Hollywood
74 Capítulo Setenta e Três
Notas iniciais
Capítulo Setenta e Três
Edward Cullen
"Ed Cullen leva Isabella Swan a encontro dos sonhos."
Eu sabia que nem todo mundo iria aceitar meu relacionamento com Isabella, que a mídia sempre iria achar um jeito de fazer com que fôssemos mal vistos. Entretanto, aos poucos, algumas pessoas poderiam abrir seus olhos e ver como éramos de fato apaixonados um pelo outro e como isso era maior do que qualquer outra coisa.
***
Eu me senti em um filme, naquele momento que o protagonista pensa que está tudo dando certo até ser atingido por algo que vira sua vida de cabeça para baixo.
— N-Não — gaguejei, Isabella arregalou seus olhos castanhos e sua expressão se tornou imediatamente triste. — Quero dizer, isso está errado. Porra, Bella! — exclamei, ela engoliu em seco e se moveu na cama para longe de mim.
— Ok, já entendi que você não quer casar — sussurrou e passou uma mão por seu rosto, estava chorando.
— O quê? Não, não é isso! — afirmei, passando as mãos por meus cabelos e foi minha vez de me mover pela cama, ficando perto dela. A forma que ela se encolheu com minha aproximação não era um bom sinal. — Linda, eu estava dizendo não para a situação, não para seu pedido. Falando que o errado era você me pedir em casamento, quando eu deveria fazer isso. Claro que quero casar com você.
— Você está mudando de opinião agora só porque…
— Não estou mudando de opinião agora, Isabella. Eu ia te pedir em casamento no Natal. — Ela prendeu a respiração. — Já comprei um anel de noivado e tudo, Renesmee me ajudou a escolher dias atrás, ele é da Harry Winston e está guardado no closet lá em casa.
— Vo-Você est-está falan-falando sério? — Foi a vez dela de gaguejar, tinha parado de chorar.
— Claro que estou, Capitã. Lembra daquele dia que todos foram lá pra casa? Que até vimos desenho com a Valentina? Renesmee falou que você queria casar, ali eu me dei conta de que esse seria nosso futuro, ainda estava lidando com isso na minha cabeça. Mas, um dia em New York, dias antes do final da turnê, eu decidi que iria te pedir em casamento no momento que o contrato com a Leah fosse encerrado. Então descobrimos sobre Donut e eu não queria fazer isso de qualquer jeito, comprei um anel com a ajuda da sua irmã e planejei fazer o pedido no Natal. Eu colocaria a caixinha dentro de uma meia, ia mandar você olhar e fazer o pedido.
Bella voltou a chorar, eu suspirei e afaguei seus cabelos.
— Eu te amo, Isabella. — Ela olhou para mim, seus olhos molhados pelas lágrimas. — Claro que quero me casar com você, linda. Não só porque vamos ter um filho, mas porque quero que sejamos um casal perante a lei, quero que você tenha meu sobrenome se quiser, quero ter dar um anel e uma aliança de casamento e quero acordar todos os dias sabendo que sou casado com a mulher mais fantástica desse mundo.
Ela me beijou, um beijo atrapalhado por ela ainda estar chorando. Quando afastamos nossas bocas eu disse:
— Peça de novo.
— Casa comigo, Edward?
— Sim, eu caso, Isabella.
Bella abriu seus olhos para mim e estava sorrindo.
— Você estragou todo o pedido que construí na minha mente, garota! — exclamei, ela gargalhou e afagou meu rosto.
— Desculpe — pediu. — Mas é você quem tem um anel, ainda pode fazer um pedido.
— O segundo, fazendo parecer que fui um idiota que não tinha coragem de pedir antes?
— Eu não sabia que você estava planejando algo.
— Claro que não sabia, era uma surpresa.
— Não falamos sobre casamento desde o começo do namoro, eu estava com medo de que talvez você nunca fosse querer se casar, precisava saber logo!
— Se falássemos abertamente sobre casamento você acabaria sabendo do pedido antes, sabe quantas vezes eu já me controlei para não te pedir em casamento? Várias, incontáveis vezes, mas sempre me segurei porque queria que fosse perfeito e sabia que no Natal em Nashville seria perfeito pra caralho pra você, num dos seus lugares favoritos, com sua família presente.
— Eu amaria mesmo isso — sussurrou.
— É, eu sei que amaria! — exclamei frustrado. — Eu ia até mandar confeccionar meias com nossos nomes para pendurar na lareira.
— Amor, que bonitinho — ela continuou a afagar meu rosto. — Você ainda pode mandar fazer as meias.
— Que seja — resmunguei, ela sorriu para mim outra vez e subiu no meu colo.
— Pirralho, sei que frustrei seus planos, mas podemos surtar agora sobre o fato de estarmos noivos?
Sorri para ela e beijei a ponta do seu nariz.
— Podemos, mas eu vou resmungar sobre você ter estragado a surpresa para sempre.
Ela riu e me beijou na testa.
— Certo — concordou. — Nós vamos nos casar!
— E teremos um bebê — acrescentei tocando em sua barriga. — Você quer esperar que ele nasça para termos o casamento?
Bella suspirou e depois de poucos segundos refletindo respondeu:
— Não, eu quero casar logo.
— Logo quando?
— Tipo logo mesmo!
— Vamos para Las Vegas — falei empolgado. — Pegamos um avião e hoje mesmo já casamos.
Bella mordeu seu lábio inferior e refletiu sobre isso também.
— Não é uma má ideia — falou por fim. — Mas eu adoraria casar em Nashville.
Claro, eu deveria esperar por isso.
— Nada do Plaza? Renesmee me disse que tentou repassar a reserva dela para você.
— Plaza seria incrível, mas sério, Nashville parece mais certo. Nós começamos a namorar lá, você iria me pedir em casamento ali, vamos voltar para onde tudo começou.
— Se pensarmos assim teremos que casar na sala de música onde fodemos pela primeira vez. — Bella riu e passou a mão pelos meus cabelos. — Enfim, ainda podemos pegar um avião e casar em Nashville hoje mesmo.
— Ok, eu super toparia fazer isso, mas não me perdoaria no futuro por não ter um casamento um pouquinho mais planejado.
— Então, você quer um grande casamento em Nashville?
— Antes com certeza pensava em uma grande festa de casamento, mas depois dos últimos dias acho que um casamento menor só com as pessoas que mais importam pra gente perto é o suficiente para mim. Mas não quero decidir nada sozinha, você pode opinar sobre lugar, data e tudo mais, é o noivo!
Eu sorri para ela e deitei Bella na cama, fiquei por cima, mas tomando cuidado para não apertar sua barriga.
— Meu amor, eu casaria com você aqui nesse quarto de hotel agora mesmo. Casaria com você em um castelo na Inglaterra, ou em um mergulho no Caribe, não importa quando ou onde o casamento vá acontecer, eu só quero estar com você, Capitã.
Bella começou a chorar, eu a beijei carinhosamente.
***
Acordei na manhã seguinte ouvindo Isabella sair da cama, ainda sonolento eu saí também e fui atrás dela no banheiro. A encontrei vomitando, eu a ajudei a prender seus cabelos e liguei para a recepção do hotel pedindo nosso café da manhã e água com limão para ela.
— Melhor? — perguntei voltando ao banheiro, ela não estava mais vomitando.
— Melhor — respondeu, ainda estava no chão, a cabeça apoiada na parede atrás de si. — Nós ficamos mesmo noivos ontem ou eu sonhei com isso? — perguntou baixinho.
Fiquei ajoelhado perto dela e passei a mão por seu rosto, Bella deu um pequeno sorriso.
— Estamos noivos, linda.
— Nem acredito que em breve vou te chamar de marido.
— Pois é, futura esposa, pode ir se preparando para isso. Agora, eu pedi comida pra gente, por que você não levanta desse chão e tomamos um banho rápido?
— Ok, me ajuda a levantar.
***
Nós tomamos café da manhã na cama, vestidos em roupões e com Isabella checando nossas agendas. Estávamos buscando pela melhor data para o casamento, chegamos ao acordo de que deveria acontecer ainda aquele ano, mas tínhamos só um mês e alguns dias até o ano acabar, o que nos daria pouco tempo para acertar tudo.
— Ok, se nada precisar ser alterado, acho que a melhor data será dia quinze de dezembro — falou entusiasmada e com a boca cheia de uva. — Aí podemos ter alguns dias de lua de mel em algum lugar antes do Natal e voltamos para Nashville.
— Você não vai querer ficar em Nashville mesmo para a lua de mel? — perguntei enrolando uma mecha de cabelo dela no dedo enquanto olhava para nossas agendas em seu celular também.
— Acho que seria legal ir para algum lugar com praia na lua de mel.
— Que tal Malibu? Não vai estar tão quente quanto no hemisfério sul, mas nós vamos praticamente ter acabado de voltar do Brasil, se meu show no festival em São Paulo não for cancelado. — Sabíamos que com tudo acontecendo isso era uma possibilidade. — Podemos ficar no país mesmo e curtir em um lugar mais reservado, você tem sua casa lá…
— Vai ser nossa casa depois do casamento — ela me interrompeu e eu a olhei.
— Você tem certeza? Não tenho problema algum em colocar meus bens no seu nome, mas se você quiser preservar os seus não verei problema nisso.
— Eu também não vejo problema nisso, não estou pretendendo me divorciar de você no futuro, mas ok, acho que temos que ter a ideia em mente que isso pode acontecer um dia.
Vi temor em seus olhos e beijei sua bochecha.
— É só burocracia, linda. Vamos falar com nossos advogados e fazer um acordo pré nupcial bom para nós dois.
— Tudo bem. Então, ficamos com dia 15 para o casamento?
Eu sorri e respondi:
— Sim, vamos casar em dezoito dias.
— Quer mesmo isso? — perguntou ainda apreensiva.
— Capitã, lembra que fui o cara querendo viajar no meio da madrugada para Las Vegas. Eu quero muito casar com você.
Ela voltou a chorar.
— Não aguento mais chorar — resmungou chorando e rindo. — Caralho, nós vamos casar em menos de um mês.
— E passar a lua de mel em Malibu na minha nova casa. — Apertei sua bochecha, a fazendo rir. — Porra, Capitã, Shrek pode levar nossas alianças!
***
Infelizmente não poderíamos ficar pelo resto do dia no hotel, precisávamos resolver muitas coisas, além do casamento, e Bella ainda teria consulta com sua médica de tarde. Antes de deixarmos o hotel falamos rapidamente com Tanya — sem mencionar nosso noivado, Isabella queria contar pessoalmente — e a Tirana nos atualizou sobre a repercussão da foto que Bella tinha postado de noite e a minha entrevista para Natalie Lee que foi ao ar enquanto estávamos no encontro.
A ideia do encontro tinha surgido em minha mente no domingo, queria levar Bella para algum lugar especial e foi quando me dei conta de que nunca tínhamos tido um encontro real. Consegui com a ajuda de Tanya organizar tudo e foi uma das melhores noites das nossas vidas, talvez eu devesse ter a pedido em casamento durante o encontro, mas estava mesmo focado na ideia de fazer o pedido no Natal.
— As reações sobre tudo ainda estão bem mistas — Tanya dizia. — A entrevista de Ed foi o mais verdadeira possível e apreciaram isso, porém os grupos de fãs que se sentiram traídos com a história da Leah são muitos e muito fortes e ainda tem a mídia lembrando disso sem parar e pintando vocês como as piores pessoas do mundo. Mas ei, a Bella está começando a cair no gosto de fãs mais calmos e ela até saiu na lista de grávidas mais bonitas do ano de um site.
— Qual posição eu fiquei? — Bella perguntou de boca cheia, estava comendo um bombom de chocolate.
— Sexto.
— De dez?
— Sim.
— Isso é quase fora da lista — reclamou, revirei meus olhos e Tanya bufou.
— Ah, vocês ganharam um nome de casal.
— Ganhamos? É Isaward? — perguntei. — Uma fã nossa usa esse nome há séculos no Twitter.
— Não, é Beward. Mesmo que você seja mundialmente conhecido por Ed, um grupo de fãs organizou uma enquete no Twitter com várias opções de nomes entre as combinações de nomes e apelidos de vocês e esse foi o ganhador. Além do lance da revista também já tem gente criando fã clube exclusivo para Bella nas redes sociais.
Olhei para minha noiva — era bom usar a palavra mesmo que em pensamentos — e a vi chocada com aquilo.
— Aos poucos acho que o ódio vai se tornar menor — Tanya falou. — Hoje estão falando muito sobre o encontro de vocês, apesar de tudo Ed foi bem visto por todo o encontro que planejou. O bebê também faz muita gente ter mais simpatia por vocês. Enfim, preciso voltar ao trabalho agora, saiam em segurança do hotel, por favor.
Acabamos de falar com Tanya, recolhemos tudo nosso da suíte e saímos. Emmett — que já tinha substituído Felix com a troca de turnos — e os outros seguranças nos guiaram pelo hotel. Sairíamos direto pela garagem, não mais na limusine do outro dia, mas em um dos meus carros.
— Tem muita gente aí fora? — perguntei para Emmett quando já estávamos dentro do carro.
— Sim, está bem cheio — respondeu, Bella segurou minha mão com força e com a outra colocou os óculos de Sol, que eu tinha colocado em nossa mala, em seu rosto.
***
Fomos primeiro para casa, só depois seguiríamos para a produtora onde resolveríamos outras coisas. Minha mãe já tinha saído para ONG, Rosalie para a faculdade, nos deixando sozinhos ali.
— Vai pra sala de música — pedi para Isabella quando paramos na cozinha para beber água antes de irmos trocar de roupas e sair novamente.
— Por quê? Não posso demorar, tenho muito que fazer hoje… — Eu a calei com um beijo.
— Me espera lá, Capitã, por favor — tornei a pedir, ela concordou e desceu.
Subi para meu quarto com Madonna e Shrek me seguindo. Peguei o anel do closet, o guardei em meu bolso e fui encontrar Isabella na sala de música. Ela estava mexendo no celular, mas o deixou de lado sobre o sofá quando me viu.
— Vem cá, amor. — Fiz com que ela ficasse de pé, beijei seus lábios por um segundo e me ajoelhei diante dela, Bella arfou.
— Você vai fazer o segundo pedido!
— Pois é, sobrou pra mim ficar com o pedido secundário, né sua apressada? — Ela riu. — De qualquer forma, tenho um anel para te dar.
— Um anel grande?
— Linda, é um anel muito grande!
— Grande como seu pau.
— Bella, não estraga isso de novo — eu reclamei, ela riu, mas se calou logo. — Comporte-se — exigi.
Eu respirei fundo, segurei a mão esquerda dela entre as minhas e comecei a fazer o pedido. No lugar errado, na hora errada, sem ter meu discurso todo pronto como realmente queria, mas o mais importante estava certo, a garota.
— Você era uma princesa a primeira vez que te vi, linda, cantando sobre querer ser uma garota normal. Nunca, nem mesmo em meus sonhos mais loucos de criança, pensei que iria te conhecer. Então, eu te vi algumas vezes por aí desde que fiquei famoso, por muito tempo não podia ouvir seu nome sem pensar no seu pai e em como o detestava. — Bella fungou. — Mas eu te conheci de fato quando você estava esperando por mim depois que deixei a reabilitação, só que eu te conheço um pouco mais todos os dias, como falei naquele post no Instagram, nós tivemos vários começos e vamos continuar tendo. Obrigado por ser a garota que briga comigo quando temos que decidir qual comida pedir, obrigado por ser a mulher que cuida tão bem da minha carreira e ter me colocado no Time Swan. Obrigado por ter sempre, desde o começo, ficado ao meu lado quando minha mente é mais forte do que eu. — Ela assentiu e me pegando de surpresa ficou de joelhos juntos comigo. — Capitã, não…
— Continue!
— Como quiser, mandona. — Ela sorriu. — Obrigado por ser a mulher que me faz rir, gozar. — Ela sorriu mais. — E que faz maratonas de séries comigo. Obrigado por dividir seus segredos, obrigado por ouvir os meus. Muito, muito obrigado por não me ver como um idiota sem cérebro só com uma conta bancária alta, ainda que eu seja bem idiota de vez em quando. Obrigado por entender que eu amo música e que preciso disso pra viver. — Ela afagou meu rosto. — Obrigado por me inspirar, dia e noite. Obrigado por ter estado comigo quando perdi Stefan, naquela noite em Berlim também.
Beijei sua testa, eu já estava chorando.
— Eu te amo. A primeira vez que falei isso para você estava tão assustado, eu nunca poderia imaginar que estaríamos onde estamos agora, mas estou tão feliz, meu amor. Prometo que serei o melhor marido para você, que eu vou te encher de jóias, casas e todo o luxo que você merece. E eu sinto muito, mas você nunca será uma garota normal para mim, Capitã. Você sempre será a minha garota especial, aquela com quem eu brigo, discuto, mas no final do dia é a mesma que me chuta na cama e eu deixo, quase sem reclamar, porque te amo. Nós dois nunca teremos uma vida normal, é uma loucura pra gente, eu sei. Mas, eu não vou te dar só presentes caros, algumas vezes eu vou te dar cordões de dez dólares. — Toquei no que tinha dado para ela quando começamos a namorar. — Que simbolizam muito mais do que muitos diamantes. — Ela assentiu. — Outras vezes eu vou te dar vidas no Candy Crush. — Bella riu. — E em alguns dias vou querer te dar flores, mas aí vou lembrar que você não gosta delas e no lugar disso te escreverei uma música. Algo tipo: Minha garota odeia flores, ela me bate com buquês — cantarolei. — E de vez em quando nós vamos fingir que não há uma quantidade insana de pessoas na internet falando da gente, ou pessoas usando drones querendo nos espiar. Vai ser quase como se fossemos um casal anônimo, mas nós nunca seremos um casal anônimo. Capitã, nós somos a porra do melhor casal que o mundo já viu e eles ainda irão ver muito da gente.
Nós dois abrimos sorrisos largos ao mesmo tempo.
— Nós temos tudo que merecemos e teremos tudo que um dia ainda vamos querer, que se foda quem está contra a gente, que se foda quem tentar nos derrubar. Vamos desfilar pelo mundo juntos, eu vou dizer o quanto te amo quando quiser e nunca mais iremos nos esconder. Eu prometo que sempre vou estar ao seu lado, mas que se algo acontecer vou trabalhar para reconstruir o caminho entre a gente. E prometo que você sempre será a mulher que me fará sentir meu coração bater mais forte. Também prometo que eu vou ser o melhor pai para nosso bebê, eu juro. — Coloquei uma mão em sua barriga. — Eu amo nosso filho, eu amo ele ser uma parte de você e uma parte minha, amo você mais e mais por estar me dando uma família. Obrigada, por ter entrado na minha vida.
Tirei o anel do meu bolso, Bella olhou para ele e seu olhar e sorriso pareceram o aprovar.
— Agora eu vou pedir, com carinho e sendo só o pedido secundário do dia, que você nunca mais saia da minha vida, Capitã. Casa comigo, Isabella?
— Não — ela respondeu, eu soltei sua mão, em choque. Ela riu e afagou meu rosto de novo. — Não acredito que você caiu nessa do não, bobo.
— Isabella, isso é sério! — exclamei irritado, mas também aliviado.
— Também era sério quando eu pedi e sua primeira palavra foi não, chamo isso de vingança. Agora peça de novo!
— Isabella Swan, você aceita casar comigo? — perguntei novamente.
— Sim! — exclamou. — Eu nunca diria não — completou. — Coloque o anel em mim, vamos oficializar isso — pediu ansiosa.
Segurei sua mão novamente e deslizei o anel por seu dedo, serviu perfeitamente nela. Isabella estava chorando no instante que beijei sua mão, ela logo me beijou e depois sussurrou:
— Amo você, noivo.
— Também te amo, noiva. — Coloquei meus lábios em seu pescoço. — Eu também nunca poderia dizer não para você.
— Eu sei. — Afagou meu braço. — Esse é um novo começo, pronto para ele?
— Mais do que pronto. — Tirei meu rosto do seu pescoço e a olhei. — Um casamento com a garota que amo, quatro animais e um filho. Falta só uma coisa.
— O quê?
— Quero lançar a música de Garota no Natal, era a surpresa que falei para Natalie e você só ficaria sabendo disso quando eu te pedisse em casamento no dia. Mas, mudança de planos já que você estragou os meus. Eu não quero lançar somente a música no Natal quero lançar um clipe também e quero você comigo nele.
— Edward…
— Sim? Não?
Ela respirou fundo.
— Sim, mas só seu eu for a diretora do clipe, quero que seja a nossa cara, não a cara de um diretor qualquer.
— Porra, você pode ser o que quiser. Eu te amo, te amo tanto.
***
Decidimos anunciar o noivado para o público apenas no domingo, na inauguração da boate. Seria uma grande coisa, mas Bella e eu decretamos que roubaríamos a festa e faríamos dela também a nossa de noivado.
— Eu só consigo pensar em dormir — Bella sussurrou quando pegamos o elevador na garagem para subir até sua sala.
— Você deveria ir para casa descansar — eu falei, nossas mãos estavam unidas, a esquerda dela sem seu anel de noivado. Como o anúncio para o público demoraria a acontecer ela ainda não poderia sair circulando com seu anel no dedo, o grande anel que ela amou.
— Preciso trabalhar, tenho que garantir seus contratos depois da bagunça que fiz.
— Nós fizemos — a corrigi e as portas do elevador se abriram no andar da sua sala.
Saí na frente, com Isabella me seguindo e praticamente arrastando seus pés no chão. Quando nos viu Irina deu um pulo do seu lugar na mesa e andou até a gente, ela sorria e animada falou:
— Meus parabéns pelo bebê! — Era a primeira vez que ela nos via desde a matéria de Kevin.
— Obrigado, Irina — agradeci.
— Certo, certo — Bella murmurou. — Preciso que avise Tanya que estamos aqui, peça para ela vir até minha sala.
— Pode deixar — Irina concordou. — Precisa de mais alguma coisa, Bella?
— Que você faça seu trabalho, o que está demorando a fazer, já deveria ter ligado para Tanya.
— Vou fazer isso agora. — Irina voltou para junto da sua mesa, Bella e eu fomos para a sala dela.
— É inadmissível o quão sonolenta eu tô — Isabella se queixou e se largou no sofá, eu estava carregando sua bolsa e coloquei sobre uma cadeira, depois sentei perto dela, puxando seus pés para meu colo. Tirei seus sapatos e massageie seus pés, ela emitiu sons de contentamento.
— Olá, Beward! — Tanya entrou na sala sem se importar em bater na porta.
— Tanya, Tanya! — Bella cantarolou o nome dela e ficou de pé muito rápido, o que a fez ficar tonta.
Tanya a segurou pelo braço, eu pela perna e conseguimos a manter no lugar.
— Calma, grávida — Tanya chamou a atenção dela. — Você não pode sair por aí dando piruetas.
— Não estava dando piruetas, só me levantei — Bella reclamou.
— Seu corpo está mudando, você precisa…
— O papo médico pode vir depois — Bella interrompeu a amiga. — Preciso te contar algo.
— O quê? — Tanya olhou para mim. — O que você aprontou, Ed?
— Eu não aprontei nada! — me defendi.
— Eu aprontei — Bella anunciou e Tanya voltou a olhar para ela. — Pedi Edward em casamento.
Tanya arregalou os olhos e abraçou Isabella, depois me fez ficar de pé para me abraçar também.
— Estou feliz que você assumiu o controle e pediu Edward em casamento — Tanya falou para Bella.
— Pra que fique claro eu ia pedir ela em casamento no Natal.
Tanya me olhou desconfiada.
— Tá vendo? — Me voltei para Isabella. — Ninguém vai acreditar que eu estava esperando o momento perfeito para te pedir em casamento.
Bella riu e beijou meu rosto.
— Ele realmente iria me pedir em casamento no Natal, T.
— Que seja. — Tanya deu de ombros. — Foi você quem fez o pedido, Bella. — Eu bufei. — Lide com sua masculinidade frágil, Edward. Mulheres também podem fazer o pedido.
— Sim, elas podem. Porém, eu tenho direito de ficar revoltado porque Isabella atrapalhou meu pedido.
— Ele está exagerando, fez um pedido lindo depois com o anel. — Bella revirou seus olhos. — Tanya, o anel, você precisa ver o anel, é tão grande e tão brilhante!
***
Os números não eram bons, 30% das marcas que me tinham como garoto propaganda não queriam continuar comigo, essas eram as mais conservadoras em suas políticas de empresa e não queriam sua imagem associada ao Escândalo Swan-Cullen. 20% das marcas que me tinham como garoto propaganda até queriam ficar comigo no papel que eu ocupava, mas queriam rever meu contrato e isso significava abaixar o valor que eu ganhava pela publicidade.
Pelo menos a outra metade das marcas não estavam querendo mudar nada, porém eu já tinha perdido Dolce & Gabbana e isso era muito. Tanya e Isabella faltavam chorar sempre que falavam do meu contrato perdido com a marca, mas de todas as formas tinha sido melhor me desvencilhar deles.
As duas, minha noiva e sua sócia, já estavam disparando e-mails, mensagens e fazendo ligações para as marcas. Marcando reuniões e tudo mais, tentariam me manter como garoto propaganda de todas elas, para que eu não perdesse mais nada.
O meu contrato com o festival estava de pé, foi um puta alívio saber disso, eu estava louco para tocar lá. Voltaria aos ensaios no dia seguinte, mal via a hora de tirar a cabeça um pouco de negócios e colocar sobre a música.
Também precisaria encaixar na agenda a gravação de Garota, não só a música, como o clipe. Isabella e eu falamos com Laurent aquele dia, ele estava resmungando, mas quando falamos sobre a música voltou ao normal com a gente e sua birra por Bella e eu estarmos em todas as manchetes de sites de fofoca possíveis se foi.
Depois de muitas ligações, planejamentos e Tanya chorando mais um pouco com a conta perdida da Dolce & Gabbana, Isabella e eu saímos para almoçar. Ela tinha falado com seu pai, iríamos nos encontrar com ele, Carmen e Renesmee na casa do Caipira para contar sobre o casamento.
Alice estava ocupada no trabalho, mas Bella pediu para a irmã ir jantar conosco de noite e ela concordou com isso. Seria quando contaríamos para ela sobre nosso noivado, para minha mãe, irmã, Jasper e até Emmett também.
— Pedi para Jessica ir lá na produtora amanhã — Bella falou para mim enquanto estávamos no carro até a casa de Charlie.
— Por quê?
— Preciso falar com ela, Jessica faz muita falta na produtora.
— Ela pode estar por trás da invasão ao seu celular, Isabella.
— Eu sei que há chances de ter sido ela, mas ainda preciso falar com Jessica cara a cara.
— Os advogados já estão cuidando de tudo sobre o processo e investigação, você não deveria bancar a detetive.
— Não quero bancar a detetive, só quero entender melhor o que aconteceu naquele dia.
Eu suspirei, nada tirava da minha cabeça que Richard pudesse ter algum envolvimento com aquela história toda.
***
Charlie abriu a porta quando chegamos à sua casa, ele pegou Isabella em um abraço e começou a falar sobre mandar construir um parquinho para o bebê no quintal da mansão.
— Vai ter até uma cama elástica!
— Pai, o bebê não vai usar uma cama elástica até ter, sei lá, uns três anos — Bella falou rindo.
— Já estará lá quando ele for usar, é o que importa. Eu também vou mandar construir uma casa na árvore, quero mandar talhar o nome do meu neto na porta, vocês já decidiram qual será?
— Será Charlie…
— Nem sabemos o sexo ainda — cortei Isabella, ela me olhou de cara feia.
— Vai ser Charlie, Edward.
— Não, agora por que você não conta a novidade pro seu pai de uma vez?
— Qual novidade? — Charlie indagou.
— Renesmee já está aí? — Bella questionou.
— Sim, na sala com Carmen.
— Vamos pra lá. — Bella segurou na mão do pai e fez com que ele andasse até lá.
— Bells, eu já estava louca de saudades.
Ness correu para abraçar a irmã quando a viu.
— Eu também. — Bella retribuiu o abraço.
— Como você está, pai do ano? — Carmen me perguntou.
— Exausto, passamos a manhã inteira na produtora resolvendo um monte de coisa.
— Você não pode reclamar sobre estar exausto, é Isabella quem está grávida — Charlie resmungou. — Seu dever é estar sempre atento para…
— Charlie, não começa — Carmen pediu e ele se calou, mas fez bico por isso.
— Oi, Ed! — Renesmee foi me abraçar, enquanto Carmen ia falar com Isabella. — Já decidiram quem vai ser a madrinha? — perguntou quando me soltou.
— Do bebê ou do nosso casamento?
Renesmee arregalou os olhos.
— Edward, eu ia contar! — Isabella gritou.
— E eu ia fazer o pedido, mas você passou na minha frente. Chamo isso de dar o troco. — Dei de ombros.
— Espera, vocês vão casar? — Charlie questionou.
— Em dezoito dias, papai — Bella contou e foi abraçar Charlie.
***
Eu não saberia dizer quem ficou mais animado com a notícia do casamento, Carmen, Renesmee ou Charlie. Claro que o Caipira estava tentando pagar de durão e com a atenção voltada apenas para a filha, mas eu podia apostar que ainda aquele dia ele iria cair no choro sobre o casamento e provavelmente ligar para mim e falar sobre, como tinha acontecido com a festa surpresa de aniversário de Isabella.
Depois que almoçamos com os Swan, após Bella e Renesmee junto com Carmen começaram a falar sobre os planos para o casamento em Nashville — eu tentava acompanhar tudo —, minha noiva e eu fomos para a consulta com a sua médica. Madeleine estava feliz em nos ver novamente, também muito contente que todos nossos exames estavam perfeitos.
Bella apenas não poderia comer nenhum tipo de carne crua pelo resto da gestação, já que seus exames deram negativos indicando que ela nunca teve contato com o parasita da toxoplasmose antes, assim iríamos também redobrar o cuidado com os animais em casa. Só aquilo para fazer ela por meses não comer sushi, mas Isabella sequer parecia preocupada em deixar sua comida favorita esquecida pelos próximos meses.
Madeleine também falou mais conosco sobre a sexagem fetal para descobrir o sexo do bebê, nos indicou o melhor laboratório da cidade para fazermos o exame e Isabella e eu iríamos no dia seguinte. Infelizmente a médica disse não ser necessário fazer ultrassom naquela consulta — o que não nos deixaria ver o bebê —, mas examinou Isabella, a pesando, conferindo pressão arterial e tudo mais e ouviu como ela estava se sentindo nos últimos dias.
Fomos embora do consultório depois de Madeleine pedir que Bella tentasse não se estressar muito, mas também disse que Isabella deveria continuar sua vida sem tratar a gestação como uma doença ou obstáculo que a impossibilitaria de tudo. Deixamos a consulta calmos por tudo estar bem e animados, estávamos indo para casa e logo contaríamos para minha família, Emmett, Jasper e Alice sobre o noivado.
Tirando Emmett que estava fazendo nossa segurança, ninguém ainda estava ali, era cedo demais para o jantar. Por isso Bella foi para o quarto dormir um pouco, eu fiquei dando atenção para Shrek e Madonna, os dois estavam muito agitados.
Quando minha mãe e Rosalie chegaram fui acordar Isabella, tomamos banho, trocamos de roupa e descemos para esperar Jasper e Alice chegarem. Emmett já tinha largado seu posto, estava ajudando Rosalie a preparar guacamole, mamãe estava fazendo o resto do jantar.
— Vocês sabem que sou a pessoa certa para ser madrinha do bebê — Rosalie falou, Emmett riu da insistência dela e beijou o rosto da minha irmã.
— Acho que Rosalie não vai parar de chorar por um mês se vocês não a escolherem como madrinha — Emmett falou para Bella e eu.
— Ele está totalmente certo — minha irmã fez coro. — Vocês não vão querer me ver chorando por um mês, né?
— Podemos te trancar no quarto, aí não teremos que ver nada — Bella provocou, Emmett e eu rimos, Rosalie resmungou.
— Vão fazer chá de revelação? — minha mãe perguntou.
— Não sei…
— Vocês precisam fazer, é divertido! — Rosalie exclamou cortando a fala de Isabella, o interfone tocou e fui atender, era da portaria informando a chegada de Jasper e Alice.
Fui os recepcionar na porta, deixando Isabella na cozinha ouvindo de mamãe e Rosalie os motivos para o chá de revelação.
— Cara, ainda tá tão cheio de paparazzis na porta do condomínio — Jasper falou quando entrou em casa, Alice o seguia de perto.
Eu não sabia como estava a situação entre eles, não com minha própria vida uma bagunça.
— Nem me fala.
— Ei, cadê minha irmã? — Alice falou comigo. — Por que o jantar?
— Já vai descobrir, Bella tá na cozinha, vamos lá.
Levei os dois até lá, eles falaram com todo mundo e após os cumprimentos uma animada Isabella exclamou:
— Edward e eu vamos casar!
Minha mãe gritou e se moveu até mim, ela me sufocou em um abraço muito apertado.
— Onde vai ser? Quando? Precisamos pensar no vestido perfeito para você, Bells — Alice falava, enquanto mamãe só me apertava contra si e chorava, eu sabia que de felicidade.
Olhei para Jasper e ele sorriu para mim, não completamente animado, mas não parecia estar com raiva.
— Parabéns — ele sussurrou de onde estava, sorri de volta para meu melhor amigo.
***
Isabella já tinha subido para dormir antes de Jasper ir embora com Alice, estava louca para descansar mais um pouco. Eles ficaram mais meia hora em casa depois dela se recolher, todos nós falando sobre o casamento próximo e o bebê, até irem embora e me darem mais parabéns pelo noivado.
— Preciso conversar com vocês dois — mamãe falou de Rose para mim quando voltei para a cozinha, Emmett já tinha voltado para o anexo onde os outros seguranças estavam, peguei água para beber e indaguei.
— Que foi?
Ela respirou fundo e começou.
— Primeiro, Edward, você deveria falar com seu pai. Tem muito na sua vida acontecendo agora, Carlisle merece...
— Eu não vou falar com ele — falei, ela suspirou. — Não me peça por isso.
— Filho, pensa bem.
— Tô falando sério, mãe. É só isso? Se for vou subir para checar Isabella.
— Não é só isso, sentem-se — pediu para Rosalie e eu, nós dois sentamos lado a lado perto do balcão da cozinha. — Eu conheci um homem.
Rosalie e eu paramos de respirar.
— Ele é só um amigo ainda, mas me convidou para um jantar amanhã e isso quer dizer um encontro.
— Quem é ele? — eu indaguei.
— Aro Volturi.
— Aro Volturi o mesmo Aro Volturi pai de Jane e Alec? Jane e Alec Volturi, meus amigos.
Eu estava surpreso pra caralho sobre isso.
— Sim — ela confirmou. — Temos conversado desde o evento da ONG, hoje de tarde ele me ligou e me convidou para o jantar amanhã. Espero que vocês entendam que eu… Que não há nada errado que eu tente me envolver com outros homens, seu pai e eu estamos divorciados e… — Ela se calou e inspirou fundo.
— Você já escolheu sua roupa? — Rosalie perguntou, fazendo com que mamãe e eu olhassemos para ela, surpresos por ela estar aceitando aquilo aparentemente bem.
— Não — mamãe respondeu.
Rosalie sorriu, esticou sua mão sobre a mesa e tocou a de Esme.
— Posso te ajudar com isso ainda hoje, já sabe para qual restaurante ele vai te levar?
— Não, eu ainda não sei.
— Aro Volturi? — Tornei a perguntar, mamãe riu suavemente.
— Aro Volturi, Ed.
— Caramba, mãe! — exclamei. — Você vai a um encontro com um vencedor do Oscar.
— Duas vezes vencedor do Oscar — Rosalie me corrigiu.
***
Fiquei por um tempo conversando com mamãe e Rosalie, até meu celular tocar. Era Charlie, saí da cozinha e atendi sua ligação.
— Cullen! — exclamou, a voz séria.
— Oi, Caipira. — Ele bufou.
— Como minha filha está?
— Bem, dormindo agora.
— Certo. Liguei para dizer algo.
— Só dizer, Caipira.
— Pare de me chamar assim, seu Cabeludo Britânico.
Eu ri baixinho.
— O que foi, Charlie?
— Liguei para dizer que estou feliz que você e Isabella irão casar. — Eu sorri. — E que irão me dar um neto. — Charlie começou a chorar, dei tudo de mim para segurar uma nova risada. — Enfim — falou ainda chorando. — Quero que você saiba que pode contar comigo para qualquer coisa, somos da mesma família agora. E você será o pai do meu neto. — Ele soluçou.
— Obrigado, Charlie, de verdade — agradeci, era bom ter ele do meu lado, afinal eu não tinha meu pai para me apoiar naquele momento.
— Ok, chega! — exclamou. — Tchau, Cullen. — Desligou antes que eu pudesse falar qualquer outra coisa.
Guardei meu celular no bolso, animado com a ligação de Charlie fui para o quarto. A animação durou apenas o tempo de eu entrar ali e ver Bella chorando na cama, abraçada a suas próprias pernas.
— Isabella, o que aconteceu? — questionei preocupado e me aproximei dela, sentei ao seu lado e toquei em seu rosto molhado por lágrimas.
— Tive um pesadelo — murmurou.
— Você quer contar sobre o que era? Talvez isso ajude. Ou quer ir tomar um banho e tentar relaxar?
Ela não respondeu, apenas continuou chorando. Fiquei junto dela afagando suas costas, até Bella contar:
— O pesadelo foi com o Paul. Eu estava casando com ele. — Fez uma careta entre seu choro. — Em Nashville, estava chovendo muito, fazia tanto frio e era só ele, eu e um juiz. Eu não parava de perguntar sobre você e o bebê, mas Paul só falava que vocês não existiam mais e que eu era dele, que sempre fui dele.
— Capitã, foi só um pesadelo — falei. — Sei que assustador, mas foi só isso, um sonho ruim.
— Mais cedo Nessie conferiu a previsão do tempo para Nashville no dia do casamento, tem o risco de chover e se esse sonho for um sinal de que algo ruim vai acontecer no dia?
— Isabella, Paul não chegará nem perto do nosso casamento e você está realmente acreditando em um sonho como aviso para qualquer coisa?
— Não sei, Edward. Eu só tô tão assustada, o sonho foi tão real, você não estava lá, ele dizia com muita convicção que não tinha mais bebê nenhum.
— Amor, está tudo bem, confia em mim. — Beijei sua testa.
— Estou assustada, com medo de fazer o casamento em Nashville e algo acontecer lá.
— Linda, respira. — Pedi, Bella negou com um aceno de cabeça. — É sério, Isabella, respire comigo. — Segurei em suas mãos que estavam tremendo, Bella respirou fundo me acompanhando. — Está tudo bem, ok? Apenas respire, continue respirando. Você vai se sentir melhor logo mais.
Eu a ajudei a ficar calma, o que levou alguns minutos. Quando Bella parou de chorar e tremer, estava exausta e deitou na cama, continuei junto dela mexendo em seus cabelos devagar até ela dormir.
Odiei como apenas um pesadelo mexeu tanto com ela, queria a impedir de sentir qualquer medo. Entretanto, eu não era capaz de controlar o universo.
— Você está bem? — falei com o bebê. — Por favor, fique comportado aí dentro, sua mãe não precisa de nenhum novo susto.
Me movi na cama e beijei sobre a barriga de Bella.
— Amo você, Donut.
Meu celular tocou, ele ainda estava no bolso da calça. Sai da cama e fui para o banheiro atender, antes de acabar acordando Isabella.
— Oi, Tanya — falei com ela.
— Você já viu a novidade?
— Sobre quem? Que seja, não vi nada, diga de uma vez.
— Leah e Enrico vão ter um reality show sobre a vida deles na TV.
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