Jorge se mexeu nervosamente no sofá, chacoalhando a perna direita nervosamente enquanto esperava o casal dono da casa lhe dar alguma atenção. Cas não estava em casa, mas no trabalho, e ele saído com a ajuda de Fred pra um suposto ‘encontro com clientes em potencial’, pra poder visitar os tios da menina.

— Nos desculpe por te manter esperando, Jorge. – O Sr. Tonks entrou no cômodo com a esposa ao seu lado, os dois parecendo bastante curiosos com a situação e a visita a tal hora do dia. – Há algo de errado? Aconteceu alguma coisa?

— Nada de errado. Eu não avisei que estava vindo e vocês não estavam me esperando. – Ele afirmou. – Têm certeza que esta é uma boa hora?

— Temos tempo para uma conversa. – O homem mais velho confirmou. – Somos todos seus, filho. E então?

O ruivo respirou fundo e ficou de pé, tirando o terno que usava no trabalho e usando uma das mãos para tentar trazer um pouco de ar para o rosto. Quando foi que ficou tão quente?

— Vocês sabem… – Ele começou, mas se interrompeu e limpou a garganta por um momento. — Vocês sabem que eu namoro a Cassiopeia há pouco mais de um ano, certo?

Andrômeda sorriu e ele voltou a se sentar.

— Sim. E o tempo que você passaram juntos a mudou de formas que não podemos nem descrever. Se não fosse por você, não sei o que seria dela.

Ele confirmou devagar.

— Nós somos muito felizes juntos. Eu nunca pensei que seria tão feliz com uma garota. Ela é a minha melhor amiga e ela sempre me incentiva a ser a melhor versão de mim mesmo possível. – Ele sentiu o rosto quente, corando, e o casal mais velho à sua frente sorriu. – Ela é maravilhosa.

— Ela é. – Sr. Tonks confirmou.

Jorge respirou fundo.

— Eu sei que somos jovens, mas eu não sei se consigo viver sem ela na minha vida.

Os olhos do homem mais velho se arregalaram, e Jorge teve certeza de que agora ele sabia a razão da conversa muito bem.

— E nós estamos numa guerra onde podemos morrer a qualquer momento. – Ele apontou. – E…

— Você não quer sentir que não viveu seu amor por inteiro? – Sr Tonks sugeriu.

O rapaz corou novamente e confirmou. Aquelas não eram suas exatas palavras, mas ele estava certo.

— Quantos anos você tem, Jorge? – Andrômeda indagou.

— Dezoito, senhora.

— Cassiopeia tem 18 anos. – Ela notou. – Ela fez aniversário mês passado.

— Sim, senhora.

Ele fechou os olhos. Merlin, e se eles dissessem não? Ele não seguiria em frente com o plano se eles dissessem não, Cas nunca aceitaria sem a aprovação dos tios.

— Onde vocês morariam? – Teddy indagou.

Jorge o olhou.

— Tem um apartamento em cima da loja, podemos viver lá até termos o suficiente pra dar entrada em uma casa.

O casal confirmou silenciosamente.

— Provisões?

— A loja cresceu bastante recentemente e temos mais clientes que nunca agora que a Zonko’s fechou. Somos os únicos na nossa área no Reino Unido inteiro, e posso sustentar nós dois com o meu salário se precisar. Com nossos salários combinados, vamos poder alugar um lugar, cobrir as despesas e ter uma reserva responsável em poucos meses.

O casal na frente dele continuou em silêncio e trocou um olhar que Jorge não compreendeu, antes de se virar para ele novamente.

— Então? – Ele indagou, cheio de esperança.

Andrômeda lhe dirigiu um sorriso delicado e segurou a mão do marido na sua.

— Não podemos te dar uma resposta se não ouvirmos a sua pergunta, Jorge. – O homem afirmou. – E então? O que quer nos perguntar?