamente do que aconteceu também, mas cada minuto com o Teito eu gravei, sabe. Foi meio que na selvageria e regado a álcool, mas foi importante pra mim. Eu não bebi mais depois daquilo por causa disso, droga, pra não esquecer completamente. Ai ele vai lá e se afoga, pra chegar agora e estar assim.

- Haku, não foi culpa dele – disse, tentando fazer com que o amigo não ficasse com raiva de Teito por isso. Queria ver os dois juntos logo! – Teito sempre foi fraco com bebida. Provavelmente antes de vocês irem pro quarto ele já estava no estágio de não se lembrar mais de nada no dia seguinte.

- Nah, não vou perder meu tempo culpando ele – suspirou – Eu imaginei que isso pudesse acontecer. Acho que só estou chateado mesmo... Eu gosto tanto dele, cara.

- Acredite – olhou em seus olhos – Eu sei.

Hakuren suspirou e virou as costas, descendo as escadas já com saudade de seu Teito, por mais que estivesse chateado com ele. O que lhe acalentava era saber que havia sentido seu gosto, provado de seu corpo, o visto da forma mais íntima possível.

- O que foi, Haku? – perguntou com aqueles olhos grandes, cheios de preocupação e curiosidade. Ali, era impossível sentir qualquer sentimento ruim para com ele, era impossível não amar aquela coisinha.

- Não foi nada, amor – lhe deu um meio abraço e beijou o topo de sua cabeça.

-x-

Limite.

Se havia algo que Hakuren naquele tarde conheceu, foi seu limite. Alguns dias haviam-se passado desde a festa, desde que havia sentido o gosto de seu bebê. Simplesmente não tinha mais forças para olhá-lo apenas como amigo. Não depois de tê-lo sentido daquele jeito.

Dizem que viver no inferno é fácil, difícil é voltar para lá quando se conhece o paraíso.

Era estranho pensar que estava tão necessitado de um homem. Ele era seu amigo, em outros tempos o chamaria de “parceiro”, mas agora, quando pensava nele, só conseguia se lembrar de como foi possuí-lo naquela noite, de como foi sentir sua boca na sua.

Nada diferente do que sentia por ele antes disso, depois de admitir seu amor, mas agora conseguira um grau de intimidade ainda maior e estava sendo difícil voltar a se relacionar com ele como se nada tivesse acontecido. E, bem, em sua mente, nada havia acontecido mesmo.

Se fosse perguntado se era gay, ele prontamente negaria. Não gostava de homens, não apreciava o corpo masculino. Gostava era de Teito, ele era uma espécie de exceção. Já se questionara inúmeras vezes como aquilo fora acontecer, mas não chegava a nenhuma conclusão plausível. O sentimento além de uma simples amizade começou quando quis protegê-lo de si mesmo e do mundo mais do que qualquer um faria por ele, depois daí lembrava-se de não conseguir mais ficar muito tempo longe dele, então quis fazer de tudo para vê-lo sorrir, para vê-lo contente. Assim, notou que gostava mais dele do que seria saudável para uma simples amizade.

Mas agora tudo o que sabia era que precisava de seus lábios mais uma vez.

Conversara com Mikage a respeito. O amigo lhe implantara a ideia de que Teito talvez aceitasse receber um beijo. Afinal, ele foi bem receptivo naquela festa. Quem sabe, sóbrio, ele também não aceitasse, não é?

E assim, adquirindo coragem de onde não tinha, sentou-se ao seu lado naquela tarde de domingo e pensou consigo mesmo “É agora ou nunca”. Estava mais era passando por sua mente algo como “precisavam resolver logo aquilo” ou “que venha a tempestade”, mas “agora ou nunca” soava mais positivo.

- Teito Klein assistindo tevê, é isso mesmo?

- Vai se foder, Hakuren – disse, querendo prestar atenção na legenda que passava. Hakuren riu e não conseguiu impedir de pensar que adorava aquele jeito malcriado dele. Como muitas vezes já fizeram, o abraçou com apenas um braço, que foi o suficiente para ele se aconchegar em seus braços, ficando apoiado em seu peito. Hakuren gostava de pensar que ele não se importava mais de ficar daquele jeito – do jeito que ele gostava –, abraçados e fazendo nada especial, só... juntos.

- Esfriou, né? – perguntou Teito despreocupadamente, após algum tempo – Será que o Seu Fea diminuiu o aquecedor?

- Ei – disse Hakuren, antes que pudesse se deter pensando na possibilidade do pior acontecer. Segurou seu queixo e o virou para si – Quer esquentar?

- Ahn?

Fechou os olhos antes de tocar seus lábios, não queria ver se ganhasse uma rejeição. Mas o que aconteceu foi bem diferente. Tocou, finalmente, seus lábios sem resistência alguma, podendo até mesmo aprofundá-los. Sentiu que Teito amoleceu em seus braços, abraçando-o e o correspondendo calidamente. Hakuren sorriu entre o beijo e sentiu todo o peso que anteriormente prensava seu coração libertá-lo, sentindo novamente o gosto de seu bebê e sendo, sim, exatamente como ele se lembrava, até melhor por não ter gosto a mais de bebida.

Teito não estava acreditando naquilo também. Não soube o que pensar de início, então agiu por seus instintos, que queriam e precisavam de Hakuren. Ele nunca chegara tão longe, nunca arriscou tanto a amizade dos dois. Talvez no fundo, era isso que Teito esperava que ele fizesse. Desejou por tantos e incontáveis dias seus lábios nos dele, uma forma de demonstrar todo o amor que sentia da maneira mais pessoal.

Era Hakuren ali! Estava finalmente beijando-o!

Bem... Talvez eu não devesse ter feito esta consideração, pois, por culpa dela, Teito notou que era, sim, Hakuren. Seu amigo. Um homem.

Afastou-se imediatamente. Flashes da sua infância assolaram sua mente e no mesmo instante em que sentiu falta de seus lábios, amaldiçoou-o para o resto de sua vida. Como ele pôde?

- Hakuren, saia da minha casa – pediu, afastando-se dele, sem olhá-lo nos olhos. Sabia que não aguentaria aquele olhar magoado – Por favor.

- Teito... Desculpe, eu não quis...

- Não piore as coisas dizendo que não quis, Hakuren – levantou-se e seguiu em direção a porta de sua casa, abrindo-a silenciosamente.

- Não faz isso, Tei, vamos convers...

- Não, Hakuren, não! – exclamou, olhando-o com lágrimas nos olhos – Você me traiu. Eu não posso aceitar esse tipo de coisa! Você sabe disso e mesmo assim...!

- O que queria que eu fizesse, Teito?! – tentou controlar o timbre de voz, pois sabia que Teito se assustava quando elevavam o tom, mas foi impossível ao ver o que estava acontecendo ali – Eu gosto de você! Qual é o problema disso, pelo amor de deus?

- O problema é que eu não posso aceitar um relacionamento... Gay! Eu não quero isso, Hakuren, quero ser normal!

- Então você vai negar meus sentimentos só por causa disso?!

- por causa disso? – exclamou – O que você sabe sobre isso, Hakuren? Você não sabe o que é ser rejeitado por causa disso, não sabe o que é sentir o que eu sinto, se odiar constantemente. Você não tem autoridade pra gritar comigo sobre isso.

Hakuren o olhou profundamente e no fundo de seus olhos podia ver o pedido mudo para que ele não o abandonasse. Mas aquilo já havia ido longe demais, não passaria a mão na cabeça de Teito novamente como se o que ele fizesse fosse só mais um problema qualquer. Ele o queria, queria que ficassem juntos. E só voltaria naquela casa quando ele decidisse que também o queria daquele jeito.

Sem ressentimentos, lhe deu as costas e por um bom tempo não voltou. Teito não acreditava que ele havia mesmo feito aquilo. Imaginou que ele gritaria com ele, mas depois o abraçaria e diria que iriam superar aquilo, e voltariam a ser os bons amigos de sempre, assim como ele sempre fazia.

Mas ele não voltou, não ligou, não deu sinais de vida até a segunda-feira de manhã, quando o encontrou na escola, no mesmo lugar de sempre. Não havia contado nada a Mikage, pois imaginou que Hakuren agiria como se nada houvesse acontecido, como eles sempre fizeram quando algo acontecia entre eles. Mas definitivamente algo havia acontecido. Hakuren não lhe dirigiu a palavra – com um aperto constante no coração, devo acrescentar – e nem Teito o fez.

Mikage notou o clima que nasceu entre os dois. Impossível seria não notar. Dias sem se falar, eles ficaram. Lazette e Mikage estavam preocupados, nada os fazia falar o que havia acontecido. Já haviam tentado fazer com que se falassem a força, contassem o que havia acontecido, mas nada adiantava.

“Descobri uma coisa”, era o que dizia a mensagem de Lazette naquela tarde de sábado.

“Eu também, mas conta primeiro”, enviou Mikage.

“Fui à casa do Haku e ele estava dormindo, então pude ver no braço dele... Ele estava cortado, Mika”.

“Eu não acredito nesses dois!” exclamou e Lazette quase pode ver a expressão indignada e chateada de Mikage, sabendo que ele tinha razão para estar assim “Teito também! E o pior: Ele escreveu o nome do Haku no braço”.

“Hakuren também!”.

“Ele escreveu?”.

“Sim, ‘Teito’ num braço e no outro tinha uns cortes bem profundos” enviou pelo programa de mensagens instantâneas “Precisamos fazer alguma coisa, Mika”.

“Eu sei. E eu vou. Amanhã é domingo, certo? Tenho um plano”.

E era disso que os dois amigos precisavam: De um plano de Mikage para voltarem a se falar, pois não aguentavam mais aquela situação. Sentiam tanta falta um do outro, ficar um dia sem se falar já fora tortura o suficiente, mas eram orgulhosos demais para darem o braço a torcer. Um queria mostrar para o outro que estava certo e iriam até o final para isso.

Teito foi o primeiro a ceder. Amava tanto Hakuren, queria tanto ficar perto dele, ouvir sua voz dizendo que tudo ia ficar bem no final, que numa noite solitária, sem ninguém dormindo em seu sofá, não aguentou e se entregou ao vício. Pegou a primeira tesoura que encontrou e chorou contra o sangue que caía, não exatamente sentindo dor física, mas seu coração estava tão apertado e dolorido que qualquer dor que sobrepusesse isso era bem-vinda.

Antes que notasse, o nome da pessoa que mais amava no mundo surgiu em seu braço, manchado de sangue e fazendo ainda mais lágrimas serem derramadas. Era a única forma de se distrair, de esquecer aquele sorriso, aquele perfume que tanto lhe embargava, o olhar carinhoso... Ah, o carinho, como sentia falta de todo o carinho que recebia, os cuidados sempre prezando por seu bem. Sentia falta de ser cuidado, de ter alguém para lhe abraçar e sentir protegido naqueles braços.

Sentia tanta, tanta falta dele.

Andava abatido, perdera peso, muito mais do que antes, olheiras enormes estavam sempre presentes formando bolsas embaixo de seus olhos. Nada diferente de Hakuren, na verdade. Passava as noites solitariamente, chorando de saudade, de tristeza. Tudo o que queria era sentir novamente aquele corpinho contra seus braços, num abraço forte e necessitado. Queria ouvir seu riso infantil e repreendê-lo por falar tanto palavrão, queria cuidar de suas dores e lhe depositar um beijo na testa sempre que ele ficasse assustado, e dizer que está tudo bem.

Não conseguiam mais sentar próximos um do outro na escola. Se iriam até o final com aquilo, não aguentariam nem duas aulas sentindo o outro tão próximo, mas mesmo assim tão longe. Hakuren se controlava até o último minuto para não abraçá-lo no meio da aula, por isso fora sentar do outro lado da sala, com muito pesar em seu coração.

Não conseguia mais se relacionar normalmente com ninguém. A saudade em seu coração de seu bebê era tão constante que suas habilidades sociais foram alteradas, a única coisa que predominava era a dor.

E foi com a dor que achou um novo refúgio. Um antigo lugar em seu coração, obscuro e abandonado, foi o que lhe acolheu. A cada gota de sangue derramada era um lágrima. Cada vez mais fundo ia para se esquecer do que havia em seu coração. Como no passado, ele achava que funcionava. Mas não, a falta de seu Teito não seria tão facilmente substituída.

Numa noite, Enida entrou em seu quarto sem nada perguntar. Abraçou seu irmão e acolheu seu choro, que já estava desesperado antes de ela entrar. “É por causa do Teito?” foi tudo o que foi dito naquela noite, pois ela recebeu uma positiva. Não conseguiu aguentar intacta seu irmão chorando tanto, terminando por chorar também. Não sabia o que havia acontecido – eles insistiam em não contar para ninguém – mas o que fosse que houvesse acontecido, queria que acabasse logo. Já notara que ele chorava todas as noites e que havia perdido peso, andando abatido e sem pique para nada. Todos a sua volta sofriam com isso também.

Mas não, os dois eram orgulhosos demais para perceberem o que estavam causando. Em sua mente, desistir e se entregar ao que sentiam não era uma opção. Na verdade, para os dois, se entregar ao que sente nunca era uma opção. Então, daquela vez, sofreram por dias, sofreram muito, mas não dariam o braço a torcer nunca.

E por isso, Mikage os chamara para sua casa naquela tarde. Dera a desculpa de que queria jogar como nos velhos tempos – mas claro que não avisou que havia chamado os dois.

- Mikage, o que significa isso? – perguntou Teito, assim que chegou e encontrou Hakuren sentado confortavelmente jogando com ele. Passado o choque, Hakuren pronunciou-se, dizendo que iria embora.

- Vai embora coisa nenhuma, pode sentar aí – disse autoritariamente, puxando Teito e o jogando no sofá para se sentar também – Agora vocês vão se acertar.

- Mikage, isso não vai levar a lugar algum – disse Hakuren, massageando o cenho e suspirando.

- Não vou pedir desculpas.

- Vocês dois são muito idiotas! – exclamou – Os dois estão sofrendo com isso! Qualquer pessoa de fora consegue perceber isso! Teito está quase sumindo de tão leve, Hakuren está gritando por nutrientes – sentiram-se culpados naquela hora, mas continuaram irredutíveis – mas o pior é saber que eu perdi os meus dois melhores amigos para isso! Porque vocês não se relacionam mais com outras pessoas e mesmo assim continuam com essa babaquice!

- Não é babaquice, Mikage!

- Então me fala o que é, Teito, porque pra mim, isso aqui é babaquice sim – pegou o braço de Hakuren, só porque ele estava mais próximo, e mostrou os machucados. Deu sorte por ter pegado o braço em que estava escrito um enorme “Teito”, tomando toda a extensão, vermelho, inchado.

Teito não acreditou no que viu e acreditou menos ainda quando Hakuren escondeu o rosto corado, confirmando que havia mesmo feito aquilo. Mikage então pegou o braço de Teito e mostrou o que estava escrito. Hakuren teve a mesma reação. Olharam-se incrédulos, mas desviaram o olhar, não aguentavam. Era a mesma coisa que admitir que um amava o outro, então preferiam manter-se “indiferentes”.

- Eu até entendo o Teito fazer isso – recomeçou – Não apoio, mas convivo com isso há um tempo. Mas se você faz isso também, Hakuren, é porque os dois sentem falta um do outro, então continuar com esse orgulhinho bobo é... É inaceitável.

- Não é orgulhinho bobo, Mikage! – gritou Teito – Ele me beijou, tudo bem? Mesmo sabendo de tudo o que eu sinto, ele... Fez isso!

- Isso só prova o quanto ele te ama, seu babaca! – exclamou – E, até onde eu sei, você também o ama. Então ficar nessa briguinha... Argh! – andou de um lado para o outro na sala, bagunçando os cabelos.

- Mikage, a gente pode resolver isso...

- Ah, to vendo que podem – riu em escárnio – Não é como se fosse uma opção, ok?

- Mika...

- Olha aqui, vocês dois – virou novamente para os dois – Eu sei que vocês se gostam, qualquer um pode ver isso. E eu gosto de vocês, droga. Vocês são meus melhores amigos e, como tais, não gosto de vê-los sofrer assim. Se olhem no espelho, vocês estão deploráveis. Vocês realmente me chatearam fazendo isso, caras. Estão agindo feito crianças por um motivo tão... – suspirou, realmente sem encontrar palavras para descrever o que achava daquela situação – Por favor, se resolvam.

Eles se entreolharam, culpados. Mikage estava sendo sincero em cada palavra. Sentia falta dos dois juntos, estava sofrendo com eles.

Teito o abraçou e sussurrou um pedido de desculpas. Hakuren sentou ao lado dos dois, também se sentindo culpado. Sem dúvidas, foram muito egoístas em se afogarem naquela depressão de dias sem se preocupar com as pessoas a sua volta, principalmente aquele ali, que sempre prezou pelos dois e que os ajudou tantas vezes.

- Não devíamos ter feito isso, Mika, perdão – pediu Hakuren – Não vai... Não vai mais acontecer.

- Como não? – perguntou Mikage – Vocês ainda nem mesmo conseguem se olhar nos olhos – não esperou que eles notassem isso, então se levantou – Eu não vou mais me meter no relacionamento de vocês depois de hoje. Mas vocês não saem daqui até estarem no mínimo se falando como pessoas normais.

- O que? – perguntou Teito, levantando-se e indo atrás dele – Mika? Mika, onde você tá indo, cara?

- Ei, Mikage, volta aqui! – exclamou Hakuren, tentando segurá-lo antes de sair com as chaves na mão.

- Hakuren, presta atenção – pediu, olhando-o sério – Teito não faz isso sem motivo. Peça para ele lhe contar o que aconteceu quando estávamos na sexta série, talvez isso ajude a esclarecer as coisas.

- Mikage! – exclamou Teito novamente – Você... Você jurou que nunca tocaria nesse assunto!

- Você jurou que nunca me faria chorar – disse, sorrindo triste – É o único jeito. Hakuren precisa saber de tudo.

- De tudo o que? O que aconteceu?

- Minha família está viajando, Enida foi dormir na casa de uma amiga, não terá ninguém em casa até segunda de tarde. Eu vou dormir na sua casa, Teito, se se resolverem voltem para lá – avisou, olhando sério para os dois.

- Mikage! – gritou Teito – Não se atreva a...! – mas era tarde demais, ele havia fechado a porta – Droga.

- Teito, o que foi que você me escondeu?

- Isso não é da sua conta, Hakuren – foi a primeira coisa que disse, indo para longe de Hakuren, ainda não acreditando que Mikage havia tocado num assunto tão íntimo e que estava tão lacrado em seu coração.

- Para de ser criança, Teito, que saco, você não confia em mim?

Teito o olhou resignado, querendo lhe dar uma resposta bem feia. Mas ainda era seu amor ali e foi só olhá-lo diretamente depois de tanto tempo que seu coração amoleceu, gritando para que ele parasse com aquilo, que resolvesse logo aquela situação. E sabia que, para isso, precisava tocar naquele assunto.

- Não me chama de criança – murmurou, sentando-se ao seu lado, mas ainda assim bem afastado.

- Só... Me fala.

Teito apoiou a cabeça nas mãos, com os braços apoiados nos joelhos. Sabia que precisava contar, mas não sabia como. Fora há tanto tempo... Mal se lembrava. Só o que lembrava era do trauma.

- Não é grande coisa, sabe – começou, sem olhá-lo – Foi mais um trauma do que um acontecimento. Mas ficou cravado no meu coração.

- Então é grande coisa, Tei – voltou ao seu tom normal, que sempre usava quando queria ajudá-lo com algum problema – Foi... Descriminação?

- Foi pior que isso, Haku...

Notas finais
E aí, o que acharam? :33 *se prepara pras pedradas*
É isso, pessoal, está um colossal pedaço de cocô. Eu dividiria esse capítulo em dois NO MÍNIMO, e era isso que eu tinha em mente reescrevendo os que o sucedem. Mas, porém, entretanto, todavia, como eu disse lá em riba, está sendo difícil rescrever essa fic, minha inspiração está uma inconstância (agora tá nível extreme negative -9000). Então, conversando com uma das leitoras, A LINDA DA STE QUE ME DEIXOU UMA RECOMENDAÇÃO ♥333333333, eu vi que seria muito mais justo se eu postasse esse capítulo, por mais que eu me arrependa depois, por mais que esteja ruim.
Muita coisa aconteceu aqui, é muita história pra assimilar em só capítulo, eu tô morrendo de vergonha de postar isso, sério.
Mas bem, eu tô tentando terminar, um dia vai sair, enquanto isso eu vou ver se dá pra ir postando o que eu já tenho aqui, por mais que eu deteste fazer isso - se eu quiser mudar algum fato COMOFAS?
Enfim, obrigada por nenhum de vocês desistirem de mim, sério. Eu posso ter poucos, mas me dá orgulho de falar que ~todos~ os meus leitores foram fiéis até o fim. Tem uns que deixam reviews espaçados, mas pra mim é uma felicidade reconhecer que o pessoal do comecinho, mesmo não deixando review com frequência, tá aqui no final, dando força. Valeu, caras, eu prometo me esforçar só por vocês mesmo.
Então, mais uma vez desculpem deixar essa fic cair nas garras da desatualização, desculpem mesmo, mas continuem aqui comigo, por favor ;~;
Bis bald, lovemachine~