Hollywood

19 Capítulo Dezoito


Notas iniciais
Olá! Hoje Hollywood tá fazendo aniversário, nada mais justo do que comemorarmos com capítulo novo, não? Espero que gostem :3 Capítulo dedicado a Kawanne Cardoso que recomendou, muito obrigada por isso, flor! ♥ Um agradecimento especial a Chloe Less que revisou o capítulo! :D Boa leitura! músicas especiais do capítulo: https://www.youtube.com/watch?v=-w3iUmQmhUI https://www.youtube.com/watch?v=zvtxGP_7p-4

Capítulo Dezoito

Isabella Swan

“Isabella Swan fez algo ruim.”

Se você faz algo certo poucas pessoas irão te parabenizar por isso, mas se comete algum erro todos irão apontar o dedo. Não importa o quanto você acertou antes, os seus erros sempre irão se sobrepor.

Quando o Escândalo Swan estourou eu me tornei uma pária, todos queriam falar mal de mim. As revistas, os jornais, os programas de TV, até mesmo aqueles que eu considerava amigos, todos gritavam a quatro ventos a mesma coisa: Isabella Swan fez algo ruim!

Ainda assim, por que fazer algumas coisas ruins era tão bom?

***

Eu tinha bebido pra caralho, me sentia meio tonta e com certeza mais animada do que o normal. No caminho para meu apartamento James falava sem parar sobre o show e a festa, mas eu não estava dando a mínima, não conseguia me concentrar em suas palavras, dispersa demais para isso.

Quando chegamos ao prédio que eu morava mal conseguia andar em linha reta, James teve de segurar em meu braço e me ajudar a andar. Eu me aproveitei disso, aproximando-me dele e sentindo seu cheiro.

Ele era tão cheiroso.

— Vamos foder aqui mesmo — falei para meu namorado... Quer dizer, meu noivo.

— O quê? — ele me olhou confuso, enquanto abria a porta do apartamento.

— Vamos foder aqui no corredor, Jimmy! — cantarolei, levando uma mão a sua calça, passando-a por seu pau.

— Bella, você está tão bêbada! — James riu, abrindo a porta.

— E dai? — resmunguei, ele me fez entrar no apartamento. — Não, não, não, quero transar lá fora!

— Não vamos transar no corredor, baby — ele anunciou, fechando a porta.

— Por que não?

— Porque isso é proibido.

— Que se foda! — gritei, arrancando minhas roupas. — Eu não ligo para o que vão pensar, quero transar com você lá fora, agora, vamos lá!

Ele riu mais uma vez, se aproximando de mim, segurando meu rosto e beijando minha testa. Eu resmunguei, por que ele era tão carinhoso e me tratava como uma boneca? Não queria ser tratada como a porra de uma boneca, muito pelo contrário.

— James, me fode — implorei.

— Você precisa ir dormir, Bella — foi o que ele falou. — Está exausta e bêbada. — Ele beijou minha testa uma segunda vez. — Vamos para o quarto, baby, vou cuidar de você.

Por que ele tinha de ser tão bom? Por que ele não podia ser um pouquinho filho da puta? Isso seria mais fácil para mim, me faria sentir menos culpada por ter o traído com o cretino do Cullen.

— Eu te amo, baby — ele disse, beijando meus lábios por um mísero segundo.

— James? — Olhei diretamente em seus olhos.

— Sim?

— Eu preciso vomitar — anunciei.

***

Acordei na manhã seguinte surpresa, eu deveria estar morrendo de dor de cabeça, mas não foi o que aconteceu. Abri meus olhos aos poucos, me deparando com James deitado ao meu lado, ele ainda dormia.

Forcei minha mente a se lembrar do dia anterior, de toda a loucura dos preparativos para o show de Edward, de James voltando à Los Angeles... Aquilo não tinha sido nada fácil para mim, no momento que fiquei diante dele pensei que iria ceder e contar a verdade, aquela que eu o trai com o cara que eu agenciava.

Ainda assim, não aconteceu. Não contei nada para James, no lugar disso eu o beijei e disse que estava morrendo de saudades, ele não pareceu desconfiar de nada, para meu alívio. Aliás, ele ainda surgiu com a ideia de fazer um jantar no sábado para que eu finalmente contasse para meu pai sobre o nosso noivado.

Obviamente eu aceitei, mesmo que estivesse irritada com meu pai pelo lance de Carmen, queria agradar James ao máximo. Chame isso de consciência pesada.

Inspirei fundo, pensando que estava tudo sob controle, James não descobriu sobre a traição e nunca iria descobrir. O Cullen se manteria de boca calada, Tanya nunca me trairia e eu nunca iria contar a verdade. James e eu ficaríamos bem, nada a se preocupar.

Afaguei o rosto dele, que acordou aos poucos, abrindo seus lindos olhos azuis para mim. James sorriu, um sorriso preguiçoso de quem estava acabando de acordar.

— Bom dia, baby — saudou.

Eu o amava, eu o amava, eu o amava. Repeti para mim mesma, não deixaria uma única foda colocar anos de relacionamento e estabilidade no lixo, não perderia James de jeito nenhum.

— Bom dia, Jimmy. — Sorri para ele.

— Como você está?

— Sinceramente? Surpresa, pensei que estaria morrendo de dor de cabeça.

— Eu te coloquei debaixo de água gelada e te dei remédio ontem à noite, depois de você vomitar — James contou. — Bom saber que deu certo e sua ressaca está controlada. — Ele pegou seu celular da mesinha ao lado da cama. — Precisa ir trabalhar hoje? Nós podíamos passar o resto do dia juntos, eu só tenho de ir para o restaurante de noite.

— É, tenho. — Bufei, pensando em como Tanya e o resto estariam precisando de mim na produtora depois do show do dia anterior, com a venda da nova música de Edward e principalmente por ele ter deixado a festa com alguma vagabunda.

— Isso é uma pena — James falou, se movendo na cama para mais perto de mim, beijando meus lábios.

Eu me movi também, ficando por cima dele. Estava usando uma calcinha e regata, com certeza algo que ele me fez usar noite passada depois de cuidar do meu porre. Como não amar aquele homem perfeito?

— Amo você, tanto! — exclamei, enchendo seu rosto de beijos. — Senti muito a sua falta esses dias, noivo. — Sorri para ele, ganhando um sorriso de volta. — Promete que nunca mais vai ficar tanto tempo longe, ou eu vou te sequestrar todo só para mim — brinquei.

— Prometo não viajar por mais tanto tempo assim — Afagou meu rosto. — Senti muito a sua falta também, baby. — Ontem você disse que tinha um segredo para me contar — James falou, fazendo com que um frio percorresse minha espinha.

— Um segredo? — indaguei, tentando manter minha voz e expressões estáveis.

— Sim, antes de você dormir falou que tinha um grande segredo para contar. Qual era?

Puta merda!

Qual era a porra do meu problema?

Eu quase contei para James sobre a traição!

— É algo sobre nosso casamento — menti, dando um sorrisinho doce para ele, usando todas minhas técnicas de atuação. Porra, que se foda se minha carreira de atriz acabou, eu tive um milhão de aulas de atuação e atuei em vários filmes e séries, era uma atriz muito boa e saberia me livrar de qualquer coisa.

— É? — James indagou surpreso. — O quê?

— Estive pensando no meu vestido — continuei a mentira.

— Sério? Porra, Bella, isso é incrível! — ele exclamou animado, me puxando para mais perto de si, fazendo com que eu deitasse sobre ele. — Que grife pensou?

— É um segredo! — exclamei, erguendo meu corpo novamente. — Nem acredito que quase deixei isso escapar noite passada, você sabe que o noivo não pode saber nada do vestido da noiva até o grande dia.

— E nós estamos mantendo o plano original de fazer isso no nosso aniversário de cinco anos em 2019?

Puta que pariu!

— Estamos, eu quero que seja um dia especial! — anunciei, sem deixar James voltar a falar eu o beijei outra vez, daquela vez já deslizando uma mão por seu corpo e chegando a sua cueca — a única peça de roupa que ele usava —, colocando seu pau para fora, começando a tocar uma punheta para ele.

Desci meus beijos por seu queixo, garganta, peito e barriga, finalmente chegando ao seu pau. Podia ser um fato sujo sobre mim, mas a verdade era que eu adorava fazer sexo oral.

Passei algum tempo chupando James, enquanto o ouvia gemer meu nome, até que ele estivesse completamente duro para mim. Estava prestes a montar sobre ele, mas James me colocou por baixo, na clássica posição de papai e mamãe.

O sexo era maravilhoso, o sexo era maravilhoso, o sexo era maravilhoso. Repetia para mim mesma, nada monótono, nada sem graça. Eu amava James, eu amava tudo com ele.

— Você é a mulher mais bonita do mundo, baby — ele disse em meu ouvido, enquanto percorria uma mão pela lateral do meu corpo. — Sou tão sortudo por ser seu noivo.

— James, mais rápido — implorei, apertando meus dedos em suas costas.

Ele aumentou seu ritmo, mas ainda não era o suficiente para mim. Eu ainda precisava de mais, de muito mais.

— James...

— Eu te amo, baby — ele disse antes de tomar meus lábios em um beijo.

— Mais rápido — tornei a implorar.

James me olhou confuso, aumentando o tanto quanto era possível suas estocadas dentro de mim. Fechei meus olhos, enquanto rebolava para ele.

Então, ele gozou. Eu não estava nem perto.

James saiu de dentro de mim, deixando com que eu sentisse sua porra escorrendo entre minhas coxas. Meu noivo deitou ao meu lado, enquanto eu fechava meus olhos, tentando entender o que tinha acabado de acontecer. Obviamente não era a primeira vez que eu não gozava ao transar com James, mas aquela transa com certeza não tinha sido nada boa.

— Isabella, está tudo bem? — James perguntou, fazendo com que eu abrisse meus olhos e o olhasse, ele estava visivelmente preocupado.

— Não sei — confessei. — Acho que a ressaca ainda está forte demais, não estou conseguindo me concentrar em nada. — Eu menti mais uma vez aquela manhã, claro, nunca poderia contar a verdade. Aquela que eu estava me sentindo tão culpada por ter o traído que não conseguia aproveitar estar ao seu lado.

Ele beijou meu rosto.

— Por que não vai tomar um banho enquanto preparo seu café da manhã?

— É, tá — concordei, praticamente correndo para o banheiro.

Meu banho demorou mais do que o esperado, uma vez que precisei de uns minutos a mais para terminar o que James não tinha conseguido.

***

A internet inteira estava falando sobre Edward, bem e mal. Bom, talvez um pouquinho mais mal do que bem, já que muitos estavam falando mal do seu show e outros diziam que sua música nova não era nada boa, inclusive as vendas de Endorfina estavam indo piores do que o esperado por mim.

— Atualizações da última hora! — Tanya entrou na minha sala, estendendo um tablet para mim, com os gráficos de venda.

— Isso não está nada bom — reclamei.

— Eu sei — Tanya concordou. — Bem abaixo do que esperamos. Talvez tivesse sido melhor ele lançar uma das músicas que Jasper compôs.

— É — resmunguei, arrependida de ter deixado o Cullen lançar Endorfina.

— Ah, já recebi um milhão de mensagens e ligações perguntando sobre a garota com quem ele saiu da festa ontem à noite.

— Apenas continue dizendo que é uma amiga — falei. — Ele vai arranjar outra para enfiar o pau dele logo mais e essa será esquecida.

— Também estão comentando bastante sobre o vídeo que sua irmã postou dançando com Edward, já tem várias teorias de que você só virou a empresária dele porque na verdade Alice e Ed estão namorando escondidos.

— Há, até parece — debochei. — Alice nunca ficaria com ele.

— É, ele só pode foder uma Swan por vez — Tanya brincou, arrancando uma careta de mim.

— Foi só uma vez, Tanya. Além do mais, isso já está completamente esquecido — afirmei. — Eu nem lembrava mais de transar com Ed até você dizer isso.

— Ok, vou fingir que acredito. — Ela riu. — Quero dizer, como não acreditar depois que você cantou aquela música na festa ontem, não? Sobre o que era mesmo? Ah sim, botas, tipo aquele presente que o Ed te deu.

— Cala a boca. — Revirei os olhos.

— Também estão falando sobre sua performance, já vi alguns sites menores até pedindo que você lance um CD.

— Nem morta. — Peguei meu celular, James tinha mandado uma mensagem avisando que não poderia ir para meu apartamento aquela noite, pois estaria ocupado no restaurante até mais tarde e na manhã seguinte precisaria gravar para seu programa logo cedo.

— Você faria sucesso.

— Claro, a vagabunda que fodeu diante uma câmera e logo depois cheirou uma carreira de cocaína.

Tanya me deu um sorriso triste.

— Já faz muito tempo, Bella — murmurou. — Talvez...

— Sem chance, Tanya — a interrompi. — Eu nunca voltarei a atuar, ou a cantar qualquer coisa.

— Mas, cantar era seu plano, não? Você gostava de atuar, mas sempre quis cantar.

Ela estava certa, inclusive durante o tempo que estrelei Zoe em Malibu estava começando a compor algumas músicas. No entanto, elas nunca seriam lançadas, eu não me sujeitaria a esse tipo de coisa.

— Tanya, vamos focar na carreira do Ed e nas músicas dele — alertei. — Ele é o músico aqui, sou a empresária.

***

Não aguentei passar o dia todo na produtora, não se tinha muito mais o que fazer além de deixar o pessoal do marketing cuidar da publicidade de Endorfina para aumentar as vendas. Sendo assim, eu voltei para casa.

Estava dirigindo meu carro, ouvindo música, cantando o mais alto que podia. Queria esquecer todo o mundo lá fora, só queria cantar e aliviar a tensão que estava sentindo.

— Essa foi Katy Perry com Teenage Dream — o radialista falou quando a música acabou, eu podia ouvir música por meu celular, mas gostava de ouvir rádio. — Sarah, você ficou sabendo da novidade no mundo dos famosos? — ele falou com sua companheira de programa. — A atriz e filha do ex-presidente... — Mudei de estação, sem querer ficar ouvindo fofocas.

Na outra estação uma música acabava e outra começava, eu a reconheci. Era Not Fair da Lily Allen, uma das músicas favoritas de Tanya, ela a cantava direto quando acabou o namoro com seu último casinho antes de Santiago.

Ele era péssimo na cama — minha amiga dizia.

A música começou e eu fui apenas a cantarolando, até que chegou o momento que estava a cantando.

It’s not fair. And I think you’re really mean. I think you really mean. I think you really mean. Oh you’re supposed to care. But you never make me scream. You never make me scream.*

Inspirei fundo, pensando no cara que tinha sido a melhor foda de toda minha vida. Paul Lahote. Todas as noites — ou manhãs, ou tardes —, com ele foram de puro prazer. Eu gozava toda vez, achava que só dele me tocar já era capaz de gozar, isso sem falar como ele sabia exatamente o que fazer, sem precisar de nenhum tipo de instrução.

Claro, Paul era um grande filho da puta. Mas, eu ainda precisava admitir o quão fantástico ele era na cama. Era terrível admitir isso, mas mesmo que James fosse bom de cama, ele nunca foi como Paul.

Encarei o carro diante de mim, quando parei em um sinal vermelho, imaginando como teria sido a vida com Paul se ele não fosse um cretino. A vida dos sonhos, talvez, levando em conta que eu tinha sido perdidamente apaixonada por ele.

Mas, não, ele me traiu de várias formas, me usou e me deixou na merda. Por isso eu amava James, ele era o homem dos sonhos de todas as mulheres, eu podia não sentir por ele o que um dia senti com Paul, mas sabia que o chefe de cozinha era a melhor pessoa para mim.

Bati minha testa no volante, me sentindo uma idiota por ter fodido com Edward e traído James. Meu noivo não merecia uma traição dessas, eu tinha sido uma vagabunda com ele. Mas... Porra, Edward Cullen era bom de cama, muito bom. Não como Paul, duvidava que algum dia alguém fosse tão bom quanto ele — principalmente porque para mim envolvia toda a questão dos sentimentos que tive pelo ator —, mas Ed com certeza não era nada mau.

Eu podia lembrar com exatidão da nossa noite naquela sala de música, de mim chupando seu pau, de Edward me tomando para si, dele me fodendo rápido e com força. Puta merda, ele era tão dominador quanto eu submissa, imaginava como seria transar de outras formas com ele, como seria ter Edward me chupando e muito mais.

— Deus, me ajude! — implorei aos céus, cogitando ir até uma igreja e rezar por piedade divina, por juízo para que eu me mantivesse vestida quando ficasse perto de Edward. Não poderia transar com ele de novo, isso seria inaceitável.

A música acabou, dando lugar a outra. Para meu desespero uma das minhas canções favoritas da playlist de sexo que eu tinha em meu celular, Bad Things do Jace Everett, parecia uma forma de me provocar ainda mais.

Me recusei a cantar aquela música, mas a deixei tocando. Estava perto do meu apartamento, logo chegaria lá e iria me comportar adequadamente.

I don’t know what you’ve done to me. But I know this much is true. I wanna do bad things with you. I wanna do real bad things with you* — cantei o final quando estacionei o carro na minha vaga de garagem do prédio.

Recostei a cabeça no volante, sem condições de deixar o carro naquele momento de tanta tensão. Ou tesão? Porra, tesão, com certeza, eu queria foder. Com Jimmy, com Paul, com Ed, com qualquer um.

Todos estavam certos, eu era mesmo a vagabunda que viram naquele vídeo. Uma grande vadia sem pudores, mas que se foda, eu era assim.

Meu celular tocou, me distraindo temporariamente da confusão na minha cabeça. O peguei para atender, vendo que era uma ligação de James.

— Oi, amor — falei com ele carinhosamente, querendo manter o teatro de que estava tudo bem entre nós dois.

— Adivinha quem está vindo para Los Angeles no sábado — ele disse animado.

— Seus pais? — Ele já tinha dito que aquilo aconteceria mais cedo, para que seus pais também pudessem comemorar conosco nosso noivado no jantar que ele ofereceria para meu pai.

— Além deles.

— Não faço ideia, Jimmy. — Passei a mão pela testa.

— Victoria! — exclamou, senti meu sangue gelar ao ouvir o nome.

— O que ela vem fazer aqui? — indaguei, nada contente com aquela informação.

— Eu te disse que ela estava planejando vir, não lembra? Enfim, eu contei a ela sobre o noivado, ela vem para o jantar.

— Ninguém merece — esbravejei.

— Bella...

— Ai, nem vem, Jimmy. Você sabe que não suporto essa mulher.

— Não há motivos para isso, Isabella — falou seriamente. — Sabe muito bem que Vick e eu somos amigos.

— Eu sei disso, mas continuo a detestando, ela é uma sonsa.

James bufou.

— Bella, não fale assim da Victoria — exigiu. — Ela é minha melhor amiga desde que tínhamos sete anos de idade, será a nossa madrinha no casamento...

Gargalhei, o fazendo calar a boca.

— Nem em sonhos eu aceitarei Victoria como minha madrinha de casamento, James. Pode ir deixando de lado essa ideia absurda.

— Por que tudo sempre é do seu jeito? — ele me questionou.

— O quê? Do que está falando agora?

— Estou falando de... Quer saber? Esquece, Isabella — falou irritado. — Eu tenho muito que fazer agora, não posso ficar discutindo com você pelo celular. Nós conversamos sobre esse seu ciúmes descabido depois, certo?

— Não estou com ciúmes — falei entre dentes.

— Só quero que fique sabendo que você é a única mulher na minha vida, certo? Sempre será, por isso eu te dei aquele anel, você é meu grande amor, baby.

— Também te amo — sussurrei.

— Ok, até depois. Beijos.

— Tchau! — Desliguei de uma vez, jogando o celular no banco do carona.

O rádio ainda estava ligado, tocava uma música depressiva qualquer, mas que logo acabou, dando lugar a Endorfina. Eu só ri, se existia mesmo a porra de um destino naquele dia ele estava tirando uma com a minha cara.

A voz de Edward soava por meu carro, cantando sobre nossa noite fodendo em sua sala de música. Eu o queria dentro de mim de novo, duro, grande e grosso, puxando meus cabelos, beijando minha pele, lambendo, tocando, mordendo, batendo.

Peguei meu celular, entrando no Instagram do Cullen, querendo ir ver suas fotos lutando boxe. No entanto, a primeira foto era aquela de nós dois sentados no chão do corredor do hotel.

Mordi meu lábio inferior, olhando para o sorrisinho malicioso de Edward. Imaginei como seria ter fodido com ele logo após o show, quando ele estava suado, agitado e com certeza cheio de vontade.

— Essa foi a nova música de Ed Cullen — a radialista falou quando Endorfina chegou ao fim. — Quem vocês acham que foi a garota que inspirou o inglês a compor essa canção?

— Eu — respondi para o nada, ainda olhando para a foto. — Eu fui a garota inspirando Endorfina. — Larguei o celular de volta sobre o banco do carona, após desligá-lo. — E eu estou indo lá para uma segunda dose — decidi.

Paul estava completamente fora de jogo, James tinha me irritado com todo aquele lance da Victoria e por de manhã não ter me feito gozar. Eu precisava de um bom sexo, um que sabia que encontraria com Edward.

Já tinha traído James uma vez, seria tão mais grave fazer isso uma segunda? Ele não descobriria mesmo, nunca desconfiaria. Só mais uma vez, só uma segunda foda e eu tiraria Edward do meu caminho.

Desci do carro decidida, praticamente correndo até o elevador da garagem. No meu apartamento ignorei minha gata tão bem quanto ela me ignorava, fiz uma rápida passagem pela cozinha só para trocar sua água e lhe servir com mais ração.

Fui para meu banheiro tomar um bom banho, entupi minha pele de cremes, ficando fodidamente cheirosa. A depilação em dia não foi uma preocupação, sequei meus cabelos os deixando soltos e fui para meu closet, a maquiagem deu destaque a minha boca, bem vermelha. Peguei um vestidão que tinha ganhado de aniversário de Renesmee, o vesti e logo achei o que mais queria ali.

— É isso, eu vou finalmente calçar essas malditas botas — falei para mim mesma ao tirá-las da caixa, sentei no banquinho do closet, começando a colocar elas em meus pés.

Pronta, eu me olhei no espelho. Estava gostosa pra caralho, o vestido, as botas, um pacote completo.

Aquele era o momento que eu deveria desistir, mas só o que senti foi mais vontade de ir até Ed. Então, foi o que eu fiz.

***

A expressão no rosto de Edward quando me viu com as botas foi impagável, ele não conseguia acreditar naquilo. Eu deixei meu carro, caminhando diretamente até o cantor, que estava completamente embasbacado.

— Oi. — Parei diante dele.

— Puta merda — ele disse baixinho, sem saber exatamente para onde olhar, sorrindo entrei na mansão, ouvindo Edward fechar a porta atrás de mim.

— Você está sozinho? — perguntei para ele.

— Completamente.

— Bom, eu estou com as botas, o que vai fazer agora? — provoquei.

Edward deu um dos seus sorrisinhos maliciosos, se aproximou de mim e pegou minha mão na sua.

— Vamos para a sala de música, tenho um sonho erótico a realizar, Capitã.

— Envolve você me amarrando em algum lugar? — indaguei, ele me olhou em choque.

— Não, mas agora eu quero isso — falou, pigarreando.

— Vamos por partes. — Pisquei para ele, passando a andar na frente até a sala de música, o puxando pela mão.

Tranquei a porta, tendo certeza de que ninguém iria entrar lá. Eu me voltei para Edward e ainda nos degraus da escada ele me puxou para um beijo, segurando em minha nuca com uma mão e com a outra em minha bunda.

Seu toque não era nada casto, sua mão tocava em mim de forma que me fazia sentir quente, ao mesmo tempo em que minha boceta implorava por atenção. Edward colocou a mão por dentro do vestido, como eu não usava uma calcinha ele tocou diretamente em minha pele.

— Você está sem calcinha, caralho — ele xingou contra meus lábios.

— Sabia que não precisaria dela aqui — respondi, gemendo baixinho quando ele levou um dedo ao meu rabo. — Porra, Edward.

— Gosta disso, Capitã? — Ele levou o dedo até mais fundo, fazendo com que eu agarrasse em seus ombros. Fazia séculos desde a última vez que fiz sexo anal, mas ainda podia lembrar como aquela porra era boa pra caralho. — Quer que eu te coma aqui atrás?

— Sim — me vi respondendo. — Quero que você meta em mim onde quiser.

Ele me encarou, seus olhos verdes estavam escurecidos, com a mão livre Edward segurou meu rosto.

— Onde eu quiser?

— Onde você quiser — concordei. — Eu sou toda sua hoje.

— Quero gozar na sua boca — ele disse. — Na sua boceta, no seu rabo, nos seus peitos, você concorda com tudo isso?

— Eu concordo, espero que você dê conta — provoquei.

Edward rosnou, soltando meu rosto e voltando a me beijar. Seu beijo foi tão intenso, principalmente por eu ainda estar aérea com o dedo dele dentro de mim, que eu me desequilibrei um pouco.

— Vamos sair da escada — pedi, afastando nossos lábios.

— Certeza? Agora eu tô com vontade de te comer aqui mesmo — falou, tirando seu dedo de mim e puxando meu vestido para fora do meu corpo.

— Por favor, não quero cair de cara no chão — falei com uma careta no rosto.

— Você é gostosa pra porra, droga — ele me ignorou, levando sua boca a um dos meus seios, assim como eu não tinha me importado em não colocar uma calcinha, também dispensei um sutiã.

Estava prestes a pedir que nós saíssemos de novo da escada, quando Edward me segurou pela cintura e me jogou por cima do seu ombro, me fazendo soltar um gritinho. O Cullen riu alto, dando um tapa em minha bunda, o que só me fez pedir por mais.

— De novo.

Outro tapa, daquela vez mais forte, como eu gostava.

Edward desceu o resto da escada comigo em seu ombro, ele me colocou atrás do sofá da sala de música. Seu olhar percorreu por meu corpo, parando sobre as botas que ele tinha me dado.

— Elas ficaram ótimas em você — falou contente. — Exatamente como imaginei em meu sonho.

— Onde você me comia no seu sonho?

— Você estava debruçada sobre meu sofá — respondeu, abaixando seu short, seu pau estava duro. — Mas, eu quero que me chupe um pouco antes.

Ah sim, eu com certeza poderia fazer aquilo. Cai de joelhos diante de Edward antes que ele pudesse dizer qualquer coisa, o que lhe fez emitir uma risada rouca.

— Um pouquinho ansiosa, não é, Isabella? — Jogou seu short para longe, massageando seu pau, ficando mais perto de mim. — Você quer meu pau? — O passou em minha bochecha esquerda.

— Quero.

— Onde você quer? Só para começar.

— Na minha boca.

— Você é uma putinha, Isabella — ele disse, passando seu pau sobre meus lábios. Eu gemi ao ouvi-lo me chamar daquele jeito, adorando a fala suja do Cullen, era daquilo que precisava.

Entreabri meus lábios, chupando a cabeça do seu pau, erguendo meu olhar e encontrando com o seu. Ele estava incrivelmente sério, provavelmente se contendo para não apressar as coisas.

— É, eu sou uma putinha — falei, deslizando minha língua por seu membro, o ouvi respirar fundo. — Sua putinha hoje, toda sua.

— Porra! — Ele xingou, agarrando meus cabelos e fazendo com que eu erguesse bem minha cabeça para o olhar. — Você vai me chupar, enquanto isso quero que se toque.

Oh sim, eu adoraria fazer aquilo.

— Mas, só pode gozar no meu pau, entendeu?

— Sim, senhor!

— Isabella. — Rosnou, soltando meus cabelos, eu fiz uma careta. — Puta merda, você gosta mesmo das coisas difíceis — falou, voltando a segurá-los com força, voltando a passar seu pau em meus lábios, espalhando um pouco do gozo que escapou.

Apenas sorri, antes de segurar no pau dele e começar a tocar uma punheta, enquanto com a outra mão tocava em minha boceta já molhada de tesão. Coloquei minha boca em Edward no mesmo instante que enfiei dois dedos em minha entrada, os movendo lentamente para começar.

Gemi no pau dele, mas sem parar de o chupar, simplesmente não conseguia. Eu realmente adorava pagar boquete, ao mesmo tempo em que me sentia totalmente entregue ao cara que estava fodendo comigo, também me sentia muito poderosa por estar dando prazer só com a porra da minha boca.

— Isso, assim mesmo! — Edward exclamou, movendo seus quadris no mesmo ritmo que eu seguia. — Vai, me chupa, Isabella.

Chupei mais forte, enquanto tirava os dedos de mim só para voltar a colocá-los em minha boceta em um novo movimento mais rápido.

— Você está molhada? — Edward me indagou, sua voz ainda mais enrouquecida.

— Sim — respondi, tirando minha boca do seu pau por um instante. — Tô muito molhada, você me deixa tão excitada.

Levei minha língua até suas bolas, movendo minha mão em seu pau tão duro, sem parar de me masturbar. Logo voltei a chupar seu pau, Edward agarrou meus cabelos com ambas as mãos, ditando por completo o ritmo da nossa foda, eu sequer pensei em protestar, deixando tudo sob seu comando.

Edward levava seu pau até minha garganta, aquilo exigiu mais de mim e eu tive de parar de me masturbar, mas não era como se não estivesse gostando, muito pelo contrário. Adorava como o pau dele ia até fundo em mim, da sensação absurdamente prazerosa que aquilo que me causava.

Então, em movimentos rápidos, Edward parou. O inglês saiu de dentro de mim, agarrou meus braços e me colocou de pé, virando-me de costas para ele e fazendo com que eu me debruçasse sobre o encosto do sofá.

— Isso não vai ser nada doce, Isabella — avisou.

— Eu não estou aqui procurando por doce, Edward — falei, sentindo-o segurar em minha cintura, o calor do seu corpo chegando ao meu. — Quero que você me foda, rápido e com força.

— Porra! — ele exclamou, apertando com mais força suas mãos em mim, eu provavelmente acabaria marcada, mas naquele momento não dava a mínima. — Fecha um pouco mais as pernas, putinha.

Eu ia morrer se ele continuasse me chamando daquele fodido jeito. Fiz o que ele mandou, sentindo em seguida seu pau passear por minha boceta, sem entrar nela como eu tanto queria desde nossa primeira foda dias atrás. Até que Edward parou de se mover por um segundo, só para no outro se enterrar dentro de mim, o que me fez gritar alto.

Ele não estava brincando quando falou que não seria nada doce, não foi mesmo.

— Ah porra! — gritei, agarrando o sofá com tanta força que minhas mãos doeram.

Edward Cullen não parou, segurando em minha cintura continuou a meter em mim alucinadamente. Saia só para entrar de novo em minha boceta, a cada estocada eu gritava mais um pouco, minhas pernas estavam moles e eu agradeci as botas por serem um bom apoio.

— Diz meu nome! — Edward exigiu, puxando meus cabelos.

— Edward — gemi.

— Você é tão apertada, caralho — ele falou. — Sua boceta é foda, posso passar o dia inteiro metendo nela!

Eu queria aquilo, um dia inteiro fodendo com Ed Cullen. Na real, todas as mulheres deveriam querer aquilo, afinal ele era o fodido Ed Cullen.

— Sem pausas para foder meu rabo? — consegui provocar, ganhando um tapa na bunda por isso, logo depois Edward massageou o lugar, só para bater novamente.

— Eu ainda vou foder seu rabo, só preciso acabar com sua boceta primeiro. — Ele se inclinou mais sobre mim, senti sua boca beijar sobre a tatuagem em minhas costas, deixando-me mais arrepiada do que já estava.

Ele levou uma mão ao meu clitóris inchado, começando a tocá-lo sem pressa, contrastando com o movimento do seu pau em minha boceta, mas aquilo já era o suficiente para aumentar meu prazer. Continuei rebolando para Edward, gemendo e me agarrando ainda mais ao sofá a cada segundo que me sentia mais perto de gozar.

— Você vai gozar comigo — ele disse em meu ouvido, em um tom mandão. — Só pode gozar quando eu gozar, Isabella. — Mordiscou minha orelha, seu corpo estava grudado ao meu. — Se toque.

Ed tirou sua mão do meu clitóris, eu levei uma minha até lá, passando a me dar prazer. O músico voltou a segurar em minha cintura com ambas as mãos, erguendo seu corpo do meu.

Suas estocadas foram tão fundas quanto ele pode, eu precisei de muito autocontrole para me tocar e só gozar com ele. Porém, o controle sumiu quando Edward voltou a meter um dedo em meu rabo, melado com sua saliva.

— Deus!

— Seu buraco é tão pequeno, mal vejo a hora de me afundar aqui dentro.

— Ed, preciso gozar — clamei por aquilo.

— Por que você calçou as botas hoje, Isabella?

— Porque eu queria que você me fodesse — respondi. — Porque meu noivo não me come direito, eu sabia que você iria me fazer gozar pra valer.

Ed saiu de dentro de mim, na mesma hora me fazendo sentir sua ausência. Meu corpo foi colocado de frente para o seu, ele me ergueu, fazendo com que eu entrelaçasse minhas pernas ao redor de sua cintura. O passo seguinte foi Edward me beijar, arrancando todo meu ar, eu o senti se mexer pela sala, mas só conseguia pensar no beijo, ou no pau dele roçando em minha boceta.

Um som alto chamou minha atenção, separei nossos lábios, vendo que Edward tinha caminhado até o piano, onde abaixou a tampa do teclado. Ele me sentou sobre o instrumento, arreganhando minhas pernas e se colocando entre elas, segurando seu pau e movendo uma mão para cima e para baixo.

— Eu vou te comer em cada canto dessa casa — avisou, colocando seu pau em minha boceta, bem devagar, me movi um pouco sobre o piano, ficando mais na ponta e ainda mais aberta para recebê-lo dentro de mim.

O Cullen segurou meu rosto com uma mão.

— Vou foder você como aquele babaca não sabe fazer — dito isso entrou em mim, soltando meu rosto.

Olhei para baixo, onde nossos corpos se uniam, vendo seu pau deslizando para dentro e depois para fora da minha boceta. Agarrei os ombros de Edward, precisando de um sustento, enquanto ele voltava a me beijar, segurando em minhas costas com firmeza.

— Ed, eu preciso... Não aguento mais, por favor — implorei quando ele deixou meus lábios para beijar meu pescoço.

— Pode gozar, putinha — falou, inclinando meu corpo para trás, colocando uma mão entre nossos corpos e a levando até meu clitóris.

Seu toque foi certeiro em mim, fazendo com que o prazer em meu corpo chegasse ao limite. Gritei seu nome, arranhando seus ombros e braços, ao mesmo tempo em que Edward apertou sua boca contra minha pele e eu escutei ele dizer meu nome baixinho, enquanto sentia sua porra em mim. Ele ainda ficou em minha boceta por mais alguns segundos, eu ainda tinha espasmos por meu corpo, minhas botas estavam apertadas contra sua bunda, o mantendo colado em mim.

— Era isso que você queria? — ele me perguntou, olhando para mim com malicia.

— Sim — consegui responder, sentindo Edward deixar meu corpo, mas ele manteve-se por perto segurando em minhas costas. — Agora, eu quero muito que você me chupe...

— E depois coma seu rabo — ele adivinhou magistralmente.

— Por favor!

— Eu certamente farei isso, não precisa pedir, putinha. — Tocou seus lábios nos meus. — Posso continuar te chamando assim?

— Deve!

Edward riu, soltando minhas costas. Apoiei minhas mãos no piano, temendo cair, uma vez que meu corpo ainda estava fraco. Olhei para minha boceta, vendo a porra de Edward escorrendo, ele também olhou.

Levei uma mão até lá, pegando um pouco em meus dedos e os levei até minha boca. O inglês cerrou os dentes, observando minha cena.

— Gostoso — falei, percorrendo uma mão por seu peito nu.

— Isabella...

Eu ri, deixando o piano, ainda com a mão no peito de Edward.

— Preciso de um minuto no banheiro — avisei, caminhando até o banheiro da sala de música.

— Você ficou incrível com essas botas! — ele gritou antes de eu me trancar lá dentro.

Evitei olhar meu reflexo no espelho, indo me limpar. Quando por fim fiquei diante o espelho vi a confusão que meus cabelos estavam, assim como meu rosto muito vermelho e meus lábios inchados. Inspecionei meu corpo, vendo marcas vermelhas na minha bunda e cintura, onde Edward tinha apertado e batido. Não fazia ideia de como lidaria com aquilo depois, mas naquela hora não me importei.

Joguei um pouco de água no meu rosto quente, o sequei e sai do banheiro. Eu mal tinha dado um passo para fora quando Edward apareceu em meu campo de visão, segurando meus punhos e me chocando contra a parede, beijando-me e colocando sua coxa entre minhas pernas, a roçando em minha boceta.

Queria tocá-lo, mas ele manteve minhas mãos presas, o que só me deixava desesperada, enquanto eu me esfregava nele. Tinha acabado de transar, mas já queria mais.

Eu estava errada, não poderia ter só mais aquele dia fodendo com Edward. Ia querer mais sexo com ele, precisaria de mais, não resistiria.

Mas e James? E toda a merda que nossas vidas virariam se alguém descobrisse?

— Edward. — Afastei minha boca da sua, seus olhos escurecidos se concentraram nos meus. — Nós precisamos acertar isso.

— Do que está falando?

— O sexo, o segredo, tudo isso — esclareci. — Precisamos traçar limites e regras para as próximas vezes.

Ele sorriu debochadamente.

— Você ainda nem saiu e já está pensando em mais, Capitã?

— Estou — confessei, sem conseguir parar de me esfregar nele. — Por isso precisamos ser cuidados.

Edward segurou meu rosto entre suas mãos.

— Eu farei tudo que quiser, Isabella. Ouvirei cada regra sua, cada plano. Mas, não agora. Você não está no modo empresária agora, está no modo putinha, lembra? E eu estou louco para te chupar, por isso quero que você escolha. Devo fazer isso te deitando sobre o piano, ou devo levá-la lá para cima e amarrá-la a minha cama?

Puta merda!

— A segunda opção, com certeza — consegui falar.

— Foi o que pensei — ele disse antes de voltar a me beijar.

Eu estava fodida, em todos os sentidos, ao entrar naquela com Edward. Mas, não estava dando a mínima para isso. Afinal, fazer algumas coisas ruins era bom demais para não se aproveitar.

Notas finais
*Não é justo/ E eu acho você malvado/ Acho você malvado/ Acho você malvado/ Oh você deveria ligar/ Mas você nunca me faz gritar Você nunca me faz gritar; Eu não sei o que você fez comigo/ Mas eu sei que esse tanto é verdade/ Eu quero fazer coisas ruins com você/ Eu quero fazer coisas realmente ruins com você. Beijos! Lola Royal. 11.06.18