Hollywood

30 Capítulo Vinte e Nove


Notas iniciais
Boa leitura!

Capítulo Vinte e Nove


Isabella Swan


“Ed Cullen agrediu Demetri Stone!”

Eu tinha vontade de dar socos em várias pessoas, mil vezes ao dia. Até batia em algumas, mas nunca isso se tornou um escândalo na minha vida.

Bom, eu tinha meus outros escândalos. O caso era, eu tinha me tornado empresária de Ed Cullen, um músico que se achava o lutador de boxe e adorava sair distribuindo socos por aí.


***

James beijou minha mão, enquanto papai e Laurent falavam sem parar sobre as gravações daquele dia. Sorri para meu noivo, que sorriu de volta para mim.

Nós quatro estávamos no restaurante dele, para o almoço. Era pra Ed estar ali, eu tinha mandado alguns fotógrafos para a frente do restaurante para que eles fossem vistos andando juntos por Los Angeles, mas claro que o filho da puta tinha que estragar meus planos.

— Tudo bem, Baby? — James me perguntou.

— Tudo bem sim, Jimmy — respondi, beijando seu rosto.

Eu tinha traído James, com Edward, com Jasper, com Edward de novo e estava só dando um gelo em Jasper por conta da maldita aposta antes de ir foder com ele mais uma vez. Queria que Edward e Jasper me comessem ao mesmo tempo, mas devido às recusas do primeiro eu estava disposta a achar um terceiro cara confiável para ficar comigo e Jasper.

Talvez Alistair… Quem sabe mesmo Laurent, porra, tinha o segurança gostoso de Edward, Emmett.

Sim, eu era uma puta. Era desde o Escândalo Swan, não? Estava abraçando meu título.

Não era certo fazer aquilo com James, eu sabia, mas também não queria o perder. Eu precisava dele, tinha de estar com ele, era seguro para minha vida em diversas esferas. Por isso prometi a mim mesma que eu iria o parar de trair quando fossemos casar, iria me tornar a esposa perfeita que ele merecia.

Até lá eu aproveitaria, pra caralho.

— Amo você. — Beijei os lábios de James.

Fomos interrompidos quando alguém cutucou meu ombro, era Leah que estava andando comigo aquele dia.

— Aconteceu um problema — ela murmurou.

— Resolva-o — ordenei. — Eu disse que não queria ser atrapalhada durante o almoço, por isso desliguei meu celular.

— É algo muito sério — a idiota continuou falando.

— Diga de uma vez — resmunguei.

— Ed bateu em Demetri Stone.

— O quê? — gritei, levantando imediatamente.

— Aconteceu no restaurante que…

Ignorei Leah, peguei meu celular e me afastei da mesa, já ligando o aparelho. Mensagens e ligações perdidas começaram a aparecer na tela, antes que eu pudesse retornar qualquer uma Ed me ligou e o atendi.

— O que você fez, seu filho da puta? — gritei, me aproveitando que estava numa área reservada do restaurante.

— Porra, Capitã! — ele exclamou, chorando.

Puta merda, Edward estava tendo uma crise?

— Onde você está? — perguntei.

— Indo pra casa — respondeu.

— Eu vou te encontrar lá, não diga uma palavra para ninguém, ok?

— Sim, ok.

Eu desliguei a chamada e voltei para a mesa, meu pai estava rindo enquanto via algo em seu celular, Laurent estava nervoso e James nada contente.

— Eu preciso ir embora — falei pegando minha bolsa.

— É agora que ele se fode de vez — meu pai falou, ainda rindo.

— Bella, isso não é nada bom! — Laurent declarou.

— Eu sei, tá? Prometo resolver isso! — Me voltei para Leah. — Mande o motorista que nos trouxe colocar o carro aí na frente, estou de saída.

— Você nem almoçou ainda — James falou, enquanto Leah se afastava para fazer o que ordenei.

— Preciso ir resolver esse problema.

— Bella? — Laurent chamou por mim. — Espero mesmo que resolva isso, ou eu pagarei as multas, mas vou romper o contrato com o Cullen se ele for preso novamente.

— Eu já disse que resolvo tudo! — exclamei entre dentes, antes de seguir para fora do restaurante.


***

A imprensa já estava louca querendo saber mais sobre o acontecido, os fotógrafos na frente do restaurante de James tinham duplicado, o meu celular não parava de tocar — Alistair e Tanya queriam saber o que falar para os jornais, revistas e sites entrando em contato com a produtora —, assim como já tinha muita gente cercando o condomínio que Ed morava, inclusive um helicóptero sobrevoando o local.

— Finalmente você chegou! — Jasper exclamou quando abriu a porta da casa de Edward para mim.

— Cadê ele? — indaguei, bem na hora que Shrek apareceu pulando em cima de mim, mas eu não tinha tempo para brincar com ele.

— Trancado no banheiro da suíte, a Esme tá lá em cima tentando falar com ele.

Não falei mais nada, afastei Shrek que estava lambendo meu sapato e fui para a escada. Encontrei Esme em pé junto à porta do banheiro, tentando a abrir, do quarto de Edward, chamando por ele.

— Filho, abra a porta, por favor — implorava, chorando. Eu também podia ouvir o choro de Edward de dentro do banheiro.

— Esme, vai lá embaixo — pedi, ela me olhou e negou com um aceno de cabeça.

— Ele é meu filho!

— Eu sei como resolver isso, vai lá pra baixo! — exigi.

— Esme? — Nós duas olhamos para a porta do quarto, onde Jasper apareceu. — A Bella já ajudou o Ed um monte de vezes com crises, deixa ela fazer isso.

Esme hesitou, tentou forçar a maçaneta do banheiro mais uma vez, mas ela continuou sem conseguir abrir a porta. Então, ela desistiu e saiu chorando ainda mais do quarto, Jasper a seguiu, mas antes fechou a porta.

— Edward, abre a porta — falei, batendo na madeira.

Ele não disse nada, mas ouvi o barulho de algo no chão, olhei para baixo e vi que Edward tinha jogado a chave pelo vão inferior da porta. Eu a peguei, joguei minha bolsa e celular numa poltrona próxima e entrei no banheiro.

O cantor estava atrás da porta, o rosto tomado por lágrimas e vermelho, ele estava com as mãos em seus ouvidos e tremendo. Me ajoelhei diante dele, tirando com cuidado suas mãos de sua cabeça.

— Eu fodi tudo — ele sussurrou, tão rouco que quase não conseguia ouvir sua voz.

— Não se preocupe, vou cuidar de tudo — prometi, ele bateu sua cabeça contra a parede, fazendo com que eu largasse suas mãos para segurar sua cabeça. — Edward, não, não — falei, ficando entre suas pernas.

— Demetri tá com o nariz arrebentado, Bella.

— Vai tudo se resolver.

— Não vai, eu vou ser mandado para a porra de um hospício, eu vou perder tudo que consegui desde que saí da reabilitação. Puta que pariu, eu sou um inútil que não faz nada certo. — Tentou bater sua cabeça de novo contra a parede, mas como eu estava a segurando não conseguiu.

— Edward, olhe para mim.

Ele olhou, seus olhos verdes estavam amedrontados.

— Você confia em mim?

— Confio — disse, assentindo.

— Excelente, eu vou cuidar de tudo sobre esse assunto, você pode confiar, não será mandado para lugar nenhum, certo? — Ele fechou os olhos, acenando positivamente com a cabeça novamente. — Ano que vem você lançará seu álbum, será a porra de um sucesso, irá ganhar o Grammy que sempre quis e irá deixar cada problema no passado. Mas, eu preciso que você não caia agora.

— Eu não consigo. — Seu choro se tornou pior. — Tá muito… Meu coração, sei lá… Eu só quero morrer, não aguento isso! — esbravejou.

Coloquei a mão sobre seu peito, como imaginado o coração dele estava muito acelerado. Então, eu me levantei, fazendo com que Edward ficasse de pé também.

— Não! — Ele tentou se soltar de mim, mas eu me livrei dos meus saltos e o puxei para dentro do boxe do chuveiro, liguei o jato sobre nós dois, deixando com que a água fria caísse sobre a gente. — Isabella, não! — Ele tentou escapar, mas o coloquei contra a parede, o deixando bem debaixo da água.

— Você precisa se acalmar — eu falei, sentindo meu corpo todo tremer por conta do frio, enquanto também sentia minhas roupas grudando em meu corpo. Edward estava vestido e calçado, aquilo também devia estar sendo incômodo pra ele, mas eu sabia que um banho iria o desacelerar.

Edward cedeu, quase caindo, enquanto chorava. Eu agarrei seu corpo o mantendo em pé, deixando com que ele chorasse mais.

Sabia como ele se sentia, eu tinha me sentindo assim um milhão de vezes, sempre indo ao limite da sanidade. Sempre acreditando que morrer seria mais fácil, que assim todos os problemas desapareceriam, foi por isso que tive aquela overdose.

Aos poucos Edward foi parando de chorar, ele e eu também paramos de tremer quando nos acostumamos a temperatura da água. Quando me convenci que o Cullen estava mais calmo, ele também já parecia sonolento, eu desliguei o chuveiro.

— Seria mais divertido estar nu com você — murmurou, eu sorri.

— Eu também acho, mas agora é melhor se secar antes de ficar doente.

Ele assentiu, começando a tirar suas roupas e sapatos. Eu tirei as minhas também, ficando só com minha calcinha e sutiã. Deixei o boxe e peguei no armário do banheiro uma toalha e um roupão, me enrolei no roupão e passei a toalha para Edward.

Deixei ele se secando e fui até seu closet pegar roupas, as levei para ele deixando com que Edward se vestisse e sai do banheiro.

— O que eu tenho que fazer agora? — ele perguntou quando saiu do banheiro, vestido, enquanto eu respondia as mensagens de Tanya.

— Você vai dormir. — Tirei a cartela do seu remédio da minha bolsa, ele suspirou e foi até o frigobar do seu quarto pegar uma garrafa de água. — E quando você acordar eu terei tudo consertado.

— Obrigado — agradeceu, pegando o comprimido que lhe estendi e engolindo com água. — Você merece mais uma casa na África do Sul.

— Eu mereço mesmo. — Peguei a garrafa de água quando ele me estendeu a mesma. — Agora vai dormir. — Apontei para a cama. — Preciso que você não surte mais hoje.

Ele suspirou e se jogou na cama, eu guardei o resto dos remédios, precisava os manter longe de Edward.


***

Eu terminei de secar meus cabelos, depois de passar algum tempo só de roupão — enquanto minhas roupas secavam — e eu conversava com os advogados de Demetri, tomei um banho em um dos inúmeros quartos vazios da casa de Edward e roubei o secador esquecido no de Rosalie. Estava arrumando meus cabelos em um rabo de cavalo quando Edward entrou no banheiro, a cara toda amassada indicando suas horas de sono.

— Você se sente melhor? — perguntei, virando para o olhar cara a cara.

— Um pouco de dor de cabeça — murmurou. — O que você resolveu?

— Tudo, como garanti que faria. — Subi em meus saltos. — Os advogados de Demetri estão com os advogados da produtora e o seu, lá no prédio da Swan Productions com Alistair preparando acordos para que Demetri não te processe. Estamos pagando pelo soco e uma quantia extra, porque ele teria um comercial para gravar essa tarde e com o nariz quebrado não foi possível.

— Isso parece muito — falou ficando nervoso.

— Ei, isso é melhor que um novo julgamento por agressão.

Edward suspirou, esfregando seus olhos.

— Eu mal me lembro do que aconteceu, minha cabeça tá uma bosta.

Eu não precisava ouvir o que ele tinha para contar sobre o problema no restaurante, Jasper já tinha me contado. Edward viu Demetri com uma garota e foi até o ator, lhe socando no rosto imediatamente. Demetri sequer teve como reagir, o soco do Cullen foi feio, Jasper tirou Edward do restaurante na mesma hora.

— E o Demetri? — perguntou.

— É só um nariz quebrado, logo ele recupera — garanti. — Agora, é bom que você fique longe dele e nunca mais faça qualquer coisa contra aquele cara, ou ele pode foder com tudo.

— Certo, certo. Eu só fiz isso porque ele tava com outra garota, menos de uma semana depois de largar a minha irmã, é um filho da puta cretino.

— E você agiu da pior forma!

— Você não quis me ajudar! — gritou comigo.

— Não tente virar o jogo, Cullen — mantive meu tom de voz baixo, sabia que não adiantaria nada gritar com ele naquele momento. — Agora já está feita a merda, mas está sendo limpa. Amanhã você assina o acordo, transferimos o dinheiro e pronto. Ah, claro, nós já soltamos um comunicado oficial para a imprensa e público, falando sobre o assunto, Demetri vai soltar um amanhã antes de transferirmos o dinheiro.

Eu tinha escrito o comunicado, sabia ele de cor:

"Na tarde de hoje, 27 de junho de 2017, Ed Cullen cometeu um erro ao agredir seu amigo de longa data, Demetri Stone. Um mal entendido entre os dois levou à agressão, mas ambos já conversaram e se desculparam. Ed Cullen se arrepende profundamente pelo o que fez, deseja a Demetri melhoras rápidas e está à sua disposição para ajudar em sua recuperação. Ed e sua família pedem que neste momento sua privacidade seja respeitada, ele também garante que nunca mais irá errar como errou hoje."

— Preciso falar com a minha irmã, ela tá em Bath, mas pode ir alguém lá atrás dela…

— Já cuidei disso também — falei, o pegando de surpresa. Eu tinha ligado para Rosalie, que estava nervosa e querendo pegar o primeiro voo para Los Angeles, mas a convenci que naquele momento seria melhor que ela ficasse na Inglaterra, a garota estava tão agitada que me obedeceu. — Mandei dois seguranças ficarem por perto, até a poeira abaixar. Ela também foi instruída a não comentar o caso com ninguém, também a não entrar em contato com Demetri.

— Você sabe quem era a garota com ele?

— Tanya descobriu, é uma maquiadora, parece que se conheceram numa festa no domingo. — Dei de ombros. — Pelo menos agora ele terá alguém para esconder as marcas do nariz quebrado.

Edward resmungou.

— Eu preciso ir embora agora — avisei. — Vou até a produtora checar toda a documentação do acordo, amanhã trago tudo para que assine, irá ficar em casa até o dia do leilão.

— E o álbum?

— Você vai ter tempo para trabalhar nele, agora precisa se aquietar. Jasper disse que você começou a surtar assim que entrou no carro, se demorassem um pouco mais teria sido no restaurante e eu não faço ideia de como iria explicar isso. Já está sendo um inferno ter que dizer que não, você não estava bêbado ou drogado.

— Antes estivesse — murmurou.

— Ah, eu falei com a sua mãe melhor hoje. — Ele me olhou apreensivo, eu também quase enfiei um calmante em Esme, que chorou mais que Edward o tempo todo que estive naquela casa. — Eu dei ordens expressas a ela para agendar consultas para você.

Ele abriu a boca para reclamar, mas não permiti.

— Não é mais uma recomendação, é uma ordem. Ou você volta a ter consultas, ou eu deixo de ser sua empresária e não terá ninguém para consertar seus erros. O que prefere?

— Eu vou voltar a ter as benditas consultas.

— Excelente escolha. — Peguei minha bolsa de cima do balcão da pia e sai do banheiro, Edward me seguiu. — Se comporte!

***

Edward estava ouvindo música em seu celular, com seus fones e de olhos fechados, se esforçando para ficar tranquilo. Naquele dia, o dia do leilão, seria sua primeira aparição em público depois da agressão na terça, só três dias antes.

Como tínhamos combinado, íamos ao leilão juntos, o que eu já estava arrependida, pois teria que entrar pela frente com ele e não poderia fugir pelos os fundos. Eu sabia que os jornalistas além de tentarem arrancar mais detalhes sobre a briga com Demetri de Edward iriam querer saber de mim compondo, eu não gostava de nenhuma das duas opções de perguntas.

A imagem de Edward depois daquela agressão não estava indo nada bem, Demetri era tão famoso quanto ele e tinha fãs muito fiéis. Naqueles três dias seu nome esteve em alta no Twitter, com mensagens o apoiando e muitas outras falando mal de Edward.

As vendas de Endorfina tinham voltado a cair, mesmo quando o comunicado oficial de Demetri foi emitido. Laurent não estava nada contente com as vendas caindo, principalmente com o lançamento do clipe planejado para alguns dias, para o dia três de julho.

Eu já tinha me conformado que aquilo ia afetar Endorfina, música e clipe. Então, depois daquele leilão Ed ia ficar fora de grandes eventos, eu o faria se concentrar cem por cento no álbum, para que todo o resto desse certo e ele não enfrentasse problemas como Endorfina.

Também seria melhor que ele se mantivesse longe de grandes eventos para que não surtasse com mais facilidade, ele também já tinha suas consultas marcadas, a primeira seria um dia depois do lançamento do clipe. Ele provavelmente precisaria, já que o clipe poderia ser fortemente rejeitado.

Como eu o queria longe de holofotes, deixando com que sua má reputação fosse amenizada, Alec e minha irmã lançariam uma prévia do clipe em um programa matinal, onde dariam uma entrevista juntos. Então, no começo da noite, o clipe seria lançado diretamente na conta de Edward no YouTube.

Quando a limusine parou, Ed abriu seus olhos. Tirou seu fones, os guardando no bolso junto do seu celular.

— Precisa repassar alguma pergunta?

— Não — negou, enquanto esperávamos nossa hora de descer. — Na verdade, tenho uma pergunta pra você.

— Manda.

— Vai pra minha casa depois do leilão?

Eu ri.

— Não.

Ele bufou.

— Você vai para meu apartamento. — Edward sorriu maliciosamente.

James estava em uma festa da emissora do seu programa aquela noite, ele não iria para meu apartamento, Edward poderia ir.

— Podemos usar suas alg…

Chutei sua perna, o fazendo fechar a boca.

— Calado! — ordenei, ele fez uma careta massageando onde eu tinha o atingido.

— Não precisa ser tão agressiva.

A porta ao meu lado foi aberta, por Emmett.

— Senhorita Swan, está na hora.

— Excelente. — Sai do carro, dispensando a ajuda do segurança.

Eu usava um vestido preto longo, com brilho por toda sua extensão. Com uma fenda na perna direita que sabia até a coxa, as alças dele eram bem finas e seu decote frontal generoso. Meus cabelos estavam presos em um coque, eu tinha uma bolsa de mão e meus saltos eram bem altos.

O local onde aconteceria o leilão, organizado por uma atriz veterana de Hollywood, era uma mansão que funcionava como casa de festas. Dessa forma, nós deixamos a limusine dentro dos limites da mansão e os grandes portões nos afastavam dos jornalistas não credenciados do lado de fora e curiosos.

Entretanto, os jornalistas credenciados estavam dispostos na entrada da mansão e começaram a gritar meu nome quando me viram. Os gritos se tornaram ainda mais altos quando foi a vez de Edward deixar o carro, ele parou junto de mim e uma organizadora do evento nos levou até diante o painel para fotos e para que pudéssemos responder.

As fotos levaram um tempo considerável, eu já estava irritada quando elas acabaram e só queria entrar para beber algo, mas ainda precisávamos responder algumas perguntas dos jornalistas. Edward e eu seguimos até eles, sempre com a organizadora do evento por perto e Leah que também estava assessorando o Cullen aquele dia.

— Ed, o que pode nos dizer sobre o acontecido entre você e Demetri Stone na terça-feira?

— Ele não responderá essas perguntas — avisei para o jornalista, que me encarou com um olhar ameaçador. Ignorei e fiz Edward andar até o próximo jornalista, que era uma mulher.

— Isabella, por que você não veio com seu noivo? — a pergunta veio para mim.

— James está em um evento de trabalho essa noite — respondi. — Ele adoraria ter vindo.

— Por que escolheu Isabella como sua acompanhante para hoje, Ed?

— Precisava de alguém para dividir a conta do Uber — ele respondeu em um tom de voz divertido, passando a mão por seus cabelos já bagunçados de quem tinha dispensado gel.

— Eu não trouxe minha carteira — avisei, fazendo com que ele e a jornalista rissem.

— É isto, acho que teremos que ir embora à pé! — declarou.

— Tenho certeza de que muitos aqui iriam adorar lhe dar uma carona, Ed — a jornalista falou. — Agora, acho que todo mundo quer saber mais sobre a música da Isabella que vai estar no seu próximo álbum, o que tem a nos contar?

Edward sorriu e apontou para mim.

— Essa você responde, Capitã!

Evitei revirar os olhos.

— É uma música que compôs alguns anos e mostrei para Ed recentemente, ele e meu pai a adoraram e toparam a gravar juntos. Estou feliz com o trabalho que os dois estão fazem em cima dela.

— Ed, por que você chama Isabella de Capitã?

Ele riu.

— Ela é como uma Capitã, sempre dando ordens.

— Ok, próximo! — anunciei, fazendo com que andássemos até outro jornalista.

— Ed, o que podemos esperar do clipe de Endorfina?

— O melhor clipe da minha carreira!

— É verdade que Alec Volturi e Ness Swan estão namorando?

— Não! — respondi prontamente. — Eles dois são só amigos, minha irmã tem um namorado, Nahuel Cortez.

Seguimos até mais um jornalista.

— Ed, defina seu próximo álbum em uma palavra.

— Sincero.

— Defina você em uma palavra.

— Faminto.

Eu ri, também estava com fome. Mas, ainda tínhamos que falar com mais alguns jornalistas.

— Isabella, qual grife está usando hoje?

— Gucci.

— Ed e você? De onde é seu smoking?

Ele olhou para mim em dúvida.

— Dolce & Gabana.

— Isso, Dolce & Gabana!

Nós passamos por mais alguns jornalistas, Ed falou mais sobre Endorfina, seu álbum e deixou no ar que já tinha escolhido o nome para o mesmo. Eu também falei um pouco sobre a música que ele e meu pai gravariam — escondendo que mais duas músicas minhas estariam no álbum, eu iria as assinar com um pseudônimo —, sobre a turnê de Kate que estava se aproximando e sobre ser empresária de Edward, eu tive de mentir e falar que era muito fácil.

— Ed, é verdade que você e Alice Swan estão namorando?

— Não! — ele exclamou rapidamente. — Alice tem um namorado, além disso nós dois somos apenas amigos.

— E o vídeo que ela compartilhou de vocês dançando na festa após seu último show? Bem ousado, vocês parecem estar apaixonados.

Ele riu.

— Não estamos, somos apenas amigos.

— Isabella, como foi cantar com o Ed em New York?

— Divertido.

— Ela deveria estar gravando seu próprio álbum — Edward falou, eu quis o esganar por isso.

— Chega por hoje, melhor entrarmos — falei, Edward concordou e deixamos a organizadora do evento nos guiar para dentro da mansão, o grande salão onde acontecia o leilão tinha sido organizado com diversas mesas ao redor de um grande palco montado no centro.

Edward e eu seguimos até nossa mesa, onde meu pai já estava com sua puta mexicana, assim como Tanya e Santiago. Eu cumprimentei todos ali, inclusive Carmen — tudo para não dar margem para ninguém fazer fofoca —, no entanto, Ed não disse um oi sequer para meu pai.

— Bells, não devia ter vindo com um adolescente para a festa, não é lugar de crianças — meu pai falou. — Ele poderia ter ficado junto com a babá da filha da Tanya.

— Há, que engraçado — Edward debochou.

Charlie riu.

— Então, como vai o fundo do poço? — perguntou para ele.

— Puta merda! — Todos olharam para Tanya, que estava ao meu lado e agarrou meu braço.

— Aí, o que foi? — questionei.

— Paul está aqui.

O quê? Puta merda!

Segui o olhar de Tanya, vendo Paul entrando no salão.

Notas finais
Beijos! Lola Royal. 09.11.18