Holofote

64 Toque-me (Parte I)


Notas iniciais
Boa leitura suas delícias!

Queria me espancar de 101 maneiras diferentes. Eu gemi! E o pior, o som escapou por entre meus lábios porque eu estava fantasiando com o Jake.

Morri mastigada por um avestruz, ao ouvir a voz sussurrada ao pé do meu ouvido:

- Acho que já está acordada Camy.

Droga! Droga! Droga! Que o mundo termine e o chão se abra. Ele ouviu?

Mantive-me quieta. Fingindo dormir. Isso não poderia ficar mais embaraçoso.

- Eu sei que já acordou. – Afirmou, sem tom de recriminação, falando agora ao lado do meu pescoço. O ar quente de sua boca riscando sob minha pele. Arrepiava-me.

Eu sabia que ele estava acordado... de mais de uma maneira e no sentido literal. O que me inquietava ainda mais era que agora eu sabia que ele estava consciente do modo que estávamos abraçados, Jake sabia que eu sentia sua ereção pressionada sobre minhas costas, e ele não fazia menção de se afastar.

Manteve o agarre possessivo sobre meu corpo. Como se nada de anormal estivesse acontecendo. Enquanto minha cabeça dava voltas, engrenando junto ao meu corpo que rodopiava em um misto de controversas sensações caleidoscópicas.

Eu respirei profundamente buscando acalmar esse fogo que já fervia em meu interior. Quando mais brasa foi jogada sobre mim:

- Eu não consigo te tirar da cabeça. – O tom baixo de sua confissão era enlouquecedor. – E há algo que eu quero fazer a algum tempo...

Nem consegui assimilar suas palavras, que já senti o ar quente de sua voz tocar minha pele. O roçar molhado de uma língua aveludada marcou a ferro quente um rastro sobre meu pescoço, de maneira preguiçosa e torturante, desceu de minha orelha pincelando carícias até chegar ao meu ombro.

Eu mordi o lábio estava a ponto de gemer. Gritar. Brigar. Implorar por mais. Nem eu entendia a necessidade que me dominava, arredia e proporcional aos círculos que a ponta de sua língua desenhava sobre minha pele.

Meu coração pulou acelerado, agitando ainda mais meus sentidos.

O trajeto daquela língua maliciosa parecia se perder no tempo, era superficial e deixava o caminho umedecido por sua saliva. Me enlouquecia quando sua respiração batia de encontro à parte de minha pele que estava molhada.

O contraste do arrepio frio e o corpo quente. Do pele seca e a língua molhada. De senti-lo colado a mim. Era abrasador.

Ele deu uma última longa lambida em meu pescoço como se eu fosse tão saborosa quanto um sorvete refrescante.

- Precisava sentir esse gosto. – O sussurro chamou-me à realidade novamente.

- Gosto? – Perguntei confusa com um fio de voz.

— É, o gosto da sua pele Camy. Estava faminto por sentir seu sabor sobre minha língua mais uma vez.

Ow. Eu não estava preparada para a reação que tive ao ouvir aquelas palavras. Era sensual. Possessivo. Fazia-me arder.

- Que gosto eu tenho Jake? – As palavras atropeladas já pulavam de minha boca quando meu bom senso tentava me reprimir, sem sucesso.

- Vira pra mim.

Imediatamente rolei sobre seus braços. Manhosa pela distância que se colocou entre nós. O calor que desprendia de seu corpo, agora era dissipado. E eu o queria todo para mim.

Abri meus olhos para encara-lo. Seu olhar era diferente. Esse Jake parecia decidido, como alguém que traçou um objetivo e está prestes a conquista-lo.

O sorriso provocante, o brilho dos olhos. Respiração curta entre ofegos. Nunca cansaria de admirar sua beleza. As bochechas levemente coradas, como se estivesse lutando arduamente uma batalha perdida.

Junto a ele, minha derrota foi quando descarada, observei sua boca entreaberta, os lábios rosados separados eram apetitosos e apelativos, um convite a perdição de um beijo sem fim. Ele encarou-me fixamente.

- Você tem gosto... – Jake parou, e passou a língua em seus lábios pausadamente como se estivesse saboreando algo. — ... de pêssegos, deliciosos pêssegos maduros e suculentos.

Hm. Não contive o sorriso de satisfação que surgiu espontâneo em meu rosto pela apreciação dele.

- E eu, Camy, que gosto tenho?

A pergunta soou em tom de desafio. Algo como “venha garota e me surpreenda”. Eu pensei sobre isso, e castiguei os meus lábios em uma mordida pensando no sabor do beijo dele. Aquele gosto estava definido e marcado em mim por todos os meus dias. Os beijos de tutti-frutti.

Porém, nunca havia parado para notar, se sua pele me retomava a algum sabor específico. Talvez, porque eu estivesse acupada tentando manter minha sanidade enquanto ele me alucinava.

- Acho que... nunca pensei sobre essa.. hãm.. parte. – Falei tímida.

- Hmm, acho que podemos dar um jeito nisso agora.. – O sorrriso torto e safado prometia um mundo desconhecido de descobertas, arqueou uma sobrancelha interrogativa. – Quer me experimentar Camy?

Óh, meu Deus.

Porque maldição cada frase que saia da boca dele parecia ter mais sentidos do que eu poderia imaginar, porque elas esbanjavam malícia? E porque eu ficava cada vez mais quente com as suas insinuações?

Sem pensar duas vezes e um pouco nublada de desejo, porque meu orgulho não me deixa dizer totalmente, aproximei-me mais de seu rosto.

Jake ficou parado, medindo minhas ações. Curioso talvez pelo que eu iria fazer.

Sorri. Isso acariciava o ego. Fazia-me poderosa.

Desafio feito. Desafio aceito, Jake Wave! Pensou a inconseqüente dentro de mim.

Segurei seu rosto delicadamente, apenas como um aviso que eu o queria quieto. Cortei a distância e fiquei a poucos milímetros dos lábios dele. Mantive meus olhos encarando os seus fixamente, e ele me devolvia o olhar intenso, instigando-me a prosseguir.

Foi o que eu precisei para levar minha língua sobre a boca dele, dando uma longa e lenta lambida sobre seus lábios. Jake ficou parado, sem fazer nenhum movimento para iniciar um beijo. Apenas deixou-me livre para explorar o que eu quisesse.

E foi o que fiz. Contornei sua boca com a minha língua. Parando apenas para rosar os lábios sobre os dele, apenas para senti-los perto, provocar sua sensibilidade, e testar sua textura aveludada.

Ele mantinha o meu olhar, sem piscar, absorvendo cada reação. A única coisa que se fez mais intensa foi sua respiração, que corria de forma acelerada e irregular.

Soltei o rosto e desci minha atenção ao seu pescoço, e da mesma forma que ele fez comigo, passei minha língua ao longo de sua garganta. Como uma gata manhosa, bebendo leite.

Repeti os movimentos lentamente mais duas vezes.

- Hmm... – Parei, ao sentir seu pescoço vibrar quando um gemido rouco escapou por sua boca. – Quer me enlouquecer gatinha?

Eu não me importaria de lambe-lo pelo resto da madrugada, mas me contive. Para finalmente apreciar seu sabor. Era quente e acentuado, forte e picante como... canela, mas tinha um fundo refrescante como menta que deixou um éco sobre minha língua.

- Você tem gosto quente de.. Canela com alguma coisa, acho que.. menta, talvez?

Ele soltou um risinho pelo nariz.

- E isso é bom?

- Bem, é delicioso. – Confessei baixinho.

Eu lambi meus lábios umedecendo-os. Jake acompanhou atento meus movimentos. Levou sua mão a minha boca e passou seu dedo, deixando-o molhado, colocando-o na boca dele. Parecia querer experimentar seu gosto, que ainda estava sobre meus lábios. Eu fui ao céu e voltei com aquela cena, ele chupava o dedo testando o sabor de seu próprio gosto.

- Eu vou enlouquecer.

- Haha, eu já estou louco Camy. – Respirou fundo e sua voz desceu vários tons. – Louco e quente.

Como uma reação automática, meus olhos correram imediatamente para o volume da boxer vermelha-carne que ele usava.

Óh Deus! Ele ainda estava excitado, e a pouco tempo atrás eu estava tão próxima, colada a ele. Sentindo-o pressionar sobre meu bumbum.

Como ele seria? Todo aquele tamanho. Queria toca-lo.

Jake pigarreou.

Merda! Imediatamente desviei meu olhar do ponto de seu corpo que eu encarava descaradamente. E olhei para além dele, assim que notei um sorriso safado e satisfeito estampado em seu rosto.

Queria morrer de vergonha pela segunda vez naquela noite.

Eu estava encarando a ereção de Jake Wave. E ele me pegou no flagra.

Eu já posso morrer agora?

- Gosta do que vê Camy?

Queria saber esbravejar em latim.

Cobri meu rosto com as mãos. Isso não deveria estar acontecendo. Não. Não. Não.

- Para, olha para mim. – Disse, puxando minhas mãos do rosto, segurou meu queixo, fazendo com que nossos olhares se encontrassem. – Gosta do que vê Camilla?

Engoli em seco ao escutar meu nome. Era como se a resposta agora fosse exigida à qualquer custo.

- É.. c-claro que gosto Jake..você é... lindo. – Me senti triplamente idiota quando me atrapalhei e engasguei toda para dizer uma simples frase. Tentei ser evasiva e não falar sobre aquela parte de sua anatomia, embora eu soubesse que a pergunta dele fora específica para onde meus olhos estavam direcionados descaradamente a pouco tempo atrás.

- E você não tem vontade de me tocar? – Disse convidativo, arrastando as palavras. – Curiosidade em conhecer meu corpo?

Notas finais
Obrigada pelo carinho, espero que estejam gostando e posto mais assim que tudo ficar colorido por aqui.
Quero mtos brigadeiros, recomendações e doces.
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