Hollywood

27 Capítulo Vinte e Seis


Notas iniciais
Boa leitura ♥

Capítulo Vinte e Seis

Edward Cullen

“Ed Cullen completa vinte e dois anos.”

Eu nasci em Bath na Inglaterra, em uma manhã de junho. Minha mãe dizia que o clima era extremamente agradável aquele dia, também falava que quando me pegou no colo pela primeira vez sabia que eu seria um garoto maravilhoso.

Bom, ela estava errada, não? Eu me tornei um garoto problema.

Feliz aniversário para mim!

***

Eu me recusei a atender as ligações de Isabella, responder suas mensagens agressivas, ou dar atenção para Tanya gritando em meu ouvido, puta da vida por eu ter dito que Bella era a compositora de Johnny Cash. Mas, eu tinha lido as mensagens e sabia que a Capitã estava furiosa comigo, talvez eu precisasse usar meus seguranças contra ela.

O programa só seria exibido na noite de quinta-feira, mas claramente a Capitã tinha sido informada sobre minha travessura por sua amiga loira. Tanya, a Tirana, também tinha tentado convencer os produtores do programa a cortarem aquela parte, mas eles se recusaram alegando que nada que o apresentador perguntou quebrava os acordos dos contratos assinados.

Então, quando a entrevista fosse ao ar todos saberiam sobre Bella compondo. Eu talvez não fosse assistir o programa, ela provavelmente me mataria antes disso.

Tanya me deu um comprimido do meu remédio antes de embarcamos no jatinho de volta para Los Angeles, eu queria mais, porém não ousei contráriar a tirana. Além disso, Jasper estava viajando conosco aquele dia e me ameaçou com um soco se eu passasse mal.

Não aconteceu, eu dormi antes do avião decolar, só que daquela vez de forma tranquila. Quando acordei já estávamos pousando em Los Angeles, eu apenas fechei meus olhos com força naquele momento e agarrei os lados da poltrona, também rezei, mesmo que Deus com certeza já tivesse parado de me ouvir há muito tempo.

— Porra, finalmente! — exclamei quando o avião parou.

— Vamos sair? — Jasper perguntou de uma poltrona próxima a minha. — Meu amigo tá dando uma festa, é numa casa de stripper.

— Nem pensar! — Tanya gritou da poltrona atrás da minha. — Ed vai direto para a casa dele.

Tirana, da pior espécie.

***

Tanya me deixou em casa, também deu ordens severas para os seguranças que eu não podia sair de casa e que se insistissem eles deveriam ligar diretamente para ela ou Bella. Depois ela foi embora, com meus remédios e jogando no meu colo a chave do apartamento de New York, que eu não precisava mais, já que sabia que a Tirana tinha feito uma limpeza lá.

Minha mãe e Rosalie estavam na minha casa, elas estavam loucas para saber sobre tudo em New York, mas eu ainda estava sob efeitos do remédio e simplesmente segui para meu quarto indo dormir. Antes desliguei meu celular, Bella tinha voltado a ligar e a mandar mensagens com mais palavrões do que eu conseguia falar.

***

Eu despertei abruptamente, com algo gelado atingindo meu rosto. Sentei na cama no mesmo instante, o corpo tremendo e confuso.

Até que vi Isabella parada junto a minha cama, segurando um copo em mãos e com um sorriso diabólico em seus lábios.

— Feliz aniversário, Edward! — parabenizou com deboche, depois acertou um tapa no meu rosto, seguido de um soco no meu estômago.

— Para, idiota! — A afastei.

— Eu ia usar a porra de um pseudônimo! — gritou, atirando o copo contra uma parede. — Você arruinou tudo.

— Eu não fiz nada demais, só acho que as pessoas merecem saber quem é a compositora daquela canção.

— Babaca, filho da puta. — Tentou acertar meu rosto mais uma vez, mas eu a impedi, a agarrei pela cintura e a joguei contra a cama, ficando por cima dela.

— Chega, Isabella! — exigi, ela retribuiu dando uma joelhada nas minhas bolas. — Puta que pariu!

Cai ao lado dela na cama, chorando de dor e levando minhas mãos até a parte do meu corpo violentada.

— Isso foi muito injusto!

— Eu deveria te proibir de gravar minhas músicas — falou, saindo da minha cama.

— Eu devia te processar, você fodeu com as minhas bolas — choraminguei.

— Deixa de ser chorão, pirralho.

Olhei para ela, que estava de braços cruzados.

— Você é uma bruxa!

— E você um babaca filho da puta, estamos quites. — Jogou seu cabelo por cima do ombro. — Mas, vou ser boazinha com você agora. Terá o resto da sua semana livre da gravadora, presente de aniversário.

— Que emocionante — debochei.

— E você pode chamar algumas garotas.

Sentei na cama imediatamente.

— Posso?

— Pode, duas. Só ligar para Alistair e combinar tudo.

Sorri largamente.

— Obrigada, Capitã!

— Que seja, eu te mando mais informações sobre a sua festa em Londres depois, tenho que ir bater na Kate agora.

— O que ela fez?

— Cortou o cabelo sem a minha permissão.

— Sua vida deve ser muito difícil.

— É sim. — Ela andou até a porta, mas voltou e me deu mais um tapa. — Isso é por você ter tentado ir atrás de drogas em New York.

— Eu nem cheguei perto — me defendi, massageando meu rosto. — Como encontrou a chave?

— Fácil, o chaveiro era a Estátua da Liberdade, você não é nada inteligente, Cullen.

Revirei os olhos.

— Não ganho um boquete de aniversário?

— Meu? Não, você não está merecendo.

***

Como era meu aniversário e de Rose, ela e minha mãe ficaram em casa comigo. Mamãe cozinhou para minha irmã e eu — ela tinha dispensado minha cozinheira —, nós almoçamos todos juntos e eu me entupi de bolo na sobremesa, depois dela me forçar a usar um chapéu de festa enquanto cantávamos parabéns. Era uma festa só para três pessoas, mas mamãe queria todas as tradições sendo seguidas.

Mamãe tinha decidido não ir para a festa em Londres, alegando que ficaria em Los Angeles para cuidar de Shrek e dizendo que não tinha mais idade para festas como aquelas, mas eu sabia que ela só não queria voar para a Inglaterra onde estaria tão perto do meu pai. Por mim aquela festa seria em Los Angeles mesmo, ou melhor ainda, em Las Vegas, mas eu queria que os convidados da minha irmã fossem, ela merecia mesmo ser agradada depois de ficar quieta sobre o que viu na sala de música entre Isabella e eu.

Naquela tarde, depois de eu comer muito mais do que devia, recusei assistir E se fosse verdade com minha mãe e Rose, só o que me faltava era perder meu tempo com um filme como aquele. Então, eu peguei meu violão, um bloquinho de notas, meu celular e fui para o quintal tentar compor algo, enquanto jogava uma bola para Shrek pegar.

— Foda-se, foda-se, foda-se — cantarolei, tocando uma melodia porca no violão, Shrek latiu para mim. — Daria uma excelente música, né?

Ele latiu mais, peguei a bola e joguei mais longe. Eu estava gravando cada tentativa de composição em meu celular, então encaminhei o áudio daquela para Isabella e Jasper. Só meu amigo me respondeu, rindo.

Antes que eu largasse o celular de volta sobre a grama, me distrai com o Twitter, pesquisando sobre meu nome e vendo as milhares e milhares de mensagens de felicitações de aniversário.

“Hoje é aniversário do meu marido Ed Cullen!”

“Feliz aniversário, Ed, eu te amo muito!”

“O presente que o Ed tá merecendo sou eu, feliz aniversário, crush!”

“O que será que o Ed tá fazendo hoje? Será que esse lindo já comeu bolo?”

“Ed Cullen está fazendo vinte e dois anos, eu estou tão feliz!”

— Puta merda, como eu tô velho — me queixei, continuando a ler.

“Hoje eu só queria sentar no Ed Cullen.”

“Vinte e dois com carinha de dezoito, né Ed Cullen?”

“Ed Cullen devia pedir de presente de aniversário uma empresária melhor que a vagabunda da Swan.”

Eu cliquei naquele último perfil, era de uma pessoa que se chamava Kelly Cullen. Sua foto de perfil era uma foto minha no Karaokê no sábado, assim como sua capa uma minha na praia, o que já tinha muitos anos e foi para a gravação de um clipe. Li mais algumas publicações delas, que eram bem revoltadas.

“Espero que a vadia da Lauren não tenha mandado parabéns para Ed hoje!”

“Aposto que a outra vagabunda Swan, a Alice, mandou um videozinho porno de parabéns pro Ed. Ainda não engoli aquele vídeo que ela postou dos dois dançando.”

“Todo mundo sabe que Jasper Whitlock é um aproveitador, até o Ed sabe… Não sei porque ele chamou esse cara de volta para sua banda.”

“Espero que Jasper morra!!!”

“Estava demorando... Jasper postou uma foto com Ed no Instagram, ele não cansa de se escorar no ‘amigo’?”

“Eu odeio Isabella Swan, ela é uma puta e todo mundo sabe disso.”

“Isabella Swan já teve a porra de uma overdose, ela não deveria ser empresária do Ed, é uma puta drogada.”

“Ainda existe gente que defende Isabella Swan? Esse mundo é uma merda mesmo.”

“Isabella Swan, nós sabemos que você quem espalhou seu videozinho pornô, é uma PUTA!”

“Pra quem não sabe, o que acho difícil, a empresária do Ed anos atrás divulgou um vídeo de sexo dela.”

“Isabella Swan é nojenta!!!”

“Isabella Swan foi vista deixando o condomínio que o Ed mora hoje de manhã. Eu ainda não entendo como ele foi trabalhar justamente com essa vagabunda.”

— Você tem sérios problemas, garota! — falei, bloqueando aquela psicopata.

Ainda tomado pela curiosidade, busquei pelo nome de Isabella no aplicativo. Eu sabia que nem sempre as postagens relacionas a mim eram boas, mas a grande maioria sim, diferente das relacionas à Isabella. Pesquisando pelo nome dela o que mais vi foi seu nome usado em vídeos pornôs que não eram com ela, ou outras pessoas como a garota que bloqueei a chamando de vagabunda e tudo mais, fora que o vídeo do Escândalo Swan seguia sendo compartilhado.

Eu não fazia ideia de como Isabella lidava com aquilo, provavelmente no lugar dela eu já teria cortado meus pulsos.

Desliguei meu celular, o jogando de lado. Peguei o bloquinho de notas, o lápis e escrevi uma palavra ali.

Escândalo.

***

Cerca de duas horas depois, enquanto eu fazia alguns rabiscos no manuscrito da canção que compus em tempo recorde, Rosalie apareceu no quintal. Minha irmã estava nervosa, entendi o motivo quando ela me estendeu seu celular e falou:

— É pra você, é o papai.

— Não quero falar com ele — declarei, Rosalie suspirou e enfiou o celular na minha mão.

— Fale! — ordenou.

Revirei meus olhos, levando o celular até minha orelha.

— Oi.

— Edward, olá! — meu pai falou, estava sério. — Sinto muito não ter falado com você antes, estava no hospital. Bom, eu liguei para seu celular, mas estava desligado. Como você está? Você não vai responder, né? — Bingo, papai! — Enfim, só queria te desejar feliz aniversário. Espero que agora que você tem vinte e dois anos se torne mais responsável…

Eu desliguei na cara dele, não aguentava o ouvir falar aquele monte de merda.

— O sinal caiu — falei para Rosalie, devolvendo o celular para ela.

— Edward! — minha irmã gritou, indignada. — Não acredito que você desligou na cara do papai!

— Ele é um idiota.

— Ele é seu pai!

— Bom, eu também sou um idiota, né? Isso deve ser hereditário.

Ela bufou, guardando o celular no bolso da sua calça jeans.

— Conseguiu compor algo?

— Sim — respondi, animado com aquilo. — Quer ouvir?

— Claro, depois eu ligo pro papai e peço desculpas em seu nome — falou, sentando-se ao meu lado, Shrek correu para perto dela.

Eu ignorei sua fala, por mim Carlisle não teria desculpa alguma, ele não merecia. Mas, logo tratei de tirar ele da minha mente. Ajustei meu violão e comecei a tocar e a cantar, aquela que seria uma das canções mais agitadas do álbum.

Você está em Hollywood. Você tem o mundo aos seus pés. Você é rico. Você tem um tigre de estimação. Sua vida é perfeita. Todos lhe invejam. Então. Por que você cometeria tantos erros?

Olhei rapidamente para minha irmã, ela parecia estar aprovando a música.

Festas. Mulheres. Drogas. Prisões.

Me preparei para o refrão.

Você é o rei dos escândalos. A coroa é sua. Um escândalo a cada dia.
Sua reputação pede misericórdia. Você é o rei dos escândalos. A coroa é sua. Um escândalo a cada dia. Sua reputação pede misericórdia.

Rose revirou olhos para algo, mas não parei para perguntar o que era.

Ok, vamos tentar. Fique na linha. Não crie problemas. Oh porra!

Shrek latiu, Rose jogou a bola dele para longe.

Outro escândalo. Eles tem você nos jornais outra vez. Só falam com acidez. E você rebate com estupidez.

Shrek voltou com a bola, Rose a jogou para longe novamente.

Você é o rei dos escândalos. A coroa é sua. Um escândalo a cada dia
Sua reputação pede misericórdia. Você é o rei dos escândalos. A coroa é sua. Um escândalo a cada dia. Sua reputação pede misericórdia.


Minha irmã já estava cantarolando a melodia.

Ele aceitou a coroa. Ele aceitou ser o pior. Ele sabe que é o maior.

Terminei, sorrindo, a música estava perfeita.

— Ela se chama Escândalo — contei para Rosalie.

— Deduzi — ela disse. — Você se inspirou em Isabella para compor Endorfina e Escândalo?

— Sim, mais ou menos, ela ajudou um pouco. — Dei de ombros. — O que achou?

— É uma boa canção, você é excelente. Mas, está certo, é um idiota!

Arregalei meus olhos.

— Por estar transando com aquela mulher aproveitadora, você devia parar de se deixar levar por sexo e pensar em seguir uma vida mais tranquila, mais normal.

Eu gargalhei.

— Eu tenho a vida dos sonhos de qualquer pessoa, Rosalie.

Ela negou com um aceno de cabeça.

— Não, com certeza não.

— É? Então por que você tá com o Demetri? Ele não é muito diferente de mim, irmã.

— Ele é muito diferente de você.

— É questão de tempo até ele chutar você, Rosalie.

Minha irmã engoliu em seco.

— Demetri me ama.

— Você está se enganando, exatamente como eu me enganei com Lauren. — Me levantei. — Boa sorte para quando quebrar sua cara.

***

Passei o resto do dia do meu aniversário na sala de música, aperfeiçoando minha música nova. Eu estava tão concentrado nisso que não liguei para Alistair pedindo pelas garotas de programa, mas também não podia com minha mãe em casa, Rosalie tinha ido dormir com Demetri.

Na manhã seguinte eu malhei, nadei e entediado fui para a gravadora trabalhar melhor em cima de Escândalo, mesmo que Bella tivesse me dado a semana de folga. Ela não estava por lá, estava ocupada com Kate e os preparativos para a turnê desta, como Laurent me informou, depois ele também saiu para se encontrar com as duas.

Eu fui para o apartamento de Isabella de noite, assim que sai da gravadora. Tinha uma gravação inicial de Escândalo em meu celular que queria que ela escutasse, além disso, eu tinha outros assuntos para resolver com ela.

— O que está fazendo aqui? — Bella questionou quando abriu a porta para mim, estava usando saltos, um vestido azul solto que ia até seus joelhos, estava maquiada e tinha uma taça de vinho em mãos.

— Negócios, vim te mostrar a nova música que fiz e conversar sobre o lance da boate.

Bella sorriu, deixando com que eu entrasse no seu apartamento.

— Cadê a Jean? — Procurei pela gatinha quando chegamos na sala.

— No quarto dormindo. — Bella se sentou no sofá, de pernas cruzadas e bebeu um pouco do seu vinho. — É melhor você se apressar, eu vou sair para jantar com James logo mais.

— Que seja. — Sentei ao lado dela, tentando não olhar para sua taça de vinho, enquanto colocava a música para tocar.

Bella a escutou atentamente, sem tecer qualquer comentário. Quando a canção acabou ela terminou de beber todo seu vinho.

— Não…

— Antes de você tentar vetar a música, ai vai minha proposta. Eu viro seu sócio na boate, do jeito que quiser. Mas, eu terei total liberdade de gravar Escândalo oficialmente e deixar esse ser o nome do álbum.

Ela arregalou seus olhos castanhos.

— Nem pensar.

— Você não é a única com escândalos na costa, me deixe gravar a música.

Ela apoiou a taça sobre a mesinha de centro e ficou pensando.

— Depois de seis meses da inauguração da boate aqui em Los Angeles podemos abrir uma em New York?

— Por que não Londres? — sugeri, ela arqueou uma sobrancelha. — Eu sei que disse que você resolveria tudo sobre isso, mas boates em Londres também são muito populares, além do mais você poderia por lá começar a expandir o negócio pelo mercado europeu. Paris, Ibiza, Barcelona, Amsterdã…

— Eu topo!

Eu sorri.

— Sócios? — Estendi uma mão para ela.

Bella não apertou minha mão de volta, ela se ocupou tirando sua calcinha de renda preta e a jogando para o lado. Antes que eu pudesse me manifestar ela montou em cima de mim, já abrindo minha calça.

— Eu disse que gostava de negócios e sexo — falou sorrindo para mim, então mordiscou minha orelha. — E você está mais velho agora, isso me deixa mais cheia de tesão.

— Você ainda é mais velha…

— Cala a boca — ordenou, começando a me masturbar. — Temos que ser rápidos, ok?

— Pode deixar.

Quando eu fiquei completamente duro em sua mão, Isabella colocou meu pau em sua boceta, fazendo com que nós dois gemêssemos. Eu tentei beijá-la, mas ela não permitiu.

— Não, você vai estragar minha maquiagem.

— Porra — reclamei, puxando seu vestido um pouco mais para cima, segurando em sua cintura e ditando o ritmo do nosso sexo. — Espera, o lucro da boate será cinquenta por cento para cada?

— Claro que não — ela respondeu em um gemido, apertando meus ombros com força. — O mesmo valor da porcentagem do investimento.

— Por que não fazemos cinquenta por cento para cada mesmo?

Ela agarrou meu queixo, fazendo com que a olhasse.

— Porque eu estou no comando, lembra?

Revirei os olhos, mas aproveitei aquele momento para a deitar contra o sofá.

— Nos negócios, no sexo sou eu, putinha.

Bella entrelaçou suas pernas em minha cintura.

— Sim, eu gosto disso — ela disse, deslizando suas mãos por cima da minha camisa.

Eu continuei a fodendo, até que eu gozasse, ela veio logo depois. Continuei em cima dela, sentindo seus seios encostando no meu peito.

— Cancela o jantar com o mestre cuca, quero foder seu rabo.

— Outro dia — ela falou, bem na hora que a campainha tocou. — Puta merda! — xingou, sai de cima dela rapidamente.

— Preciso ir ao banheiro — ela disse, nervosa demais. — Atende a porta pra mim, diz pro James que veio falar de trabalho.

— Tá.

Ela saiu quase correndo da sala, enquanto eu me arrumava. Levantei para ir abrir a porta e vi sua calcinha no sofá, eu a peguei e guardei no bolso da minha calça. Chequei mais uma vez minhas roupas, então abri a porta para James, que ficou muito surpreso em me ver.

— O que você está fazendo aqui? — ele questionou.

— Vim resolver alguns assuntos de trabalho com a sua noiva — falei.

— E cadê ela? — James entrou no apartamento, fechando a porta.

— Foi ver algo no quarto… Ai está ela! — Bella apareceu, sorrindo de orelha a orelha, me ignorou e beijou James.

— Oi! — ela falou animadamente com ele, respirei fundo para não rir.

— Oi! — James falou de volta, ele não estava animado. — Nós tínhamos combinado de sair para jantar, o que Edward está fazendo aqui?

— Veio resolver uns assuntos de última hora, mas já está indo embora. — Ela olhou para mim. — Os documentos estão na produtora, você os assina depois.

— Ok — concordei, entrando no seu teatro. — Vou ir embora agora. — Tateei meus bolsos, minhas chaves e meu celular estavam lá, a calcinha de Bella também. — Foi bom te ver, James!

— Até mais. — Ele abriu a porta para mim.

Eu sai logo, assim que a porta se fechou peguei meu celular e mandei uma mensagem para Alistair, pedindo que ele mandasse as garotas de programa para minha casa.

***

Eu viajaria para Londres na quinta-feira de noite, tudo porque na sexta-feira de tarde e no sábado de manhã daria entrevistas na cidade. Quando o dia da viagem chegou estava uma pilha de nervos, entraria mais uma vez num maldito avião aquela semana.

— E seu remédio? — Esme me perguntou, enquanto ela me ajudava a terminar de arrumar a mala na quinta-feira de tarde.

— Tanya vai viajar comigo, ela está levando, eu odeio aquela mulher.

Mamãe suspirou.

— Você não pode exagerar nos remédios, Ed.

— Eu sei, mãe.

— Devia voltar à terapia.

— Nem fodendo. — Guardei a minha fantasia na mala, no dia anterior eu tinha desistido da fantasia de Bowie quando eu fiquei parecendo um palhaço, tinha escolhido outra de última hora. — Rosalie! — exclamei quando minha irmã apareceu na porta do quarto. — Sua mala já está pronta, né? Veio com o Demetri? Ele vai com a gente mesmo?

— Ele não vai mais — ela sussurrou.

— Por que não? — mamãe perguntou.

Rosalie começou a chorar, não precisei ouvir mais nada, sabia o que tinha acontecido.

— Ele terminou comigo — ela murmurou.

Mamãe andou rapidamente até Rosalie, a puxando para um abraço apertado.

— Eu disse que a gente devia ir para Bath no domingo, para ele conhecer o lugar que cresci e tudo mais, só que ele negou. Então, eu falei que queria muito que fosse visitar a igreja que nós frequentávamos, porque era meu sonho casar lá e que um dia nós dois casaríamos ali, foi quando ele disse que queria terminar.

— Filho da puta! — xinguei.

— Você estava certo. — Rose olhou para mim. — Demetri disse que gosta de mim, mas que não quer ficar preso em um namoro agora, eu fui tão idiota.

Rosalie chorou mais, eu a deixei com mamãe e sai do quarto. Liguei para Isabella, que me atendeu com uma voz mau humorada.

— Que foi? Você também está querendo que eu grite com você? Acabei de fazer isso com Kate, faço com você agora mesmo.

— Preciso que você destrua a carreira do Demetri, sei que pode fazer isso. Só quero que esse verme sofra.

Notas finais
A letra de Escândalo foi escrita por mim... Beijos! Lola Royal. 05.11.18