Hollywood
20 Capítulo Dezenove
Notas iniciais
Capítulo Dezenove
Edward Cullen
“Ed Cullen fez uma tatuagem nova.”
Quando você é famoso tudo que faz vira notícia, seja arranjar uma namorada, brigar em um show, bater o carro, fazer uma tatuagem, qualquer coisa é motivo para uma manchete. Bom, há sempre aquelas que são mentiras, como com certeza sempre existem as verdades que nunca chegarão aos holofotes.
Eu nunca contaria para ninguém uma porção de coisas sobre mim, sobre minha vida, pedaços de Edward Cullen que não queria compartilhar. Como quando chorei após meu primeiro grande show, ou o fato de eu estar fodendo Isabella Swan.
Não, algumas coisas a mídia não podia ter conhecimento. Era melhor manter em segredo, pois quando essas coisas eram expostas me livrar delas se tornava pior do que lidar com a tatuagem ridícula da Betty Boop em meu braço.
***
Sexo.
Sexo.
Sexo.
Uma das minhas tantas namoradas, que terminou comigo quando a trai com sua melhor amiga, me disse que eu deveria ser a porra de um ninfomaníaco doente que só conseguia pensar em foder. Ela provavelmente estava certa, eu amava sexo, talvez de uma forma não normal.
Mas, quer saber? Que se foda!
Eu preferia ser um doente como ela me chamou a ser uma garota irritante como ela era, que só sabia falar de calorias e roupas, por isso fodi a melhor amiga dela. É, eu com certeza tinha algum problema.
Na verdade, eu tinha vários problemas, não apenas um. A ovelha negra da família, o artista encrenqueiro, o agressor de paparazzi e o cara que estava comendo sua empresária que era noiva de outro homem.
Deslizei minhas mãos pelas costas de Isabella, enquanto ela continuava grudada em mim, esfregando sua boceta em minha coxa conseguindo um pouco de alivio. Nós continuávamos nos beijando, os dentes dela naquele momento estavam fazendo um estrago em meu lábio inferior.
Continuei descendo minhas mãos por suas costas, ela só se arrepiava mais a cada toque. Então, cheguei a sua bunda, ela me mordeu com mais força quando eu coloquei um dedo em seu rabo.
— Vamos para o quarto — ela me implorou. — Você pode meter seu pau no lugar do seu dedo.
Puta que pariu, aquela mulher era mais problemática do que eu!
Eu me afastei um pouco dela, vendo seu olhar excitado e seus lábios extremamente vermelhos por conta dos nossos beijos. Ela estava certa, precisávamos ir para o quarto, nossa noite estava só começando e eu tinha grandes planos.
— Você irá direto para meu quarto — ordenei, ela piscou para mim, confusa. — Irá pegar uma gravata em meu closet, deitar na minha cama e colocar a gravata em seu rosto como se fosse uma venda. — Bella gemeu baixinho, colocando uma mão sobre meu abdômen.
— E você?
— Eu não te devo satisfações, putinha. — Vi uma centelha de ódio cruzar seu olhar, mas Bella não ousou me contrariar.
— Eu devo ficar com as botas, senhor?
— Você só irá tirá-las quando eu permitir. — Um sorrisinho malicioso brincou em seus lábios. — Agora vá! — tornei a ordenar, deixando com que ela passasse por mim e seguisse em direção à saída da sala de música.
Eu gemi ao vê-la de costas, sua bunda me deixando louco de tesão. Além do mais, ela ficava bem para caralho com a porra daquelas botas.
Antes de deixar a sala de música ela pegou seu vestido, então saiu. Eu me vesti em meu short, precisava colocar Shrek de volta para o interior da casa antes de me trancar no meu quarto pelo resto da noite, ele não gostava de ficar muito tempo lá fora e não queria ele estressado e eu também precisava pegar algumas coisas na cozinha.
— Vamos, carinha — chamei por Shrek quando abri a porta para ele, que veio correndo em minha direção. — Preciso que você se comporte, certo? — andei pela cozinha para reabastecer sua vasilha com ração e água. — Eu estarei ocupado, você ficará aqui embaixo.
Estava indo até a geladeira, queria pegar chantilly e morangos, quando ouvi passos. Então, meu nome ser chamado:
— Edward?
Não era Isabella.
Olhei para a entrada da cozinha bem na hora que minha mãe apareceu, ela sorriu largamente para mim, enquanto eu ficava gelado. O que diabos ela estava fazendo ali? Puta merda.
— O-Oi m-mãe — gaguejei.
— Como você está? — ela me perguntou. — Vim passar a noite com você, fazer seu jantar.
Ah, porra!
— É o carro da Isabella lá fora? — questionou, olhando ao redor.
— É — murmurei, mamãe arqueou uma sobrancelha.
— Cadê ela?
— Lá em cima — continuei murmurando.
— O que ela está fazendo lá em cima?
— Sei lá — resmunguei, fechando a porta da geladeira. — Veio falar do show, depois d
isse que ia inspecionar meu armário atrás de drogas — menti descaradamente, se mamãe percebeu não disse nada. — Sabe como aquela mulher é, uma verdadeira tirana. Olha, você não precisa ficar e fazer meu jantar, mãe, eu posso pedir algo para comer.
— Quero que você tenha uma alimentação saudável — ela insistiu. — Além do mais, Rose e Demetri estão vindo para o jantar também, nós podemos ter um bom tempo em família.
Só ficava melhor, merda!
— Demetri não é da família — a lembrei.
— Ele é namorado da sua irmã — mamãe disse.
— Que seja. — Revirei os olhos. — Vou fazer Isabella ir embora. — Choraminguei internamente ao dizer aquilo, não queria que ela fosse embora, ainda queria a foder, mas com minha mãe ali e com minha irmã a caminho isso não daria certo, eu poderia tentar fugir com Bella para o apartamento dela, mas isso seria suspeito e Esme desconfiaria de algo.
— O que aconteceu com você? — mamãe perguntou quando passei por ela, o que a permitiu ver meus ombros e braços arranhados por Isabella.
— Isso não é da sua conta. — Bufei.
Ela respirou fundo.
— Você precisa parar de dormir com qualquer uma, Edward — falou séria. — Isso não é nada...
— Tá bom, tá bom — a interrompi, saindo rapidamente da cozinha e subindo, precisava fazer Isabella cair fora daquela casa antes que minha mãe descobrisse que eu estava fodendo minha empresária.
Entrei em meu quarto logo — fechando a porta atrás de mim —, prendendo a respiração quando vi Isabella deitada no centro da minha cama, usando suas botas, completamente nua e vendada com uma das minhas gravatas. Quis desesperadamente ignorar o fato de Esme estar na cozinha e comer Isabella, mas apesar de gostar da ideia de que poderíamos ser flagrados a qualquer instante não achei que seria uma boa naquele momento.
— Você demorou — Isabella disse em um tom de voz baixo e malicioso quando me ouviu andando pelo quarto.
— E você precisa cair fora — falei, parando ao lado da cama e tirando a gravata dos olhos dela.
— O que foi? — perguntou confusa, me encarando.
— Minha mãe tá aqui. — Isabella revirou os olhos. — E chamou Demetri e Rosalie para o jantar, então é melhor você ir embora de uma vez. Falei para a mamãe que você veio falar sobre o show e inspecionar se eu não estava escondendo drogas.
Sai de perto da cama e peguei o vestido dela que estava jogado sobre uma poltrona no canto do quarto, atirei ele para Bella, que o pegou e rapidamente o vestiu. Ela saiu da cama, terminando de se vestir e prendendo seu cabelo bagunçado em um coque desajeitado no topo da cabeça.
— Não acredito que fodi com um adolescente que ainda mora com a mamãe — Bella esbravejou.
— Não sou um adolescente. Nem moro com a minha mãe.
— Sério? Porque toda vez ela está aqui — Bella disse, caminhando até a saída do quarto. — Ela ainda deve te colocar para dormir.
— Sinto muito se minha mãe se importa comigo, diferente da sua que tá nem ai para você — rebati, o rosto de Bella ficou vermelho, tomado pela fúria, ela parou de andar.
— Cala a porra da sua boca, Cullen!
— O quê? Falei alguma mentira? — a desafiei. — Sua mãe não liga mesmo para você, todos vimos como ela reagiu ao Escândalo Swan.
— Eu devia estar muito louca quando vim aqui foder com você — Bella disse entre dentes.
— Agora vai voltar ao joguinho de que não quis fazer isso? Poupe meu tempo, Isabella — me aproximei dela. — Você quis foder comigo, você ainda quer, por isso calçou essas malditas botas e veio até mim.
Ela continuava me encarando.
— Não tô nem ai para o que sua mãe acha de você, ou o que você acha dela. Na verdade, eu ficarei muito grato de não ficar sabendo de nenhuma merda dessas, porque você só é minha empresária e a putinha que vem até mim para gozar, certo? Nossas relações se resumem em você conseguindo grana para mim, eu te pagando por isso e depois nós dois fodendo, apenas.
— Regras — Bella falou, eu xinguei baixinho e cruzei meus braços, mas a deixei continuar. — Não conversaremos sobre isso por ligações, mensagens, cartas, qualquer droga dessas que pode ser registrada. Isso me leva a afirmar que ninguém, absolutamente ninguém pode ficar sabendo, você me ouviu?
— Você contou da primeira vez para Tanya, eu não contei para ninguém, essa regra é mais para você do que para mim.
Ela claramente me ignorou.
— Também não falaremos disso quando tiver alguém por perto, assim como você não deve ficar fazendo piadinhas sobre o assunto, por mais que ninguém perceba o que quer dizer com elas.
— Farei esse favor.
— E você vai passar por um exame completo assim que possível. — Ergui uma sobrancelha, confuso. — Você fode com qualquer uma, quero ter certeza de que não estou correndo riscos.
— Sempre uso camisinha com todo mundo — me defendi. — A última vez que transei com alguém sem camisinha, além de você, foi Lauren e isso tem muito tempo.
— Não me importa, você fará exames.
— E você não os fará? Como vou ter certeza de que não estou correndo o risco de ser contaminado já que você está por ai fodendo com seu noivinho de pau pequeno.
— James não iria me passar nada.
— Claro, porque ele é muito honesto e não te trai.
— Ele não me trai!
Eu ri.
— Isabella, você está traindo seu noivo e acha mesmo que ele não faz o mesmo? É mais inteligente do que isso, não? Ele deve estar por ai fodendo garçonetes... — Sorri maliciosamente. — O que você acha de comprar uma roupa de garçonete?
— Morra, Edward!
— Se eu morrer quem vai te foder como você gosta?
Ela deu um sorrisinho travesso, se aproximando de mim.
— Você não é o único cara por ai que tem para me foder, Edward Cullen. — Piscou para mim. — E apesar do sexo com você ser bom, abaixe seu ego, porque já tive fodas muito melhores. — Deu uma batidinha em meu peito, agarrei seu pulso naquele instante. — O quê? Vai me jogar na sua cama agora e tentar provar o contrário.
— Não, você tem que ir embora.
— Mande sua mamãe embora para que possamos voltar de onde paramos.
— Isso seria suspeito demais. — Soltei Isabella. — Minha mãe ia desconfiar, agora vai embora.
Ela xingou, começando a andar em direção a saída do quarto novamente. Eu a segui, irritado por ter tido minha noite atrapalhada, não queria que a Capitã fosse embora, ainda tinha muito que queria fazer com ela.
— Olá! — mamãe estava perto da escada no primeiro andar, junto de Shrek, que logo pulou em Bella.
— Oi — Bella falou com Esme, soando nada simpática. — Ei. — Se voltou para meu cachorro, afagando o pelo dele. — Preciso ir agora, coisinha. — Ela se soltou de Shrek. — Te vejo na gravadora amanhã — falou para mim.
— Tá.
— Tchau, Bella — mamãe se despediu.
— Tchau! — Ela continuava irritada com a presença da minha mãe.
Eu fui com ela até a saída da casa, para poder abrir o portão com o controle.
— Podemos ir para seu apartamento amanhã? — perguntei em um tom de voz baixo para ela.
— Não sei, eu tenho que ver se James não vai querer dormir lá.
— Ele pode ficar na sala, nós ficamos no quarto, não me importo — argumentei.
— Ou, talvez, eu tenha você atrás e ele na frente — ela provocou, me fazendo fechar a cara, eu nunca tinha transado com uma garota com um cara na mesma equação, mesmo que fosse ele comendo ela também, não me sentiria confortável com isso.
— Ou, você chama a Tanya e eu fodo vocês duas.
Bella riu.
— Se alguém de nós dois foder ela não será você, pirralho.
Soltei o ar com tudo, imagens das duas se pegando tomando conta da minha imaginação.
— Por favor, não fique duro agora com sua mamãe em casa — Bella disse com sarcasmo na voz.
— Isabella, vai embora! — ordenei, pegando o controle do portão e o abrindo.
— Eu vou, está na hora do pirralho dormir.
— Deus, você vai se arrepender muito disso da próxima vez que eu te comer, putinha.
— Isso se você não tiver que ir brincar de legos com a sua mamãe — falou isso e saiu do interior da mansão, eu tive de ser muito forte para não segui-la e propor sexo no carro.
Porra, eu adorava sexo no carro.
Peguei meu celular e mandei uma mensagem para Isabella.
Ed Cullen: Sexo no carro, quando?
***
Eu odiava o fato de Demetri estar com a minha irmã, mas naquela noite odiava Rosalie, minha mãe e ainda mais ele por estarem me alugando para uma chatice de jantar quando eu poderia estar fazendo coisas muito mais interessantes. Passei a refeição inteira entediado, nem com fome estava, só com sede, eu poderia muito bem beber uma garrafa ou duas de cerveja, quem sabe três, salivava só de pensar.
— Então, nós... — Ignorei a fala de Rosalie quando meu celular apitou em uma mensagem, o peguei rapidamente, era Isabella.
Capitã: Regras!!!!
Claro, nós não poderíamos falar sobre nosso sexo por mensagens, era uma das regras inventadas pela Capitã.
Ed Cullen: Só estou perguntando o que você acha de sexo no carro.
Capitã: Apague essas mensagens agora mesmo.
Ed Cullen: Que mensagens?
Ed Cullen: O quão flexível você é?
Capitã: PARE DE ME MANDAR MENSAGENS!
Ed Cullen: Essa é uma pergunta totalmente inocente, empresária.
Capitã: Muito, tá legal? Eu fiz balé dos três aos dezesseis anos, além de mil outros tipos de dança, sou flexível pra caralho, satisfeito?
Ed Cullen: Satisfeito? Ainda não, não fiz nem metade das coisas que queria com você, Capitã.
Capitã: Sim, porque você é um pirralho que mora com sua mãe e tem de dormir cedo.
Ed Cullen: Vá se foder.
Capitã: Vou fazer isso agora mesmo, estou indo me masturbar.
— Merda! — xinguei ao ler aquela mensagem, alto demais, porque todos na mesa se voltaram para mim.
— Tudo bem? — Rosalie me perguntou.
— Sim, sim.
— Você está vermelho — Demetri falou rindo. — Está conversando com alguma garota, né?
— Sim, tô conversando com a sua mãe.
— Edward! — mamãe chamou a minha atenção.
— Que foi? Demetri tá pegando minha irmã, eu posso pegar a mãe dele.
— Isso é nojento, Edward — Demetri reclamou de cara feia.
— Se ela for gostosa eu pego. — Dei de ombros.
— Edward! — mamãe e Rosalie chamaram minha atenção ao mesmo tempo, mas as ignorei por completo.
Ed Cullen: Pense no meu pau.
Capitã: Ok, chega, apaga toda nossa conversa, agora!
Ed Cullen: Eu posso te fazer gozar só com as minhas mensagens, quer tentar?
Capitã: Apague as mensagens agora, ou você nunca mais vai encostar um dedo em mim.
— Irritante — murmurei, deletando nossa conversa, apagando provas que nos incriminariam se fossem descobertas.
***
Passei o resto da noite trancado na sala de música tentando compor algo novo, sempre acabando por voltar para tocar Endorfina. Eu estava muito orgulhoso da música, mesmo que ela não estivesse alcançando os números esperados como vi quando ousei novamente procurar meu nome no Google.
— Ela é uma bailarina — cantarolei, tocando meu violão, sentado no chão da sala de música. — Ela é fodidamente flexível, ela pode chutar sua bunda e dar piruetas... Espera! — Aquilo despertou uma ideia em minha mente.
Alcancei meu celular, ligando para a Capitã.
— Me esquece — ela implorou quando atendeu, sua voz era ofegante.
— O que acha de uma bailarina e um lutador de boxe? — questionei.
— Do que está falando?
— Para o clipe de Endorfina.
— Não estamos pensando em um clipe para endorfina agora, Edward — alertou. — As vendas não estão indo bem, Laurent provavelmente não vai querer insistir em lançar um videoclipe agora e eu acho que é melhor assim, queria que você fizesse mais shows antes do lançamento do álbum, mas talvez seja melhor você continuar gravando o cd sem pressão de shows, uma coisa de cada vez.
— Eu concordo sobre os shows — falei. — Mas quero lançar um clipe para Endorfina, Bella — insisti. — Sei que a música não está vendendo bem e que um clipe custa muito, mas eu estou disposto a correr esse risco.
— Qual a sua ideia e por que eu acho que vou me arrepender de perguntar?
— Você não vai se arrepender — garanti. — Ok, pensei em uma bailarina e um lutador de boxe.
— Isso é tudo?
— Estou desenvolvendo a ideia! — exclamei em minha defesa.
— Eu tenho mais o que fazer, quando você tiver a ideia toda pronta me diga.
— O que mais tem para fazer? Estava se masturbando, né?
Ela não respondeu, desligando na minha cara. Eu gargalhei, peguei uma folha de papel, uma caneta, coloquei meu celular no Google e comecei a buscar por referências para a ideia do clipe.
***
Na manhã seguinte, depois de eu malhar fui dirigindo para a gravadora, com Félix me seguindo em outro carro. Assim que pisei no prédio recebi cumprimentos de todos que cruzaram meu caminho, congratulações por meu show do outro dia e por minha canção nova.
— Valeu, você viu Isabella? — questionei Leah quando ela me parou para me parabenizar.
— Está na lanchonete — respondeu. — Quer que eu faça algo por você? — perguntou solicita, com um sorriso nos lábios, a olhei de cima a baixo, vendo suas longas pernas aparecendo graças a saia que ela usava, assim como seus seios em destaque por conta do decote de sua blusa.
— Hoje não, mas quem sabe outro dia. — Afastei uma mecha do seu cabelo negro do seu rosto, o sorriso de Leah se tornou ainda maior e seus olhos escuros brilharam.
Deixei Leah para trás, seguindo até a lanchonete da gravadora. Vi Bella sentada a uma mesa, a cara enfiada no celular, enquanto mordiscava seu dedo.
— Bom dia, Capitã! — Sentei diante dela, que sequer ergueu o olhar para mim, mas parou de morder seu dedo. — Vamos nos encontrar mais tarde? — perguntei casualmente, a lanchonete estava praticamente vazia e ninguém sentado perto de nós dois.
— James quer ir para meu apartamento hoje.
— Que tal você dizer a ele que está querendo ficar sozinha?
— Não vai rolar, nós nos encontramos outro dia. — Ela me olhou por fim, largando o celular sobre a mesa. — Um que você não esteja ocupado com a mamãe.
— Cala a boca, Isabella — ordenei, ela sorriu maldosamente, alcançando o copo de café diante dela na mesa.
— Você pensou em algo para seu precioso clipe?
— Sim! — exclamei animado, me remexendo inquieto na cadeira, tirei meu celular do bolso, para onde eu tinha transcrito toda a ideia do clipe, caso precisasse ler algo para me ajudar a explicar. — Como eu disse ontem, a ideia é explorar um casal composto por uma bailarina e um lutador de boxe.
— Sério? Você pensou em uma bailarina só pelo o que falei?
— Sou muito criativo, Capitã — esclareci. — Não posso fazer nada se minha mente é fértil.
— E você quer interpretar um lutador? Não acho que isso...
— Quietinha, tá bom? Me deixa acabar de dizer o que pensei.
— Para de me mandar calar a boca.
— Qual é? Isso não está te deixando excitada? Sei que você ama receber ordens. — Ela pigarreou e bebeu mais um pouco do seu café.
— Continue a contar sua ideia genial — debochou.
— Eu não seria o lutador, só para constar — expliquei, ela pareceu surpresa ao ouvir aquilo, mas não disse nada. — Já que eu apareceria em outro momento do clipe, além do mais sei que sou um péssimo ator.
— É, você é péssimo mesmo.
— Quieta.
Bella rosnou baixinho.
— O clipe começaria com o lutador andando na rua, pensei em New York...
— Caro demais.
— Ele estaria andando na rua, sem música tocando ainda — continuei sem ligar para sua interrupção. — Ai escutaria uma garota discutindo com um cara, um ex da menina, o lutador iria até lá e colocaria o idiota para correr. — Bella riu. — O lutador e a bailarina conversariam rapidamente, ela pegaria um táxi e cairia fora, mas deixaria cair uma das suas sapatilhas.
Bella arrumou sua postura, largando o copo de café e me olhando atentamente.
— Isso é você fazendo referência a Cinderela, pirralho?
— Talvez. — Senti minhas bochechas ficarem vermelhas, Isabella gargalhou.
— Não posso acreditar nisso!
— Eu gosto da Cinderela.
— Ela é uma idiota burra — Bella acusou.
— Ela é loira, gosto de loiras!
— Ah claro, isso explica o motivo dela ser sua princesa favorita. — Bella riu mais. — Você é mesmo um pirralho.
— Antes um pirralho a uma velha como você.
— Não sou uma velha!
— Dou três anos para você estar cheia de rugas e flácida — provoquei.
— Eu não... Chega, não vou debater isso com você, continua a contar sua ideia baseada em a Cinderela.
— Obrigado por isso, Capitã! — resmunguei. — O lutador pega a sapatilha e guarda.
Bella sufocou uma nova risada.
— Então, corta para o nome da música e o meu, em um fundo preto e letras brancas.
— Nossa, que inovador.
— O clipe é meu, não me importo com seu deboche. Depois disso o clipe recomeça com o lutador abrindo os olhos, antes de entrar no ringue. Ele perde a luta em questão, quando cai vê a bailarina no meio do pessoal que estaria ali assistindo a luta. — Peguei o copo de café dela para beber um gole.
— E eles fazem sexo no meio do ringue? — Me engasguei ao ouvir aquilo.
— Essa é uma boa ideia.
— Eu tenho excelentes ideias, Betty.
— Mas a minha ainda é melhor, guarde suas ideias para si. — Bebi mais do café antes de voltar a falar. — Depois ele vai até a garota, que estará lá com uma amiga e o namorado da amiga que é amigo dele.
— Sério, isso é tão brega, Edward.
— Ele devolve a sapatilha para a bailarina, eles se beijam. Ai o clipe apresentaria cenas dela dançando e ele assistindo, assim como cenas dele ensinando ela a lutar. — Bella parecia estar odiando cada palavra da minha ideia, mas eu não ligava, tinha achado tudo um máximo. — O fim do clipe seria com os dois indo para um show meu, incrível, né?
— Não, é óbvio.
— Ninguém liga para a sua opinião. — Ela riu. — As cenas finais se alternariam entre os dois curtindo meu incrível show e na cama fodendo. Sensacional, eu vou ganhar o Grammys de melhor vídeo.
— É clichê e entediante, isso não te dará um Grammys.
— Confia em mim, vai sim — insisti.
— Estou no meio há mais tempo, Ed, acredite na minha experiência.
— Você era uma atriz de público infantil e juvenil que lutava contra alienígenas em uma série, Isabella.
— Eu ganhava uma fortuna com isso e meu programa era um sucesso.
— Quem o produzia não era você, sim sua mãe.
Ela ficou no mesmo instante séria.
— Você mesmo falou que não conversaríamos sobre Renée.
— E não vamos, iremos falar sobre meu vídeo, quero que você me apoie a colocar a ideia em prática. Laurent gosta de você, ele ainda está se acostumando comigo, preciso que o convença a topar isso.
— Continuo achando que não seja uma boa ideia, devemos deixar Endorfina de lado.
— Faço o que você quiser em troca, Isabella.
— Gravar uma canção com meu pai?
— Menos isso.
— Sem acordo.
— Sério, você não quer um acordo? Que tal uma chantagem, eu falo para todo mundo que comi você, e ai vai apoiar o clipe?
— Você está blefando.
— Pague para ver.
— Eu já fui exposta uma vez, tanto faz.
— E quer mesmo ser de novo? Quer o seu noivado com o mestre cuca passando por esse caos todo?
— Edward, pare de me ameaçar agora, ou eu vou foder com a sua carreira antes que você diga uma palavra para qualquer um.
— Apoie meu clipe.
— Esqueça isso.
— Renesmee, sua irmãzinha querida, me pediu para participar do meu próximo clipe. Ela poderia ser a bailarina, o que acha? — Bella vacilou ao ouvir aquilo, parecia estar considerando. — Eu posso estar em um momento complicado agora, Capitã, mas meu nome ainda é muito reconhecido, sua irmã sabe disso e teria o nome dela alavancado ao estar associado ao meu. Vai negar isso a Ness? A oportunidade de ela ter mais visibilidade. Não seja egoísta.
— Ela pode ser minha irmã, mas não é minha cliente como você, quem coloca grana na minha conta bancária, se esse clipe for uma merda isso me afetaria e não quero que aconteça, por isso continuarei negando.
— E eu continuo insistindo que contarei para todo mundo sobre você e eu, fodendo, na minha sala de música, mais de uma vez.
— Conte. — Sorriu falsamente para mim.
— E se eu te der um aumento significante?
Bella apoiou os cotovelos sobre a mesa.
— De quanto estamos falando?
Coloquei nas notas do meu celular e digitei o valor da porcentagem em cima do que já ia para ela de qualquer jeito.
— Isso e uma casa na África do Sul?
— Não, eu te pago férias para lá, no máximo.
— Nada feito, quero uma casa.
— Que tal um apartamento?
— Você é surdo? Eu disse uma casa.
— Eu diminuo a porcentagem para menos dois por cento do valor que acabei de propor.
Bella se colocou de pé na hora.
— Sem acordo, pirralho. Pode esquecer a ideia do seu clipe ridículo.
— Você venceu, a porcentagem que apresentei mais a sua droga de casa na África do Sul.
Sorrindo, com aquele maldito sorriso de diabo que tinha, ela voltou a sentar.
— É ótimo fazer negócios com você, Cullen.
— Isso é roubo, você é minha empresária deveria me apoiar em tudo sem cobrar tudo isso em troca.
— Eu consegui uma mansão na Itália quando meu próprio pai quis gravar um clipe que não gostei, Ed — contou orgulhosa de si mesma. — Nada que você, Charlie, Kate ou Riley façam pode realmente acontecer sem minha aprovação e se um de vocês ousarem a fazer algo assim eu os faria pagar ainda mais caro pela rebeldia.
— Incluindo seu próprio pai.
— Ele é o primeiro da lista. Irei escolher a casa ainda esse fim de semana e te mandarei todos os detalhes de compra.
— Não tão rápido, você ainda precisa convencer todo o pessoal da gravadora a aceitar o clipe.
— Ed, eu sempre consigo o que quero, você terá seu precioso clipe.
— Quero gravar o quanto antes e em New York.
— Faremos como você quiser, pirralho. Agora, eu tenho noticias, nada ainda confirmado, mas é bom que saiba de uma vez.
— Manda. — Inspirei fundo, temendo o que viria a seguir.
— Devido ao fracasso que foi a sua última turnê, com todos aqueles shows cancelados, eu acredito que devemos planejar uma turnê menor.
— De quantos shows está falando?
— Por volta de cinquenta, não mais que sessenta.
— Isso é muito pouco! — exclamei, me sentindo insultado com aquilo. — Na minha última turnê tivemos cem shows agendados.
— E você não cumpriu nem metade disso, Edward.
— Eu estava com problemas.
— Por isso acho melhor que não planejemos uma turnê muito extensa novamente, cerca de cinquenta shows, em um período de cinco meses será o suficiente para sua volta.
— Um músico de bar faz mais shows que isso, Isabella.
— Edward, você não é mais o sucesso do começo da sua carreira, seu nome é sim ainda reconhecido como falou antes, mas agora por seus escândalos, as marcas não querem assinar com você, logo não querem te patrocinar. — Engoli em seco ao ouvir isso. — Não vai ser fácil conseguir nem mesmo bancar cinquenta shows, mas nós conseguimos trabalhar com um número mais baixo, não podemos arriscar sua imagem novamente e te colocar em uma agenda louca, se você falhar no meio a queda será brutal.
— Juro que não vou falhar outra vez, confia em mim.
— Eu não posso, Ed — ela afirmou. — Isso é o melhor para você, entendo que esteja se sentindo péssimo com essa redução tão significativa de shows, mas é a melhor saída. Podemos tornar isso ainda maior do que se fossem cem shows, arenas e estádios, em grandes cidades, se tudo ocorrer bem todos irão querer mais shows após, os patrocinadores voltarão correndo e você poderá fazer uma segunda parte da turnê, ou uma seguinte duas vezes maior. Mas, eu não posso arriscar, só temos uma carta em mão e ela é tudo que te resta.
Suspirei, assentindo.
— Que seja, aparentemente eu não posso fazer nada.
— Pensa pelo lado positivo, você gravará o clipe que quer e eu terei minha casa na África do Sul.
— Só falta você pedir que eu pague por seu casamento.
— Talvez. — Ela se levantou, estalando os dedos para mim. — Vamos, pirralho, tenho que convencer Laurent a apoiar esse seu projeto de Cinderela.
***
Já estava anoitecendo quando consegui um pouco de paz, em uma das salas da gravadora, depois de um dia estressante lidando com a pré produção do cd e simultaneamente do videoclipe de Endorfina. Bella tinha convencido todos a aceitarem, mesmo que o pé atrás sobre fosse coletivo, ainda assim ela era a fodida Capitã e todos aceitavam a palavra final dela.
— I, I will be king. And you, you will be queen* — eu cantei mais um trechinho de Heroes do David Bowie, quando Bella entrou na sala.
— Nós vamos sair — anunciou.
Um sorriso tomou conta do meu rosto ao ouvir aquilo.
— Fico feliz que você dispensou o mestre cuca, vou finalmente poder foder seu rabo.
— Não! — ela praticamente gritou. — Eu não estou te chamando para sexo, porra — xingou, batendo a porta atrás de si.
— Não? Dispenso qualquer outra coisa.
Ela andou até mim, arrancando o violão da minha mão e o largando ao meu lado no sofá que eu estava.
— Consegui uma publicidade para você. — Estendeu para mim uma pasta, que estavam com documentos. — É com Gael Elgort.
— O tatuador?
— Sim.
— Já fodi uma namorada dele.
Bella ficou pálida.
— Ele sabe disso?
— Acho que não, até onde sei ele depois traiu ela e eles se separaram.
— Quem você ainda não fodeu?
— Alice. — Pisquei para Bella.
— Fique longe da minha irmã! — ordenou. — Agora, vamos esperar mesmo para que Gael não desconfie que você fodeu uma ex dele, eu consegui que ele aceitasse um acordo de publicidade, está pagando uma boa grana para te tatuar.
— Posso ao menos escolher o que quero tatuar?
— Pode, mas eu tenho a sugestão perfeita.
— Qual?
— A fórmula da endorfina.
— Você quer que eu faça uma tatuagem por publicidade e que essa tatuagem seja a propaganda da minha música?
— Exatamente.
— Isabella Swan, você é o diabo, eu gosto disso.
— Excelente, assine. — Tirou uma caneta da sua bolsa e estendeu para mim, verifiquei o valor da publicidade, o que me agradou muito e dei todas as minhas assinaturas necessárias na papelada do contrato, devolvendo para Bella.
Logo nós estávamos seguindo para a garagem do prédio da gravadora, Tanya também iria até o estúdio de Gael para me assessorar em tudo que fosse necessário e fazer a divulgação nas redes sociais.
— Você vem comigo? — Tanya perguntou para Bella.
— Não, vou com o Ed, preciso conversar algumas coisas sobre o cd com ele — Bella respondeu, entrando no banco do carona do meu carro.
— O que tem de novo para me falar sobre o cd? — perguntei para Bella quando entrei no carro também, ligando-o.
— Você estava tocando Heroes do Bowie antes, não?
— Sim — confirmei, vendo Tanya deixar a garagem primeiro, eu fui logo atrás, sendo seguido por Félix.
— O que acha de fazer um cover dela para o cd?
— Sério?
— É — ela respondeu, enquanto digitava sem parar em seu celular. — Seria um bom ciclo, você a cantou quando ganhou o reality show que te deu fama, agora pode a cantar quando está rumo ao topo novamente. Além do mais, é uma música maravilhosa e você é um grande fã do Bowie, o público vai amar isso.
— Eu topo — concordei, Bella acenou positivamente com a cabeça. — Você pode começar a trabalhar na regravação o quanto antes. — Ela largou o celular sobre o painel do carro, onde estava a pasta com os documentos do contrato que fiz com Gael.
A Capitã mexeu no som do carro, colocando no rádio, eu fiquei entusiasmado quando escutei Endorfina tocando.
— Você sabia que ia tocar agora?
— Claro que sabia — respondeu, aumentando um pouco do volume. — Onde pretende fazer a tatuagem? Está praticamente ficando sem espaço.
— Talvez no meu antebraço esquerdo... — Olhei para ela, que negou. — Onde, Capitã? Por que ainda me pergunta as coisas se é você quem decide tudo?
— Estou fingindo ser educada — falou. — E acho que deve tatuar na sua barriga, você sabe, as garotas ficam loucas com seu corpo.
— Começando por você.
— Não fico louca com seu corpo.
— Aham, até parece, ontem você tava me pedindo para te foder de mil maneiras.
— E você não cumpriu praticamente nada do que prometeu.
— Podemos fazer isso agora mesmo, putinha. — Coloquei uma mão sobre sua coxa, me aproveitando do fato de que Isabella estava usando um vestido aquele dia.
Eu pensei que ela iria me frear, mas não foi o que aconteceu, a Capitã apenas tirou o cinto, se movendo no banco para me dar mais acesso ao seu corpo. Deslizei minha mão para dentro do seu vestido, sentindo sua pele macia e quente contra meus dedos.
Com a outra mão apertei o volante com força, mantendo meus olhos focados na rua diante de mim, estávamos cercados por outros carros, mas o meu tinha película escurecendo as janelas o suficiente para que ninguém nos visse pelas laterais, e pela frente ninguém poderia dizer que eu estava tocando minha empresária de forma despudorada.
— Porra, você não tem uma calcinha? — a questionei quando senti sua boceta, sem qualquer barreira de uma roupa intima.
— Por que eu usaria se sabia que em algum momento do dia você ia fazer justamente isso? — perguntou de volta, a olhei rapidamente e a vi fechando seus olhos quando deixei dois dedos deslizarem para dentro da sua boceta, que já estava molhada.
— Boa menina, putinha — elogiei, fazendo com que ela gemesse alto, mas Bella mordeu seu lábio inferior para frear o som.
— Não quero ser uma boa menina — disse contra sua respiração desregular, enquanto eu movia meus dedos para fora e dentro da sua boceta que os apertava — Quero ser uma garota má, quero que você me castigue por isso, senhor.
Puta que pariu, eu não aguentava, ouvir Isabella dizer aquelas coisas me deixava muito duro!
Apertei o volante com mais força, voltando a olhar para o caminho que estava seguindo, eu sabia onde ficava o estúdio de Gael, mas ainda assim tinha de prestar uma mínima atenção ao ato de dirigir. Ainda que tudo que eu quisesse era parar e foder Isabella ali mesmo, ou fazer com que ela colocasse sua boca experiente em meu pau necessitado.
— Você quer ser castigada? — perguntei.
— Sim, por favor — implorou.
— Ligue para o James — ordenei.
— O quê? — ela indagou alto, olhando para mim no instante que virei meu rosto em sua direção, aproveitando que parei em um bem-vindo engarrafamento.
— Você me ouviu.
— Edward, não... — Tirei minha mão dela ao ouvir sua recusa, mas Isabella agarrou meu braço.
— Não ouse parar.
— Eu pensei que você quisesse ser castigada, mas aparentemente não, sendo assim melhor pararmos por aqui.
Ela inspirou fundo, antes de soltar meu braço, pegar seu celular do painel do carro e colocar o som do meu carro no mudo. Sorri vitorioso, voltando a colocar minha mão entre suas pernas, agradecendo por eu ter escolhido um carro menor aquela manhã, o que a fazia estar mais perto de mim.
— Coloque no viva voz — orientei vendo-a ligar para seu noivo. — Eu não falarei, mas quero ouvir.
— Ok — concordou, colocando a ligação no viva voz, devolvendo o celular para o painel, Bella ainda respirava com dificuldade, eu sabia que ela estava nervosa com a minha ideia, mas também sabia que a Capitã adoraria isso no fim das contas.
Tirei meus dedos dela, o que a deixou claramente irritada, mas foi apenas pelo tempo suficiente de os colocar em minha boca para sentir o gosto dela e os umedecer mais, antes de voltar a tocar. Bem naquele instante James atendeu a ligação, Isabella ficou completamente tensa, o que só fez sua boceta apertar ainda mais meus dedos.
— Oi, Baby! — James falou, eu deixei um sorrisinho sarcástico tomar conta do meu rosto, ele não podia desconfiar o que a garota dele estava fazendo.
— Oi, Jimmy — Bella respondeu, lutando para manter sua voz estável enquanto eu metia meus dedos em sua boceta em um ritmo rápido, querendo que ela voltasse a gemer.
— Tudo bem? — o mestre cuca perguntou.
— Tudo — ela respondeu arfando quando eu toquei em seu clitóris inchado. — Bati meu braço agora, foi mal — ela mentiu, era uma excelente atriz mesmo.
— Como assim? Você está mesmo bem?
— Estou, muito bem — respondeu, abrindo mais suas pernas para mim, subindo mais seu vestido. Eu vi o carro da frente se movendo um pouco e tive de mover o meu também, mas o engarrafamento persistia. — Só bati meu braço no carro agora, algo bobo.
— Você já está indo para seu apartamento?
— Ainda não, estou com Edward...
— Olá, Jimmy! — o cumprimentei, ganhando um olhar mortal de Isabella, já que eu tinha prometido não dizer nada.
— Ah, oi Edward — ele falou. — Está falando comigo pelo viva voz, Bella?
— Estava, tirei agora, apertei no botão errado. Enfim, estamos indo para o estúdio de Gael Elgort, o tatuador que tem aquele programa na TV — Bella se apressou em falar para o noivo, agarrando as beiradas do banco quando eu intensifiquei os movimentos em seu clitóris. — Edward irá fazer uma publicidade para ele — explicou. — Só liguei para saber como você está. — Ela jogou sua cabeça para trás, eu coloquei meus dedos mais fundos dentro dela como consegui.
— Estou bem, só ansioso por amanhã, mal vejo a hora do jantar.
— É, eu também — Bella fez coro.
O que eles teriam no dia seguinte? Eu era um fodido curioso, precisava saber que jantar era aquele.
— Agora preciso voltar para o trabalho, Baby — James disse, enquanto ele discursava sobre algum cliente importante no restaurante aquele dia me inclinei em direção a Isabella e sussurrei em seu ouvido.
— Faça com que ele fique na linha até você gozar, ou eu não deixarei isso acontecer.
Ela me olhou apreensiva, mas assentiu, voltei para meu banco.
— Sabe, Jimmy, eu estava pensando em nos casarmos na Itália — Bella disse, interrompendo o noivo.
— Sério?
— É — ela falou a palavra em um gemido, que disfarçou em um bocejo. — Eu acho que seria um bom local, o que me diz? Tenho uma casa na Toscana mesmo, poderíamos fazer lá, eu acho que seria muito bom, seus pais amam a Itália, não?
— Sim, eles gostam muito. Sabe? Eu também acho que é uma boa ideia, quem sabe nossa lua de mel possa ser viajando pela Europa — ele continuou falando sobre Paris, Madri, Lisboa e outros lugares europeus.
Peguei uma mão de Bella, levando-a até o meio das minhas pernas, onde minha ereção implorava para eu tirar a calça. Ao mesmo tempo em que a masturbava fiz com que ela percorresse minha mão por meu pau duro, ela olhou para mim e movi meus lábios em uma frase.
— Quero que você me chupe.
— Porra! — Bella exclamou alto, tapando a sua boca com uma mão.
— O que foi, Baby?
— Está a merda de um engarrafamento aqui — ela disse, passando a tocar em mim sem que eu a guiasse, seus dedos procuraram abrir o zíper da minha calça e a ajudei, ela puxou meu pau para fora da cueca, foi minha vez de precisar suprir meu gemido. — Odeio o trânsito dessa porra de cidade.
— Eu levarei comida para te animar.
— Ah, Jimmy! — Ela olhou para mim. — Por favor, faça isso — pediu, eu sabia que o pedido era para que eu a fizesse gozar, mas James pensou que era para ele e seu papo chato sobre comida.
— Farei, o que você prefere? — ele a questionou, eu me concentrei em meus movimentos, ficando focado para não gemer ou me esquecer dela, já que também estava sendo masturbado, acelerando as coisas para Isabella gozar.
— Algo que me faça pensar na Itália — Bella falou, a voz vacilou, ela pigarreou. — Depois desse dia de merda preciso de uma boa massa e uma taça de vinho, na verdade acho que estou ficando doente — gemeu de novo. — Estou quente, devo estar com alguma gripe idiota.
Eu mordi meus lábios para não rir de sua desculpa, então, fiz o movimento final, vendo Isabella se contorcer no carro. Sua boceta pressionou meus dedos, os deixando molhados por conta do seu prazer. A mão livre Isabella levou a sua boca, a apertando entre seus dentes para conter as exaltações do seu orgasmo recém adquirido.
— Talvez eu deva levar uma sopa também.
— Obrigada, Jimmy — Bella agradeceu a ele, mas olhou para mim e piscou. — Preciso desligar agora, tenho que convencer o babaca do Cullen a não tatuar nenhuma idiotice.
James riu, ele não riria se soubesse que eu tinha acabado de ter feito sua noiva gozar e que ela ainda estava com a mão no meu pau. Eu lambi meus dedos, que estavam melados com o gozo de Bella, sob o olhar excitado da empresária.
— Até mais tarde, Baby, se cuide.
— Tchau! — ela se despediu, pegou o celular e finalizou a chamada.
— Agora...
Eu não tive tempo de concluir minha frase, Isabella já se movia no seu banco e abaixava minha calça e cueca — por sorte eu não estava usando cinto —, conseguindo mais acesso ao meu pau para o colocar na boca exatamente como queria que ela fizesse. Agarrei o volante com ambas as mãos, gemendo alto ao sentir sua língua brincando com a cabeça do meu pau.
O carro na frente se moveu novamente, me obrigando a dirigir. Isabella estava abaixada o suficiente para que ninguém a visse, então não me preocupei com isso.
— Porra, Bella! — gemi mais, movendo meu quadril para cima, fazendo com que ela engolisse mais meu pau. — Se o trânsito continuar fluindo nós chegaremos lá rápido, então agiliza ai, putinha.
Em resposta ela tocou nas minhas bolas, eu gemi mais, praticamente arrancando o volante por conta de toda a força que empregava nele. Isabella me chupava com uma vontade do caralho, deixando meu pau ainda mais duro.
O trânsito parou de novo, bem na hora que ela sugou um pouco do pré gozo. Eu aproveitei para agarrar o rabo de cavalo que ela usava aquele dia, movendo sua cabeça para cima e para baixo em meu pau.
— Você gostou de gozar enquanto falava com seu noivinho, putinha?
Ela tirou meu pau da sua boca por um instante.
— Gostei, foi quente pra caralho.
— Da próxima vez eu vou te fazer ligar para ele quando estiver fodendo sua boceta com meu pau. — Bella gemeu. — E você não vai poder gemer, vai ficar quietinha sendo uma boa menina, ou será castigada.
Bella tirou sua boca de mim novamente, passando a me masturbar para perguntar.
— Qual será o meu castigo, senhor? — Olhou para mim, a visão dela batendo uma punheta para mim, com os lábios vermelhos e seus olhos brilhantes era fascinante.
— Eu batendo na sua bunda bonita com um cinto, até ficar bem vermelha, tão marcada que você não saberia como explicar isso ao seu noivinho.
— Eu quero que você faça isso — ela pediu, antes de voltar a cair de boca no meu pau.
Foda-se, aquela mulher ia me matar!
O trânsito voltou a fluir, mas segui com uma mão enrolada nos cabelos de Bella. Eu já tinha sido chupado antes enquanto dirigia, mas a situação sempre era única e exigia muito para não causar a merda de um acidente.
Eu estava prestes a sair da avenida congestionada quando Bella me fez gozar, deixando com que eu derramasse toda a minha porra em sua boca, me senti extasiado, apertando os cabelos dela, o volante, gemendo seu nome e sentindo meu corpo todo responder ao orgasmo. Ela ergueu seu rosto para mim, fazendo questão que eu a visse engolindo meu gozo.
— Agora eu fui uma boa menina, senhor — ela falou.
— Ainda vai ser castigada com aquele cinto — eu disse, com um sorriso entusiasmado no rosto graças ao orgasmo recém conquistado, deixando com que ela puxasse minha calça e cueca de volta para cima.
— Espero que você faça isso com força. — Ela se afastou até seu banco, com uma mão eu me virei para terminar de me vestir. Bella arrumou seu vestido, olhando-se no espelho do carro para acertar seu batom borrado e seus cabelos bagunçados.
— Ah, pode apostar que eu farei — garanti, saindo da avenida, logo estaríamos no estúdio do tatuador.
— Você tem chicletes por aqui? Eu preciso tirar o gosto de porra da boca — ela se queixou.
— Você tem sorte de ter o gosto da minha porra na sua boca — falei, mexendo no porta luvas e tirando uma cartela de chicletes de morango de lá, jogando no colo de Bella. — Milhares matariam por isso.
— Aham, porque todo mundo quer seu pau.
— Sim, você sabe porque já que acabou de chupá-lo, né?
— Cala a boca, Edward — mandou. — Já estamos chegando e não podemos ficar nesse papo. — Ela pegou um chiclete e me estendeu um, eu o coloquei na boca rapidamente.
Em um minuto eu já estacionava diante o estúdio de Gael, o carro de Tanya — que perdi de vista no meio do engarrafamento — já estava lá e Félix chegou logo atrás. Bella e eu deixamos meu carro, seguindo para dentro do prédio, onde Tanya estava com Gael, mais uma mulher de cabelos roxos e um cara que tinha um moicano.
— Ed Cullen! — Gael exclamou quando me viu, ele era um cara alto, musculoso, de cabeça raspada, por volta dos quarenta anos, com tatuagens aparentes em seu pescoço, garganta, braços e mãos.
— Gael, olá! — Apertei a mão que ele estendeu para mim.
— Pronto para ser rabiscado? — perguntou empolgado.
— Claro.
Gael assentiu e se voltou para Bella, que sorriu para ele.
— É bom te ver, querida. — Ele beijou a bochecha dela, demoradamente, assim como notei que o tatuador percorreu uma mão pelas costas dela e Bella teve de detê-lo de tocar em sua bunda.
— É bom te ver também, Gael — falou para ele. — Vamos cuidar de negócios? Eu só vim cuidar disso, preciso ir me encontrar com meu namorado.
— Ah claro, você está em um relacionamento sério — Gael disse em um tom de queixa, afastando-se com Bella até uma mesa do estúdio, os funcionários dele se afastaram para começarem a preparar tudo para minha tatuagem, eu já tinha feito tantas que sequer ficava nervoso com a ideia de fazer a decima quarta.
— Bella fodeu com o tatuador? — perguntei para Tanya, que riu.
— Sim, pouco antes de James e ela começarem a namorar, mas eu não devia estar fazendo fofoca para você. — Rolei os olhos. — Agora, cuspa esse chiclete e vamos gravar alguns vídeos de divulgação, mocinho.
— Sabe, Tanya, eu adoro receber ordens suas — confessei. — Quando vai ignorar essa sua aliança e fazer o que quer comigo?
— Que seria?
— Sexo.
Ela gargalhou alto, eu resmunguei, ela conseguia ser irritante quando queria.
— Edward, eu não vou transar com você — afirmou quando parou de rir. — Agora tira a camisa e vamos colocar esse seu corpo gostoso em jogo.
***
Bella não demorou nada para ir embora, assim que resolveu seus preciosos negócios com Gael, ela me mandou ser obediente a Tanya, pediu um táxi e caiu fora. Eu já estava envolvido demais com a coisa toda da tatuagem para me importar com ela indo embora, era até melhor assim para ela não encher a porra do meu saco com as suas ordens de empresária.
Gael era um tatuador foda, eu sabia disso pelas tatuagens que já tinha visto feitas por ele. Não demorou nada para eu estar sendo tatuado, com a fórmula da endorfina — o que me fazia pensar como eu ruim em química e a coisa toda p, com Tanya fazendo gravações minhas e atualizando minhas redes sociais. Também não demorou muito para eu ouvir um barulho de movimentação intensa do lado de fora do estúdio, já que com a divulgação ao vivo minha localização tinha sido descoberta.
— Já tem mais seguranças ai fora — Tanya me garantiu. — Mais um vídeo, sorria.
Segurei a língua para não mandar ela se foder, eu podia estar acostumado a fazer tatuagens, mas elas ainda doíam para caralho de serem feitas. Entretanto, fiz o que ela mandou, sorri e voltei a falar com o público sedento por mim. Eu na versão mais animada possível, pois ninguém gostava de lágrimas.
***
Eu passei boa parte da noite no estúdio de Gael sendo tatuado, depois ao sair de lá tive de enfrentar fãs enlouquecidos e paparazzis loucos por flagras. Voltei para casa exausto, indo direto para minha cama depois de comer qualquer coisa que tinha na minha geladeira e alimentar Shrek, naquele dia minha mãe estava em seu apartamento e Rosalie gravitando ao redor de Demetri em algum lugar de Los Angeles.
Na manhã seguinte acordei antes do despertador, eu ainda precisava malhar antes de ir para a gravadora, tinha muito o que fazer. Estava na cozinha me arriscando a preparar algo para comer — percebendo que precisava contratar uma cozinheira para quando mamãe não fosse me alimentar —, quando o interfone tocou.
— Oi — atendi.
— Abre a porra desse portão agora, Edward! — Era Isabella, soando nada simpática.
Que merda tinha acontecido daquela vez? Sequer respondi, desliguei o interfone e abri o portão, apaguei o fogo que estava fritando meus pedaços de bacon com ovos e segui até a entrada da mansão indo lidar com a fera.
Abri a porta para uma Bella visivelmente furiosa, que foi logo questionando:
— Quem é essa mulher?
— Que mulher, Capitã? — A olhei de cima a baixo, ela usava calça jeans naquela manhã. — Por que não veio de vestido?
— Você ainda não olhou seu celular hoje, seu filho da puta? — Entrou na minha casa, ignorando minha pergunta e batendo a porta, de uma casa que não era sua, Isabella não era nada educada.
— Não, por quê? — Ela tirou o seu do bolso da calça, desbloqueou a tela e estendeu para mim.
Estava em algum site de fofocas, com uma manchete sobre mim.
“Ed Cullen se envolve em mais um escândalo!”
Continuei a ler, curioso sobre o que tinha ocorrido daquela vez, sendo que nem eu me lembrava de ter feito nada. Quer dizer, eu tinha fodido minha empresária, mas se isso tivesse vazado Bella com certeza já teria me matado.
“Laura Banks, garçonete de vinte anos, revelou hoje a paternidade do seu bebê de sete meses, ele é filho de Ed Cullen.”
Ao ler aquilo o celular de Bella caiu da minha mão, olhei para ela em choque e perguntei:
— Eu tenho um filho?
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