Hollywood
49 Capítulo Quarenta e Oito
Notas iniciais
Capítulo Quarenta e Oito
Isabella Swan
“Ed Cullen inicia sua nova turnê com show espetacular em Los Angeles!”
Fazia pouco mais de um ano desde que Ed e eu nos conhecemos de fato, pouco mais de um ano desde que me tornei sua empresária. Eu tinha prometido o topo para ele e consegui isso, mesmo com todos os problemas no último ano.
Eu era a melhor empresária que Ed Cullen poderia ter.
***
Heidi estava no banheiro, Ed dormindo na minha cama depois da última rodada de sexo, além do mais, sabia que ele estava exausto depois do show, encontro com os fãs e a festa. Conferi as horas no meu celular, vendo que já estava amanhecendo, eu também precisaria dormir alguma coisa, já que naquele dia aconteceria o segundo show em Los Angeles.
A noite tinha sido ótima, desde o show de Ed até o ménage com Heidi. Pensar naquilo fez com que eu suspirasse baixinho, tinha sido mesmo uma das melhores partes da noite. A garota de programa era ótima, isso explicava porque Edward já tinha a contratado mais de uma vez.
O sexo com ela tinha sido muito bom, não que eu tivesse uma longa lista de sexo com outras garotas para comparar, afinal só tinha fodido com Tanya até algumas horas atrás, mas Heidi foi mesmo muito bem. Talvez eu a contratasse de novo, porra, ia gostar daquilo.
Engoli em seco, pensando no que aquilo significava.
Sai da cama e peguei a camiseta de Edward do chão e a vesti, já que minhas roupas — com exceção da lingerie — estavam todas no closet. Heidi saiu do banheiro, arrumada da forma como estava quando chegou, com sua bolsa pendurada no ombro.
— Acho que alguém está dormindo como um anjo — ela disse sorrindo maliciosamente, olhando para Ed deitado na cama.
— Pode apostar que sim. — Ele tinha ficado muito, muito, muito feliz com o ménage. Eu ainda podia ver o sorriso no seu rosto mesmo com ele dormindo, ele provavelmente também iria querer repetir aquilo com Heidi, ou outra garota.
Eu poderia ter algo com outra garota… Merda!
— É melhor você ir agora — falei para Heidi, que sorriu mais e se aproximou de mim, colocou meus cabelos atrás dos ombros e disse:
— Tem certeza de que já quer que eu vá embora? Nós duas ainda podemos nos divertir, agora sozinhas — sussurrou, passando uma mão pela lateral do meu corpo, o que me fez inspirar fundo. — Eu nem cobraria a mais por isso.
— Heidi… — Ela calou minha boca com um beijo, seus lábios se encontrando com os meus, enquanto sua mão parava sobre meu quadril e apertava minha pele por cima da camiseta de Ed.
Quando os lábios dela se afastaram dos meus, eu gemi, queria mais. Heidi, no entanto, começou a beijar meu pescoço, sua bolsa foi ao chão e ela segurou meu quadril com ambas as mãos.
— Você é tão gostosa — ela falou mordiscando minha pele. — Eu poderia passar o dia inteiro fodendo você, Isabella.
— Porra! — xinguei quando ela colocou uma mão por dentro da camiseta e a levou até meu seio.
— Quero foder você de novo — sussurrou.
Merda, como eu queria aquilo, mas estava amanhecendo e ela precisava cair fora.
— Outro dia — falei com a voz fraca, me afastando dela com dificuldade, minhas pernas mal faziam seu trabalho de me sustentar.
Heidi sorriu e assentiu.
— Como você quiser. — Recolheu sua bolsa do chão, a colocando no seu ombro novamente.
— Você…
— Eu assinei os termos de confidencialidade com Alistair — ela falou, citando quem tinha cuidado daquilo para mim.
Alistair tinha somente gargalhado e me mandado escolher a garota quando eu falei dos meus planos para aquela noite, um ménage com uma garota de programa e um cara que precisava a todo custo ter sua identidade preservada. Eu não podia afirmar que ele sabia que era Ed, mas talvez tenha sacado quando escolhi justamente Heidi. Mas, não estava preocupada com Alistair, sabia que ele não trairia minha confiança.
— Não vou contar para ninguém, pode ficar tranquila. — Piscou para mim e olhou novamente para Ed. — Me chamem quando quiserem se divertir de novo em trio.
— Claro. — Cruzei os braços na frente do corpo.
Heidi acenou e seguiu para fora do quarto, dei um tempo e fui atrás, quando ela já estava fora tranquei a porta e fui tomar um banho. Precisava acalmar meu corpo depois da última noite, mas não demorei muito debaixo da água quente, pois o sono logo me pegou.
Sequer me importei em secar meus cabelos, apenas vesti de novo a camiseta de Ed e fui pra cama. Deitei ao seu lado, sentindo algo cutucar minha perna, peguei pra ver o que era, uma embalagem das camisinhas usadas aquela noite.
Atirei o pacote no chão, Ed tinha me fodido de camisinha aquela noite, já que ele estava fodendo Heidi também. Eu realmente preferia foder com ele sem nada — tirando no sexo anal que achava necessário, no mais, sabia que ele estava limpo e eu tomava pílula religiosamente desde meus vinte anos —, mas estava evitando riscos, mesmo que eu tivesse chupado Heidi e ela me chupado, o que já poderia ter sido uma porta de entrada para doenças. Mas também tinha feito Alistair conseguir que ela fizesse alguns exames durante a semana passada, quando comecei a planejar tudo para a grande noite de Edward.
— Capitã? — ele me chamou, se mexendo na cama e me abraçando de lado.
— Ótimo, agora que acordou deveria voltar para sua suíte — eu disse, ele bufou, enterrando seu rosto em meu pescoço e me apertando mais contra si.
— Nem fodendo, tô muito cansado.
Que seja, eu era realmente espaçosa na cama, mas gostava da sensação do corpo quente dele contra o meu.
— Bella, posso te perguntar algo? — ele perguntou um minuto depois, quando eu já estava de olhos fechados.
— O quê?
— Você é bissexual, né?
Mordi o interior da minha bochecha, mantendo meus olhos fechados.
— Eu acho que sim — sussurrei, ele assentiu contra meu pescoço e afagou meu braço que uma de suas mãos tocava. — Só transei com Tanya e agora Heidi, mas já beijei outras garotas e realmente gostei.
— Katy Perry tem uma música pra você — ele falou, me fazendo rir baixinho.
— Provavelmente esse é o problema comigo.
— Como?
— Sou bi, nunca me assumi de verdade e todos meus relacionamentos sérios foram com caras frustrantes ou filhos da puta.
— Sim, pare de perder tempo com caras e pegue só garotas agora… Quer dizer não, não faça isso! — exclamou rapidamente. — Ainda quero te foder, então me coloque no sexo com as garotas que for pegar para eu avaliá-las com você.
— Idiota! — xinguei, ele apenas riu e beijou meu pescoço. — Quer que eu chame Heidi hoje de noite de novo?
— Não, hoje quero te foder sozinho. Tenho planos para sua bunda, putinha. — Beijou meu pescoço de novo, eu gemi. — Agora me deixa dormir.
— Você quem começou a falar.
— Bella, silêncio.
Eu calei a boca, o silêncio dominou o quarto e nós dormimos.
***
Acordei com meu celular tocando, era o despertador programado no dia anterior, eu resmunguei e abri meus olhos. Ed estava de costas para mim e eu estava com a cara praticamente grudada nele, cutuquei o cantor que reclamou:
— Me deixe dormir!
— Não posso, você tem compromissos — falei, alcançando meu celular na mesinha ao lado da cama e desligando o despertador.
— Porra!
Sentei na cama, Ed virou para o lado que eu estava, coçando seus olhos.
— Qual a agenda do dia mesmo?
Revirei meus olhos, eu já tinha repassado sua agenda milhares de vezes.
— Vai almoçar com sua mãe, irmã e Leah, depois irá direto para o estádio onde vai ensaiar para o show dessa noite, depois dará uma entrevista e aí fará o show mais tarde, após isso encontro com os fãs.
— Tá, beleza. — Suspirou. — Ainda dá tempo de foder agora? — perguntou, colocando uma mão na minha coxa.
— Não, nem começa. — Pulei para fora da cama. — Você tem que ir se arrumar para seu almoço e eu vou me encontrar com Santiago e Tanya para almoçar. — Minha amiga e seu marido tinham dormido no hotel também, Valentina esteve no show e até tirou foto com Ed no encontro com os fãs da última noite, mas seus pais tinham a despachado para casa com a babá e foram aproveitar a festa depois.
— Por favor, Capitã — ele pediu com um bico nos lábios.
— Não, se levanta e se arruma para cair fora.
Xingando, ele levantou e começou a recolher suas roupas do chão, já que estava completamente nu.
— Preciso da minha camiseta. — Apontou pra mim.
— Ah, claro! — Tirei a peça de roupa e joguei para ele.
— Sem sexo mesmo?
— Vai logo se arrumar, Cullen — ordenei, ele bufou e foi para o banheiro.
***
Quando Ed deixou o banheiro, vestido e com o rosto menos amassado, eu tinha colocado alguma roupa para ir me encontrar com Tanya e Santiago no restaurante também.
— Você tem que ir para seu quarto trocar de roupa — falei para Ed.
— Ok — murmurou, ainda irritadiço.
Abri a porta da suíte para sairmos, do outro lado do corredor, ladeando a suíte de Ed, estavam os seguranças e mais ninguém à vista. Toda a equipe de segurança permaneceu muda e inexpressiva sobre estar vendo nós dois — quando obviamente sabiam o que tinha acontecido naquele quarto —, mas todos estavam sob fortes contratos de confidencialidade e salários — mais benefícios — muito bons. Eu sabia que ainda sim era um risco, mas eu ia foder com Ed e ponto.
Antes de Ed e eu sequer conseguirmos deixar minha suíte por completo, a porta do quarto de Leah abriu e ela saiu de lá. A garota paralisou quando nos viu, Ed olhou para mim preocupado, eu apenas sorri e falei diretamente com Leah:
— Queria falar com você, Leah, será que pode entrar aqui no meu quarto por um minuto?
Ela apenas assentiu, seu rosto estava sério.
— Vai fazer o que tem de fazer — eu disse para Edward, ele engoliu em seco e cruzou o corredor até seu quarto, Leah entrou no meu e fechei a porta.
— Eu não vou contar nada para ninguém — ela se apressou em dizer.
— Contar o que?. — Sorri para ela. — Não tem nada para contar. — Ela não sorriu. — Você foi excelente ontem, espero que continue assim pelo resto da turnê.
— Irei continuar — prometeu.
— Ótimo. — Abri a porta novamente. — Vá na frente até o restaurante e espere Ed lá com sua cunhada e sogra, querida.
Ela engoliu em seco antes de sair.
***
Deixei Leah ir na frente, quando cheguei a um dos restaurantes do hotel, ela já estava numa mesa com Rosalie — que eu precisaria conversar mais tarde nem que fosse por mensagem — e Esme. As três riam e conversavam, era bom que Leah estivesse se comportando.
— Você precisava de um mapa para chegar aqui na hora certa? — Tanya perguntou quando me uni a ela e Santiago em uma mesa.
— Nossa, como você é engraçada! — debochei, Tanya riu e piscou para mim.
— Cara, nunca mais bebo — Santiago se queixou. — Como você não está de ressaca? — perguntou para mim.
— Hum, eu não bebi — respondi o óbvio, pegando o cardápio.
— Você está parando?
— Mais ou menos. — Dei de ombros.
— Você saiu da festa antes de acabar ontem, geralmente é a última a sair — Santiago disse bebendo um gole da água em sua taça.
— Você está me interrogando, Denali? — Ele riu.
— Não, só curioso. Está com alguém?
— Não, não estou. Desde quando se interessa nisso?
— Desde que você acabou com James e eu tive de deixar de ser amigo do cara — ele se queixou. — Quero saber se o próximo vale a pena uma amizade até você o chutar.
— Você conheceu James por mim, Santiago. Sou sua madrinha de casamento, melhor amiga da sua esposa e ex-amante dela, me deve lealdade, não ao James — me queixei, ele revirou seus olhos, Tanya se engasgou com sua água.
— Precisamos mesmo falar sobre seu passado com Tanya? — Obviamente ele sabia sobre aquilo, Tanya contava tudo para o marido sobre a vida dela. No entanto, era um assunto que nós três não discutíamos.
— Você não tem curiosidade sobre os detalhes mais perversos? — questionei, ouvi a agitação no restaurante e sabia que era Ed chegando. Olhei para a entrada, vendo-o escoltado por seus seguranças até a mesa que sua família e Leah estava, espalhados pelas outras mesas dos restaurantes, estavam algumas pessoas da equipe da turnê.
— Não, não tenho.
— Você deve ser o único cara que não quer um ménage, Santiago.
Ele riu, Tanya acertou minha mão por cima da mesa.
— Isabella, se comporte! — ela exigiu.
— Bom, falando em ménage, eu fiz um ontem. — Foi a vez de Santiago se engasgar com a água que tomava. — Se isso for um assunto muito adulto para você vá para a brinquedoteca, Santiago — provoquei.
— Você fez o que? — Tanya perguntou chocada, mas fomos interrompidos pelo garçom, que anotou nossos pedidos e saiu. — Ok, cuspa!
— Fiz um ménage — falei. — Uma garota, um cara e eu.
— Quem eram? — Santiago indagou.
— Não é da sua conta!
— Nossa, Bella, quanta delicadeza — ele resmungou.
— A questão é. — Me concentrei em Tanya, que me olhava atentamente. — Eu nunca tinha transado com nenhuma outra garota sem ser você e eu realmente gostei de foder com essa garota de ontem, eu acho que sou bissexual.
— Você com certeza é! — Santiago exclamou, eu o olhei. — Tanya também é. — Vi minha amiga ficar imóvel encarando seu marido. — Vocês não tiveram só uma experiência sexual mil anos atrás para saberem como era — ele continuou. — Transaram juntas por meses.
— E eu beijei outras garotas — murmurei.
— Pois é, olha aí! — Ele afagou o rosto de Tanya. — Vocês só nunca externaram a palavra, mas sim, são bissexuais.
— Que bela descoberta para um almoço — Tanya declarou. — Obrigada por nunca ter conversado comigo sobre isso antes, Santiago — falou irritada, mas não durou nada. — É, eu acho que já me senti atraída por outras garotas, mas nunca tive coragem de tentar nada — confessou.
— Vocês duas são pessoas públicas, assumir algo assim é realmente mais complicado nesse caso — Santiago continuou.
— Ei, tá bom — cortei o barato dele. — Você foi um psiquiatra em um filme há três anos, não tem um diploma de verdade, saía do seu personagem.
Ele riu.
— Então, você gostou de transar com a outra garota? — Tanya me perguntou.
— Sim, foi muito bom. Talvez eu deva investir só em garotas agora, o que acha de nos assumirmos juntas? Larga esse mané! — Apontei para Santiago.
— Eu deveria ter continuado amigo do James — ele reclamou, Tanya riu, abraçou o marido e o beijou.
Me senti mal com a cena, não por ela estar com ele, mas por eu estar só.
***
Eu tinha conseguido um contrato ótimo para Ed com a K Motors, mais uma prova de quão boa empresária eu era. Ele assinaria o contrato em alguns dias e as propagandas seriam gravadas em breve.
— Ei, eu estava mesmo querendo falar com você! — exclamei quando vi Rosalie passar por mim pelos bastidores do estádio, Ed estava no palco ensaiando para aquela noite.
O show do dia anterior foi de fato um sucesso, as críticas o exaltaram, os fãs amaram e a internet o mantinha como um dos assuntos mais comentados. A turnê seria um grande sucesso, Ed já era o cantor do ano!
— Comigo? — Rosalie parou e me encarou desconfiada.
— Sim. — Eu estava sentada sobre uma caixa de som inutilizada. — Por que seu pai não veio para o show?
Rosalie suspirou.
— Isso é um assunto de família, Isabella.
— Você sabia que Ed o convidou? — indaguei, ela apertou mais a garrafinha de água em sua mão e negou com um aceno de cabeça. — Pois é, eu sabia, seria realmente bom que o pai de vocês tivesse vindo. — A imprensa e os fãs não deixaram de notar a ausência de Carlisle.
— Claro, seria ótimo para os negócios — Rosalie debochou.
— Seria ótimo para seu irmão. — O deboche sumiu do seu rosto com minha fala. — Ele realmente precisaria do pai perto, especialmente depois de tudo que aconteceu depois da morte do Stefan.
Rosalie se aproximou e disse:
— Eu liguei e pedi para papai vir, mas ele disse que não podia — contou em um tom de voz baixo. — Que amava Ed e tudo mais, só que… Ele não concorda com a vida que meu irmão leva.
— Seu pai é um babaca! — exclamei, Rosalie assentiu.
— Vou ser obrigada a concordar com você dessa vez — falou em um tom de voz triste. — Ele tinha muitos sonhos para Ed e eu, estou realizando alguns, mas meu irmão não realizou nenhum e isso enlouquece meu pai. Os valores dele são totalmente diferentes dos de Ed, ele tentou lidar com tudo no começo da carreira do meu irmão, mas só foi piorando e teve a crise no casamento dele com mamãe. — Ela calou a boca. — Eu realmente não deveria estar desabafando com você.
— Que seja, mas se você conseguir botar um juízo na cabeça do seu pai seria ótimo. Ou eu terei de fazer isso, porque sim, seria mesmo bom para a imagem de Edward que o pai estivesse por perto.
— Você pioraria as coisas — ela disse. — Meu pai te acha um grande mau exemplo desde o Escândalo Swan.
Bufei.
— Ele me proibiu de ver qualquer coisa sua quando aconteceu e confiscou tudo que tinha, revistas, dvds, camisetas…
Eu ri.
—Você era muito minha fã!
Ela revirou os olhos e começou a se afastar.
— E me arrependo muito disso, viu?
— Sei que está mentindo, quer um autógrafo?
— Tchau, Isabella! — Acenou e tinha uma careta no rosto, mas antes de se afastar mais voltou e perguntou: — Como Zoe em Malibu acabaria?
— Eu não sei…
—Ah você deve saber algo sim! — Sentou do meu lado sobre a caixa de som. — Conta!
— Rosalie…
— O meu episódio favorito foi aquele que a Zoe vai parar em Londres, eu quis ir até a cidade te ver gravar, ai descobri que na real você tava gravando aqui em Los Angeles mesmo. Foi um choque descobrir essa realidade da TV, mas eu amei ver um pedaço da Inglaterra na série, mesmo que de mentira.
— Eu acho que você precisa mesmo de um autógrafo. — Ela riu e corou.
— Eu te mandava cartas, você lia cartas dos fãs?
— Nem um por cento, eram muitas, se realmente li algo seu, esqueci.
Ela suspirou.
— Qual foi seu episódio favorito? — questionou e continuou a fazer perguntas pela próxima hora, eu me vi obrigada a respondê-las. Fazia anos desde que alguém foi até mim por ser um fã e eu tinha sido ensinada desde pequena a tratar meus fãs muito bem para manter a imagem de boa moça.
***
O segundo show em Los Angeles foi ainda melhor que o primeiro, sem o nervoso de estreia — só o do show em si —, Ed se saiu ainda melhor. Eu também tinha convencido meu pai a tocar naquela noite, o que ele disse que seria a última vez cantando com Ed e que se eu tentasse aquilo de novo deveria dar adeus a todos meus carros em sua garagem, obviamente ignorei aquilo, o faria cantar com Ed nos dois últimos shows da turnê em outubro.
Edward me dispensou aquela noite, ele estava muito cansado de duas noites seguidas tocando e como iríamos voar na manhã seguinte achei que seria mesmo melhor que o Cullen dormisse o máximo que pudesse. Também aproveitei para recuperar o sono, a turnê estava só no começo e ainda teríamos muitos dias intensos pela frente.
— Não podemos mesmo ir de carro? — Edward perguntou aos prantos no outro dia, já estávamos no jatinho, prontos para voar até São Francisco. O voo teria cerca de uma hora e onze minutos, pouco para mim e para o resto das pessoas ali dentro, mas um tormento para Edward que tinha medo.
— Não, sinto muito — respondi.
Ele estava sentado no corredor, seu terapeuta ao lado junto à janela. Leah em uma poltrona do outro lado do corredor, olhando meio assustada para Edward no meio de sua crise.
— Eu vou estar lá atrás se precisar de algo, ok? — perguntei para Ed, ele apenas assentiu, ainda chorando.
O terapeuta estava ali, sabia que ele seria melhor para ajudar Ed naquilo do que eu. Com o aviso de decolagem ligado, procurei um lugar no jatinho, onde a equipe principal estava viajando.
— Você tem certeza de que ele vai aguentar? — Jasper me perguntou preocupado quando sentei ao lado dele. Em seu lugar, Edward ainda chorava, mas conversava com seu terapeuta.
— Espero que sim — sussurrei.
Não demorou muito para o avião decolar, o que fez o choro de Edward piorar. Eu me remexi inquieta na cadeira, Jasper segurou meu ombro e o olhei.
— Eu vou — ele disse quando os avisos para manterem os cintos afivelados foram desligados.
Jasper se levantou e foi para mais perto de Edward, o deixou continuar em sua conversa com o terapeuta, o deixou continuar chorando, mas ficou perto.
***
Edward dormiu cerca de trinta minutos depois da decolagem, ele apagou sozinho enquanto chorava, o que não era o ideal, mas pelo menos descansaria um pouco depois da sua crise. Com cinco minutos para o pouso, seu terapeuta o acordou, ele ainda estava deslocado, mas não chorava mais.
Só falei com ele quando estávamos em solo, já fora do jatinho, esperando toda a preparação da equipe de segurança para cairmos fora do aeroporto.
— Você ainda quer manter a turnê?
— O quê? — ele perguntou, erguendo o olhar do chão para mim, Leah estava ao seu lado pendurada em seu braço.
— Acha que pode mesmo lidar com tudo isso? Se você quiser cancelo a turnê, não quero que se… Mate — murmurei a palavra. — Só para cobrir a agenda.
— Não, eu realmente quero completar a turnê — falou. — Não me faça parar.
— Não vou, mas se você quiser fale comigo, certo? Estou falando sério, interrompemos a turnê quando quiser.
Emmett se aproximou, estava na hora de deixar o aeroporto.
— Obrigado, Capitã — Ed agradeceu.
— Não por isso, pirralho!
***
Quando chegamos ao hotel, onde fãs e paparazzis esperavam por Ed na porta, subimos direto para o andar reservado. Coloquei Ed e Leah na suíte dele, para que pudessemos rever a agenda do dia.
O show em São Francisco seria só na noite seguinte, então aquela quinta-feira seria voltada para entrevistas na cidade durante toda a tarde e Ed teria um tempo no começo da noite para malhar.
— Preciso de uma foto sua — falei para Leah que estava sentada em uma poltrona do quarto, ela assentiu e eu tirei uma foto dela no meu celular, iria atualizar as redes sociais de Ed mais tarde com ela.
— Posso ir para meu quarto? Queria tomar um banho antes de saírmos para o almoço.
— Aham, pode ir — concordei, Leah se levantou e foi embora, Edward se jogou no sofá.
— Capitã, preciso de uma massagem.
— Você pode conseguir uma de noite após seu treino, vou marcar com o spa.
— Queria uma sua.
— Eu vou cobrar — falei e me sentei na poltrona que Leah estava antes. Com meu celular em mãos fiquei conferindo o nome de Ed no Twitter, até que me deparei com uma atualização de Isaward Swullen, que eu estava monitorando sempre para ter certeza de quando deveria dar um jeito de derrubar aquela conta.
Ela tinha postado uma foto minha chegando ao hotel com Ed, eu estava um pouco a frente dele. Nós dois sorriamos sobre algo, e olhávamos para baixo, provavelmente a loucura dos fãs do lado de fora. Não pude deixar de perceber que a fã louca daquele Twitter tinha cortado Leah, que estava do lado de Edward o tempo todo, da foto. A legenda dizia:
“O Ed e a Isabella já estão em São Francisco onde ele toca amanhã… Eles são tão lindos, olhem esses sorrisos!”
— Louca — xinguei.
— O quê? — Ed ergueu o rosto do sofá.
— Nada, vá trocar de roupa para irmos almoçar, Cullen.
O dia foi longo com todas aquelas entrevistas, agradeci um pouco de paz quando voltei para minha suíte e me larguei na cama. Com música tocando no sistema de som do quarto, eu usei meu celular para atualizar as redes sociais de Ed — que eu tinha acesso —, com a foto de Leah. A legenda que usei foi:
“Eu sou um cara muito sortudo.
Amo você @LeahClearwater”
Logo as fãs de Ed começaram a comentar, a maioria dizendo o quão amava o casal. Eu não podia deixar de sorrir, meu plano estava saindo muito bem.
Sai das contas de Edward e entrei nas minhas, assim que entrei em meu Instagram vi a atualização de uma revista. Era sobre Paul e Julia, eu prendi a respiração a ver o que era.
“Paul Lahote e sua noiva Julia Gaston anunciaram que irão se casar em fevereiro do ano que vem em capela na Itália.”
Paul iria casar e não seria comigo… Como eu me sentia sobre aquilo? Triste? Raivosa? Aliviada? É, eu me sentia um pouco aliviada, porque ele estava conseguindo o que queria com Julia e pararia de me atormentar. Também estava um pouco triste, com a constatação de que ele nunca seria meu. Mas, estava raivosa comigo mesma por sentir aquela tristeza e com raiva de Paul por ele ter arruinado minha vida. Então, a sensação de alivio voltava quando eu lembrava de que estava acabado, ele estava fora do meu caminho e eu poderia viver em paz sem ele me chantageando.
— Capitã? — Edward surgiu na porta do quarto, usava uma bermuda, camiseta e seus cabelos estavam molhados indicando que tinha acabado de sair do banho.
— Oi. — Larguei meu celular de lado, o Cullen subiu na cama, ficando por cima de mim.
— Adivinha qual a agenda para essa noite — falou com malícia.
— Você me fodendo?
— Exatamente, não vamos deixar nenhum compromisso de fora da agenda — disse, eu ri, mas não durou muito porque ele logo estava me beijando.
***
Acordei com o som de uma gargalhada, me remexi na cama, sentindo alguém mexer em meus cabelos. Abri os olhos e voltei a realidade, eu estava no meu quarto com Edward. Tínhamos que parar de apagar na cama um do outro, isso não era nada bom, podia nos colocar em problemas se alguém que não estivesse no pacote de confiança da equipe nos visse.
O relógio da mesinha perto de mim indicava que era pouco mais de meia-noite, Ed tinha ido para meu quarto quase oito horas e fodemos, então eu tinha pego no sono. Virei na cama, vendo a lateral do corpo de Edward. Era óbvio que a pessoa mexendo em meus cabelos era ele, queria continuar dormindo, mas ou ele caia fora, ou voltávamos a transar.
— Ei — me pronunciei, sentando de uma só vez.
Vi Edward usando seus óculos de grau, que ele tinha no bolso da sua bermuda mais cedo, assim como notei a televisão ligada, ele assistia Shrek. Mas, logo estava olhando para mim.
Parecia um garoto — mas, bom, ele era mesmo mais novo —, com suas bochechas coradas pelo riso, seu sorriso preguiçoso e o olhar brilhante.
— Você está assistindo desenho animado enquanto estou nua na cama ao seu lado?
Ele deu de ombros.
— Você estava dormindo, Capitã. Além do mais, é de Shrek que estamos falando, eu não me canso de assistir.
Olhei para a TV, onde o tal Shrek gritava com um burro. Revirei os olhos, Edward era muito idiota por gostar daquela coisa.
— Não vejo graça nisso.
O Cullen me encarou em choque.
— Capitã, como você pode não achar Shrek engraçado?
— Sei lá, nunca assisti.
Ele pareceu ainda mais aterrorizado com aquela afirmação.
— Agora, que tal desligar a TV para a gente voltar a transar? — perguntei, começando a percorrer minha mão por sua barriga, mas Edward me deteve.
— Não, você irá assistir Shrek comigo — proclamou, pegando o controle remoto com a outra mão.
— O quê? Não mesmo! — resmunguei, soltando minha mão da dele. — Se você quiser assistir esse filme bobo vá para seu quarto.
— E se eu disser que se você assistir o filme eu te fodo amarrada ainda hoje? — sugeriu, me fazendo parar. — Você não tem suas algemas aqui, mas posso dar um jeito com as cordas dos roupões.
— E você vai… Você sabe, foder tudo? — Mordi meu lábio inferior, como ele tinha me largado no dia anterior para dormir, não fizemos anal e nem mais cedo naquele dia e eu queria.
Edward confirmou com um aceno de cabeça.
— Eu farei tudo, Isabella. — Tocou em meus lábios, me fazendo suspirar. — Basta sentar aí e assistir Shrek.
— Vou ter que fingir que gostei?
— Não — negou. — Mas, se realmente gostar vai deixar isso claro. Se eu perceber que está mentindo e fingir que não gostou irei usar isso contra você. — Piscou para mim, engoli em seco.
— Como?
— Talvez alguns tapas, ou talvez eu pegue um cinto e faça o trabalho.
Oh, porra!
Eu mal via a hora daquele filme acabar. Arranquei o controle da mão de Edward, retornando o filme para o começo. Joguei o controle sobre a cama, sentando ereta, olhando diretamente para a TV assistindo o filme atentamente.
Logo senti a mão de Edward percorrendo minhas costas nuas, subindo para meus cabelos. Ele primeiro deu um puxão, mas logo voltou ao que estava fazendo quando acordei. Aquilo me deixou com sono de novo, então minha postura foi para o espaço enquanto assistia o filme do ogro.
Quando me dei conta Edward me puxou para ele, colocando minhas costas contra seu peito, ele estava usando sua cueca. Seus braços contornaram meu corpo, estávamos grudados, mas sem sexo no meio do caminho. Toda vez que ele ria meu corpo vibrava, a última lembrança em minha mente foi Edward beijando meu ombro, então voltei a dormir.
***
Ed não estava o meu quarto quando acordei, o que foi bom, porque eu tinha um dia cheio pela frente e ele também, não dava pra perder tempo com provocações e sexo. Ele passou a manhã passeando pela cidade com Leah, a tarde foi para o ensaio e de noite teria seu show. Eu passei o dia inteiro me dividindo entre lidar com as coisas ali em São Francisco para o Cullen e em Los Angeles para Riley — que começaria a gravar seu próximo álbum em alguns dias — e Kate que estava tendo uma crise, a nova era sobre ela querer se converter e virar budista, mas depois de horas eu a convenci a continuar a ser protestante, na teoria.
O show daquela noite também foi ótimo e ocorreu sem problemas, assim que o encontro com os fãs acabou, nós fomos direto para o aeroporto. Viajaríamos naquela noite mesmo para Las Vegas, onde Ed tocaria na noite seguinte.
O voo daquele dia não foi muito mais fácil, mas também não foi pior do que o de Los Angeles para São Francisco. Ed também acabou pegando no sono no meio do caminho e assim que chegamos ao hotel me certifiquei que ele fosse ir direto dormir, indo até seu quarto acertar tudo para ele.
— Bella? — ele me chamou da cama.
— Oi — respondi, certificando-me de que as cortinas estavam bem fechadas para ele não ser acordado tão no começo da manhã quando o Sol nascesse.
— Voar é terrível, parece que o avião vai cair. — Abriu seus olhos e me olhou aterrorizado.
— Você está seguro agora. — Passei a mão em seus cabelos. — Volte a dormir, vou para meu quarto descansar um pouco também. — Ele assentiu e fechou seus olhos novamente.
— Não acredito que estou em Vegas e não irei encher a cara.
Ok, mudança de planos, eu dormiria ali para me certificar de que ele estaria bem. Tirei minhas roupas, peguei a camiseta que Ed tinha tirado e fui para a cama com ele.
***
Edward não teve muito tempo durante o dia para sofrer por não estar aproveitando Las Vegas como fazia no passado, acordou no meio da manhã, foi malhar, fazer alguns exercícios com sua instrutora de Yoga e seu fisioterapeuta, saiu para almoçar com Leah. Depois pela tarde deu entrevistas, ensaiou e então já era a hora do seu show, o encontro com as fãs e voltamos para o hotel.
No entanto era aniversário de Nadia, a coreógrafa da turnê, e Jasper estava ofertando uma festinha no seu quarto para ela. Ele garantiu que só teria bebidas com álcool, nada de drogas, mas eu ainda não tinha certeza de que Ed deveria estar lá, mas ele queria muito ir e se divertir um pouco.
— Você pode mesmo passar por isso? — perguntei quando deixamos o elevador no andar no hotel reservado a equipe, ele rapidamente soltou a mão de Leah que subia com a gente.
— Prometo me comportar, Capitã — falou com o máximo de segurança possível em sua voz. — Não quero estar fora das festas da equipe. Além do mais, todo lugar que vou tem álcool e mesmo drogas, vou ter que aprender a me controlar de qualquer forma.
— Ok — sussurrei, paramos na porta do quarto de Jasper, alguém estava cantando lá dentro e adivinhei que tinham um karaokê. — Vai entrar com a gente? — perguntei para Leah.
— Não — ela negou. — Estou com dor de cabeça, vou dormir um pouco — falou. — Boa noite! — Se afastou até sua suíte.
— Que bom que ela não está vindo — Ed disse aliviado, abrindo a porta para entrarmos no quarto de Jasper, o local estava lotado, luzes apagadas, com apenas uma iluminação de LED, como pensei um karaokê tinha sido colocado na sala e dois dançarinos cantavam. Tinha gente dançando, gente se pegando e muita gente bebendo.
— Edward…
— Estou bem, Capitã — ele garantiu e sorriu para mim.
— Refrigerante para você, Cullen! — Jasper se aproximou e serviu uma lata de refrigerante de limão para o amigo.
— Valeu — Ed agradeceu.
— Escutem! — Jasper gritou, chamando a atenção de todos, a música parou e todo mundo olhou para ele. — Como bem sabem Ed parou com o álcool e as drogas ano passado e vem se mantendo limpo desde então. — Mentira, mas ninguém podia saber sobre seu deslize recente. — Vamos todos ser pessoas fodidamente boas e o ajudar nisso, se eu ver alguém oferecendo álcool para ele, ou qualquer merda que nem permiti que trouxessem para cá a primeiro momento, eu juro que mato a pessoa com minhas próprias mãos. Entenderam?
— Sim, Jasper! — responderam em coro.
***
Edward estava no karaokê com a aniversariante, eles cantavam Wake Up in Vegas da Katy Perry, eu estava sentada no sofá junto com Jasper, que me perguntou:
— Por que você não tá bebendo álcool? — Apontou para a lata de Coca-Cola na minha mão, me aproximei mais de Jasper e sussurrei em seu ouvido para ninguém mais ouvir.
— Você sabe que Ed e eu estamos nos pegando, não quero que ele sinta o gostou, ou o cheiro em mim e isso o tire da casinha.
— É, faz sentido — ele falou e bateu sua própria lata de Coca na minha.
— Por que você não está bebendo?
— A verdade? Eu fiquei um pouco assustado depois do que rolou com o Ed depois que ele bebeu naquele dia — confessou. — Achei melhor não beber na frente dele também.
— Você é um excelente amigo, Jasper.
Ele suspirou e riu.
— Você não faz ideia.
— Shut up and put your money where your mouth is. That’s what you get for waking up in Vegas. Get up and shake the glitter off your clothes now. That’s what you get for waking up in Vegas* — Edward cantava, parecendo realmente feliz. Bom, ele podia se divertir sem o álcool e as drogas.
Quando a vez de Ed e Nadia acabou, Jasper me fez ir cantar com ele e me mandou escolher a música. Eu me mantive em Katy Perry, escolhendo Peacook, o que fez Jasper rir alto, olhei para Edward que escondia um sorriso atrás de sua mão.
— I wanna see your peacock, cock, cock* — comecei a cantar, também sorrindo. Era surpreendente que mesmo depois de descobrir sobre a data marcada do casamento de Paul dois dias antes, eu me sentisse feliz, mas era como estava me sentindo aquela noite.
***
Quando todos fora embora, ficaram no quarto de Jasper apenas o próprio, Ed e eu. Os dois estavam conversando sobre algo que eu não prestava atenção, enquanto mexia distraidamente em meu celular, até que joguei o aparelho de lado no sofá que eu estava e fui trocar de música.
Tirei a canção animada demais que tocava, colocando em I Want You do Kings of Leon, que dominou o quarto com aquela batida sexy e a voz rouca do vocalista. Sorri, me sentindo dominada pela canção.
Olhei para onde os garotos estavam — sentados no chão — e naquele momento quis os dois. Juntos, ao mesmo tempo, me fodendo e me levando ao extremo.
Eles fodiam tão bem, me enlouqueciam na cama. Como seria ter os dois me fodendo ao mesmo tempo? Eu não sabia se eles aceitariam, mas eu queria e poderia tentar, não? Porra, queria tanto realizar aquela fantasia de ser fodida pelos amigos.
Caminhei até eles, passei por Edward que soltou um sorrisinho malicioso para mim, mas foi no colo de Jasper que subi, passando minhas pernas ao redor do seu corpo e apoiando-me em meus joelhos. Ele ficou surpreso com aquilo, assim como uma olhada rápida para Ed me confirmou que ele não estava muito contente de ser ignorado.
— Oi — falei com Jasper, antes de beijá-lo, sendo retribuída com ele agarrando na base das minhas costas e beijando-me com a mesma intensidade que o beijava.
Agarrei seus cabelos, ao mesmo tempo que me esfregava nele, querendo que Jasper ficasse duro para mim. Afinal, eu queria que ele me comesse aquela noite.
— Então, oi! — Jasper exclamou em êxtase quando distanciamos nossos lábios.
Somente sorri para ele, antes de me voltar para Edward, que continuava sério. Toquei em seu rosto, sentindo sua barba começando a nascer e o senti tensionar sob meus dedos.
— Me beija — pedi a ele.
— Isabella…
— Eu quero vocês dois — falei de Edward para Jasper. — O que acham? — Queria aquilo fazia tanto tempo.
— Porra, eu acho isso muito bom! — Jasper disse contra sua respiração, olhando com desejo para mim e Edward.
— Isso não vai rolar — Edward negou, fazendo menção de se levantar, mas agarrei seu pulso.
— Eu prometo que você irá se divertir. — Seus olhos verdes ficaram fixos nos meus. — Que nós três iremos. Apenas uma noite. — Sai do colo de Jasper para o de Edward. — Nós não te obrigaremos a fazer nada que você não queira — garanti. — Mas, se você estiver disposto a experimentar, nada que acontecer aqui irá sair desse quarto.
— O que acontece em Vegas fica em Vegas — Jasper entoou o ditado.
— Você quer ficar ou ir embora? — perguntei a Edward. — Se quiser ficar é só me beijar nesse exato momento.
Ele me beijou, enchendo meu corpo de animação pela noite quente que eu soube naquele momento que iria ter com os dois. Agarrou meu rosto, colando seus lábios nos meus, eu segurei na gola de sua camisa.
Quando nos soltamos ele ainda estava sério, mas com um brilho de luxúria no olhar. Toquei meus lábios nos seus mais uma vez, antes de me voltar para Jasper.
— Venha para mais perto — pedi, sendo prontamente atendida, uma vez que ele se moveu no chão até estar sentado bem ao lado de Edward, com seus ombros se encostando.
Com Edward agarrando minha cintura me inclinei para Jasper e o beijei mais uma vez, com ele segurando em meus cabelos com força. Edward alcançou meu pescoço, fazendo com que eu gemesse ao sentir seus beijos lá, enquanto Jasper me beijava.
Eu estava no paraíso!
Deixei os lábios de Jasper, mesmo querendo continuar a beijá-lo, mas precisava perguntar algo a Edward.
— Você quer beijar Jasper?
Ele estreitou o olhar, voltando-se para o amigo que esperava sua resposta calado, mas visivelmente ansioso.
— Sim — a resposta de Edward veio sem muita demora.
— Porra! — Jasper guinchou.
Eu sorri e me inclinei para sussurrar no ouvido de Edward.
— Sei que Jasper gosta de ser dominado, faça com ele o que faz comigo, senhor.
Aquilo pareceu ser o suficiente para Edward, que tirou uma mão da minha cintura e a levou até os cabelos do amigo. Ele agarrou com força, fazendo Jasper suspirar, então Edward o beijou.
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