Hollywood

48 Capítulo Quarenta e Sete


Notas iniciais
Olá! Eu nem acredito que finalmente postei esse capítulo, tô a mais de vinte minutos tentando, mas a porcaria do computador ficou me sabotando. Se tiver muito erro de formatação é porque tô no celular que é outra porcaria. Lembrando que estamos na reta final da segunda fase! —-- Backstage é onde posto os bônus de Hollywood, não deixe de conferir: https://fanfiction.com.br/historia/761426/Backstage/ —-- Grupo NOVO no Facebook: https://www.facebook.com/groups/962249957316185/?ref=share —-- Música especial do capítulo: https://youtu.be/chsmvbG_MFk —-- Aviso: o capítulo pode ser gatilho para pessoas em situações de vulnerabilidade emocional, se você precisa de ajuda procure ajuda especializada sempre! —-- Boa leitura!

Capítulo Quarenta e Sete

Edward Cullen

“A nova turnê de Ed Cullen começa hoje!”

Turnês eram sempre muito estressantes, passar meses rodando o mundo, voando com muita mais frequência, lidar com apresentações quase toda noite, entrevistas, encontros com fãs. Sempre que uma nova turnê estava prestes a iniciar, eu surtava e no passado enchia a cara, ou me drogava para lidar com isso.

No entanto, eu não podia mais beber, muito menos me drogar. Teria de respirar fundo e encarar tudo de frente, eu pelo menos teria Isabella viajando comigo, aquilo iria tornar a turnê mais divertida.

***

Eu corria. Estava correndo por uma hora, talvez um pouco mais. Era sábado, faltavam só três dias para o começo da minha turnê, só três dias.

A turnê teria ao todo sessenta shows, Isabella ainda achava um número grande, mas por outro lado ela não poderia negar o dinheiro alto dos cachês. Além do mais, ela tinha feito ao máximo para que as datas não me sufocassem muito, eu ainda teria um show atrás do outro e com certeza muitos dias de sono ruim, mas ela conseguiu distribuir tudo entre maio e outubro e conseguindo por pausas mais longas do que o normal entre as partes da turnê.

Eu viajaria por todo lado do globo, seria de fato uma turnê mundial. Estava apavorado de dar tudo errado, ao mesmo tempo que animado para embarcar logo em mais uma turnê e levar minha música por todo canto.

Naquele sábado passei a manhã inteira e a tarde toda ensaiando, os últimos dias tinham sido de muito ensaio, tirando a quinta-feira que passei tirando fotos e gravando comercial com Leah para a Dolce & Gabbana, uma vez que assinamos juntos com a marca para sermos o novo casal representante. Bella tinha sido esperta, o contrato acabaria pouco antes do namoro falso, então não teríamos problemas quanto a isso e meu contrato individual deveria ser renovado após isso.

— Ed, chega por hoje! — Chris falou perto de mim, fazendo com que eu tirasse meus olhos da parede da academia a minha frente e olhasse para meu personal.

Ele iria para a turnê, assim como minha instrutora de Yoga, meu fisioterapeuta, meu terapeuta e um sushiman que Isabella tinha “contratado para mim”, para que eu tivesse o sushi da melhor qualidade nos bastidores dos shows, mas que sabia ser um mimo para si mesma. Ela era uma aproveitadora, mas eu estava feliz demais com Bella indo junto para negar seu sushiman pessoal, sabia que seria mais fácil lidar com toda a pressão da turnê com ela perto.

— Você está correndo por quase uma hora e meia — Chris continuou. — E malhou por uma hora antes disso, antes teve todo um dia de ensaio. Vá pra casa descansar — ordenou, eu resmunguei e parei a esteira, correr estava me ajudando a liberar energia e me cansar, assim eu dormiria melhor.

Sem qualquer remédio eu estava por conta própria e dormir ainda era muito difícil, pois eu estava sempre pensando em tudo que podia dar errado na turnê, chorando pela morte de Stefan, ou mesmo por meu pai. Meu médico também tinha suspendido os remédios para o avião, o que me fez acreditar que eu não conseguiria voar de jeito nenhum, mas talvez com o terapeuta junto isso fosse possível. Bom, tinha de ser, ou teriam de acertar uma pá na minha cabeça para me desmaiar antes de todo voo.

— Que seja. — Deixei a esteira.

— Te vejo amanhã? — ele perguntou.

— Não — neguei.

Eu iria para o apartamento de Bella na noite seguinte, iríamos repassar todo o itinerário da primeira parte da turnê e ela me treinaria para todas as respostas de todas as perguntas das várias entrevistas que eu teria de dar em cada parada diferente. Bom, eu também esperava algum sexo, não fodia ninguém desde minha noite com Leah quando enchi a cara.

Pensar em bebida me fez engolir em seco, não estava sendo nada fácil lidar com a falta do álcool depois de prová-lo novamente. Eu tinha pelo menos uns cinco desvios de atenção por dia que me levavam a pensar no álcool — na cocaína também — excessivamente e muitos acabavam comigo precisando parar o que estivesse fazendo para recolocar a mente no lugar.

— Beleza, então te vejo na turnê agora? — Chris disse e eu concordei.

Nós deixamos a academia do condomínio que eu morava, ele entrou em seu carro e eu fui andando para casa sendo escoltado por Emmett. O segurança não falava nada e agradeci por isso, precisava de um pouco de silêncio.

Peguei meu celular da bolsa e mandei uma mensagem para Isabella.

Ed Cullen: Tudo certo para amanhã?

Ela não me respondeu, o que me fez revirar os olhos.

Eu já estava perto da mansão, quando decidi.

— Emmett, prepara o carro, beleza? Vou sair e você vai me levar.

— Não precisa do motorista e dos outros seguranças?

— Não, tô indo pra casa da Bella.

Restava esperar que ela estivesse lá.

***

Eu dispensei o jantar com Leah, minha mãe e Rosalie aquela noite. Por volta das nove horas, cheguei ao prédio que Isabella morava e pedi que o porteiro avisasse que eu estava ali.

— Senhor Cullen, a senhorita Swan deixou sua entrada liberada hoje mais cedo — ele disse checando algo em seu computador.

— Como? — perguntei surpreso.

— É o passe livre, você pode entrar no prédio sem precisar que ela autorize toda vez.

Ok, eu estava mesmo surpreso com isso.

— Ok, valeu — falei para o velho porteiro, acenei para Emmett com a cabeça apontando para fora, dando a entender que ele podia ir para o carro. Então, fui para o elevador e segui para o andar de Bella.

Toquei a campainha, o primeiro toque foi totalmente ignorado, então toquei de novo e de novo, quando ela por fim apareceu. Estava usando um roupão, seus cabelos presos em um coque bagunçado, seu rosto tinha uma maquiagem começando a borrar, o que me fez perguntar de imediato:

— Você estava chorando?

— O quê? Não! — negou e olhou sobre seu ombro, foi quando um homem, usando só uma toalha em volta da cintura, apareceu. Eu não o reconheci, era um pouco mais baixo que eu, tinha cabelos pretos, que estavam bagunçados, barba por fazer e olhos claros, além de uma pele bronzeada pelo Sol, não deveria ter mais de quarenta, mas não tinha menos que trinta.

Arqueei uma sobrancelha para Bella, que fez uma careta.

— Ed, esse é o Eleazar — ela disse sobre o cara só de toalha em seu apartamento.

— Seu encanador? — perguntei brincando, mas também um pouco irritado daquele cara estar ali fodendo Isabella. Merda, eu não conseguia nada com ela há muito tempo.

Ela bateu em meu braço, eu forcei uma risada.

— Ele é o empresário do Nahuel.

Ah, o noivo de Renesmee. Eu tinha almoçado com Alec na quarta, meu amigo estava fingindo não estar morrendo por dentro com a garota que ele amava noiva de outro, dizendo inclusive o quão apaixonado por Amber estava, quando eu sabia que ele só estava mantendo aquele casamento por conta do bebê que insistia em ter.

— Olá, Ed! — Eleazar acenou para mim. — Bom te conhecer.

— Sim, todos adoram me conhecer — falei debochadamente, fechando a porta atrás de mim.

— Hum, Bella, te espero no quarto — falou para ela e seguiu pelo corredor.

— O que você está fazendo aqui, Cullen? — ela me questionou.

— Queria adiantar o trabalho de amanhã. — Bella bufou.

— Você não podia ter ligado ou mandado uma mensagem?

— Eu mandei uma mensagem, você não respondeu, aí eu vim. Não podia imaginar que você estava fodendo o empresário do Nahuel.

— Que seja! — Ela revirou os olhos.

— É pra eu ir embora? — perguntei, temendo que ela dissesse sim, não queria voltar para o tédio da minha casa. Principalmente com Leah lá, já seria insuportável ter de lidar com ela durante toda a turnê.

— Não — Bella respondeu. — Ele não é tão bom assim no sexo, melhor eu trabalhar mesmo — disse, eu dei um sorriso vitorioso. — Não seja convencido.

— Não sou.

— Espera na cozinha — ela mandou. — E alimenta a Amy quando estiver lá. — Estalou seus dedos para mim.

— Sim, Capitã! — Bati continência e fui para a cozinha, Amy estava lá, brincando com seu ratinho de brinquedo. — Olá, coisinha linda, sentiu minha falta? — perguntei quando ela começou a se enroscar em minhas pernas. Peguei a ração dela onde vi Bella mexer no outro dia e coloquei em seu pote, trocando a água também.

Amy logo foi se alimentar, eu também estava com fome e abri a geladeira de Bella, não tinha muita coisa, mas os morangos chamaram minha atenção de imediato. Eu os peguei para comer e sentei junto ao balcão, estava comendo, quando Bella entrou na cozinha, ainda em seu roupão.

— Elias já foi — falou, eu a olhei confuso.

— O nome dele não era Eleazar? — indaguei, ela franziu o cenho e pensou por um tempo.

— Eu não tenho certeza — confessou, eu ri.

— Eu tenho certeza de que era — falei. — Pelo menos ele não te corrigiu quando você o apresentou assim para mim — comentei, pegando mais um morango. — Quer dizer que ele não era tão bom? — Ela bufou, se mexendo pela cozinha para pegar um copo de água.

— O sexo oral dele foi o pior da semana.

Eu me engasguei.

— Como assim da semana? — questionei contra minha tosse. — Com quem mais está transando, Capitã?

Ela riu e se colocou à minha frente perto do balcão.

— Vejamos, no domingo eu transei com o Alistair. — Puta merda! — Na segunda com o Laurent. — Como? — Na terça com o Enrico, um dos seus dançarinos.

— Ok, espera, como?

Bella riu mais.

— Eu o trouxe para minha casa depois do ensaio, ele estava tão sexy na coreografia de Morango, eu tinha de foder com ele — comentou e pegou um morango para si, eu resmunguei. — Bom, na quarta eu transei com o personal da Kate, ela não curtiu muito isso. E na quinta foi aniversário do amigo de Riley com quem ele tem um projeto paralelo, eu transei com esse cara. Na sexta teve um barman da boate que fui com Kate, depois dela me perdoar pelo caso com o personal. Hoje Elias…

— Eleazar — a corrigi.

— Isso, Eleazar. Eu fui ver a minha irmã, ele estava lá e parecia interessante, mas foi propaganda enganosa.

— Então, um cara para cada dia da semana? — Ok, eu estava revoltado em não ser um dos caras da lista dela, mas era um feito impressionante.

— Sete em sete dias! — Ela sorriu largamente e comeu mais um morango.

— Você merece meus parabéns, Capitã! — declarei, esticando uma mão para ela bater e ela fez isso ainda mais animada do que antes.

— Eu sei, em sete dias transei com mais caras do que transei em quase quatro anos.

— Isso porque você estava em um relacionamento sério com James — lembrei, ela revirou seus olhos novamente.

— Não banque o super monogâmico, Cullen, conheço muito bem seu histórico. — É, eu traí quase todas minhas namoradas. — Agora vou tomar um banho.

— Isso foi um convite? — perguntei, ansioso pela ideia de ir para o banheiro com ela e a foder.

— Não! — Ela corou. — Você e eu não vamos transar. — Meus ombros caíram. — Não hoje.

— Ou nunca mais, você ainda está com muita raiva pelo que falei no outro dia, é capaz de no meio do sexo enfiar uma faca na minha garganta de tanto ódio.

Ela suspirou e apoiou suas mãos sobre o balcão.

— Nós com certeza ainda vamos transar, Edward — disse em um sussurro sexy. — Vamos passar os próximos meses viajando o mundo e fodendo em cada hotel que pararmos.

Porra!

— Eu consegui fechar um andar inteiro para você e a equipe principal, me incluindo, em praticamente todos os hotéis. Vai ser muito mais fácil assim para fodermos sem deixar isso vazar. — Colocou mais um morango na boca. — E vamos começar na noite após seu primeiro show.

Puta merda, santa turnê!

— Vou ir tomar meu banho agora.

Eu também precisava de um, gelado.

***

Quando Amy e eu acabamos de comer fui brincar com ela na sala, também liguei a TV e deixei passando um filme qualquer que não prestava atenção, até coloquei no mudo. Bella apareceu um tempo depois, com seu notebook em mãos, usando uma regata e um short jeans, seus cabelos ainda molhados.

— Vamos pedir algo pra comer? — ela perguntou, sentando ao meu lado no chão e ligando seu computador, o apoiando na mesinha de centro. Amy estava empoleirada no meu colo.

— Pode não ser sushi? Eu gosto, mas acho que é tudo que comerei nos próximos dias com seu sushiman indo na mala.

Bella riu.

— Podemos pedir hambúrguer? Tô matando por algo com muito bacon.

— Nossa, batata frita também! — Meu estômago concordou com aquela ideia.

— Milkshake? — Ela pegou seu celular do bolso.

— Sim, de morango.

Bella assentiu e começou a fazer o pedido. Olhei para TV e o filme que estava passando deu lugar para comerciais, mudei de canal e foi quando a imagem de Isabella, adolescente, apareceu na tela. Era o primeiro filme que vi dela, o da Princesa Audrey.

— Ah, olhem só a jovem Capitã na TV! — exclamei, Bella olhou primeiro para mim, depois para a tela e xingou.

— Puta que pariu.

— Eu vi esse filme com cinco anos de idade — contei, ela fez uma careta. — O quê?

— Você é tão novo, ainda usava fraldas quando eu era uma adolescente.

— Eu não usava fraldas com cinco anos de idade, Isabella! — gritei. — Eu já até estava aprendendo a tocar.

— Pirralho! — provocou apertando minha bochecha, afastei sua mão, ela só riu mais. Eu coloquei o som na TV, era uma das cenas de música de Bella.

— Por que diabos você não largou a atuação e virou cantora?

— Renée não queria — sussurrou.

— Mas ela ainda podia ter ganhando dinheiro pra caralho com você assim — observei.

Bella suspirou, ainda mexendo em seu celular falou de uma só vez.

— Com certeza, mas quando expressei que queria mesmo ser uma cantora, ela tinha Zoe em Malibu e eu não conseguiria administrar tudo e a carreira de atriz já estava consolidada para mim, Renée não arriscaria um golpe de sorte com a música. Além do mais, ela não podia perder o Zoe em Malibu, o salário dela de produtora era muito alto e eu acho que ela sabia que se eu virasse cantora ia acabar mais próxima do papai e menos dependente dela.

— Como seria o final do programa? — Bella me olhou. — Eu assistia, fiquei frustrado com o final. — Ela deu um pequeno sorriso.

— Não sei, as séries geralmente seguem de acordo com o que o público quer.

— Você gostava do programa? — Ela deu de ombros.

— No começo não muito, mas depois foi mais legal de se fazer.

— Quando Paul entrou para o elenco? — Bella ficou me encarando por um tempo antes de responder.

— Sim, era divertido estar com ele nos bastidores, tornava tudo mais fácil. — Colocou seu celular sobre a mesinha. — Mais alguma pergunta?

— Sim, como você aprendeu a falar com o sotaque britânico tão bem? — Apontei para a tela, onde ela falava justamente com aquele sotaque.

— Muito treino — disse. — Eu tinha aulas de duas horas por dia para aprender logo que assinei para o filme, durante as gravações a professora também estava sempre lá me ensinando mais. — Ela olhou para a TV. — Eu gosto desse filme.

— Você gosta?

— Sim — confessou corando. — Foi um dos mais legais que já fiz na minha opinião, claro. É absurdamente clichê, sei disso. Mas eu surtei de felicidade quando li o roteiro pela primeira vez… Bom, era só uma menina idiota naquele tempo.

— É e na época eu dormia com meus pais porque tinha medo de dormir só — confessei, ela olhou para mim já rindo. — Eu sei, ridículo. — Amy já estava fora do meu colo, brincando com seu ratinho em cima do sofá.

— Aposto que você também fazia xixi na cama.

— Não — neguei, voltando o olhar para a televisão. — Sente falta de atuar?

— De vez em quando — ela falou. — Mas realmente gosto do que faço hoje. — Virou meu rosto para si. — E precisamos trabalhar nisso agora, Cullen.

Suspirei e desliguei a TV.

— Você quem manda, Capitã.

***

Bella enfiou uma batata na minha boca, enquanto eu tentava passar de uma fase em Candy Crush. Tínhamos parado os trabalhos para comer e depois que acabamos com os hamburguês, nos distraímos com o jogo.

— É impossível passar dessa fase — reclamei quando perdi mais uma vida.

— Vai, é que você é ruim mesmo, eu consigo. — Ela tomou meu celular e começou uma nova jogada.

Eu comi todas as batatas restantes, tomando um pouco do que sobrou do Milkshake de Nutella de Bella.

— Ei, esse é meu — ela protestou, se remexendo para pôr a boca no canudo e tomar um pouco.

— Isso, pode chupar tudo — provoquei.

— Cretino! — xingou quando liberou sua boca, mas estava sorrindo.

Eu ri, larguei o copo e encostei minha cabeça no sofá, onde Amy tinha desmaiado e estava dormindo. Bella se remexeu — ainda jogando atentamente — e acabou deitada no chão, com a cabeça contra o piso, passando suas pernas sobre minhas coxas. Tirei uma almofada do sofá e a fiz por debaixo da sua cabeça, sabendo que ela acabaria com dor depois sem fazer aquilo.

— Valeu, pirralho — agradeceu.

— De nada — respondi, passando uma mão por seu joelho esquerdo, fechando meus olhos e descansando um pouco.

Bella começou a cantar Johnny Cash, o que me fez cantar junto com ela. Quando acabamos, eu perguntei:

— Você se inspirou no seu pai, né?

— Obviamente — respondeu. Abri meus olhos, ela tinha deixado o celular de lado e tinha seus próprios olhos sobre mim.

— Qual a história dele?

— Você não sabe?

— Não lembro, quando eu declarei guerra a ele e quis saber mais sobre meu inimigo. — Ela riu baixinho. — Eu bebia muito, você sabe.

— Ele nasceu em uma fazenda em Nashville, a mãe dele trabalhava lá e engravidou de um cara que tava só passando pela cidade, papai nunca o conheceu ou teve o nome dele. A minha avó morreu no parto, aí o papai foi criado pelo irmão mais velho dela que era um…

— Um?

— Alcoólatra — murmurou. — Meu pai se criou basicamente sozinho, largou a escola aos treze pra trabalhar, um cara na fazenda que trabalhava com ele o ensinou a tocar. Ele tocava nas ruas de Nashville quando não estava na fazenda, quando era um pouco mais velho conseguiu que os donos de bares deixassem ele tocar lá. Aos dezoito ele já tinha composições e decidiu que viria para Los Angeles, mesmo que a cena country em Nashville fosse grande e tivesse lá gravadoras, ele sabia que seria aqui que conseguiria realmente ser uma estrela.

— Grande como Johnny Cash — citei a música, Bella acenou positivamente com a cabeça e sorriu.

— Ele passou um mês inteiro plantado toda a manhã e tarde na frente das gravadoras tocando seu violão, querendo chamar atenção. Ele conseguiu, o cara que foi empresário dele, por uma vida antes de mim, o viu e o colocou no caminho certo. Dois anos depois papai já era uma estrela mundial — disse com orgulho na sua voz.

— Foi quando ele conheceu Renée? — O sorriso dela morreu. — Desculpa, só estou curioso, não precisa responder.

— Ok… Não, ele conheceu Renée quando tinha vinte e dois, casaram com vinte e três e eu vim quando tinham vinte e quatro. Ela era uma pequena produtora de um programa quando eles se conheceram no estúdio, ele sempre disse que se apaixonou por ela a primeira vista — sussurrou. — Estar com ele abriu muitas portas para ela, depois que se casou foi contratada por Phill Dwyer e se tornou uma produtora importante na emissora.

— E qual a história dela?

— Ela tem que ter uma história?

— Todo mundo tem uma, Capitã. — Dei um sorriso pequeno. — Olha só a minha mãe, eu te contei a história dela.

— E ainda é surpreendente.

— Pois é!

— Renée era filha caçula, o pai dela era um motorista, a mãe trabalhava em um estúdio como copeira, ela cresceu indo com a mãe para lá e… Ela sempre me disse que desde criança sabia que queria trabalhar no meio, conseguiu. Enfim, a irmã mais velha morreu quando Renée tinha uns cinco anos, uma pneumonia. Quando Renée tinha dez o pai dela caiu fora, tinha engravidado outra mulher e foi morar com ela em San Diego. Ele mandou algumas cartas, isso foi papai quem me disse, Renée nunca falava sobre seu pai comigo ou minhas irmãs, durante o resto da infância dela, mas nunca mais se viram. O cara morreu quando eu tinha uns cinco anos, Renée estava grávida da Alice, foi quando papai me disse sobre meu avô perdido e explicou que era por isso que ela estava tão triste.

— E a mãe dela? Você a conheceu?

— Morreu antes de eu nascer — contou. — Acidente de carro, Renée tinha acabado de fazer dezoito.

— É, clássico acidente de carro — falei pensando em Stefan. — Você acha que Renée é tão idiota por culpa do pai dela?

— Edward…

— É uma pergunta válida.

Ela balançou a cabeça.

— Não quero traçar o perfil psicológico dessa mulher e tentar entender porque ela é tão idiota, provavelmente é algo no sangue mesmo, já que Alice e eu somos também — disse desanimada.

— Você realmente acha que nossas merdas podem vir dos nossos ancestrais?

Bella me olhou confusa, sentando, o que a deixou com o rosto muito perto do meu.

— Por que está perguntando isso?

— Porque mamãe disse que eu pareço muito com meu pai em alguns aspectos, mas que também pareço com a mãe dela.

— A que fazia pressão psicológica na própria filha e a fez desistir dos seus sonhos? — Bella disse enojada. — Sua avó era uma babaca, mas eu não acho que você seja um idiota como ela, Ed, é idiota, mas diferente.

— Mas você acha que é exatamente como sua mãe.

— Eu não acho, tenho certeza. Ok, eu estava brincando com o lance de sangue, não acho que seja algo biológico, sei que foi pela forma como ela me criou e depois me largou.

— Sente falta dela? — perguntei, Bella assentiu, seus olhos estavam cheios de lágrimas aquela altura.

— Você não foi criado pela sua avó, Edward, não é como ela — murmurou, olhando para minha mão ainda em seu joelho.

Eu suspirei e comecei a chorar, Bella olhou de novo para mim.

— Fui criado pelo meu pai, sou sua cópia e seu oposto ao mesmo tempo. Tinha de ser perfeito como ele, mas também não queria ser como Carlisle, passei minha vida inteira nessa merda de conflito.

— Você não precisa ser perfeito, pirralho. — Ela limpou minhas lágrimas, as suas estavam muito bem contidas. — Seu pai é um babaca por exigir isso de você, assim como minha mãe foi comigo.

Bella beijou minha bochecha e se levantou.

— Preciso ir ao banheiro. — Suspeitei de que ela estivesse indo chorar só.

— Bella?

Segurei em sua mão, a fazendo ficar parada.

— Obrigado por me ouvir — agradeci, ela sorriu.

— Sou sua amiga, né? Estou aqui para isso. — Piscou para mim, soltou minha mão e se afastou.

***

No dia seguinte eu estava deixando o estúdio onde aconteciam os ensaios da turnê, com Leah e meus seguranças, quando vi Bella parada no estacionamento. Eu andei até ela, deixando Leah para trás.

— O que está fazendo aqui, Capitã?

— Preciso transar — sussurrou.

— Vei buscar o Enrico? Ele é maior de idade? Ele parece tão novo!

Bella gargalhou.

— Ele tem vinte e um, mas na verdade vim buscar você. — Eu sorri, mas não pude deixar de pergunta:

— Pensei que só rolaria junto com o começo da turnê.

Ela deu de ombros.

— Podemos adiantar em dois dias, além do mais, eu soube que você não tem contratado nenhuma garota de programa, deve estar necessitado de sexo.

— Eu estou! — exclamei assentindo freneticamente. Tinha me masturbado na noite passada, depois que voltei do apartamento dela, mas eu seguia precisando mesmo de sexo de verdade.

— Excelente, vamos embora. — Ela apontou para seu carro. — Entra aí, vou falar com seus seguranças para eles saberem para onde irem depois de despacharem Leah na sua casa.

Eu concordei e entrei em seu carro, ocupando o banco do carona, jogando minha mochila no banco de trás. Fui logo mexendo no rádio, deixando em uma estação de músicas antigas, querendo fugir da possibilidade de ouvir minha própria voz.

Bella logo voltou e começou a dirigir para longe, eu apoiei minha cabeça na janela, estava com um pouco de dor depois do longo dia. Também tinha tirado minhas lentes antes de deixar o estúdio, colocar e tirar sempre era mais incômodo.

— Aquele hotel que você deixou Mads e Shrek aceitam gatos? — Bella me perguntou.

— Eu acho que sim, por quê? — perguntei, ainda olhando para a rua.

— Não tenho com quem deixar a Amy durante a turnê.

— Tanya não pode ficar com ela?

— Ela sempre ficou com a Norma Jean, mas ela vai começar a reformar seu apartamento semana que vem e não teria como Amy ficar no meio dessa bagunça. Renesmee não pode ficar com ela, porque está muito ocupada trabalhando, já planejando seu casamento. Alice deixaria a pobrezinha da Amy dias sem comer até se lembrar de que tem que cuidar dela, sério, ela deixa todas suas plantas morrerem.

— E o Caipira Swan? — Bella acertou um soco no meu braço, eu apenas ri.

— Não quero correr o risco da puta mexicana envenenar minha gata, o hotel é a última opção.

— Mentira! — Olhei para ela. — Você sempre pode pedir que James seja sua babá.

— Edward! — Ela tentou chamar minha atenção, mas caiu em uma gargalhada.

— Eu não duvido que ele aceitaria.

— É, eu também não — admitiu, parando em um sinal vermelho. — Sabe o nome do hotel? Cuidaram bem do Shrek e da Mads, né?

— Cuidaram, mas não faço ideia do nome do lugar — confessei. — Minha mãe quem cuidou disso. — Aquilo me deu uma ideia. — Amy pode ficar lá em casa.

— Tá falando sério? — Voltou a dirigir quando o sinal ficou verde.

— Tô sim, a mamãe vai ficar na minha casa cuidando do Shrek e da Madonna, pode cuidar da Amy. Rosalie também estará lá, pode ficar de olho nela. E a Amy vai ter um lugar para gastar energia, é capaz dela nem querer voltar para seu apartamento depois — brinquei.

— Sua mãe vai aceitar isso?

— Claro.

— E será que ela se dará bem com a Mads e o Shrek?

— Shrek gosta de todo mundo e a Mads ainda está tendo seu caráter formado, será uma prova de fogo para ela. — Bella riu alto ao ouvir aquilo. — Fica fria, a Amy vai estar bem na sua ausência.

— Ok, acho que é uma boa ideia deixar ela lá.

— Claro que é, Capitã. Você pode levar Amy amanhã.

— Beleza.

Voltei a encostar minha cabeça na janela, daquela vez fechando os olhos. Algum tempo depois começou a tocar Don’t Stop Believin’ do Journey na rádio e Bella começou a cantar junto, eu me virei para a olhar.

Just a small town girl. Livin’ in a lonely world. She took the midnight train going anywhere. Just a city boy. Born and raised in South Detroit. He took the midnight train going anywhere.*

Bella estalou seus dedos para mim e sabia que ela queria que eu cantasse a próxima parte.

A singer in a smoky room. The smell of wine and cheap perfume. For a smile, they can share the night. It goes on and on and on and on* — cantei, aumentando o volume do rádio. — Strangers waiting. Up and down the boulervard. Their shadows searching in the night. Streetlights, people. Living just to find emotion. Hidding somewhere in the night* — cantamos juntos, continuando pelo resto da canção.

Quando ela acabou, Bella e eu sorriamos e eu fiz a pergunta:

— Canta comigo em um show da turnê?

— Não posso, Ed.

Eu continuaria perguntando até ela dizer sim, Bella precisava subir em um palco e ver com isso que deveria virar uma cantora.

***

Nós subimos para o andar do seu apartamento pelo elevador da garagem, eu tinha minha mochila nas costas e coloquei meus óculos para aliviar o desconforto na cabeça. Bella pigarreou quando me viu com eles, mas fingiu que estava tudo sob ordem e ficou mexendo no seu celular.

— Oi, Amy! — falei com ela quando entramos no apartamento e a gatinha foi até a gente. — Adivinha onde você vai ficar quando Bella estiver viajando? Isso mesmo, na minha casa. Prometo que vão cuidar muito bem de você lá. — Cocei atrás da sua orelha. — Vai ser ótimo estar longe dessa sua dona chata, né? — Bella bateu na minha cabeça, eu choraminguei de dor. — Isso dói.

— Era a intenção.

— Estou realmente com dor de cabeça, tô exausto — me queixei.

— Dê seu jeito, vamos transar — ela falou, ainda mexendo no seu celular.

— Eu não disse que não iria acontecer. — Com certeza queria foder aquela noite. — Posso pelo menos ir tomar um banho?

— Pode, pedi comida pra gente, não comi nada o dia inteiro.

— Isso quer dizer sushi. — Me levantei, Amy ficou se enroscando em minhas pernas.

— Não, pedi comida italiana — ela disse, colocando uma mecha de seu cabelo atrás da orelha. — Estou tentando ser uma boa anfitriã, já que você vai deixar Amy ficar na sua casa.

— Boa garota. — Dei um tapa na bunda dela, Bella inspirou fundo.

— Vai tomar seu banho, Cullen!

— Não quer ir junto?

— Preciso fazer umas ligações e pegar a comida quando ela chegar.

— Vou deixar a porta aberta.

— Vai logo, Edward! — ordenou impaciente.

***

Quando sai do banheiro de Bella, usando só uma cueca, mesmo que eu tivesse outras roupas limpas em minha mochila, fui atrás dela, a encontrando na cozinha. Estava sentada a mesa, onde estavam os pacotes de comida.

— Pensei que você tinha sido abduzido — ela resmungou, pegando talheres.

— Quanta hospitalidade — debochei, me sentando para comer. — Porra, que cheiro bom — falei ao abrir minha embalagem de nhoque, Bella me ignorou, enquanto comia sua lasanha e mexia em seu celular. — Você tá jogando?

— Trabalho — respondeu de boca cheia. — Tô tentando convencer o representante da K Motors a ir ao seu show para ele ver como seria bom para ambos os lados uma parceria.

Ótimo, mais publicidade queria dizer mais grana. Eu tinha feito um monte delas enquanto Bella estava fora com Kate. Propagandas eram uma parte muito grande do meu faturamento, eu precisava delas.

***

Quando acabou de comer, antes de mim, Bella foi para a sala atender uma ligação de trabalho. Eu fui para seu quarto e me joguei em sua cama, liguei um abajur e fiquei folheando o livro que ela tinha em sua cabeceira, algum da Jane Austen.

— Você gosta dessas merdas? — perguntei balançando o livro em minha mão quando ela entrou no quarto, fechando a porta, jogando o celular em uma poltrona e começando a tirar suas roupas.

— Eu lia quando era adolescente — respondeu, subindo em cima de mim na cama quando ficou apenas em sua lingerie preta. Tirou o livro da minha mão e o jogou no chão, tentei tirar meus óculos, mas ela impediu. — Não, você fica muito quente com eles, senhor Cullen.

— Fico é? — Segurei em sua cintura, ela estava sentada bem em cima do meu pau que começava a ficar duro.

— Bastante — respondeu, começando a rebolar em meu colo. Se inclinou e beijou meus lábios, apertei sua cintura com força ao sentir seus lábios nos meus, mas o beijo não durou muito.

Isabella começou a beijar meu pescoço, seguindo um caminho de beijos, mordidas e lambidas por minha garganta, peito e barriga. Eu joguei a cabeça para trás, a apoiando na cabeceira da cama, enquanto Bella usava sua boca em mim.

Logo ela estava tirando minha cueca, colocando meu pau em suas mãos, começando a me masturbar. Também usou sua boca, chupando a cabecinha do meu pau, fazendo com que eu gemesse alto.

— Você gosta disso, Senhor Cullen? — perguntou em um tom de inocência.

— Adoro, pu… — Mordi minha língua, me impedindo de continuar a frase.

— Você pode me chamar de putinha — ela falou, fazendo com que eu a olhasse, continuava a me masturbar. — E de puta, vadia, quando estivermos na cama ou nos provocando. E com certeza pode me bater. — Eu gemi, cada vez mais duro entre suas mãos. — Puxar meu cabelo, me dar ordens e me foder com força, muita força. Não quero que mude pelo o que rolou, entendeu?

— Beleza — falei, gemendo mais, ela deu um sorriso malicioso, soltou meu pau e voltou para meu colo.

— Tive uma ideia — sussurrou em meu ouvido. — Que tal se hoje você for a pessoa algemada à cama?

Puta merda!

— Sim, faça isso! — Topei na hora, animado com aquela ideia.

Bella sorriu mais e saiu da cama rapidamente, foi para seu closet e voltou de lá com as algemas, um lubrificante e um vibrador. Ela colocou as chaves das algemas sobre a mesinha ao lado da cama.

— Ei, você não tá pretendendo usar isso em mim, né? Eu não concordei com essa parte! — falei nervoso, me referindo ao último item.

— Você é tão bobo, não sabe o que está perdendo — falou, começando a me prender pelos pulsos a cama, deixando com que eu continuasse sentado. — Mas, não, o vibrador é para mim.

Ah porra, aquilo ia ser quente.

Bella subiu na cama, sentando ao meu lado, mas de frente para mim. Tirou sua lingerie, jogando as peças de roupa em cima de mim, eu engoli em seco, já louco de vontade de agarrar a mulher e a foder.

— Você não pode dizer uma única palavra, Edward Cullen — falou em um tom rígido, enquanto colocava lubrificante na ponta do seu vibrador. — Não pode gemer, nem se mexer.

— Bella, calma lá… — Ela me calou com um forte tapa na coxa. — Puta merda! — Outro tapa, ainda mais forte.

— Fique quieto.

Eu assenti e calei a boca, aquela altura já fodidamente duro e arrependido de ter topado ser o submisso da rodada. Queria a colocar debaixo de mim, estapear sua bunda e foder sua boceta com a força que ela queria e gostava.

Isabella ligou seu vibrador, na potência máxima logo de cara, e abriu suas pernas. Tinha uma visão privilegiada da sua boceta de onde eu estava, respirei fundo, pensando em chupá-la, mas tive de me conter.

— Poderia ser seu pau aqui — ela sussurrou antes de colocar o vibrador contra seu clitóris, aquilo a fez gemer alto e fechar os olhos. Eu respirei fundo de novo, não podia falar, gemer, nem me mexer, era um pesadelo, mas só me deixava mais cheio de tesão. — Ah, Edward — gemeu meu nome alto, mantendo o vibrador contra si.

Eu tinha de chupar aquela mulher, urgentemente. E gozar, eu também precisava gozar logo mais.

— Poderia ser sua mão aqui. — Tocou em seu seio esquerdo com a mão livre, o apertando e depois concentrando seus dedos em seu mamilo enrijecido. — Não faz ideia de quão molhada eu tô, Edward — disse com a voz arfante. Eu tinha ideia sim, podia ver e queria a boceta molhada dela na minha boca, queria a lamber, chupar, enfiar meus dedos, sentir seu cheiro e seu gosto. — Seu pau entraria nela tão fácil. — Isabella desceu aos poucos seu vibrador, sem desviar os olhos dos meus. — Estou tão molhada — repetiu em um sussurro, eu gemi, não aguentei, ela seguiu a provocação. — E tão quente, meu corpo todo está pegando fogo. — O vibrador chegou a entrada da sua boceta, Bella deixou suas costas baterem contra o colchão e ficou deitada.

Ela se abriu ainda mais, podia ver sua boceta melhor ainda. Colocou o vibrador devagar em sua boceta, soltando um grito muito alto de prazer quando ele estava praticamente todo dentro dela, ficando de fora só a parte que ela segurava.

— Isso é tão bom, eu não preciso de você, Edward. — Caralho, ela tinha mesmo dito aquilo? Provocadora de merda! — Não preciso de você, nem do seu pau. Você não me fode tão bem quanto esse vibrador, eu não vou deixar com que me foda hoje, Ed. Talvez nunca mais deixe.

— Isabella! — exclamei seu nome, com fúria e entre um gemido

— Hum, tão bom, tão bom. — Ela estava de olhos fechados, seu corpo se contorcendo na cama enquanto ela era fodida pela porra de um vibrador.

— Isabella, me solta! — exigi, balançando meus pulsos, tentando escapar das algemas.

— Não — negou. — Você foi um menino mau e não merece participar da festa.

— Isabella! — Forcei mais as algemas, ela gemeu. — Isabella, me solte!

— Não, não, não — teimou, voltando a abrir seus olhos e a sentar, tirando e colocando o vibrador dentro de si repetidamente. — Eu vou ser a única gozando aqui, menino mau.

— É bom você me soltar agora mesmo, ou…

— Ou o que?

— Ou eu vou te foder tanto que você sequer será capaz de sair dessa cama amanhã.

— Duvido, você é tão ruim de cama, Edward. — Puta que pariu, ela era a fodida de uma provocadora e estava conseguindo mesmo me deixar raivoso. — Não passa de um garotinho inexperiente, eu nunca gozei de verdade com você — mentiu, gemendo mais com seu vibrador. — Tão bom, você nunca me fez sentir algo assim.

Ela levou a mão que antes estava em seu peito ao seu clitóris, o que foi a cartada final para mim. Eu não queria ela gozando na porra daquele vibrador, queria ela gozando no meu pau.

— Isabella, me solte agora!

Eu mal tinha acabado de falar e a força que usei contra as algemas fizeram com que elas cedessem e abrissem. Bella arfou, vendo que eu tinha quebrado parte da cabeceira da sua cama no processo. Seu olhar era de choque e desejo.

Me livrei das algemas e da poeira da cama quebrada. Me movi na cama em direção a Isabella, coloquei minha mão por cima da dela que segurava o vibrador, fiz com que ela o tirasse de si e depois o enfiasse de novo em sua boceta, com força.

— Edward — gemeu meu nome, seu corpo voltando a desabar sobre a cama. — Quero seu pau.

Eu sabia que ela queria, tirei o vibrador dela mais uma vez, o desliguei e o joguei para fora da cama, não precisaríamos mais dele aquela noite. Abri bem as pernas de Isabella, me acomodei entre elas e a penetrei de uma só vez, enquanto olhava para seu rosto corado e tomado pelo prazer. Isabella agarrou minhas costas, gemeu alto e eu senti sua boceta apertar meu pau, ela gozou olhando para mim e me puxando mais para si.

— Continua — implorou.

— Fique quieta — ordenei, segurando seu rosto, ela assentiu.

Sai de dentro dela, entrando de novo, ela ainda estava sob o efeito de seu orgasmo, gemendo sem parar. Soltou um gritinho quando puxei seu cabelo, então outro quando eu mordi seu lábio.

— Diz o nome de quem tá te comendo, putinha — mandei.

— Edw… Ah porra! — Se interrompeu quando eu mordi seu pescoço.

— Diga meu nome!

— Edward — sussurrou.

—Mais alto.

— Edward.

— Mais alto.

— Edward — gritou o mais alto que pode, enquanto eu gozava dentro dela e a sentia gozar de novo debaixo de mim.

Desabei meu corpo sobre o dela, Bella apertou mais ainda suas mãos em minhas costas. Fiquei sentindo seu cheiro, ouvindo seus gemidos, seu corpo quente e suado contra o meu, meu pau contra sua boceta.

Foder era ótimo, com Bella ainda melhor. Porra, ela maravilhosa no sexo.

— Ed. — Ela fez com que eu a olhasse. — Melhor foda — elogiou, eu sorri e assenti.

— Melhor foda. — Beijei seus lábios. — Vou ter que te pagar uma cama nova, né?

— Com certeza!

Eu ri, beijando-a mais uma vez.

— Ou você pode me deixar usar o vibrador em você.

— Nem fodendo, putinha.

— Você gostaria.

— Não mesmo. — Sai de cima dela. — Vai se limpar e volta logo, quero te chupar.

— Eu realmente gosto de estar sob ordens — disse de jeito faceiro, saindo rapidinho da cama e indo para o banheiro.

— Eu vou comer seu rabo hoje também! — anunciei.

***

Bella caiu ao meu lado na cama, depois de mais três rodadas de sexo. O oral que fiz nela, eu fodendo seu rabo quando ela ainda estava gemendo pelo seu orgasmo do oral e por fim eu fodendo sua boceta mais uma vez.

— Acho que você está certo e não vou conseguir sair daqui amanhã.

Eu ri.

— Melhor eu ir embora agora.

— Não! — Ela se mexeu na cama e agarrou meu braço, colocando seu rosto contra ele. — Dorme aqui, me acorda comendo minha boceta de manhã — pediu.

— Porra, Bella!

— Fica — exigiu.

Eu fiquei, não queria ir embora mesmo.

***

Acordei com Bella deitada contra meu peito, de costas para mim. Consegui enxergar a hora no relógio ao lado da sua cama e vi que eram quatro da manhã, eu teria que ir para casa, ia ter um ensaio das oito ao meio dia. Depois voltaria para a mansão só para por algumas coisas em ordem, depois iria para um coquetel com jornalistas no hotel que ficaria hospedado em Los Angeles pelos próximos dias por conta dos shows que faria na cidade.

Com cuidado comecei a me afastar de Bella, não queria que ela acordasse, seu dia também seria longo e não precisaria de uma empresária mau humorada, por não ter dormido direito, no meu pé. No entanto, ela acordou, seus olhos ficaram levemente entreabertos e perguntou baixinho:

— O que foi?

— Preciso ir embora — sussurrei. — Volta a dormir, Capitã, ainda tá cedo. — Beijei sua cabeça, ela ronronou e fechou os olhos.

— Mas você ia me foder.

— Te recompenso depois — prometi, me afastando por completo.

— Fica, tava quente com você aqui — falou estremecendo de frio por conta do ar condicionado ligado contra seu corpo nu.

Claro, a gente tava dormindo sem um lençol e isso a aquecia. Peguei seu cobertor dos pés da cama e joguei em cima dela, ela se aconchegou a ele.

— Não se esquece de levar a Amy lá pra casa depois — sussurrei em seu ouvido, ela assentiu.

— Obrigada.

Beijei sua bochecha, ela sorriu. Me afastei da cama e fui recolher minhas coisas que estavam no banheiro, quando saí, já vestido e mandando meus seguranças e motorista irem me buscar, Isabella já estava completamente apagada de novo. Sorri para ela e deixei seu apartamento.

***

Não muito depois que voltei para casa do meu ensaio, Bella chegou com Amy e todos os pertences da sua gata. Eu já tinha falado com mamãe, que aceitou tranquilamente se responsabilizar por Amy.

— Ela é muito boazinha — Bella falava para Esme, Amy estava no seu colo, assustada com Shrek e Mads latindo para ela. Mas, eu sabia que os dois só queriam brincar. — Sejam carinhosos com ela! — Isabella falou para os cachorros. — Amy é frágil. — Afagou os pêlos dela.

Eu ri.

— Capitã, eles vão se dar bem, solta a Amy e deixa ela ir explorar a casa.

Bella bufou, mas fez o que disse. Amy correu para o quintal, Madonna e Shrek correram atrás.

— Eles vão machucar ela — Bella falou preocupada.

— Eles não vão — mamãe garantiu. — São mais comportados que o Edward.

Eu revirei meus olhos, Bella riu.

— Olá! — Leah entrou na cozinha, ela tinha dormido na minha casa na noite passada, ido comigo para meu ensaio de manhã e voltado para a mansão junto a mim.

— Esme, preciso conversar com Leah e Ed, você pode nos deixar sozinhos? — Bella perguntou para mamãe, que hesitou, mas deixou a cozinha e foi para o quintal. — Leah — Bella começou a falar com ela. — Com a turnê começando, você sabe que será como uma primeira dama ao lado de Edward agora. Precisa estar impecável, ser agradável com os fãs que conhecer nos shows, enaltecer Ed nas redes sociais e o mais importante, ficar longe de problemas. Sabe disso, né?

— Sei — Leah confirmou.

— Excelente, você também irá falar com os jornalistas hoje. Seja a primeira dama, receptiva, mas recatada e sempre colocando Ed em um pedestal.

— Farei isso — Leah prometeu.

— Quanto aos hotéis. — Bella sorriu de forma maldosa. — Você terá uma suíte privada ao lado da de Edward em todas as paradas da turnê, para que assim possam ir para o mesmo caminho, mas se separarem a porta. — A empresária sorriu mais e olhou para mim. — Bom, se vocês não quiserem transar.

Eu com certeza não queria mais.

— E se acontecer. — Se concentrou em Leah. — Como já sei que aconteceu. — Leah empalideceu. — É bom que usem camisinha e nenhum acidente ocorra.

— Não vai acontecer — Leah sussurrou.

— Excelente ouvir isso, Leah — Bella debochou. — Porque se acontecer algum problema, eu não serei mais gentil com você.

***

Cheguei ao hotel naquela segunda por volta de quatro da tarde, era mais viável ficar em hotéis mesmo para shows em Los Angeles, ou outro lugar que eu tinha casas e apartamentos. Os shows eram só uma parte das turnês, eles envolviam entrevistas, ensaios fotográficos e encontros com fãs, por exemplo, então manter toda essa atenção longe da minha casa ajudaria a preservar minha privacidade.

Eu já tinha todas as minhas malas comigo e antes de sair de casa apertei Shrek e Madonna em abraços de despedidas, porque só voltaria a ver os dois em um bom tempo. Me despedi de Amy igualmente, sentiria falta dela também.

Minha mãe e Rosalie eu ainda veria nos próximos dias, até eu viajar de Los Angeles para São Francisco, o lugar do terceiro show da turnê. Depois Vegas, Phoenix e aí por diante.

Não sabia se meu pai estava vindo ou não, isso estava me deixando muito pilhado. Eu não tinha falado sobre essa possibilidade com mamãe e Rose, elas também não mencionaram Carlisle nos últimos dias. Ele com certeza não estava indo, era a cara dele faltar.

Cinco da tarde Bella bateu na porta do meu quarto, o coquetel começaria e eu deveria ir de uma vez. Ela entrou rapidamente no meu quarto e me entregou algo, uma chave.

— É do meu quarto. — Sorriu maliciosamente, sorri de volta e a guardei junto com a minha própria chave no bolso. — Acesso fácil para fodas.

— Precisa de uma cópia da minha?

— Eu já tenho.

É claro que ela já tinha.

***

O coquetel com os jornalistas foi menos assustador do que imaginei que seria, talvez porque Tanya e Bella estavam por perto e sempre que eu parecia ficar nervoso com uma pergunta, uma das duas intervia. Leah também se saiu muito bem com a imprensa, Bella me garantiu que os fãs pelas redes sociais estavam amando ver Leah ao meu lado, felizes por eu ter alguém naquela etapa da minha vida.

Por isso não me surpreendi quando Tanya me mandou mensagem, mandando postar uma foto com Leah em minhas redes sociais, depois que voltei para meu quarto no hotel cerca de duas horas depois do início do coquetel. Na foto Leah e eu estávamos de costas um para o outro, um dando entrevista para uma repórter diferente, a legenda da foto foi:

“Muito obrigado por me acompanhar em mais essa aventura, querida!”

— Patético — resmunguei e liguei pra Bella.

— Oi.

— Tô entediado é questão de tempo até eu ficar nervoso e ter uma crise.

Ela suspirou.

— Quer que eu mande seu terapeuta?

— Na verdade pensei em você vir aqui e a gente foder.

Ela riu.

— Me dê dez minutos.

— Cinco, seu quarto é do outro lado do corredor.

— Ok, cinco.

Bella estava no meu quarto em três minutos, com sua bolsa em mãos. Mandou que eu tirasse a camisa e ficasse de costas na cama.

— O que você está pretendendo? — perguntei.

— Óleo de massagem — disse tirando um vidrinho da sua bolsa.

Porra, sim!

***

Eu ouvia os gritos. Meu nome, minhas músicas, pedidos que eu entrasse no palco logo. O show de abertura, realizado por uma boy band que estava começando a fazer sucesso em todo país e também era da gravadora de Laurent, já tinha acabado seu show e logo seria minha vez.

Estava só em meu camarim, mamãe, e Rose tinham ido embora dali alguns minutos antes para o camarote do estádio onde ficariam para ver o show. Eu estava sentado no sofá, com uma garrafa de água em mãos, encarando o chão e ouvindo os gritos.

Aquele dia tinha passado tão rápido, em poucos minutos eu estaria no palco, voltaria a um grande palco em um estádio lotado. A casa estava cheia, todos os ingressos vendidos, era um sucesso, mas eu não podia fracassar na apresentação, ou arruinaria tudo.

— Adivinha quem está aqui? — Bella entrou no meu camarim, sorrindo. Ela estava usando uma calça preta de cintura alta, saltos altos e uma blusa branca que mais parecia um top, deixando parte de sua barriga aparecendo e tinha um bom decote, seus cabelos estavam presos em uma espécie de rabo de cavalo, a maquiagem era forte.

— Carlisle? — perguntei, sentindo meu coração acelerar. Meu pai tinha aparecido?

O sorriso de Bella desapareceu, enquanto ela fechava a porta atrás de si.

— Não, desculpe — ela murmurou, se aproximando de mim e sentando ao meu lado. — É o representante da K Motors, ele parece que vai fazer uma boa oferta de contrato.

— Bom — foi tudo que falei.

— Sinto muito se seu pai não está aqui, Ed — ela murmurou.

— Tanto faz — resmunguei, olhando para a garrafa em minhas mãos, Bella liberou uma mão minha e apertou na sua. Ela tinha uma mão macia, pequena e quente. Em seu pulso estava a pulseira que lhe dei.

— Tem muita gente aqui por você, Edward. — Olhei em seus olhos castanhos. — Seus fãs, sua equipe, seus amigos e sua irmã e mãe. Sei que queria seu pai aqui, mas não ache nem por um segundo que está só.

Eu assenti, ela afagou meu rosto com a outra mão.

— Seu show já é um sucesso, a turnê também, você está no topo de novo, Ed.

Sorri para ela.

— Obrigado por me ajudar a chegar aqui.

— Obrigada pelo excelente salário — ela disse, me fazendo rir.

Eu levei sua mão entrelaçada a minha aos meus lábios e a beijei, Bella afagou meu rosto novamente.

— Pronto?

— Pronto.

***

Nos bastidores atrás do palco passei pelos preparativos finais para a entrada, também me reuni em um círculo com toda a equipe e falei:

— Quero agradecer vocês por estarem aqui e desejar para todos nós um bom show. — Eu estava tão ansioso. — Estamos no começo da turnê e espero que ela seja incrível para todos nós, vamos nessa!

Jasper, do meu lado esquerdo, foi o primeiro a gritar, fazendo com que todo mundo gritasse também. Eu não consegui, nervoso demais para isso.

Leah me abraçou e desejou boa sorte, mas alguém da produção me mandou andar logo e eu fui levado para longe dela, olhei uma última vez para trás e vi o sorriso de Bella. Entrei no elevador que sairia diretamente no palco, segurei o microfone com força e respirei fundo.

Pensei em mim quando criança querendo ser um cantor e me enchi de coragem, era meu maior sonho e eu o viveria a cada segundo intensamente. Mesmo nervoso, eu me sentia feliz e era bom me sentir assim de novo.

***

O show foi perfeito, eu me senti perfeito. Tivemos problemas com som em algum momento, com passos de dança, até com desafinação e erro de letras de canções. No entanto, toda a emoção do público e a minha se integraram, eu amava cada música que dançava e tocava — mesmo as antigas da minha carreira — e a cada uma ia me sentindo mais completo, mais feliz.

A música inicial foi Hollywood, em Johnny Cash Charlie Swan subiu ao palco para cantar comigo — algo que Bella precisou insistir muito para que ele topasse — e a surpresa foi muito bem-vinda para os fãs. A coreografia de Endorfina foi impecável, como a de Morango.

Eu chorei ao piano tocando Vulnerável e ri em Onde está você? Era a música para Lauren e eu não sentia mais nada por ela, só conseguia rir de tão tolo que fui por ela.

Dediquei Flor para Leah e menti sobre estar perdidamente apaixonado por minha falsa namorada, o público foi ao delírio com isso. Em Escândalo, a última música, eu não podia mais parar de sorrir e pular no palco, me sentindo grandioso.

Então, o show acabou, mas eu fiquei mais um tempo no palco olhando para a plateia, ouvindo todos gritarem meu nome. Era lindo, era tão fodidamente lindo que eu voltei a chorar, não de tristeza, mas tomado de alegria e gratidão. Deixei o palco enrolado em uma bandeira que um dos fãs me deu — quando desci do palco em uma canção para cantar perto da grade —, a imagem nela era a capa do meu álbum.

— Você foi maravilhoso! — Leah pulou em meus braços quando cheguei aos bastidores, o fotógrafo oficial da turnê registrava tudo.

Eu a beijei, só para seguir o protocolo. Tirei mais umas fotos com o pessoal da equipe, procurando por Bella no meio de todo mundo, mas não a via em lugar algum.

Quando as fotos acabaram, ainda enrolado na bandeira — eu tinha tirado minha camisa da última de três trocas de figurino na penúltima música do show —, segui para meu camarim. Bella estava lá dentro, sorriu e disse:

— Foi o melhor show da sua vida, Betty!

Fechei a porta e fui até Bella, a beijando com vontade. Eu estava muito feliz.

***

Depois do Meet & Great com os fãs que tinham pago por isso — ou sido sorteados em promoções de lojas, rádios e sites —, em uma das salas do estádio onde ocorreu o show, eu voltei para o hotel. Lá estava acontecendo uma festa, para a equipe, amigos e patrocinadores.

Eu sequer me sentia cansado, estava tão animado com o show ter sido um sucesso. Mas, estava um pouco irritado por ter Leah pendurada ao meu lado durante toda a festa, até que em algum momento Bella me afastou e sussurrou:

— Espere quinze minutos depois que eu sair e deixe a festa com Leah, a mande para o quarto dela, pegue a chave do meu no seu quarto e me encontre lá. — Ela arrumou a jaqueta que eu usava. — Tenho uma surpresa para você.

— Qual? — perguntei curioso, ela sorriu.

— Você irá ver. — Se afastou de mim e eu comecei a contar os minutos imediatamente.

***

Os quinze minutos acabaram virando meia hora, eu tinha de me despedir de muita gente e Leah estava sendo muito lenta. Por fim, eu acabei chegando ao meu quarto, depois de me livrar da minha chata namorada, peguei a chave do quarto de Bella e entrei lá.

— Capitã? — chamei por ela, fechei a porta e olhei ao redor, ela não estava na sala da sua suíte. Dei dois passos em direção ao quarto, a porta que estava fechada se abriu e uma mulher saiu de lá de dentro, mas não era Isabella, sim Heidi, usando somente uma lingerie vermelha.

— Olá, Ed! — a garota de programa falou comigo.

Puta merda, eu sabia o que estava prestes a acontecer!

— Você demorou. — Olhei por cima do ombro de Heidi e vi Bella atrás dela, usando somente uma lingerie azul escura.

Isabella andou até mim e segurou em minha mão.

— Nós vamos nos divertir muito hoje, senhor Cullen.

Notas finais
*Apenas uma garota do interior/Vivendo em um mundo solitário/Ela pegou o trem da meia-noite para qualquer lugar/Apenas um garoto urbano/Nascido e criado no sul de Detroit/Ele pegou o trem da meia-noite para qualquer lugar *Um cantor em uma sala esfumaçada/O cheiro de vinho e perfume barato/Por um sorriso, eles podem dividir a noite/Isso continua e continua e continua e continua *Estranhos esperando/Subindo e descendo a avenida/Suas sombras procurando na noite/Luzes da rua, pessoas/Vivendo apenas para encontrar emoções/Escondidos em algum lugar pela noite Olá, Heidi haha Essa noite aí estará nos bônus (Backstage, link lá na notas iniciais) de Hollywood em breve, por isso não deixem de acompanhar os bônus para não perderem esses extras. Podia colocar aqui? Podia, mas não quero criar tumulto (porque sei que vai ter gente até 2030 reclamando disso) então quem for querer ler é só esperar sair lá em Backstage. Beijos! Lola Royal. 31.01.19