Homophobie

11 Kapitel Elf - Schmerz und Verlust.


Notas iniciais
Moin, moin~~~~!

COMO VÃO BUBBLEGUM BITCHES DO MEU CORAÇÃO? ♥

Vou postar o capítulo 11 agora completamente no impulso porque estou respondendo os reviews e, sinceramente, não dá pra deixá-los esperando nem mais um dia! É muito amor pra uma lovemachine só ♥

Antes de deixá-los com o novo chapie, UM GRANDE OBRIGADEIRO PRA AYZ VALENTINE E PRA MILLOKA POR DEIXAREM UMA RECOMENDAÇÃO EM HOMOPHOBIE ♥ É sério, muito obrigada mesmo, era tudo que eu precisava!

Agora, descubram o passado obscuro do Teitei! Boa leitura~!

NÃO BETADO.

Teito suspirou, imaginando se seria mesmo o certo contar todas aquelas coisas. Mas sabia também que aquele era o único jeito de conseguir que Hakuren o entendesse completamente e aí sim decidisse ficar ou não com ele.

Ele não sabia o quão problemático foram seus últimos anos...

– Como o Mika fez o favor de dizer, foi no final da sexta série, eu já era amigo de todo mundo, tinha muitos colegas. Sei lá, eu era um cara normal. E tinha dois melhores amigos além do Mika e da Lala, a Ouka e o Kuroyuri, eles eram gêmeos. Éramos inseparáveis, nós seis, desde a primeira série, porque também havia o... O Capella. – sorriu ao se lembrar e novamente Hakuren sentiu o típico ciúmes que sentia sempre que Teito falava de pessoas que o conheciam há tanto tempo.

E como não poderia deixar de ser quando Teito se lembrava de seu passado, foi transportado para um lugar aconchegante, onde não havia pecado, só ele e seus cinco melhores amigos.

“- Teito, Mika! – ouvi a voz fina e melodiosa do garoto que eu era secretamente apaixonado. Ele parou na nossa frente, parecia chateado, levemente ofegante. Nos perguntou onde estavam os outros e concordamos ir juntos procurá-los. E lá, perto da cantina, estavam nossos três melhores amigos. Lazette, Ouka e Kuroyuri Pádua.

– Mas o que aconteceu, Capella? – perguntou Mikage, colocando uma mão em seu ombro, aproveitando para acalmá-lo.

– Eu preciso falar com todos vocês, é importante – mordeu o lábio inferior, enquanto nos entreolhamos preocupados, mas concordamos em segui-lo para um local mais afastado. Eu estava curioso, Capella quase nunca mostrava essa expressão preocupada. O que será que havia acontecido?

– Relaxa aí e conta o que aconteceu, cara – disse Mikage, sentando-se ao meu lado, enquanto eu sentei ao lado do meu querido Capella.

– Bem... – começou, perdido nas palavras, brincando com os polegares.

– Do começo, Cappie – pedi, segurando sua mão e sorrindo-lhe o mais gentilmente que pude.

– Minha família, bem, vocês sabem das coisas que andaram acontecendo por causa do meu tio – começou, pesaroso por ter de tocar naquele assunto, que eu sabia que lhe doía. Todos assentimos, entendendo o ponto. A família do Capella era italiana e seus tios por parte de pai faziam parte da máfia, o que inevitavelmente trazia problemas para todos. Mas ultimamente, a situação estava complicada de lidar. Me perguntei até onde aquilo iria.

– Continue – estimulei, sabendo que ele tinha dificuldades de falar sobre isso porque tinha vergonha.

– Bem, a situação ficou um pouco mais complicada. Meus pais estão com medo que... que usem a gente como refém para conseguir alguma coisa, meu tio fez uma grande burrada com um dos líderes – suspirou, negando com a cabeça – Viemos para a Alemanha justamente para fugir disso no passado. E agora... Bem... Agora teremos que fazer de novo.

– Espera – disse Lazette – Está dizendo que... Vocês vão mudar de país?

– Eu não acredito! – exclamou Kuroyuri, levantando-se e ficando à nossa frente.

– Sim, não dá mais para aguentar as ameaças – respondeu, com lágrimas não derramadas que me partiram o coração – Vamos tentar a Espanha agora. Talvez a mudança de regência nos dê alguma proteção.

– Mas que droga, Capella! Como você simplesmente vai embora?! – exclamou Kuroyuri novamente. Ouka, sua irmã gêmea, foi para seu lado, segurando-o pelo ombro e o fazendo se acalmar. Mas sua expressão não estava muito diferente da de seu irmão gêmeo e eu, na verdade, tinha medo do que ela poderia falar.

– Sua família não presta, Capella, eu teria vergonha de dizer...

– Não se preocupa, Cappie – eu disse, já preparado para cortar o que quer que seja que Ouka iria dizer. Os Pádua não mediam muito bem as palavras, por mais que gostássemos deles, os faltava um pouco de tato. Mas era fato que sentiriam falta de Capella tanto quanto qualquer um de nós – Se é o que precisa fazer para ficar a salvo, então faça.

– O Teito tá certo, Cappie – disse Lala – Não precisa ficar triste. Nós nos falaremos e eu vou te ligar todos os dias pelo Skype, ok?

– E eu até vou escrever cartas! – disse Mikage, levantando-se e abraçando Lazette pelos ombros – Você não vai ter tempo de sentir nossa falta.

– Caramba, Capella, a gente vai sentir sua falta! – disse Kuroyuri, lhe dando um abraço de urso, seguido por mim e Mikage, então veio a Lala e por fim Ouka, que sabia que precisava ser a última, pois era a mais alta e conseguiria abraçar a todos nós.

– Não ouse nos esquecer, baixinho – ela disse, apertando nosso abraço em grupo.

– Eu nunca vou me esquecer de vocês – prometeu com a voz embargada. Lhe depositei um beijo na testa e sorri bem largo, apenas para ele ver que estava tudo bem.

Naquele dia, quando voltei para casa, estava pensativo e angustiado. Capella havia dito que tinha mais uma, duas semanas no máximo na cidade e depois partiria. Meu coração estava apertado por saber que o meu primeiro amor estava partindo para sempre, sem me dar chances de dizer o que eu sentia. E na verdade, eu ainda tinha essa chance. Difícil mesmo era executar...

Bem, mas chegando em casa, fui cuidado e amparado por meu querido pai, que se assustou ao me ver chegar chorando tudo o que eu tinha, tentando entender o que havia acontecido com Capella, já que eu só ficava repetindo seu nome e coisas desconexas como “partir”.

Ainda não me lembro como eu lhe expliquei por que estava assim tão chateado pela ida do meu Cappie, mas o que aconteceu foi que papai Fea me encorajou a lhe dizer tudo o que estava preso em meu coração.

E assim foi feito.

– Por que me trouxe aqui, Tei? – ele me perguntou inocentemente, me olhando ansioso. Eu lhe disse que queria falar algumas coisas com ele, então sugeri que andássemos pela praia, já que naquela época do ano estava vazia, final de inverno.

– É que você vai sair do país, não é? – disse e ele assentiu. Sentamos na areia e eu olhei pra baixo para ter coragem de falar o que eu queria – É que... Eu meio que... Queria te falar umas coisas.

– Então, fale! – riu e eu senti um aperto no peito. Sentiria tanta falta daquele riso contagiante.

– Somos amigos, certos? – perguntei e ele olhou nos meus olhos, assentindo com firmeza – Então não fique bravo.

– Não importa o que me falar, acho que eu nunca vou conseguir ficar bravo com você, Teito – disse, segurando uma de minhas mãos e massageando-a. Aquilo me deu forças e pensei comigo mesmo que, afinal, aquele era o Capella, o menino que sempre esteve do meu lado desde sempre, nunca me recriminou e nunca ficou bravo comigo.

– Eu meio que... Gosto de você, entende?

– Eu também gosto de você, Teito – disse, numa voz doce.

– Não, você não entendeu... Eu gosto de você.

– Sim, eu entendi – disse sorrindo – Você gosta de mim e eu... Eu gosto de você, Teito – disse e eu só entendi o que ele quis dizer, pois corou feito um tomate, o que também me fez corar.

– Eu... Nunca pensei que... – as palavras morreram ali, dando lugar a um sorriso – Por que nunca me contou?

– Por que você nunca me contou?

– Tudo bem, estamos quites – eu disse, querendo mesmo era beijá-lo bem ali. Ele percebeu meu constrangimento e talvez também tenha percebido qual era minha intenção. Foi natural, aquele momento. Nos aproximamos lentamente, cada vez com ainda mais vergonha.

Mas aquele momento foi... Foi... Tudo bem, me chamem do babaca romântico e clichê, mas foi mágico. Os lábios do Capella eram pequenos e macios, nossos movimentos eram hesitantes e inexperientes, mas mesmo assim tinha um carinho e amor que tornava tudo mais incrível. Bem, não sabíamos muito bem como se aprofundava um beijo, por mais que aquele não tivesse sido nosso primeiro, mas pareceu tão certo quando nossas línguas se encontraram que ali eu soube que não importava quantas pessoas eu já havia beijado, minha primeira vez era aquela ali, especial e romântica como não poderia deixar de ser.

Nos separamos e ele olhou nos meus olhos, num pedido mudo de desculpas. Afinal, ele iria embora dali a poucos dias.

–x-

– Tem certeza de que quer fazer isso, Cappie? – perguntei, após chamá-lo de lado. Ele estava apreensivo, mas acenou com a cabeça diversas vezes.

– Sim, por mais que dure pouco, eu quero te dar um relacionamento de verdade – disse, com olhos preocupados, mas a voz era firme.

Estávamos juntos há uma semana, foi sem dúvidas a melhor da minha vida. Capella e eu fazíamos tudo juntos, mais ainda do que antes. Eu o levei a diversos lugares aqui na cidade, ele me levou a outros, me deu presentes e nos mimamos mais do que é saudável. Ele era o namorado perfeito.

Mas num dia desses, sem querer eu deixei escapar que não gostava de relacionamentos escondidos, mas não estava necessariamente me referindo ao nosso. Afinal, se algo desse errado quando contássemos, só teríamos mais uma semana para aproveitar e não seria completo. Mas ele insistiu que queria contar e concordamos em contar primeiro para Mikage, que de início ficou confuso, ficou fazendo umas perguntas estranhas, mas depois soltou aqueles típicos sorrisos enormes que só ele consegue fazer e nos desejou felicidade eterna por aquela semana.

Ele não aguentou a boca grande e contou para Lazette também, sem nós, mas depois ela só nos abraçou e disse que éramos fofos. Vai entender essa menina...

Então, naquela tarde, após a escola, reunimos todo mundo e resolvemos contar “oficialmente”, dessa vez com Ouka e Kuroyuri. Eu até que estava relaxado, Mika e Lala já sabiam, Ouka e Yuri provavelmente só iam olhar pra gente e perguntar “e daí?”.

– Então, bem, Capella e eu – comecei e antes de terminar, Capella segurou minha mão – Nós estamos juntos.


Acho que aquela foi a frase que mais me arrependi de ter dito na vida.


A semana que se seguiu foi tão terrível que as sequelas do que senti, eu tinha certeza que ficariam comigo para todo o sempre. E, de fato, ficaram. Era doloroso lembrar daquilo, eu queria apagar cada palavra da minha mente, mas era tão difícil esquecer um trauma!

Assim que contamos para os gêmeos, eles ficaram num profundo silêncio que durou incontáveis e dolorosos segundos, então entreolharam-se e eu achei que ficaria tudo bem, mas nada de bom aconteceu na minha vida após aqueles segundos.

– Isso me enoja – disseram os dois juntos e, pela primeira vez, não achei aquele “lance de gêmeo” algo legal. O olhar dos dois era de puro desdém, uma expressão quase retorcida de desgosto.

– Gay... Aff, não acredito numa merda dessa – disse Kuroyuri, olhando para qualquer canto menos para nós, como que para absorver o choque – Sou amigo de duas bichas...

– Como vocês podem dizer isso com esses sorrisos de retardados? – perguntou Ouka – Isso é repugnante, e vocês ainda se chamam de seres humanos?

– Eu tenho vergonha de ser amigo de vocês, suas aberrações – completou Kuroyuri, fazendo-nos notar que estávamos todos em estado de choque, sem acreditar que eles realmente estavam dizendo aquelas coisas ruins – Vocês deveriam morrer e queimar pra sempre no inferno, e sabem disso.

Ouka ainda completou o que tenho certeza que também feriu Capella para sempre: — Capella, eu já tinha nojo de ser sua amiga pela sua família de favelados, mas agora eu quero que você morra, sua aberração. Os dois, porque Teito sempre teve essa cara de viadinho, tem mais é que ser queimado da forma...

– Ouka, já chega – interferiu Mikage, que foi o primeiro a ter uma atitude ante àquelas palavras péssimas. Nós já estávamos com lágrimas no rosto, mas não conseguíamos absorver o choque por completo, por isso ficamos para ouvir o resto.

Na verdade, o que se seguiu foi uma sucessão de ofensas e palavras odiosas por parte dos gêmeos, agora atacando Mikage e Lazette por nos defenderem. Mas antes que eu pudesse ouvir qualquer outra coisa, Capella segurou minha mão e me puxou para longe dali. E foi aí que minhas lágrimas caíram de verdade.

Saímos da escola, sem nos preocupar com as últimas aulas. Fomos para a praia automaticamente, então ele me abraçou e apoiou a cabeça no meu ombro, por ser mais baixo. Eu lhe sussurrei que ficaria tudo bem, enquanto ambos chorávamos, que logo aquilo acabaria. Mas no fundo, eu sabia que tudo estava apenas começando.

Não posso dizer quanto tempo ficamos ali, abraçados enquanto chorávamos, dois jovens que não sabiam nada sobre a vida e que estavam sofrendo o pior tipo de preconceito logo em seu primeiro romance homossexual. Não estávamos prontos para o choque, sem dúvidas.

O mais torturante era saber que aquilo fora dito por duas pessoas que gostávamos e acreditávamos que gostavam da gente também, nossos amigos. Mas naquele dia, a barreira da amizade foi estraçalhada por valores e preconceitos estabelecidos externamente, o que os levou a preferir magoar, ferir e traumatizar para sempre seus melhores amigos a aceitá-los e tentar entendê-los.

Nossa mente jovem não conseguia entender aquela decisão, o que só nos fazia sofrer ainda mais.

Após muito tempo, fomos para casa por causa de uma ligação de minha mãe. Capella dormiu comigo e, por alguns instantes, eu me esqueci que ele iria embora dali a uma semana, esqueci que eu teria que ficar sozinho. Quando a manhã chegou, só fomos para a escola por muita insistência de meus pais, que sabia dos trabalhos e provas. Chegamos timidamente, procurando por Mikage e Lazette. Cada olhar que recebíamos, era como milhares de facas, por mais que soubéssemos que não teriam como saber o que éramos.

Os dois nos encontraram, nos abraçaram o mais forte que puderam, dizendo que nunca sairiam do nosso lado, que nos aceitavam e nos amavam. Aquilo me reconfortou por alguns instantes, até que eles chegaram.

– Se não são as bichinhas nojentas de outrora – cantarolou Kuroyuri, se aproximando ao lado de sua irmã.

– Comeu o Capella direitinho, Teito? – perguntou Ouka de forma repulsiva – Se bem que você deve ser tão putinha que não hesitaria em abrir...

– Cale a boca, Ouka – disse Mikage, interpondo-se entre nós.

– Se afaste da minha irmã – disse Kuroyuri, empurrando-o – Não duvido que você também já tenha dado pra sabe-se lá quem, seu viadinho de merda.

Nocaute.

Ouka gritou em fúria, avançando em Mikage, mas foi impedida por um professor, que vira a cena toda. E, por não estar ouvindo as baixarias que eles estavam dizendo, considerou Mikage o culpado por apagar de uma só vez o inocente e delicado Kuroyuri, que não seria capaz de fazer mal a ninguém. Foi direto para a diretoria e Lazette o acompanhou, querendo explicar o lado correto da história. Fomos obrigados a ir para sala, sozinhos.

– Capella, isso está insustentável – eu disse baixinho, apoiando a cabeça nas mãos – Até onde eles irão?

– Me desculpe, Teito, eu não queria te causar nada disso – disse, segurando minhas mãos e me olhando com olhos marejados – Eu gosto tanto de você...

– Eu também gosto de você, Cappie – sorri e soube que, enquanto ele estivesse ali, tudo estaria bem. Não quis pensar no futuro.

As aulas passaram até tranquilas, sem Ouka nem Kuroyuri do nosso lado. Mas também, Lazette e Mikage estavam longe, o que nos dava um pouco de medo do que poderia vir. Mas tudo estava correndo bem, talvez os gêmeos tivessem ficado receosos de mexerem conosco novamente. Saímos para o intervalo com uma distância considerável entre nós, não queríamos causar ainda mais polêmica.

– Ah, não – foi a primeira coisa que disse assim que saí do corredor e vi Ouka conversando com Krom, simplesmente o cara mais preconceituoso e “valentão” daquela droga de colégio. Capella olhou em minha direção e empalideceu diversos tons, o que me fez pensar que eu talvez não estivesse diferente. Se ela estivesse mesmo fazendo o que achávamos que estava, nós... Nós... Estávamos destruídos.

Mas tivemos nossa resposta – infelizmente, positiva – quando ele olhou em nossa direção com um sorriso que até hoje não esqueço. Maquiavélico, enojado, com raiva. Não sabia distinguir, o que sabia era que não seríamos deixados em paz depois daquilo.


Não quero me lembrar daquela semana. É doloroso e humilhante... Nunca me esquecerei do que vivi naquele inferno.


Após Ouka contar a Krom, tudo se tornou cinza. O que quer que fosse que eu tinha com Capella perdeu a cor naquela mesma tarde, assim que saímos da escola e fomos abordados por aqueles idiotas do Priest – era assim que eles se denominavam, era repugnante.

Antes de nos agredirem até conseguirmos fugir para bem longe dali, fizeram questão de chamar a atenção de toda a escola, gritando o que éramos, transformando nossa paixão em motivo de zombaria. Tantas risadas foram ouvidas, mas cada som a mais era uma sequela que ficava. Mas muitos não riam, apenas nos reprovavam, com os piores olhares que eu poderia receber.

Eu não sabia qual era pior.

– Quem vota para nós acabarmos com a raça desses viadinhos aqui mesmo? – Krom teve coragem de perguntar, nos fazendo querer escapar do círculo que fomos mantidos mais rapidamente, o que só os divertia ainda mais.

Todos levantaram as mãos.

Só não cheguei em casa pior naquele dia, pois eu e Capella conseguimos distrair os cinco dos babacas do Priest que nos cercavam e correr o mais rápido que podíamos. Papai e mamãe não entenderam nada, tadinhos, mas o que eu poderia fazer? Não queria envolvê-los naquilo, queria vê-los crescendo, papai como botânico ou escritor, mamãe como a grande arquiteta que era, não podia incomodá-los com meus problemas.

O dia seguinte foi a mesma coisa, fomos surpreendidos na hora da saída, mas dessa vez não tivemos muita sorte em escapar, porém, por sorte – se é que isso existia – Mikage não estava mais na secretaria e nos ajudou, infelizmente sendo “acusado” e sofrendo também. Me senti imensamente culpado e o proibi de nos ajudar dali pra frente, afinal, não queria que ele pagasse preço nenhum por ser meu amigo.

A única diferença daquele dia, foram os olhares zombeteiros e palavras cruéis que ouvimos durante todo o dia. Na sala de aula, nos jogavam bolinhas ou passavam nos empurrando e dizendo coisas desagradáveis em sussurros por todos os lados. No intervalo, nos escondemos nos fundos, onde não havia ninguém, então conseguimos ficar sós e pensar, chorando pelo o que estava acontecendo. Não deixamos Mikage nem Lazette se aproximar.

A semana que se seguiu foi assim. Quase enlouquecemos, mas Capella, finalmente, se libertou na sexta a noite, quando sua família o impediu de se despedir de mim por ter, de alguma forma, descoberto nosso relacionamento. Ele me ligou inúmeras vezes, mas eu não o atendi, nem respondi suas mensagens. Ele estava começando uma nova vida em outro país, não queria chateá-lo com lembranças ruins sobre o passado.

Após algumas semanas, Mikage me informou que ele estava aparentemente feliz com a nova vida na Espanha. Sem mafiosos, sem preconceito. Apenas o Capella de sempre.

O oposto exato de mim.

Toda semana eu era agredido, desconfiava que não todos os dias, pois, segundo eles, eu era entediante. No intervalo, todos me diziam coisas desagradáveis e na sala, sussurros de todos os lados surgiam. Quando eu chegava em casa, tinha certeza que continuava a ouvi-los.

Papai se preocupava, e muito. Foi na diretoria da escola tentar entender o que estava acontecendo, após um mês que Capella se fora, mas nada lhe foi dito por aqueles covardes.

Mas bem, eu tentei, juro que tentei. Achei que cessaria com o tempo, que eles se cansariam, mas a cada dia vinham com diversos outros xingamentos, que me feriam tanto ou mais que as surras. Então, eu desisti. Não, não tentei tirar minha vida – prezava demais por meus pais para isso. Mas, faltando aproximadamente três meses para acabar aquele ano infernal, eu simplesmente parei de ir para a escola.

Não era como se alguém fosse sentir minha falta. Todos que falavam comigo, pararam, ninguém tinha coragem de ser amigo “da aberração”, com medo de serem agredidos também. Apenas Mikage continuou, pois ele se garantia. Parecia ser magrelo, mas tinha força e sabia lutar desde pequeno, então por mais que tentassem, não conseguiriam machucá-lo. Mas nós dois pedimos para que Lala se afastasse, pelo menos na escola. Mas ela ia me visitar sempre que eu era machucado e cuidava dos meus ferimentos, era como uma verdadeira irmã mais velha.

Mas o que eu sentia mesmo falta, era dos gêmeos. Pode me julgar, vá em frente. Eu não sei o que aconteceu ali, foi tão repentino... Eu gostava deles. Eles eram meus amigos, sempre foram. Então, de uma hora para outra passaram a me desprezar e dizer coisas ruins sempre que me viam, aquilo me traumatizou. Eram meus amigos! Não consigo ver um olhar de desprezo até os dias de hoje, flashes dos olhos claros e bonitos deles me vinham a mente, como um fantasma que nunca me abandona.

De todos os traumas, aquele foi o pior. Ver desprezo nos olhos de alguém que você julgava amar. Não desejo tal coisa nem para o meu pior inimigo. Bem, nem para os gêmeos.

Assim que sumi da escola, tudo ficou mais tranquilo, de certa forma. Eu via Lala e Mika todos os dias, eles passavam em casa para me fazer companhia e deixar a matéria que foi dada. Achei que conseguiria me recuperar e até, quem sabe, voltar para a escola.

Mas a perseguição voltou, ficou pessoal. Sempre que me viam na rua, o que eu passei a evitar veementemente, os Priests não hesitavam em me maltratar. As vezes, iam até minha casa e pichavam os muros! Eles destruíam patrimônio da minha família! Eu sabia apenas chorar, mas minha mãe uma vez os pegou fazendo isso e gritou tanto que, naquele dia, eu ri da desgraça alheia, pois eles foram levados para a delegacia e talvez tenham ficado surdos com os berros. Mas o máximo que conseguimos alegar foi vandalismo, país de merda, mas já valeu para mim.

Porém, quando tudo parecia estar melhor, quando eu achei que ia superar, ela nos deixou. Mamãe nos deixou.

Eu já desconfiava, há séculos, na verdade, do babaca do Sven, um amigo de um novo projeto dela (por mais que nós o conhecêssemos há anos), que vira e mexe estava lá em casa. Bem, eles se davam bem, era um cara legal. Mas eu passei a detestá-lo com todas as minhas forças assim que minha mãe anunciou que estava nos deixando por ele. Deixando a droga da família dela pra ficar com aquele babaca.

Eu chorei, gritei e a culpei por coisas que não eram verdade. Falei coisas horríveis para o Sven, mas na minha concepção, eles mereciam. Poucos meses depois, o divórcio estava pronto, mas tive que ir até o tribunal brigar com aquela juíza idiota pra ela me deixar ficar com meu pai. Não consegui, entretanto. Droga de preferência à mãe. A guarda ficou compartilhada, mas se eu fiquei dois finais de semanas com a minha mãe depois disso, foi muito.

Meu pai ficou péssimo, ele a amava demais. Ficamos os dois numa depressão arrasadora, não sabíamos o que pensar daquilo tudo. Por quê? Por que aquelas coisas estavam acontecendo com nós dois? O que havíamos feito de tão ruim?

Dizem os filósofos que apenas em momentos de crise, as grandes perguntas são feitas. E apenas naquele momento eu entendi a frase. Tanta coisa surgia na minha cabeça, perguntava-me se era Deus nos punindo por sermos politeístas ou... Ou não sei, talvez por eu ter declarado amor a um homem.

Mas meu pai, o que ele tinha ver com tudo aquilo? Ele era o homem mais bondoso que eu conhecia, não faria mal a uma mosca! – literalmente, sua religião não permitia. Então, por que ser abandonado pela mulher que ele mais amou na vida?

Senti tanta raiva de minha própria mãe, queria cobrar-lhe explicações mais plausíveis e gritar com ela, mas ainda não aguentava olhar para seu rosto, antes tão familiar. Chorei diversas vezes por meu pai, mas tentava evitar tal coisa, senão ainda mais deprimido ele ficaria. Era um peso Herculano que nós dois tínhamos que aguentar, pois ele tentava se fazer de forte na minha frente também, assim como eu tentava na dele. Quem olhasse de longe, não diria que havia problemas em nossa convivência, mas assim que ficávamos só, o mundo desmoronava em incontáveis lágrimas.


Como não podíamos evitar – ou acelerar, que era o que queríamos –, aquele ano passou. Os meses sem ir para a escola passaram, não pisei mais o pé ali dentro desde então. Sugeri para meu pai que nos mudássemos, eu queria mesmo era ir para o sul do país, o mais longe possível daquilo tudo, mas no momento era impossível devido as nossas condições financeiras. Então, nos mudamos para o outro lado da cidade, para uma área periférica que tinha casas muito bonitas e espaçosas, perto da natureza e do mar, do jeito que gostávamos. Começamos uma nova vida ali.


Me matriculei em outra escola, sentindo por ter que ficar longe de Lala e Mika, mas eu lhes prometi que visitaria toda semana. Acabou que foram eles que vieram toda semana nos ajudar na mudança, decorar a casa e tudo o mais. Nós três pedimos para papai deixar o jardim assim como era na antiga casa, pois tínhamos boas lembranças de quando brincávamos ali. Os mesmos enfeites, mas dessa vez tínhamos duas árvores frondosas perto da entrada.

Mas o interior, ah, eu lembro da expressão dura de meu pai quando ele disse que queria fazer tudo e colocar de tudo que minha mãe não o deixou, uma vez que ele não gostava “dessas coisas satânicas”, era o que ela dizia. Não para ferir, era só que ela era protestante fervorosa e, bem, wicca para ela era satanismo. Mas o fato é que tudo ficou absolutamente diferente, com móveis rústicos simples e símbolos para todos os lados.

Papai dizia que cada símbolo tinha um significado – que eu nunca me esforcei para aprender – e que nos ajudaria na nova vida. E, bem, acho que funcionou. Nos adaptamos bem a mudança, fizemos amizade com os vizinhos e eu descobri que tinha o melhor amigo que alguém poderia ter.

No primeiro dia de aula, eu estava acuado e com trauma de ambientes escolares. Entrei na sala timidamente, pegando uma carteira bem ao fundo e deitando a cabeça em cima da bolsa, evitando contato visual com todos. Então, senti o característico incômodo de uma bolinha de papel indo contra minha cabeça e um frio me percorreu. Tudo o que eu pensei foi que alguém da antiga escola estava ali e queria recomeçar o inferno.

Mas aquele incômodo, a partir daquele dia, se transformou em alívio, pois aquela se tornou a prova de que Mikage estava por perto. Quase não acreditei que ele realmente estava ali, com mochila nas costas e uniforme. Meus olhos se encheram de lágrimas e o abracei o mais forte que pude.

– Você é mesmo um idiota, Mikage! – falei, sem saber se ria ou se chorava ainda mais.

– Não poderia te deixar – disse num tom protetor que acalmou cada parte da minha mente – Já ficou todo duro só por uma bolinha de papel.

Até hoje ele tem esse hábito de ficar jogando coisas em mim, se tornou inconsciente para ele, mas nós dois sabemos que é a forma que ele tem de expressar que estará ali para mim, sempre. Fosse me apoiando ou me irritando.

Infelizmente, os pais de Lala não a deixaram se matricular num colégio tão longínquo. Mikage dizia que era besteira, que vinte minutos de metrô já estava em casa. Mas veja bem, em meu país, Alemanha, conhecido por sua pontualidade e eficiência, principalmente no transporte publico, vinte minutos no metrô era, sim, muito tempo.

Nunca pude agradecer Mikage devidamente por ele ter deixado Lala – que eu sabia que a amava desde sempre – para cuidar de mim. Ele dizia que me ver sorrir já bastava, coisa que, sim, se tornou bastante raro depois... Depois daquilo. Pra mim, não era suficiente. Então, jurei que nunca o faria chorar e que ele poderia contar comigo para qualquer merda que acontecesse em sua vida.

Acho que a partir daí, dá pra entender o que aconteceu comigo, não é? Passei a detestar relacionamentos homossexuais e me afastei de qualquer coisa desse gênero. Nunca recriminei ninguém, não queria ser como os babacas do antigo colégio, mas eu mantinha o máximo de distância possível. Eu acreditava piamente ser repulsa o que eu sentia, que estava muito confuso quando aquela coisa toda com o Capella aconteceu.

Isso foi até algo bom. Pela primeira vez em muito tempo, consegui me sobressair sobre Mikage em alguma coisa. Não que eu quisesse pisar nele ou algo assim, amava meu irmão com todas as forças, mas a verdade é que sempre vivi à sombra de sua popularidade. Naquela época, porém, eu não tinha tantos colegas ou notas tão boas, mas ele nunca conseguiria ficar com tantas meninas quanto eu.

Galinha, era aquilo que eu havia me tornado. Parando para pensar, isso não era nem de longe motivo para eu me orgulhar de conseguir mais do que Mikage. Mas na época, só por “pegar” mais que o Mika, já achava que era mais homem e isso me deixava muito satisfeito. Acho que era por isso que eu estava tão feliz de ser mais do que ele. Mikage sempre foi muito macho para mim, então “pegar” mais que ele, na minha mente, me fazia mais macho que ele.

Eu era meio retardado.

Abracei, conquistei, beijei, transei, apresentei pro papis, fiz de tudo naqueles dois anos. Porém...

Por que sempre havia um porém?

Eu participava do clube de natação, gostava do esporte e precisava melhorar meu físico. Só era uma droga quando eu tinha que tomar banho e me trocar no meio de tanto homem, ah, como eu ficava confuso nessas horas... Sabia que gostava de meninas, mas ficava extremamente excitado vendo aqueles corpos másculos sem inibição se banhando e trocando.

Como de praxe, esperei todos terminarem do lado de fora, me secando ao sol mesmo. Depois de um tempo, entrei e tomei meu banho acreditando estar sozinho. Mas não estava. Hyuuga estava lá. Era um cara legal, Mikage e eu fizemos algum tipo de amizade com ele assim que entramos na escola nova.

– Ei, Teito, tudo bem? – ele perguntou, ficando na minha frente só de toalha me observando despudoradamente ao tomar banho. Ainda me pergunto por que essas cabines não tem porta.

– Ahn... Sim e você? – me virei, mas não sabia se tê-lo lambendo os lábios ao olhar para a minha bunda era pior do a mesma coisa olhando... Bem, para a parte da frente.

– Estou ótimo, sabe – disse, com um sorriso sacana. Me arrepiei.

– Você, ahn, precisa de alguma coisa?

– Sabe, Teito, eu diria que você é um bom ator – ele começou, me deixando confuso. Ao menos, a partir dali ele não desviou os olhos dos meus.

– O que quer dizer?

– O jeito como você consegue tantas meninas tão facilmente, ficando com elas como se gostasse – disse, se aproximando – Qual é o segredo? Os cabelos? – perguntou, passando as mãos pelos meus fios lisos. Dei um tapa em sua mão e o olhei furioso.

– Saia daqui, Hyuuga! Caso não tenha reparado, não é uma boa situação pra papo!

– Me diga o que está fazendo, Teito.

– Estou tentando tomar meu banho, pode ser?

– E por que está fazendo isso agora? – não o respondi, não queria aceitar que ele descobrira – Por que não quando todos estão aqui?

– Não gosto de lugares cheios – murmurei, desligando o chuveiro e tentando passar por ele, mas ele bloqueou minha passagem – Me deixa passar.

– Sabe, Teito, você não precisa negar nada pra mim – tentou segurar meu rosto, mas eu desviei – Já notei como olha para os meninos. Como olha pra mim.

– Você está maluco.

– Estou, é? – perguntou, me prensando contra parede e colocando uma perna por entre as minhas, me fazendo gemer assim que sua pele nua me tocou – Então me afaste. Diga que não quer que eu lhe toque assim... – sussurrou no meu ouvido, me arrepiando, ao passo em que alisava meu membro, fazendo-o subir gradativamente.

– Sa-saia... – foi tudo o que conseguir dizer, mas soou tão erótico que ele soltou um sorriso diabolicamente malicioso antes de atacar meus lábios.

Acho que sabem o desfecho dessa história, já foi mencionado anteriormente. Meu segundo trauma, ser forçado a fazer sexo com outro homem – e gostar.

Bem, não me entenda mal. Eu fui, sim, estuprado. Doeu, doeu muito. Meus gritos devem zunir no ouvido dele até hoje. Ele não era delicado, me tocava como homem, sem amor, apenas a selvageria do sexo. Mas Hyuuga era... Ele era lindo. Apenas por olhar seu corpo eu já me excitava, então tê-lo me tocando com tanta brutalidade me causava dor, mas era intrinsecamente mesclado ao prazer.

Por meses, ficava sonhando com seus lábios, com seu abdome firme, seu... Ah, aquilo era enorme. Tentava me aliviar com meninas, mas peguei aversão àquela pele molenga, àqueles lábios delicados e... E o resto.

Novamente: Dizem que viver no inferno é fácil, difícil é voltar para lá quando se conhece o paraíso.

Acho que posso afirmar isso por agora com segurança... Nunca, nunca, diria isso nem em pensamento, mas sim, Hyuuga era o paraíso. Ele era decidido, sabia do que gostava e o que queria, era forte e másculo, o sonho de consumo de todos.

Por dias esperei que ele voltasse, que me tocasse à força novamente, mas ele não veio. Suas últimas palavras me diziam para procurá-lo se precisasse de mais, mas orgulho sempre foi uma das minhas principais características. Não o procurei, mas confuso fiquei.

Aquela foi a segunda mudança radical em meu ponto de vista: Não sentia mais repulsa por homoafetivos, a repulsa agora era por mim mesmo. Ali, a raiva era contra meus desejos e minha sexualidade. Se não fosse por isso, eu continuaria a me enganar ficando com meninas, mas talvez a ficha caísse naturalmente e eu percebesse que gosto é de homens. Mas fui estuprado, aquilo mudou tudo.

Cortes e sangue marcaram a minha vida depois daquilo. Raiva contida sendo completamente extravasada com agressão física, o que aliviava um pouco o que sentia. Era minha única solução.

Contei a Mikage, claro, sobre Hyuuga. Ele deu uma boa surra nele depois, mas não quis entrar em detalhes, ele apenas parou de falar conosco. Mas ficou bravo de verdade quando descobriu, alguns meses depois, que eu me cortava por aquilo. Bem, o que ele queria? Os sermões já tão famosos de Mikage começaram ali e venho aturando-os desde então, mas nunca tive forças nem vontade de parar.

A oitava se foi e, como Mikage e eu, apesar de parecermos dois vagabundos, tirávamos notas muito boas, conseguimos entrar numa ótima instituição para o médio, diferente de tantos colegas nossos. Não sentimos muita falta deles, para ser honesto. Felizmente, Lala era a garota mais inteligente que eu conhecia e também conseguiu o nível mais alto, indo para a mesma escola que nós dois.

Meus dois primeiros anos foram... Eu ia dizer normais, mas foram longe de normais. Eu tinha meus dois melhores amigos comigo de novo, isso era ótimo, mas não conseguia mais ficar com nenhuma menina (nem com menino, obviamente). Cortava-me frequentemente e recebia muito sermão, mas fora isso, até que estava normal. Notas boas, bons amigos, uma casa legal numa cidade legal, longe de gente que me fazia mal...

Eu estava bem até o terceiro.

Não sei ainda o que pensar desse ano. Conheci um cara, sabe... Ele meio que se enfiou nas nossas vidas, como um ditador dizendo o que meu coração deveria sentir e como meu corpo deveria reagir. Foi um saco no começo, pois eu não sabia o que sentia por ele. Confundia nossa amizade, que se tornava cada dia mais forte, com meus desejos puramente carnais.

Assim que o contei sobre meus problemas, depois de muito ele pressionar, ele disse que me ajudaria, que me faria superar minha condição. Eu achava que funcionava, mas a cada dia eu ia caindo ainda mais naquele abismo. Alguns chamam seu fundo de amor. Eu chamo de Grande Pedaço de Cocô.

Então, simples assim, eu me apaixonei por um cara. Nunca tinha sentido nada igual, nem mesmo por Capella. Admitir aquilo foi barra pesada, mas eu sempre fui sincero com meus sentimentos, por mais que tentasse mascará-los. Mas era impossível eu me manter impassível ante aquilo. Ele cuidou de cara ferimento, segurou cada lágrima, mimou meu coração mais do que eu imaginei ser possível... Minha vida deu uma pequena guinada depois que o conheci.

Mas muita coisa aconteceu, nós brigamos porque ele é um cabeça-dura e não entende que...”

– Talvez eu devesse lembrá-lo de que estou aqui... – pronunciou-se Hakuren, fazendo Teito dar um salto para o lado e olhá-lo como se fosse uma aberração – A não ser que esse cara não seja eu – Teito revirou os olhos e Hakuren não se conteve ao acrescentar – Então... Esse cara sou eu.

Mas de fato, o cara que salvou Teito e que lhe deu um novo sentido a vida, era Hakuren. Aquele que nunca o abandonaria e o faria se recuperar de cada trauma.

Começando por seu medo de amar.

Notas finais
O que acharammm? ♥ Digam-me honestamente, o que acham do Teito agora? E de toda a história, agora que foi tudo esclarecido?

Gente, no último chapie agradeci os antigos leitores por estarem dando apoio aqui, mas além deles, tenho que agradecer muito mesmo os novos! Estou pasma com o tanto de leitor novo que apareceu, BEM-VINDOS! Sério, obrigada mesmo por estarem aqui sempre que eu posto, dando apoio e não me deixando na pior.

Porque né, vocês viram o nível de emisse do último cap., então ler todos os reviews que o pessoal mandou, tão positivos e fofos, me deixou muito pra cima mesmo!

Eu sinceramente não pretendia postar esse capítulo agora, seriosamente, pois agora é oficial: Não tem mais nenhum pronto, então é uma zona de perigo postar. Mas meu, vieram reviews lindos, as recomendações super fofas, não consegui simplesmente ignorar tudo isso u_u

Minha inspiração ainda está bem baixa, mas estou me empenhando muito em escrever e terminar só por vocês, lendo cada review lindo! Sério, quando dá aquela depressão, só vir aqui que volto a escrever! Está saindo x3

Bem, acho que já falei demais haha (novidade -QQ), mas basicamente é isso: A HUGE THANK YOU! Só continuo aqui por causa de vocês, seus lindos.

Mandem ondas positivas que logo, logo termino o próximo capítulo e já posto logo de uma vez, sem esperar x3

Bis bald,,

lovemachine~!