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11 XI
— Essa foi uma ótima venda. – Cassiopeia se aproximou de Jorge, que havia acabado de se despedir de um menino com uma sacola grande de produtos.
Mesmo que os tempos estivessem difíceis, a loja estava cheia de crianças e adolescentes, todos visitando o Beco Diagonal para preparar para Hogwarts, e vários estava atrás dos produtos da Gemialidades Weasley, o que era uma notícia maravilhosa.
— É volta as aulas. – O ruivo sorriu. – Fred estava certo quando disse que precisaríamos do máximo de produtos possível no estoque para a segunda metade de agosto.
— Com licença. – O gêmeo mencionado parou na frente dos dois. – Pode falar isso de novo?
— Você estava certo. – Cassiopeia revirou os olhos. – Vai querer uma placa e uma medalha também?
Antes que ele pudesse responder, os olhos dela caíram no grupo de adolescentes entrando pela porta.
— Sua família está aqui.
Fred se distanciou do casal para recepcioná-los e ela foi para o outro lado do balcão para rever a encomenda mais recente do Ministério. Eles haviam ouvido falar dos Chapéus Escudo que eles vendiam, ideia de Jorge, e havia encomendado 500 deles, e os produtos de Defesa Contra as Artes das Trevas estavam voando das prateleiras.
— Cassiopeia. – Hermione chamou timidamente, se espremendo entre clientes para chega a ela. – Você está ocupada.
A loira só precisou olhar seu rosto para entender o chamado. Um de seus olhos estava roxo, resultado de um dos produtos. Ela logo puxou uma pomada do bolso e guardou os pedidos, usando um dos dedos finos para aplicar o bálsamo removedor de machucados na pele da adolescente.
— Vai melhorar em uma hora.
Hermione sorriu timidamente.
— Obrigada.
— A ideia foi minha, sabia? – Ela confessou. – Da pomada. Não é minha área, mas os meninos não conseguiam pensar em nada que fizesse o roxo desaparecer rápido o bastante.
— Foi uma boa ideia. – Hermione notou. – A loja não está indo mal.
— Nós temos nossos altos e baixos. – Ela suspirou. – Acho que as pessoas estão ouvindo sobre nós de verdade agora, então estamos indo bem.
Ela confirmou, e a loira se virou quando Vera – uma funcionária que havia começado a trabalhar na loja há alguns dias – se aproximou do balcão.
— Senhorita Malfoy, o senhor Weasley está te chamando lá fora.
Cassiopeia se despediu de Hermione e arrumou o cabelo rapidamente, seguindo para o lado de fora e encontrando Fred e um dos clientes do local.
— Você me chamou?
. . .
— Adivinha quem vai ganhar um salário de verdade? – Jorge brincou, segurando a namorada pela cintura. – Já pode planejar o que vai fazer com seu rico e suado dinheirinho.
Ela riu, revirando os olhos, mas pondo os braços nos ombros do namorado. A loja havia esvaziado e já era quase hora de fechar.
— Eu estava pensando em chamar um cara pra sair. – Cas provocou Jorge. – Nós não tivemos a oportunidade de celebrar nosso primeiro aniversário oficialmente ainda.
Ele ergueu as sobrancelhas em resposta, sorrindo abertamente.
— Ah, é? E onde você planeja levar ele?
Ela sorriu.
— Não sei… Mas aceito sugestões. Vocês dois têm gostos bastante parecidos.
Jorge se aproximou dela e beijou seus lábios ainda sorrindo. Quando os dois se afastaram e Cassiopeia abriu os olhos, seu sorriso morreu. Em pé, na porta da loja, Narcisa a estava encarando friamente.
A jovem se afastou de Jorge devagar e caminhou até a mão.
— Posso te ajudar com alguma coisa? – Ela ofereceu de queixo erguido, determinada a não demonstrar nada além de orgulho.
— É isso que você faz agora? – Narcisa observou o lugar, claramente enojada. – Trabalha nesse… Buraco.
Cassiopeia respirou fundo.
— Isso é uma loja de respeito, senhora. – Ela afirmou com a voz mais fria que possuía, torcendo para que sua mãe não percebesse seu efeito nela. – Você precisa de alguma coisa? Nós já estamos fechando.
— Não. – Ela respondeu, simplesmente.
No lugar de partir, porém, ela se abaixou e deixou um pacote no chão. Só então ela se virou e foi embora, e Cassiopeia, sentiu os ombros relaxarem, e deixou Jorge segurá-la.
— Você está bem? – Ele questionou num sussurro.
Ela respirou fundo. Não aqui, não agora.
— Vai ficar tudo bem.
Os quatro continuaram a encarar o pacote no chão até Fred se abaixar e pegá-la, deixando-a no balcão e gesticulando para Cassiopeia.
— Vamos, abra. – Ele apontou.
Vera saiu de perto do grupo silenciosamente, sabendo que o assunto não era para ela, e os gêmeos observaram silenciosamente enquanto Cassiopeia abria a embalagem. Dentro dela, um manto com capuz estava cuidadosamente dobrado.
Um presente.
Um dos lados do manto era de veludo verde, com o brasão da família Malfoy, e o outro, era de seda negra, e havia sido claramente feita para Cassiopeia, já que comportava sua altura perfeitamente.
— Cas? – Jorge sussurrou, observando-a guardar a peça.
— Agora não. – Ela pediu. – Por favor.
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