Holofote

65 Toque-me (Parte II)


Notas iniciais
Gente, estou postando em consideração a cada uma de vcs, e porque o cap já estava pronto.
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Acredito que todas tenham acompanhado os noticiários ultimamente, e sabem da Tragédia que aconteceu aqui na minha cidade(Santa Maria), eu perdi 34 amigos e não tenho clima para nada. Foi horrível.
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Encontrei conforto e amparo nas lindas palavras de quatro garotas, especialmente para vcs, dedico esse cap, obrigada pelas recomendações:
-cecilia
-Mika G n Manda B
-Apenas uma garota
-Swageando por ai

Meu estômago deu um salto, agitou-se e contorceu como se eu estivesse abordo de um KamiKaze.

Não havia saída.

- Ér. Desculpe Jake, não queria ficar encarando o seu... você sabe...

Ele sorriu para mim, parecia me encorajar a romper às amarras que a inibição trazia.

- Eu não estou reclamando Camy. Gosto da forma que me olha. Me perturba e me deixa maluco, mas é excitante.

Fiquei quieta e desconfortável. Não sabia o que responder. Preferi o silêncio a parecer mais estúpida.

- Não tente fugir, somos apenas eu e você aqui. – Provocou, arrastando seu dedo em um vai-e-vem calmo sobre minha bochecha. – Então, tem vontade de me tocar?

Certo. Como explicar isso sem sofrer um ataque fulminante. Será que ele tem dúvidas? É mais que óbvio que eu quero escorregar minha mão por cada centímetro de sua pele. Mas como dizer ao Jake que eu não sei o que fazer com aquela parte específica.

- Eu..tenho vontade. – Meu coração falhou.

- Então Camy.. eu estou aqui, ao alcance das suas mãos.

Óh! Não me diga Jake, eu quase não consigo lembrar que a minutos atrás você estava pressionando seu brinquedinho contra minhas costas. Sério, um surto de ironia veio participar da festa.

- Acredite Jake, eu sei muito bem que está, mas... eu.. hmm, eu não sei bem como fazer isso...

Mais um sorriso sem vergonha escapou da polpa de sua boca carnuda.

- Não sabe fazer o que?

Ah vá, que ele quer que eu fique especificando coisas óbvias no meu estado alterado de consciência.

- Tocar... – Falei com os dentes serrados.

O sorriso dele alargou-se ainda mais.

- Sabe é fácil. Você usa sua mão, e passa sobre meu corpo. Simples assim!

Desgraçado! Ele ta tirando sarro da minha cara e se divertindo enquanto eu me contorço de vergonha e tesão.

- Idiota! Não sei porque te dou papo! Cai fora Wave! – Falei empurrando seu peito.

- Hmm, isso mesmo! Assim é tocar. – Falou colocando a mão sobre a minha, mantendo-a conectada sobre sua pele. – Eu gosto do seu toque. – Roçou a boca sobre meu ouvido. – Me faz querer mais.

Mordi minha bochecha pelo lado interno. Jake guiou minha mão, não tão lentamente quanto meus sentidos precisariam. Senti os músculos de seu abdômen tencionando sob meus dedos, enquanto seguia as ondulações mais abaixo, passando a mão sobre o umbigo, superficialmente. A tensão da antecipação quase queimou-me quando ele levou minha mão ainda mais para abaixo.

Seus olhos eram brasas acessas, encarando-me extasiado com um desafio implícito. Não desviei em nenhum momento, devolvia seu olhar provocativo na mesma intensidade.

Minha mão encontrou a primeira e única barreira de tecido, toquei o elástico da Boxer. Vi suas pálpebras abaixarem, pareciam pesadas.

Com pressa ele conduziu-me mais além.

Logo o senti.

Por um momento eu fiquei apenas parada.

Respirações pesadas.

Ele não movimentou sua mão sobre a minha. Deixou de me guiar. Parecia perdido.

Um pouco desajeitada, mas curiosa demais para ser conseqüente, pressionei o volume abaixo de minha palma com delicadeza, deixando que meus dedos contornassem o ondular que sua ereção fazia em minha mão.

Mesmo por cima da cueca, eu sentia o calor que irradiava de seu membro. Pressionei um pouco mais testando-o, não era de uma dureza rígida. Era firme, mas macio. Tentei o circular, no entanto, era mais grosso que a circunferência da minha mão. Não consegui fechar meus dedos em sua volta.

Soltei-o.

Jake gemeu em protesto.

O som mais sexy que eu já escutei na vida. Rouco, jocoso, abafado e sensual.

Aproximei minha mão de novo, dessa vez a curiosidade encorajou-me a explorar seu comprimento. Ele já havia me soltado para que eu me aventurasse sozinha. Escorreguei a mão por sua longa extensão até sentir uma ondulação do volume de uma parte que era ainda maior. A ponta de seu pênis era grande, saliente e extremamente macia, ouso dizer aveludada.

Jake fechou os olhos quando eu toquei em seu contorno. E gemeu de novo. Hm, ele era extremamente sensível naquele ponto especial.

Sorri descaradamente, satisfeita a acumular minhas primeiras descobertas sobre Como-Enlouquecer-meu-astro-preferido.

(N.A.: Quem notou o quão ambíguo esse “astro” foi escrito? Cof cof. Titia-Sil-Perva!)

Deixei que meus dedos corressem o caminho inverso, todo o comprimento até a base. Hmm, como ele esconde todo esse tamanho do mundo?!

Valorizei cada toque, tentando formar uma imagem em minha cabeça de como ele seria. Era uma deliciosa tortura superestimada, superava qualquer expectativa que ingenuamente criei sobre como seria tocar o corpo de um garoto.

Jake gemeu mais uma vez, tinha as mãos fechadas em punhos cerrados. Sua expressão era de crua satisfação masculina.

Seus olhos voaram abertos estalados de prazer. A boca era um convite para que eu a tomasse.

Notei ao formar esses pensamentos, que a safada ali, era única e exclusivamente eu.

Sou eu que estou alucinando doida para beija-lo. Sou eu que estou com a mão grudada em sua ereção. Sou eu que estou fantasiando com o corpo dele. Sou eu que quero arrancar esse maldito pedaço vermelho de cueca, que está me atrapalhando de senti-lo pele contra pele.

Eu estou atacando.

Afastei minha mão. Liberando-o. Em um relâmpago de consciência. Morta de vergonha.

É, sou muito boa com esse negócio de “morrer” porque só nesses últimos trinta minutos, já morri e ressuscitei umas quatro vezes, no mínimo. Acho que ninguém me quer lá-em-cima.

- Hmm. Não para Camy. – Aquele tom rouco, baixo e exigente, embriagado de sensualidade. – Me toca..

- Jake.. ér.. n-não sei bem... sabe, como tocar para que você... goste. – Falei finalmente em não tão alto, mas bom-tom.

Eu sei que ele compreendeu assim que a cara sexy de Jake-vou-comer-a-chapeuzinho-vermelho, foi substituída pelo sorriso zombeteiro e ... orgulhoso?

— Nunca fez isso antes?

- Argh! Claro que não! – Já me indignei. – Se eu soubesse o que fazer não estaria passando por toda essa situação ... embaraçosa. – Larguei meus ombros frustrada. – Nem sei porque estamos falando sobre isso também, inferno!

Sai de seus braços, pulando longe da cama. Resmungando.

- Haha. Calma Camy. – Falou, parando em minha frente. – Você fica tão inflamável e incendiária quando está excitada. – Levou a mão para acariciar meu rosto mas virei-me dando-lhe às costas.

Jake me abraçou firme por trás. Unindo nossos corpos. – Calma, não estou reclamando, bebê. – Beijou meu ombro com carinho e sussurrou em minha orelha. – Eu gosto que não tenha feito isso a ninguém. Me excita saber que você é só minha. — Se colocou à frente para segurar meu rosto. – Toda minha.

Seu nariz perpassou o meu. Eu já me derretia em seus braços quando sua boca me alcançou. Apenas um roçar de lábios, leve como o pousar de uma pluma. Arrastou a boca, acariciando minha maçã do rosto com o nariz, até ficarmos lado a lado com as bochechas coladas.

Mordiscou minha orelha. Puxou-a, tendo toda minha atenção. – Eu vou te ensinar Camy. Vou lhe mostrar como eu gosto. – Respirou profundamente, arrepiando-me. – Fico louco só em imaginar você me dando prazer. Vou fantasiar com isso pelo resto dos meus dias.

O desejo crescente encobria às ondas de nervosismo que se agitavam sobre o emaranhado de sensações e descobertas. Tudo se agitava, deixando-me paralisada.

Sem ação. Embora o que eu queria era me deixar levar pela segurança de suas palavras e agir. Falar. Tocar. Pedir. Sentir. Me entregar.

Cobriu minha mão com a sua e guiou-me para cima do volume gritante de sua Boxer Vermelha. – Assim Camy... – Incentivou-me fechando meu aperto sobre sua glande extra-sensível. Meus olhos eram divididos, não sabia qual das cenas prestar atenção, se apreciava a união de minha mão contra seu corpo ou me comprazia admirando seu rosto com uma expressão de puro prazer.

- Hmm, aqui eu sinto totalmente seu toque em mim. – Explicou-me, indicando o em torno macio do final da parte mais volumosa de sua ereção. – Preciso de mais, Camy.

O agarre de sua mão fez com que meus dedos se fechassem em um abraço íntimo sobre a base de seu membro, arrastando o meu aperto até a ponta, passando por toda extensão até voltar à base. – Hmmm!

Um gemido rouco escapava de sua boca a cada lento percurso.

Como uma criança que gosta de contrariar, não deixei que sua mão me guiasse de volta, fixei-me em sua extremidade, que parecia pulsar sobre meus cuidados ingênuos.

— Ahh! Não faz assim Camy.. – Pediu rouco, derrubando sua cabeça sobre meu ombro, afagando meu pescoço com suas sedentas baforadas de ar. – Eu já estou no limite bebê, se fizer isso de novo eu não vou aguentar!

- Estou te machucando Jus? – Reagi amedrontada, suavizando meu toque.

- Não! Volta aqui! – Encaixou nosso contato de novo. – Claro que não esta Camy. Não vê como você me deixa?

Fechei os olhos, reprimindo minha satisfação.

- Está sentindo? Estou louco de tesão. Duro por você. – Lambeu o lóbulo da minha orelha. – Eu só não quero gozar ainda, bebê.

Mastiguei minha boca para minimizar as pequenas explosões que se espalharam pelo meu corpo. Minha percepção foi limitada apenas para distribuir o prazer que corria por cada parte de mim.

Todo medo quebrado.

— Continua Camy, esperei tanto por isso. Ahh! – Gemeu, quando voltei com um preguiçoso vai-e-vem. – Queria tanto te sentir dessa forma...

A confissão sussurrada muito próximo de meu rosto, deixava claro as intenções desmedidas do beijo que a seguiria.

Seus lábios urgentes tomaram os meus sem cortesia, a língua corria por cada canto de minha boca, reivindicando sua dominação sobre mim.

A forma possessiva como segurava meu rosto era quase desesperada. As mordidas que um dia foram leves, agora deixavam gravadas às marcas arranhadas de seus dentes.

Em um movimento reflexivo, e arrebata pelo beijo enlouquecedor, apertei sua membro com a mesma intensidade que ele chupou meu lábio inferior.

- Ahh! – O retumbar do gemido foi abafado por uma nova sugada profunda sobre minha boca, assim também repeti o aperto rígido sobre sua ereção, roubando outro ruído entorpecido dele.

Sua língua tirou-me os sentidos quando entrou devastando toda a sanidade que restava. Consumiu-me como fogo quando Jake apertou-me com força contra ele, tencionando todo seu corpo e jogando sua pélvis para frente de encontro a minha mão.

Senti seu membro pulsando com meu toque, enquanto Jake gemia descontroladamente sobre minha boca, impulsionando seu quadril, friccionando em meu aperto.

- Hmmm, Camy!

A satisfação transbordava pelo tom doce de sua voz. Ele diminuiu o ritmo das investidas, relaxando completamente em nosso abraço.

- Você foi maravilhosa, bebê. – Disse, distribuindo selinhos sobre meus lábios sensíveis. Sua mão escorregou pelo meu braço, afastando meu toque.

Um suspiro contrariado escapou de minha garganta, o fazendo rir.

Jake beijou o meu ombro enquanto me levava até a cama.

- Deita Camy, eu já volto.

Eu queria puxa-lo de volta e gritar para ele:

Jake o que faço se eu ainda estou queimando?! Só não sei onde essa resposta nos levaria.

Notas finais
Gurias sabe todo mundo reclama do nome "Jake" foi o único que eu pensei com a letra "J". Desculpem, mas podemos mudar isso, algumas de disseram que posso manter o nome Justin mas usar o sobrenome diferente no caso "Wave". O que acham podemos chama-lo de "Justin Wave"? Me digam que já mudo tudo na próxima postagem.
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De resto espero de todo coraçao que tenham gostado do cap e ficarei no aguardo da opinião sincera de todas vcs.
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Obrigada pelo carinho.
Com amor, Titia Sil
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.