Hollywood
55 Capítulo Cinquenta e Quatro
Notas iniciais
Capítulo Cinquenta e Quatro
Isabella Swan
“Ed Cullen já está em Nashville para o casamento de Charlie Swan e Carmen González.”
Edward estaria no casamento do meu pai. Eu deveria resistir ao Cullen. Entretanto, desisti disso e resolvi assumir e declarar o que sentia por ele, de uma vez por todas.
***
Eu estava exausta, após o longo caminho que percorremos até Nashville saindo de Santorini. Quando chegamos ao Tennessee, no dia vinte e seis, era por volta de três da tarde.
— Olá, Nashville! — Alice soltou um gritinho quando deixamos o avião, eu a olhei furiosa, estava com dor de cabeça e tudo que não precisava era da minha irmã gritando perto de mim.
— Alice, não grita, por favor — Jasper pediu, seguindo ao meu lado enquanto nós três andávamos para deixar o aeroporto, ele tinha uma careta no rosto que certamente era motivada pelo grito de Alice.
— Eu estou animada demais, me deixa extravasar, Jasper — ela disse, piscando para ele.
— Você lembra porque estamos em Nashville, não se lembra? — questionei minha irmã.
Na hora a animação dela desapareceu.
— Não acredito que o papai vai mesmo casar com a puta mexicana — Alice disse irritada. — E que você não vai fazer nada para impedir isso. — Apontou um dedo para mim. — Ou me deixar fazer algo para pôr um fim nessa história que já foi longe demais.
— Só estou pensando no bem do papai — falei.
— Olha só, você tem sentimentos — Jasper provocou, eu bati no seu braço o fazendo rir.
— Ah, Isabella tem muitos sentimentos — Alice falou com malícia na voz. — E quando vai falar sobre eles com o Cullen mesmo, Bells? — me questionou, vi que Jasper ficou imediatamente incomodado com aquilo.
Desde que contei para Alice sobre o que Edward sentia por mim e eu por ele, minha irmã passava todo tempo que tinha comigo falando sem parar na minha cabeça que eu devia dizer a verdade a ele. Ela não se importava em ser discreta e não falar sobre o assunto na frente de Jasper, até exigia que ele a ajudasse na missão de me convencer a falar tudo para Edward, mas ele preferia ficar quieto.
Porém, ao menos o tempo dela comigo era limitado, já que desde que ela e Jasper começaram a foder eles passavam a maior parte do seu tempo trancados no quarto dela transando. E isso era bom para mim, pois eu também podia ficar trancada no meu quarto pensando em Edward Cullen sem parar enquanto assistia a série favorita dele, que era a minha também.
Maldita paixão que mexia até com meus gostos!
Eu simplesmente não conseguia esquecer Edward, talvez fosse realmente demorar tanto quanto foi esquecer Paul, o que me desesperava. Afinal, Edward e eu não poderíamos ficar juntos, nunca e além do mais, ele já podia ter esquecido de mim durante a sua viagem.
— Tudo bem? — Jasper me perguntou baixinho enquanto esperávamos os funcionários do aeroporto que minha irmã selecionou, pagando por isso, pegarem nossas malas.
— Tudo sim — murmurei de volta. Jasper também era um dos convidados para o casamento do meu pai, sendo assim ele ficaria em Nashville direto até o casamento, mas não na fazendo com a gente, sim em um hotel.
— Alice está certa — Jasper sussurrou.
— Sobre? — O encarei, tirando os olhos da minha irmã que estava perto das esteira das malas supervisionando o trabalho do pessoal do aeroporto, pois só as malas delas deveriam valer o valor triplicado do meu apartamento.
— Você sabe sobre o que. — Ele engoliu em seco antes de continuar. — Você deveria dizer a verdade para o Edward.
— Eu acho que vocês dois também tem um monte de assuntos mal resolvidos, Jasper — observei, ele suspirou e assentiu.
— É, você tem razão, mas entre você e eu nós dois sabemos muito bem quem Edward iria escolher, não?
— Quem te garante isso?
— Ele te ama. — Jasper revirou os olhos. — Para de ser cabeça dura e diz logo que gosta dele também.
— Não posso — murmurei.
— Você pode sim, só não quer porque está com medo. — Ele arrumou a alça da sua mochila em seu ombro. — Mas se o próprio Edward teve coragem de dizer você também deveria ter.
Neguei com um aceno de cabeça, eu não diria nada.
***
Quando todas as malas estavam devidamente postas em carrinhos nós três deixamos o aeroporto por fim, Alice e eu no carro de papai que estava sendo dirigido pelo motorista dele e Jasper em um táxi para ir ao hotel que ficaria. O mesmo hotel que Edward estaria em alguns dias, naquela terça-feira ele estava em Los Angeles, sua viagem para a Inglaterra foi tão rápida que eu mal tive tempo de processá-la, nem mesmo os paparazzis ou os fãs da região tiveram.
Jessica não sabia me dizer o que tinha acontecido em Bath, só que Edward pediu para voltar para Los Angeles mais cedo. Quando ela me contou isso eu fiquei louca de vontade de ligar para ele, só para me certificar que o Cullen estava realmente bem após seu encontro com seu pai, mas eu me contive, falar com ele só iria foder mais com meus sentimentos.
— Não acredito mesmo que o papai irá casar com aquela mulher — Alice reclamava ao meu lado no banco de trás do carro. — Nós deveríamos ter feito algo, Bells.
— Alice, cala a boca — implorei, minha cabeça estava doendo ainda mais depois de tanto tempo em trânsito, com a mudança de fuso horário e tudo o mais.
— Só estou dizendo que nós…
— Alice, chega! — exclamei a olhando. — O papai vai casar com a Carmen e ponto final.
— Nós sabemos o suficiente sobre ela e…
— E o papai também sabe, isso não resolveria nada, só seria um prejuízo para todos nós — resmunguei. — Até para a sua mãe, ela iria odiar que o ex-marido dela e você tivesse alguma relação com uma… Você sabe.
Alice revirou seus olhos.
— Como ela está? — perguntei, vendo minha irmã se espantar com minha pergunta.
— Você quis dizer Renée? — perguntou ainda em choque.
— É, ela está bem?
— Sim — murmurou.
Assenti e toquei na pulseira que Edward me deu, ela estava em meu pulso direto nos últimos dois dias. Desviei meu olhar para a janela, vendo Nashville passar por mim.
— Ela também pergunta sobre você — Alice sussurrou.
— Aposto que pergunta — debochei.
— Estou falando sério, ela sempre quer saber como… — Voltei a olhar para Alice, o que a fez se calar.
— A preocupação de Renée deve ser tão falsa quanto ela, Alice — falei claramente. — Ela ainda é a mesma mulher que abandonou a filha dela quando eu mais precisava de uma mãe. — Segurei minhas lágrimas. — E que foi uma péssima mãe para Renesmee também, até mesmo para você, mas você não liga para isso porque ganhou o posto de preferida quando eu perdi e estava feliz em ser a favorita da mamãe.
Alice resmungou.
— Você acha que fiquei feliz com tudo que aconteceu? — perguntou brava. — Eu vi você quase morrendo por tudo aquilo, Isabella! — exclamou. — Foda-se se Renée me colocou no pedestal dela depois de te tirar de lá, eu preferia não ter isso se fosse necessário para que nossa família ainda existisse como antes. — Ela limpou uma lágrima que rolou por seu rosto. — Eu daria tudo para que a festa de sábado fosse uma renovação de votos entre papai e mamãe, não o casamento dele com essa puta mexicana.
— Charlie, Renesmee e eu somos a família que você tem, Alice. Renée é só sua chefe.
— Não, ela é minha mãe. — Alice me lançou um sorriso pequeno, seus olhos estavam cheios de lágrimas. — É uma péssima mãe, mas é a única mãe que você, Renesmee e eu temos. Então, me desculpe se eu não quero me afastar dela como você e a Ness, não consigo, eu a amo.
— Quando ela machucar você como fez comigo você dirá que eu estava certa esse tempo todo, não ache que será diferente com você, não será, Renée só pensa nela mesma. — O carro parou naquele momento em um sinal, Alice começou a chorar, alto, como se fosse uma criança. Eu só pude a abraçar, era tudo que podia fazer naquele momento enquanto esperava que um dia ela saísse debaixo das asas da nossa terrível mãe.
***
Alice parou de chorar pouco antes de chegarmos, mas colocou seus óculos escuros para poder esconder seus olhos avermelhados por conta do choro, ela também deu um jeito em sua maquiagem para manter sua pose. Nós duas não tocamos mais no assunto também, eu sabia que era melhorar o ignorar por um tempo, ou para sempre.
— Finalmente vocês chegaram! — Renesmee exclamou em um tom de voz apressado quando entramos em casa, os empregados estavam levando nossas malas para nossos respectivos quartos. Minha irmã tinha uma prancheta em mãos e o seu celular na outra, seus cabelos estavam presos em um coque bagunçado, ela não usava maquiagem e tinha até uma mancha do que parecia ser ketchup na blusa branca que usava.
— O que aconteceu com você? — perguntei ao notar o estado completamente bagunçado de Renesmee.
— Um problema enorme! — ela gritou, Alice deu um passo para longe de Renesmee.
— O que seria? — indaguei.
— O pessoal que iria cuidar das flores do casamento disseram que não iam conseguir cumprir o maldito trabalho deles — Renesmee disse, aquela altura quase chorando. — O casamento é daqui a quatro dias, ninguém quer assumir algo desse tamanho tão em cima da hora, não podemos deixar o casamento acontecer sem as flores e a cerimonialista era uma imprestável que não sabia como resolver isso, Carmen a demitiu e agora nós duas estamos cuidando de tudo e eu acho que já tive uns dois ataques cardíacos desde manhã. — Tocou em seu peito com a mão que segurava seu celular. — Bells, você precisa ajudar a gente.
— Não, nem fodendo! — exclamei. — Eu já concordei em não estragar o casamento, isso é tudo.
— Por favor — implorou. — As pessoas te obedecem, ninguém me obedece e Carmen está nervosa demais com medo de que tudo dê errado para lidar com todos os fornecedores e tudo o mais.
— Que a puta mexicana cancele o casamento de uma vez — Alice disse sorridente, na mesma hora Renesmee acertou a prancheta no braço da nossa irmã. — Ei, sua idiota!
— Pare de xingar a Carmen, no sábado ela se tornará oficialmente nossa madrasta e parte dessa família, é bom aceitar logo isso e começar a respeitar.
— Aham, vai sonhando com isso — Alice debochou.
— Quer saber, estou torcendo para você quebrar uma unha! — Renesmee gritou para Alice, que gargalhou do surto da nossa caçula.
— Renesmee, se acalma antes que você tenha o terceiro ataque cardíaco do dia — falei para ela, que respirou fundo, mas parecia estar tremendo um pouco.
— Me ajuda — ela insistiu.
Eu respirei fundo daquela vez, peguei a prancheta da mão dela e disse:
— Ok, vamos lá por esse casamento em ordem.
— Bells, eu te amo! — Renesmee pulou em meus braços, eu a afastei rapidamente.
— Sem tempo para afeto, temos um casamento para por em ordem. Cadê a Carmen?
— Ela e o papai estão na cidade com a família dela que veio do México. — Renesmee fez uma careta. — Preciso confessar que estou feliz deles terem se hospedado em um hotel, é tanta gente que aqui em casa ficaria cheio.
— Credo — Alice disse irritada. — Bom, vou por meu biquíni e ir para a piscina.
— Não vai, não. — Segurei no braço dela. — Nós três vamos organizar esse casamento. — Ela abriu a boca para reclamar, mas fui mais rápida. — Sou a mais velha aqui e vocês duas tem que fazer o que eu mando.
— A Bells está em casa! — Renesmee comemorou batendo palmas.
***
Me sentei no sofá, aceitando a taça de vinho que Renesmee estendeu para mim antes de ela também se sentar no sofá. Alice estava deitada no chão, suas pernas apoiadas na mesinha de centro, porque ela disse que seus pés doiam.
Já era oito da noite, foi quando paramos os trabalhos de cerimonialistas do dia. Mesmo que a cerimonialista antes tivesse cuidado de muita coisa com Renesmee e Carmen, eu sabia que dias antes de uma festa sempre parecia que tudo estava fora de controle e alguém tinha de ter pulso firme para manter as coisas funcionando e aquela pessoa para aquele casamento seria eu.
— Quando o Ed chega? — Renesmee me perguntou passando a mão por meus cabelos.
— Na sexta — murmurei encarando minha taça de vinho.
— E como você está sobre ele? — perguntou baixinho, mas Alice escutou, tirou o braço de cima dos seus olhos, se virou para a gente e disse:
— Ness, já sei que a Bella tá apaixonada pelo Cullen.
— Ah Deus, você contou pra Alice! — Renesmee gritou animada, revirei meus olhos.
— Ela contou, mas não quer contar para ele — Alice falou saindo do chão e sentando do meu outro lado. — É uma idiota.
— Você quer levar uma porrada com a prancheta na cara? — a questionei, ela me ignorou.
— Bells, você e o Edward precisam se resolver — Ness disse.
— Não…
— Ele te ama, você ama ele, pare de tentar tornar algo que é tão fácil em algo díficil. Olha isso, você finalmente ama alguém que te ama de volta, não um amor como era com Paul, nem aquela história com James que era só pra você se sentir menos só.
— Aham, com Edward é um conto de fadas — debochei. — E ele pode já até ter esquecido de mim — murmurei novamente e tomei um pouco do meu vinho.
— Aposto que ele não te esqueceu — Renesmee afirmou.
— É, ele só deve estar fodendo com Leah para tentar te esquecer, mas deve estar sendo sem resultados — Alice falou. Engoli em seco, odiando a ideia de Edward fodendo Leah, eles não podiam estar fazendo isso, porra, só de pensar nessa hipótese eu ficava brava.
— Leah e Edward transando? — Renesmee perguntou para Alice, que assentiu. — O namoro deles é falso! — exclamou, eu fechei meus olhos imediatamente, prevendo o surto de Alice sobre aquela informação.
— O quê? — ela gritou, o que fez até com que meu ouvido doesse um pouco. — Falso?
— Isso mesmo que ouviu, eles só estão juntos para gerar publicidade.
— Sua vadia! — Alice acertou um tapa na minha coxa, aquilo me fez abrir os olhos.
— Ai, sua vaca! — me queixei.
— Por que você não me contou isso antes?
— Não queria que você soubesse.
— Eu não vou deixar isso vazar. Nem Jasper me contou, vocês são péssimos!
— Que seja, não importa.
— Importa sim, agora que tô sabendo que nem o namoro dele com aquela menina é real você mais do que antes tem que se declarar para ele.
— Eu não vou me declarar, Edward e eu nunca teremos nada.
Renesmee bateu em minha outra coxa.
— Até você? — gritei com ela.
— Isabella! — exclamou. — Vocês se amam, para de ser burra.
— Não estou sendo burra, pelo contrário, estou sendo muito inteligente — afirmei. — Se nós dois ficassemos juntos seria um verdadeiro inferno.
— Burra — Alice disse, eu belisquei seu braço, ela resmungou. — Já te disse que se você não pegar o Edward pra si vou casar com ele.
— Bom, antes o Edward do que o Randall — afirmei, ela rolou seus olhos.
— Nossa, eu preciso concordar com a Bells — Renesmee falou. — Graças a Deus eu sou a irmã com um relacionamento estável.
— Obrigada por jogar na minha cara — falei.
— Você pode ter um relacionamento estável com o Edward — falou.
— Até parece, no segundo seguinte que eu assumisse o namoro com ele todo mundo ia cair matando em cima de nós dois.
— O que importa? Pelo menos você ia estar fodendo com alguém muito gostoso — Alice explanou. — Além do mais, pensa no dinheiro da conta conjunta de vocês dois.
— Sim, porque isso é o mais importante em uma relação. — Renesmee bufou.
— Pra mim é algo muito importante — Alice afirmou.
— Renesmee? Isabella? Alice? — Ouvimos papai gritar pela gente.
— Aqui! — minhas irmãs e eu respondemos juntas.
Papai apareceu na sala que estava, com Carmen atrás de si. Ele sorria de orelha a orelha, andou até o sofá e beijou o rosto de nós três, o de Alice e o meu uma segunda vez depois do de Renesmee.
— Estava com saudades de vocês duas, como foi em Santorini?
— Maravilhoso! — Alice respondeu animada.
Claro, porque ela tinha fodido com Jasper como queria.
— Chato — respondi, papai me olhou surpreso.
— Por quê, Bells?
— Só foi chato — respondi.
— Carmen — Renesmee começou a falar. — Isabella, Alice e eu passamos as últimas horas cuidando de tudo, as coisas estão encaminhadas agora, acho que não teremos mais nenhum problema pela frente.
— Vocês duas ajudaram? — Carmen perguntou espantada para mim e Alice.
— Fui obrigada a ajudar, não fiz porque quis — Alice resmungou.
— Alice! — papai chamou a atenção dela.
— Elas foram excelentes — Ness disse ignorando a fala de Alice. — O casamento está em boas mãos!
— Muito obrigada pela ajuda — Carmen agradeceu sorrindo. — Isso é muito importante para mim.
— Tanto faz. — Fiquei de pé e coloquei minha taça de vinho na mão de papai. — Vou tomar um banho e dormir, estou morta.
— Não vai jantar? — ele indagou.
— Comi uma fatia de pizza mais cedo com as meninas, estou bem. — Beijei a bochecha dele. — Estava com saudades também, papai.
Deixei a sala que estávamos seguindo para meu quarto, assim que entrei lá a ausência de Edward bateu forte em mim. Nunca mais iria entrar naquele lugar sem me lembrar dele rindo do meu papel de parede de pôneis, ou da noite que tivemos ali, quando eu perdi minha Ferrari, mas voltei a ter Edward.
Andei até minha cama e sentei na beirada, tocando o lençol, imaginando como eu queria que Edward estivesse naquela cama comigo. Seria tão bom não apenas foder com ele, mas ficar lá o resto da noite conversando, rindo e simplesmente tendo ele ao meu lado.
— Droga, pirralho — choraminguei, deixando minhas costas tocarem o colchão. — Queria tanto ter você aqui comigo.
***
Na manhã seguinte minhas irmãs e eu fomos para a piscina da fazenda, ainda teríamos muito para fazer sobre o casamento, mas nos permitimos duas horas na água para aproveitar, enquanto Carmen estava no hotel com sua família de novo e meu pai com amigos na fazenda de um deles. Renesmee e Alice me fizeram tirar uma porção de fotos com elas, então as duas também postaram fotos em suas redes sociais, Alice uma de nós três tomando suco de laranja enquanto estávamos sentadas na borda da piscina, com a legenda:
“A loira, a ruiva e a morena.”
A foto de Renesmee, onde nós três estávamos em pé e a câmera nos fotografando de baixo tinha a legenda:
“Dia de piscina com as melhores irmãs do mundo!”
Eu não quis postar foto alguma, cansada das redes sociais e querendo um pouco de paz para minha cabeça.
— E, aí vai contar para o Edward? — Renesmee questionou, ela e Alice estavam em espreguiçadeiras perto da piscina, eu estava deitada no chão perto desta, sentindo o Sol em minha pele.
— Não — respondi.
— E como será quando o reencontrar? — Alice perguntou mexendo em uma mecha do seu cabelo loiro.
— Será normal, continuarei sendo a empresária dele e sua amiga, ponto.
— Você gosta mesmo de mentir para si mesma — Renesmee falou. — Deveria voltar para a terapia.
— Não, obrigada.
Eu tinha ido a terapia algumas vezes ao longo dos anos, mas nunca durava muito porque eu simplesmente era assim.
— Você não vai aguentar ser só empresária e amiga dele — Alice proclamou. — Não vai demorar muito até querer que ele te foda.
— Alice, linguagem — Renesmee ordenou.
— Tá bom, pura — Alice falou. — Não vai demorar muito até querer que ele tome sua flor para si.
— Minha flor? — Eu ri.
— Melhor do que linguajar chulo — Renesmee interviu.
— Ah Ness, me poupa — falei. — Quando viajámos para Barcelona no ano retrasado você dormiu com Nahuel no quarto ao lado do meu no apartamento que alugamos e eu ouvi um monte de coisa.
Minha irmã pigarreou e ficou quieta.
— A Renesmee transa? — Alice perguntou espantada, fazendo com que eu gargalhasse.
— Sim, eu transo, mas só com meu namorado, coisa que você devia fazer, Alice. — Apesar do histórico de Alice, sabia que a direta de Renesmee era sobre Jasper, uma vez que nossa irmã contou para ela logo que fomos para a piscina sobre o envolvimento deles em Santorini.
— E foder só com um cara pelo resto da vida? Nunca! — Alice exclamou. — Falando nisso, vocês vão cuidar do casamento sozinhas hoje, eu vou atrás do Jasper para fodermos agora mesmo, tchau. — Ela se levantou e se afastou para dentro de casa.
— Alice não tem jeito — Renesmee falou suspirando. — E você, Bells? Quando terá uma conversa honesta com Edward?
Não respondi, só me remexi até cair na piscina. Eu queria fugir de Renesmee e sua tentativa de me fazer declarar o que sentia para Edward.
***
Papai e a puta mexicana decidiram das um jantar para as famílias aquela noite, ou seja minha irmãs e eu, com a família imensa de Carmen que devia ser metade do México. Alice e eu fomos obrigadas a participar, mas minha irmã tinha passado o dia fodendo com Jasper e não parecia estar se importando com o mundo naquela noite e eu preferia aturar a família da puta mexicana a ficar trancada no meu quarto chorando por Edward e não queria sair sozinha.
Depois que todos foram embora, minhas irmãs para seus respectivos quartos e meu pai foi para o seu com a futura esposa, eu fiquei em uma das salas bebendo uísque e ouvindo música. Queria amortecer a dor dentro de mim, não a que sentia saudades de Edward, mas aquela ocasionada por eu estar vendo meu pai prestes a se casar com outra mulher, o que me fazia pensar em Renée.
— Vaca — murmurei pensando na minha mãe.
Apoiei minha cabeça no sofá atrás de mim, parei de pensar em Renée e deixei minha mente focar em Edward. O que ele deveria estar fazendo aquela hora? E por que eu só queria que ele estivesse ali comigo? Nós poderíamos estar na hidromassagem, ou naquela sala mesmo ouvindo músicas juntos, ele me ouvindo falar mal de Carmen e Renée, ou simplesmente me deixando ficar na fossa calada enquanto estava ao meu lado.
Começou a tocar Don’t Blame Me da Taylor Swift, o que me fez chorar um pouco. Não conseguia ouvir mais nada dela sem pensar em Edward Cullen e desde que ele disse que me amava eu tinha parado de escutar Ours, o que já estava me enlouquecendo.
— I’ve been breaking hearts a long time. And toying with them older guys. Just playthings for me to use. Something happened for the first time. In the darkest little paradise. Shaking, pacing, I just need you* — cantei aquele trecho da canção.
— Você canta muito bem. — A voz de Carmen chamou minha atenção, o que fez com que eu olhasse para a entrada da sala onde ela estava parada.
— Eu sei disso — respondi, limpando algumas lágrimas que molhavam meu rosto.
Carmen adentrou mais a sala e parou perto de mim, esticou uma mão para mim e entendi que ela queria a garrafa de uísque que eu segurava. Passei para ela, que bebeu um pouco e me devolveu.
— Valeu, eu estou uma pilha de nervos com o casamento se aproximando — falou.
— Pelo menos você vai casar — eu disse. — Algumas de nós vão morrer solteiras com cem gatos.
Era isso, eu iria comprar mais gatos, ia encher meu apartamento com gatos. Eu já estava bêbada?
Carmen riu e sentou no chão ao meu lado, eu sequer tinha forças para a afastar.
— Você está com saudades do James?
— Quem? Ah, meu ex-noivo? Não, eu com certeza não estou com saudades dele — respondi bebendo mais um pouco do uísque. — Ele nem fodia tão bem assim, eu me viro melhor com minha própria mão. — Carmen riu mais e pegou a garrafa da minha mão para beber outro gole.
— Ele era tão chato.
— Você achava? — questionei, ela assentiu.
— Sim, toda vez que ele abria a boca para me dar dicas de cozinha eu tinha vontade de mandar ele enfiar uma colher de pau no cu! — Aquilo me fez gargalhar alto, mas logo pensei em contar aquilo para Edward e fiquei chateada porque não ia ficar falando sobre meu ex com o cara que eu amava, que ao mesmo tempo era o cara que eu não podia ficar. — Como você o aguentou por tanto tempo?
— Não faço ideia.
Recuperei a garrafa e bebi um pouco.
— Vocês não combinavam nem um pouco — ela falou, eu assenti.
— É, acho que não. Você gosta mesmo do meu pai? — questionei.
— Eu amo o seu pai, Isabella.
— Ou essa é sua resposta pronta para tal pergunta.
Ela revirou os olhos.
— Garota, eu amo o seu pai e você precisa aceitar isso.
— Temos a mesma idade, não me chame de garota — resmunguei.
— Ok, colega de idade, entenda que eu amo o seu pai, não estou com ele por dinheiro nem nada disso. Lembra que fui uma garota de programa, não lembra?
— Como esquecer? — Mais uísque passou por minha garganta.
— Exato, se eu quisesse casar com um cara rico já teria feito isso há muito tempo, muitos que já passaram pela minha cama tinham mais dinheiro que seu pai e estavam apaixonados por mim e se eu tivesse jogado certo teriam me pedido em casamento, e eu nunca me casei com nenhum deles porque sempre jurei para mim mesma que só casaria com o cara que eu amasse de verdade e esse é o seu pai.
— Ele tem idade para ser seu pai.
Ela bufou.
— Não é como se eu fosse uma adolescente, já tenho trinta anos e sou madura o suficiente para escolher o que quero fazer da minha vida. Isso inclui casar com um cara mais velho, mas que é melhor do que todos os caras que já conheci da minha idade.
— E se ele fosse mais novo? — perguntei em um sussurro. — Tipo uns vinte e três anos. — Uma lágrima cruzou meu rosto, eu era mais velha que Edward, claro que aquele amor que ele sentia por mim nunca duraria até eu ter cinquenta anos e ser uma velha cheia de rugas.
Carmen franziu o cenho, até que arregalou seus olhos e perguntou em um tom de voz baixo, mas urgente:
— Você está gostando do Ed?
— O quê? Não, óbvio que não! — exclamei, sentindo meu coração acelerar.
— Ah você está sim, ele tem vinte e três — ela disse sorrindo de orelha a orelha. — Quando tivemos a festa aqui antes do show dele na cidade Renesmee falou para mim e seu pai que achava que você estava apaixonada, mas ela pensava que era por Jasper, mas agora vendo em retrospecto você e o Cullen estavam mu
ito tensos um com o outro quando viemos para cá para a gravação de Johnny Cash.
— Você está bêbada e falando merda! — acusei.
— Quem está bêbada é você que está sentada do meu lado e até agora não tentou me bater.
— É, eu deveria.
— Então, você gosta de Ed Cullen, Isabella Swan? Seu pai vai ficar louco quando souber disso!
— Você não pode dizer para meu pai que eu amo o Edward, não pode mesmo! — falei desesperada.
— Olha aí! — Carmen gritou. — Você acabou de se entregar, gosta sim do Edward!
— Não gosto — teimei.
— Certo, se você não gosta não vai se importar se eu falar que ele é lindo, vai? — provocou, eu senti meu sangue ferver.
— Você está noiva, porra, para de ficar achando outros homens bonitos!
Ela riu e beliscou minha bochecha, afastei sua mão com um tapa.
— Você está com ciúmes.
— O caralho que estou.
— Está sim, porque você gosta do Cullen — falou ainda rindo. — Isso é bem chocante, nunca pensei que você fosse cair de amores por um cara como ele.
É, nem eu. E pronto, aquilo foi o suficiente para eu começar a chorar tudo dentro de mim.
— Eu sinto tanto a falta dele — confessei em um sussurro. — Eu odeio que ele não esteja aqui comigo, odeio que ele e e nunca vamos poder ficar juntos.
— Ele sabe o que você sente?
— Não.
— Você acha que ele sente o mesmo?
— Bom, antes dele ir para suas férias no Havaí disse que me amava, mas ele foi embora dizendo que iria esquecer isso, porque também sabia que nós dois nunca poderíamos ficar juntos.
— Ok, eu imagino a lista de motivos que você tem para achar que vocês dois nunca dariam certo. — Ela afagou meu braço, eu não tive forças de a afastar. — Mas, será que não valeria a pena enfrentar todos os contras pelo o que sentem?
— Não, eu não tenho coragem e não quero o levar para mais caos. Ele já passou por muito, ainda passa, eu gosto tanto daquele filho da puta, não quero que ele se machuque e não quero ser a pessoa responsável por isso.
— Isabella, você precisa escolher entre arriscar todas suas cartas em um jogo arriscado ou passar o resto da vida se perguntando o que teria acontecido se tivesse feito isso — ela falou, eu neguei com um aceno de cabeça, ainda chorando. — Você não vai querer estar sentada nesse mesmo lugar daqui a dez anos se questionando como estaria sua vida se tivesse dito ao Edward que o amava.
— E se eu estiver sentada nesse mesmo lugar chorando por conta de toda a merda que contar a ele pode ocasionar?
Ela respirou fundo, ainda afagando meu braço.
— A dor da realidade é forte, mas as das suposições que te sufocam são ainda piores.
Eu chorei mais, tanto que sequer me importei quando Carmen tirou a garrafa de uísque de mim para colocar no chão e depois me abraçou. Eu estava bêbada, apaixonada e com saudades do homem que amava, mesmo Carmen naquele instante servia para me reconfortar.
Não sei quanto tempo passei chorando nos braços dela, mas quando me dei conta daquilo me afastei, sentindo-me envergonhada. Enxuguei meu rosto e perguntei:
— Do que você se arrepende de não ter feito? — perguntei, ela deu um pequeno sorriso.
— Eu fui garota de programa, você deve imaginar por tudo que passei nesse meio — sussurrou. — E você também sabe sobre aquele bebê que abortei do tal senador, não sabe?
— Sim, é disso que se arrepende?
— Não, eu não me arrependo daquele aborto. Eu não queria ter um filho e aquela criança não iria ser amada por mim, muito menos pelo pai, eu também não iria suportar passar por toda a gestação, acabaria me matando no meio de tão desesperada que essa situação me colocaria. O que você não sabe sobre toda esse lance com o senador, Isabella, o que sua fonte não te contou, ou não descobriu no ano passado, é que logo depois do aborto eu ainda me reencontrei com o senador uma vez, ele já tinha me dado a grana e eu só estava esperando minha viagem para o México, mas ele foi atrás de mim. Queria me foder de novo, estava animado com a ideia que eu tinha me livrado do problema grávidez, quando eu neguei o sexo ele se sentiu no direito de me dar uma surra. — Ela engoliu em seco, eu fiquei estática com aquilo. — Eu me arrependo de nunca ter denunciado aquele homem, porque ele com certeza ainda fez muito mais vítimas depois de mim e eu me sinto culpada em parte por isso, quem sabe minha denúncia poderia ter o freado de fazer isso com mais mulheres.
— Sinto muito — falei sinceramente, ela afagou meus cabelos.
— Tudo bem, eu estou bem.
— O meu pai sabe disso?
— Eu te disse, seu pai sabe sobre todo o meu passado, Bella. Ela é o melhor homem que já cruzou meu caminho.
— Merda, não acredito que agora estou pensando em ir atrás desse maldito cara e arrebentar a cara dele por você — esbravejei, ela riu e me abraçou. — Não, não. — A afastei. — Não gosto de você, só estou sendo solidária.
— Okay, então. — Piscou para mim. — Você deveria falar a verdade ao Edward, Isabella. Pode acabar com uma confusão, mas assim não irá carregar consigo o arrependimento de ter se mantido calada.
Eu não falei sobre isso, não sabia o que falar. Carmen se levantou e anunciou:
— É melhor eu ir dormir, amanhã será um dia longo, especialmente com a festa de despedida de solteira de noite.
— Sinto muito pelo o seu bebê — foi o que falei, ela balançou a cabeça em negativa.
— Já falei que…
— Não sobre o bebê que você abortou — murmurei. — Sobre o bebê que você e meu pai estavam esperando. — Carmen começou a chorar. — Eu fui muito fria com vocês dois naquela época, me desculpe por não ter sido mais simpática nesse momento, de qualquer forma era meu irmão ou irmã ali. — Ela assentiu, ainda chorando, eu me levantei e a abracei apertado por exatos cinco segundos. — Boa noite, Carmen. — A soltei e saí da sala sem olhar mais para ela, indo para meu quarto com o andar cambaleante, eu precisava dormir.
Naquela noite sonhei com Carmen grávida e um casamento, não o dela e o do meu pai, sim o meu e o de Edward, Foi o melhor sonho da minha vida inteira.
***
Nahuel chegou naquela manhã do dia vinte e oito em Nashville, vindo de Vancouver onde estava gravando. Vancouver, o mesmo lugar que Edward disse que me amava.
— Pai, posso pegar um dos seus violões emprestados? — perguntei para meu pai quando estávamos todos na mesa do café, Carmen parecia distraida remexendo seu iorgurte enquanto olhava para seu anel de noivado.
— Claro, Bells! — ele respondeu.
— Valeu — agradeci.
Sem enrolar mais eu deixei a mesa e fui até a sala de música do meu pai, escolhi um violão e sentei em umn banquinho para tocar. Uma das minhas própria músicas, Estrelas, que estava no álbum de Edward.
— Naquela noite sob as estrelas. Eles se amaram. As estrelas juraram. Guardar o amor para os apaixonados — cantei e toquei o refrão, parando e olhando para o piano de papai do outro lado da sala.
Aquela canção foi escrita antes de eu conhecer Paul, quando eu não estava com ninguém, logo ela era para ninguém. No entanto, ela era uma das canções no álbum de Edward e por várias noites durante a primeira parte da turnê eu o ouvi cantando-a para estádios lotados, a minha canção. Mas uma canção que passou a ser dele também, ou seja, uma canção nossa.
Tirei meu celular do bolso, querendo me distrair um pouco. Vi que Carmen tinha postado uma foto de sua mão entrelaçada a do meu pai, a legenda dizia:
“O grande dia está chegando!”
Eu me vi compartilhando a foto, sem colocar legenda alguma, apenas emojis de noivos. Era isso, aquela era toda minha benção para o casamento do meu pai e da puta… E da Carmen.
Continuei rolando pelas redes sociais, até que vi que Edward tinha acabado de compartilhar uma foto. Sem legenda alguma, apenas ele no chão da sua sala de música, tocando um dos seus violões, estava usando óculos e o moletom que lhe dei de presente.
— Por que você tinha de postar uma foto usando justamente esse moletom? — perguntei para a imagem dele no meu celular, até que desliguei o aparelho e o devolvi para o bolso da minha calça.
Tentei voltar a tocar, mas não consegui. Eu estava a um segundo de chorar, quando a porta da sala de música se abriu e Tanya surgiu.
— Tanya! — eu soltei um grito a ver minha melhor amiga, pulei do banquinho que estava, larguei o violão e corri até ela pulando em seus braços.
— Ai, eu tava morrendo de saudades! — ela exclamou me abraçando apertado. — E morrendo de inveja de voocê em Santorini, preciso de uns dias de folga para ir para lá com Santiago.
— É uma boa ideia. — Beijei sua bochecha e perguntei. — Falando nisso, cadê ele? E a Amy? — Tanya tinha ficado com ela para mim quando fui para Santorini, aproveitando que a reforma do seu apartamento já tinha sido finalizada e ela estava levando minha gatinha para mim em Nashville.
— Santiago tá no hotel com a Tina, a Amy foi sequestrada pela Renesmee lá fora, eu juro que essa gata está morrendo de saudades suas.
— E eu dela. — Não precisei ouvir mais nada, indo atrás de Amy, ela estava na área externa com Renesmee e Nahuel, eu a peguei dos braços da minha irmã e comecei encher minha gatinha de beijos, enquanto ela miava conversando comigo a sua forma. — Eu estava com tantas saudades suas, lindinha. — Voltei para dentro de casa, encontrando Tanya novamente. — Vamos lá para meu quarto.
Minha amiga aceitou e fomos para meu quarto, assim que entramos ela falou:
— Nunca vou me acostumar a esse papel de parede.
Eu sorri, obviamente pensando em Edward. Sentei na cama com Amy, Tanya sentou com a gente.
— Tanya, eu acho que amo mais Edward agora do que antes de eu ir para Santorini — sussurrei, ela suspirou e afagou o pelo de Amy junto comigo.
— Tem falado com ele? — perguntou.
— Não — neguei. — Você não imagina o quão difícil isso está sendo.
Ela respirou fundo, passou um tempo em silêncio, até que falou olhando em meus olhos.
— Vou ser bem sincera, eu tenho muito medo de como uma possível relação entre vocês dois poderia acabar. Não pela carreira de Edward, não pela a sua, mas por seus sentimentos. Não quero que você se machuque mais, amo tanto você que se pudesse iria te proteger de tudo, amiga, mas se você estiver disposta a arricar essa paixão ao lado de Edward eu estarei lá por você.
— Tá falando sério?
— Tô. — Ela sorriu. — Eu estarei ao seu lado para tudo, Isabella. Seja para comemorar com você a melhor relação da sua vida, ou te cosolar por outra que possa não acabar bem. — Se inclinou para beijar meu rosto. — Só me diz uma coisa, você durante esses dias sentiu… Bom, você sentiu vontade de fazer algo contra si mesma por não ter Edward ao seu lado?
— Você está perguntando se quis me matar por não ter ele comigo?
— É — disse nervosa.
— Não, não mesmo! — exclamei. — Eu fiquei triste por ele estar longe, eu ainda estou triste por isso, mas com certeza não foi um estado depressivo ansioso como era logo após o Paul me chutar e o Escândalo Swan. Só queria ele comigo, mas juro que nem por um segundo eu quis fazer nada contra mim mesma, o máximo foi beber, mas você sabe que sou uma fodida álcoolatra que não resiste por muito tempo.
— Você deveria parar.
— Talvez eu pare. — Olhei para Amy em meu colo. — Lembra quando você falou sobre Santiago? Sobre quando se conheceram, sobre como pareceu certo para vocês dois desde o começo? — Ela assentiu. — Eu não sabia sobre Edward e eu desde o primeiro beijo, eu não me apaixonei por ele logo de cara, ele primeiro era o cara que falava mal do meu pai, depois o cantor que eu agenciava, então um cara que eu fodia, passou a ser meu amigo e nós estávamos por hóteis discutindo sobre que comida pedir, vendo filmes e séries, ou só conversando e rindo de qualquer coisa. É muito fácil, tranquilo e gostoso quando estou com ele, quando eu simplesmente esqueço o mundo lá fora, você disse que amava Santiago porque estavam lado a lado sempre, porque era fácil entre vocês dois, é fácil para mim e Edward quando não há ninguém mais. Nunca seria mais fácil se mais pessoas soubessem sobre ele e eu, não é?
— Provavelmente não, ao menos não começo — ela respondeu. — E sim, isso seria díficil de aguentar, mas seria fácil se fosse e ele estivessem na mesma página. Você acha que estão?
— Eu não sei, Tanya.
— Você só irá saber se falar para ele como se sente, então poderão saber juntos se estão dispostos a num futuro suportar tudo que vai recair sobre os dois.
— Ele e eu podemos continuar com o lance escondido até o contrato com Leah acabar — murmurei. — Depois que ela cair fora nós poderiamos nos assumir. O que você acha? — perguntei nervosa.
— Eu acho um monte de coisa, mas não é comigo que tem de ter essa conversa, Isabella. É com o Edward.
Fechei meus olhos, ainda acariciando Amy. Lembrei quando Edward me deu ela, lembrei de quando ele me fez ver Brooklyn Nine-Nine pela primeira vez, lembrei de quando nós dois dançamos na minha festa de noivado, lembrei de todas as canções que ele escreveu pensando em mim de certa forma, lembrei de todas as vezes que ele dizia que eu devia virar uma cantora. E eu lembrei de quando acordava ao seu lado, de como algumas vezes eu o deixava dormir mais um pouco e ficava apenas o observando e lembrei de como eu gostava disso, então pensei em como queria mais manhãs acordando ao lado dele e um monte de novas memórias que em dez anos eu me lembraria ali mesmo em Nashville, com meu papel de parede de pôneis ainda intacto.
— Eu vou falar para Edward o que sinto amanhã — decidi.
Toquei na pulseira que ele tinha me dado, pensando que um dia — se tudo desse certo — eu poderia ter um aliança de casamento e ser a esposa de Edward Cullen. Aquela era a Isabella Swan romântica, aquela que o passado mudou, aquela que parecia estar ressurgindo e eu não sentia vontade de mantê-la calada.
***
Eu estava terminando de me arrumar, para a despedida de solteira de Carmen que aconteceria em uma boate na cidade fechada só para isso, em meu quarto. Amy estava deitada na minha cama já dormindo, ela tinha tido um dia muito agitado na fazenda correndo de um lado para o outro, o que só me fazia pensar que talvez o apartamento que eu morava fosse pequeno demais para ela se divertir.
O meu dia tinha sido cansativo, eu estava ocupada com minhas irmãs e Carmen ainda na função de cerimonialista do casamento e também pensando sem parar na manhã seguinte quando eu me confessaria a Edward. Minha mente não parava de trabalhar em todas as alternativas que poderiam acontecer após a minha declaração, mas eu tinha tomado uma decisão e iria com ela até o fim.
— Edward, eu te amo — falei para meu reflexo no espelho, treinando como seria dizer isso a ele. — Ei, Cullen, eu também te amo!
Não, nenhuma daquelas formas parecia boa.
— Você lembra o que me disse em Vancouver? Bom, eu sinto o mesmo!
Uma batida na porta calou meu ensaio, eu disse para a pessoa do lado de fora entrar e não me surpreendi quando vi minhas irmãs. Suas mãos carregando roupas, sapatos e maquiagens.
— Vamos nos arrumar juntas, será mais divertido — Alice disse colocando suas coisas sobre minha cama.
— Bells, você pode fazer uma trança no meu cabelo? A sua é a melhor.
— Nossa, obrigada pela consideração, Ness — Alice disse para ela.
— Não posso fazer nada se a sua fica toda torta, Alice — Renesmee rebateu.
— Torta vai ficar a sua cara depois que eu…
— Eu vou dizer ao Edward como me sinto amanhã — sussurrei, fazendo com que elas parassem de discutir para olharem para mim.
— Você vai? — Alice gritou, enquanto Renesmee já pulava em comemoração e batia palmas.
— Eu vou — respondi dando um sorriso nervoso e no segundo seguinte as duas estavam me abraçando apertado. — Se isso acabar mal…
— Não vai acabar mal! — Renesmee exclamou.
— Mas se acabar eu contrato uns caras para quebrarem o Cullen na porrada — Alice prometeu, o que me fez rir, mas eu queria mesmo que Ness estivese certa e não acabasse mal.
***
Apesar de nervosa com o que eu diria a Edward na manhã seguinte, eu também estava muito animada aquela noite. E a festa de despedida de solteira de Carmen — contando comigo, minhas irmãs Tanya, a parte feminina da família dela e suas amigas e de papai que já estavam na cidade — foi um ótimo momento para eu extravassar dançando.
— You can dance. You can jive. Having the time of your life* — Alice e eu cantávamos Dancing Queen do ABBA juntas enquanto Renesmee ria e tirava foto de nós duas. — See that girl. Watch that scene. Diggin the Dancing Queen*.
Quando a música acabou eu precisava de um pouco de água, deixei minhas irmãs na pista de dança e fui até o bar. Carmen estava sentada em um banquinho ali, sorriu para mim quando parei perto dela e disse:
— Você parece estar se divertindo.
— Eu estou. — Dei de ombros.
— Quer um pouco? — Me estendeu sua garrafa de cerveja.
— Não, decidi parar — contei, não sabia até quando aguentaria, mas iria tentar. Pedi uma garrafa de água para o barman e quando ele se afastou após me entregar eu falei para Carmen. — Vou dizer ao Edward que eu o amo amanhã.
— Bella! — ela exclamou. — Eu acho que você está mesmo fazendo a escolha certa.
— É, espero que sim. — Bebi um pouco da minha água. — Você pode ficar ao meu lado quando eu contar isso para meu pai? Quero dizer, se for longe o suficiente para que Charlie saiba que Edward e eu estamos tendo algo — falei, sentindo minhas bochechas coradas, eu estava morrendo de vergonha de pedir ajuda para Carmen, mas meu pai iria pirar sobre Edward e eu, iria precisar de alguém para amansar a fera.
— Claro que eu posso! — Carmen pulou do banco que estava sentada para me abraçar.
— Ok, ok, isso não quer dizer que somos amiguinhas agora. — A afastei, ela riu.
— Eu acho que isso quer dizer sim, Bella.
Neguei com um aceno de cabeça, bebi mais da minha água, mas parei no instante que ouvi Endorfina começar a tocar. Enfiei minha garrafinha de água nas mãos de Carmen e voltei para a pista para dançar, a canção que Edward fez após nossa primeira noite, outra música que era nossa.
***
Não consegui dormir nem por um segundo aquela noite e às seis da manhã eu já estava pronta para ir ver Edward no seu hotel, mesmo que ele só fosse chegar em Nashville por volta das dez horas daquela manhã. Fiquei esperando a hora de ir até ele no meu quarto na fazenda, tentando me distrair com Brooklyn Nine-Nine, Candy Crush e Amy, mas eu estava tão ansiosa que nada conseguia me acalmar.
Em algum momento, já por volta de sete horas, quando decidi postar uma das fotos que Renesmee tirou de mim na boate noite passada e que ela tinha me enviado. Na foto escolhida eu estava dançando, provavelmente era o momento de Dancing Queen, sorrindo e tinham brilhos caindo em cima de mim, eu parecia feliz pra caralho naquela foto. A legenda que coloquei foi só o nome da canção, eu ainda estava com o celular em mãos quando os comentários na foto começaram a chegar, a maioria de fãs de Paul e Tyler, as primeiras porque elas me odiavam por mais de dez anos, as segundas porque elas ainda acreditavam que aquele encontro com Tyler queria dizer realmente algo e estavam putas comigo perto do ídolo delas.
“Rídicula!”
Uma das fãs de Paul tinha escrito, também tinha comentado coisas como:
“Você não cansa de ser tão feia?”
“Lixo.”
Aquilo tudo me deixou mais nervosa ainda, pensando em como as fãs de Edward reagiriam com o mesmo nível de ódio, talvez mais, se um dia ele e eu nos assumissemos publicamente. As fãs tinham caido perfeitamente no plano da falsa namorada, Leah era amada por pelo menos oitenta por cento delas, o que já era uma taxa de aceitação muito alta se comparassemos com Alison e com Lauren.
Eu acabaria sendo odiada por cem por cento das fãs de Edward, os comentários que receberiamos seriam os piores, eu sabia disso. Sem falar na imprensa, nós dois juntos seria um prato cheio para jornalistas e paparazzis, eles iriam falar da gente incansavelmente e inventar as maiores mentiras, além de ficarem a todo instante resgatando nossos passados.
— O que eu estou prestes a fazer, Amy? — perguntei para a gatinha deitada perto de mim na cama, ela miou em resposta e bateu sua pata na minha mão, porém sem me arranhar. — Você acha que estou fazendo o certo? Você com certeza diria sim se pudesse falar, não? Edward te tirou do pet shop, você deve muito a ele. — Afaguei sua cabeça. — Amo você, Amy, você é tão doce e boa comigo. — Sorri. — Ok, certo, eu vou sim dizer ao Edward que o amo também. — Peguei Amy no colo e a beijei, então levantei da cama, guardando meu celular no bolso do vestido que estava usando.
Sai do meu quarto com Amy me seguindo, fui até a sala de jantar onde minhas irmãs estavam tomando café com Carmen.
— Cadê meu pai?
— Dormindo — Carmen respondeu. — A festa de despedida de solteiro dele também foi bem animada. — Ela rolou os olhos.
— Ele não contratou strippers, contratou?
— Pelo bem dele espero que não! — ela exclamou. — Mas ele e Nahuel praticamente acabaram de chegar.
— Ok, dane-se a festa do papai — Alice disse apressada. — Você já está indo falar com o Edward? — perguntou para mim, eu tinha dito para ela e Ness noite passada sobre Carmen já saber da história. Renesmee ficou feliz com isso, Alice odiou.
— Ele só chega dez horas da manhã na cidade, mais ou menos. Mas, estou muito ansiosa, vou logo para o hotel esperar ele por lá.
— Vai ficar tudo bem. — Renesmee sorriu para mim. — Aproveite a manhã com ele, só não esquece que depois do almoço temos que fazer a prova final dos nossos vestidos e das maquiagens e penteados para amanhã.
— Ok, eu estou indo, fiquem de olho na Amy! — ordenei, peguei um morango da mesa e fui embora da fazenda, indo até onde eu reencontraria Edward.
***
Minha intenção ao ir até o hotel era esperar por Edward na área da piscina, mas eu estava muito nervosa para ficar sozinha e me vi falando com o pessoal da recepção para que eles ligassem para o quarto de Jasper para saber se eu podia ir até lá. Assim que o guitarrista liberou minha passagem segui até sua suíte, Jasper abriu a porta para mim e me olhava atentantamente, nós dois não nos falávamos desde que tínhamos chegado em Nashville.
— Oi — falei com ele.
— Oi — ele respondeu, nós fomos para a sala e nos sentamos em um sofá. — O que está fazendo aqui? — perguntou.
— Vim esperar o Edward.
Jasper assentiu, desviando o olhar para suas mãos sobre seus joelhos.
— Jasper, eu vou dizer ao Edward que o amo — sussurrei, fazendo com que ele voltasse a me olhar, estava sério, mas eu vi seus olhos cheios de lágrimas. — E eu não sei como isso acabará, se ele ainda está gostando de mim, se vamos mesmo ficar juntos, mas… Bom, eu vou dizer a verdade do que sinto por ele.
— Isso é bom. — Jasper forçou um sorriso. — Espero que vocês dois sejam felizes juntos.
— Eu sinto muito por…
— Pelo o que sinto por Edward? — Ele suspirou. — Não sinta, é só uma paixão estúpida. Eu vou superar.
Ele se levantou do sofá e disse:
— Preciso sair, você pode ficar aqui até o Edward chegar, pode deixar a porta aberta ao sair mesmo, não me importo.
— Jasper, espera…
Ele não esperou, nem disse mais nada, apenas pegou seu celular que estava sobre a mesinha de centro e deixou a suíte. Eu fiquei ali, sozinha, contando os segundos para ver Edward.
***
Edward estava em Nashville, Edward estava no mesmo hotel que eu, só alguns andares acima. Edward e eu iriamos nos rever, eu diria a ele como me sentia e torcia para ele ainda sentir o mesmo por mim.
— Olá, senhorita Swan — Emmett me cumprimentou quando eu cheguei ao corredor da suíte que o Cullen estava, o homem era um dos que estavam fazendo a segurança de Edward aquele dia.
— Oi — murmurei. — Ele está ai dentro?
— Sim — respondeu. — Leah também —acrescentou, eu fiz uma careta ao ouvir o nome.
— Preciso conversar com o Edward, vou mandar Leah sair, não deixe ninguém entrar até que eu permita, nem mesmo ela.
— Sim, senhorita.
Emmett tinha uma cópia da chave, então ele liberou minha entrada. Edward foi tudo em minha visão quando pisei no interior da suíte, assim como os olhos dele se focaram em mim quase que imediatamente, não consegui decifrar seu olhar no entanto. Eu queria correr até ele o beijar, falar de uma vez que o amava e quanto tinha sentido sua falta, mas precisava tirar Leah dali primeiro.
— Olá! — falei mantendo uma expressão blasé no rosto, sem querer surtar por Edward na frente de Leah. — Como foi o vôo?
— Tranquilo — Leah respondeu. — Eu estava…
— Você estava saindo — completei a fala por ela, precisava daquela garota fora, queria ficar só com Edward logo. — Preciso repassar a agenda com Ed, pode ir dar uma volta — acrescentei.
— Mas… — Ela abriu a boca para me contestar, só que fui mais rápida.
— Saia, agora! — Estalei os dedos para a garota.
Leah resmungou algo, de onde eu estava não conseguia ouvir direito, mas deveria ter sido um palavrão. Ela pegou sua bolsa e saiu do quarto, eu tranquei a porta, quando voltei a olhar para Edward ele estava sentado no sofá.
— Qual a minha agenda? — ele perguntou, meu coração disparou ao ouvir sua voz, era tão bom a ouvir pessoalmente novamente. Ele também parecia nervoso, isso queria dizer que ainda gostava de mim, não? Tinha de ser!
Eu andei para perto de Edward, eu não resisti e subi em cima do seu colo. Meu coração mais disparado do que antes. Ele estava ali, eu o amava, eu o queria e esperava que ele me quisesse de volta.
— Puta que pariu! —Edward exclamou assustado, um segundo antes de eu segurar seu rosto e beijar seus lábios.
Eu o amava, muito. E eu finalmente estava com ele depois de todos aqueles dias longe, sentindo sua falta. Aquilo era tão bom, estar com Edward, o beijar, sentir ele retribuindo o beijo.
Ah foda-se, ele beijava tão bem!
— Oi — sussurrei quando tirei meus lábios dos seus, não resisti e comecei a deixar beijos em seu pescoço, ele cheirava tão bem. — Você aproveitou suas férias?
Edward não respondeu, ele parecia ocupado demais deslizando suas mãos por minhas costas, enquanto eu me esfregava em seu pau por cima de sua calça jeans, já podia sentir ele ficando duro. Ele me amava ainda, não amava?
— Odiei cada momento das minhas férias — contei, parando de beijar seu pescoço.
Segurei em seu rosto novamente, olhando diretamente em seus olhos, olhos que brilhavam, da mesma forma como no dia que ele disse que me amava. E eu soube que o sentimento ainda estava ali, aquilo me encheu de alegria.
— Odiei ver todas aquelas fotos suas com a maldita da Leah! — confessei.
Ele estava surpreso ouvindo tudo aquilo.
— Odiei não estar com você! — Odiei muito. — Odiei sentir sua falta!
Senti minhas bochechas corando, então mordi meu lábio.
— Eu não conseguia parar de pensar em você, pirralho — eu disse aquilo com a voz ansiosa. — Eu não conseguia parar de pensar em como queria você comigo. — Percorri minhas mãos por seu peito. — Você está aqui agora, porra, eu não aguentava mais te ter longe. — Sorri largamente, aquilo tudo parecia um sonho, mas não era, era real e eu amava isso.
— Vo-Você usou alguma droga? — ele perguntou gaguejando, o que me fez rir, ele era lindo mesmo confuso.
Eu o beijei mais uma vez, não queria parar de o beijar nunca. Nós poderíamos passar o resto das nossas vidas naquele hotel? Nos beijando, nos amando e deixando todo mundo de fora. Entretanto, eu sabia que aquilo não seria possível, além do mais, eu ainda precisava dizer as três palavras para Edward e eu disse, sem hesitação.
— Eu te amo.
Eu tinha dito, a verdade estava exposta, eu estava exposta. Olhava Edward, ainda de olhos fechados, esperando sua reação, que veio com ele abrindo seus olhos para mim e questionando:
— O que você disse?
— Você ouviu.
— Repete! — exigiu.
— Não! — Falar uma vez sem hesitação tinha sido ok, mas eu ainda estava nervosa demais para ficar repetindo sem parar.
— Repete! — ele gritou a ordem, o que me fez gemer, já que eu era a porra de uma puta que adorava quando ele gritava comigo e eu estava há tanto tempo sem sexo e sobre ele naquele momento que só queria ser fodida logo.
Porém, aquilo foi o suficiente para eu repetir.
— Eu te amo — falei de novo, enfiando minhas mãos nos seus cabelos. — Caralho, era isso que queria ouvir, não era seu arrogante de merda? Então, é isso que vai ouvir. Eu te amo, tá bom? Fiquei louca de ciúmes vendo você e aquela vadiazinha da Leah viajando juntos. Era para ser eu no lugar dela, porque é a mim que você ama e eu te amo de volta! — exclamei, furiosa ao pensar nele com Leah quando deveria estar comigo.
Edward gargalhou, o que me deixou mais furiosa ainda.
— Não ria de mim! — Soquei seu ombro.
— Não estou rindo de você, estou rindo de nós dois — ele esclareceu. — Nós somos dois fodidos, Isabella. Mas, olha onde estamos agora.
Eu choraminguei, já em pânico sobre como iríamos resolver tudo aquilo, mas ao mesmo tempo feliz que ele ainda gostava de mim.
— Deus, você me ama — ele murmurou, tocando no meu rosto.
— Pare de ficar repetindo isso, parece estúpido — falei, eu me sentia tão envergonhada por estar me declarando, parecia que era uma adolescente de novo.
— Que se foda o que você acha, eu não tô nem aí. — Ele riu de novo, depositando beijos em meus seios no espaço do decote do meu vestido, o que me fez gemer novamente. — Você me ama, Isabella. — Ele olhou em meus olhos de novo e eu podia ver os sentimentos dele estampados ali. Edward me amava e eu o amava de volta, era simplesmente certo como nossos sentimentos se encaixavam, era perfeito.
— Ah, que se foda, eu amo pra caralho! — exclamei, rindo e o beijando em seguida. Nós estávamos fodidos, mas eu não queria nunca mais ficar longe de Edward, eu queria viver aquele amor que sentia por ele. — Você nunca mais irá se livrar de mim, Edward Cullen.
— Caralho, você não sabe o quão cheio de tesão isso me deixou — falou antes de atacar minha boca em um beijo urgente, eu sabia, podia sentir seu pau duro. Afastei nossas bocas por um instante e pedi:
— Diz que me ama, pirralho.
Ele sorriu carinhosamente para mim, beijando minha bochecha e falando:
— Eu amo você, Capitã.
— Como senti sua falta! — Comecei a encher o rosto dele de beijos. — Nós precisamos conversar.
— Ok, eu também acho, mas tô louco para te foder. — Puta merda, sim, eu amava aquele homem.
—É, foda-se a conversa e me foda agora! — Ele sorriu para minha fala e antes de me beijar disse:
— Essa é a minha garota.
Porra, sim, eu era a garota de Ed Cullen!
Nós estávamos nos beijando quando comecei a tirar o cinto de Edward, eu precisava dele dentro de mim logo, meu corpo implorava para ser fodido por aquele homem. Assim que me livrei do cinto dele comecei a abrir sua calça, com cuidado já que o pau dele já estava duro.
— Quarto? — Edward perguntou, parando de me beijar por um instante.
— Não, aqui mesmo — respondi, saindo de cima dele por um segundo, apenas o suficiente para que eu tirasse meu celular, ele estava desligado, do bolso o jogando sobre o sofá e tirasse minha calcinha também.
— Você está de botas — ele disse sorridente ao olhar para meus pés.
— Claro que estou. — Sorri de volta para ele. — Não as que você me deu porque essas estão em Los Angeles, mas eu as usarei de novo em breve — prometi.
—Porra, sim, por favor! — ele implorou, terminando o trabalho de abaixar sua calça e cueca que eu tinha começado, ele as deixou na altura de sua canela, deixando seu pau livre para mim.
Voltei a montar no colo de Edward, sem perder tempo nós dois fomos direto ao que ambos queriam. Seu pau me penetrou no mesmo instante que eu voltei a beijá-lo, a beijar Edward, o cara que me amava e eu amava.
— Amo você, putinha — ele sussurrou no meu ouvido quando nossas bocas se separaram, suas mãos estavam em minhas costas enquanto as minhas em seus ombros e meu corpo e o dele se mexiam no mesmo ritmo procurando por mais prazer.
— Caralho! — exclamei, puxando seu rosto para mim, fazendo com que ele me beijasse de novo.
Suas mãos ainda estavam em minhas costas, mas uma delas desceu até minha bunda, ele ergueu mais um pouco meu vestido e bateu em mim, fazendo com que eu mordesse seu lábio inferior. Edward bateu de novo, eu senti minha boceta apertar mais seu pau, puxei sua mão que ainda estava nas minhas costas, fazendo com que ele tocasse em meu clítoris com ela, o que só me fez gemer mais, ele sabia tão bem o que fazer comigo.
— Senti tanto a falta de te foder — ele falou, me fodendo, me tocando, me batendo, seu rosto apoiado no meu. — Do seu cheiro, do seu gosto, dos seus gemidos, putinha.
— Também senti — consegui falar entre meus gemidos e minha respiração já ofegante. — Eu pensava em você me fodendo todos os dias, senhor Cullen.
— Isabella! — exclamou meu nome antes de atacar minha boca com a sua.
Ele tirou a mão da minha bunda, agarrando minha nuca. Nossos movimentos se tornaram mais rápidos, enquanto ele seguia tocando em meu clitóris, foi quando eu gozei, sentindo Edward gozar logo depois de mim, apertei mais meu corpo contra o seu, repousando meu rosto em seu ombro, enquanto ainda sentia seu pau dentro de mim.
— Não acredito que estou aqui com você — ele murmurou, eu sorri, também era inacreditável para mim.
— Você está, pirralho.
— Nós precisamos conversar mesmo, né?
— Sim, temos muito o que conversar. — Ele suspirou e saiu dentro de mim, o beijei rapidamente na bochecha e logo estava saindo de cima dele, pegando minha calcinha e indo até o banheiro de um dos quartos da suíte. Pensar que ele ficaria ali com Leah me enchia de raiva, mas eu não podia surtar com isso, tínhamos que conversar sobre um milhão de coisas.
Quando voltei para a sala Edward já estava vestido de novo, bebendo água de uma garrafinha. Ele foi até mim e beijou o topo da minha cabeça, eu envolvi seu corpo com meus braços, colocando meu rosto sobre seu peito, sentindo seu cheiro e podendo sentir até mesmo seu coração batendo.
— Você me ama — ele sussurrou.
— Eu te amo — sussurrei de volta.
— Caralho, você não podia ter dito isso antes? — indagou quase chorando. — Teria me poupado dias acreditando que eu te amava sozinho e que teria que te esquecer a qualquer custo.
Suspirei e me afastei dele, olhando para seu rosto.
— Desculpa, eu não sabia lidar com isso. E eu ia te contar antes, no dia que você viajou para o Havaí fui até o aeroporto para te falar, mas fiquei com tanto medo de tudo de errado que poderia acontecer e eu cai fora.
Ele rolou os olhos.
— Isabella!
— Eu sei, fui uma idiota medrosa, mas eu finalmente disse, você devia me parabenizar por isso. Eu só tomei coragem de dizer isso para você ontem, aliás, agradeça minhas irmãs e Carmen que ficaram me incentivando.
— Carmen? — perguntou surpreso.
— Longa história — respondi o puxando para o sofá, mas sentamos no chão de frente um para o outro.
— Ok, o que nós faremos agora, Capitã? — ele me perguntou, eu respirei fundo e peguei a garrafinha de água da mão dele, bebi um gole, enquanto refletia sobre sua pergunta. — Porque eu te amo, você já sabe disso e quero ficar com você. — Ele afagou meu rosto. — Quero te foder também. — Sorriu para mim com malícia, levando uma outra mão até minha coxa.
— Porra, não me provoca, Edward — implorei deixando a garrafinha de lado. — Quero muito que você me foda de novo, mas nós temos que conversar primeiro.
— Certo. — Ele tirou a mão da minha coxa, mas pegou minhas mãos nas suas e olhando diretamente em meus olhos soltou a pergunta. — Antes da gente acabar discutindo por algo, porque sei que isso vai acontecer de qualquer jeito, você aceita ser minha namorada, Isabella?
Porra, porra, porra!
Edward estava me pedindo em namoro, ele estava mesmo me pedindo em namoro!
Eu não respondi, eu não conseguia falar, simplesmente pulei em cima de Edward para o beijar. Porém, antes que ele e eu pudessemos acabar voltando a foder o Cullen me afastou um pouco e pediu:
— Preciso que você responda com palavras, Capitã.
— Sim, claro que é um sim, definitivamente é um sim, Edward — eu respondi, ele sorriu e me beijou de novo.
Entretanto, daquela vez fomos atrapalhados pelo celular dele tocando insistentemente, indicando que o Cullen tinha recebido mensagens.
— Merda, foi mal, pode ser minha irmã ou minha mãe — ele disse tirando o aparelho do bolso. — Vou ver e desligar ele — prometeu, eu resmunguei, mas o deixei ver sua mensagem. — Então, não é a minha irmã, é a sua.
— O quê? — indaguei.
Ele sorriu e virou seu celular para mim, ele tinha recebido mensagens de Alice, quatro delas.
Alice Swan: Cullen?
Alice Swan: Minha irmã foi até seu hotel te contar algo, tô com medo dela desistir, então eu vou contar.
Alice Swan: Isso vai fazer ela me matar, mas você precisa saber.
Alice Swan: Isabella te ama.
— Filha da puta fofoqueira! — gritei, ele riu e perguntou:
— O que respondo?
— Diz que você já sabe e que eu vou mesmo matar ela. — Ele riu mais e respondeu as mensagens de Alice, deixando com que eu lesse.
Ed Cullen: Ela acabou de contar e disse que vai te matar mesmo.
Logo tinha uma nova mensagem da minha irmã.
Alice Swan: Excelente, acho que devo te chamar de cunhado agora.
Alice Swan: E você deve segurar a fera e impedir ela de matar sua cunhada favorita, o que me diz?
Arranquei o celular da mão dele e eu mesma respondi.
Ed Cullen: Aqui é a Bella, se eu fosse você iria embora de Nashville agora mesmo, porque quando eu te ver vou quebrar seu nariz por sair por ai fazendo fofoca. Fora isso, Edward acabou de me pedir em namoro e eu aceitei!!!
Alice Swan: Puta merda, você aceitou? Você está namorando com Edward Cullen, porra!!!
Ed Cullen: Eu estou!!!
— Bella, sem querer estragar sua confraternização com sua irmã, mas ainda temos que ter aquela conversa — Edward falou.
— Sim, você está certo.
Alice Swan: Pede um anel de compromisso, com uma grande pedra.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!Ed Cullen: Cala a boca, Alice!
Ed Cullen: Preciso desligar o celular dele agora, nós temos um monte para conversar. Apague essas mensagens do seu celular.
Alice Swan: Conversar é código para foder? Não sou a Ness, pode falar a linguagem depravada comigo.
Alice Swan: Vou apagar as mensagens sim, pode ficar tranquila.
Apaguei toda a conversa, desliguei o celular de Edward e devolvi para ele.
— Ok, agora a nossa conversa, pirralho. — Ele voltou a segurar minhas mãos nas suas.
— Manda ver, Capitã. — Ele sorriu. — Ou devo te chamar de namorada?
Ai, eu ia morrer, eu estava tão encantada com aquele homem.
— Acho que o namorada vai ter de esperar — sussurrei. — Ao menos para situações públicas.
Ele suspirou, entendendo onde eu queria chegar.
— Não podemos assumir ainda, não sem que isso gere muito caos — falei. — Você está indo muito bem com público e imprensa agora, tem o contrato altíssimo com a Dolce & Gabbana junto de Leah, outras marcas te procuram justamente por essa imagem de príncipe que você está conseguindo passar depois de tantos problemas, especialmente com o namoro de cinema com Leah. E você ainda tem mais alguns meses de turnê pela frente, assumir agora seria um golpe fatal na sua carreira.
— Foda-se a minha carreira! — ele exclamou.
— Você só está dizendo isso pelo calor do momento, Edward — afirmei. — Eu sei como você está feliz com a turnê indo tão bem, com as vendas do álbum e as boas críticas, não vou te deixar por tudo isso a perder por minha culpa. — Apertei suas mãos nas minhas.
— Mas quero ficar com você, Isabella.
— Nós vamos, estamos namorando, não? — Sorri para ele. — Só teremos de continuar mantendo isso em segredo, até o contrato com Leah acabar, bom, até um ou dois meses depois, para que ninguém pense que a gente tava se pegando e que o fim do relacionamento de vocês foi por minha culpa. Quanto mais de danos pudermos controlar será melhor.
— O contrato com Leah só acaba em março do ano que vem, ainda quer que eu espere mais um ou dois meses para poder te assumir publicamente? — Tirou suas mãos das minhas.
— Edward...
— Isso não vai rolar, não vamos ficar mantendo isso em segredo por quase um ano.
— Nós já mantemos nosso caso em segredo por mais de um ano — lembrei ele daquele detalhe.
— É diferente! — esbravejou. — Era só sexo, agora não é mais, você se tornou minha namorada, não quero te reduzir aos meus quartos de hotéis e não quero continuar fingindo com Leah.
— Se você romper o contrato agora…
— Minha carreira vai pro espaço? É, eu sei, foda-se! — Jogou suas mãos para cima. — Não quero perder você.
Suspirei, me movendo no chão para mais perto dele e segurei em seu rosto, seus olhos estavam cheios de lágrimas.
— Você não vai me perder, nós estamos nessa juntos, sei que esses meses serão uma tortura, mas será a forma mais segura de fazer com que todo mundo leve isso mais na boa.
— É de mim e de você que estamos falando, ninguém nunca vai levar na boa, então foda-se esperar mais, vamos assumir agora mesmo.
— Não, Edward!
— Ok, vamos supor que eu aceite essa ideia absurda de esperar quase um ano para assumir esse namoro, quem garante que vamos conseguir manter isso em segredo até lá?
— Nós conseguimos até agora — afirmei, Edward riu em deboche de mim, soltei seu rosto, aquela altura querendo o esganar, por isso preferi me afastar um pouco.
— Não conseguimos com cem por cento de sucesso, Isabella. A equipe de segurança inteira sabe sobre a gente, Leah, minha irmã, suas irmãs, Carmen, Jasper, James, o fodido do Paul, o filho da puta do Richard deve desconfiar, sabe-se lá quem mais. Nós podemos ser cuidadosos, mas nunca será cuidado o suficiente e isso pode vazar a qualquer momento e aí não teremos qualquer controle sobre a situação. O que você prefere?
— Não vamos ser expostos.
Ele riu de novo.
— Você realmente quer acreditar nisso? Sua crença nisso me surpreende, você se esqueceu o que te aconteceu no passado?
— Não, eu não esqueci, mas obrigada por me lembrar do meu videozinho pôrno — resmunguei, ele respirou fundo.
— Eu não estou jogando isso na sua cara, só quero que se lembre como as coisas podem acontecer de uma hora para a outra e vamos ser francos, com a nossa sorte esse plano parece uma péssima aposta.
— Não posso assumir esse namoro assim, Edward — sussurrei.
— Ok, isso é por tudo que envolve minha carreira, ou você não está certa do que sente?
— Sério que você realmente perguntou isso, babaca?
Ele bufou.
— É uma pergunta válida.
— Eu vim até aqui me declarar e aceitei ser sua namorada, filho da puta, você deveria imaginar que isso é a prova de que sim, eu te amo de verdade e o suficiente para querer ser publicamente sua namorada, mas eu ainda sou sua empresária e não vou deixar tudo que construímos desde o ano passado se perder por minha culpa.
Ele engoliu em seco e murmurou:
— Desculpe ter duvidado do que você sente.
— Que seja — resmunguei, ele se aproximou e beijou meu rosto.
— Sério, desculpa, não devíamos começar o namoro já discutindo assim. — Eu ri.
— Você se esqueceu quem somos? Até acho que estamos sendo muito simpáticos um com o outro. — Ele riu também. — Mas, eu te amo, tá bom? Não tem ninguém mais na minha vida e o que sinto por você é verdadeiro, preciso que acredite nisso, não podemos ficar duvidando um do outro, não com tanto que ainda temos pela frente e vamos ter que encarar juntos.
Ele assentiu.
— Eu sei, acredito em você. — Tocou em meus cabelos. — E também te amo, não há mais ninguém.
— Eu imaginei, levando em conta que você estava preso com Leah nos últimos dias — provoquei, ele revirou os olhos. — Não fodeu com ela de novo, né?
— Claro que não, eu nunca mais cometo esse erro! — exclamou enjoado. — Mas eu fiquei com alguém. — Senti meu sangue gelar ao escutar aquilo. — É uma longa história e você precisa saber dela, mas precisamos continuar a discussão anterior primeiro.
— Você sabe o que eu quero, não tenho mais nada a acrescentar.
— E você também sabe o que quero, vamos decidir isso como? Jogo de dados?
— O plano mais lógico deve ser o seguido.
— Que bom, porque o plano mais lógico claramente é o meu.
— Ok, vou corrigir minha fala. O meu plano, que é o único lógico, deve ser seguido. — Forcei um sorriso para ele, Edward escondeu seu rosto entre as mãos e ficou assim por um longo tempo, o que começou a me preocupar. — Pirralho?
Ele tirou as mãos do rosto e proclamou:
— Vamos seguir seu plano. Ele é péssimo, eu sei que vamos acabar sendo descobertos e isso será um caos ainda maior do que se assumissemos agora com o controle em nossas mãos, mas se é o que você quer, ok, é o que vamos ter, Isabella.
— Não faça parecer que estou te empurrando de um penhasco.
— Não, você não está. Eu te amo, quero ficar com você e vou estar ao seu lado com toda certeza quando seu plano fracassar, mas não vou sentar aqui e fingir que você está sendo super esperta no seu plano, porque não está.
— Ninguém vai nos descobrir.
— Ok, se você diz. — Deu de ombros, eu bufei e sai do chão para o sofá, ele continuou lá. — Vamos contar para quem? Ou ninguém? Bom, eu realmente preciso contar para minha mãe e minha irmã.
— Você pode contar a elas, vamos ter que contar para Leah também, Tanya já sabe, então Alistair e Jessica, eles precisam estar prontos para qualquer problema que eu sei que não irá ocorrer, mesmo assim é bom prevenir. Ah, meu pai, com certeza vamos falar para meu pai. Você está pronto para se tornar genro do Caipira Swan, Cabeludo Britânico?
Edward empalideceu um pouco.
— Não. — Ele se colocou de pé. — Quer saber, foi um ótimo namoro, mas acho que devemos acabar ele agora — disse nervoso, fazendo com que eu risse.
— Relaxa, já pedi ajuda de Carmen para isso. — Puxei Edward para o sofá comigo.
— O que eu perdi entre vocês duas?
— Fiquei bêbada, ela apareceu e bebeu comigo, acabei dizendo o que sentia por você e agora ela acha que é minha amiga.
— E o que você vai fazer para foder o casamento dela com o Caipira Swan?
— Nada. — Edward me olhou espantado. — Eu queria, mas eu resolvi dar um voto de confiança para a puta… Para a Carmen, é melhor eu parar de chamar ela de puta também.
— Você está apaixonada por mim e sendo boa com sua madrasta? Sua cabeça deve estar uma loucura — ele provocou cutucando minha cabeça, eu ri e afastei sua mão da minha cabeça, mas a deixei entrelaçada a minha.
— Com quem você ficou? — perguntei, olhando para nossas mãos unidas, com medo da sua resposta.
— Roger Tucker — ele sussurrou, fazendo com que eu o encarasse chocada. — Não, você não ouviu errado.
— Espera, quando? Onde?
— No Havaí, ele estava lá com a esposa dele, nós fizemos uma amizade, mais ou menos.
— Eu não sabia que ele estava lá!
— Ele e a esposa estavam mantendo distância das redes sociais e eu não postei nenhuma foto com eles, nem Leah.
— E você o beijou?
Edward respirou fundo.
— Nós transamos, Capitã.
— Puta merda! — exclamei ainda em choque. — Ele é gay?
— Bi também.
— Porra!
— Foi só uma vez — ele começou a contar. — Foi bom, mas eu fiquei pilhado pra caralho depois do que aconteceu com medo que alguém descobrisse, pra ser franco, ainda estou.
— O quanto vocês foderam? — perguntei curiosa, sem conseguir conter aquilo, ele rolou os olhos.
— Não acho que quero dar esses detalhes.
— Eu quero saber! — Apertei mais sua mão na minha. — Ok, lá vai, eu fiquei com Heidi e depois com Jessica.
— Você transou com a Jessica? — ele praticamente gritou.
— É, depois do evento da Dolce & Gabbana — confessei, ele revirou os olhos. — Agora você me fala mais sobre o sexo com o Roger.
— Foi além do que fiz com Jasper — sussurrou.
— Puta merda, você gostou de sexo anal?
— Eu não estava dando — murmurou.
— Claro, dominador. Ainda assim, você foi bem além dessa vez.
— É, que seja, não importa. A única pessoa com quem quero transar agora é você. — Ele beijou minha mão. — Nós seremos exclusivos, certo? Sei que eu vou estar nesse teatrinho com a Leah, mas eu juro que não vai ter mais ninguém e se você é minha namorada acho que você também não deveria ter mais nenhum cara, ou mulher — falava nervoso. — Sei que tenho um longo histórico de traição nas minhas costas, mas prometo que pode confiar em mim, eu nunca vou te trair.
— Edward, calma, eu não vou ficar com mais ninguém — falei, ele respirou aliviado. — E eu sei que vai ser insuportável para mim ter de aturar ver você com a Leah, mas é parte do meu plano, né? Tudo bem quanto a isso, vou suportar. Mas, só peço que se você ficar com outra pessoa me conte, não tenta esconder isso de mim, se você ficar com alguém e me contar nós podemos continuar como amigos numa boa. — Ou eu ia tentar isso.
— Ei, eu estou falando sério, não vou te trair, Capitã. — Beijou minha mão de novo.
— Você é mais jovem do que eu — sussurrei.
— E daí?
— E pode se cansar de foder só comigo que sou mais velha, seu amor pode acabar e você pode se interessar por alguém mais jovem que, sei lá, alguém que combine mais contigo.
Ele revirou os olhos e me puxou para cima de si, fazendo com que eu ficasse sobre seu colo.
— Não vou te trair, confia em mim. E eu nunca amei ninguém como te amo, Capitã, então acho bem difícil que eu pare de te amar um dia. Eu te amo mais agora do que te amava quando contei em Vancouver, a tendência é só ir para cima.
Afaguei seu rosto e sorri.
— Também não vou te trair.
— Eu sei, o último cara que você traiu era o James e ele merecia ser traído, eu por outro lado sou incrível e não mereço chifres — debochou, eu ri e o abracei.
— Amo você, seu idiota.
— Seu idiota. — Ele afagou minhas costas. — Ok, o que você tem a me contar sobre Tyler Hamilton?
—Ex-namorado de quando eu era adolescente, apareceu no meu escritório no dia que você foi para o Havaí, queria que eu fosse a protagonista da nova série dele, eu não aceitei, ele me chamou para um encontro e eu topei, porque queria te esquecer. Encontro mais ou menos, sexo ruim, ele tem uma média três. Cai fora e isso é tudo, tirando o fato dele comentar em uma foto minha vez ou outra e ter dito que queria que a gente fosse amigos, mas nunca mais falei com ele depois do encontro.
— Espera, você foi chamada para uma série? — Ele me afastou um pouco, para poder olhar em meu rosto.
— É, Tyler disse que eu era a pessoa certa para o papel.
— Você deveria aceitar, Isabella.
— Não mesmo e nem tente começar uma campanha para isso, já basta a para que eu vire cantora.
— Você poderia fazer os dois, bom, os três contando com o fato de ser minha empresária.
— Não. — Ele abriu a boca, eu a tapei com minha mão. — Agora quero saber sobre sua viagem para Bath. — Tirei a mão da boca dele, Edward disse:
— Meu pai vai se casar.
Puta merda!
***
Edward estava deitado no sofá, eu estava deitada por cima dele. Nós tínhamos passado um bom tempo conversando sobre a ida dele para Bath, meu tempo em Santorini — contei inclusive sobre Alice e Jasper —, até que paramos de falar e só ficamos ali deitados sentindo um ao outro. Pelo relógio no receptor da TV a cabo da sala já era mais de uma hora, eu teria de ir embora em breve, por mais que não quisesse o deixar.
— Eu devia ligar para minha irmã, ou minha mãe e avisar que tô bem — ele sussurrou.
— É, você precisa. — Sai de cima dele. Edward pegou seu celular, o ligou e perguntou para mim.
— O que acha de contarmos para Rosalie agora?
— Sério?
— Sim, ela vai gostar de saber disso.
— Ok, pode ser.
— Tá bom, vem aqui. — Ele me puxou para debaixo do seu braço, enquanto com uma mão fazia uma chamada de vídeo para sua irmã. — Minha mãe tá ONG agora, então ela não vai estar por lá por casa para te ver comigo no vídeo.
— Ótimo, porque algo me diz que ela não vai curtir o lance de eu ser sua namorada.
— Ela vai ter que superar — ele disse, então Rosalie aceitou a vídeo chamada.
— Edw… — Ela se calou quando me viu, antes de começar a gritar. — Ai meu Deus, vocês se acertaram?
— Sim — Edward respondeu antes de me roubar um beijo, o que me fez sorrir. Olhei para nossa tela da vídeo chamada, vendo quão bonitos ficávamos juntos.
— Ai, ai, ai! — Rosalie continuou a gritar, ela parecia estar na cozinha da mansão de Edward. — Você vai se livrar da chata da Leah agora?
— Não — respondi por Edward. — O namoro falso deles continua até o fim do contrato, o nosso namoro será assumido publicamente algum tempo depois disso, Edward revirou seus olhos, eu o ignorei. — Então, você já sabe, Rosalie, não conte isso para ninguém. Nem para Esme, melhor Edward contar isso pessoalmente semana que vem.
— Tá ok — Rosalie resmungou. — Mas acho errado vocês não assumirem logo — ela disse.
— Obrigado, irmã! — Edward agradeceu e me lançou um olhar vitorioso.
— Nós já falamos sobre isso — falei para ele. — E eu preciso ir embora agora.
— Tem mesmo?
— Tenho sim. Falo com você em Los Angeles, Rosalie.
— Okay, cunhada. — Ela acenou para mim, eu, como a mulher apaixonada que era, sorri com aquilo.
— Tchau, Rose. Falo com você mais tarde — Ed falou.
— Tchau, tomem cuidado — ela disse então a chamada foi finalizada.
— Fica mais um pouco — Edward pediu para mim enquanto guardava seu celular no bolso da calça. — Passamos muito tempo longe, não é justo que você tenha de se afastar justo agora.
— Eu sei, também não acho justo, mas nós vamos ter provas de vestidos hoje, penteados, maquiagem e Carmen está sem cerimonialista, obviamente sobrou pra mim coordenar tudo. Nós vamos nos ver hoje à noite no jantar de ensaio e amanhã no casamento… — Ele me interrompeu para me beijar, fazendo com que eu sorrisse em seus lábios.
— Queria fugir com você para um lugar onde pudessemos ficar juntos vinte e quatro horas — Edward falou e aquilo despertou uma ideia na minha cabeça.
— Meu pai e a Carmen vão pra lua de mel no dia primeiro, minhas irmãs voltam para Los Angeles no mesmo dia e você e eu só saímos para a próxima etapa da turnê no dia quatro, podemos voltar para Los Angeles no dia três e aproveitar a fazenda no dia dois quando todos já estiverem fora.
Ele sorriu e voltou a me beijar.
— Excelente ideia, Capitã. Só seria melhor se eu não precisasse ficar no meio daquele mato e do cheiro de bosta, mas faço esse sacrifício por você — falou fazendo com que eu risse.
— Certo, vou cuidar de ter todo o esquema de segurança, para que achem que você estará aqui com Leah e o de lá para que ninguém nos veja, no dia primeiro. — Toquei no seu rosto. — E vou marcar uma reunião para esse dia com Tanya, Alistair, Jessica e Leah para que eles fiquem a par da nossa situação.
— Ok, Capitã. — Piscou para mim. — E o que eu faço hoje até a hora do jantar?
— Vai sair para almoçar com Leah e passear pela cidade depois. — Ele fez uma careta. — Poderia ser pior, eu poderia mandar você ir tirar leite de vaca — provoquei. — E agora eu preciso ir, sem mais enrolações. Mas antes vou ao banheiro ver se está tudo no lugar, lá fora já deve estar cheio de paparazzis por você e os outros famosos já hospedados aqui para o casamento.
— Certo.
Fui até o banheiro, meus cabelos estavam um pouco bagunçados, mas dei um jeito neles com minhas próprias mãos e eu não tinha passado batom prevendo que Edward acabaria com ele, sendo assim o resto da minha maquiagem estava intacta por ser resistente. Meu vestido estava um pouco amassado na parte da saia, mas nada demais, então me convenci que ninguém ia deduzir que eu estava fodendo com o Cullen.
— Até de noite, Capitã — ele falou quando nos reencontramos na sala, beijando meus lábios por alguns segundos. — Mal vejo a hora de te ver mais tarde.
— Eu também. — Percorri minhas mãos por seus braços. — E de sairmos para a turnê de novo, será mais fácil estar com você.
— Ou podemos assumir tudo agora e…
— Não, Edward.
— Tá, tá bom — resmungou, mas não perdeu muito tempo com isso, pois logo voltou a me beijar.
Eu aproveitei cada instante daquele beijo, sabendo que de noite seria muito mais difícil nos beijarmos com tanta gente por perto e também porque o jantar seria no restaurante de amigos do meu pai, logo um lugar com pouquíssima alternativa de privacidade.
— Ok, vai antes que eu te tranque aqui dentro comigo pra sempre — ele sussurrou ao me soltar.
— Amo você, pirralho, não esquece disso — pedi.
— Eu não vou, pode ter certeza, não esquece que te amo também. — Beijou minha testa. — Se precisar de algo só me ligar ou mandar mensagem, certo?
— Certo, tchau.
— Tchau.
Precisei reunir todas minhas forças para sair daquele quarto e mais ainda para não topar o plano de Edward, jogar tudo para o alto e assumir nosso namoro de uma vez. Quando o elevador parou naquele andar, Leah saiu dele e me perguntou:
— Posso ir para a suíte agora?
— Pode sim, querida — falei com ela cheia de deboche na voz, ela não falou mais nada, apenas continuou seu caminho e eu precisei das reservas finais de força para não surtar com ela indo brincar de namorada do meu namorado.
***
Eu ainda estava no caminho para a fazenda, no banco de trás do carro particular, quando vi que Edward tinha postado uma foto sua, em um dos seus shows. A legenda dizia:
“Já estou louco para voltar aos palcos e reencontrar vocês!”
Sorri para a foto, para a legenda e especialmente por saber que aquele cara era meu namorado. Querendo me sentir um pouco mais vitoriosa, daquela vez em público, por ter Edward, eu compartilhei a foto dele. Claro que não iria dizer na legenda que ele era meu namorado, ou qualquer coisa assim, mas só de ter uma foto dele entre as minhas já era bom e na legenda eu coloquei as datas dos seus três próximos shows.
“Próximos shows da turnê:
05/07 Londres
06/07 Londres
08/07 Liverpool”
Não demorou nada para os comentários na minha publicação chegarem e com eles os ataques a mim.
“Essa mulher pode até ser uma boa empresária para o Ed, mas toda vez que eu lembro o que ela fez com o Paul, que é meu ator favorito, eu só sei sentir vontade de espancar essa cretina!”
“Espero que o Ed troque de empresária depois do fim da Era Escândalo, não suporto essa mulher!”
“Sou mega fã do Ed e do Paul, pra mim é um sofrimento ver o Cullen sendo agenciado por essa mulher que já tentou destruir o Paul, que é um anjo. Digo mais, eu acho que o Paul e o Ed tinham tudo para serem amigos, seria meu sonho ver isso.”
— Até parece! — Sai daquele aplicativo, antes que eu ficasse louca com aqueles comentários e imaginando os comentários futuros que fariam quando Edward e eu nos assumissemos.
Abri minhas conversas de mensagem com Tanya e mandei uma para ela.
Bella: Tô namorando…
Ela me respondeu rápido.
Tanya: Vocês estão namorando real?
Bella: Sim, mas ainda não vamos assumir, convenci ele a esperar um pouco depois do fim do contrato com Leah.
Tanya: Isso vai dar certo?
Bella: Tem que dar!
Tanya: Ok, o que importa é que vocês se entenderam, certo?
Bella: Sim, ele ainda me ama e eu o amo. E somos exclusivos agora.
Tanya: Não trai esse, por favor!
Eu ri.
Bella: Fica tranquila, não vou.
Tanya: Você ama ele mesmo, né?
Bella: Amo sim, T.
Tanya: Estou muito feliz por você, de verdade, mas desculpa se eu parecer receosa sobre isso é que sei tudo que está em jogo.
Bella: Eu sei, fica tranquila.
Tanya: E eu espero ser madrinha desse casamento…
Eu ri de novo.
Bella: Ninguém falou em casamento.
Tanya: É, mas eu te conheço bem e sei que você quer casar, ok? Vou ser madrinha e a Tina daminha, ponto final.
Bella: Nem brinca com esse lance de casamento com o Edward, ele pode ficar assustado.
Tanya: Ou ele pode te pedir em casamento mais rápido do jeito que ele tá apaixonado pra caralho.
Tanya: Que ele tê de um anel com uma pedra maior do que a que o James deu.
Bella: Se for proporcional ao pau vai ser sim.
Tanya: MEU DEUS, ISABELLA!
Bella: O quê? Só dizendo verdades.
Bella: Agora para com esse papo de casamento.
Eu não queria ficar pensando em casamento, não ainda pelo menos, Edward e eu ainda íamos ter muito antes de pensarmos nisso. Além do mais, eu sabia que ele era todo traumatizado com isso por conta da filha da puta da Lauren e também pelo casamento dos seus próprios pais, fora que eu tinha meus próprios demônios sobre.
Tanya: Agora eu parei e tô pensando no tamanho do pau do seu atual e do seu ex.
Bella: Para com essa porra!
Bella: Pode pensar no de James, mas no do Edward não.
Tanya: Não acredito que você tá com ciúmes.
Bella: Eu sou ciumenta, você esperava o que? Para com isso!
Tanya: Ai caralho, você vai surtar sendo namorada do Edward, não vai?
Bella: Provavelmente, tem Leah e mais um monte de mulher ao redor dele.
Tanya: Prometo segurar sua mão e impedir que soque elas.
Bella: Obrigada, muito gentil da sua parte, amiga.
Tanya: Sempre ao seu dispor.
Tanya: Agora, olha o que o Tyler postou.
Ela me mandou um print de uma postagem de Tyler, ele respondendo a uma fã, a pergunta dela foi:
“Qual atriz irá protagonizar sua nova série ao seu lado?”
Tyler respondeu:
“Eu convidei @IsabellaSwan para o papel, ela infelizmente não aceitou e agora estamos fazendo testes com outras atrizes.”
Resmungando eu entrei no Twitter dele, indo ver aquilo mais de perto. Era de se esperar que os comentários estavam me detonando.
“No mínimo ela ia atuar mal pra caramba, na pior das hipóteses ia armar alguma pra você como fez com Paul Lahote.”
“Isabella Swan é puro lixo atuando.”
“Você está doido pra ter convidado essa drogada desequilibrada pra sua série?”
“Se a personagem for uma puta ela ia ser perfeita para o papel!”
“Sério que ainda tem gente levando a sério Isabella Swan depois dela ter assumido a culpa sobre o escândalo do vídeo de sexo? Ela é uma vaca oportunista!”
Tanya: Isabella?
Ela me enviou novas mensagens.
Tanya: Você está bem?
Bella: Muito bem.
As pessoas iriam colocar fogo em mim em praça pública quando descobrissem sobre meu namoro com Edward.
***
Alice já tinha passado a fofoca do meu namoro para Renesmee e mesmo para Carmen, sendo assim quando eu cheguei a fazenda as três me encheram de perguntas sobre Edward enquanto me viam almoçar, pois já tinham comido. Eu contei tudo que podia sobre ele e eu naquele quarto de hotel, ocultando coisas como o sexo, nossa conversa sobre o pai dele e Roger.
Renesmee foi a única achando meu plano péssimo, Alice entendeu minhas preocupações, mesmo que ela dissesse que eu devia mandar todo mundo se foder. Carmen falou que seria bom ter uma calma no relacionamento para nós o firmarmos antes de o revelar para todos, eu não podia concordar mais com minha futura madrasta, mas não diria aquilo em voz alta.
Depois que comi nós fomos lidar com os preparativos finais para o casamento, o que consumiu muito do meu tempo. Eu estava tendo meu cabelo penteado para testar o que fariam oficialmente no dia seguinte quando Renesmee soltou um gritinho, ela estava mexendo em seu celular na hora.
— O que foi? — perguntei, com a mão trêmula minha irmã me mostrou a tela do seu celular, onde eu podia ver que ela estava no Twitter de uma revista de fofoca e vendo uma publicação que dizia:
“Urgente: A cantora Kate Allen acaba de falecer em um acidente de avião a caminho de Nashville.
Mais informações em breve.”
— Não, não, isso não é possível! — eu gritei sentindo o desespero tomar conta de mim, só podia ser uma notícia falsa, tinha que ser.
Sai das mãos da cabeleireira, indo até a tomada no canto da sala que estávamos onde meu celular carregava, fui direto para minhas mensagens vendo as de Tanya.
Tanya: O jatinho que a Kate e Alistair estavam vindo para Nashville teve um problema no motor, eles fizeram um pouso de emergência, mas em segurança e está todo mundo bem.
Tanya: Porém só vão chegar aqui amanhã agora.
Tanya: Já estou preparando nota para a imprensa e fãs.
Tanya: Liga pra Kate quando der.
Ela estava viva, Kate estava bem. Porra, eu nunca mais iria reclamar dela chorando na minha orelha, estava feliz demais em saber que a garota estava bem.
Eu liguei logo pra ela, sendo atendida por uma Kate, que nada surpreendentemente, estava choramingando.
— Isabella, eles me alugaram um jatinho ruim que poderia ter me matado!
— Kate, você está viva! — comemorei.
— E presa numa cidade do Arkansas, pra piorar esqueci minha máscara facial em casa, é um pesadelo.
Eu ri, ri muito, aliviada por ela estar viva pra eu poder a ouvir chorar por qualquer besteira.
***
Mais tarde naquele dia eu estava em um carro com Renesmee e Nahuel, seguindo para o restaurante. Meu pai, Carmen e Alice estavam no carro da frente. Eu estava distraída com a música tocando no rádio, ignorando Nahuel ao meu lado que conversava sobre um roteiro com minha irmã quando meu celular tocou indicando uma mensagem.
Rapidamente o peguei da minha bolsa de mão, vendo que era Edward. Não trocamos mensagens, nem ligações durante todo o dia, então era bom receber algo dele.
Ed Cullen: Capitã?
Capitã: Oi.
Ed Cullen: Eu te amo.
Meu coração disparou ao ler aquilo e eu sorri imediatamente.
Capitã: Vamos trocar mensagens do tipo agora?
Ed Cullen: Vamos!
Ed Cullen: Sua vez.
Eu sorri mais e respondi.
Capitã: Também te amo, pirralho.
Ed Cullen: Vamos esquecer esse jantar e ficar aqui no hotel?
Capitã: Não podemos. Principalmente eu, sou uma das madrinhas.
Ed Cullen: Eu preciso ficar mais tempo com você. Vai ser um inferno não poder te beijar, te tocar ou te abraçar nesse restaurante.
Capitã: Você pode abraçar quando chegar.
Ed Cullen: Solucionado o problema.
Ed Cullen: Pra que fique claro isso foi deboche.
Capitã: Você jura?
Capitã: Isso também foi deboche.
Ed Cullen: Capitã?
Capitã: Eu te amo!
Ed Cullen: Eu te amo!
Respondemos juntos, o que só me fez sorrir como uma nova.
Naquele instante minha irmã me enviou uma mensagem.
Ness: Você tá trocando mensagens com o Edward agora, né? Tá com um sorriso todo bobo no rosto.
Eu não respondi e ela logo mandou mais.
Ness: Já posso começar a pensar no casamento de vocês dois? Eu vi um vestido de noiva que você iria amar!
Todo mundo estava disposto a me ver casando?
Ness: Eu tô no mesmo lugar que você e tô te vendo olhar o celular, para de ignorar minhas mensagens!
Eu continuei ignorando, voltando para a conversa com Edward.
Ed Cullen: Você foi mais rápida!
Ed Cullen: A Amy tá com você na fazenda?
Ed Cullen: Eu acho que peguei Sol demais no passeio pela cidade de tarde e agora estou com dor de cabeça.
Ed Cullen: Bella?
Capitã: Oi, desculpa sumir, Renesmee tava me alugando.
Capitã: Amy tá comigo sim.
Capitã: Toma um banho gelado, sua dor de cabeça vai melhorar.
Ed Cullen: Vou fazer isso, preciso mesmo me arrumar pro jantar ou vou chegar atrasado demais.
Ed Cullen: Te vejo no restaurante.
Capitã: Te amo.
Ed Cullen: Você não consegue parar de dizer, né?
Capitã: É, não consigo. É mais forte do que eu.
Ed Cullen: Sei como é.
Ed Cullen: Também te amo. Vou ir me arrumar mesmo agora pra te encontrar logo, linda.
Caralho, sim!
Porra, que homem!
Ele tinha me chamado de linda!
Eu ainda estava sorrindo quando apertei o botão para apagar toda a conversa, mas não consegui concluir o comando da operação. Não queria perder aquelas mensagens, eu sabia que não era seguro manter elas no meu celular, algo podia acontecer e alguém ter acesso a ele, logo aquela conversa, mas eu ia correr esse risco.
Cancelei a operação de uma vez, mas decidi fazer algo. Cliquei no contato de Edward e alterei o nome de contato dele no meu celular, tirando o Ed Cullen que estava desde quando virei sua empresária e colocando Pirralho no lugar.
Parecia melhor daquela forma, mais íntimo, um verdadeiro casalzinho.
***
Tanya estava me policiando aquela noite, me proibindo de ficar a cada segundo olhando para a porta do restaurante esperando Edward chegar. Porém, quando ele chegou — com Leah a tiracolo —, eu cruzei o salão até ele ignorando todo mundo, mas Tanya foi comigo para eu não parecer uma louca apaixonada agindo sozinha, com ela seríamos só as empresárias do Cullen.
— Ed! — ela o abraçou primeiro, enquanto eu sorria falsamente para Leah. Mas, bom, anos de atuação tinham me treinado bem pra isso, eu só tinha que me manter no papel.
— Oi, Tanya — ele a cumprimentou e olhou para mim quando a soltou. — Isabella — falou meu nome e deu um pequeno sorriso, ele nem me abraçou, o que foi horrível.
— Oi, Cullen. — Eu sorri também.
Eu precisava o beijar, como eu precisava disso!
— Vocês precisam ir falar com Carmen e Charlie — Tanya anunciou arrastando os dois até onde meu pai e sua noiva estavam no salão, o jantar ainda não tinha começado, mas iniciaria logo. Edward estaria em uma mesa com Leah, Riley e Jessica. Eu estaria na mesa maior com minha família e Carmen.
— Tudo certo? — Alice se aproximou de mim quando Tanya levou Edward para longe.
— Sim, mas esse lance de escondido é um saco — declarei.
— Assume.
— Sabe que não posso. Cadê o Jasper? Ele já chegou e eu não vi?
— Ah. — Alice ficou com uma expressão triste no rosto. — Ele disse que precisava ir para Los Angeles resolver algo, foi embora de tarde.
— Ele foi embora?
— Sim. O que é uma pena. Pensei que ainda conseguiria foder com ele hoje e aproveitar antes do Randall estar aqui amanhã.
Jasper tinha ido embora por minha culpa, por eu estar me declarando a Edward, só podia esperar que o guitarrista não deixasse aquilo afetar sua amizade com meu namorado.
***
Eu mal tive tempo algum com Edward no restaurante, só falei com ele quando ele chegou e antes dele ir embora. Coisa rápida em ambos os casos, já que Tanya estava me mantendo afastada dele, com o intuito de nos controlar.
Minhas irmãs, Nahuel e eu ainda passamos um tempo depois que voltamos do restaurante jogando cartas na fazenda. Mas logo Renesmee mandou todo mundo ir dormir, pois no dia seguinte ninguém poderia estar com cara de cansado.
Não consegui dormir, estava agitada demais pensando em Edward e no casamento do dia seguinte. Não resisti e mandei uma mensagem para ele, meu namorado.
Capitã: Queria que você estivesse aqui comigo, ainda estou com saudades.
Ele não demorou a responder, o que agradeci, mesmo sabendo que isso significava que ele não estava dormindo quando deveria.
Pirralho: Eu também queria estar, Capitã.
Pirralho: Dormir com você é mais legal.
Meu corpo todo pareceu se aquecer ao ler aquilo.
Capitã: Mesmo com meus chutes?
Pirralho: Eu sinto falta deles também, confesso.
Capitã: Merda, eu te amo muito!
Pirralho: Isabella Swan, você é tão fofa!
Provocou, fazendo com que eu corasse.
Capitã: Tchau, Edward!
Provoquei de volta.
Pirralho: Não, espera, fica falando comigo mais um pouco.
Capitã: Certo… O que você estava fazendo?
Pirralho: Tocando um pouco de violão e assistindo Shrek.
Eu ri, aquilo era muito Edward.
Pirralho: E você?
Capitã: Estava tentando dormir, mas sem sucesso, estou muito agitada.
Pirralho: Eu realmente queria estar com você, imagino que está nervosa sobre o casamento.
Capitã: Estou mesmo. Ainda não aceitei isso direito.
Capitã: O que você estava tocando no violão?
Pirralho: Delicate da Taylor Swift.
Ele estava falando sério?
Capitã: Você tá brincando comigo?
Pirralho: Claro que não. Espera que vou gravar um trecho e te mandar.
Eu esperei, nada paciente, louca para ouvir aquilo. Quando ele me enviou o áudio eu comemorei, logo o colocando para ouvir.
— Is it cool that I said all that? Is it chill that you're in my head? 'Cause I know that it's delicate. (Delicate). Is it cool that I said all that? Is it too soon to do this yet? 'Cause I know that it's delicate.*
Eu estava no paraíso, ouvi Edward cantar e tocar aquela música era demais para mim!
Capitã: Isso foi perfeito, eu te amo!
Capitã: Preciso ouvir mais.
Não tive tempo de ler sua resposta, Alice invadiu meu quarto que estava com a porta destrancada. Com a pouca luz vindo do corredor vi minha irmã desesperada, então em um tom de voz nervoso ela exclamou:
— Isabella, vazaram que Carmen foi uma garota de programa!
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