Hollywood
56 Capítulo Cinquenta e Cinco
Notas iniciais
Capítulo Cinquenta e Cinco
Isabella Swan
“Futura esposa de Charlie Swan já foi garota de programa!”
Em algum momento da sua vida uma mulher será taxada como puta, ou silenciada por um homem, ou irá se sentir inferior a outras mulheres, ou mesmo tudo isso junto. Eu me senti desse jeito com o Escândalo Swan, depois diversas outras vezes em minha vida e com certeza me senti assim quando Richard tentou me atacar em Atlanta.
Então, eu sabia muito bem como Carmen estava se sentindo quando teve seu passado exposto.
***
Eu ouvi o que minha irmã disse, mas não conseguia processar isso direito. Tinham vazado sobre Carmen ter sido uma garota de programa? Era isso mesmo?
— Você me ouviu? — Alice questionou ainda muito nervosa.
— Sim — sussurrei.
— Foi você quem fez isso? — ela perguntou hesitante.
— O quê? Não! — exclamei e sai da minha cama, meu celular ainda em mãos, mas eu não tinha como continuar a conversa com Edward naquele momento. — Eu falei que não iria fazer nada contra o casamento do papai e da Carmen, além do mais essa história não é boa para minha própria imagem.
— Quem fez isso? — Renesmee surgiu na porta do meu quarto, furiosa. Assim como Alice e eu ela também estava em seus pijamas.
— Não foi Alice ou eu! — respondi, irritada por todas as suspeitas estarem recaindo em mim.
— Você tem certeza disso, Isabella? — Renesmee indagou descrente.
— Caralho, não fui eu! — exclamei.
— Isabella, Alice! — Ouvimos o grito de papai, o que me fez sentir medo, mesmo que eu estivesse com a consciência limpa, pois não fui a pessoa divulgando por aí que minha futura madrasta já tinha sido uma garota de programa.
Nós três deixamos meu quarto, no corredor podia ver Nahuel parado perto da porta do quarto de Ness. E no fim do corredor, meu pai estava na frente do seu próprio quarto, sua expressão era de pura fúria.
— Eu confiei em vocês! — ele gritou e andou na minha direção e na de Alice como se fosse um touro desgovernado. — Confiei que vocês duas não fariam nada contra Carmen!
— Não fizemos, juro que não fizemos — Alice disse assustada por papai estar tão bravo.
— Você acha que eu acredito? — ele gritou diretamente com ela. — Vocês duas são mentirosas e egoístas!
— Alice e eu não fizemos nada! — falei em um tom de voz firme, sem querer ficar abaixando a cabeça para Charlie. — Eu prometi que não faria nada, que impediria Alice de fazer e nós não fizemos nada, quem soltou essa informação descobriu por outra pessoa.
— Não consigo acreditar em você! — Charlie gritou comigo. — Você está cada vez mais igualzinha a sua mãe, mentindo e jogando para seu próprio bem.
Aquilo me desarmou, então Renesmee interviu.
— Pai, se Alice e Bella estão dizendo que não tem culpa…
— Fique fora disso também, Renesmee! — ele gritou com ela, que se encolheu no seu lugar. — Nunca vou perdoar vocês por terem feito isso com Carmen — falou de Alice para mim. — Foi um jogo muito sujo.
— Nós não fizemos isso — Alice sussurrou, começando a chorar.
— Foda-se o que você acha, Charlie! — perdi a cabeça. — Se você não consegue acreditar em mim ou Alice lide com essa desconfiança sozinho, mas não fique nos atacando.
— Eu tenho motivos para desconfiar de você, não tenho?
— Não dessa vez, não quando prometi sinceramente que não faria nada.
— Você atua muito bem, Isabella.
— E você é um idiota!
— Chega! — o novo grito fez com que todos olhassemos para a porta do quarto de Charlie, onde Carmen estava, seu rosto tomado por lágrimas. — Não importa mais quem levou isso à imprensa, já estou arruinada.
— Carmen, eu não fiz isso — falei para ela, mas a mulher não parecia acreditar em mim e aquilo me incomodava muito, pois eu estava sendo completamente sincera. — Eu te contei sobre Ed e eu, nunca soltaria algo assim sobre você depois de te contar meu maior segredo sabendo que você pode jogar isso contra mim!
— Ed e você? — Charlie indagou, menos irritado naquele momento e mais confuso. Foi quando me dei conta de que eu tinha falado aquilo na frente dele e de Nahuel. — O que tem Ed e você?
— Você ouviu errado — sussurrei.
— Pare de tentar me fazer de idiota, Isabella!
— Bells, fala de uma vez — Renesmee sugeriu. Eu olhei para ela, depois indiquei com a cabeça Nahuel, em um gesto nada discreto. — O Nahuel é da família, ele pode saber, vai guardar o segredo.
— Segredo? — Charlie insistiu. — O que você está escondendo Isabella Swan?
Respirei fundo e falei de uma vez:
— Edward e eu estamos namorando.
— O quê? — meu pai gritou, seu rosto ficando ainda mais cheio de fúria do que antes. — Que tipo de brincadeira sem graça é essa, garota?
— Não é uma brincadeira — murmurei. — Edward e eu estamos realmente namorando.
— Espera, ele não namora com a Leah? — Nahuel perguntou confuso.
— É um namoro de mentira com a Leah, eles só estão juntos por publicidade, o namoro com a Bella será assumido quando o contrato desse namoro com a Leah acabar — Renesmee explicou para seu namorado.
— Renesmee você está falando demais! — repreendi minha irmã.
— Você sabia disso? — Charlie voltou a gritar, daquela vez com a própria noiva. — Sabia que a minha filha está envolvida com aquele filho da puta inglês?
— Sim — Carmen respondeu baixinho.
— Eu não posso confiar em ninguém nessa casa? — Charlie continuou gritando.
— Charlie, não contei nada antes sobre Bella e Edward porque ela ia te contar isso na hora certa — Carmen se defendeu.
— E eu não contei nada sobre Carmen para a imprensa, eu juro! — falei mais uma vez em minha defesa.
— Nem eu — Alice fez coro.
Charlie olhou para ela e indagou:
— Você vive colada na sua mãe, Alice, como vamos ter certeza de que não disse nada para Renée?
— Eu não disse! — ela exclamou. — Não falei sobre isso para ninguém, muito menos para minha mãe. Além do mais, Bella mesmo falou para mim que nem para Renée essa história seria boa se vazasse, o que ela ganharia se o ex-marido dela e suas filhas tivessem ligação com uma garota de programa?
— Ex-garota de programa — Carmen a corrigiu.
— Charlie, isso pode ter sido obra de jornalistas e ponto — Nahuel falou. — Eu tenho certeza de que o cara que espalhou isso está com uma boa grana agora.
— Quem espalhou? — questionei.
— Kevin Ford — Renesmee e Alice responderam juntas.
— Porra, Charlie! — gritei, fazendo com que ele se assustasse. — Você está realmente achando que Alice ou eu fizemos isso quando um dos maiores jornalistas sensacionalistas do país foi quem lançou isso? — Kevin era um cara relativamente novo, só tinha trinta anos, mas ele trabalhava no meio do jornalismo de celebridades desde seus vinte anos, já tinha seu próprio programa em um canal de TV, mas também tinha um grande site de fofocas na internet. Eu tinha cruzado com ele algumas vezes, a primeira foi justamente na época do Escândalo Swan.
— Ele ainda precisaria de uma fonte — Carmen falou.
— Você era uma garota de programa, não uma agente secreta do governo, descobrir seu passado não é algo tão difícil assim, Carmen. — Ela engoliu em seco. — Eu vou afirmar pela última vez que não fui a pessoa vazando essa informação e acredito que Alice também não é a responsável por isso, espero que acreditem em mim agora — disse dela para meu pai.
Carmen foi a primeira a concordar.
— Ok, acredito em você e Alice, Isabella.
— Eu não estou nada feliz com você agora — foi o que meu pai disse.
— Por conta de Edward? — questionei furiosa.
— Você sabe muito bem que sim!
— Vocês dois brigaram mil anos atrás, precisam superar isso, eu amo o Edward e estamos namorando!
— Um namoro escondido enquanto ele brinca de namoradinho de outra garota? Grande relacionamento, você irá sofrer com esse como foi com Paul!
— Edward e Paul são muito diferentes — deixei bem claro, meu pai revirou seus olhos.
— Viu? Lá está você mentindo para si mesma!
— Charlie…
— Não, chega, Isabella — ele ordenou. — Já está tarde, estou exausto e Carmen triste, não vou ficar aqui discutindo com você sobre esse namoro idiota.
— Não é um namoro idiota!
— É sim, em pouco tempo você irá se arrepender disso e provavelmente será por sair magoada dessa.
— Charlie, a Bella realmente gosta do Edward — Carmen interviu.
— Você não viu Isabella quando ela foi largada por Paul, Carmen, não sabe como ela ficará quando esse Cullen a largar.
— Por que você acha que ele irá me largar? — Meu pai me olhou quando fiz a pergunta. — Você acredita que sou tão fodida assim que nenhum cara nunca vai ficar comigo de verdade?
— Não foi o que quis dizer, mas você escolheu o cara errado de novo, você tinha James e o perdeu, ele sim era o cara que nunca te largaria.
— Eu não o amava!
— E você acha que o Cullen te ama? Ele deve estar te usando!
— Cala a boca! — implorei sentindo vontade de chorar.
— É, Charlie, melhor você se calar — Carmen ordenou. — E acho melhor todo mundo ir dormir — ela falou para todos naquele corredor. — Teremos um casamento que acontecerá em algumas horas, independente de quem está namorando quem e de quem sabe que fui uma garota de programa.
— Você não vai cancelar o casamento, então? — Renesmee perguntou sorrindo.
— Definitivamente não! — Carmen disse de cabeça erguida e voltou a entrar no quarto.
— Termine esse namoro antes que você saia machucada — meu pai sugeriu antes de seguir atrás de Carmen e fecharem a porta.
— Não liga pro papai, Bells — Renesmee falou comigo. — Ele só está irritado com o lance da Carmen, quando estiver mais calmo e te ver com Edward vai entender que vocês se gostam de verdade.
— Tanto faz — sussurrei e olhei para Nahuel. — Não conte nada do que ouviu aqui para ninguém.
— Pode ficar tranquila, eu não vou — ele prometeu. Eu esperava mesmo que não, mas precisava admitir que estava desconfiada até da minha própria sombra.
— Vou dormir! — avisei e deixei todo mundo para trás indo me trancar no meu quarto.
Voltei para minha cama e a mexer em meu celular, ignorando temporariamente as mensagens de Edward. Entrei no site de Kevin, vendo que a matéria mais recente era justamente a que falava sobre Carmen.
“Futura esposa de Charlie Swan já foi garota de programa!
Horas antes de um dos casamentos mais aguardados do ano trago uma bomba para vocês, Carmen González, atriz e cantora mexicana, já foi garota de programa. Isso mesmo que leram, a noiva de Charlie Swan, uma das lendas do country, já trabalhou aqui nos Estados Unidos vendendo sexo.
A fonte, que não podemos identificar, conta que Carmen passou seis meses residindo em solo americano com um visto de turista alguns anos atrás e nesta mesma época teria atuado como prostituta. Ainda segundo nossa fonte, Carmen se envolveu com homens famosos durante esse período, incluindo um senador.
Será que Charlie foi um desses homens no passado? Será que ele não sabia nada sobre o histórico de sua noiva até agora? O que sabemos é que a mexicana foi uma garota de programa envolvida com homens poderosos e isso é quente, deveriam fazer um filme sobre ela, não?
Vocês acham que o casamento ainda acontecerá e essa prostituta terá seu final feliz digno de Uma Linda Mulher? Nós só podemos dizer que esse é mais um escândalo na conta dos Swan, o que será que Isabella Swan está pensando agora que além de si sua futura madrasta também está envolvida em uma polêmica sexual?
Iremos continuar apurando o histórico do antigo trabalho de Carmen Swan, vocês teriam interesse em uma lista sobre todos os homens com quem ela já se envolveu quando era uma garota de programa?”
— Filho da puta! — xinguei Kevin, rodando a internet atrás de mais sobre aquele assunto, outros sites já replicavam o conteúdo, a exposição de Carmen estava acontecendo, por tabela toda a família Swan sendo envolvida.
Meu pai tinha uma base de fãs mais velhos, obviamente, a maioria conservadores — na verdade o mundo inteiro estava passando por uma onda de conservadorismo nos últimos anos —, sendo assim seus fãs estavam furiosos com a história de Carmen. Para eles era um erro colossal que meu pai casasse com ela, diziam que ele deveria a deixar imediatamente, pois Charlie estar prestes a casar com uma garota de programa — uma vez uma, sempre uma para os conservadores — era um péssimo exemplo. Claro que tudo aquilo também fazia o meu próprio escândalo ser lembrado, onde eles diziam como Charlie tinha me educado mal e blá blá blá.
Cansei daquilo tudo, não resolveria nada aquela madrugada e como Tanya, nem Jessica tinham me enviado nada deduzi que elas já estavam dormindo e Alistair só chegaria com Kate mais tarde naquela madrugada. Entrei na minha conversa com Edward, conferindo suas mensagens.
Pirralho: Vem pro hotel que eu canto pessoalmente pra você, Capitã.
Pirralho: Você me fez viciar em Taylor Swift, mas eu não diria que Ours seja minha canção favorita dela, no entanto, entendo porque seja a sua.
Pirralho: Você dormiu e me deixou falando sozinho? Eu estou sem um pingo de sono, não me deixe entediado.
Pirralho: Ok, você dormiu mesmo?
Pirralho: Acho que você já viu o que soltaram da Carmen, né?
Pirralho: Deve estar uma confusão aí.
Pirralho: Esse Kevin é um bostinha, eu já perdi a conta de quantas vezes quis socar a cara dele.
Pirralho: Você está bem?
Pirralho: Estou preocupado com você, me manda um oi pelo menos.
Não respondi suas mensagens, preferi ligar para ele, torcendo para o Cullen ainda não ter dormido.
— Ei, Capitã! — ele falou ao atender logo.
— Ei, desculpa o sumiço — pedi esfregando minha testa com uma mão, já morrendo de dor de cabeça. — Ficou uma confusão aqui quando a matéria saiu.
— Imaginei quando vi — ele falou. — Isso é mesmo verdade?
— Sim.
— O casamento será cancelado?
— Não, meu pai já sabia sobre, além do mais ele e Carmen estão certos demais sobre o casamento para cancelar, ou mesmo adiar. Mas, você deve imaginar como isso está sendo complicado.
— É, sei bem — ele disse. — Você precisa que eu faça algo?
— Não, sem pronunciamento sobre esse caso!
— Eu não perguntei para você minha empresária — Edward falou com humor na sua voz. — Perguntei se minha namorada queria que eu fizesse algo por ela. — Aquilo me fez sorrir.
— Não, não tô precisando de nada, mas bem que ia ser mais fácil dormir com você aqui. Depois de sexo, muito sexo.
Ele riu.
— Acredite em mim, eu também preciso foder, antes da gente trocar mensagens eu tava me masturbando — confessou, foi minha vez de rir.
— Ok, agora mais um problema — murmurei.
— O que foi agora?
— Meu pai já tá sabendo sobre a gente — contei, ele suspirou. — Não foi muito legal, eu falei sem querer na frente dele e do Nahuel.
— Nahuel também sabe? — perguntou nervoso. — Isabella, olha isso, daqui a pouco todo mundo tá sabendo, vamos assumir de uma vez!
— Meu plano continua valendo, Cullen.
— Puta merda, como você é díficil!
— Já discutimos isso antes, Edward.
— E você acha que o Nahuel vai ficar de boca fechada?
— Não tenho certeza, mas vamos torcer para que sim.
— Ótimo, vamos ter que ficar torcendo agora para não rolar nenhuma merda. E o seu pai? Ele vai colocar veneno na minha comida amanhã?
— Não, mas ele acha que você vai me largar e que vou ficar na merda com isso como foi com… — Calei a boca antes de dizer o nome.
— Paul? — ele questionou.
— É — murmurei.
— Eu não vou te largar — Edward falou, mas ainda parecia nervoso. — Amo você, Capitã. Você confia em mim, né?
— Confio — sussurrei. Ok, eu estava dando o meu máximo para confiar nele cem por cento, mas meu lado pessimista ficava gritando que Charlie estava certo e que eu iria me foder por conta de Edward.
— Isabella…
— Você não pode exigir que eu seja totalmente confiante nessa relação — falei, ele respirou fundo do outro lado da linha. — Da mesma forma que sei que você também não pode ficar totalmente tranquilo.
— Nós ficaríamos mais tranquilos se assumissemos, se as coisas fossem mais simples.
— Okay, como se você e eu em nossas antigas relações públicas não tivéssemos feito merda, ou recebido merda.
— Você e Paul não tinham um relacionamento público.
— Que seja, o que sabemos é que nós dois já tivemos péssimos namorados e já fomos, que isso é uma sombra em cima da gente. Eu vou dar tudo para esse relacionamento ser sólido e preciso que você também faça o mesmo, mas preciso que entenda que eu tenho inseguranças e que vou jogar elas em cima de você. — Ele ficou em silêncio, eu também, até que voltei a falar. — Você já sabe muito bem que sou uma filha da puta durona, mas que também sou cheia de coisas que me deixam mal, cheia de medos por dentro. E em algum momento vou ser babaca com você, eu estou muito lúcida agora, mas quando estou em minhas próprias crises, em meus próprios momentos ruins eu não vou ser tão consciente assim e preciso que você se lembre que eu também tenho meus medos como você tem os seus.
— Eu entendo, Isabella.
— Obrigada por entender.
— Não precisa agradecer por isso, eu sou seu namorado, quero estar ao seu lado de verdade.
— Me desculpa não assumir nada agora — murmurei triste. — Você provavelmente está certo quando fala que com a nossa sorte vamos ser descobertos antes do tempo, mas eu quero preservar a gente o máximo que der, Edward. Já é um inferno lidar com o que já lido sobre Paul, quando descobrirem da gente os ataques vão ser tão mais frequentes e em escala maior por nosso relacionamento ser algo recente.
— Eu sei, sei o que você enfrenta todo dia. E sei que eu não vou receber nem metade do ódio que você vai quando a gente se assumir. — Senti uma lágrima no meu rosto, mas tratei de a limpar. — Você deveria fazer terapia também.
— Edward…
— Eu tô falando sério, você insistiu para que eu fizesse, deveria fazer também, Bella.
— Vou pensar.
— Vai pensar de verdade ou só está prometendo para eu calar a boca sobre o assunto agora?
— Segunda opção.
— Foi o que imaginei. — Eu podia o imaginar sorrindo ao dizer aquilo. — Vou te convencer a aceitar a primeira opção.
— Você não desiste de ficar me azucrinando? — Ri.
— Nem um pouco, Capitã. Vou te atormentar pelo resto da sua vida.
Aquilo me fez sorrir.
— Resto da vida, é? — indaguei mordiscando meu lábio inferior. — Quer dizer muitos anos juntos.
— Você disse que eu nunca mais iria me livrar de você, eu digo o mesmo.
— Ok, mesmo quando eu for bem mais velha?
— Eu sou rico, pago todas suas plásticas, não será um problema. — Gargalhei ao escutar aquilo, ele também riu.
— É melhor eu ir dormir agora, preciso acordar logo mais.
— Certo, você precisa mesmo descansar. Só preciso acordar amanhã de tarde, né?
— É, se você quiser. Seu único compromisso amanhã é vir ao casamento.
— Beleza, preciso fazer algo.
— O quê?
— Nada!
— Edward, o que você está escondendo? — perguntei preocupada.
— Eu? Não estou escondendo nada, Capitã. Vá dormir agora, sonhe comigo. Te amo, tchau! — desligou antes que eu pudesse dizer algo a mais.
***
Não dormi quase nada, quando acordei era pouco mais de cinco da manhã. Ainda continuavam falando sem parar sobre Carmen e meu pai nas redes sociais, era um inferno.
Decidi sair um pouco do interior da casa e seguir pela área externa da fazenda para respirar um pouco, seria um longo dia com o casamento e a internet pegando fogo sobre a matéria de Kevin, ainda teria de ver Richard que não foi para o jantar de ensaio, mas estaria na festa aquele dia. Eu estava perto de onde os cavalos ficavam quando ouvi meu pai chamar por mim, olhei para trás vendo Charlie se aproximar.
— Oi, você está com o humor melhor agora, papai? — provoquei.
— Não seja debochada comigo, Isabella! — exclamou, revirei meus olhos. — Mas, sim, eu estou com o humor melhor.
— Excelente! — debochei mais, cruzando meus braços na frente do corpo.
— E queria pedir desculpas pela forma que te tratei antes. Sosseguei minha cabeça e agora aceitei o fato de que você está falando a verdade sobre não ter sido a fonte daquele jornalista, nem sua irmã. — Assenti, mordendo o interior da minha bochecha. — Mas você sabe que tive motivos para surtar, você e Alice são muito complicadas.
— Puxamos tudo isso da mamãe — murmurei, ele suspirou.
— Não, desculpe ter dito aquilo, você não é como Renée.
— Eu sou sim, pai — continuei sussurrando. — Eu sei disso, não precisa tentar mentir sobre. Tanto faz. — Dei de ombros.
— Você é muito melhor que Renée, Isabella. — Ele afagou meu braço e me apertou em um abraço em seguida. — E você sabe, ela não era um monstro sempre.
— É, eu lembro dos bons momentos. — Lágrimas deslizaram por meu rosto ao pensar nas viagens para Nashville em família, como Renée gostava de acordar cedo e me levar com ela e papai para andar a cavalo.
— Escute. — Papai me soltou. — Você está mesmo gostando daquele… garoto?
— Sim! — respondi limpando meu rosto. — Pai, eu amo o Edward! — exclamei com sinceridade. — Você precisa entender isso.
— Tenho muito medo de como você irá reagir quando isso acabar, Ed Cullen é um garoto imaturo e irresponsável, não é um homem. Você precisa de alguém decente ao seu lado.
— Charlie, o Edward tem mudado — afirmei.
— Eu não aprovo esse relacionamento.
— Em qual momento pedi sua aprovação? — questionei irritada.
— Sou seu pai…
— Não meu dono, Charlie! — deixei bem claro. — Edward e eu estamos juntos e ponto, isso é tudo que você precisa saber e aceitar, mas se não quiser aceitar que se foda, eu já vou ter que lidar com um monte de gente odiando nós dois juntos, entre na fila.
— Isabella, quero o melhor para você, isso não é estar com Ed Cullen.
— Você não sabe o que é melhor para mim, Charlie. Estou muito bem com Edward!
— Vocês nem podem sair na rua juntos como um casal!
— Nós poderemos em alguns meses, quando o contrato com Leah acabar, só precisamos ser pacientes.
— Isso é tão rídiculo.
— Eu realmente não pedi sua opinião sobre — resmunguei.
Ele abriu a boca para prosseguir a discussão, mas foi interrompido por meu celular — no bolso da minha calça jeans que eu tinha vestido para andar pela fazenda — tocando. O peguei para atender e não reconheci o número, respirei fundo uma vez e atendi a ligação.
— Isabella Swan! — Era Kevin, eu podia reconhecer sua voz muito bem.
— O que você quer? — questionei.
— Precisamos conversar, pessoalmente — ele respondeu.
— Você deve saber que estou em Nashville…
— Eu também estou — o homem disse bem humorado. — Grande coincidência, não? Acabei de chegar, queria cobrir o casamento de Charlie e da noivinha dele de perto, isso é, se ainda tivermos casamento, teremos?
— Sim!
— Ótimo, eu me sentiria péssimo se fosse o responsável pelo fim de um relacionamento tão lindo — falou com sarcasmo na voz. — O que acha de vir me encontrar no hotel que estou hospedado? Temos que conversar sobre algo.
— Não temos nada para conversar! — Charlie me olhava atentamente, ainda sem saber com quem eu falava.
— Certo, se você não vier pode ficar sabendo sobre este assunto através do meu site. Ainda há muito mais para publicar sobre sua madrasta.
Merda, merda, merda!
— O que você prefere?
— Eu vou ir até seu hotel — respondi.
— Maravilhoso, traga um talão de cheques e boa vontade para o preencher, certo? Irei te enviar o nome do hotel e o quarto que estou por mensagem. Até mais! — Ele desligou na minha cara e quando tirei o celular da orelha Charlie perguntou:
— Quem era?
— Kevin Ford, ele tem mais sobre Carmen e está em Nashville.
— Filho da puta! — Charlie gritou, na hora que recebi mensagem de Kevin, mas não abri naquele instante. — Eu devia matar esse cretino. Onde ele está? Vou lá acabar com esse babaca!
— Não, eu vou resolver isso! — exclamei. — Ele me ligou porque sabe que sou sua empresária e quer que eu cuide dessa merda no seu lugar, vou precisar do seu talão de cheques.
— Nem fodendo que vou te deixar ir até lá para pagar a chantagem desse filho da puta sozinha. Aliás, ninguém vai dar dinheiro para esse cara!
— Vou falar para Alistair ir comigo. E nós precisamos pagar, pai. Ou ele pode divulgar algo pior da Carmen e jogar a imagem dela mais ainda na lama.
— Não, Isabella!
— Pai, ele deve saber sobre o aborto que ela fez do filho do tal político, você quer mesmo que o mundo fique sabendo disso? E se ele der o nome desse fodido homem ela está fodida, é capaz do cara mandar matar a Carmen em retaliação.
— Ele não faria isso.
— Pai, nós temos dinheiro, certo? Mas não somos fodidos políticos! — gritei. — Ele tem muito mais dinheiro e poder do que você, ele já foi um presidente, não se coloque em uma linha de ataque contra esse tipo de gente. E se Kevin divulgar isso todo mundo da nossa família vai se foder, então vamos pagar a chantagem pra ele sim!
— Não, não vamos! — Ele estava vermelho, muito furioso.
— Eu pago, que seja, gasto toda minha fortuna se for preciso. Mas não vou deixar Carmen ser ainda mais exposta, não vou deixar ela, você, nem minhas irmãs na mira de um político puto por conta de um jornalista de merda.
Charlie me encarou em choque e indagou:
— Você está preocupada com a Carmen?
— Eu sei muito bem pelo o que ela está passando — sussurrei. — Eu não quero que ela fique ainda mais na merda pelo passado como já fiquei. Além do mais, você decidiu que ela vai ser minha madrasta, né? Só me resta aceitar isso e cuidar para que ela não se foda, como cuido das minhas irmãs e de você. — Ele deu um pequeno sorriso orgulhoso. — Não sou amiga dela, só estou cuidando para que a família não seja afetada ainda mais.
— Claro, claro.
Resmunguei um palavrão e apertei o celular em minha mão.
— Preciso do seu talão de cheques.
— Isabella…
— Charlie Swan, hoje é seu casamento e eu passei os últimos dias bancando a cerimonialista pra tudo ficar perfeito, não ouse estragar tudo agora. Tem uma noiva naquela casa que está com a reputação dela no lixo, você vai fazer de tudo pra cuidar para que aquela mulher não seja mais exposta, por isso vai me dar seu talão de cheques para eu subornar Kevin Ford a ficar calado.
Ele ficou em silêncio por um tempo, até que disse:
— Vamos entrar para eu pegar o talão de cheques para você.
***
Cerca de duas horas depois eu estava em um carro com Alistair, tinha me arrumado para sair, pego o talão de cheques assinado por Charlie e deixado a fazenda. Durante o caminho até a cidade falei com Alistair para que ele me acompanhasse naquela e fizesse algumas coisas por mim, então o peguei em seu hotel — o mesmo que Ed estava, dei tudo de mim para não subir e ir atrás dele — e seguimos para o outro hotel onde Kevin estava hospedado.
— Tem certeza de que não querem reportar isso como chantagem para a polícia? — Alistair me perguntou, enquanto eu dirigia pelas ruas de Nashville e tinha ele no banco do carona regulando um pequeno gravador.
— Tenho, Kevin não teria a imagem dele abalada por uma acusação do tipo, ele literalmente vive de fofocas e essa seria mais uma que só chamaria mais a atenção, nem iriamos faturar algo que compensasse todo o transtorno. Além do mais, ele poderia fazer com que outra pessoa vazasse sobre Carmen antes de todo esse processo ser concluído, vamos dar o dinheiro e fazer com que ele assine o termo de confidencialidade. — Apontei para a pasta com o termo que Alistair tinha levado para o carro.
— Beleza — Alistair concordou guardando o gravador em seu bolso. — Você tem um acompanhante para hoje? — perguntou.
— Não — respondi em um tom de voz baixo, eu iria amar levar Edward comigo ao casamento, mas no lugar disso ele estaria lá com Leah.
— Se você precisar de uma distração depois da festa sabe quem procurar — Alistair disse sorrindo maliciosamente para mim, o que me fez rir.
— Não vai ser necessário.
— Não descarte essa maravilhosa proposta tão cedo! — exigiu ainda sorrindo, eu apenas ri mais, porque sabia que não iria mesmo procurar por Alistair mais tarde, eu só queria Edward.
***
Kevin abriu a porta para a gente logo depois que batemos ali, ele era um cara de estatura média, cabelos loiros escuros e olhos azuis. Sorria de orelha a orelha e já segurava em uma mão um copo do que parecia ser uísque, mesmo ainda sendo cedo, eu não podia o julgar por isso, porém, afinal já tinha sido a pessoa bebendo pela manhã várias vezes.
— Isabella! — exclamou meu nome e beijou minha bochecha, fazendo com que eu me sentisse enjoada com isso. — Que bom te ver!
— Vamos direto ao ponto, Ford! — exigi, me afastei dele e entrei em sua suíte, indo me sentar no sofá.
— Alistair, bom te ver, não nos falamos desde ontem e do acidente com Kate, fico feliz que ela e você estejam vivos!
— Aposto que sim — Alistair falou e sentou ao meu lado, ele já tinha colocado o gravador para funcionar quando estávamos no elevador, caso fosse necessário jogar algo contra Kevin teríamos provas.
Kevin riu e ocupou a poltrona ao lado do sofá, bebendo um pouco do seu uísque.
— Trouxe o que pedi, Isabella?
— O que você sabe a mais sobre Carmen? — questionei, ele sorriu para mim, me olhando atentamente.
— Acha mesmo que vou contar?
— Conte ao menos quem é sua fonte — exigi.
— Isso seria muito errado, Isabella! — dramatizou. — Um jornalista honesto nunca divulga suas fontes.
— Você não é um jornalista honesto — deixei bem claro, Kevin não se abalou e riu mais.
— Okay, não direi nomes, mas posso contar que a fonte foi alguém ligada ao passado de Carmen, uma amiga dela. — Kevin olhou diretamente para Alistair. — Acho que você sabe quem é, não?
— Filha da puta! — xinguei, sem citar o nome da amiga enfermeira de Carmen daquele tempo, Abigail, mas ali tendo certeza de que a fonte de Kevin foi a mesma de Alistair.
— Agora é a hora que você assina um cheque para mim, Isabella. — Ele se colocou de pé, andou até mim e me entregou um pedaço de papel com o valor que queria, era muita grana, mas era melhor pagar e evitar que o aborto de Carmen se espalhasse, a imagem dela já estava mal sem aquilo, ou o nome do pai daquele bebê.
— Eu vou lhe dar um cheque, mas com uma condição — falei e Alistair entregou para Kevin a pasta com o termo de confidencialidade. — Se você assinar isso para a gente em troca, o termo diz que você não poderá dizer nada mais que sabe sobre o passado de Carmen, como de hoje em diante só irá publicar qualquer coisa sobre ela ou meu pai com aprovação de alguém da minha equipe.
— Você está tentando censurar minha liberdade de imprensa? — debochou lendo o termo em suas mãos.
— Entenda como quiser, mas estou pagando um bom valor por isso. — Peguei o talão de cheques do meu pai e Alistair me entregou uma caneta, preenchi tudo que faltava ali e passei a caneta para Kevin.
— Estamos combinados, Ford?
Ele olhou para mim e respondeu:
— Estamos sim, Isabella. — Pegou a caneta e assinou tudo, devolvendo para Alistair, ele e eu ficamos de pé.
— Divirta-se — falei entre dentes entregando o cheque para Kevin.
— Eu vou, que tal ir comigo e sairmos para almoçar?
— Vai sonhando com isso! — exclamei já seguindo para a porta, com Alistair me seguindo, antes que pudéssemos sair Kevin falou:
— Guarde bem seus segredos, Isabella.
Olhei para o jornalista, vendo-o sorrir para mim antes de beber mais de sua bebida.
Ele não podia saber sobre Edward e eu, podia? Não, claro que não!
Eu não podia começar a surtar sobre isso, tinha de manter a calma, só assim daria tudo certo entre Edward e eu até podermos nos assumir com tranquilidade. Bom, o máximo de tranquilidade possível em nosso caso.
— Eu não tenho segredos, Kevin! — afirmei e sai da suíte.
Estava insatisfeita de não ter socado aquele jornalista de merda, mas eu não podia dar margem para ele usar qualquer coisa contra mim.
— Aqui — Alistair me mostrou seu celular quando entramos no elevador, vi que ele estava no Instagram de uma mulher que devia ter quarenta anos, chamada Abigail, na foto que ele me mostrava ela estava com duas crianças na Disney. — É a enfermeira que atendeu Carmen, a amiga. Quando a conheci ela mal tinha grana pra gasolina e aí está ela na Disney, com certeza foi a fonte de Kevin também e ganhou com isso.
— Você deveria ter dado grana pra ela também e a mantido calada — esbravejei apertando o botão do elevador.
— Sexo era mais fácil — ele disse e piscou para mim.
***
Eu decidi ir ver Edward, quando levei Alistair de volta ao hotel, eu sabia que deveria voltar de uma vez para a fazenda e começar a me preparar para o casamento, mas queria mesmo ver meu namorado. Sendo assim, logo eu estava entrando no apartamento do hotel que ele estava ocupando com Leah — com Felix o chefe da segurança de Edward do dia abrindo a porta para mim —, não tinha ninguém na área comum do local, então eu fui até um dos quartos, onde julguei que Edward estaria — o mesmo onde eu tinha usado o banheiro no dia anterior — e tentei abrir a porta, mas ela estava trancada.
— Merda — reclamei, começando a bater na madeira.
Então, um Edward visivelmente mal humorado, vestindo só uma cueca e com seus cabelos todos bagunçados, abriu a porta. Ele parecia prestes a xingar, até que se deu conta de que era eu e sorriu.
— Capitã! — exclamou e me pegou em um abraço, aquilo me fez sorrir na mesma hora e me agarrei a ele de volta. Edward tinha cheiro de sabonete e loção pós barba, eu poderia ficar agarrada nele pelo resto do dia. — O que você está fazendo aqui? Pensei que só te veria mais tarde no casamento.
— Precisei vir até a cidade resolver algumas coisas com Kevin — respondi, fazendo com que Edward me soltasse na mesma hora para poder me olhar, estava visivelmente preocupado.
— Você está bem?
— Sim — garanti. — Só tinha que molhar a mão dele para o impedir de soltar mais sobre o passado da Carmen. — Empurrei Edward para o interior do seu quarto para que eu pudesse entrar ali, tranquei a porta e voltei aos seus braços.
— Aquele merdinha idiota, sério que ele veio até aqui só para isso?
— Você sabe muito bem como esse tipo de jornalista é. — Beijei o peito de Edward, que tinha suas mãos sobre minha cintura. — Desculpa ter te acordado, eu tava com saudades e sei que no casamento não vamos poder ficar muito tempo perto.
— O que é uma merda — ele reclamou beijando meus cabelos. — Já tomou café? Podemos tomar café da manhã juntos! — falou animado, movendo nossos corpos para que ele e eu pudéssemos nos olhar. — Ninguém acharia estranho se você e eu tomássemos café da manhã juntos no restaurante do hotel, mas se preferir pode ser aqui mesmo.
— Eu queria, mas ainda tenho de voltar a fazenda, checar tudo para o casamento e ainda me arrumar. O tempo passa muito rápido, especialmente quando se tem muito para fazer, desculpa, pirralho. — Me movi para beijar seus lábios rapidamente. — Te vejo mais tarde, certo?
— Ok — murmurou, nada contente. — Mas, promete que vamos mesmo ter um dia só nosso como você disse.
— Teremos, vou cuidar disso amanhã. — O beijei novamente. — Te amo.
— Também te amo, linda! — falou, o que me fez sorrir ainda mais.
Então, nos beijamos de novo, daquela vez mais demoradamente.
— Ei, o que você estava falando mais cedo na nossa ligação de madrugada? — o questionei. — Sobre ter algo para fazer.
— Não sei do que está falando, Capitã. — Piscou para mim. — Agora, se você tem mesmo que ir vá logo, antes de eu te jogar nessa cama e te manter nela pelo resto do dia.
— Eu amaria isso. — O beijei de novo, mas interrompi o beijo antes que não ressistissemos e sai do quarto com Edward.
— Te vejo mais tarde. — Beijou minha bochecha no meio do caminho até a porta. — Reserve uma dança para mim, Capitã.
— Edward…
— É só uma dança. — Afastou uma mecha de cabelo do meu rosto. — Uma inocente, prometo, você escolhe a música. Só quero ter minha garota em meus braços por alguns minutos.
— Porra, Edward! — Voltei a colocar meus lábios nos seus. Eu o senti sorrir antes de começar a retribuir o beijo, que foi interrompido por Leah, claro.
— Ah, desculpem, não sabiam que vocês estavam aqui — ela disse, olhamos para ela e a vi usando somente um roupão. — Olá! — Ela sorriu para mim com educação, mas não me dei ao trabalho de sorrir de volta.
A ignorei e sussurrei no ouvido de Edward.
— Te amo, muito. Vou guardar uma dança para você, Betty.
— Eu mal vejo a hora, Isabella. — Beijou meu rosto outra vez, depois o afagou e se distanciou de mim.
Olhei uma última vez para seu lindo rosto antes de sair, ignorando Leah por completo.
***
Quando voltei para a fazenda encontrei todos tomando café da manhã na sala de jantar, bom, minhas irmãs e Nahuel ao menos comiam. Enquanto isso meu pai estava em pé atrás da cadeira de Carmen, por sua vez a noiva dele estava com o rosto entre suas mãos.
— Tudo resolvido! — proclamei jogando o talão de cheques para papai, o termo assinado por Kevin estava sob os cuidados de Alistair.
— Você tem certeza? — Carmen me questionou tensa.
— Absoluta. — Peguei o copo de suco de Alice e bebi um gole. — Ele vai ficar calado a partir de agora.
— Deveria meter uma bala na cabeça dele! — papai resmungou.
— Pai! — Renesmee chamou a atenção dele, Charlie apenas revirou os olhos.
— Minha família inteira já me ligou — Carmen choramingou. — Eles estão furiosos e envergonhados com o que fiz no passado. — Pegou um lencinho e limpou seus olhos.
— Carmen, seu casamento está cada vez mais perto, ou você para de chorar e se mantém em ordem para ele, ou cancela tudo — pontuei, ela me olhou em pânico. — O que será?
— O casamento — ela disse certa daquilo, papai sorriu para ela e beijou sua bochecha. — Sim, sem dúvidas o casamento, não me importo com esse escândalo.
Eu sabia que ela só estava tentando se manter o mais forte possível sobre o assunto, mas que isso ainda seria algo em sua cabeça por um bom tempo.
— Ah, para que fique claro — falei, tomando mais do suco de Alice. — A fonte de Kevin foi a mesma fonte que usei quando quis descobrir sobre você, Carmen.
— Abigail? Aquela filha da puta está mesmo por aí espalhando tudo sobre mim?
— Pois é, mas olhe pelo lado bom, não fui eu, nem Alice! — exclamei, ainda aborrecida por todo mundo ter desconfiado da gente.
— Meninas — papai começou. — MInhas sinceras desculpas por ter acusado vocês.
— Pode começar a pedir desculpar assinando um bom cheque para mim — Alice falou e sorriu para Charlie, eu tive de rir, mas parei quando ele olhou para a gente de cara feia. — Ok, não custa nada tentar. — Ela se levantou. — Então, se esse casamento vai acontecer é melhor eu começar a encher a cara de champanhe agora mesmo.
***
Por volta de três da tarde eu estava em uma das salas da casa da fazenda com Carmen e minhas irmãs, nós quatro sendo preparadas por cabeleireiros, maquiadores e todo o resto para o casamento que começaria às cinco e meia. Carmen tinha tido uma outra conversa com sua família e convencido eles a ficarem para o casamento, mesmo que todos segundo ela estivessem ainda muito envergonhados por terem descoberto sobre seu passado como garota de programa.
Toda a repercussão disso estava sendo cuidada pelo pessoal da produtora, eu já tinha feito minha parte pela manhã. O passado de Carmen não foi negado por ninguém da Swan Productions, mas assumimos temporariamente o papel de equipe dela — já que ela não tinha uma — para garantir que a mexicana não estava mais envolvida com aquele meio, assim como anunciar que o casamento continuaria de pé.
— Randall chegou aqui em Nashville, finalmente! — Alice exclamou perto de mim. — Eu realmente pensei que teria de ficar desacompanhada nesse bendito casamento.
— Ficar sozinha é melhor do que com o Randall — sussurrei, Renesmee riu, Alice me olhou de cara feia, Carmen continuava o mais quieta possível em sua própria bolha.
— Calada, Isabella! — Alice ordenou, eu a ignorei, pois naquele momento Edward me enviou uma mensagem.
Pirralho: Temos um problema.
Ótimo, mais um, a vida nunca seria fácil, né?
Capitã: Temos?
Perguntei receosa, mastigando meu lábio inferior, por sorte ainda não tinha sido maquiada.
Pirralho: Sim, um muito sério que pode comprometer todo nosso namoro.
Ali eu senti que ele estava jogando comigo, então me acalmei um pouco. No entanto, ainda estava curiosa.
Capitã: Do que está falando, Cullen?
Pirralho: Hoje já é o último dia de junho e até agora você não me desejou feliz aniversário!
Foi impossível não rir para a birra de Edward, o que fez todos na sala olharem para mim.
Capitã: Pobre menino…
Pirralho: Tô falando sério, que tipo de namorada não dá feliz aniversário para o namorado?
Capitã: Ainda não estávamos namorando no dia do seu aniversário, começamos a namorar ontem.
Pirralho: E desde ontem você ainda não me deu parabéns!
Pirralho: Além do mais, não éramos namorados no dia do meu aniversário, mas amigos e você minha empresária sim, ainda assim fui esquecido. Rude!
Capitã: Eu estava tentando te esquecer…
Pirralho: Foda-se, meu aniversário é mais importante do que isso!
Eu ri de novo.
Capitã: Ok, feliz aniversário, Betty!
Pirralho: Muito sem graça, faça isso melhor ano que vem. Vou querer um dia inteiro de felicitações suas no próximo ano.
Capitã: Tá bom, eu prometo ser melhor nisso no ano que vem.
Pirralho: Ótimo.
Pirralho: Te amo!
Capitã: Também te amo!
Pirralho: Ah, ainda vou querer um presente!
Capitã: Você não terá um, sinto muito. Fica pro próximo ano.
Era uma mentira, sai da nossa conversa e abri a minha com Irina. Precisava que ela resolvesse a compra do presente que eu queria para Edward em Los Angeles, a ideia tinha surgido naquele mesmo instante, mas eu podia apostar que ele gostaria e muito.
Pirralho: Você é uma namorada perversa.
Pirralho: Mas eu realmente te amo, mal vejo a hora de chegar seu aniversário para eu te cobrir de presentes.
Ah, eu com certeza iria querer os presentes, mas só de ter Edward comigo no meu aniversário em setembro já seria ótimo. Aquilo me fez sorrir, ergui meu olhar do celular e vi que Carmen estava sorrindo para mim, com carinho.
***
O vestido de Carmen estava lindo, na verdade, ela estava muito linda aquele dia. Meu palpite sobre como ela deveria se vestir tinha sido um ótimo palpite, mas ao vê-la pronta não pude deixar de me sentir um tanto quanto invejosa.
Ela teria um casamento em Nashville, na fazenda da minha família, um dos meus lugares favoritos no mundo. Estaria casando de botas, com um vestido lindo e ainda tinha mais peitos do que eu, é, tinha muito que invejar Carmen naquele dia.
— Você está absurdamente linda! — Renesmee exclamou empolgada para Carmen, enquanto a noiva estava sendo fotografada, os momentos finais antes de deixarmos o interior da casa e irmos lá para onde os convidados já esperavam pela cerimônia.
— Obrigada, lindinha! — Carmen sorriu para Renesmee, depois se voltando para mais uma foto.
— Isso parece meu pior pesadelo — Alice sussurrou ao meu lado.
— É, pra mim também.
— Você está mentindo! — Alice exclamou, fazendo com que eu a olhasse. — Ficou amiguinha da Carmen e agora aprova esse casamento.
Suspirei e falei:
— Só quero ver o papai feliz.
— Com essa mulher? Duvido!
— Bom, antes ela do que nossa mamãe — provoquei, Alice bufou e se afastou de mim, segurando na barra de seu vestido.
Ela, Renesmee e eu como as madrinhas de Carmen, usávamos vestidos no mesmo tom de salmão. O meu era tomara que caia, longo como os das minhas irmãs, o de Alice era frente única, o de Renesmee com alças dos dois lados. Nossos cabelos estavam soltos e enrolados, tínhamos joias — eu usava a pulseira e brincos que ganhei de Edward —, maquiagens não muito pesadas e saltos altos nos pés.
Meu celular vibrou em uma mensagem, eu já tinha desativado o som para não atrapalhar a cerimônia logo mais. Logo vi que era uma mensagem de Edward.
Pirralho: Isabella.
Antes que eu pudesse responder ele já tinha me enviado uma nova mensagem.
Pirralho: O que James está fazendo aqui?
— O quê? — gritei, já digitando uma resposta para Edward.
Capitã: James?
Capitã: James Klein?
Pirralho: Sim…
Andei para mais perto de Carmen e a questionei:
— Por que você e meu pai não tiraram James da lista de convidados quando ele e eu terminamos?
Ela suspirou, parando de posar para as fotos.
— Foi ideia do seu pai, ok? Ele disse que era melhor deixar James na lista de convidados, porque vocês dois poderiam voltar. E, caso não tivessem voltado até o casamento, ele achava que hoje seria um excelente dia para isso acontecer.
— Meu pai é um babaca! — exclamei furiosa, voltando a me afastar dela e a digitar para Edward.
Capitã: Meu pai quis o manter na lista de convidados, só descobri isso agora. Estou mais puta com isso do que você.
Pirralho: Eu não estou puto, Capitã.
Capitã: Não? Não está com ciúmes, sério?
Ele enviou uma mensagem de emojis rindo e depois uma escrita.
Pirralho: Olá, você esqueceu quem eu sou? Eu fui o cara que foi seu amante quando você tava noiva desse cara, sei a nota dele na cama e sei que você tá bem melhor comigo, não tenho ciúmes dele. Além do mais, ele deve mesmo ter vindo aqui pegar alguns patos para um ritual satânico.
Capitã: Idiota!
Eu sorria ao digitar aquilo.
Capitã: Pelo menos finge que tá com ciúmes, fará bem pro meu ego.
Pirralho: Tá bom, eu tô MORRENDO de ciúmes, Isabella!
Pirralho: Esse cara não devia tá aqui.
Pirralho: Vou colocar ele pra fora agora mesmo!
Pirralho: Ei, que horas isso começa mesmo? Tô morrendo de fome!
Capitã: Não saia do personagem, Betty.
Pirralho: Eu tô mesmo com fome.
Capitã: O James tá acompanhado?
Pirralho: Ok, por que isso importa? Agora tô mesmo com ciúmes.
Capitã: Ele ainda é meu ex, não o vejo há séculos, preciso saber como o outro lado está nessa situação .
Pirralho: O que importa? Você está comprometida.
Capitã: Ele não sabe disso.
Pirralho: Eu posso contar para todo mundo agora mesmo, sabe que isso não é um problema para mim.
Capitã: Edward Cullen, se comporte!
Pirralho: Tá, ok…
Pirralho: E ele tá sozinho.
Pirralho: Acabou de olhar para mim e parece bem puto, acho que ele me soca até o fim da festa.
Pirralho: Vamos apostar?
Capitã: Não, não vamos!
Capitã: Fique longe do James e de boca fechada sobre você e eu, certo?
Pirralho: Certo, você quem manda.
Capitã: Obrigada por reconhecer isso!
— Bella, vem tirar uma foto! — Carmen chamou por mim.
Capitã: Falo com você depois, os deveres de madrinha estão chamando por mim.
Pirralho: Você deve tá muito gostosa, mal vejo a hora de te ver.
Eu sorri de novo e fui tirar fotos, uma dezena delas.
— Obrigada! — Carmen me abraçou entre o intervalo de uma e outra foto, me afastando um pouco em seguida para segurar minhas mãos e poder olhar diretamente para meu rosto. — De verdade, muito obrigada por ajudar com o casamento, com Kevin hoje, por aceitar ser madrinha, sério, muito obrigada por tudo isso.
— De nada, madrasta. — Ela sorriu mais e me abraçou mais. Eu devolvi o abraço, não teria mais escapatória, Carmen seria minha madrasta e ponto.
***
Pontualmente às cinco e meia da tarde, estávamos prontas para entrar na área da fazenda onde aconteceria a cerimônia, um galpão que estava desativado há anos, mas que papai já tinha mandado reformar especialmente para o casamento quando foi decidido que aconteceria ali. Em outra área da fazenda seria a recepção, com o bar, pista de dança, mesas e todo o resto, incluindo um palco para um cantor amigo de papai, assim como o dj da noite completarem tudo.
— Estou tão nervosa, parece que já é meu casamento! — Ouvi Renesmee dizer atrás de mim, em nossa disposição Alice era a madrinha na frente, na companhia do guitarrista da banda de papai e um dos amigos dele de longa data, atrás dela estava eu com o baterista da banda do nosso pai, outro grande amigo dele e o segundo padrinho. Por fim, atrás de mim estava Ness com Nahuel.
— Já falta menos de um ano, Ness — Nahuel falou para minha irmã, naquele momento também invejei Renesmee por poder estar com o cara dela no casamento de papai. Mas, eu sabia que tinha feito a escolha certa em só contar sobre Ed e eu para o mundo o contrato com Leah acabasse.
Logo a música que era a deixa para as madrinhas entrarem começou e as portas do galpão foram abertas, eu me contive de sair buscando pelo rosto de Edward entre os convidados, olhando apenas para a frente. Minhas irmãs e eu nos separamos dos padrinhos no altar, eles foram para o lado do meu pai — Charlie usava smoking completo, mas com seu chapéu de cowboy de sempre e botas — que eu já podia ver que tinha seus olhos avermelhados por choro, enquanto Ness, Alice e eu ficamos do lado que Carmen estaria.
E logo foi a vez dela, a música trocou para a marcha nupcial, as portas do galpão foram abertas de novo e Carmen entrou na companhia do pai dela, que era um homenzinho baixinho e bem velho. Ela não parava de sorrir, mas eu não passei muito tempo olhando para ela, varri o local com meu olhar até ver Edward, que de pé assim como todos os outros convidados, estava de cabeça baixa digitando em seu celular, assim que ele ergueu seu rosto o meu celular vibrou.
O mais discretamente que consegui o peguei do meio do meu pequeno buquê onde o escondi, podendo assim ler a mensagem que aquela altura eu já sabia que Edward tinha me enviado.
Pirralho: Você está tão linda!
Eu não tive como responder sua mensagem naquele momento, por mais que quisesse, mas se pudesse teria dito que ele também estava lindo. O smoking da Dolce & Gabbana que ele usava era espetacular, seu sorriso era imenso enquanto fingia prestar atenção em Carmen — porque eu sabia que ele estava fingindo isso —, e até mesmo seus cabelos contidos por gel aquele dia pareciam perfeitos para mim.
Eu tirei meus olhos dele rapidamente, podendo ver Carmen chegar até meu pai. Charlie não se importou em beijá-la antes da hora, o que fez Carmen rir baixinho, ela se voltou para Renesmee e entregou seu buquê para minha irmã. Então, a cerimônia começou e minha imaginação fértil pensou novamente como seria um dia casar com Edward, porém daquela vez não em um sonho, mas comigo bem acordada.
***
Era real, meu pai e Carmen estavam casando, o ar faltava para mim cada vez mais que a cerimônia seguia. Eles logo diriam sim, já estavam em seus votos.
— … e eu vou te amar pelo resto dos meus dias — Charlie finalizou seus votos, o padre se manifestou:
— Carmen, seus votos.
— Charlie, um dia eu ouvi sua música tocando na rádio, você tinha a voz urgente cantando aquela canção sobre perdão, mas ali eu também senti muito amor em cada palavra que você dizia, eu não sabia muito sobre você e pra ser franca nunca pensei que te conheceria. Até nossos caminhos se cruzarem, até nossas vidas se entrelaçarem. Nós já passamos por um monte de coisas, juntos, não? Inclusive perder um bebê, que foi o momento mais doloroso da minha vida, mas todos os dias você faz questão de me acordar com beijos e faz assim com que eu me lembre o quão amada sou. E eu me sinto tão amada por você, Ligeirinho! — Todos ali riram, inclusive os noivos. — Muito obrigada por me deixar fazer parte da sua vida, ter me dado aquele bebezinho ainda que nós tenhamos o perdido, por ter me colocado no caminho dessas meninas. — Ela olhou para mim e minhas irmãs. — Que são barulhentas demais, pegam no meu pé, mas que nos últimos dias, especialmente hoje, vi que são parte da minha família também. — Ela sorriu para a gente e completou. — E obrigada a vocês três por me deixarem fazer parte de sua família, isso é muito especial para mim, Alice, Isabella e Renesmee. Eu prometo que cuidarei muito bem do pai de vocês e que as três podem contar comigo para tudo, sempre. — Carmen voltou sua atenção para meu pai. — Você é o amor da minha vida, Charlie Swan. E eu prometo que irei fazer com que você se sinta amado todos os dias, como já faz com que eu me sinta.
Ah porra, ela era realmente boa com as palavras!
Expirei alto, olhei para Alice e a vi séria, mas com algumas lágrimas em seus olhos. Eu só não poderia dizer se eram por emoção, ou tristeza pelo momento.
— Carmen Rubia González, você aceita Charlie Geoffrey Swan como seu legitimo esposo? — O padre voltou a se manifestar, quando um dos padrinhos de papai passou as alianças para ele e Charlie entregou uma para Carmen.
— Sim, eu aceito! — ela respondeu triunfante, deixando papai colocar a aliança nela.
— Charlie Geoffrey Swan, você aceita Carmen Rubia González como sua legítima esposa?
— Eu aceito! — ele praticamente gritou, colocando seu chapéu na cabeça de Carmen, fazendo mais uma vez com que todos rissem. Rapidamente ela colocou a aliança nele, os dois pareciam que não poderiam parar de sorrir.
— Você pode beijar a noi… — O padre não teve tempo de terminar, meu pai logo beijou sua esposa.
Carmen era oficialmente uma Swan.
***
Eu não tive como ir falar com Edward no instante que a cerimônia acabou, já que padrinhos, madrinhas, os noivos e os pais dela foram para outra área da fazenda para mais fotos. Ficamos lá por um bom tempo, então quando só os noivos ficaram por lá fotografando, eu finalmente pude ir para o espaço da festa para ir ver meu namorado, mas antes de chegar a ele fui interceptada por Richard.
— Isabella! — Senti meu sangue gelar com ele diante de mim.
— O-Oi — gaguejei.
— Ei, finalmente posso te dar um oi, amiga! — Tanya surgiu ao meu lado, me apertando em seus braços, o que me fez sentir aliviada por não estar mais sozinha com Richard. — Ah, desculpe, Richard, preciso roubar a Bella por um segundo — minha amiga falou rapidamente para ele, já segurando em minha mão e me rebocando até a mesa onde ela estaria aquela noite, com seu marido, sua filha, Kate, Riley, Alistair, Jessica e também Leah e Edward, Jasper deveria estar naquela mesa se tivesse ficado para o casamento. Eu sabia bem da disposição de todos na festa, uma vez que ajudei nos preparativos finais, mas confesso que James tinha passado batido por mim quando estava cuidando daquilo.
Kate, Alistair, Riley e Jessica não estavam na mesa, mas Santiago, Valentina e Leah sim. E claro, Edward, ele não parecia contente e eu suspeitava que tinha visto a aproximação de Richard, mas naquele momento estava fingindo estar mais preocupado com o arranjo de flores sobre a mesa.
— Tia Bella! — Tina saltou do seu lugar e correu até mim, eu rapidamente desviei dela, deixando com que Tanya a pegasse no colo.
— Não amasse meu vestido, Valentina! — chamei sua atenção e fui falar com Santiago.
— Ela só queria um abraço — ele resmungou.
— E eu não posso ter esse vestido arruinado no início da festa — me defendi o cumprimentando com um rápido beijo no rosto. — Leah, querida! — exclamei lhe dando um beijo no rosto também.
— Você está muito bonita, Isabella — ela falou sorrindo para mim.
— Eu sei, estou linda. — Me voltei para Edward.
— Oi, Capitã! — Ele sorriu para mim, me olhando na mesma hora.
— Ei. — O beijo no rosto dele foi o mais rápido.
— Tia Bella, você ainda não me abraçou! — Tina se queixou, eu suspirei, me aproximei dela e a abracei rapidamente.
— Satisfeita?
— Ainda não, pode me levar para comer docinhos? — Tive que rir disso.
— Ok, podemos ir pegar alguns, mas sua mãe vem com a gente — afirmei.
Valentina comemorou, Tanya a colocou no chão e fomos até a mesa de doces. Porém, antes de eu me afastar por completo de Edward, o olhei mais uma vez.
***
Eu estava em outra mesa, falando com outras pessoas, quando vi meu pai e Carmen irem até a mesa que Edward estava. Os recém-casados já tinham tido sua primeira dança, abrindo assim a pista de dança — minhas irmãs e seus respectivos parceiros estavam lá dançando, enquanto eu seguia me esgueirando de Richard e James —, e estavam falando com os convidados que não conseguiram antes disso.
— Bella, podemos conversar? — Era James, que me distraiu de ver a interação entre meu pai e Edward, meu namorado tinha um sorrisinho no rosto, meu pai parecia que mataria um ali mesmo.
— Claro — murmurei para James, pedi licença para as pessoas da mesa onde eu estava e me afastei um pouco com meu ex-noivo. — Oi, eu não sabia que você estava vindo.
— Eu realmente pensei em não vir, mas seu pai sempre foi tão legal comigo e seria uma desfeita não estar aqui. E eu também queria te ver, como você está?
— Bem, muito bem — respondi sorrindo. — Deveria ter vindo com a sua namorada, como ela se chama mesmo?
— Mônica — respondeu.
— Isso, por que não a trouxe?
— Ela preferiu não vir, eu também não sabia como você se sentiria sobre isso.
— Você deveria ter vindo com ela, eu não me importaria! — declarei.
— Você ainda está de caso com aquele cara, né? — ele perguntou, meio surpreso e meio irritado.
— Não é uma resposta que posso te dar, James — respondi, sabendo muito bem quem era o cara que ele se referia, Edward.
— Claro — resmungou.
— Como a Jean está? — perguntei.
— Bem, ela… — ele começou a responder bem na hora que eu vi meu pai e Carmen saírem de perto da mesa que Edward estava.
— Desculpa, James, preciso ir falar com alguém — falei para ele e me afastei até Edward. Estavam ele, Jessica, Kate e Leah na mesa, as mulheres conversavam. Sentei na cadeira perto dele e perguntei baixinho. — Tudo bem com meu pai?
— Sim, ele não me ameaçou de morte, não claramente, só mandou eu tomar cuidado porque acidentes em fazendas são muito comuns. — Fez uma careta, eu ri.
Naquele momento começou a tocar Twist and Shout, na versão dos Beatles.
— Ei, você queria uma dança, não?
Ele sorriu e assentiu.
— Sim.
— Vamos nessa, pirralho!
Nós nos levantamos juntos e começamos a andar até a pista de dança, mas sem nos tocarmos, por mais que eu estivesse louca para colocar minha mão em seu braço e puxar para um beijo. Quando chegamos à pista de dança imediatamente começamos a dançar, era ótimo que Edward era um excelente dançarino, ele poderia se virar bem em qualquer ritmo, eu podia apostar isso.
Por outro lado, eu estava um tanto quanto travada por conta do meu vestido ser justo, mas dançar ainda era maravilhoso, especialmente com meu namorado. Logo estávamos com as mãos unidas, fazendo os passos das danças clássicas dos anos sessenta, ele também cantava a canção, sem sequer perder o fôlego enquanto fazia tudo ao mesmo tempo.
— Well, shake it up baby now. Twist and shout. Come on, come on, come on.*
— Come on baby now* — cantei um pedaço também, fazendo com que ele tivesse um grande sorriso no rosto ao me ouvir cantar. — Come on and work it on out.*
Edward me rodou e me puxou para mais perto quando voltei para o ponto inicial, mas só para me girar outra vez. Nós continuamos dançando e cantando, ele tinha uma forma física melhor do que eu naquilo, precisava mesmo admitir, mas eu deveria levar em conta que ele era o cara sendo treinado nos últimos meses para uma turnê, enquanto eu era a pessoa nos bastidores.
— Posso dançar com a minha filha agora, Cullen? — Papai surgiu quando a música acabou.
— Claro. — Edward soltou da minha mão na mesma hora, andando até onde Leah estava eu vi o momento exato que ela o beijou e desejei dar um tapa na cara dela ali mesmo.
— Isso não é nada bom, Isabella — meu pai falou, começando a me conduzir em uma música country.
— Pai, você está casado agora, não tem que ir encher a paciência da sua esposa e me dar um desconto?
— Não quando você está se enfiando nesse relacionamento…
— Nem uma palavra a mais, papai — pedi e beijei seu rosto. — Amo você e amo o Edward, é bom que você entenda de uma vez que ele e eu estamos juntos agora.
— Sério? Nesse exato momento ele tá enfiando a língua na boca de outra.
Engoli em seco, evitando olhar para Edward e Leah.
— Eu decidi não assumir ainda, por ele nós já teríamos contado para o mundo inteiro.
— Isso parece muito conveniente para ele, estar com você e a outra ao mesmo tempo.
— Chega! — Tentei me afastar dele, mas papai não deixou.
— Desculpa — ele pediu, eu suspirei e assenti. — Olha, eu vou tentar pegar leve sobre esse cara…
— Ele tem um nome.
Meu pai revirou seus olhos.
— Vou tentar pegar leve com o Cabeludo Britânico. — Eu ri. — Mas, eu quero que você vá com calma.
— Eu não posso prometer isso — confessei, ele voltou a ficar irritado.
— Fui com calma com James por mais de três anos, é intenso demais com Edward, não tem como eu pegar leve nesse relacionamento. Pra confessar, eu me sinto uma adolescente de novo perdidamente apaixonada.
— Porque ele é um adolescente — provocou.
— Papai!
Ele deu um pequeno sorriso.
— Vou querer saber como isso entre vocês começou?
— Não mesmo! — afirmei. — Vamos te poupar de muita coisa.
— Ah, Isabella! — Ele riu e me abraçou. — Amo você, Bells.
— Também te amo, papai, muito.
***
Mais tarde naquela noite eu estava na pista de dança com minhas irmãs, nós dançávamos ao som da banda do amigo de papai, quando uma canção acabou e outra não começou logo em seguida. Olhei para o palco e vi o amigo de papai, Carmen e Edward lá em cima conversando, meu namorado segurava um violão e aquilo me apavorou por um segundo.
— Olá! — Carmen falou ao microfone, Edward ao seu lado sorrindo, o amigo de papai tinha se afastado para o canto do palco. — Sei que todos aqui devem estar amando o show particular que o Jeff está nos proporcionando, mas alguns meses atrás durante a gravação do clipe de Johnny Cash aqui em Nashville eu estava tocando em casa uma canção que gosto muito e Ed Cullen. — Ela apontou para ele, a maioria do pessoal ali gritou o nome dele e assobiou, assim como lhe deram palmas, o que só aumentou o sorrisinho vitorioso do Cullen. — Disse que ele cantaria essa canção para Charlie e eu essa noite como um presente.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!— Ele disse isso? — Renesmee me perguntou em um sussurro próximo ao meu ouvido.
— Não que eu saiba.
— Agora vou deixar vocês com Ed Cullen e o cover de Head Over Boots de Jon Pardi! — Carmen anunciou, bateu palmas e deixou o palco. Eu gritei internamente, era a música que Edward estava aprendendo a tocar e cantar no dia anterior ao que se declarou para mim em Vancouver.
— Charlie, Carmen, essa é para vocês! — ele disse ao microfone antes de começar seu show.
Eu abracei Ness pela cintura, precisando de um ponto de apoio para não correr até Edward naquele palco.
— I wanna sweep you off you feet tonight. I wanna love you and hold you tight. Spin you around on some old dance floor. Act like we never met before for fun, ‘cause* — ele cantava sem focar seu olhar em ninguém, nem mesmo em mim, mas eu não conseguia parar de o olhar. — You’re the one I want, you’re the one I need. Baby, if I was a king, ah, you would be my queen. You’re the rock in my roll. You’re good for my soul, it’s true. I’m head over boots for you*.
Abracei Renesmee com mais força, enquanto olhava para meus pés e sorria. Eu realmente me sentia como uma adolescente perdidamente apaixonada, mas não ligava para isso.
***
Eu não tive qualquer momento sozinha, ou com poucas pessoas próximas, com Edward pelo resto do casamento, o que me impediu de falar com ele sobre a música. Isso foi ruim, mas eu não tive James enchendo minha paciência depois da nossa única conversa, nem Richard me importunando, talvez ele tivesse se tocado de que deveria ficar longe de mim.
Quando o casamento acabou por fim, eu me tranquei no meu quarto com Amy, que estava lá desde cedo e já dormindo. Ainda no meu vestido de festa me joguei na cama, estava cansada de ficar de um lado para o outro durante o dia inteiro, de ter dançado muito na festa e batido papo com quase todo mundo, mas não estava bêbada, o que era até bom, afinal eu não tinha mesmo bebido nada com álcool.
Porém, ainda tinha forças dentro de mim para falar com Ed, se ele ainda estivesse acordado.
— Você cantou uma canção country para mim! — Soltei um gritinho quando ele me atendeu, podendo ouvir sua risada.
— Eu fiz mesmo isso, você precisa agradecer sua madrasta, surgi com a ideia de última hora e ela foi muito gentil em me encaixar na programação.
— Pode deixar que já fiz muito pela Carmen — falei afagando o pelo de Amy. — Eu amei a surpresa, era isso que você estava escondendo, né?
— Sim, não sei como não te contei logo, estava louco para ver você louca sobre isso.
— Louca de uma boa forma, Betty. Você canta country agora!
— Foi só uma música — resmungou e passamos a próxima meia hora debatendo sobre country e pop, até que eu adormecesse o ouvindo cantar Johnny Cash para mim em um ritmo mais pop que country.
***
Meu pai e Carmen já tinham ido embora para a lua de mel deles — os dois passariam uma semana em Bora Bora —, quando acordei no outro dia, quando papai voltasse para Los Angeles já seria para entrar em estúdio e começar a gravar seu próximo álbum. Alice tinha ido para o hotel com Randall depois da festa, então dispensei ficar de vela para Renesmee e Nahuel, tomei café no meu quarto mesmo, na companhia de Amy e trocando mensagens com Tanya, também checando as notícias sobre o casamento. Continuavam falando sobre o histórico de Carmen, mas nada de novo sobre seu passado tinha sido publicado e Kevin tinha feito um texto muito cheio de elogios sobre o casamento.
Mais tarde naquele dia me despedi de Ness, dei tchau para Nahuel, afinal eles já teriam ido quando eu voltasse e fui para o hotel onde Edward estava. Teríamos a reunião com Leah, Jessica, Alistair e Tanya para falar sobre nosso namoro.
— Finalmente! — Edward comemorou quando entrei no apartamento que ele estava com Leah, a porta tinha sido aberta para mim por Emmett.
— Oi, pirralho! — Ele me colocou em seus braços e beijou meus lábios demoradamente.
— Foi um saco não te beijar na festa ontem. — Tocou seus lábios nos meus mais uma vez. — Você está bem?
— Ótima e você?
— Maravilhoso! — Mais um beijo. — Bem melhor agora. E vou ficar ainda mais quando te arrastar para minha cama.
Eu ri e o afastei de mim.
— Sem tempo para isso agora.
— Você é muito cruel, Isabella. — Ele se jogou no sofá, eu sentei ao seu lado e segurei em sua coxa por cima da calça jeans que Edward estava usando.
— Cadê a Leah?
— Sei lá, tomara que tenha se desintegrado.
Tentei não rir, mas foi impossível. E com o tempo certeiro Leah surgiu pela porta de entrada do apartamento, carregando junto de si uma pequena bolsa de praia.
— Oi, eu estava na piscina um pouquinho — ela falou.
— O ralo podia ter a sugado — Edward sussurrou no meu ouvido, apertei ainda mais sua coxa e me proibi de rir mais.
— Sobre o que é a reunião? — Leah perguntou sentando no outro sofá.
— Acho que você sabe muito bem sobre o que se trata essa reunião. — Gesticulei de Edward para mim.
— Claro! — Leah exclamou. — Vocês formam um belo casal, eu já tinha dito isso para Edward. Aqui mesmo em Nashville, quando fomos para aquela festa na fazenda da sua família.
Olhei para Edward, que assentiu, confirmando a versão de Leah.
— Que bom termos sua benção, Leah — debochei.
Ela perdeu seu sorriso por um segundo, mas logo o recuperou. Entretanto, não teve tempo de falar nada, uma vez que a porta se abriu de novo, daquela vez era Tanya com Alistair e Jessica, eu já tinha dito para Emmett abrir a porta para eles quando os três chegassem.
— Vocês podem se sentar — falei para os três, Jessica lançou um olhar curioso para minha mão sobre Ed, Tanya sabia muito bem sobre o que estava acontecendo e Alistair já parecia saber, ou no mínimo desconfiar desde que ele armou para mim aquela noite com Heidi depois do primeiro show de Edward na nova turnê. — Ok, vamos direto ao ponto.
Edward colocou sua mão sobre a minha.
— Isabella e eu estamos namorando — ele disse antes que eu pudesse falar, Jessica arregalou seus olhos, Alistair riu e Tanya olhou para Leah conferindo a reação dela, mas claro que a namorada falsa de Edward estava só sorrindo por aquilo.
— Ok, o contrato com a Leah vai ser encerrado? — Alistair perguntou sem enrolação.
— Não — Edward e eu respondemos juntos, mas eu continuei. — O contrato está de pé, ele vai continuar até sua finalização prevista. — Olhei para Leah. — Até a data já acertada no contrato assinado você seguirá sendo namorada de Edward, tudo que já foi combinado também segue. A diferença agora é que ele tem uma namorada real, eu — pontuei. — E todos vocês terão de lidar com esse segredo, como estarem prontos para caso ele seja vazado a qualquer segundo, o que espero que não ocorra — falei para todo mundo na sala. — Nós iremos assumir publicamente algum tempo após o fim do contrato com Leah. — Jessica e Alistair assentiram.
— E eu posso me pronunciar quando isso acontecer e dizer que estou feliz por vocês? — Leah sugeriu. — O público vai gostar que a ex de Ed e a atual sejam amigas.
— Não somos amigas, nem vamos ser, Leah — falei com firmeza na minha voz. — E é bom você se manter no seu canto, ou vai me ter como inimiga.
***
A reunião não demorou muito mais, Edward iria passar o dia passeando por Nashville com Leah, um meio de justificar para ele não voltar para Los Angeles logo e eu tinha de cuidar de tudo para o ter na fazenda depois em segurança. Eu passei o dia lá, deixando o pessoal da limpeza acabar o serviço de arrumar tudo após o casamento do dia anterior, acertando detalhes de segurança com Alistair que só iria embora de madrugada com Kate, Jessica e Riley, mandando os empregados embora para uma folga até o dia três de tarde quando eu já estaria longe e cuidando de Amy, ainda assim as horas pareciam não passar.
O combinado para Edward ir para a fazenda era de madrugada, ele deixaria o hotel escondido por volta de quatro da manhã. Tanya e Alistair estariam o mandado de lá e eu muito feliz o receberia. Eu sequer dormir, não consegui, ansiosa demais para o ter comigo logo.
E foi muito bom quando isso aconteceu, o carro que o levou até ali, com um dos motoristas do meu pai e os seguranças de Edward, parou bem diante da casa, permitindo que meu namorado descesse. Edward estava usando um moletom todo preto, com o capuz levantado e ainda boné com aba bem baixa, e pelos óculos escuros em sua mão eu sabia que antes ele também estava com eles, mesmo no escuro da madrugada.
Eu o esperava na porta de casa, sorri para ele quando o vi cruzando o caminho do carro até onde eu estava, o carro com o motorista e o seguranças já se afastava. A segurança seria feita de outros pontos ao redor da fazenda enorme da minha família, tudo para que Ed e eu tivessemos o máximo de privacidade durante aquele dia dois de julho.
— Finalmente! — Edward e eu exclamamos juntos quando o puxei para dentro de casa e tranquei a porta, ele jogou a mochila que carregava no chão e logo começou a beijar meus lábios, o que na mesma hora me fez sorrir. — Tá muito quente — ele se queixou, quebrando o beijo para tirar seu moletom e boné.
— Sim, muito quente — murmurei passando minha mão pela sua barriga, que tinha ficado visível quando ele tirou o moletom e sua camiseta subiu um pouco.
— Vamos foder agora mesmo? — ele perguntou.
— Com certeza! — respondi, mas antes que eu pudesse agarrar Edward o celular dele tocou em uma mensagem, o que fez o Cullen o tirar de seu bolso. Deixei ele ter sua troca de mensagens, até que ele me pegou de surpresa quando depositou um beijo no meu olho, o que me fez rir e segurar seu rosto entre minhas mãos, então senti o disparo do flash da câmera do seu celular em nossa direção. — Você tirou foto nossa? — perguntei confusa quando ele se afastou, Edward mantinha um sorriso no rosto.
— Sim, é pra Tanya — ele disse e me mostrou as mensagens que estava trocando antes, justamente com minha melhor amiga. A melhor parte era que ele tinha o contato dela salvo como Tirana Denali.
Tirana Denali: Chegou?
Ed Cullen: Sim!
Ed Cullen: Valeu por ajudar a gente nessa, Tanya.
Tirana Denali: Tudo bem.
Tirana Denali: Cuida da Bella.
Ed Cullen: Eu já tô. Foto sendo enviada pra provar.
Ele então enviou a foto que tinha tirado da gente, uma boa foto diga-se de passagem. Entretanto, eu vi que assim que ele a enviou para Tanya a deletou de seu celular. Aquilo me incomodou, perder aquela foto, ela era tão bom, queria que ele pudesse ficar com ela e depois me enviar.
Tirana Denali: Ok. Não sejam pegos!
Minha amiga disse.
Edward riu e respondeu:
Ed Cullen: Não vamos.
Ele guardou seu celular no bolso e com a mão livre, a outra segurava seu moletom, boné e óculos escuros, entrelaçou seus dedos aos meus e me puxou até meu quarto.
— Vamos foder no quarto com pôneis, Capitã.
— Pobres pôneis — debochei.
— Amy tá lá? Não quero que ela fique traumatizada.
— Não. Eu a coloquei para dormir em uma sala, ela e eu na mesma cama podemos ser espaçosas demais, não sobraria espaço para você.
Ele parou na frente do meu quarto, se voltou para mim e disse com um sorriso malicioso em seu rosto:
— Se eu estiver sobre você não preciso de mais nenhum espaço, Bella.
— Bom ponto, vamos foder! — exclamei e abri a porta, entrando primeiro e o puxando atrás de mim, ouvi ele largando suas coisas no chão, depois Edward me colocou de frente para si, segurando em minha cintura e voltando a me beijar.
Eu logo estava colocando minhas mãos em sua barriga, sentindo-o se arrepiar um pouco com meu toque enquanto eu deslizava meus dedos até seu peito definido. Edward mordiscou meu lábio, o que me fez gemer para ele.
Edward tirou sua boca da minha, levando seus lábios até meu pescoço, até que os colocou sobre o lóbulo da minha orelha e depois perguntou:
— Você quer ser chupada, ou chupar primeiro, putinha?
— Podemos fazer os dois ao mesmo tempo, não? — questionei sentindo meu coração disparar enquanto Edward mordiscava minha orelha.
— Boa resposta — parabenizou.
— Eu sei — me gabei, tirando minhas mãos de Edward quando ele se afastou um pouco e começou a tirar suas roupas, eu também comecei a tirar as minhas, querendo foder de uma vez e assim que estávamos completamente nus fomos para minha cama.
— Você é tão gostosa, porra! — ele exclamou quando subi em cima dele e começou a beijar meus seios e a chupar, eu já podia sentir seu pau duro contra meu corpo. — Ainda não acredito que você é minha, só minha. — Mordiscou meu mamilo direito, fazendo com que eu gemesse alto e puxasse seus cabelos que estavam entre meus dedos. — Você é minha, né?
— Sentindo-se possessivo, senhor Cullen? — provoquei deslizando um dedo por seu rosto.
— Sim, você é minha garota, certo?
— Só sua! — garanti, segurando seu rosto com ambas as mãos e falando de volta. — Assim como você é só meu, senhor Cullen. Se eu souber que você está por aí curtindo beijar Leah eu vou acabar com você. — Ele sorriu e tocou com uma mão sobre meu peito, bem onde meu coração batia.
— Nenhuma outra me terá depois de você, putinha. — Sua outra mão foi até minha boceta, começando a me masturbar antes que eu pudesse dizer algo a mais. — Só você terá tudo de mim, linda.
Sim, sim, por favor!
— Você fica tão excitada para mim, não fica? — Dois de seus dedos estocavam com rapidez e força dentro da minha boceta.
— Fico — respondi com a voz vacilante enquanto ele me tocava.
— Aqui. — Com a outra mão ele tirou uma das minhas do seu rosto para levar até seu pau.
Eu sabia muito bem o que ele queria e comecei lhe masturbar de volta, fazendo Edward gemer meu nome e se inclinar para me beijar. Não parávamos de nos tocar, de gemer o nome do outro e nos beijarmos, até que eu decidi o ter em minha boca de uma vez.
— Deita! — ordenei, naquele momento sendo a dominadora do sexo, o empurrando contra a cama, ele parou de me masturbar e parei de masturbá-lo também.
Me movi na cama até estar com a boca perto do pau de Edward, sobre seu corpo, mas com minha boceta perto do seu rosto. Logo coloquei seu pau na boca, ao mesmo tempo em que ele segurava em minhas coxas me puxando mais para baixo e passando a me chupar.
Ninguém falou mais nada, nossas bocas ocupadas demais em dar prazer um ao outro para qualquer papo. Ainda assim, eu precisei de toda minha concentração para não ficar só gemendo por ele estar me chupando tão bem e continuar o chupando de volta.
Edward foi o primeiro a gozar, eu engoli tudo, do jeito que ele e eu gostávamos, era bom que combinassemos naquilo, pelo menos o sexo sempre seria perfeito. Antes que eu pudesse gozar ele mudou nossas posições na cama, fazendo com que ficasse deitada contra o colchão e deixando ele se posicionar entre minhas pernas para continuar a me chupar.
— Porra! — exclamei, enlaçando seus cabelos com uma mão, deixando com que ele seguisse o que estava fazendo e fazendo muito bem. — Edward! — gritei seu nome, sem me importar, pois ninguém nos ouviria mesmo, quando ele me fez atingir o orgasmo.
Edward depois de me fazer gozar começou a distribuir beijos por minhas coxas, barriga e peitos, até chegar ao meu pescoço e estar totalmente sobre mim. Então, ele beijou meus lábios e em seguida disse:
— Minha.
— Só sua. — Toquei seus lábios com os meus uma vez antes de falar. — Ok, sua e de mim mesma, empoderamento feminino, não? — Ele riu e deslizou uma mão pela lateral do meu corpo.
— Sou cem por cento a favor do empoderamento feminino — disse. — E dividir você com você mesma não parece um problema. Na verdade, ver você se masturbando e usando seus brinquedinhos é bom pra caralho, eu estou disposto a te ver em ação sozinha sempre, só me deixe olhar.
— Você é tão cretino, eu amo isso em você também! — Toquei em seu rosto. — É tão bom estar aqui com você, sem ninguém para atrapalhar, parece um sonho. — Coloquei minhas pernas ao redor da sua cintura, o prendendo contra mim.
— Eu posso dizer, isso é bem real — ele disse quando começava a roçar sua nova ereção em mim.
— Já?
— Foi muito tempo sem te foder, Capitã. — Beijou meu queixo.
— Não tem tanto tempo, fodemos quando você chegou aqui em Nashville.
— E o tempo antes disso? Foram dias e dias longe, eu não sei se um dia seremos capazes de compensar todo o sexo perdido.
— Bom, então, acho que temos muito trabalho a fazer, certo?
Levei uma mão até seu pau, o colocando dentro de mim.
— Porra, sim! — ele guinchou, fechando os olhos e pressionando sua testa em um dos lados do meu rosto. — Eu te amo tanto, Isabella.
Eu simplesmente gostava pra caralho quando ele me chamava de putinha, mas ter ele se declarando daquele jeito para mim na hora do sexo era simplesmente uma das experiências mais legais de tudo aquilo. Dessa forma, eu me sentia muito bem e o sexo ainda melhor.
— Eu também amo você, Edward — respondi, fazendo com que ele me olhasse, sem parar por um segundo que fosse de meter dentro de mim.
— E está perdidamente apaixonada por mim — provocou.
— Estou mesmo — falei o puxando para um novo beijo.
Edward, aquele cara que era meu namorado, levou uma mão até meu clitóris e ficou tocando nele, fazendo com que eu ficasse ainda mais cheia de prazer. Nós estávamos nos beijando e sussurrando que nos amávamos durante toda a transa, eu podia sentir todo o açúcar da doçura nos envolvendo e algum tempo atrás isso me irritaria, mas não irritava mais, não com ele sendo aquele compartilhando aquilo comigo.
— Goza pra mim, linda — ele pediu em meu ouvido, aumentando o ritmo das suas estocadas.
E eu gozei, sentindo minha boceta apertar seu pau na mesma hora que Edward derramava sua porra dentro de mim. Ele me beijou no mesmo instante, eu o arranhei de leve nas costas.
Antes que eu pudesse dizer algo, ou mesmo pensar normalmente de novo, Edward começou a encher meu rosto de beijos e a dizer:
— Você é maravilhosa, a mulher mais incrível desse mundo, inteligente, debochada, canta bem pra caralho, gosto até do seu pé ossudo demais.
— Edward! — exclamei, ele riu e continuou a sessão de beijos, eu não queria que ele parasse, nunca.
— Não posso fazer nada, você tem mesmo pés ossudos demais, Capitã — provocou e eu revidei com um chute em sua canela, com força.
— Porra! — se queixou e saiu de cima de mim.
— Isso é pra você aprender a não falar mais dos meus pés! — resmunguei e sai da cama, precisava ir ao banheiro.
— É a sua única parte feia, Capitã! — O ouvi debochar antes de fechar a porta do banheiro.
Quando sai lá de dentro foi usando calcinha e suéter, eu estava cansada e precisava dormir um pouco, vestida seria mais fácil resistir ao corpo de Edward junto ao meu. Entretanto, para minha surpresa, quando voltei para o interior do meu quarto ele também estava vestido, com sua camiseta de antes e cueca.
— Preciso dormir — ele falou da minha cama, enquanto mexia em seu celular. — Podemos dormir ou você quer foder até mais tarde direto? Se você quiser tudo bem, posso ir beber um copo de café para pegar energia.
— Também tenho que dormir, Pirralho. — Andei até a cama e peguei meu celular, programando ele para dali há algumas horas, assim não perderíamos o dia inteiro dormindo.
— Beleza — ele concordou e me puxou para a cama consigo.
Eu deitei sobre o peito de Edward, sentindo-o passar um braço por mim, eu segurei em sua mão que estava em cima do meu corpo.
— Preciso fazer algo — ele sussurrou.
— O quê?
— Só uma foto de nós dois, especialmente de você que tá tão bonitinha aqui em cima de mim — falou, ainda segurando seu celular ele colocou na câmera, que já mostrava nós dois juntos. — Prometo apagar em seguida.
— Ok — concordei e fechei meus olhos para a foto, foi quando Edward beijou minha testa e tirou a foto, pelo que foi perceptível por conta do flash sendo disparado.
Tornei a abrir meus olhos e vi a foto com ele, meu rosto aparecia mais entre o espaço dos olhos — mas dava para facilmente me reconhecerem —, do rosto de Edward só era possível ver até seu maxilar, mas era algo já muito expressivo dele.
— Hora de apagar.
— Não apague a foto — pedi para Edward.
— Tem certeza?
— Sim.
A foto podia vazar, eu sabia disso, mas iria arriscar. Além do mais, eu ainda tinha o vídeo em meu celular de nós dois cantando juntos e que também capturava sobre nós dois nos beijando.
— Certo, você quer que eu te envie ela?
— Sim, com certeza! — Sorri largamente vendo Edward me enviar a foto, depois ele jogou seu celular sobre a mesinha ao lado do meu e me puxou mais para si.
— Hora de dormir, Capitã.
E eu dormi, sendo abraçada pelo homem que amava e que me amava de volta.
***
Sequer ouvi meu despertador tocando, mas Edward sim e fez questão de me acordar. Mesmo com ele ali, o que eu mais queria por dias, estava mal humorada por tanto tempo com sono deficiente e fui obrigada pelo Cullen a sair da cama.
Depois de cada um ter um tempo no banheiro, fomos para a cozinha comer algo, já era quase meio-dia. Ele se prontificou em cuidar e alimentar Amy, enquanto eu remexia na geladeira pegando para nós dois comida que tinha mandado os empregados deixarem prontas no dia anterior.
— Vamos para a piscina depois? — ele perguntou de boca cheia de nhoque, estava usando seus óculos aquela manhã, já tinha vindo sem suas lentes de madrugada e esqueceu da caixa com as lentes novas na mala que ainda estava no hotel.
— Pode ser — respondi, Amy tinha se colocado em meu colo depois de sua própria refeição. — Você não pegou Sol demais no Havaí?
— Eu gosto de Sol e de calor. — Encheu sua boca com mais comida. — E com certeza gosto desse nhoque.
— Notável — falei rindo, nosso almoço, mesmo que não tivessemos tomado café da manhã, era embalado por músicas vindas do celular de Edward, ele estava no meio de mais uma garfada quando começou a tocar Ours da Taylor Swift. — Você está realmente ouvindo Taylor Swift por que eu gosto?
— As coisas que um homem faz por amor! — ele declarou e me pegando de surpresa se levantou, fazendo com que eu levantasse também e Amy pular do meu colo para o chão. — Me permita tirar você para dançar mais uma vez, senhorita Swan. — Seu sotaque tão forte naquele momento, aliado a sua fala mais formal me fizeram pensar nos mocinhos dos livros de romance que eu lia durante minha adolescência.
— Pode dançar comigo sempre que desejar, senhor Cullen — falei deixando com que ele segurasse em minha cintura, enquanto eu segurava em seus ombros.
Ele sorriu e me roubou um rápido beijo, para começarmos a dançar pela cozinha ao som da minha música favorita. Eu logo estava cantando, era impossível resistir aquela canção.
— You never know what people have up their sleeves. Ghost from your past gonna jump out at me. Lurking in the shadows with their lipgloss smiles. But I don’t care. Cause right now you’re mine.* — Voltei a beijá-lo.
Mesmo quando a música acabou Edward me manteve em seus braços e disse:
— Eu tenho um presente para você, Capitã.
— Você tem? — perguntei curiosa.
— Sim, mesmo você não merecendo por não ter me dado nada no meu aniversário!
Revirei meus olhos para sua birra, ele mal podia por esperar pelo presente que ganharia no dia seguinte quando estivessemos em Los Angeles.
— Vou buscar na minha mochila — anunciou e me soltou.
Fiquei o esperando no mesmo lugar, por sorte Edward foi rápido. Ou, tinha esquecido o presente, pois não segurava nada em suas mãos.
— Você esqueceu?
— Não, está no meu bolso — respondeu pegando algo de dentro do bolso da bermuda que tinha vestido ao acordar.
— O que é isso? — Olhei para sua mão, mas só podia ver um pedaço de fio em um tom de dourado queimado.
Edward se aproximou mais de mim e deixou com que eu visse o que era. Um cordão de fio, que tinha como um pingente um microfone também dourado, mas em um aspecto que parecia propositalmente envelhecido, eu sabia que nada ali era de ouro também.
— Eu vi isso em uma lojinha no dia vinte e nove, quando saí com a Leah depois de você e eu nos acertamos. Ontem eu pedi que Tanya fosse lá e comprasse ele para mim, só conseguia pensar em você usando ele. Eu sei que não é seu colar de diamantes e para ser sincero vou provavelmente acabar mandado fazer um desses todo em ouro para você, mas queria te dar ao menos esse logo. — Ele sorriu e passou o cordão por minha cabeça. — Você deve saber muito bem o motivo do microfone, ele representa nós dois e nosso amor pela música e será uma forma de você ter algo que faça pensar em mim quando não estivermos perto. Gostou? Com certeza não, é idiota te dar algo que custou dez dólares depois de ter até pagado por uma casa para você, né? Ok, muito idiota, tire isso e vamos escolher seu colar de diamantes.
— Cala a boca! — ordenei e o beijei.
Edward suspirou e segurou em meus braços, mantendo-me perto de si e prolongando nosso beijo.
— Eu amei, tô falando sério — falei depois do beijo, me movendo para ficar com o rosto sobre seu peito, sentindo seu coração bater forte. — Não me importo que tenha custado só dez dólares, de verdade. É o melhor presente que você já me deu, pirralho. — Envolvi seu corpo com meus braços. — Nunca mais vou querer tirá-lo.
— Ei. — Ele ergueu meu rosto fazendo com que eu lhe olhasse. — O próximo será de diamantes em seu aniversário para combinar com seus brincos e pulseira. — Aquilo me fez sorrir e pensar que depois faltaria somente um anel, mas sabia como aquilo poderia o assustar.
— E eu vou amar, mas não mais do que já amo meu mais novo acessório. — Toquei no microfone sobre meu peito. — É rústico, combina com a minha alma country.
— Isso explica porque achei sua cara. — Edward afagou meu rosto. — Ok, eu estive pensando em algo desde que começamos a namorar, mas isso pode te deixar irritada, então use todo o amor que está sentindo por mim agora depois de se presenteada para ser boazinha comigo.
— O que você está pensando? — questionei.
— Você deveria comprar uma mansão no mesmo condomínio que eu moro, isso facilitaria pra gente se ver quando estivermos viajando com a turnê.
Ele fez cara de culpado e tirou sua mão do meu rosto.
— É agora que você me soca?
— Não, eu adorei essa ideia! — exclamei o pegando de surpresa. — Eu vou ter mais segurança em um condomínio fechado, Amy mais espaço para se divertir e com certeza vai ser mais fácil pra gente se ver quando não estivermos viajando com a sua turnê, ou depois que ela acabar. — Edward sorriu triunfante. — Eu não acho que ninguém vai pensar nessa compra como um “ei, olha só, Isabella Swan está comprando uma casa nova só para virar vizinha do seu namorado”.
— É, até porque você vai pagar caro para foder com mais facilidade, ninguém pensa isso porque quase ninguém tem toda essa grana.
— Bom, eu tenho! — proclamei animada com a ideia da casa nova, bem perto da de Edward. — Pronto para ser meu vizinho?
— Por mim você já ia morar na minha casa, Isabella — proclamou, daquela vez fui eu sendo pega de surpresa. — Ok, meio precipitado? Vamos pensar nisso quando assumirmos publicamente.
— Certo — murmurei, mas sabia que se já estivéssemos publicamente assumidos, no auge da minha paixão, eu já teria aceitado ir morar com ele. Porém, isso queria dizer nada de casamentos? Porque eu queria Edward de qualquer jeito, mas não reclamaria de um pesado anel de noivado em meu dedo e uma grossa aliança.
Ok, precipitada, ele e eu precisamos pegar leve.
— Merda, ainda não falei com a minha mãe ou irmã hoje — Edward disse quando a música tocando em seu celular foi interrompida por uma mensagem chegando. — Deve ser uma das duas.
Ele pegou o aparelho de cima da mesa e leu o que lhe enviaram, foi quando vi seu rosto ficar preso em uma expressão de choque.
— O que foi? Aconteceu algo sério, né? — indaguei tensa com ele daquele jeito.
— Não, nada. — Edward tentou esconder seu celular atrás do seu corpo, mas fui mais rápida e tirei o aparelho dele, lendo o que parecia ser o print de uma notícia que dizia:
“Paul Lahote foi assassinado!”
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