Hollywood
81 Capítulo Oitenta
Notas iniciais
Capítulo Oitenta
Isabella Swan
"O fracassado noivado de Isabella Swan."
15 de Dezembro de 2018.
***
Minhas mãos se fecharam, eu podia sentir as unhas pressionando a pele, porém não me importei que talvez acabasse machucada. Virei de frente para Paul, ele me lançou um sorrisinho e olhou em direção a minha barriga.
— Então, você está grávida!
— Afaste-se de mim, Paul — ordenei.
— Por quê? — Se fez de desentendido. — Não estou lhe fazendo mal algum, Isabella.
Engoli em seco e olhei para os lados, Tanya ainda não tinha voltado do banheiro com Tina e as vendedoras não pareciam perceber meu desconforto com a aproximação de Paul, elas cochichavam entre si e nada discretamente apontavam para onde estávamos. Os seguranças da loja estavam longe e os meus do lado de fora, eu deveria ter mandado eles entrarem comigo.
— Afaste-se — repeti. — E pare de me seguir.
Ele riu.
— Acha que estou perdendo meu tempo te seguindo, Isabella? Não seja tola, tenho coisa melhor para fazer. Vim aqui comprar um presente para minha noiva.
— Certo, que seja, mas se afaste de mim agora — exigi com a voz começando a falhar.
— Parabéns pelo bebê, Isabella — desejou ainda com seu sorrisinho malicioso. — E pelo seu noivado, mande lembranças para o Cullen.
Ele se afastou por fim, indo até as vendedoras que ficaram empolgadas pelo ator estar indo falar com elas. A vontade de chorar aumentou por ver todas aquelas mulheres caindo de amores por um homem que só tinha me feito mal, mas não desabei, não iria chorar em público.
— Bella. — Tanya voltou, seu olhar se dividindo entre Paul e eu.
— Vamos embora — pedi já tirando os sapatos da loja para calçar os meus, não iria comprar nada ali, precisava cair fora e ficar longe daquele cretino.
Rapidamente Tanya se livrou dos sapatos que ela e Tina experimentaram também, a garota não entendeu porque já tínhamos que ir, mas não perguntou mais nada quando sua mãe pediu que ela ficasse quieta. Sair da loja não foi fácil, aparentemente Paul estava andando com sua própria corja de paparazzis e quando esses me viram no mesmo lugar que ele ficaram ensandecidos.
— Pode me deixar em casa? — pedi para Tanya quando finalmente entramos em seu carro, ela já dirigia para longe da loja onde Paul estava.
— Posso sim.
— Tia Bella, tudo bem? — Tina perguntou do banco de trás, olhei para ela, forcei um sorriso e respondi:
— Tudo ótimo. Só preciso ir para casa descansar um pouco, infelizmente não vou poder acompanhar vocês pelo resto das compras.
***
Edward entrou no closet onde eu estava, mais tarde naquela sexta-feira, com uma expressão preocupada no rosto. Já tínhamos conversado, por mensagem, sobre eu ter encontrado Paul, então sabia que meu noivo estava nervoso sobre aquilo.
— Estou bem, pirralho — garanti, ele suspirou e andou até mim. Seu abraço foi apertado, seu rosto sumiu entre meus cabelos.
— Odeio quando esse cara chega perto de você — murmurou. — E saber que agora ele esteve perto da Donut também me deixa ainda mais puto.
— Eu sei. — Afaguei suas costas. — Mas estou bem.
— Vi suas fotos saindo daquela loja, estava péssima.
— Já melhorei. — Puxei o rosto dele, fazendo com que me olhasse. — É nosso casamento amanhã, amor. Vamos focar nisso, tá? Nas coisas boas. Não vamos ficar pensando em Paul.
— Ok. — Engoliu em seco, olhou para a mala que eu arrumava e completou. — Também preciso arrumar minha mala para a lua de mel.
— Sim. — Sorri para ele. — Vamos fazer nossas malas. — Tentei me soltar dele para voltar a separar minhas roupas, mas Edward me manteve em seus braços.
— Se esse cara chegar perto de você de novo eu vou…
— Você não fará nada — o interrompi. — E ele não vai chegar perto de mim novamente.
— Essa cidade é pequena demais. — Soltou seus braços. — Vamos logo arrumar as malas, preciso distrair minha cabeça.
***
Nossas malas para a lua de mel estavam prontas, eu também tinha arrumado uma mala menor para levar até a casa do meu pai. Iria dormir lá naquela sexta-feira, passar a última noite antes do meu casamento com papai, minhas irmãs e madrasta.
— Por que você não dorme aqui mesmo? — Edward perguntou descendo minha mala, papai estava indo me buscar.
— É só uma noite, Betty.
— Sei disso, mas gosto de dormir com você, mesmo que me chute sem parar.
— Eu melhorei.
— Não, não melhorou. — Colocou a mala no chão quando acabamos de descer a escada. — Certeza de que está bem?
— Sim — confirmei afagando seu braço. — Estou bem e amanhã terei sessão com minha psicóloga, tudo controlado. Sua mãe e Rose não vinham dormir aqui?
— Elas vão vir, mamãe tá resolvendo algo do vestido dela e Rose foi buscar papai no hotel. Ele não vai dormir aqui, claro, mas vamos jantar juntos.
— Felizmente não vou participar desse jantar cheio de climão entre ele e Esme — agradeci, ouvimos a campainha tocar, meu pai já estava ali e com certeza os seguranças abriram o portão para ele. — Papai chegou. — Fui abrir a porta.
— Oi, Bells. — Charlie sorriu para mim. — Vamos?
— Espera. — Voltei para perto de Edward e nos beijamos demoradamente, mas ele me manteve em seus braços após o beijo.
— Não quero ficar longe de vocês duas — se queixou, afagou meu rosto e depois estava de joelhos beijando minha barriga sobre a camisa que eu usava. — Comporte-se, Donut. Amanhã o papai estará com você e sua mãe de novo.
Afaguei seus cabelos e ele se ergueu, me beijou de novo e em seguida carregou minha mala.
— Caipira, quais os planos de hoje? — perguntou para meu pai enquanto seguíamos para o lado de fora. — Alguma tradição pré casamento que se realiza na roça?
Sufoquei uma risada, meu pai o encarou bravo, depois falou para mim:
— Olha a espécie que vai casar, Isabella.
— Ele é uma boa espécie — brinquei dando um tapinha no braço de Edward.
— Obrigada, linda — agradeceu e entregou minha mala para o motorista de papai colocar no porta malas. — Se cuida — pediu segurando em meu rosto. — Qualquer coisa me liga, se quiser fugir e casar em Vegas sabe que estou dentro.
Eu ri e assenti.
— Pode deixar, qualquer mudança nos planos irei te informar.
O abracei por um longo tempo.
— Te amo. — O beijei.
— Também amo você, Capitã. Espero que amanhã chegue logo.
— Ok, hora de ir, Bells! — papai anunciou.
— Ei, não deixa seu pai te estressar — sussurrei para Edward.
— Não vou — garantiu e abriu a porta do carro para mim. — Tchau, linda. Até amanhã, Caipira!
***
Nós comemos pizza no jantar, apesar dos meus protestos sobre não dever comer aquilo antes de casar no dia seguinte. Também brincamos de mímica, por insistência de Renesmee.
Depois de Alice e eu discutimos em uma das rodadas por ela estar tentando sabotar o jogo com uma mímica ruim, papai declarou que estava na hora de parar. Foi quando Carmen subiu para dormir, ela me abraçou e disse estar animada pelo dia seguinte.
Eu agradeci, internamente, por ela estar indo dormir antes. Já tínhamos uma relação muito melhor, porém queria passar um tempo só com minhas irmãs e papai.
— Você ainda não escreveu seus votos? — Ness perguntou em choque.
— Ainda não, mas vou fazer isso, vai dar tempo — assegurei, mesmo no fundo temendo não conseguir escrever nada e precisar improvisar.
— Você acha que ela será mais parecida com quem? — Alice perguntou e sabia que estava falando sobre Catherine, já que tinha uma mão afagando minha barriga.
— Edward. — Papai bufou com o que falei.
— Mal vejo a hora dela nascer. — Ness veio para meu lado também. — Tô doida pra pegar essa menina no colo.
Sorri para minha irmã e beijei seu rosto.
— Acho que já vou subir e dormir — Alice falou, mas continuou onde estava alisando minha barriga.
— Também — Ness fez coro. — Amanhã será um longo dia. Estou feliz por você, Bells.
— Obrigada, querida.
— Também estou. — Olhei para Alice, ela parecia nervosa com algo.
— Tudo bem?
— Tudo. — Tocou em meus cabelos. — Não demore a ir dormir, temos que estar cedo no SPA.
— Certo.
Me despedi das duas e as deixei irem para seus quartos. Fiquei onde estava, olhos fechados e uma mão sobre minha barriga, tentando pensar nos votos até papai se pronunciar:
— Bells, tenho um presente para você.
Abri os olhos na hora.
— Tem? O que é? — indaguei animada.
— Só um minuto — pediu e se levantou, ele subiu e ficou lá em cima por um tempo, fazendo minha curiosidade aumentar. Quando desceu foi carregando uma caixinha de jóia em suas mãos.
— Vou ganhar uma pulseira — comemorei vendo o formato da caixinha melhor, papai riu e sentou ao meu lado.
— Antes de você comemorar preciso contar a história dessa pulseira.
— Ok, pode dar seu discurso.
— Não é um discurso, realmente preciso te falar sobre ela.
— Tá, vá em frente.
— Certo, você sabe que não vim de uma família rica, então ter jóias de herança estava fora do contexto. Pouco antes de casar com Renée eu vi essa pulseira numa loja e pensei que ela seria perfeita para começar uma tradição. — Ele abriu a caixinha e vi a pulseira que minha mãe usou em seu casamento, a reconhecendo pelas fotos. — Renée a usou no dia que casamos, ela também não tinha uma jóia de família e essa seria a nossa jóia. Combinamos que se tivéssemos uma filha iríamos a presentear com essa pulseira na véspera do casamento dela, sua mãe não está mais aqui, mas amanhã será seu grande dia e você poderá usar essa jóia. Porém, vou entender caso não queira.
— Renée usou isso — sussurrei já querendo chorar.
— Sei o quanto ela te machucou, machucou toda essa família, Bells. Mas, essa era uma jóia para a família Swan e mesmo que você vá trocar seu sobrenome sempre será uma.
— Você está mal por isso? — perguntei apreensiva. — Continuarei com o Swan, mas irei agregar o Cullen e ele irá se tornar meu sobrenome oficial, só que…
— Filha, está tudo bem você passar a usar o Cullen — me tranquilizou. — É o que quero dizer, não importa o sobrenome sendo usado, você, suas irmãs e eu sempre seremos uma família. E essa pulseira é algo da nossa família, foi usada por alguém que nos feriu, mas pode ser transformada em algo que sempre nos fará pensar em um momento feliz como seu casamento.
— Eu gosto disso — confessei. — Imaginar que as meninas também irão a usar em seus casamentos, que minha filha poderá usar no dela.
— Também pensei na pequena Donut levando consigo a tradição. — Papai tirou a pulseira da caixinha e a prendeu em meu braço, ela era de ouro branco como minha aliança, mas com pedraria de safira. — O que me diz?
— Eu vou usá-la — respondi e abracei meu pai.
Ainda estávamos abraçados quando comecei a chorar e murmurei:
— Eu queria que ela estivesse aqui.
Charlie, felizmente, entendeu o que quis dizer. Desfez nosso abraço gentilmente, segurou minhas mãos e falou:
— Sei que sente falta da sua mãe, não a mulher que se mostrou tão odiosa. Também sei que ninguém nunca irá suprir o vazio que ela deixou na sua vida, Bells, mas sabe que você tem pessoas que te amam e querem seu bem, que amanhã estarão naquele casamento extremamente felizes por você.
— Sei disso. — Sorri para ele. — Obrigada por ser o melhor pai do mundo.
— Nem de longe o melhor, Bells. — Tocou em meus cabelos. — Agora, acho que está na hora de você ir dormir.
— Ainda estou sem sono.
Ele suspirou.
— Precisa descansar, está grávida.
— Só vou ficar mais um pouco acordada, ok? Quem sabe escrever algo dos meus votos e não fazer isso amanhã correndo.
Ele concordou com um aceno de cabeça.
— Aqui. — Me entregou a caixinha da pulseira. — Devolva após o casamento para eu repassar para a próxima Swan casando.
— Alice vai usar no casamento com Randall? — questionei não gostando daquela ideia.
Ele suspirou.
— Veremos. — Se levantou e beijou minha cabeça. — Nada de ficar a noite inteira acordada, mocinha.
— Não irei ficar — prometi.
Ele bagunçou meus cabelos, eu resmunguei e rindo meu pai subiu as escadas. Toquei nas safiras da pulseira, pensando no meu casamento, no dos meus pais e se Alice conseguiria ser sincera consigo mesma e pular fora do casamento com Randall.
— Ok, hora dos votos. — Tirei a pulseira do meu pulso e a arrumei na sua caixinha.
Subi para meu quarto, lá procurei por papel e caneta, felizmente achando. Guardei a caixinha de jóia e sentei à mesinha que tinha ali, para entrar no clima coloquei uma playlist com as músicas que tocariam no casamento.
Olhei para meu anel de noivado, sorri e comecei a escrever.
***
Estava curtindo um sono muito gostoso, mas ele foi bruscamente interrompido por um terremoto. Bom, era isso que pensei quando acordei assustada, até perceber que não tinha terremoto algum, apenas minhas irmãs pulando na minha cama.
— Vocês vão me matar do coração — acusei, percebendo que o celular que Alice tinha em mãos estava tocando a marcha nupcial.
— É hora de acordar, noiva! — Renesmee pulou para fora da cama e puxou meu edredom.
— Você está com olheiras — Alice acusou, pausando a música. — Foi dormir tarde, né?
— Estava escrevendo meus votos — me justifiquei, ela balançou a cabeça em negação.
— Espero que tenham ficado bons, porque vamos precisar de muita maquiagem para tapar essas olheiras.
— Idiota — xinguei jogando um travesseiro nela, mas a cretina desviou.
— Chega vocês duas — Ness ordenou. — Vá tomar banho, Bells. Não lave os cabelos. Depois desça para tomar café da manhã, iremos logo em seguida para o SPA.
— Sim, senhora. — Saí da cama devagar, sem querer ficar tonta e acabar enjoando por tabela.
Segui para o banheiro e tomei um bom banho, mas não longo. Vesti roupas confortáveis em seguida e desci para a sala de jantar, minhas irmãs já estavam ali comendo com meu pai e Carmen.
— Bom dia, Bells. — Papai se levantou e me abraçou. — Ainda dá tempo de mudar de ideia e fugir, o que me diz? — indagou, mas eu sabia que ele estava só tentando ser engraçadinho.
— Nem pensar.
— Charlie, deixa a Bella — Carmen mandou. — Bella, senta pra comer, precisa estar bem alimentada hoje.
— Tô morrendo de fome mesmo. — Sentei perto de Alice. — Mal vejo a hora do casamento chegar. — Comecei a me servir com suco.
Olhei para papai quando o ouvi fungar, vi o homem chorando e ele não tentou disfarçar.
— Não acredito que a minha filhinha vai casar, como o tempo passa rápido, parece que foi ontem o dia do seu nascimento, Bells. — Voltou a me abraçar quase me sufocando.
***
Alice tinha conseguido fechar o SPA para mim, minhas madrinhas, Tina e Carmen. Esme tinha sido convidada, mas ela queria passar o dia com Edward, eu a entendia. Depois do café da manhã fomos direto para lá, encontrando com Tanya, sua filha e minha cunhada.
— Animada? — Rose perguntou segurando minhas mãos, ela faltava quicar no chão.
— Sim, mas também nervosa — confessei. — Como seu irmão está? Foi tudo bem ontem no jantar com seus pais? — indaguei preocupada, temendo que Carlisle tivesse afetado Edward de alguma forma.
— Mamãe e papai mal se falaram, mas quando trocaram algumas palavras foram educados. Edward está bem, garanto. Jantamos, depois assistimos Brooklyn Nine-Nine com mamãe depois que papai foi embora e fomos dormir ainda cedo. Ele acordou hoje e foi malhar, estava com aquela sua máscara facial na cara quando sai de casa — contou, me fazendo rir e meu coração aquecer.
Eu amava aquele homem, queria ver ele logo, o beijar também.
— Todo mundo tem o SPA que merece. — Apertei mais um pouco as mãos de Rose antes de soltá-las. — Se ele falar com você e algo acontecer me avisa, tá bom?
— Bella, vai ficar tudo bem, nada irá dar errado no dia de vocês — garantiu e eu respirei fundo. Ela estava certa, nada iria dar errado no meu dia e de Edward. — Meu irmão te ama — lembrou, eu assenti e as lágrimas encheram meus olhos.
— Também amo ele, muito! — Abracei Rosalie que afagou minhas costas gentilmente. — Obrigada por ser minha madrinha, mesmo depois de eu ter sido escrota com você várias vezes.
— Isso está no passado. Agora é hora de curtir seu dia de SPA da noiva.
— Sim. — Me soltei dela e limpei minhas lágrimas. — Também te amo, Rose.
Ela riu e acariciou meu braço.
— Te amo também, Bella. E adoro você estar toda hormonal.
Bufei e ela riu mais.
— Isso é culpa da sua sobrinha. — Choraminguei mais ao pensar em minha filha.
— Por que você está chorando? — Tanya se aproximou. — Rosalie, por que ela está chorando?
— Hormônios — Rose respondeu.
— Ok, Bella, sei como é isso, mas estamos pagando uma fortuna para esse SPA e agora você terá uma limpeza de pele que custa outra fortuna.
— Posso chorar durante isso? — quis saber, minha amiga sorriu.
— Pode! — Ela segurou minha mão. — Fica tranquila, tá? Seu dia vai ser perfeito, garanto que nada irá dar errado.
— Obrigada, T. Será se posso ligar para o Edward?
— Não, só irá falar com ele no casamento… Tina, solta isso! — gritou quando a menina pegou um vaso caro de uma mesinha da recepção do SPA. — Essa menina tá só me testando, mais cedo quis se pendurar no corrimão da escada.
— Você precisa de uma massagem relaxante, Tanya — atestei.
***
Entrei no banco do carona do carro de Tanya, me sentindo absurdamente leve. Rose estava no banco de trás com Tina, minhas irmãs no carro de Alice junto de Carmen.
Todas nós iríamos nos arrumar na casa de papai, teríamos uma gigantesca equipe de salão de beleza cuidando de tudo para a gente. Assim como a estilista do meu vestido de prontidão caso alguém precisasse para uma emergência. O pessoal de mídia fotografando e gravando os preparativos também, outra equipe estaria com Edward e os padrinhos, cobrindo ainda a montagem de tudo em casa.
— Eu poderia dormir pelo resto do dia depois de todas essas massagens — Rosalie se pronunciou do banco de trás.
— Nem me fala, fiquei até mais tarde finalizando meus votos, agora só queria tirar um cochilo. — Apoiei a cabeça na janela, estava fazendo um dia bonito, mesmo que fosse quase inverno.
Todos os procedimentos no SPA tinham sido perfeitos, felizmente eles tinham todos que poderiam atender uma grávida como eu. Poderia garantir que Catherine estava muito contente depois do nosso tempo no SPA recebendo limpeza de pele, esfoliação e massagens.
— Edward me pediu para ler os votos dele ontem — Rose comentou, rapidamente me virei para a encarar.
— Ele deixou você ler? Me conta!
— Eu não vou contar, Isabella.
— Por que não? Você é minha madrinha, me deve lealdade.
— Nem pensar, se eu falar uma linha dos votos dele meu irmão nunca mais olha na minha cara.
— Você pode pelo menos ler os meus depois e dizer se eles estão péssimos?
— Tenho certeza de que não estão, mas posso dar uma olhada.
— Beleza, você é demais, cunhada. Tina a Rose não é perfeita?
— É! — a menina concordou.
— Não adianta puxar meu saco, Bella, não vou falar sobre os votos dele.
— Precisa ser tão certinha, Rose? — protestei.
***
Tive meu celular confiscado quando chegamos a mansão, Tanya achou que eu iria tentar ficar de papo com Edward e ela estava certa. Mas pouco depois de chegarmos ali minha psicóloga chegou também, nos trancamos em uma sala para a sessão, que foi um misto de emoções, entretanto, quando ela foi embora eu me sentia muito bem.
Comi alguma coisa e os trabalhos para o casamento começaram em seguida, unhas e cabelos primeiro.
— Aqui, Bells — Alice me entregou uma garrafinha de água com canudo, eu ainda não estava de maquiagem, mas já tinham aplicado produtos em meu rosto, inclusive lábios, para hidratação.
— Obrigada, Alice. — Bebi um pouco, estávamos todas na sala principal da mansão que tinha virado um verdadeiro salão de beleza. Eu usava um robe especial, branco, com noiva escrito atrás, as madrinhas tinham isso em seus robes vermelho escuro no tom de seus vestidos. Tina também tinha o seu, um tom de branco diferente do meu escrito daminha, Carmen era a único sem, já que não era minha madrinha, mas ela estava bem animada com tudo parecendo não se importar em estar diferente.
— Ei. — Olhei para os lados e conferi que Tanya estava ocupada tendo seu cabelo arrumado. — Me empresta seu celular, Alice — pedi em um tom de voz baixo.
— Pra?
— Preciso falar com Edward — sussurrei, ela deu um sorriso ardiloso e tirou o celular do bolso de seu robe.
— Toma, não deixa a Tanya ver, ela tá focada nessa dos noivos só se falarem na hora do casamento. Se fosse o meu ia tá fodendo com meu noivo até cinco minutos antes do eu aceito.
— Pretende fazer isso com Randall? — indaguei guardando o celular dela no bolso do meu próprio robe, Alice logo fechou a cara.
— Vai fazer o que tem de fazer no banheiro, Isabella. — Pegou a garrafa de água de volta e apontou para a saída da sala.
Eu fui, ainda teria um tempinho até começarem minha maquiagem. Entrei no banheiro mais próximo da casa e me tranquei ali, liguei para Edward, mas ele não atendeu.
Então, entrei no aplicativo de mensagens de Alice. As mais recentes não lidas eram de Jasper e Renée.
Não posso me apaixonar era o nome de contato de Jasper no celular dela. Reconheci o número dele, então sabia se tratar do guitarrista.
Não posso me apaixonar: Odeio usar gravata, preciso mesmo? Estou sentindo sua falta, que tal dormir no meu apartamento?
Não respondi, claro, já estava bisbilhotando demais. Mas também não resisti em ver a mensagem de Renée.
Mãe: Esse seu compromisso secreto hoje é o casamento da Isabella, não é? Ela mandou você não me dizer nada? Sei que ela e eu brigamos e tudo mais, mas Isabella ainda é minha filha, mereço saber quando é o casamento dela.
Não, ela definitivamente não merecia saber nada sobre minha vida. Estava pronta para responder aquela mensagem de Renée, mas Edward decidiu me ligar antes mesmo de eu escrever algo para ele. Joguei Renée para o fundo da minha mente, era onde ela deveria ficar naquele dia.
— Oi, amor! — atendi, sentando sobre um banquinho que tinha ali, tomando cuidado para não bagunçar meu cabelo com o celular ou encostar a cabeça na parede.
— Sua voz é parecida com a da Alice, Capitã, por meio segundo me assustei pensando nela me chamando assim — disse, realmente com um atraso depois da minha fala.
— Foi mal! — pedi rindo. — Tanya me proibiu de falar com você, tá até com meu celular.
— Eu digo que ela é uma Tirana. Mas, como você está?
— Ótima e você? Já teve sua sessão com Vladmir?
— Sim, tudo em ordem. Quer dizer, chorei um pouco, mas estou bem.
— Por que você chorou?
— Porque eu pensei que ia morrer sozinho e em algumas horas vou casar, em alguns meses minha filha nascerá, por isso — respondeu sinceramente e eu quis mais ainda poder vê-lo e beijá-lo.
— Eu chorei pela mesma coisa com a minha psicóloga — confessei. — Nós estamos na mesma, não?
— Sim, vem logo pra casa, Capitã. Tô louco pra te ver.
— Logo, logo. — Respirei fundo e rodei o anel de noivado em meu dedo.
— Amo você.
— Também te amo, Pirralho. — Senti vontade de chorar, mas consegui me controlar.
— Linda, não chora — pediu.
— Não estou, segurei. — Ele riu.
— Eu não acredito que estou prestes a casar com a princesa Audrey.
Gargalhei e toquei em minha barriga.
— Pois é, você está. Não acredito que vou casar com o mesmo garoto espinhento do The Star UK.
Ele forçou uma risada.
— Não tenho mais espinhas, aliás usei aquela sua máscara coreana de novo, gostei mesmo. — Esme, provavelmente, o chamou e ele falou. — Preciso desligar, Capitã. Acho que estão precisando de mim lá embaixo com alguma coisa da decoração.
— Algum problema?
— Não. E se algo acontecer vou resolver, você já fez muita coisa, hoje só ficará sentadinha deixando os outros cuidarem de tudo.
— Ok — murmurei. — Até daqui a pouco, senhor Cullen.
— Até daqui a pouco, senhorita Swan.
— Futura senhora Cullen! — exclamei com empolgação.
***
Eu quis me vestir no meu quarto, apesar de amar as meninas, queria daquele um momento mais reservado. Fui para o quarto apenas com a estilista, ela me ajudou a colocar o vestido e pedi que me deixasse só depois.
Me olhei mais uma vez no espelho de corpo todo, analisando todo meu visual. Eu tinha meus cabelos em um coque torcido, meio despojado, com uma franja solta dividida ao meio, emoldurando os lados do rosto, com uma tiara de diamantes que ganhei de presente das minhas madrinhas completando o penteado.
O vestido era um modelo de alças finas, um pouco justo no busto, bordado e com um decote em V. A saia era aberta e fluida — mas não chegava a ser um vestido bufante —, com um pouco de brilho e bordado no tule. Seria perfeito para dançar com Edward por toda a noite.
Abri um grande sorriso ao pensar nisso e toquei nos brincos que usava, eles tinham sido um presente dos padrinhos. Eu usaria outro par, mas Tanya me surpreendeu quando os mostrou e disse que era uma lembrancinha dos garotos. Claro que era uma lembrancinha de diamantes, mas o que mais significava para mim era o fato de eles estarem pensando em mim a ponto de me presentearem.
Por último eu usava a pulseira da família Swan, sem deixar de pensar em como o azul das safiras combinaria com a roupa de Edward que sabia ser azul escura. Nós estaríamos perfeitos juntos, para sempre, nada iria nos separar.
— Bella? — Olhei para a porta e vi Carmen só com a cabeça para dentro do quarto.
— Sim? — Segurei em meu vestido e me virei para ela, Carmen sorriu e terminou de entrar no quarto.
— Você está deslumbrante.
— Jura?
— Juro, está sim. — Se aproximou, ela usava um macacão comprido, sem mangas, em tom de laranja queimado, os cabelos estavam presos. — Vim avisar que os carros chegaram.
— Aí caramba, está acontecendo! — praticamente gritei, me sentindo mais nervosa e até começando a suar. — Carmen, eu tô suando, não posso ficar fedendo.
Ela riu e me abanou com uma mão.
— Calma, Bella. Você não ficará fedendo — assegurou. — É melhor irmos logo, ok?
— Está tudo certo lá?
— Tudo, eu mesma já falei com o Edward. Está tudo pronto, Esme e os padrinhos estão com ele, os outros convidados chegando. Falta você.
— Tá bom. Mas e se der algo de errado na última hora? — indaguei tensa, pensando em todas as merdas que poderiam acontecer.
— Isabella. — Carmen segurou em meus braços, mas com delicadeza. — Nada vai dar errado, ouviu bem? Respira fundo.
Eu respirei, fechei os olhos e me concentrei. Busquei ser racional, não tinha nada para me preocupar.
— Ok, vamos lá! — exclamei e abri os olhos, Carmen assentiu e eu me peguei a abraçando, mas com cuidado para não bagunçar nada. — Obrigada, Carmen. Por fazer meu pai feliz, por ser boa para minhas irmãs e eu e também por estar aqui ao meu lado.
Ela me soltou e olhou para mim, seus olhos estavam marejados.
— Eu te adoro, Bella. Você nunca será como uma filha pra mim, claro, temos a mesma idade, mas te considero uma amiga.
— E somos — afirmei. — Agora está na hora de ir me casar, vamos me ajude com o vestido, não quero o sujar ou acabar pisando nele.
Carmen prontamente fez o que pedi, desci a escada com bastante atenção, meus saltos não eram tão altos, mas eu não queria acabar no hospital justo naquele dia. Lá embaixo, na sala, todos já estavam prontos e reunidos, posando para fotos ou falando algo com o cinegrafista para o vídeo do casamento.
— Filha, você está perfeita! — papai exclamou quando me viu e foi me ajudar a terminar de descer a escada.
— O senhor também! — Charlie usava um terno cinza escuro, sua gravata era vermelha escura como os vestidos das madrinhas. Ele estava sem seu fiel chapéu, mas vi esse na mão de Alice e sabia que papai iria o colocar logo mais.
— Bells, você precisa tirar fotos antes de irmos — Renesmee anunciou e eu aceitei, queria registrar cada momento daquele dia.
Tirei foto com todos ali, falei para o vídeo como estava animada, louca para ver meu noivo e feliz que estava casando esperando minha bebê. Depois de várias fotos e vídeos, finalmente saímos.
Fui num carro com meu pai, Carmen foi em outro com Tanya e Tina. Minhas irmãs seguiram com Rosalie e eram elas que estavam levando meu buquê.
No carro papai fez um bom trabalho em me manter calma, tínhamos música country tocando e ele me contava histórias engraçadas sobre sua infância e adolescência. Isso enquanto segurava minha mão e a afagava gentilmente, era um lembrete constante que sempre teria aquele homem me dando todo seu apoio.
— Aqui estamos — sussurrei quando o motorista guiou o carro para dentro da mansão, minha casa, de Edward e de Donut, meu lar.
A vontade de chorar bateu forte, daquele dia em diante, todas as vezes que chegasse aquela casa seria como Senhora Cullen. Seria oficialmente a casa da minha família, um filme ainda não filmado rodava em minha mente, imaginando tudo que ainda iríamos viver ali.
Eu estava mais do que pronta para todas aquelas futuras experiências.
***
Mais uma foto. Eu não as aguentava mais, porém estavam me mantendo na sala onde ficava meu piano para me fotografar. Queria pular a sessão de fotos e correr para Edward, sabia que ele já estava no quintal da nossa casa esperando por mim, junto com nossos convidados.
— Está demorando muito — me queixei para Arthur, ele era o fotógrafo oficial. Esteve fotografando Ed e a decoração antes de eu chegar, a partir dali seria quem registraria os momentos mais importantes, o outro fotógrafo auxiliaria em tudo.
— Vamos para a última, madrinhas podem vir.
Tanya, Rose, Ness e Alice se colocaram junto de mim. A foto foi tirada. A última.
Estava na hora de ir encontrar Edward e casarmos.
Carmen, que também estava ali tirando fotos comigo, foi avisar a todos que eu estava prestes a entrar. Meu pai, minhas madrinhas, Tina e eu nos preparamos.
Shrek já estava ali com a gente, sendo um anjo e se comportando, dando nenhum trabalho para Renesmee que segurava na coleira dele. Também se mantendo quietinho quando Tanya prendeu as alianças na gravata que o cachorro usava.
— A ordem vocês já sabem — falei para as meninas. — Rosalie, Alice, Ness e Tanya. Tina, você entra depois da sua mãe com Shrek, precisa segurar firme na coleira dele, tá bom?
— Pode deixar, tia Bella. — Fez uma dancinha em seu vestido branco, o cabelo dela estava preso em um coque parecido com o meu.
Tanya organizou as meninas para sairmos, Arthur fotogravafa tudo e o cinegrafista filmava. Sairíamos por uma porta lateral, já que não queríamos passar pela cozinha onde as comidas estavam sendo feitas.
— Estou aqui, Bells — papai lembrou quando segurei em seu braço com uma mão e com a outra carregava meu buquê, com flores rosas, vermelhas e roxas, além de bem pesado. O buquê das meninas era parecido, mas em um tamanho menor.
As meninas começaram a seguir para onde aconteceria a cerimônia, eu não conseguia espiar nada lá fora de onde estava, provavelmente não conseguiria ver nada tão cedo graças as lágrimas em meus olhos. A música que conduziu as garotas e Tina era o instrumental de Flor de Ed, tocado pelo quarteto de cordas que contratamos.
Shrek se manteve obediente, até onde vi antes de uma das garotas que estava com a equipe de decoração e organização fechar a porta e me impedir de espiar mais. Papai e eu nos aproximamos mais da saída, segurei com força no seu braço.
Alguns passos.
A música mudou. Era minha vez. O quarteto de cordas começou a tocar o instrumental de Endorfina, a primeira canção que Edward fez sobre nós dois.
— Chegou nossa hora, Donut — pensei em voz alta.
As portas foram abertas, senti as borboletas em meu estômago, mas consegui dar o primeiro passo sem cair.
Meu olfato capturava o cheiro das flores do buquê. Minha audição focava na música. Meu tato no tecido da roupa de papai. Meu paladar ansiava pelo gosto do beijo do meu noivo.
E a minha visão, ela era direcionada para Edward. Eu não conseguia enxergar mais nada, nem ninguém, apenas ele e seu sorriso bonito, seus olhos brilhando, como estava lindo em sua roupa e a forma que já tinha uma mão estendida pronta para segurar a minha.
Tive de me controlar e não pular nos braços dele quando papai e eu paramos na sua frente, Charlie desfez a união dos nossos braços, mas segurou minha mão e sussurrou:
— Amo você, Bells.
Então, ele colocou minha mão sobre a de Edward, aquilo fez meu corpo arrepiar, o toque dele era quente e seguro. Papai disse para ele:
— Não faça ela parar de sorrir, Cullen.
— Eu não vou — Edward prometeu, seus olhos fixos em mim e beijou minha mão. — Oi, Capitã, você está linda.
— Oi, pirralho. Eu amo você.
Papai seguiu para seu lugar, uma cadeira da primeira fila junto de Carmen. Edward nós fez ficar de frente para Jane, a atriz sorriu e piscou para mim, me fazendo sorrir de volta para ela.
Rose, rapidamente pegou meu buquê. Ela estava em pé com as outras madrinhas, Tina e Shrek do meu lado. Os padrinhos — que usavam ternos cinza em um tom claro — estavam do lado de Edward, Santiago segurava Madonna pela coleira. A cadela usava uma coroa de flores dos tons do meu buquê.
— Olá, sejam todos bem-vindos! — Jane saudou, não estava usando um microfone, mas era um número pequeno de convidados e todos conseguiam a ouvir. — Eu tive de insistir um pouquinho para Edward e Isabella me deixarem guiar isso, mas aqui estou e muito feliz por ser a pessoa casando esses dois. Bom, conheci Ed anos atrás, ele ainda tinha espinhas na cara.
Eu ri, Edward bufou.
— Só conheci Isabella ano passado, mas já tinha ouvido falar muito dela. E eu sei que esses dois tem muitas coisas em comum, o amor pela música, por gatos e cachorros, por Brooklyn Nine-Nine e Candy Crush. Ed vive pedindo que eu mande vidas para ele no joguinho. Outra coisa que sei ser algo em comum entre Ed Cullen e Isabella Swan é como os dois conseguem seguir em frente, seja qual for o problema, temos os dois aqui, firmes e fortes, após superar um monte de coisa.
Eu assenti e Edward apertou minha mão.
— Quando descobri que eles estavam juntos foi uma surpresa, mas os sinais estavam ali. O jeito que se olhavam, que sorriam um para o outro, até mesmo a forma que discutiam e depois as caras que faziam como se quisessem arrancar as roupas um do outro. Santa tensão sexual.
Edward gargalhou e eu ri junto.
— Em novembro, quando o mundo descobriu sobre os dois, eles começaram uma nova fase de suas vidas. Mas, como Edward disse no post da primeira foto dos dois no Instagram, aquele era só mais um começo. Bella, você pode nos dizer um desses começos com Edward?
— A turnê dele — respondi. — A loucura dos shows e a calmaria dos quartos de hotéis. — Senti mais vontade de chorar.
— Edward. — Se voltou para ele. — Nos conte sobre um dos começos de vocês.
— Nashville. — Olhou para mim. — Em um quarto com papel de parede de pôneis, a primeira vez que dormimos juntos e ela me chutou a noite inteira.
— A partir de hoje Bella vai te chutar oficialmente como sua esposa, Edward — Jane declarou e todos riram. — E a partir de hoje vocês estarão passando por mais um começo. Quando as coisas estiverem maravilhosas guardem isso na memória, mas ponham as junto das lembranças difíceis e percebam que os dias são feitos de momentos bons e ruins, mas que independente do que for, estarão juntos por todos eles.
Edward se moveu e beijou gentilmente minha bochecha.
— No próximo verão a garota mais esperada de Los Angeles estará em seus braços, vocês serão os pais dela e sabemos que essa menina será mimada e amada. Por você, Bella, a mesma menina que cantava músicas sobre princesas e sempre encantou todos. E por você Edward, que fugia da cama quando era um garotinho para tocar em seu piano e em uma noite quando tinha só quinze anos venceu aquele grande prêmio. Vocês dois se encontraram, fizeram algo mágico, persistiram por um amor e vão continuar por aí agraciando todos nós com suas canções perfeitas.
Foi minha vez de beijar a mão de Edward.
— Edward, você pode dizer seus votos agora — Jane anunciou.
Ele se virou para os padrinhos, Jasper lhe passou um cartão de papel onde deveriam estar escrito os votos, Edward e eu ficamos de frente um para o outro.
— Como você sabe, linda. E todos vocês também. — Olhou para os convidados. — Isabella e eu amamos músicas, pensei em juntar nos meus votos algumas das canções que fizeram parte do nosso relacionamento, até aqui. Os títulos das músicas estarão no texto, vocês podem ver quantas encontram.
Claro que a ideia dele tinha de ser perfeita, eu o amava por aquilo.
— Isabella, sempre tive uma má reputação, você também. E aqui, na cidade das estrelas, nós nos conhecemos. Não senti borboletas no estômago no primeiro dia, mas hoje eu posso ser clichê e dizer que sinto elas sempre que olho para você, assim como sinto a endorfina da nossa primeira noite e de todas as outras. E sei, eu fiz algo ruim, ou melhor, fiz muita coisa ruim na vida, mas só Deus — se ele realmente existe — sabe porque você acabou apaixonada por um cara como eu. Obrigado por ser, quase sempre, tão paciente comigo.
Os meus votos não chegariam aos pés dos dele, mas eu não ligava, estava emocionada demais com tudo que escutava.
— Nós dois não somos heróis, estamos longes de sermos os mocinhos de Hollywood, mas eu te tratarei como uma rainha pelo resto das nossas vidas. E eu vou dizer: vamos dançar sempre que estivermos em uma festa, porque quero que o mundo veja a rainha da dança que você é e o quanto você brilha.
Uma lágrima escorreu por seu rosto enquanto lia, a limpei com minha mão livre.
— Também vou te fazer dançar e gritar sempre que você estiver triste. Eu irei limpar suas lágrimas, assim como acabou de fazer e iremos acabar o dia comigo te fazendo rir de alguma piada estúpida.
Eu sorri percebendo que meu gesto encaixou perfeitamente em seus votos.
— Você é a mulher dos meus sonhos, a garota que fez meu mundo ficar de cabeça para baixo e eu loucamente apaixonada, até escolher almofadas se tornou divertido ao seu lado. Obrigado por isso, sempre esteve junto de mim e espero que eu sempre possa estar junto de você para qualquer coisa.
Ele estaria, eu sabia.
— E eu pensei que te veria com aquelas botas hoje, mas talvez não fosse combinar com seu vestido. Falando sobre botas, eu quero dizer que suas botas foram feitas para andar e linda, você pode andar com elas sobre mim sempre que quiser. Se um dia eu for um grande idiota e clamar: eu quero você de volta esse seria um excelente momento para você jogar tais botas na minha cara, porque ninguém pode ser um idiota com alguém tão especial e sair ileso.
Aquilo me fez rir baixinho.
— E eu vou pedir que você nunca pare de acreditar em como é fantástica, você merece o mundo, Capitã. Eu estou feliz pra caralho em te ver cada vez mais tomando tudo que quer para si, estou realizado em ver seus sonhos se realizando e nas nuvens por estar dividindo minhas próprias conquistas com você. Em alguns meses nós teremos um dos nossos sonhos junto da gente, nossa doce Caroline. Não comece com a cara feia, irei te convencer a aceitar esse nome.
Revirei os olhos e ele riu.
— Mal vejo a hora de ter nossa filha conosco, mal vejo a hora de conhecer as novas fases das nossas vidas que irão vir pela frente. Mas, preciso dizer que amo nosso passado, mesmo com cada obstáculo e que amo nosso presente e a cada novo dia vou amar ainda mais você. Eu conheço lugares por todo mundo, cidades históricas, hotéis caros e tudo mais, porém é aqui, junto de você, que estou vivendo o melhor dia da minha vida, até agora. Hoje, no nosso casamento, eu quero agradecer aquela Isabella e aquele Edward do ano passado que se entregaram um ao outro, agradecer aqueles dois de junho que disseram que se amavam pela primeira vez. E quero dizer que hoje deveria virar feriado mundial, pois estamos fazendo história aqui, meu amor. Este é o dia, 15 de dezembro de 2018, que nunca iremos esquecer, eu juro.
Ele não se segurou, eu agradeci por isso, quando acabou seus votos selou nossos lábios. Era muito bom beijá-lo, mesmo que tão rápido.
Edward deixou seu cartão sobre a mesinha que separava a gente de Jane, Renesmee que estava com meus votos, em um papel de carta, entregou para mim e percebi que ela também estava chorando e sorrindo.
Segurei o papel com a mão direita, mantendo a esquerda entrelaçada a de Edward.
— Isabella, seus votos — Jane me deu a deixa.
— Definitivamente preciso começar falando sobre Edward se sair melhor nas declarações que eu — comecei a ler em voz alta. — Não só nas escritas, em quase seis meses de namoro ele já me deu um cordão simbólico, uma caixinha de música onde eu era a pessoa cantando, uma festa surpresa e muito mais. Meus votos não serão tão bons quanto os dele, sei disso, ele sabe disso e agora vocês também.
Olhei para ele que sorria de forma travessa.
— A primeira vez que Edward Cullen me viu eu era uma princesa, naquela época eu me considerava mesmo uma. Sonhava com o conto de fadas da minha própria vida, um amor eterno, casamento grandioso e filhos. Todos meus planos foram interrompidos, eu estava cercada por vilões e por muito tempo fui vilã do meu próprio destino. Mas, eu já estava no caminho de Edward e ele no meu, assim, como em uma música dele que foi feita recentemente, nós sempre iremos nos encontrar no caminho. O garotinho de cinco anos que viu a jovem atriz dar vida a Princesa Audrey se tornou uma estrela, um cantor fantástico.
Edward apertou minha mão.
— Ele também lutou contra vilões, ele também foi vilão. E quando me conheceu, eu não tinha mais vestígios aparentes da princesa que jurei ser um dia. Nós discutimos sobre como nosso reinado se chamaria, Swan ou Cullen, eu ganhei. Nós passamos a unir forças, mas tínhamos batalhas entre nós dois e contra outros. Um dia, no meio de uma batalha, Edward e eu travamos a paz por um tempo, nosso forte foi sua sala de música.
Ergui sua mão e a coloquei sobre minha cintura.
— Eu não o amei naquele momento, sei que ele também não me amou, mas foi um de nossos começos. Agradeço pelo beijo roubado, pela música e por ter você uma primeira vez. Após isso, as batalhas continuaram, com alguns momentos de paz entre a gente. Então, de uma hora para outra, eu fui embora. Não deixei nada para trás, nenhum sapatinho como o de Cinderela para ser encontrado. Entretanto, Edward não me deixou ir totalmente, me mandava cartas, ligava e me pedia opiniões. Eu estava sempre muito longe, mas de alguma forma conseguimos nos manter próximos durante aqueles meses.
Ele deu um passo para mais perto de mim.
— Eu deveria ter percebido a mudança no instante que voltei, ela estava ali. O jeito que ele ficou a me ver de volta ao nosso forte, o jeito que me olhava, o jeito que ficamos jogando conversa fora mesmo entre nossas pequenas batalhas. Naquela noite eu voltei com hambúrguer e batata, Edward e eu precisávamos disso. A aliança pelo reino não era mais algo exclusivamente de trabalho, nos tornamos amigos. Ele esteve do meu lado em tudo, eu estive do dele, sentimos raiva e brigamos, mas desde o quarto com pôneis tínhamos nossos momentos de paz de volta e eles se tornaram muito melhores.
Parei para respirar fundo e não cair no choro.
— Os vilões continuavam por aí, mas Edward e eu nos protegemos. Fizemos isso por todo o mundo, enquanto expandíamos nosso reinado. Eu já sinto falta dos quartos de hotéis, das suas malas que acabavam sempre abrigando algo meu e das minhas que guardavam as suas coisas. Esse foi outro sinal, mas quando você se declarou, eu fugi novamente, outra vez sem deixar o sapatinho da Cinderela e dessa vez você se afastou o quanto pode, estava sofrendo. Por isso, foi minha vez de ir em busca do meu príncipe, não poderia ter acontecido em lugar melhor, em uma das minhas cidades preferidas que já tinha sido nosso forte anteriormente.
Coloquei a mão livre sobre o peito dele.
— Nada foi um conto de fadas desde então, as batalhas continuaram e sei que ainda teremos outras. Mas, eu lutarei todas elas com você, amor. Lutarei contra quem for preciso para nos manter seguros, não quero ser a princesa presa na torre, não quero que você seja o príncipe que resolve tudo sozinho, faremos juntos. Por você, por mim, por nós dois e pela nossa princesa, que obviamente se chamará Catherine. Eu não acredito mais em contos de fadas, sei que não teremos um casamento perfeito, mas acredito que vamos manter nossos momentos de paz, seja com sexo, partidas de Candy Crush, trazendo para casa um milhão de animais, assistindo Brooklyn Nine-Nine, ou simplesmente dançando e cantando nossas músicas favoritas. Eu quero continuar cantando e vivendo com você, pirralho. Somos uma boa dupla, temos um reinado e a partir de hoje você venceu, ele se chamará Cullen.
Edward beijou minha testa, segurei em suas costas e mantive ele junto de mim por um tempo, uma lágrima ou duas cruzaram meu rosto, agradeci pela maquiagem a prova dágua. Quando nos separamos Jane falou sobre as alianças, deixei o papel dos meus votos juntos dos de Edward, já pensando em os emoldurar e colocar em casa.
Tina se aproximou trazendo Shrek, Edward se abaixou e beijou o rosto da garota em um beijo barulhento que ela adorou. Depois, ele tirou as alianças da gravata de Shrek e fez carinho na cabeça do animal selvagem. A filha de Tanya voltou para onde estava antes e o homem que eu amava se levantou.
Peguei a aliança dele, enquanto Edward segurava a minha. Tínhamos pedido para Jane não perguntar se alguém tinha algo contra o casamento, sendo assim fomos para o que interessava.
— Isabella Marie Swan, você aceita Edward Anthony Cullen como seu marido?
— Sim, eu aceito — respondi sorridente, estendi minha mão e Edward deslizou a aliança para o dedo onde já estava meu anel de noivado. Sorri, ao mesmo tempo que meu coração disparava, aquilo estava mesmo acontecendo.
— Edward Anthony Cullen, você aceita Isabella Marie Swan como sua esposa?
— Obviamente, com certeza, eu aceito pra caralho!
Nós rimos, mas as lágrimas estavam por todo o rosto dele. Edward estendeu sua mão, a certa, e eu coloquei sua aliança. Senti vontade de gritar, aquilo não era mesmo um sonho?
— Bom, pela licença que tirei na internet e o poder que ganhei com isso, declaro vocês dois marido e mulher. Podem se beijar!
Edward segurou em minha cintura com ambas as mãos e me puxou para si, eu segurei em sua nuca. Nós estávamos nos beijando, casados, iríamos ser pais e todos nos aplaudiam.
Meu coração batia forte por pura felicidade.
— Te amo muito, Capitã. Você é a segunda pessoa que mais amo no mundo depois de Donut — falou com o rosto colado no meu.
— Catherine também é a pessoa que mais amo, mas você tá quase empatado com ela. — Toquei meus lábios em seu rosto.
— Caroline…
— Nem começa. — Nos separei e acenamos para todos. O próximo passo foi assinar os papéis necessários, junto com todos nossos padrinhos que eram as testemunhas.
Quando isso acabou, passaram a coleira de Shrek para mim, Edward pegou a de Madonna. Juntos cruzamos entre os nossos amigos e familiares, mãos unidas, alianças em seus devido lugares.
Casados.
Isabella Cullen
Edward me abraçou por trás e beijou minha bochecha, Arthur capturou o momento. O pôr do Sol tinha acontecido pouco depois do fim da cerimônia, mas tínhamos conseguido muitas fotos do lado de fora com luz natural, depois seguimos para a sala de música para outros registros, onde estávamos naquele momento.
— Você está tão gostosa, mal vejo a hora de tirar esse seu vestido, putinha — Edward sussurrou em meu ouvido.
Limpei a garganta e sorri para mais uma foto, mas só conseguia pensar nele realmente tirando aquele vestido de mim.
Quando a sessão na sala de música acabou fomos de volta para o quintal, a decoração estava linda mesmo de noite. A paleta de cor seguia as cores das flores do meu buquê. Toda a grama e a piscina tinham sido cobertas com tablado de madeira, mesas estavam distribuídas para todo lado e tínhamos um palco para a banda de casamento que já tocava e que mais tarde seria substituída por um DJ, a pista de dança estava bem no centro do quintal, com o piso levemente elevado ao resto.
— Hora da primeira dança! — Tanya cantarolou quando foi até a gente. — Depois as trocas, Edward dança com Esme e Bella com Charlie.
— Vamos arrasar, amor! — Edward exclamou e me fez rodar, fazendo a saia do meu vestido mostrar como era perfeita para dança.
Tanya foi avisar a banda que estava na hora de tocarem Ours da Taylor Swift, Edward e eu seguimos até a pista de dança ainda vazia. Nos posicionamos e assim que a música se iniciou começamos a dançar, não tínhamos ensaiado, não era necessário.
Durante a dança inteira ficamos em silêncio, mas sorrindo e trocando beijos. Suas mãos me seguravam com firmeza, meu corpo e o dele se movendo juntos no ritmo perfeito.
Edward me girou mais uma vez e colou nossos corpos, começou a encher meu rosto e pescoço de beijos, o que me fez gargalhar. Quando ele parou fiz com que ele girasse e quando ele voltou para mim beijei sua aliança.
Sua aliança, uma das provas físicas do nosso casamento.
— Você é o homem da minha vida, pirralho — sussurrei chorosa quando a música acabou, ele pegou meu rosto entre suas mãos com delicadeza e disse de volta:
— Você é a mulher da minha vida, Isabella Cullen. — Enxugou minhas lágrimas.
— Porra, sou mesmo Isabella Cullen agora.
Certo, teoricamente outros papéis precisariam ser assinados para isso, mas na prática eu já era a senhora Cullen.
— Linda. — Beijou meus lábios outra vez, mas fomos interrompidos por papai cobrando sua dança.
— Caí fora, Cabeludo Britânico.
— Pode resmungar, Caipira, já casei — Edward provocou e foi buscar por sua mãe. Me surpreendi quando vi que ela estava entre Aro e Carlisle e os três estavam conversando e sorrindo, não pareciam sorrisos falsos.
— Detesto seu marido — papai proferiu enquanto dançávamos a primeira música que ele fez para mim.
— Detesta nada, pai, ele é seu genro favorito.
— Não tem nem como ter disputa com Randall, né? Mas não vamos falar desse cara. Vamos falar como seu dia está sendo maravilhoso, você merece isso e muito mais, Bells. Acho que daqui uns anos vocês podem fazer uma renovação de votos lá em casa, quando Donut já for grandinha.
— Viu? Você já tá pensando na minha renovação de votos, admite que adora o Edward, Caipira Swan.
— Mocinha, você casou mas ainda deve me respeitar — reclamou, eu lhe lancei um sorriso amarelo.
— Desculpa, papai, mas admite também que é caipira. — Apontei para o chapéu em sua cabeça, brincando porque amava o visual country, ele tinha o colocado depois da cerimônia.
— É, você e seu marido se merecem.
***
Mais tarde, depois de cortar o bolo, dançar mais com Edward, chorar pelos discursos antes do jantar e comer alguma coisa, estava na pista de dança com minhas madrinhas e Kate. Elas bebiam álcool, eu e meu copo de água éramos melhores amigos, mas a ausência de bebida alcoólica não estava afetando minha alegria nem a de Edward que estava rindo em uma mesa com Laurent e Aro.
— Bella. — Kate me afastou um pouco de onde estávamos com as meninas dançando uma antiga música dos anos setenta.
— Oi, Kate. Você tá linda mesmo, sua fodida! — gritei no auge da minha empolgação reparando melhor na roupa que ela usava, um conjunto de saia e blusa azul claro, parte da sua barriga estava a mostra, por sorte não era uma noite tão fria, mas para manter todos aquecidos tínhamos aquecedores espalhados que conseguiam mesclar bem com a decoração.
— Cara, eu sei, sou muito gata, né? — Gesticulou para si mesma. — Mas você também tá muito linda, sua maldita.
— Eu sou a noiva, tenho que tá linda.
— Tá, foco, queria falar com você sobre outra coisa.
— O quê?
— Bella, vem dançar! — Alice exigiu.
— Espera. Vai, fala — ordenei para Kate.
— Posso ficar com o Cameron? Tô perguntando isso porque se eu enfiar minha língua na garganta dele sem te avisar antes vou ouvir suas reclamações.
Olhei para o cantor country, ele estava conversando com meu pai e Jessica. Edward não achava que ele seria um convidado essencial em nosso casamento, mas Cameron era peça importante da minha produtora e eu sua empresária, o queria ali.
— Tá falando sério? — questionei Kate.
— Tô, ele é todo gostoso com esse jeito super caubói, tipo seu pai...
— Eca!
— Sentou do meu lado na cerimônia e é cheiroso pra caralho, posso pegar ele?
— Aí, tá bom, pode — liberei. — Mas depois se rolar alguma merda não vem chorar no meu ouvido.
— Não vou, prometo — comemorou e foi até ele, trocaram algumas palavras e Kate o arrastou para a pista de dança.
Voltei a dançar com as meninas, antes da próxima música acabar Kate e Cameron já estavam se beijando.
***
Eu estava tirando uma foto com Lucy e Riley — no celular dela, mas que a garota sabia que não poderia compartilhar ainda já que tínhamos pedido para ninguém falar nada sobre o casamento até Edward e eu permitirmos — quando vi Ness entrar em casa com Alec. Pareciam tensos, mas não fui atrás, eles que se resolvessem sozinhos.
Depois de mais uma foto com Lucy roubei Edward de onde ele estava conversando com Alistair e Emmett, levei meu marido para a pista de dança. Ele já tinha se livrado do seu paletó e colete — cinza escuro —, ficando só em sua camisa social branca e calça azul.
— Se você rebolar essa bunda mais uma vez no meu pau vai ter volta, Isabella — ameaçou quando fiquei de costas para ele e rebolei junto do seu corpo.
— Faça isso — o desafiei.
Ele me fez ficar de frente para si, segurou em meu pescoço e me beijou. Um beijo que quase fez com que perdesse o controle do meu próprio corpo, segurei nele para não ceder para minhas pernas fracas.
— Quando chegarmos a Malibu a primeira coisa que farei será fazer você chupar meu pau — sussurrou, engoli em seco e disse de volta:
— Vamos subir para nosso quarto, vou te chupar lá. — Segurei no cós de sua calça, louca para tocar no seu pau.
— Certeza?
— Absoluta.
Ele agarrou minha mão e deixamos a pista, mas não chegamos muito longe. Esme nos interceptou, ela tinha bebido champanhe e estava visivelmente balançada por isso, começou a falar sobre quando Edward nasceu, como estava feliz e começou a chorar, isso cortou todo nosso clima.
O sexo teria que esperar a lua de mel.
***
Sentei em uma mesa para comer mais um pedaço de bolo, Edward estava junto de mim, eu chutei meus saltos e apoiei meus pés em sua coxa. Meu marido entendeu o que queria e começou a massagea-los, enquanto isso eu comia.
Aquela altura, quase no fim da festa, já estavam quase todos cansados. Na pista de dança Alice e Jasper eram praticamente os únicos se mantendo firmes, Santiago estava ali também mas só fazendo Tina pular para ver se cansava a filha.
Os outros estavam espalhados pelas outras mesas. Meu pai estava em uma com Aro, Esme e Jane. Tanya parecia contar piadas onde estava com Alec, Emmett, Rosalie, Jessica — que pegou meu buquê — e Alistair. Ness estava com Carmen, Lucy, Riley, Kate e Cameron. Já meu sogro conversava com Laurent.
Todos pareciam se divertir.
— Alec me contou que Renesmee pediu que eles não se falassem por um tempo — Edward fofocou, fazendo com que o olhasse, mas meu olhar capturou primeiro outra coisa. Woody apareceu ali perto, ele e Amy já tinham aparecido mais cedo, Shrek e Madonna também estavam com acesso livre a festa, o gatinho deveria estar usando gravata, mas ele obviamente estragou ela, Amy nem deixou Esme colocar seu adereço. — Para colocarem suas cabeças no lugar sobre essa confusão de sentimentos.
Suspirei e apoiei o prato com bolo na mesa, estiquei a mão e acariciei meu gato.
— Espero que se acertem.
— Também e que o próximo casamento seja deles dois, ou daqueles dois. — Edward apontou para Alice e Jasper.
— Do jeito que as irmãs Swan são complicadas o próximo casamento é da Rose e do Emmett, ou da sua mãe e Aro.
Edward sorriu e olhou para a mãe, afagou meu pé esquerdo e passou a massagear o outro.
— Oi, gente! — Carlisle se aproximou e sentou numa cadeira vaga.
— Oi, pai. — Edward sorriu para ele. — Já está exausto também?
— Sim, ainda não me acostumei ao fuso também. Como está, Bella?
— Bem, só meus pés estão me matando. Mas Donut se comportou bem hoje. — Apoiei uma mão na barriga. Não completei que Carlisle também tinha se comportado muito bem, mas ele tinha, estava aliviada por isso.
— Ela é tão comportada quanto eu. — Edward se mexeu e afagou minha barriga, parando a massagem, Carlisle riu.
— Você definitivamente não era comportado desde o útero, filho.
— Calúnia — Edward rebateu, mas não estava nada bravo, pelo contrário. — Ei, Bella! O próximo casamento é do papai.
Ah sim, ele estava certo. Tínhamos sido convidados para ir até a Inglaterra para isso.
— Eu vou — comuniquei Carlisle. — É importante que a família toda esteja junta.
— Obrigado, Bella — agradeceu.
— E quero conhecer sua noiva, já que ela está foi o impedimento para colocarmos o nome Emma em Donut.
Carlisle fez uma careta e pediu:
— Desculpa por isso.
— Tudo bem. — Encarei Edward e estalei os dedos. — Continua a massagem.
— Você arranjou um marido, não um massagista — resmungou, mas claro que voltou a fazer o que pedi.
— Amo a palavra marido! — exclamei.
***
A festa não demorou muito mais, nos despedimos de todos, colocamos as malas no carro, troquei os saltos por pantufas e entramos no carro que nos levaria para Malibu.
— Adorei seu visual vestido de noiva e pantufas, esposa — Edward falou.
Eu dei de ombros.
— Você prometeu tirar o vestido, não falamos nada sobre aqueles saltos e… — Ele me interrompeu me abraçando, fazendo com que ficassemos grudados no banco de trás do carro.
— O casamento foi perfeito, Capitã.
— Também achei — falei em seu peito.
Ele estava certo, aquele dia seria inesquecível. Sabia que a nossa lua de mel também seria.
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