Hollywood

26 Capítulo Vinte e Cinco


Notas iniciais
Oi, gente!!! Queria dizer que não dormi pra acabar de escrever e postar esse capítulo, então vou agradecer muito se vocês comentarem, recomendar também, caso queiram, viu? ♥ No mais, eu estou ansiosa pra caramba pra gente chegar logo no capítulo 30, já posso começar uma contagem regressiva??? Boa leitura e boa prova do Enem pra quem for fazer! Música especial do capítulo: https://youtu.be/s3Q80mk7bxE

Capítulo Vinte e Cinco

Edward Cullen

“Polícia é chamada para interromper festa no apartamento de Ed Cullen, em New York.”

New York não era minha cidade favorita do mundo, não existindo Los Angeles. Entretanto, eu já tinha me divertido pra caralho na cidade da costa leste.

Muitas festas, muitas mulheres. E drogas.

Eu tinha cocaína escondida em meu apartamento em New York, só precisava arrumar uma forma de conseguir ir até lá e pegar a droga.

***

Eu amava foder, porra, sexo era a melhor coisa de se viver. Naquela manhã de sábado em New York acordei ladeado por duas garotas, que eu não me importava nem um pouco em me lembrar os nomes, só sabia que elas eram funcionárias do hotel que eu estava hospedado e que tinham sido muito simpáticas em me fazer companhia na noite anterior.

Estava quase acordando as garotas para mais sexo, quando a porta do meu quarto se abriu. Bella entrou ali mal humorada, com certeza isso era falta de um bom orgasmo, afinal ela continuava fazendo jogo duro para não transar comigo. Estava tão decidida sobre isso que até tinha arrumado tudo para mim entre as garotas em minha cama, ela era mesmo uma boa empresária, mas seria uma cafetina melhor ainda

— Você precisa se arrumar, tem sua participação na gravação do clipe hoje — ela lembrou, cutucando os pés das meninas deitadas comigo, fazendo com que elas fossem acordando aos poucos.

— Me dê mais uma hora — pedi.

— Não — ela negou prontamente. — E vocês duas, caiam fora e esqueçam a última noite — alertou as garotas antes de deixar o quarto.

***

Os últimos dias em New York tinham passado voando, entre acompanhar as gravações do clipe de Endorfina, ensaios e entrevistas. Naquele sábado eu ainda teria de gravar minha participação no clipe, depois iria tocar na tal festa de karaokê que Isabella me colocou no meio, na segunda teria minha entrevista final na cidade.

Então, aquele domingo era o dia que eu podia fugir até meu apartamento em New York e conseguir pegar a droga que deixava malocada no meu closet. Se Bella não queria me dar meus remédios, eu conseguiria algo muito melhor.

— Bom dia, flor do dia! — saudei Isabella quando me reuni a ela na mesa do café da manhã no hotel.

A mulher apenas revirou os olhos, colocando mais açúcar em seu café.

— Espero que tenha usado camisinha.

— Eu usei, pode apostar que sim. — Peguei uma torrada e levei a boca. — Falando nisso — disse de boca cheia, ganhando um olhar irritado de Bella. — Já saiu o resultado do exame de DNA?

Mesmo que a Laura tivesse garantindo que eu não era o pai do seu filho, eu precisava de uma comprovação disso por escrito. Não podia mesmo ser um pai, de jeito nenhum.

— Saiu — ela respondeu tranquilamente.

— Então, qual foi o resultado? — indaguei ansioso.

— Você é o pai do bebê! — Senti todo o sangue fugir do meu rosto, Bella riu. — Me poupa, né, Edward? Você acha que eu não estaria gritando com alguém pelo celular se aquele exame tivesse dado positivo?.

É, fazia sentido, a Capitã não perdia a oportunidade de brigar com alguém.

— Certo, então deu negativo?

— Claro que deu negativo!

Respirei aliviado, aquilo era mesmo uma ótima notícia. Talvez eu devesse fazer uma vasectomia, sem mais chances de engravidar alguém.

— Tanya já está preparando o material sobre para divulgação para a imprensa, mas o importante é que aquele menino não é seu filho e não teremos de lidar com isso. Entretanto, quer saber? Se você tivesse um filho seria capaz das pessoas te acharem um cara melhor.

— Nem fodendo, eu não vou ter um filho. — Peguei mais uma torrada, bem na hora que Renesmee se juntou a gente, ela usava óculos escuros e não se importou em cumprimentar ninguém, apenas se sentou ao lado de sua irmã mais velha e pegou uma xícara de café.

— Tudo bem? — Bella perguntou a sua irmã.

— Tudo ótimo — Renesmee respondeu com a voz rouca.

— Você parece uma merda — a Capitã comentou, parecia mesmo, ainda que Renesmee usasse óculos eu reconhecia uma pessoa de ressaca facilmente e ela era uma.

— Que bom! — Renesmee debochou.

Alec apareceu naquele momento, sentando ao meu lado. Também usava óculos escuros e como Renesmee, não se importou em falar com ninguém. A ressaca nele era evidente, eu não sabia onde ele estava na noite anterior, assim como não sabia sobre a caçula do Caipira Swan.

Olhei para Bella, que conteve uma risada, mas assentiu para mim em entendimento. Aparentemente Alec e Renesmee tinham tido uma noite divertida, juntos.

***

Eu estava na casa de festas, onde estávamos gravando a parte do show do clipe, esperando arrumarem a iluminação para subir no palco, quando a Capitã se aproximou de mim. A mulher tinha um sorriso malicioso nos lábios, parou ao meu lado e falou:

— Descobri!

Depois do café, quando Alec e Renesmee deixaram a mesa sem falar mais nada, principalmente um com o outro, Bella e eu começamos a levantar apostas do que tinha acontecido entre os dois. Eu acreditava que tinham transado, Bella achava que tinha sido só um beijo, não acreditava que sua irmã teria ido tão longe e traído o namorado com sexo.

— Você me deve um carro! — Bella comemorou.

Puta merda!

Eu ia acabar perdendo todo meu dinheiro com Isabella, entre casas, carros e sua exploração.

— Como vou saber que está falando a verdade?

— Pirralho, você não confia em mim? — ela indagou fingindo doçura, piscando seus olhos castanhos para mim.

— Não mesmo.

Ela bufou.

— Estou falando a verdade, Alec só beijou minha irmã e ponto.

— Não, eu ainda não acredito. Vou averiguar com Alec! — Me afastei até onde o ator estava, mexendo em seu celular, Bella me seguiu. — Você e Renesmee só se beijaram, ou também transaram? — o indaguei, ele ergueu o rosto para mim, perplexo.

— Como?

— Você me ouviu!

— Isso só pode ser brincadeira — Alec resmungou, guardando o celular no bolso da sua calça. — É da sua irmã que estamos falando — disse para Isabella, que fez cara de paisagem. — Não aconteceu nada entre Renesmee e eu, tá legal? Nós só jogamos baralho e bebemos metade das bebidas do frigobar do meu quarto. — Dito isso ele se afastou, com uma cara nada boa.

— Então, ninguém ganhou, você não terá seu carro — falei para Isabella, que revirou os olhos.

— Ok, quem mais sai perdendo é você que não vai me foder.

Merda, como eu queria ter vencido aquela aposta.

***

Mais tarde naquele sábado eu estava no meu quarto — a minha parte na gravação do clipe tinha sido fácil e rápida, eu estava contente com minha ideia —, acabando de me arrumar para ir até a bendita festa, quando Isabella entrou. Ela tinha uma chave, o que não me dava privacidade alguma, ela estava a todo instante entrando e saindo, sem que eu pudesse impedir.

— Você já devia estar pronto — ela resmungou quando me viu terminando de vestir minha camisa. Bella estava usando sapatos de salto, uma calça preta de tecido fino, cintura alta, uma camiseta branca, justa, que deixava parte de sua barriga de fora e um casaco curto também branco. Seu cabelo estava completamente liso.

— Eu estarei pronto em alguns minutos — reclamei.

— O mundo não pode parar por conta dos seus atrasos.

— É só a porra de uma festa de karaokê, Capitã — a lembrei disso. — Por que topou isso mesmo?

— Eles estão pagando muito bem — ela afirmou. — A porcentagem para mim me fez topar rapidamente.

— Nossa, que novidade — debochei, procurando pelo meu perfume pelo quarto.

Bella o encontrou primeiro sobre a cama, aproveitou e o espirrou na minha cara, por sorte eu fechei os olhos antes.

— Idiota! — xinguei.

— Você tem cinco minutos.

— Que tal dez e eu te como nos outros cinco?

— Não vai acontecer.

***

Bella, Alec, Renesmee e eu fomos no mesmo carro — uma limusine — até o local do evento. Os atores deixaram o carro na frente, enquanto eu esperava minha vez de sair, com a entrada tomada por jornalistas, teria de esperar a segurança poder focar exclusivamente em mim, além do mais como nem todos ali eram paparazzis e tinham jornalistas registrados, eu precisaria responder algumas perguntas.

— O que eu falo mesmo sobre Laura e o filho dela? — perguntei a Isabella, que estava sentada diante de mim, provavelmente jogando Candy Crush em seu celular.

— Que conheceu ela e o menino, que espera que eles tenham uma boa vida feliz. Também diga que ainda não pretende ser um pai, mas que sonha com isso para seu futuro.

— Mas eu não sonho com isso, Capitã.

— Não mesmo? Eu ainda torço por você assumindo o que sente por Jasper, poderão casar e adotar várias crianças. Brad e Angelina, versão homossexual, mas sem a separação conflituosa, por favor.

— Você não é nada engraçada — reclamei, ela sorriu.

—Sou inteligente e gostosa, Cullen, não preciso ser engraçada, consigo o que quiser com meu corpo e meu cérebro.

— Você nem é tão gostosa assim — afirmei, ela chutou minha perna em resposta. — Idiota — resmunguei, peguei meu celular e respondi uma mensagem da minha irmã e outra da minha mãe, quando ouvi Bella amaldiçoando. — Que foi? Se deu conta que também não é nada inteligente? — Ergui o olhar para ela, Bella tinha uma expressão nervosa no rosto. — Aconteceu alguma merda, né? O que eles falaram que eu fiz agora?

— Não é nada sobre você. — Ela olhou para fora do carro, ainda com a mesma expressão apavorada. — Está na hora de você sair.

— E você?

— Preciso fazer uma ligação, te encontro lá dentro.

— Beleza! — Um segurança abriu a porta da limusine, os flashes das câmeras me atingiram imediatamente, mas sorri e sai do carro.

***

Com a Capitã ocupada fazendo qualquer outra coisa, Leah — que trabalhava na produtora e estava em New York junto com outros funcionários da Swan Productions — ficou responsável por me assessorar durante a passagem pelos jornalistas e me cochichando os nomes das pessoas que dentro do local, os responsáveis pelo meu cachê, foram falar comigo. Aquilo me tomou um bom tempo, o suficiente para que quando eu fosse liberado para ir até a minha mesa — a casa de festas estava cheia, enquanto algumas pessoas estavam em suas mesas, outras estavam dançando ao som de um DJ —, Bella já estivesse lá, sozinha com sua irmã, as duas estavam tendo uma intensa conversa, tanto que não prestaram atenção em mim, o que me permitiu ouvir parte do papo.

— Você precisa denunciar esse cara, Isabella! — Renesmee exclamou indignada.

— Não posso denunciar um jornalista do porte dele, Renesmee — a Capitã falou.

— Quem é esse? — questionei, as duas olharam para trás, os dois pares de olhos castanhos ficando cravados em mim.

— Não é da sua conta! — disseram juntas.

— Uau, ok! — Ergui minhas mãos para cima.

— Eu vou ligar pro papai! — Renesmee disse para a irmã, já se levantando e se afastando, Bella sequer conseguiu a impedir.

— Menina idiota — a Capitã falou.

— O que está acontecendo? — insisti, ocupando o lugar que Renesmee estava antes. — Era do Richard que vocês estavam falando?

— Não é mesmo da sua conta.

— Ele tava dando em cima de você no dia que me entrevistou, eu acertei, não?

Bella suspirou.

— Ele tem me ligado e mandado mensagens todos os dias, quer que eu vá até o apartamento dele… Você pode deduzir o resto.

— Que nojo, ele é tão velho, você não vai transar com ele, né? O pau dele deve subir só com viagra.

— Claro que não vou foder com ele, Edward — falou entre dentes. — Ele é desprezível, passei metade da minha vida o considerando a porra de um tio, agora ele quer enfiar o pau imundo dele em mim e acabou de me mandar um trecho do vídeo do Escândalo Swan, pedindo que eu fizesse as mesmas coisas com ele.

— Puta merda!

— É. — Ela pegou seu celular que estava sobre a mesa. — Eu vou voltar para Los Angeles amanhã de manhã, não quero mais ficar perto daquele babaca, Tanya vai pegar um voo para cá ainda hoje e irá te acompanhar pelo resto da viagem.

— Ok, você quer que eu dê um soco naquele velho e defenda sua honra? — brinquei.

— Não preciso que ninguém defenda a porra da minha honra. — Revirou os olhos. — Além do mais, a entrevista que você concedeu a ele só sai em julho, não podemos arrumar confusão com Richard agora.

— Renesmee foi ligar para o seu pai…

— Ele viajou para nossa fazenda hoje de manhã, está com o celular desligado desde então, eu ligo para ele depois e explico tudo melhor. Além do mais, eu sou a filha preferida, Renesmee não consegue o induzir a porra nenhuma. Agora é hora de você ir para o camarim, logo terá de subir ao palco.

— Ok, Capitã! — Bati continência. — Espera, e meus remédios? Agora que você vai para Los Angeles antes.

— Tanya será a responsável no meu lugar, ela também não vai deixar você se drogar com aqueles comprimidos.

— Eu não quero…

— Quer sim, agora vá para o maldito camarim.

***

Cerca de meia hora depois eu estava subindo ao palco para cantar junto com a minha banda, faria um pocket show com cinco músicas minhas, depois cantaria mais três no karaokê e poderia cair fora se quisesse. Eu iniciei a playlist com Endorfina, terminei com Floor, como o lugar aquela noite estava reservado para pessoas muito específicas da alta sociedade de New York, o show foi muito mais tranquilo do que para os fãs em si. Duas das músicas no karaokê foram Let’s Dance do Bowie e Take On Me do a-ha, eu ainda estava escolhendo a terceira música no tablet que colocaram em minha mão, quando meus olhos caíram sobre Isabella sentada à mesa que estávamos antes, que era bem próxima ao palco principal. Os donos do local, Renesmee e Alec estavam com ela, os dois últimos conversavam e riam de algo, enquanto a Capitã olhava diretamente para mim, foi quando uma luz se acendeu em minha mente.

— Eu queria convidar alguém para cantar a última música comigo — falei, Bella logo ficou em alerta, talvez ali ainda nem soubesse que eu iria a chamar, mas o fato de eu estar fugindo do cronograma a enlouqueceria de qualquer forma. — Isabella Swan, suba no palco!

O rosto dela foi tomado por raiva imediatamente, ela negou com um aceno de cabeça, enquanto algumas pessoas gritavam em incentivo, assim como todos na mesa junto dela também incentivaram. A própria Renesmee fez com que a irmã levantasse, parecia que a Capitã iria bater em sua irmã ali mesmo, mas ela não o fez.

Então, a Capitã olhou novamente para mim, balancei o microfone em sua direção. Ela hesitou, mas acabou por caminhar em direção a escada lateral do palco — que era baixo —, subiu rapidamente e disse para que só eu escutasse.

— Eu vou matar você.

Abafei o microfone e sussurrei para ela.

— Pode fazer isso, mas só depois que cantar comigo. Se o pessoal gostar você irá gravar uma canção para o meu álbum comigo, que tal?

Ela negou com um aceno de cabeça, pegando o tablet da minha mão.

— O que vamos cantar?

Voltei a usar o microfone, me dirigindo à platéia.

— O que acham que devemos cantar?

— I Want You Back do Jackson Five! — Renesmee gritou, ela já parecia bêbada.

Olhei novamente para Bella, que tinha um pequeno sorriso no rosto e assentiu, concordando com a escolha. Minha banda continuava no palco comigo, mesmo que eu estivesse cantando pelo karaokê nas duas últimas músicas, Jasper preparou um microfone para Isabella, o colocando sobre um suporte, enquanto eu preparava o meu, o colocando sobre um suporte também.

— Você começa — Bella disse para mim antes de ir se posicionar atrás do seu microfone, colocando o tablet em minhas mãos, rapidamente selecionei a música, largando o aparelho nas mãos de Jasper, enquanto o instrumental da canção começava.

When I had you to myself. I didn’t want you around. Those pretty faces always made you. Stand out in a crowd* — eu cantava sem precisar olhar a letra na tela perto do palco, conhecia aquela música muito bem, olhei rapidamente para Bella e a vi de olhos fechados, imóvel. — But someone picked you from the bunch. One glance was all it took. Now it’s much too late for me to take a second look.*

Olhei mais uma vez para Bella, ela respirou fundo e começou a cantar o refrão, ainda de olhos fechados. No entanto, ela tinha uma voz incrível e mesmo nervosa cantou impecavelmente.

Oh baby give me one more chance.* — Bella também não precisava ver a letra, com certeza conhecia a canção muito bem.

Ela abriu seus olhos quando o público reagiu positivamente, seu sorriso tomando conta do seu rosto.

Show you that I love you* — cantei.

Won’t you please let me* — Bella continuou, tirando o microfone do suporte, eu a imitei.

Back to your heart?*

Oh darlin’ I was blind to let you go* — ela cantou passando diante de mim no palco, eu tirei o suporte do meu microfone do caminho e me juntei à ela mais a frente.

Let you go baby.*

But now since I see you in his arms.*

I want you back* — cantamos aquela parte juntos, fazendo com que todos gritassem e aplaudissem.

Nós continuamos cantando, usando o palco — ainda que pequeno —, para dar dramatização a música, nos afastando e aproximando conforme a canção. Até que ela chegou ao fim, Bella não conseguia parar de sorrir, eu apontei para ela e puxei uma salva de palmas, a Capitã apenas acenou para o público, antes de escapar para os bastidores atrás do palco.

Eu me despedi de todos, liberando o palco para o apresentador e fui atrás de Bella. Assim que a encontrei, no meu camarim, a mulher acertou um tapa no meu rosto.

— Puta que pariu, Isabella! — gritei.

— Nunca mais faça isso! — ela gritou de volta, furiosa.

— Eu não te obriguei!

— Ah, não, imagina. Como eu recusaria estando sentada ao lado dos donos do lugar?

— Você não é a fodona que consegue tudo que quer com seu cérebro e corpo? Que se virasse. — Dei de ombros, pegando uma garrafa de água do frigobar. — Além do mais, você estava se divertindo muito, isso é inegável. Agora é a hora que aceita gravar comigo…

— Nem pensar — me interrompeu. — Vamos voltar lá para fora agora.

— Ainda não posso ir embora? Queria ir até meu apartamento na cidade, vou dormir melhor lá do que no hotel.

Bella me olhou confusa, mas negou novamente.

— Não, você ainda não pode ir embora. E nada de ir até seu apartamento, vai ficar no hotel.

— Mas…

— Eu vou para seu quarto mais tarde — ela sussurrou.

Porra, puta que pariu, sim!

— Ok, eu vou para o hotel. — Pisquei para ela. — E retribuir o tapa que você me deu, na sua bunda.

***

Renesmee subiu ao palco para cantar Man! I Feel Like a Woman!, honrando suas raízes da roça, claro. Bella, sentada ao meu lado, estava em uma conversa com os outros ocupantes da mesa, enquanto eu dividia minha atenção entre ao palco e a resistir a garrafa de cerveja de Alec, que não tirava seus olhos da atriz cantando.

— Sério, vocês sequer se beijaram? — perguntei para ele, que olhou para mim.

— Claro que nos beijamos, várias vezes para o clipe — respondeu.

— Você sabe do que estou falando, Volturi — declarei, pegando minha garrafa de água e tomando um gole.

Ele bufou.

— Não, nós não nos beijamos. Ela foi passar o tempo no meu quarto ontem, jogamos baralho e bebemos pra caralho, estávamos ouvindo uma playlist dela, começou a tocar uma música lenta e eu sugeri que a gente dançasse, ela topou. Eu tentei beijar ela, o que foi tão idiota da minha parte, porque sei que ela tá namorando, mas eu tentei e obviamente ela não quis. Ficou puta pra caralho comigo, ameaçou socar minha cara e saiu batendo a porta. Hoje, antes da gente vir pra cá, eu pedi mil desculpas e por um milagre ela aceitou, agora somos amigos.

Eu gargalhei, Bella me deu uma cotovelada, mas não me importei.

— Cara, você tá na friendzone — zombei de Alec, que cruzou os braços na frente do corpo, voltando a olhar para Renesmee.

— Que se foda, ela é tão linda e legal, eu me contento em ser apenas ser seu amigo.

— Cara, que babaca!

— Pelo menos eu não pedi uma aproveitadora em casamento — ele rebateu, fazendo com que eu ficasse sério.

— Isso foi baixo, Volturi.

— Eu sei, Cullen. — Ele pegou sua garrafa de cerveja e tomou um pouco da bebida, eu salivei, morrendo de vontade de beber.

Eu também tinha garrafas de bebida no meu apartamento, precisava ir até lá.

***

Bella e eu voltamos para o hotel antes de Renesmee e Alec, os dois quiseram ficar mais na festa. Sequer sabia onde Jasper tinha ido parar, mas meu amigo tinha caído fora logo depois o show. Então, Bella dispensou a equipe da sua produtora e pode entrar em meu quarto sem muita gente ver isso, basicamente só os seguranças que estavam me seguindo por New York e estavam plantados frente à minha porta.

— V… — comecei a falar quando entramos na suíte, mas me calei imediatamente quando assim que a porta estava devidamente fechada Bella começou a se despir. — Puta merda, Capitã!

Ela não falou nada, apenas continuou a tirar suas roupas, ficando apenas em sua lingerie branca.

— Ok, vamos logo com isso. — Agarrei sua mão para a levar até a cama, mas ela negou, soltando-se de mim.

— Não, eu quero que você me foda aqui — disse baixinho.

— Aqui?

— Contra a porta.

— Você enlouqueceu? Algum segurança do outro lado pode ouvir — falei no mesmo tom de voz dela.

— Eles não vão, mas se ouvirem vão ficar quietinhos e não contarão nada para ninguém, todos assinaram rigorosos contratos. — Bella se aproximou de mim, começando a tirar minhas roupas, começando pela jaqueta que eu usava.

— Porra, putinha — falei, chutando meus sapatos para fora dos meus pés.

— Você está me devendo um tapa — ela lembrou quando me deixou sem jaqueta e camisa, as jogando ao chão junto a pilha de roupas dela.

— Que bom que você lembrou!

Primeiro eu afaguei um lado de sua bunda, a calcinha que ela usava era pequena pra caralho, depois eu distanciei minha mão e deferi um tapa nela. Vi o rosto de Bella ficar vermelho, seus lábios se apertarem para que não emitisse nenhum som e seus olhos se fechando.

— Você não pode fazer barulho algum — a lembrei. — Entendido?

— Sim, senhor.

Eu a beijei rapidamente, Bella se aproveitou para arranhar meu peito, mas de forma que eu não fosse passar o resto da semana marcado. Logo me afastei dela, terminando de tirar minhas roupas, me livrando da calça e cueca.

A mulher virou de costas para mim, deixando com que eu tirasse seu sutiã. Depois, eu a curvei, fazendo com que ela apoiasse suas mãos contra a porta e ficasse empinada para mim, tirei sua calcinha, já me aproveitando para passar meus dedos por sua boceta, que já estava molhada. Com a mesma mão comecei a me masturbar, joguei a calcinha dela junto ao amontoado de roupas, me aproximei mais dela e coloquei meu pau entre suas coxas, o esfregando contra sua boceta, deixando com que ele ficasse duro.

— Ed…

— Não, sem barulho algum. — Apertei minhas mãos com força em sua cintura quando ela começou a gemer. — Você gosta de ser uma menina má, mas agora terá de ser uma boa garota, putinha.

Continuei me esfregando contra ela, que estava sendo muito resistente em não gemer, até que eu estava completamente pronto. Ergui o corpo de Bella, colocando-a com as costas contra a porta, me coloquei entre suas pernas, a penetrando aos poucos, ela mordeu seu lábio inferior, suas mãos agarraram meus cabelos com força e eu precisei me conter para não gemer.

— Porra — ela murmurou. — Ed…

— Fica quieta — ordenei.

Ela ficou, puxando meu rosto para si, me beijando para calar seus gemidos. Eu segurava seu corpo, enquanto me movia com rapidez dentro dela, Bella mal conseguia se mover de volta.

Quando parou de me beijar eu ataquei seu pescoço, sendo o mais cuidadoso o possível para não a deixar com a porra de um chupão. Tirei uma das minhas mãos do seu corpo e a apoiei na porta, eu estava preocupado com o que os seguranças podiam estar ouvindo, nunca tinha sido cauteloso com sexo, mas eu sabia a merda que seria se aquilo entre Isabella e eu fosse descoberto, no entanto, foder era tão bom e aquela situação deixava tudo ainda melhor.

Bella voltou a agarrar meu cabelos, apertou suas pernas com muita força ao redor do meu corpo e gozou. Sua respiração se tornou mais desregular do que já estava, seu corpo inteiro estremeceu.

Eu sai de dentro dela, vendo confusão se instalar no meio do seu rosto vermelho e tomado pelo prazer. Voltei a beijá-la, Bella levou uma mão ao meu pau, começando a me masturbar.

— Não. — Afastei a mão dela. — Quero gozar na sua boceta.

— Você parou — reclamou.

— Porque eu quero terminar de te comer no sofá — falei, segurando no queixo dela e fazendo com que ela olhasse diretamente para mim. — E quero que você cavalgue para mim, putinha.

Ela sorriu maliciosamente, segurou em uma das minhas mãos e me puxou até a sala da suíte, fazendo com que eu sentasse em um dos sofás. Eu a puxei para cima de mim, deixando com que ela montasse em meu colo, Bella colocou meu pau em sua boceta, segurou em meus ombros e começou a cavalgar como queria que ela fizesse.

Deixei Bella tomar o controle do sexo, mas não resisti a colocar minhas mãos em seus peitos — mesmo que pequenos —, enquanto os via balançando diante de mim. Porém, ela tirou minhas mãos de si, agarrou meus pulsos e os prendeu contra o sofá, continuando a cavalgar em mim.

— Você não pode me tocar agora, Edward.

— Para onde foi o senhor, putinha?

— Você quis que eu ficasse por cima e assumisse. — Soltou um dos meu pulsos e bateu em meu rosto, me deixando irado. — Aposto que estava louco para eu te bater de novo, né?

— Filha da puta! — xinguei, ela sorriu ainda mais, antes que ela pudesse bater em mim de novo, eu acertei sua bunda.

— Porra, Edward!

— Pare de me bater, putinha.

— Sorte sua que você não bateu na minha cara — ela disse, gemendo alto quando levei uma mão até seu clítoris. — Mas talvez um dia eu peça por isso.

— Puta merda, Isabella! — Eu a beijei, enquanto gozava, sem poder me conter mais.

O corpo dela desabou sobre o meu quando eu terminei de a beijar, após meu orgasmo. Eu estava cansado, sem força alguma de a tirar de cima de mim, então a deixei lá. O cheiro de morangos em seus cabelos era forte.

— Edward, você quer ser meu sócio?

— O quê? — perguntei confuso.

— Hoje, conversando com os donos da casa de karaokê. — Ela se remexeu, voltando a erguer seu corpo e a olhar para mim. — Eu pensei em abrir uma boate em Los Angeles, ou aqui em New York mesmo, mas acho que uma em Los Angeles será melhor, pelo menos para começar.

— Você quer que eu te dê dinheiro para que abra uma boate?

— Quarenta e nove por cento do capital — ela falou, passando a mão por seus cabelos. — Eu vou investir os outros cinquenta e um, o que me diz? Você não vai precisar mexer com burocracia alguma, só vai receber o lucro da sua parte.

— Não sei se gosto dessa ideia.

Bella assentiu.

— Justo, vou levar o resto da noite para te convencer, então.

Eu ri.

— Você não cansa?

— De falar de negócios? Nunca. — Segurou em uma mão minha, levando até sua boceta. — De foder? Nunca também. Vamos unir o útil ao agradável.

***

Acordei de manhã com o Sol batendo na minha cara, eu tinha esquecido de fechar as cortinas do quarto. Me remexi na cama, tapando meu rosto com um travesseiro, querendo voltar a dormir.

Estava muito cansado, o sábado tinha sido intenso, principalmente porque fui dormir às quatro horas, depois de foder Bella por todo o quarto de hotel, enquanto ela tentava me convencer a ser seu sócio. Eu já estava tão cansado naquela hora, largado em minha cama, que só me lembrava dela deixando o banheiro vestida, falando o horário e avisando que estava indo embora para seu quarto arrumar suas coisas, pois viajaria antes do meio-dia.

— Porra, ela foi embora! — comemorei, tirando o travesseiro da minha cara.

Sem a Capitã em New York seria mais fácil ir até meu apartamento, eu pegaria a cocaína e pelo menos uma garrafa de vinho da adega que eu mantinha lá. Sai da cama rapidamente, vi o horário em meu celular, já era mais de meio-dia.

Larguei o celular de volta sobre a mesinha ao lado da cama, mas antes que eu pudesse seguir até o closet vi um papel de carta rabiscado. Eu o peguei, reconhecendo imediatamente a letra de Bella.

“Peguei a chave do seu apartamento de New York na sua mala, seu interesse em ir lá foi bem óbvio para mim, pirralho. A chave está com Tanya, ela vai cuidar de revistar tudo lá e de se livrar do que você não pode chegar perto, mandei mais seguranças te vigiarem. Se comporte enquanto eu não estiver aí, em Los Angeles voltamos a falar sobre nossa sociedade.”

Amassei o papel, desejando que Bella ainda estivesse no avião e que ele caísse.

***

Tanya conseguia ser uma babá pior que Bella, me obrigava a comer coisas saudáveis, me fez ir até a academia do hotel na tarde do domingo, me contou histórias sobre a filha dela que eu não queria ouvir e o pior de tudo, não transava comigo, ou me deixava levar qualquer uma para meu quarto. Mandei um milhão de mensagens reclamando de Tanya para Isabella, exigindo que ela mandasse qualquer outra pessoa ser minha babá e tirasse aquela loira tirana de perto de mim.

Não funcionou, Bella riu de mim e Tanya ameaçou bloquear meu número.

— Ed! — Tanya entrou no meu camarim, no estúdio do programa de auditório que eu gravaria na segunda, depois daquilo voltaria para Los Angeles, até Renesmee e Alec tinham voltado no domingo, então eu mal via a hora de estar na Califórnia, mesmo com a merda do avião que precisaria entrar, mas eu pelo menos teria um pouco do meu remédio.

— O que foi agora? Vai me fazer comer uma maçã?

— Você deveria, ajuda…

— Tanya, eu não quero saber — protestei, mexendo em meu celular, as pessoas ainda estavam falando sobre Bella e eu cantando juntos no karaokê no sábado. A maioria tratava o assunto com deboche, dizendo que Isabella era uma artista do século passado e não deveria mais tentar voltar a sua época de ouro, mas alguns elogiavam a perfomance dela, porque obviamente alguém lá de dentro vazou vídeos do momento.

No entanto, a internet parecia ter focado mais em Renesmee e Alec e muitas teorias afirmavam que eles estavam se pegando. Não estavam, para o sofrimento do meu amigo preso na friendzone.

— Mas, não foi sobre isso que vim falar — Tanya continuou. — Bella me ligou, ela disse que você deve anunciar no fim do programa que irá gravar uma música com Charlie.

— Não.

— Ah, sim!

— Não, não, isso tornará esse pesadelo mais real. Ela já contou para o Caipira Swan?

— Não sei, acho que não. E pare de chamar o Charlie assim.

— Ué, ele é um caipira mesmo. — Dei de ombros. — Ela falou se posso contar que a música é composição dela?

— Não! — Tanya praticamente gritou. — Ela irá assinar as músicas com um pseudônimo, não mencione o nome de Isabella.

— Claro, eu não vou.

Era uma mentira, eu iria sim.

***

A gravação para o programa foi um saco, fingir achar graça das piadas do apresentador que se achava o grande humorista, participar de brincadeiras estúpidas e fingir que eu não tinha transado com a produtora do programa alguns anos atrás. A única parte boa foi cantar, sempre era a melhor parte do meu dia.

— Ed, alguma última novidade antes de você cantar Endorfina para a gente? — o apresentador perguntou.

— Oh, sim! — confirmei, sorrindo para a câmera me filmando. — Uma das músicas do meu novo álbum será gravada em parceria com Charlie Swan, a canção foi composta pela filha dele e minha empresária, Isabella Swan.

O apresentador começou a falar sobre, animado. Olhei para Tanya, ela estava puta, eu seria acertado por um brócolis a qualquer momento.



Notas finais
* Quando eu tinha você para mim/Eu não queria você por perto/Aquelas caras bonitas sempre fizeram/Você se destacar na multidão *Mas alguém te puxou da galera/Só um vislumbre foi preciso/Agora é muito tarde para que eu dê um segunda olhada *Oh gatinha me dê mais uma chance *Para mostrar que eu amo você *Por favor, você não vai me deixar *Voltar pro seu coração? *Oh docinho eu estava cego ao te deixar *Deixar você ir *Mas desde que eu a vi nos braços dele *Quero você de volta Beijos! Lola Royal. 04.11.18