Hollywood
82 Capítulo Oitenta e Um
Notas iniciais
Capítulo Oitenta e Um
Edward Cullen
"Confira aqui tudo sobre a turbulenta vida amorosa de Ed Cullen."
Eu estava apaixonado. Amava minha garota. Estávamos casados. Teríamos uma filha. A vida era quase perfeita.
***
O carro parou na frente da casa de Bella… Quer dizer, na frente da nossa casa em Malibu. Era uma casa grande, de frente para praia em um lugar mais isolado. Existiam outras casas na rua, mas não muito próximas uma das outras e todas eram visivelmente caras, isso significava que pertenciam a outras pessoas que também não queriam ser encontradas.
Nenhum estabelecimento comercial por perto garantia uma privacidade maior, era um bom lugar para ficarmos na lua de mel, sem paparazzis nos rondando, nem fãs podendo surgir do nada.
Deixei o carro primeiro, ajudando Bella a sair. Segurando na barra de seu vestido para ele não encostar no chão, os seguranças que foram no outro carro e nosso motorista ficaram responsáveis por pegar nossas bagagens no porta malas.
Isabella tinha a chave da casa em sua pequena bolsa de mão e entregou para mim quando chegamos perto da entrada, soltei seu vestido e abri a porta para que os seguranças colocassem as malas no hall de entrada. Minha esposa — ainda era tão novo usar essa palavra, mas tão bom — repassou as instruções finais quando eles deixaram a casa e em seguida se afastaram desejando boa noite.
Sem um anexo na casa metade dos seguranças e o motorista ficariam em um hotel lá perto, enquanto os outros vigiariam a casa do carro estacionado ali na frente. Depois trocariam de turno.
— Oi, senhora Cullen. — Me aproximei mais de Isabella e toquei seu rosto com ambas as mãos, ela deu um sorriso bonito e seus olhos brilharam.
Beijei seus lábios, mas não por muito tempo. A peguei de surpresa a carregando no colo, teríamos tudo, eu não deixaria de entrar com ela em meus braços na nossa casa.
— Sendo tradicional, senhor Cullen? — perguntou e tirou a chave da porta, assenti e entrei na casa.
Pé direito primeiro, só pra garantir.
Isabella consegui trancar a porta mesmo do meu colo e me indicou o caminho para nosso quarto, atirando sua bolsa para junto das malas, a casa estava preparada para a gente. Uma equipe de limpeza tinha sido enviada mais cedo, também para abastecer nossa cozinha.
Entramos no quarto e vimos a garrafa de champanhe, sem álcool, no balde de gelo. Sobre a bandeja em cima da cama também um pote com morangos, eu sorri e coloquei Isabella no chão.
Não dissemos nada, mal tinha processado o quarto como um todo e ela já estava com as mãos nos botões da minha camisa e seus lábios em meu pescoço. Coloquei minhas mãos sobre sua bunda, a trazendo para mais perto.
— Espera, vamos brindar primeiro — pedi.
— Sério? — resmungou, parando de me beijar. — Já brindamos um milhão de vezes na festa — reclamou.
— Calma, apressada. — A soltei e fui pegar a garrafa de champanhe, ela aceitou e se encarregou de pegar as taças também sobre a bandeja.
Eu era experiente com garrafas de bebidas, sendo assim não tive dificuldade nenhuma em abrir aquela, mas a rolha bateu na parede e deixou uma marca ali.
— Mal se tornou o dono da casa e já está a destruindo, marido? — Capitã provocou.
— Desculpa, lind… — Fui interrompido por ela lambendo minha mão onde um pouco de bebida caiu ao abrir o champanhe, seu olhar era atrevido assim como ela.
— Até esse champanhe sem graça fica melhor em você — disse em um tom de voz baixo.
Eu segurei a garrafa só com uma mão, deixando-a lamber o indicador da mão suja pela bebida. Então, Bella o colocou na boca e chupou, aquilo atingiu meu corpo todo, meu pau já estava duro.
— Faça seu brinde agora, amor. — Piscou para mim ao tirar a boca do meu dedo.
Eu suspirei, tentando focar no brinde e enchi nossas taças. Devolvi a garrafa para a bandeja e Isabella me entregou uma das taças.
Segurei sua mão livre e comecei a falar.
— Eu te amo, Capitã. Essa será apenas a primeira noite de muitas e muitas outras que estão por vir. — Me inclinei e chupei o lóbulo da sua orelha, depois sussurrei em seu ouvido. — Nós começamos com sexo e somos tão bons nisso. Eu quero foder você pelo resto das nossas vidas, quero que você me foda. — Foi a vez dela de suspirar. — Eu vou realizar todos seus desejos, putinha. — Beijei seu pescoço.
— É? Podemos começar por eu chupando seu pau? — Desafiou.
Tirei meu rosto de seu pescoço e olhei em seus olhos, podia ver a luxúria ali. Bati minha taça na dela e bebemos um pouco, recolhi e coloquei sobre a bandeja novamente, ela se livrou de suas pantufas.
Eu segurei em seu pescoço, sem muita força e coloquei meus lábios sobre os seus. Minha língua invadiu sua boca, suas mãos voltaram para os botões da minha camisa e eu desci as minhas para sua bunda, dando um tapa do lado direito.
— Muito forte — Bella protestou e eu sabia que deveria diminuir a intensidade, não por ela, minha esposa já tinha provado tantas vezes que aguentava muito mais que aquilo, mas não podíamos pegar tão pesado por conta da gravidez.
Massageei sua bunda, então bati do lado esquerdo, ela gemeu e beijou meu peito.
— Amo você — falamos juntos.
Bella pegou espaço e tirou minha camisa.
— Você é tão gostoso. — Chupou meu mamilo esquerdo, enquanto com seus dedos percorria minha barriga, suas unhas me arranhando de leve. — Estou doida pra foder você.
Eu gemi, sabia o que aquilo significava. Aquela seria a noite que iríamos além.
— Quer que eu te foda gostoso, né? — Levou uma mão até minha bunda e apertou.
— Sim, eu quero! — Segurei em seus cabelos e puxei seu rosto para cima, chupei seu lábio inferior, deixando bem vermelho e falei. — Quero que foda meu rabo essa noite.
Ela ofegou, eu chupei seu lábio mais uma vez, antes de tirar o cinto da minha calça.
— Eu vou te bater com esse cinto daqui a alguns meses — prometi.
— Vai? — Tirou da minha mão e o percorreu por meu abdômen. — Eu vou cobrar. Esse cinto mesmo, pra honrar a sua roupa de casamento.
— Eu disse, vou realizar todos seus desejos, putinha. Agora tira essa bandeja da cama — ordenei.
Ela prontamente foi fazer isso, deixando a bandeja numa mesa no canto do quarto enquanto eu me livrava dos sapatos e meias.
— Você pode chupar meu pau agora, putinha — falei segurando em seu queixo.
Ela deu um sorrisinho atrevido, ajustou a tiara em sua cabeça e ficou de joelhos diante de mim, arrumando o vestido de noiva ao seu redor. Começou a tirar minha calça, quando essa estava fora suas mãos passearam das minhas pernas até minhas coxas.
— Você é meu — falou e beijou minha coxa direita, para depois morder ali, forte, não me importei em ficar marcado.
Bella beijou o lugar em seguida, após isso seus dedos puxaram minha cueca para baixo. Isso deixou minha ereção a mostra, assim que ela jogou a cueca para longe suas mãos estavam em meu pau.
— Antes de eu te foder você vai me comer — ela anunciou e chupou a cabeça do meu pau, fechei meus olhos e respirei fundo. — Vai tirar meu vestido e me foder de quatro, aqui no chão mesmo — continuou.
Voltou a me chupar e ela era tão boa naquilo, o melhor boquete de todos os tempos. E eu estava casado com ela, a vida era boa.
Abri meus olhos e vi Isabella me chupando, ambas as mãos sobre minhas coxas e sua boca trabalhando em meu pau. Ela olhou para cima e tirou ele de sua boca, mas voltou a usar sua língua para me lamber, ainda estava fazendo isso quando levou uma mão até minha bunda.
Massageou uma nádega, me lambeu mais, então um de seus dedos estava massageando meu buraco pelo lado de fora. Aquilo me fez gemer, alto.
— Você gosta. — Ela não estava perguntando, era uma afirmação.
Isabella voltou a me chupar, enquanto seguia massageando aquele outro pedaço do meu corpo. Aquilo era excitante para caralho e imaginar o que rolaria mais tarde me deixava ainda mais louco de tesão, mal via a hora de tudo aquilo acontecer.
Porém, fui pego de surpresa quando minha esposa tirou boca e mãos de mim.
— O que foi? — questionei quando ela ficou de pé.
— Precisamos começar a te preparar — respondeu e afagou meu braço. — Vou pegar as coisas na minha mala, fica aqui.
Fiquei, estava ansioso, mas não uma ansiedade ruim. Quando Bella voltou para o quarto tinha uma caixa branca de tamanho médio em mãos, ela apoiou a caixa em uma cômoda do outro lado do quarto, mexeu ali por um tempo, bem concentrada, eu a avaliava, só que não conseguia enxergar tudo.
— Por onde vamos começar? — perguntei quando ela andou em minha direção, olhei para suas mãos, vi um frasco de lubrificante, um preservativo e…
— Plug anal. — Sorriu e colocou tudo sobre a cama, eu respirei fundo encarando o plug, era preto e parecia feito de algo tipo borracha, ele também não tinha nada que ficaria pendurado, eu achava super estranho aqueles com caudas, por exemplo. Bella tinha feito uma boa escolha. — Relaxa, tá? Qualquer coisa a gente suspende a ideia, não tem problema nenhum.
— O quê? Não, não foi uma respiração nervosa — me expliquei. — Tá, talvez um pouco, mas eu tô é muito excitado.
— Deu pra perceber — falou e começou a me masturbar.
Ela sorriu e voltou a ficar de joelhos, logo voltando a me chupar também. Seus dedos também voltaram ao meu rabo, gemi alto pra caramba ao sentir aquilo de novo.
— Fica de costas pra mim, senhor Cullen — ordenou após um curto tempo. — E se debruça sobre a cama.
Fiz o que ela pediu, apoiando metade do meu corpo na cama, ficando com minha bunda virada pra Bella e meus pés firmes no chão. Ouvi o som dela se levantando, seu vestido entregando seus movimentos, depois pela minha visão periférica a vi pegar o frasco de lubrificante.
— Me diz se doer — pediu e senti seus dedos melados pelo lubrificante voltarem ao meu rabo, só que daquela vez ela enfiou um. Era cuidadosa e não tinha pressa nenhuma, o que foi bom, eu gemi e movi meu corpo um pouco mais pra trás querendo que ela fosse mais fundo.
Isabella me deu isso, levando seu dedo mais para frente em meu interior e depois o movendo de forma que me fez sentir ainda mais prazer. Eu sabia que ela tinha atingido minha próstata, como da primeira vez que fizemos isso.
— Bom? — questionou.
— Maravilhoso — sussurrei, cheio de tesão, queria ela me preenchendo ali atrás e ao mesmo tempo queria poder foder sua boceta.
Foi fácil entender porque ela tinha insistido tanto para ser fodida por mim e Jasper ao mesmo tempo, a ideia de prazer por todos os lados era tão boa. Só que, pensar nele naquele momento me fez ficar irritado, era minha lua de mel, não devia pensar nele, ou em outra pessoa.
— Droga!
— Te machuquei? — Parou de mover seu dedo, mas não o tirou de dentro de mim.
— Não, lembrei de nós dois com Jasper em Las Vegas — confessei e ouvi sua risada baixa.
— Tá tudo bem, imaginei que isso acabaria passando por sua cabeça. Ou sua vez com Roger.
Ela voltou a mover seu dedo, eu gemi ainda mais por isso e por pensar no sexo com Roger e o com Jasper.
— Não te incomoda? — consegui perguntar entre gemidos.
— Não — respondeu honestamente, deslizando uma mão sobre minha lombar.
— Cer…
Fui interrompido por ela colocando mais um dedo em meu cu.
— Porra, Isabella! — guinchei.
— Doeu?
— Um pouco? Mas é gostoso, caralho, muito bom.
Nós nos calamos por um tempo, menos meus gemidos motivados pelo prazer que ela estava me dando.
— Acha que já aguenta o plug?
— Sim, por favor — implorei.
Lentamente ela tirou os dedos de mim, meu corpo sentiu a falta deles. Olhei para trás e a vi preparando o plug, colocando a camisinha nele.
— Vai ficar com ele um tempo, pra se acostumar com o que vem depois.
Eu sorri, um puta de um sorriso imenso.
— Mal vejo a hora.
Ela piscou para mim e eu voltei a olhar para frente, encarando a cabeceira da cama. Com uma mão Bella afagou minhas nádegas, com a outra, bem devagar, colocou o plug em mim.
Segurei nos lençóis com força, o plug era mágico. Porra, aquela noite só ficava melhor!
— Edward? — me chamou depois de um tempo de completo silêncio.
— Eu tô lidando com todo o tesão — murmurei para ela, Bella depositou um beijo em minhas costas e anunciou.
— É hora de você comer sua esposa. E adianto que vai ser ainda melhor com esse plug no seu rabo.
Porra!
Eu me ergui, lentamente. Obviamente sentia o plug dentro de mim, mas a cada movimento a sensação se tornava melhor.
Fiquei de frente para Isabella, ela se aproximou e segurou em minha bunda com ambas as mãos.
— Contraí — sugeriu.
Fiz aquilo, ofeguei e minha cabeça caiu pra frente, os olhos se fechando.
— Bom, né? — Ela beijou meu peito. — Agora, minha boceta precisa desesperadamente de você.
Abri meus olhos e encarei Isabella, levei minhas mãos até sua cintura e a puxei para um beijo. Quando terminei de beijá-la, por hora, fiz com que ela ficasse de costas para mim.
— Cuidado, não quero que o vestido seja danificado — alertou.
Emiti apenas um som de concordância, comecei a abrir seu vestido, ao mesmo tempo que depositava beijos em seus ombros e nuca. Ajudei Isabella a tirar seu vestido, nós o deixamos sobre o chão mesmo.
— Quer desfazer seu penteado? — perguntei, a boca centímetros de sua pele, me preparando para um novo beijo.
— Não, quero continuar com minha tiara, faz eu me sentir uma princesa — alegou.
Aquilo me fez rir, mas meu riso foi calado quando coloquei os lábios sobre seu ombro e beijei. Uma mão minha encontrou seu seio esquerdo, afaguei, com delicadeza, mas depois belisquei seu mamilo.
Fiz com que Bella se virasse de frente para mim, me inclinei e beijei seus seios. Ela gemeu e segurou meus cabelos, eu a beijei mais.
O plug anal em mim ainda me dava um puta prazer, só que ouvir ela gemendo meu nome aumentava a excitação. Também fiquei ainda mais excitado quando levei uma mão para dentro de sua calcinha branca de renda, Isabella estava tão molhada.
Tirei os dedos dali e minha boca de seu seio, para sentir seu gosto em minha língua.
— Você é tão gostosa — falei quando tirei os dedos da boca, ela suspirou e eu beijei o espaço entre seus seios novamente. Tirei sua calcinha em seguida. — Fica de quatro putinha — ordenei.
O sorriso tomou conta do seu rosto corado. Ela desceu e ficou de quatro, apoiada em seus joelhos e cotovelos, fui para o chão junto dela, ficando sobre meus joelhos também, entre as penas da minha esposa.
Nossos corpos estavam tão próximos que meu pau roçou em sua boceta, me esfreguei ali, ela gemeu alto e como fiz antes moveu seu corpo mais para trás querendo um contato maior.
— Me fode — implorou.
— Eu farei isso, putinha — garanti. Não aguentaria muito mais, precisava gozar.
Segurei meu pau com uma mão, com a outra a cintura de Isabella e me enterrei nela em um movimento único. Ela xingou, mas eu sabia que de prazer e no instante seguinte começou a rebolar no meu pau.
Fodemos sem falar muito, eu metia nela e escutava seus gemidos. Ela rebolava para mim e arrancava gemidos de volta.
Estava certa, fodê-la enquanto eu tinha o plug no meu rabo deixava tudo melhor. O prazer era maior, a vontade de gozar era necessária.
— Quero que você goze comigo, putinha! — exigi levando uma mão ao seu clitóris, me segurando o máximo para não ter meu orgasmo logo.
Bella gemeu mais, seu corpo suado estava estremecendo e sabia que ela estava perto. Eu também, cada vez mais.
— Edward. — Isabella olhou para trás. — Você tá gostando?
Sabia bem ao que ela estava se referindo.
— Bastante, mas sei que vai ser ainda melhor quando você estiver metendo em mim.
Ela gemeu bem mais alto, sua cabeça pendeu para frente e sua tiara caiu. Não se importou com isso, gozou segundos depois e eu logo em seguida, minha porra a enchendo e meus dedos ainda dando atenção para seu clitóris inchado.
— Amo você, Isabella — declarei, a voz falha pelo orgasmo, ainda dentro dela me esfreguei mais buscando mais prazer. — Caralho, eu amo te foder! — exclamei.
— Também amo você — sussurrou, olhou para mim novamente e vi sua expressão de prazer e cansaço, mas sabia que a noite ainda não tinha acabado para nós dois.
Saí de dentro dela, acariciei sua bunda e me joguei no chão ao seu lado. Isabella deitou em seguida também, costas sobre o piso que imitava madeira, mãos em seus cabelos.
Inspirei fundo e fui buscar mais com ela, deixei uma mão em seu clitóris ainda sensível, ela choramingou de prazer e pediu para eu continuar. Minha boca encontrou seu seio e ficamos assim um pouco, até Isabella falar:
— Vamos tomar banho e ir para o grande ato da noite, senhor Cullen.
***
Nosso banho não demorou muito, Bella saiu primeiro avisando que ia guardar seu vestido e me deixou só. Eu tirei o tempo sozinho para terminar de me preparar para o que viria a seguir, um pouco nervoso, mas ainda animado sobre o que aconteceria.
Deixei o banheiro nu, com certeza seria de extrema inutilidade colocar roupas para logo as tirar. Isabella estava sentada na ponta da cama, também nua, pernas cruzadas e me analisando atentamente.
Ao seu lado vi uma embalagem nova de camisinha, o lubrificante, a cinta peniana e a prótese ainda não acoplada. Me aproximei de Isabella e fiquei de joelhos na sua frente, ela descruzou suas pernas, minhas mãos seguraram suas panturrilhas.
— Quer mesmo isso? — indagou passando uma mão por meus cabelos.
— Sim, preciso que você me foda. — Olhei para tudo ao seu lado. — Quer que eu te ajude a colocar?
— Quero. — Puxou um pouco meus cabelos, eu soltei um suspiro bom, querendo mais daquilo e depois mais do que aquilo.
— Faz de novo, senhora Cullen. — Ela fez. — Me bate. — E ela bateu.
Um belo tapa em meu rosto, senti minha pele queimar e vi minha esposa com um sorrisinho confiante no rosto. Ela poderia amar ser mais submissa no sexo, mas sabia que também gostava de ter seus momentos no controle. E isso já estava me deixando de pau duro.
Isabella se colocou de pé, sua mão ainda em meus cabelos puxou eles outra vez antes de pegar a cinta e entregar para mim. Era preta, de um material que imitava couro, cheia de tiras e com abertura na frente para que a prótese fosse colocada.
Ajudei Bella a ajustar a cinta em si de forma que ficasse segura para nada dar errado, mas também não apertada a ponto de ela acabar machucada.
— Aqui — Isabella me entregou a prótese, era de um tom de pele claro, julguei o tamanho ideal para o que faríamos.
Nós colocamos a prótese no lugar devido, eu estava quase pegando a camisinha quando Bella parou minha mão e ordenou:
— Chupa!
Eu chupei, estava curioso. Claramente não era nem de longe tão bom quanto chupar Isabella, também não devia nem chegar perto de como era chupar um pau de verdade, só que foi o suficiente para deixar meu pau ainda mais duro com toda a expectativa dentro de mim.
— Se masturba, devagar.
Segui a nova ordem de Isabella, deslizando com calma uma mão sobre meu pau. Tive uma ideia e estendi a mão livre para Isabella, tirando minha boca da prótese, pedindo em um sussurro:
— Coloca um pouco de lubrificante.
Ela atendeu meu pedido, eu segui tocando em meu pau, chupando aquele preso no corpo da minha esposa e levei a mão com lubrificante até meu rabo. Ouvi Isabella gemer quando fiz isso, ela esfregou uma perna na outra e eu tinha certeza absoluta de que estava excitada também.
Cuidaria bem dela depois.
Não levei meus próprios dedos ao meu interior, mesmo que já tivéssemos tirado o plug desde nosso banho, apenas toquei na parte externa espalhando o lubrificante. Já foi o suficiente para me deixar mais cheio de tesão, só parando quando o gosto da prótese me cansou.
— Isabella, me come — implorei tirando a boca dali e olhei para cima.
O rosto dela estava bem vermelho, tão vermelho quanto o meu deveria estar. E tinha suas mãos sobre seus seios, não se escondendo, ela estava dando prazer a si mesma se tocando.
— Onde quer fazer isso? Na cama, de lado, é mais fácil numa primeira vez.
Avaliei aquilo, mas neguei com um aceno de cabeça.
— Aqui no chão, de quatro, igual como te comi mais cedo.
— Certeza? Não vai ser muito confortável — alertou.
— Estou pronto — foi tudo que falei, porém antes que eu me movesse ela se abaixou junto de mim e me beijou demoradamente, suas mãos firmes em meu pescoço.
— Você vai me avisar se quiser parar, promete, Edward.
— Eu prometo. — Mordisquei seu lábio.
Nos movemos no chão, fiquei de costas para ela, apoiado em meus joelhos e cotovelos. Senti e ouvi Bella se mexer atrás de mim, mas estava de olhos fechados, querendo me concentrar para quando ela metesse em mim.
Porém, fui pego de surpresa pela morena. Ela colocou sua boca em mim, bem no meu buraco. Sua língua deslizou ali e eu gemi, mais alto do que em toda minha vida.
Era uma sensação nova e boa.
— Isabella — praticamente choraminguei de novo, ouvi a diaba rir, mas aquilo lhe deu mais munição para continuar.
Fui pego de surpresa novamente quando ela levou uma mão até meu pau, a movendo por ele um pouco. Eu xinguei e chamei seu nome novamente.
Então, ela parou.
— Não, continua — pedi e abri os olhos.
— Vamos seguir as coisas — anunciou.
Ouvi o barulho do frasco de lubrificante sendo aberto, logo sentindo dois dedos dela em meu rabo. Ela não perdeu tempo em deslizar um para dentro, depois outro, movi meu corpo para trás e eles se enterraram em mim.
— Porra! — exclamei, tentei levar uma mão até meu pau, mas quase me desequilibrei e voltei a posição inicial.
— Não se mexe — Bella orientou. — Ainda não pelo menos.
— Uhum, ok — falei sem conseguir dizer mais nada enquanto a sentia mover seus dedos em mim.
Tão gostoso, eu não podia acreditar que tinha esperado tanto tempo para deixar ela me tocar daquela forma.
— Tá doendo?
— Não — respondi. — Só tá bom. — Soltei um longo gemido quando ela tirou os dedos de mim. — Continua.
— Você não quer ir direto ao ponto?
Porra, sim eu queria.
— Quero, quero.
— Foi o que pensei.
Ela não me tocou, nem falou nada por uns segundos. Continuei imóvel, controlando minha respiração.
— Edward, eu te amo — Isabella disse, afagando minha nádega esquerda com uma mão. Depois a firmou em meu quadril e me puxou mais para si, senti a prótese, já com a camisinha, encostar em meu rabo.
Entretanto, Bella não me penetrou de uma vez. Ela me provocou um pouco com a prótese, esfregando em mim, até voltar a usar seus dedos melados de lubrificante em meu interior.
Eu sabia que precisávamos de muita lubrificação, seria mais fácil assim.
— Estou pronta — afirmou.
— Vai, me fode. — Mexi meu quadril, ela afagou minhas costas antes do próximo passo.
Ajustou a prótese em meu buraco, eu respirei fundo, aos poucos deslizando e me preenchendo.
— Bom?
— Uhum, muito — falei bem baixinho, doía pra caralho, mas eu queria mais e mesmo com a dor era prazeroso.
Ela enfiou mais, doeu mais, porém também gemi ainda mais.
— Caralho, Isabella.
— Quer que eu pare?
— Não, continua, não para de me foder!
E ela seguiu, ao ponto de colocar tudo. Eu gritei, não me contive, novamente quase me desequilibrando.
Não nos movemos, eu sabia que precisava me acostumar. Nunca tinha dado meu rabo, mas já tinha estado do outro lado e tinha ideia de como as coisas deveriam funcionar.
Minha esposa ficou acariciando minhas costas, delicadamente. Eu queria tocar nela também, mas não poderia fazer isso sem desfazer nossa ligação.
— Tá se sentindo cheio?
— Sim.
— É assim que me sinto quando você me fode e usa algum brinquedo em mim ao mesmo tempo, ou quando você e Jasper me comeram juntos.
— Sortuda do caralho.
Ela riu.
— Queria que ele estivesse aqui?
— Não — respondi honestamente.
— E outro cara?
— Também não, gosto que seja você. Só tô arrependido de não ter te deixado fazer isso antes, muito tempo perdido.
— Relaxa, sempre que quiser posso te comer a partir de hoje. Acha que já posso me mexer?
— Pode.
Ela se moveu, eu choraminguei outra vez. Não de dor, nem ligava mais para qualquer traço de dor.
Meu corpo estava todo arrepiado e agradeci toda a malhação, yoga e ensaios pesados para os shows, era o que dava a força para meu corpo não desabar. E enquanto Bella se movia dentro de mim, devagar, mas o suficiente pra me deixar enlouquecido, consegui levar uma mão até meu pau.
Suspirei de alívio, precisava daquela libertação também.
Nós continuamos, Isabella tocava em meu corpo com carinho e seguia me fodendo, nosso ritmo mais perfeito do que nunca, ao mesmo tempo que eu me masturbava.
— Você é tão bonito, amor. Eu amo ter essa nova visão sua.
— Sério? — consegui questionar, minha voz difícil de encontrar no meio de tudo que estava sentindo.
— Sério. Você está tão entregue. É lindo.
Suas unhas arranharam minhas costas, a xinguei e Isabella riu.
— Sim, é muito lindo te ver assim.
Ela me confundiu quando tirou toda a prótese dentro de mim, só que não tive tempo de contestar nada, não quando sua atitude seguinte foi me penetrar em um único movimento. Não consegui falar nada, apenas senti meu corpo todo contrair e meu orgasmo chegar.
Gozei sobre o chão, arfando e sentindo meu rabo ainda cheio por Bella. Ela ficou ali mais um tempinho, eu ainda estava absorto pelo orgasmo, o melhor do mundo.
— E isso está feito — foi o que ela falou quando saiu de mim por fim.
Deitei no chão, evitando acabar sobre minha própria porra me rastejando até um lugar limpo. Minha bunda doía, mas eu não ligava para isso, entretanto, preferi deitar de bruços.
Fiquei com os olhos fechados, sentindo todo meu corpo ainda reagir ao que tinha acabado de acontecer. Era, sem dúvidas, uma das fodas mais inesquecíveis da minha vida.
— Precisa de algo? — Isabella perguntou se aproximando.
Abri os olhos e a encarei perto de mim, ainda com a cinta, mas estava tirando a camisinha. Não respondi verbalmente, apenas me sentei e comecei a tirar a cinta dela.
— Vai me chupar?
Respondi colando minha boca na sua, minhas mão seguindo em libertar a parte de seu corpo que mais queria. Quando conseguimos isso joguei a cinta sobre a cama, Bella estava quase deitando no chão, mas eu a parei.
— Não, quero você sentando na minha cara.
— Porra, sim!
Eu me deitei no chão, Isabella se levantou e colocou suas pernas ao redor da minha cabeça. Aos poucos ela foi se abaixando, ficando sobre seus joelhos e estando tão mais perto de mim, segurei em suas coxas e a puxei para baixo.
Ela soltou um gritinho e uma risada, eu não disse nada, minha boca logo se ocupou com sua boceta. Eu a chupei, toquei e lambi, sentindo seu gosto, seu cheiro e ouvindo seus gemidos ficarem cada vez mais altos.
— Edwa… — Isabella sequer conseguia terminar de falar meu nome. — Sim, isso!
A mulher se esfregava contra mim, eu sabia que ela estava perto e lhe ajudei a vir de uma vez. Gritou meu nome e arfou, seu corpo tremeu e pressionou meu rosto contra suas coxas.
Fraca, Isabella saiu de cima de mim, deitando ao meu lado, segurei em sua mão e a puxei para meu peito. Coloquei sobre meu coração, queria que ela sentisse quão forte estava batendo.
— Foi… Maravilhoso — murmurou e beijou meu ombro.
— Foi sim. — Olhei para ela e a vi sorrindo. — Obrigado pela noite, linda.
— Depois desse oral eu que agradeço. — Suspirou ainda sorridente. — Preciso de um banho.
— Vai na frente. — Levantei e a ajudei a ficar de pé. — Vou arrumar a bagunça que fizemos.
— Beleza.
Trocamos um rápido beijo e ela seguiu para o banheiro, eu fui me livrar do champanhe, das taças e morangos na cozinha. Depois voltei e limpei o chão, quando isso estava feito peguei a cinta, tirei a prótese e fui limpar no banheiro.
Bella sequer me notou, estava concentrada em seu banho, guardei tudo e voltei para o banheiro. Bati na porta do box e ela me deixou entrar, nos beijamos e ela me abraçou apertado, seu rosto contra meu peito.
— Como se sente, marido?
— Puramente feliz e não só pelo sexo.
Enfiei meus dedos entre seus cabelos molhados, massageando seu couro cabeludo.
— Você não quer mesmo fazer isso com um cara? — perguntou.
— Isabella. — Ergui seu rosto. — Estou bem, tá? Não quero fazer isso com qualquer outra pessoa, homem, mulher, não ligo, quero só transar com você, amor.
Ela deu um pequeno sorriso.
— Você sabe — continuei. — Não é porque sou bissexual que vou querer ter sempre uma mulher e um cara, estou muito bem só com a minha garota. — Beijei sua testa. — E posso dar meu rabo pra você. — Ela riu. — Sério, depois de tudo que senti essa noite percebi que isso realmente não é só sobre ser bissexual, gay, ou o que seja. Foi muito excitante, muito gostoso, todo cara, independente da sexualidade, deveria experimentar.
— Estou feliz que você se permitiu experimentar. — Voltou a colar seu rosto em meu peito.
— Experimentaria de novo agora, mas estou sensível.
Ela voltou a me olhar.
— Você com certeza está. — Colocou uma mão em minha bunda e afagou uma nádega. — Vamos acabar essa noite, precisamos descansar.
Tomamos banho conversando sobre o casamento, Bella disse mais uma vez que amou meus votos e eu insisti que os dela foram perfeitos, ainda que a empresária estivesse resmungando que não. Deixamos o chuveiro e nos secamos, tirei minhas lentes, enquanto Isabella tirava os resquícios de sua maquiagem com demaquilante, ela pediu pra eu a ajudar a secar seu cabelo e fiz isso, depois Bella secou o meu.
Peguei nossas malas e levei para o quarto, vesti apenas uma cueca e Isabella uma calcinha. Antes de deitarmos espiei pela cortina e vi que a visão do quarto era para a praia, já estava amanhecendo, puxei Bella para mim sem deixá-la ir para a cama e ficamos abraçados vendo o Sol nascer.
— Bom dia, esposa.
— Bom dia, marido. — Me beijou. — Bom dia, meu amorzinho. — Tocou em sua barriga e sorriu.
— Hey, Donut! — Afaguei a barriga da minha esposa. — Espero que você não tenha ouvido nada que rolou aqui.
Bella gargalhou e tirou minha mão de si.
— Chega, Cullen, vamos dormir.
Subimos na cama, ela deitou contra mim debaixo da coberta e a abracei. Grudei meu rosto em seus cabelos, sentindo o cheiro do seu shampoo.
— Pirralho?
— Sim?
— Nós estamos casados.
Eu sorri e beijei a parte de trás de sua cabeça.
— Nós estamos casados, Capitã.
***
Despertei com o cheiro de queimado, me remexi na cama e vi que estava sozinho nela. Resmungando eu levantei, cocei os olhos, chamei por minha esposa, mas não obtive resposta.
Segui o cheiro de queimado, que parecia muito ser de carne e fui parar na cozinha. Isabella estava parada diante da pia encarado uma frigideira jogada lá dentro, a água da torneira caía sobre a panela e a fumaça subia.
— Capitã? — Isabella me encarou, braços cruzados e um adorável biquinho em seus lábios, sua expressão irritada foi substituída por decepção.
— Não, você não deveria ter saído da cama, amor.
— Não? Tava planejando colocar fogo na casa comigo dentro e já ficar com o dinheiro da herança? — provoquei, ela revirou os olhos, mas riu.
— Eu estava tentando fazer seu almoço, idiota.
— Você cozinhando? — indaguei perplexo, ela bufou e andou para perto de mim.
— Queria ser fofa e romântica, cozinhar algo e poder dizer que fiz aquilo com minhas próprias mãos. Obviamente não deu certo. — Gesticulou para a frigideira na pia. — Tentei fazer a porra de uma carne de hambúrguer nisso e deu errado pra caralho, me distrai por um minuto e já queimou.
Eu gargalhei, ela acertou meu braço com um tapa.
— Sabe que existe delivery, né?
— Disse que queria fazer algo manual, não só pedir por um aplicativo aleatório.
— Linda, se quiser fazer algo manual para me agradar é só bater uma punheta pra mim.
— Aí, Edward, como você é babaca — reclamou, mas logo estava me abraçando e deixando um beijo sobre meus lábios. — Bom dia, marido, nunca mais cozinho pra você.
— Bom dia, esposa, fico feliz que nunca mais cozinhe pra mim, me poupa de morrer por intoxicação alim…
Outro tapa e ela riu novamente quando fiquei emburrado.
— Esses tapas terão volta.
— Espero que sim.
Se soltou de mim e tirou os cabelos do rabo de cavalo, ela tinha colocado um moletom meu para se aventurar pela cozinha.
— Volta pra cama, vou colocar algo no microondas e te levo.
— Que horas são?
— Pouco mais de duas da tarde, você dormiu bem?
— Como um anjo, nem senti seus chutes. E você? Só acordou agora também?
— Não, acordei meio dia, estava enjoada.
— Deveria ter me chamado, Isabella — falei preocupado.
— Não se preocupa, foi só um enjoo normal e queria que você descansasse. Fiquei na cama mais um tempinho depois de vomitar, mas vim comer algo e matei tempo vendo as fotos que o pessoal tá me mandando do casamento. Mal vejo a hora de ver as oficiais da equipe de fotografia.
Ela voltou a me beijar.
— Agora volta pra cama.
— Não quero ficar longe de você, Capitã. — Segurei em suas mãos. — Principalmente com você quase colocando fogo na casa, o alarme de incêndio não deveria ter disparado com a fumaça?
— Não foi tanta fumaça assim — disse na defensiva. — Eu logo coloquei debaixo da torneira.
— Okay, mas não volta a cozinhar mesmo. James não conseguiu te ensinar nada, né? Além de ruim na cama era péssimo professor de culinária.
— Para de ser chato — pediu, de novo com o biquinho em seus lábios.
— Esquece a comida, ainda não tô com fome. Vamos tomar banho juntos?
— Bom, isso definitivamente é mais atraente que cozinhar.
***
O domingo em Malibu foi preguiçoso. O tempo até estava colaborando, mas nós dois não queríamos ir para a praia, mesmo que fosse só dar alguns passos para fora de casa.
Almoçamos na cama, lasanha congelada, vendo as fotos que enviaram para Isabella e eu, também assistindo TV, um filme qualquer dos anos oitenta. Ela cochilou depois do almoço, no meio de uma frase sobre ter sonhado com Donut, eu desliguei a televisão e fiquei só ali deitado junto da minha esposa e sentindo o amor em meu coração crescer a cada segundo.
— Edward — sussurrou acordando.
— Aqui, linda. — Afaguei seu rosto.
— Eu quero sorvete.
— Você quer?
— Sim, nós temos sorvete de chocolate e baunilha, pega um pouco dos dois pra mim.
Eu levantei e fui pegar, quando voltei Isabella estava dormindo de novo. Tomei o sorvete sozinho, não reclamaria dessa parte.
***
Tirei minhas lentes e coloquei meus óculos, tinha acabado de tomar banho e ficaria sem as lentes pelo resto do dia. Era noite daquele domingo, mais cedo, quando Bella acordou de vez de seu sono da tarde, nós transamos — um sexo bem tranquilo comparado ao do dia anterior —, ela tomou banho primeiro e eu fui em seguida.
Não a encontrei no quarto, segui até o closet e me vesti. Depois a procurei pelo primeiro andar da casa, nem tinha conhecido o segundo andar ainda.
Ela estava no sofá da sala, celular em mãos e uma expressão séria enquanto lia algo ali.
— Capitã? — chamei por ela.
— Edward! — exclamou olhando para mim, rapidamente apertando a tecla de bloqueio do celular e o enfiando atrás de uma almofada. — Oi. — Forçou um sorriso, mas foi traída por uma lágrima rolando por seu rosto.
— O que aconteceu?
Andei até ela rapidamente, sentei junto dela e limpei a lágrima da sua face.
— Não, não se preocupa, amor — pediu.
— Como não? Você tava aqui sozinha encarando seu celular, toda séria e agora está chorando. Foi ele, né? O que Paul fez?
— Edward, não! — exclamou. — É nossa lua de mel, não mencione esse nome. Eu juro, não rolou nada. Eu tava só perdendo tempo na internet vendo vídeo de partos.
— Tem certeza? — perguntei temendo que ela estivesse me escondendo algo.
— Absoluta. — Sorriu e beijou a ponta do meu nariz. — Amo quando você usa óculos, é sexy pra caramba.
Sorri e beijei sua testa.
— Promete me contar se algo acontecer?
— Prometo, somos casados agora. — Puxou minha mão esquerda e tocou na aliança em meu dedo. — Se algo acontecer comigo você será o primeiro a saber.
— Eu te amo. — A puxei para um abraço. — Quer que eu assista com você os vídeos de parto?
— Não, vai te fazer vomitar.
— Eu preciso estar pronto.
— Depois você assiste. — Se afastou. — Você ainda não conheceu o resto da casa, né?
— Não.
— Um erro, vamos subir, quero te mostrar tudo.
***
O Sol aquecia meu corpo, o som do mar me dava sensação de paz e a mão de Isabella em meus cabelos me deixava sonolento. Era segunda-feira, estávamos na praia, algumas horas depois do almoço, curtindo um pouco.
O fato de não ter mais ninguém por ali era muito bom, podíamos ficar atoa sem preocupações.
Minha esposa estava lendo Clube da Luta, eu dispensei um de seus livros, com certeza não queria ler nada, só queria relaxar. Já tinha dado um mergulho, Bella tinha dispensado, ficando na areia, não queria se molhar, mas não se opôs quando pingando água do mar pedi para deitar em sua coxa.
— Oi, lindinha — falei com a barriga de Bella.
— Oi, pirralho — Isabella disse, aquilo me fez rir.
— Capitã, eu tava falando com a Donut, mas você também é linda.
— Hum, isso foi vergonhoso — disse rindo. — Desculpa, Donut, tenho que me lembrar que não sou mais a única linda na vida do seu pai.
— Donut. — Me movi fazendo com que meu rosto ficasse de frente para a barriga de Bella, mas mantive os óculos de Sol na cara. — Vai se preparando, você vai ficar chocada quando ver sua mãe, filha. Ela é linda pra caralho, nunca vi mulher tão bonita.
— Nós precisamos definir o nome dela — Bella sussurrou e olhou para baixo. — Amo o apelido, Donut já é algo tão dela, mas preciso de um nome.
— Vamos fazer assim. — Eu sentei. — Decidimos por Caroline.
— Não, Cullen.
— Qual é? Sabe que esse é o melhor, mas okay, tenho uma proposta.
— Qual? — Marcou a página do livro que estava lendo e o largou sobre sua toalha de praia.
— Decidimos no Natal, vamos bater o martelo no dia vinte e cinco.
Ela respirou fundo e afagou sua barriga.
— Certo, no Natal ela irá ter seu nome escolhido.
***
Decidimos sair para jantar naquela noite, era um movimento arriscado, poderia resultar em paparazzis e uma horda de fãs nos seguindo, mas escolhemos arriscar. Também manteríamos as alianças em nossos dedos, o que poderia mesmo acabar com os planos de sermos nós divulgando sobre o casamento, já que alguém poderia ver as alianças e contar a respeito disso na internet. Entretanto, seria nosso primeiro encontro depois de casados e queríamos fazer aquilo com nossas alianças, era bobo, mas Bella e eu sabíamos ser algo representativo.
— Pirralho, me ajuda a alisar o cabelo — Bella pediu aparecendo na porta do banheiro com uma chapinha em mãos. Eu já estava pronto para sair, ela só faltava arrumar os cabelos e fazer sua maquiagem.
— Quê? — Ajustei o boné na cabeça.
— Eu não tô conseguindo alisar direito sozinha — choramingou. — Preciso da sua ajuda.
— E precisa mesmo alisar?
— Já comecei agora preciso terminar.
Bufei, mas assenti e saí do banheiro. Fomos para frente de um espelho no quarto, tirei a chapinha de sua mão e liguei na tomada.
— Se você acabar sem cabelo não quero choro — avisei, ela sorriu para mim pelo espelho.
— Confio em você, amor. É só não deixar no mesmo lugar por muito tempo.
— Tá, tá.
Comecei a fazer aquilo, realmente com medo de acabar queimando a cabeça dela e a deixar careca. Bella estava se divertindo com minha tensão, mas para seu próprio bem foi me dando instruções e ajudando no que podia. Quando eu peguei um pouco de jeito ela sacou seu celular do bolso de sua calça jeans, ficou nos fotografando e gravando vídeos, de nós dois conversando, rindo e cantando. Para algumas fotos e vídeos ela fez com que tirássemos nossas alianças, dizendo que um de nós dois poderia acabar postando algo daquilo antes de revelarmos o casamento.
— Até que ficou bom — Bella disse se avaliando no espelho.
— Bom saber, se um dia eu quiser deixar de ser músico viro cabeleireiro. — Desliguei a chapinha e entreguei para ela.
— Você faria sucesso, eu poderia gerenciar seu salão de beleza. — Se esticou em seus pés, estava calçando um sapato sem saltos, e beijou meu rosto. — Vou me maquiar.
— Tá bom.
Ela foi para o banheiro, eu me joguei na cama. Troquei algumas mensagens com meu pai, ele já estava no aeroporto prestes a voltar para a Inglaterra, garanti que iria ao seu casamento e também contei que estava tudo indo muito bem na lua de mel.
Ainda estava trocando mensagens com Carlisle quando recebi uma notificação do Instagram, Isabella tinha acabado de postar algo nos stories. Abri o aplicativo e vi o que foi, uma das fotos que tínhamos acabado de tirar.
Ela escreveu:
"Nas horas vagas @edcullen é cabeleireiro."
Também acrescentou nosso nome de casal que o pessoal na internet usava.
#BEWARD
E para completar um emoji de coração brilhante.
Aquilo tudo me fez dar um sorriso imenso, sai da cama e fui até a porta do banheiro. Ela olhou para mim, um brilho de felicidade no olhar e um sorriso bonito.
— Amo você, Capitã.
***
Bella quis dirigir aquela noite, isso fez com que liberassemos o motorista, os seguranças nos seguiriam no outro carro. Isso era bom, nos daria um pouco mais de privacidade e liberdade.
— Alguma música em específico? — perguntei quando entramos no carro e ela pediu pra eu colocar algo para tocar.
— Não sei, talvez um pouco de Beatles?
— Beatles é perfeito! — exclamei empolgado colocando para tocar em meu celular já conectado ao som do carro.
A primeira música foi Hey Jude, Bella gargalhou de algo sobre aquilo.
— O que foi?
— Nada. — Esticou uma mão e afagou meu braço, ela dirigia bem, guiando o carro sem dificuldades só com a outra mão.
— Sei — falei desconfiado, ela me ignorou, cantando, foi impossível não a acompanhar no melhor momento da canção.
— Hey, Jude, don't make it bad. Take a sad song and make it better. Remember to let her under your skin. Then you'll begin to make it better (better, better, better, better, better, oh!). Na, na na na na na, na na na, hey, Jude. Na, na na na na na, na na na, hey, Jude.*
Quando a música acabou peguei a mão de Isabella que continuava em meu braço e depositei um beijo.
— Amo cantar com você, pirralho — falou.
— Eu também, Capitã. — Me movi e beijei seu rosto.
Nós escolhemos um restaurante francês, que para nossa sorte estava bem vazio. A recepcionista foi extremamente educada e reservada, localizou nossa reserva e imediatamente nos guiou até a mesa, que era em um lugar mais afastado do salão principal do restaurante.
O garçom que nos atendeu não parava de sorrir e parecia meio nervoso, mas ele também foi bastante educado.
— Aceitam a cartela de vinho?
— Não, obrigada — Bella negou por nós dois. — Vou querer um suco de frutas vermelhas. E você, amor? — perguntou para mim.
— Coca-Cola — respondi, o garçom anotou e nos entregou o cardápio.
— Já volto com suas bebidas, posso trazer uma cesta de pães?
— Por favor — Isabella pediu, sabia que ela estava com muita fome. — Com alguns queijos, tá?
— Sim, senhorita Swan. — Ele assentiu e se afastou.
— Bom, se ele notou as alianças tá disfarçando bem — ela falou e olhou para sua própria mão. — Eu amo minha aliança e meu anel de noivado. — Suspirou.
— Também amo. — Toquei em seu rosto macio. — Você tá bem?
— Maravilhosamente bem. — Piscou.
— E a Donut?
— Garanto que nossa pequena tá ótima. — Sorri e assenti.
— Tô louco pra ver o rostinho dela.
— Eu também. — Bella colocou sua mão sobre a minha. — Ela será a criança mais bonita do mundo, disso tenho certeza.
— Com nós dois como pais não teria como ser diferente — falei convencidamente.
***
Na terça-feira acordamos tarde, tínhamos ido dormir no meio da madrugada após sexo na sala, o mais longe que chegamos depois de voltarmos do restaurante. Despertamos com minha mãe ligando, ela nos convocou para uma vídeo chamada e não tivemos como negar.
Passamos quase uma hora falando com ela, depois tomamos banho e pedimos entrega de comida. Isabella queria comer algo que não fosse congelado, eu queria de sobremesa torta alemã.
Após o almoço cogitamos ir para a praia, mas a ideia foi esquecida com Bella enjoando. Sendo assim seguimos para um quarto no segundo andar e ficamos por lá matando tempo com o violão que levei para Malibu, ela estava tocando e cantando Garota quando eu pedi:
— Tira sua aliança, linda.
— Por quê?
— Quero tirar uma foto sua e postar.
Ela não protestou, tirou sua aliança e guardou em seu sutiã. Voltou a tocar e cantar, eu tirei um monte de fotos dela, mas a que postei foi uma dela rindo e com a cabeça jogada levemente para trás.
A legenda foi simples.
"Garota."
Junto disso um coração, o meu, aquele que Bella tinha tomado para si.
***
Isabella estava no mar, sentado na areia eu a observava nadar. Ela fazia aquilo muito bem, mais cedo tínhamos conversado sobre quando aprendemos a nadar, eu na escola, ela na casa do Caipira Swan, primeiro com uma professora particular, depois com o próprio pai.
Eu queria fazer como Charlie no futuro, ensinaria minha filha a nadar em nossa casa. E nós iríamos para a praia sempre que possível, eu já poderia imaginar com extrema facilidade ter uma garotinha junto da gente ali em Malibu.
Olhei para a aliança em meu dedo, lembrando do casamento. Já estávamos casados há quatro dias, com certeza os melhores de toda minha vida.
Estar com Bella ali em Malibu, só nós dois, era um descanso que ambos mereciamos. Ficava até chateado por já precisarmos voltar na sexta-feira, mas tínhamos de trabalhar.
Minha esposa deixou a água e andou até mim rapidamente, percebi que ela estava com frio e peguei sua toalha. Assim que ela chegou onde eu estava a enrolei ali, ela agradeceu e descansou seu corpo contra o meu.
Ficamos por um tempo em silêncio, comigo a aquecendo, até Bella começar a cantar baixinho Malibu da Miley Cyrus.
— But here I am. Next to you. The sky's more blue. In Malibu. Next to you. In Malibu. Next to you.*
***
Na noite de quarta-feira decidimos jogar xadrez, quando Isabella encontrou seu velho tabuleiro e declarou que eu não conseguiria a vencer. Ela estava certa, logo na primeira rodada eu perdi.
— Espera, tira a aliança, preciso postar essa sua cara de perdedor! — exclamou animada com sua vitória e minha derrota, praticamente arrancou a aliança do meu dedo e fotografou minha cara puta.
— Não vou deixar isso assim, vamos ter uma revanche — exigi e enfiei a aliança no bolso da bermuda que usava. — Vou até ficar sem aliança, quando você perder pode postar minha cara de vencedor logo.
— Amor, não vou perder. — Deixou seu celular de lado e arrumou o tabuleiro para mais uma partida.
Não sei como aconteceu, talvez um milagre as vésperas do Natal, mas ganhei a segunda partida. Bella parecia desacreditada, enquanto eu ria da cara dela.
— Vai, senhora Cullen, tira a foto do vencedor.
Ela tirou, de cara amarrada e postou.
— Melhor de três? — Arrumei o tabuleiro, ela bagunçou as peças e com um sorriso malicioso disse:
— Sei de algo que nós dois vamos sair ganhando.
Então, ela tirou seu vestido e eu sabia que também ia preferir aquilo a xadrez.
***
Depois do sexo Bella foi tomar banho primeiro, fiquei jogado na sala mexendo no celular. Conferi os stories que ela postou, o primeiro da partida que perdi tinha escrito:
"Alguém acabou de perder no xadrez."
E o que ganhei ela escreveu:
"Se ele ganhou agora foi pura sorte."
Eu ri daquilo e abri o Twitter, lá marquei minha esposa em algo.
"Queria lembrar a @IsabellaSwan que não existe sorte no xadrez."
As respostas começaram a chegar, mas as ignorei, não queria perder tempo com as possíveis fãs que não gostavam de Isabella.
***
Nós acordamos cedo na quinta-feira, logo a equipe de gravação do clipe chegou junto com Tanya e nosso refúgio ficou cheio. Maquiagem, cabelo, figurino, câmeras para todo lado e uma Tirana pegando no meu pé.
— Tá sendo um bom marido, Cullen?
— Tô sim — garanti. — Você pode ser uma boa pessoa e me descolar um café? — questionei enquanto esperava Bella acabar de colocar as câmeras onde queria para se iniciar a gravação.
— Eu não, você que se vire — Tanya disse e eu bufei.
— Você é uma péssima madrinha de casamento — protestei, ela apenas riu e deu de ombros.
— Podemos começar — Bella avisou ao se aproximar, usava uma camisola por baixo de um robe.
As primeiras gravações seriam na cama, mas nada explícito. Obviamente Isabella não gravaria a si mesma em uma situação assim, como eu nunca a forçaria a nada do tipo.
***
O dia de gravações foi longo, até o meio da noite. Gravamos no quarto, na sala, na cozinha, na piscina, na praia e até no carro.
Estávamos tão cansados quando todos foram embora que só nós jogamos na cama, na TV Brooklyn Nine-Nine e um balde de pipoca salgada e outro de pipoca doce. Tive de insistir para Isabella não dormir antes de ir escovar os dentes, também tive que praticamente a arrastar para o banheiro.
— Tô tão cansada. — Grudou no meu braço quando voltamos para a cama, o quarto já silencioso e escuro. — É nossa última noite aqui, isso é um saco.
— Eu sei. — Mexi em seus cabelos. — Mas vamos voltar assim que possível, além do mais logo estaremos em Nashville.
Ela abriu um grande sorriso.
— E o nome da nossa filha será decidido lá!
***
Chegamos a Los Angeles no dia seguinte por volta das nove da manhã, fomos direto para nossa casa trocar de roupas, deixar as malas e de lá seguiriamos para a gravadora. Rosalie foi quem nos recepcionou, junto de Madonna, Woody e Shrek.
— Amy tá dormindo na sala de TV — contou e me deu mais um abraço. — Se divertiram? Já estava com saudades e ficar praticamente só nessa mansão foi chato.
Ela ficou ali para cuidar dos cães e gatos pela gente.
— Praticamente? — indaguei.
— Emmett esteve aqui vez ou outra — disse corando, Bella rui.
— Foi tudo perfeito em Malibu, estávamos precisando de uma viagem assim — minha esposa falou. — Tô aliviada que não tivemos nem paparazzis, nem fãs por perto.
— Vocês precisavam mesmo relaxar e o clipe?
Bella olhou para o relógio em seu pulso.
— Vou começar a edição hoje, vamos, Edward! — Estalou os dedos e seguiu para a escada.
— Pois é, a gente se casa e continua recebendo ordens — brinquei com minha irmã que riu.
***
Na gravadora Isabella e eu nos separamos, ela foi se reunir com a equipe de edição e eu fui me encontrar com Kate e a equipe dela para dar continuidade a produção do seu álbum. Mas, consegui escapar disso mais tarde e fui ver Bella trabalhando.
Não tinha dúvidas de que ela estava feliz pra caralho fazendo aquilo, o clipe estava ficando do jeito que queríamos e ela estava orgulhosa de todo seu trabalho. Claro que não perdi a chance de tirar algumas fotos dela trabalhando, sem precisar pedir que ela tirasse sua aliança, já que deixamos as alianças em casa para nenhum paparazzi nos flagrar com elas na rua.
Quando ela acabou o trabalho por aquele dia nós deixamos a gravadora juntos, iríamos para o shopping comprar os presentes de Natal. No caminho até lá mostrei e lhes enviei as fotos, também discutimos a possibilidade de levar Madonna, Woody, Amy e Shrek para Nashville, onde Charlie, Carmen e Renesmee já estavam. Alice iria no dia vinte e três pela manhã, nós iríamos pela parte da tarde do mesmo dia com minha mãe, Rosalie tinha decidido ir passar as festas com Emmett e a família dele na costa leste e iria no dia vinte e três também, mas minha irmã prometeu que no ano seguinte estaria com a gente e Donut.
No shopping Isabella abriu uma lista no seu bloco de notas do celular com o que deveríamos comprar para cada pessoa. Eu fiquei cansado só de pensar naquilo tudo, mas não reclamei e a segui pelas compras, sendo o máximo prestativo que aguentava naquele lugar lotado — com um monte de gente nos reconhecendo — e vários seguranças nos cercando.
Deveríamos fazer aquilo tudo pela internet, seria muito mais prático, mas Tanya tinha nos convencido que seria uma boa circular por aí dias antes de lançarmos o clipe no dia de Natal. Tudo por uma boa divulgação de nossa imagem, além do mais, se eu me concentrasse, nem era como se estivesse sendo observado por todos e poderia fingir ser só um cara normal fazendo compras com minha esposa grávida.
— Pirralho, tira esse gorro — Bella implorou pela milésima vez, estávamos numa loja de relógios comprando algo para Santiago e Emmett. Algumas lojas antes eu tinha comprado um gorro de Natal e decidi o usar no shopping mesmo. Ou Tanya morreria com as fotos que seriam tiradas de mim ali, ou iria adorar a gracinha que fiz. — Você tá nos envergonhando.
— Tô nada. — Beijei seus lábios e aquilo a fez sorrir.
— Essa pode ser nossa última loja — murmurou enquanto esperávamos a vendedora finalizar os embrulhos. — Compramos o resto online.
— Sério? Gosto disso, tô cansado, mas não compramos nada pra Donut ainda.
Bella riu e me abraçou.
— Amor, ainda não tem o que comprar, né?
— Ah, qual é? A gente pode comprar mais umas roupas como já compramos nas últimas semanas, sei lá. Ela merece ser mimada. — Beijei a cabeça da minha esposa.
— E meu presente? Você já decidiu?
— Já, mas nem tenta adivinhar.
Eu tive a ideia mais cedo aquele dia enquanto a observava trabalhar, já tinha mandado uma mensagem para a pessoa que me ajudaria com o presente e estava tudo certo.
— E o que vou ganhar?
— Não vou contar, amor. — Me soltou e beijou meu queixo.
Quando nos entregaram os relógios deixamos a loja, alguns passos depois fomos chamados por um grupo de adolescentes pedindo por fotos. Porém, não queriam fotos só comigo, mas com Isabella também.
Minha esposa corou, entretanto sorriu e topou tirarmos as fotos com as meninas. Antes que mais surgissem e mais tumulto fosse causado, fomos para uma loja de brinquedos próxima ver algo para nossa filha.
Rodamos lá por um bom tempo, até Bella ter em mãos um boneco meu.
— Nem pensar!
Aquilo tinha sido lançado há três anos, era ridículo. O boneco não parecia mesmo comigo.
— Pirralho, você sabe que vou levar de qualquer jeito.
— Eu vou entrar na internet e buscar por uma boneca sua, sei que tem, Rosalie vivia pedindo uma, mas meu pai achava muito cara.
— Ok — concordou. — Eu dou o boneco Ed e você a boneca Isabella.
Seguiu para o caixa. Aquela mulher ainda iria me enlouquecer.
***
Isabella jantou em casa, mamãe tinha passado lá de tarde e deixado em nossa geladeira comida do dia para a gente. Mas, eu jantei em nosso carro enquanto íamos do shopping para casa, vi no meio do caminho — durante um engarrafamento — uma barraquinha de hot dog, pedi para o segurança no banco da frente descer e comprar para mim.
— Você não quer mesmo? — perguntei para Bella. — Tá muito bom. — Dei mais uma mordida.
— Não posso me encher de besteira, isso tudo vai pra Donut. Você também não deveria comer e me deixar na vontade — reclamou, fingi que não era comigo. — Vou postar uma das fotos que você tirou de mim na gravadora — avisou.
Em casa Bella foi comer assim que chegamos e eu tomar banho, estava no banheiro secando meus cabelos e mexendo no celular. Conferi as fotos que tiraram da gente no shopping, como sempre tinham falas boas sobre nós dois como casal e as falas más.
— Ei, você abriu os comentários do seu Instagram? — perguntei surpreso para Isabella, que apareceu no banheiro bem na hora que abri o aplicativo vi sua foto e que ela estava recebendo comentários.
— Abri, vão comentar merda de qualquer jeito no Twitter e afins, quero receber os comentários bons ao menos.
Eu sorri, curti sua foto e comentei.
"Você é linda, Capitã!"
A legenda de Bella tinha sido:
"Donut e eu fomos para a gravadora hoje, tem algo muito legal vindo por aí! Obrigada pela foto, @edcullen."
Muitos dos comentários eram de curiosidade sobre o que Bella estava fazendo na gravadora, mas também tinham comentários ruins. Ou o de Alice que era chamando a atenção da irmã.
"Ajeita essa postura."
Ou, para minha raiva, um comentário de Richard.
"Vamos fazer uma matéria sobre a gravadora? Entro em contato!"
— Viu o comentário de Richard? — questionei Isabella, ela já estava no chuveiro tomando banho.
— Vi, só ignora.
Bufei e deixei o banheiro, fui me vestir no closet. Estava tão cansado que logo fui pra cama mesmo sendo cedo e apaguei, sem nem ver Isabella de novo antes de dormir.
***
Acordei horas depois, com Bella me chamando. Abri os olhos e vi sua expressão preocupada.
— Amor, você tá bem? — questionou. — Tava gemendo e não parecia algo bom.
Engoli em seco, estava com muito frio, também sentia dor na barriga e enjoo. Não respondi e Bella tocou na minha testa.
— Acho que está com febre, pirralho.
Eu assenti e gemi de novo, minha barriga doía muito. Sem falar no enjoo que só crescia.
— Vou…
Antes que ela completasse sua fala eu saí apressado da cama e fui para o banheiro, cheguei ao vaso e vomitei ali. Bella logo estava comigo, afagando minhas costas.
— Eu quero morrer — resmunguei ainda com dor e enjoado.
— Você vai melhorar. — Ela se levantou e pegou um termômetro do armário do banheiro, depois voltou para perto de mim e o colocou debaixo do meu braço, quando o som disparou checou minha temperatura. — Quase 39 graus. Vamos pro hospital, tá? Não quero te dar um remédio qualquer e sei lá, correr o risco de acabar piorando seu estado.
— Não, não quero ir pro hospital.
E meu corpo me traiu quando vomitei mais.
— Isso deve ser culpa daquele hot dog. — Bella fez uma careta. — Vamos, levanta. Vai pro hospital sim, se for algo mais sério pelo menos já vamos estar lá.
— Você não gosta de hospitais.
— Vou ficar bem, levanta.
— Tô com muita dor. — Ergui meu corpo com dificuldade. — Agora sei como se sente com todo esse enjoo da gravidez.
***
Cartas e mais cartas, no instante que descobriram que eu estava no hospital elas começaram a chegar. Acompanhantes, pacientes e funcionários escreveram para mim.
Bella tinha acertado, eu estava com uma intoxicação alimentar. Como chegamos ao hospital quase às onze da noite, o médico que me atendeu decidiu me manter em observação até de manhã, já que mesmo após a primeira dose de remédios ainda estava cansado, com bastante dor e enjoado, pelo menos tinha parado de vomitar. Também precisávamos de resultados de exames mais demorados que fiz, para garantir que eu poderia continuar o tratamento em casa sem problemas.
Mamãe chegou no hospital rapidamente, insistiu para que Bella fosse para casa descansar, mas minha esposa negou. Acabamos os três no hospital pelo resto da noite, com todas as cartas que recebi.
Eu estava lendo uma das cartas de manhã, enquanto mamãe me obrigava a comer o café da manhã enviado pelo hospital. Minha barriga ainda doía um pouco, porém bem menos do que antes, o enjoo também já tinha diminuído, mas eu seguia muito cansado.
— Odeio hospital — Bella falou ao sair do banheiro do quarto.
— Vá pra casa, querida. Logo mais ele recebe alta e vamos também — mamãe afirmou.
— Não, só saio daqui com ele. — Bella sentou ao meu lado na cama, onde tinha dormido mesmo contra os protestos da enfermeira. — Tá melhor mesmo, amor?
— Tô sim. — Larguei a carta. — Nunca mais como hot dog.
Ela sorriu e afagou meu rosto. Começou a conversar com mamãe, eu me distrai com meu celular em seguida.
Logo que chegamos ao hospital tinha vazado o fato de estarmos ali, o que fez meus fãs ficarem preocupados comigo. Aqueles que gostavam de Bella estavam temendo ser algo com minha esposa e o bebê.
"Não sabemos ainda o que a Isabella e o Ed estão fazendo no hospital tão tarde, mas não vamos nos desesperar. Pensamento positivo."
"Se algo aconteceu com o bebê donut vou morrer!"
"Deus, que não seja nada com o bebê!"
"Como dormir pensando que o bebê do Ed e da Isabella pode tá em risco?"
Me voltei para Bella, iria pedir que ela postasse algo para tranquilizar todo mundo. Porém, seu celular tocou e ela desceu da cama para atender.
— Oi! — Eu não sabia com quem estava falando, mas sua voz era calma. — Ele tá bem, só foi uma intoxicação alimentar, daqui a pouco saímos do hospital. — Ela riu, mas sua risada logo morreu e gritou. — Você fez o que?
— O que aconteceu? — mamãe e eu indagamos.
Bella contou, em choque:
— Alice terminou com Randall.
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