Hollywood
43 Capítulo Quarenta e Dois
Notas iniciais
Capítulo Quarenta e Dois
Edward Cullen
“Ed Cullen diz que está na melhor fase da sua vida.”
Eu devia estar feliz. Meu álbum estava vendendo como água, a imprensa estava me amando, eu tinha uma legião de fãs, estava longe das drogas e do álcool.
Mas, não me sentia feliz de verdade, não completamente. Isso era uma merda, mas eu ainda tinha de sorrir e dizer que estava no melhor momento da minha vida.
***
Acordei com minha mãe me chamando cedo pela manhã, o que não foi nada legal, pois eu tinha ido dormir tarde na noite de sábado, pois estava maratonando Brooklyn Nine-Nine com minha irmã. Olhei para Esme, que estava pronta para sair, carregando um terço em mãos.
— Você veio me exorcizar? — indaguei, ela riu um pouco, mas logo parou.
— Que tal ir comigo e sua irmã à igreja?
— Não mesmo. — Abracei um travesseiro. — É capaz da igreja pegar fogo, mãe.
— Edward!
— O quê? Eu tenho tantos pecados, você sabe que isso poderia acontecer.
— Você nunca gostou de ir à igreja, não é?
— Não, eu ia porque você e o Carlisle me obrigavam. — Ela ficou séria ao ouvir o nome do idiota do meu pai. — Mas, sendo franco, eu gostava de ir quando entrei para o coral, mesmo com todas aquelas músicas irritantes.
— Não eram irritantes.
— Mãe, eram muito irritantes! — afirmei.
Ela suspirou.
— Não adianta discutir com você, né?
— Não mesmo!
— O que vai fazer pelo resto da manhã e tarde?
— Sei lá, tô de folga, pretendo só dormir.
— Bom, não se esqueça de que hoje temos o jantar com a família da Leah — disse animada, aquilo tinha sido ideia da Tirana, que achava que eu tinha de conhecer a família da minha namorada, já que eles não sabiam que relacionamento era uma farsa. E claro, aquilo tudo ia parar nas redes sociais para que o mundo inteiro visse.
— Não vou esquecer — resmunguei, odiando a ideia daquele jantar cada vez mais.
— Amo você, filho! — mamãe exclamou e saiu do meu quarto, eu apenas assenti e voltei a dormir.
***
Quando acordei de novo já era quase nove da manhã, eu tomei um banho e desci para a cozinha, peguei um pedaço de bolo que tinha na geladeira e sentei ao balcão para comer. Enquanto isso Madonna e Shrek brincavam no chão, perseguindo uma bolinha e eu atualizava minhas redes sociais, mais ordens de Tanya, que já estava lotando minha caixa de mensagens.
Primeiro postei uma foto minha, vestido de caipira, nos bastidores do clipe de Johnny Cash, que iria estrear em poucos dias — uma festa aconteceria na minha casa para o promover —. A legenda, que Tanya também tinha enviado dizia:
“Está chegando o lançamento do videoclipe de Johnny Cash, animados? Um pequeno spoiler para vocês…”
Kate foi uma das pessoas comentando:
“Eu mal vejo a hora de assistir! Tenho certeza de que você e @CharlieSwan fizeram um grande trabalho juntos.”
Pelo menos ninguém tinha morrido no processo. Esperei mais uns minutos e postei a foto seguinte, uma de Madonna na areia, uma foto tirada por Leah no dia anterior quando fomos para a praia, o que tinha sido calorento e cercado por fãs e paparazzis.
Dispensei a legenda de Tanya, sabia muito bem o que escrever.
“Algumas pessoas me perguntaram de quem ganhei Madonna e se foi da Leah… Sim! Foi um presente da Leah, quem também tirou essa foto da Madonna ontem na praia.”
Logo os comentários começaram a chegar:
“A Leah é um anjo!”
“A Leah é a melhor namorada que o Ed já teve, espero que eles casem.”
“Só eu acho que o Ed vai ser um pai muito babão?”
“Leah é o amor da vida do Ed e o da minha também, que mulher!”
Eu passava os comentários dos fãs sem realmente parar, mas me obriguei a parar quando vi o mesmo perfil dedicado a mim e Isabella. O chamado Isaward Swullen, com uma foto de nós dois no perfil, o comentário deixado foi:
“Eu pensei que tinha sido um presente da Isabella Swan.”
Completou com uma carinha triste no final.
— Quem é você? O Sherlock Holmes? — indaguei pasmo com o chute certo. Entrei naquele perfil, era pequeno, só dez pessoas seguiam o Sherlock Holmes, mesmo que ela/ele seguisse mais de mil perfis.
Todos as publicações eram sobre Isabella e eu, ignorei tudo e larguei meu celular de lado. Não por muito tempo, logo o peguei e mandei uma mensagem para minha empresária.
Ed Cullen: Você, eu, sexo?
Ela não respondeu, o que me fez xingar.
— Bom, quem quer ir lá pro quintal correr? — perguntei para meus cachorros, os dois latiram em resposta para mim. — Excelente, vamos nessa!
Estava quase saindo da cozinha para a área externa da mansão quando meu celular tocou, eu voltei até o balcão e o peguei lá de cima, era uma mensagem da Leah.
Leah Clearwater: Tudo certo para hoje?
Ed Cullen: Sim.
Leah Clearwater: Ok, estou ansiosa!
— E eu com isso? Não sou seu terapeuta — falei para o nada, desliguei meu celular e fui para fora com meus cachorros, as melhores companhias para aquela manhã.
***
Passei horas no quintal com Shrek e Madonna, até que fiquei morrendo de fome e voltei para dentro de casa com eles para comer algo. Liguei meu celular, Rosalie tinha mandado uma mensagem dizendo que almoçaria com a mamãe fora, junto com um pessoal da igreja, só elas para aturarem esse tipo de coisa.
Eu estava quase pedindo comida quando Bella me ligou.
— Olá, Capitã!
— Ei, eu topo — ela falou, sua voz estava baixa e rouca.
— O quê?
— Sua última mensagem. — Aquilo me fez sorrir.
— Você já almoçou? — perguntei.
— Ainda não. Você vai fazer aquela piadinha da sobremesa comigo?
— Qual?
— Você sabe, esse será meu almoço e você minha sobremesa. Isso não é sexy, é uma piada, James disse isso uma vez e eu passei um dia rindo da cara dele.
— Cara, como você ficou tanto tempo com esse idiota? — perguntei sinceramente confuso.
Ela suspirou.
— Sei lá. Você vem aqui? Não quero sair de casa.
— Sim. E vou levar comida, ainda não comi também.
— Tá, traz comida japonesa.
— Nem pensar, vou levar comida italiana.
— Mas… — Desliguei na cara dela e fui me arrumar para sair.
***
Isabella abriu a porta do seu apartamento para mim, estava usando um short jeans, uma regata azul, sem sutiã por baixo, e com maquiagem, seus cabelos presos em um coque no topo da cabeça.
— Você devia ter comprado comida japonesa — disse reclamando, pegando a sacola da minha mão. Ela seguiu por seu apartamento, enquanto eu fiquei para trás trancando a porta.
— Eu tinha o direito de escolher! — falei quando entrei na sua cozinha. — Amy! — exclamei ao ver a gatinha no chão, estava comendo sua ração. — Você está tão crescida já, nem parece aquela coisinha que escolhi no pet shop. — Me voltei para Bella, que estava arrumando a comida sobre o balcão. — Quando ela olhou para mim fui atingido, faltou falar me pedindo para tirá-la daquele lugar, parecia tão indefesa.
Bella sorriu e ergueu o olhar para mim, percebi que seus olhos estavam avermelhados.
— Foi assim comigo quando escolhi a Norma Jeane, mas era só um plano maligno dela para fugir do pet shop e conseguir roubar minha casa para si mesma — disse, ainda rouca.
— O que você tem?
— Como?
— Sua voz.
— Ah, eu estou com alguma alergia — explicou.
— Por isso os olhos vermelhos?
— É, por isso. Não se preocupe, não é nada contagioso.
— Amém. — Sentei em um banco junto ao balcão, ao lado de Bella.
— Então, vai conhecer seu sogro hoje? — perguntou me entregando talheres. Rolei meus olhos, ela riu baixinho. — Você precisa ser um bom menino com o senhor Clearwater, pirralho.
— Eu serei — debochei. — Se você for uma boa menina para mim depois. — Pisquei para ela.
— Você sabe que não gosto de ser uma boa menina, senhor Cullen. — Apoiou uma mão na minha coxa.
— Ah, Isabella — falei entredentes, ela deu um sorrisinho malvado, eu me inclinei em sua direção e a beijei.
Bella segurou em minha nuca, enquanto eu explorava sua boca em um beijo lento. Se eu não estivesse faminto teria a fodido naquele mesmo instante, mas precisava comer, por isso interrompi o beijo.
— Vou te foder depois — falei ao soltar seus lábios, ela murmurou algo desconexo e se afastou. Seu batom tinha borrado, então eu limpei seu rosto com meus dedos, Bella fez o mesmo comigo. — Por que você está toda maquiada se ia ficar em casa?
— Você não ia sentir um pingo de tesão se visse meu rosto como estava por conta da alergia — falou, tirando sua mão de mim.
— Não é melhor você ir ao médico? — Arqueei uma sobrancelha.
— Não, já tomei um remédio — disse, começando a comer.
— O que te deu alergia?
— Provavelmente a Carmen — falou depois de engolir. — Tive que sair com ela ontem, quando voltei estava me coçando.
Eu ri, começando a comer também.
— É bom você estocar antialérgicos, quando ela casar com o Caipira Swan você precisará muito mais deles.
Bella bufou.
— Eles não vão casar.
— Você está armando algo?
— Ainda não, mas vou. Meu pai não vai casar com aquela puta — declarou, eu apenas ri.
***
Bella e eu passamos o resto do almoço falando sobre as gravações do clipe de Escândalo, que eu começaria a filmar ali mesmo em Los Angeles na quarta-feira. Depois que acabamos de comer Irina ligou para ela, o que levou a Capitã a se trancar em seu quarto para uma ligação sobre trabalho, enquanto eu ficava na sala brincando com Amy.
— Eu acho que vou te sequestrar, Amy — sussurrei para a gatinha. — Você é boa demais para Isabella. — Amy miou, enquanto seguia a luz da lanterna do meu celular que eu mirava no chão. — Eu sei, sou uma pessoa tão mais legal que a sua dona. Preciso de uma foto sua, gatinha. — Parei com a brincadeira da lanterna, coloquei no meu Instagram abrindo os stories e tirei uma foto de Amy.
Escrevi um pequeno texto na foto:
“Tenho detalhes da turnê para resolver com a minha empresária hoje, mas ela tem uma gata e sou facilmente distraído por animais.”
Postei a foto, depois de analisar tudo e declarar que não tinha nada incriminador ali. Então, voltei a brincar com Amy.
— Ei, vamos pro quarto! — Bella apareceu na sala, já desabotoando seu short.
— Puta que pariu! — xinguei, rapidamente ficando de pé e indo atrás dela.
Nós paramos no meio do corredor e Bella disse:
— Adivinha o que vamos usar hoje.
— Algemas?
— Não — respondeu vacilante. — Um dos meus pênis de borracha.
— Em você?
— Quer que coloque em você? — desafiou.
— Não! Claro que não!
— Foi o que pensei. — Ela deixou seu short cair no chão. — Você usará em mim. Seu pau estará ocupado em outro lugar.
— Puta merda!
***
Bella estava no banheiro após o sexo, me proibindo de ir atrás, precisava se recompor do que tínhamos acabado de fazer e não aguentaria outra foda tão rápido. Eu fiquei em sua cama, usando minha cueca e tocando meu violão que ela tinha pego emprestado outro dia.
— Penny lane is in my ears and in my eyes. There beneath the blue suburban skies. Penny lane is in my ears and in my eyes. There beneath the blue suburban skies. Penny lane* — Bella deixou o banheiro cantando o final da música que eu tocava, Penny Lane dos Beatles, a empresária usava sua regata e calcinha, a maquiagem, tirando seu batom, permanecia intacta.
— Isabella, leia minha mente — falei ao parar de tocar, quando ela sentou na sua cama ao meu lado.
— Você quer que eu grave um álbum?
— Exatamente, você é ótima nesse lance de leitura de mentes, Capitã — elogiei, ela apenas riu e tirou o violão de mim. — Isso é um sim?
— Isso é um não, Betty — disse dedilhando a última música que compôs no violão.
— Você não está merecendo isso, Isabella! — falei tirando o violão dela, Bella riu e deitou na cama, com sua bunda virada para cima. — O que foi? Você não consegue ficar sentada por muito tempo, putinha? — Passei uma mão por sua bunda, ela fechou os olhos e gemeu. — Eu fodi você com muita força?
— Sim — sussurrou.
— E você gostou? — Continuei tocando em sua bunda.
— Gostei.
Eu ri, dando um tapa na bunda dela.
— Aí, estou sensível, porra — se queixou, abrindo os olhos.
— Foi mal. — Tirei minha mão dela, Bella bufou e voltou a fechar seus olhos.
Comecei a tocar Rocket Man do Elton John, cantando baixinho.
— I miss the Earth so much. I miss my wife. It's lonely out in space. On such a timeless flight.*
Eu tinha fechado meus olhos logo no começo da música, me concentrando nela. Quando os abri, no fim da canção, vi que Bella olhava para mim atentamente.
— Onde você estaria se não tivesse se tornando um músico?
— Sei lá — respondi, odiando imaginar aquilo. — Agora provavelmente seria um desempregado pós faculdade, porque qualquer coisa que me formasse iria odiar e fazer muito mal.
Ela riu.
— Isso é a sua cara, pirralho.
— Sou um músico, não vou imaginar universos paralelos — afirmei, ela assentiu.
— Ok, Elvis.
— Meu nome ainda será maior que o do Elvis. — Bella bufou.
— Seu ego é maior que o topete dele, pelo menos sabemos isso.
Eu a ignorei, voltando a tocar a música, mas sem cantar.
— Meu pai estaria feliz — falei.
— Como?
— Se eu não tivesse me tornado um músico, ele estaria feliz, o sonho dele era me ver como um garoto da faculdade super estudioso e qualquer merda assim. Ele nunca apoiou de verdade minha vontade de ser um cantor.
— Pelo menos você teve sua mãe — murmurou, eu assenti sorrindo.
— Ela me ensinou os primeiros passos na música — contei. — Ela poderia ter sido uma grande cantora.
— E como ela foi parar no direito? — perguntou, eu dei de ombros.
— Nunca perguntei. — Deixei o violão do lado da cama e deitei ao lado de Bella. — Seus olhos ainda estão vermelhos, Capitã.
— Foi uma noite difícil. — Os fechou.
— Com a alergia?
— Com a alergia.
Ela estava mentindo, mas eu sabia que não me diria a verdade de jeito algum. Levei uma mão até seu rosto, Bella estremeceu com meu toque, mas não disse nada, ou me afastou.
— Capitã, eu ainda vou te ver cantando em cima de um palco?
Ela suspirou.
— Só se for em um de karaokê novamente.
— É um começo.
Ela deu um pequeno sorriso e se moveu para mais perto de mim na cama, se colocando contra meu peito. Eu coloquei um braço ao redor dela, a mantendo sob ele.
— Você é um excelente músico, que bom que não foi pra faculdade.
— Meu pai morreria se te ouvisse falar isso. — Nós rimos juntos, até que as risadas cessaram e o silêncio tomou conta, eu me perdi nele e sonhei com foguetes.
***
Despertei com um grito.
— Puta que pariu!
No mesmo instante abri meus olhos, deparando-me com Bella diante de mim, ela também tinha acabado de acordar.
— Porra! — a pessoa gritou mais e reconheci a voz, era Alice. Isabella e eu rapidamente nos sentamos e vimos sua irmã na porta do quarto, de boca aberta e olhos arregalados. — Vocês estão fodendo!
— Alice, cala a boca! — Bella ordenou, sua maquiagem ao redor dos olhos tinha bagunçado um pouco e seus cabelos estavam desgrenhados.
— Eu não vou calar a boca — Alice protestou. — Você está fodendo com Ed Cullen! — A Swan do meio olhou diretamente para mim. — Você tá fodendo minha irmã!
— Alice, para de falar e vamos conversar — pedi, morrendo de medo de que ela saísse daquele apartamento e contasse para todo mundo.
Ela me ignorou, se voltando para sua irmã.
— Por isso você não queria que eu trepasse com o Edward, porque estava dando pra ele! — Alice gargalhou e saltitou para perto da cama, se jogando em cima da Bella. — Você é meu ícone, Bells. Tá pegando o cara que trabalha pra você…
— Com ela — a corrigi.
—… E mais novo — Alice continuou. — E que tem um pau grande, como podia ver por essa cueca marcando. Ele fode bem, né? Com certeza, você não estaria fodendo com Edward se ele não fodesse bem.
— Eu fodo bem — garanti, Alice se soltou de Bella e falou comigo:
— Bom, só vou poder comprovar isso quando a Bella parar de foder com você, Cullen. Não vou ficar pegando o mesmo cara que a minha irmã.
— Ah, que bom que temos limites — Bella ironizou.
Alice sorriu maliciosamente para a sua irmã mais velha.
— Você traiu o corno do James com o Edward, né? Diz que sim!
— E com o Jasper.
Alice paralisou, levando as mãos para o coração.
— Você já fodeu com o Jasper também, Bells?
— Sim.
— Eu te admiro tanto! — Alice anunciou. — Você é minha maior inspiração, irmã. Me diz que você já fodeu com os dois ao mesmo tempo, isso seria um sonho.
— Ainda não — Bella falou.
— Ainda? — questionei, ela olhou para mim. — Não vou fazer isso com Jasper envolvido.
— Claro que não, Cullen. — Bella bateu em meu ombro de leve, Alice bateu palmas, voltando a sorrir.
— Bella, você merece uma homenagem. Eu devia construir uma estátua sua no lugar do letreiro de Hollywood. Mas, me contento em declarar meu amor no Twitter. — Ela tirou seu celular do bolso de sua calça jeans, Bella rapidamente ficou de pé e observou o que a irmã fazia.
— Você é tão idiota, Alice — Bella falou.
— E eu te amo. — Alice apertou a bochecha dela. — Espera, você está namorando a Leah! — Apontou para mim.
— E é por isso que você vai ficar quieta — Bella falou rapidamente. — Minha foda com Edward não pode ser exposta, ele realmente ama a Leah…
— E está chifrando ela? Que feio, Cullen — Alice tinha sarcasmo escorrendo por sua voz.
— Você não vai contar isso para ninguém, né? — perguntei nervoso.
— Claro que não! — Alice exclamou. — Eu nunca iria expor vocês. Mas, preciso que façam algo por mim.
— Você está sugerindo nos chantagear? — Isabella indagou.
— Eu só queria dizer que Ed deveria ir à festa do meu programa na terça, nada além disso. — Alice sentou na beirada da cama. — Entendo que você não queira ir, Bella, mas não pode proibir Edward de ir.
— Você só o quer lá para o colocar em seu programa — Bella falou. — Como seria? Pegaria o microfone no meio da festa e diria que ele estaria na próxima temporada?
Alice perdeu seu sorriso.
— Nós aprendemos essas jogadas com a mesma pessoa, Alice. Não vou deixar o Edward participar do seu programa, não o quero envolvido com a emissora dos Dwyer. Nenhum dos artistas trabalhando para mim tem permissão de participar algo daquele esgoto, com Ed não será diferente.
— Você deveria fazer isso por mim, sou sua irmã! — Alice resmungou.
— Você está tentando me chantagear! — Bella rebateu.
— Eu tenho uma ideia — sussurrei, fazendo com que as duas me encarassem. — Concordo em aparecer na sua festa Alice. — Bella abriu a boca, mas pedi com um gesto de mão para ela ficar quieta. — Somente isso, eu estou em alta e minha presença lá, na companhia de Leah, seria bom para você de qualquer jeito. Mas não vou participar do seu programa, de jeito nenhum, Bella é minha empresária e eu quero que ela continue sendo, sei que se assinasse qualquer acordo com os Dwyer ela me mataria.
— E o que você ganha indo a minha festa? — Alice perguntou.
— Você prometendo que não irá contar para ninguém sobre o que descobriu hoje. Não pode expor sua irmã e eu, por favor.
Ela suspirou, mas assentiu.
— Ok, eu concordo — ela falou.
— Chantagista de merda! — Bella exclamou para a irmã. — Use a porra da sua chave para cair fora da minha casa, Alice. Vai junto com ela, Edward! — Atirou minha camisa que estava no chão no meu rosto.
— Mas não fiz nada…
— Quero todo mundo fora.
— Te espero lá fora, Edward. — Alice levantou e abraçou a irmã, mas Bella a afastou, então a loira deixou o quarto.
Eu me vesti e Bella proclamou:
— Você não deveria ir para essa maldita festa.
— Eu não vou assinar nada — prometi, contornei a cama e parei diante dela. — E será bom ir a mais um evento com Leah. O pior que pode acontecer é Alice tentar me agarrar bêbada.
Ela riu.
— Isso não é o pior que pode acontecer, Edward. Renée estará lá, se você acha que sou um demônio é porque não conhece minha querida mãe.
***
Alice e eu nos encontramos no corredor, ela chamou pelo elevador e murmurou:
— Se você fizer alguma merda com a minha irmã, vou foder com a sua vida, Cullen. — Sorriu amigavelmente para mim, o que ia contra suas palavras.
— Você acabou de chantagear Isabella e acha que pode me ameaçar de algo?
— É diferente — Alice falou, o elevador chegou e entramos nele. — Você é um homem, não seria o primeiro a destruir Isabella.
— Nós só estamos fodendo, não estou a envolvendo em um romance para ganhar algo com isso como o Paul.
— Bom! — Alice sorriu para mim. — Mal vejo a hora de chegar a nossa vez de foder, Cullen. — O elevador chegou ao térreo e ela saiu na frente, eu tentei me animar com a ideia de foder Alice no futuro, mas estava inquieto demais para isso.
***
No banco de trás do carro, indo para minha casa, vi o que Alice tinha postado no Twitter.
“Eu amo tanto minha irmã! @IsabellaSwan conte comigo para tudo!”
Renesmee tinha sido uma das pessoas comentando sobre, o que me fez rir alto quando vi o que ela tinha dito:
“O que vocês duas estão aprontando?”
Era realmente a cara de Bella e Alice estarem aprontando algo. A própria Isabella já tinha comentado, somente uma carinha com olhos revirados.
Logo eu estava em casa, na cozinha minha mãe e Rosalie ouviam música enquanto preparavam o jantar para aquela noite.
— Onde você estava? — minha mãe perguntou.
— Com Isabella, falando sobre a turnê — contei a mesma mentira do meu Instagram.
— Ok, vá se arrumar para o jantar logo. Quero que tudo esteja pronto quando a família de Leah chegar, não podemos ter atrasos.
— Mãe, não é a rainha que está vindo — resmunguei.
— É a família da sua namorada, eles são mais importantes que a rainha — Esme disse sorridente.
Oh porra, ela estava louca.
— Leah não é minha namorada de verdade — falei a lembrando daquele grande detalhe.
— Mas a família dela não sabe disso. Então, você será o melhor namorado para Leah essa noite, rapazinho.
— Tá mãe, que seja! — Sai da cozinha pisando firme, puto com aquela história toda.
***
Depois que me arrumei e voltei para a cozinha, Esme me incumbiu de arrumar a mesa com Rosalie, enquanto ela ia se aprontar para o jantar.
— Mamãe está pirando — falei para Rosalie, que não me respondeu. — O que você acha da Leah?
Rosalie continuou sem responder por um tempo, enquanto alinhava um prato e uma taça.
— Ela é uma pessoa legal, ao menos aparenta ser. Depois de Demetri não confio cegamente em mais ninguém, mas ela parece boa. — Rosalie olhou para mim. — Isso se eu ignorar que ela está se vendendo ao participar desse namoro falso. Porque isso faz dela tão idiota quanto você.
— Nossa, muito obrigada, Rose.
— Não há de quê, Edward. — Sorriu para mim, um sorriso irônico. — E por favor, não caia nessa pilha da mamãe de querer você em um relacionamento real com Leah. Seria mais idiota ainda da sua parte, você não gosta dessa menina. Já que entrou nessa de namoro falso só segue nisso até que acabe, não faça a Leah se apaixonar por você.
— Você acha que ela se apaixonaria?
— Não seria a primeira vez que uma menina tola se apaixona por um astro.
— Está falando de você e Demetri?
— É, estou.
— Ele é o idiota entre vocês dois.
Ela revirou os olhos.
— Não vou discordar, mas também fui idiota de achar que viveria um conto de fadas com ele.
— Eu lidei com ele.
Rosalie me olhou com raiva.
— Você agrediu uma pessoa, isso te faz ainda mais idiota que Demetri e eu.
— Ele mereceu — murmurei.
— Não se parabenize por bater em alguém, Edward. É ridículo, isso já te levou a cadeia uma vez.
— Nem me lembra — falei, mas sorri para minha irmã. — Mas estou muito bem agora, melhor fase da minha vida.
— Essa não é a melhor fase da sua vida, não precisa mentir para mim, sou sua irmã. — Os olhos dela analisaram atentamente a mesa. — Acho que está tudo perfeito, é bom que a mamãe não ache algum erro, ou ela surtará.
— Se acontecer ela nos manda embora e fica com Leah pra ela.
Rosalie riu.
— Bom, você poderá ao menos ir para a casa da sua empresária. Isso não será um problema, não? — provocou.
— Isabella e eu não estamos mais… Transando.
— Isso é uma mentira, mas não irei ficar mais cuidando da sua vida — Rosalie anunciou. — Só não deixe isso te prejudicar mais.
— Não vou — prometi.
— E é melhor você ir trocar essa camisa, preto é escuro, use alguma de cor clara para fazer parecer com que está realmente animado com esse jantar.
***
Um dos meus motoristas tinha sido encarregado de ir buscar Leah, seu pai e irmão na casa do senhor Clearwater. Na hora marcada para o jantar, eles chegaram, minha mãe me fez ir abrir a porta, mas não se conteve em ir comigo.
— Oi, lindo! — Leah exclamou assim que abri a porta e se atirou em meus braços, me dando um beijo.
Segurei em sua cintura, retribuindo o beijo. Ela era boa com beijos, mas ainda me sentia desconfortável com toda aquela situação.
— Senti sua falta — Leah falou, afagando meu rosto, quando acabamos o beijo. — Ah, eu preciso te apresentar ao meu pai e irmão. — Segurando minha mão, ela se virou para os dois, ainda parados junto à porta.
O pai dela era um cara gordo, alto, de cabelos lisos grisalhos. Usava roupas simples, uma calça jeans azul, uma camiseta preta e uma jaqueta verde musgo feia pra caralho, completando com um boné velho na cabeça. O irmão de Leah, o adolescente, usava um boné também, mas com a aba virada para trás, uma calça moletom e um casaco moletom, tudo ficava muito maior nele, em seus pés tênis de marcas brancos.
— Papai, esse é o Edward. — Leah gesticulou para mim, o homem estendeu uma mão e eu rapidamente estiquei a minha para o cumprimentar de volta.
— É um prazer lhe conhecer, senhor Clearwater — falei educadamente. — Muito obrigado por ter vindo.
— Ah, pode me chamar de Harry — falou, olhando ao redor. — Bela casa.
— Obrigado, senhor — agradeci.
— Oi, sou Esme, a mãe do Edward! — minha mãe se meteu no meio, já sem conseguir mais se manter quieta. A deixei falar com Harry, enquanto me voltava para o irmão de Leah.
— Ed, esse aqui é o Seth, ele é um idiota — Leah falou, o que me fez rir.
— E aí, meu chapa? — Seth, com um falso sotaque de New York, esticou sua mão em um ângulo estranho para o cumprimentar.
— Hum, olá. — Apertei sua mão, ele começou a tentar fazer um aperto de mão comigo, usando as duas mãos, inclusive, e terminou me apertando em um abraço e dando batidas em minhas costas.
— Vamos postar um vídeo cantando juntos no meu Instagram, chapa? — Seth perguntou. — Vai chover mulher na minha horta.
— Você canta?
— Eu vou ser um rapper.
Isabella ia me pagar caro por me colocar namorando uma menina que tinha um irmão mais novo mala, puta que pariu.
— Vamos deixar isso para depois do jantar, Seth? — mamãe interviu. — Vamos, vamos para a cozinha, decidi que seria melhor comer na mesa de jantar lá do que na sala formal de jantar. — Ela pegou Leah pela mão e seguiu com ela na frente, enquanto eu ficava para trás com Harry e Seth.
— Quanto você pagou nessa casa? — Harry me perguntou, olhando deslumbrado para tudo conforme andávamos pela mansão.
— Vinte milhões, agora ela deve estar valendo mais — respondi.
— Meu Deus, você é muito rico! — exclamou chocado, eu apenas ri.
Na cozinha Rosalie foi apresentada ao resto da família Clearwater, então nós seis nos sentamos para comer. Eu com Leah junto de mim em um lado da mesa, minha mãe e irmã do outro, Seth ocupando uma cabeceira e Harry a outra.
— Eu não fazia ideia de que você e minha filha estavam namorando — Harry falou, enquanto já comíamos. — Até que uma vizinha falou que viu fotos de vocês dois em uma festa de uma tal de Kate Alien.
— Allen, pai — Leah o corrigiu. — E eu lhe disse, Edward e eu queríamos manter isso privado no começo.
— Mas agora que todo mundo já sabe e podemos postar vídeos juntos no Instagram, chapa! — Seth sorriu para mim.
— Eles não formam um casal lindo, Harry? — mamãe perguntou para o homem.
— É, Leah parece muito feliz — ele disse e sorriu para a filha, então perguntou para mim. — Cadê seu pai?
Soltei o garfo, sentindo meu corpo todo tencionar.
— Na Inglaterra — mamãe respondeu por mim. — O pai de Edward mora lá.
— Vocês dois não são mais casados?
— Não, nos divorciamos no ano passado. — Mamãe virou um longo gole de seu refrigerante, já que bebidas alcoólicas estavam proibidas naquela casa. — Preciso dizer Harry, você criou uma menina adorável, imagino o quão difícil isso foi após a morte da sua esposa.
Leah assentiu, apertando a mão do pai.
— O papai foi incrível para Seth e eu depois que a mamãe morreu. Ainda é na verdade.
— Chapa? — Seth falou, automaticamente olhei para ele, já tinha me acostumado com o apelido idiota. — Será que você pode me seguir no Instagram?
Eu queria que o mundo se explodisse e aquele menino fosse o primeiro a morrer.
***
Minha mãe foi a rainha do jantar, ela quis saber sobre a infância da Leah, contou tudo sobre a minha e disse um milhão de vezes o quão feliz estava com nosso namoro. Se Bella a colocasse para dar uma entrevista o público veria a fã número um do casal que eu formava com Leah, ela só precisava perceber que era uma mentira.
Fiquei muito aliviado quando Harry e Seth caíram fora, depois de eu ter que seguir o adolescente em todas suas redes sociais, tirar fotos com ele e gravar vídeos. Mas, aquilo seria ótimo para a publicidade.
— Vou pra sala de música! — avisei na cozinha, minha mãe, Rose e Leah que dormiria na minha casa aquele dia estavam lá tomando sorvete.
Me joguei no sofá da sala de música, já enchendo Isabella de mensagens reclamando sobre tudo aquilo. Ela não me respondeu, o que só me deixou mais puto.
— Oi, Ed! — Leah apareceu na sala de música, passando a mão por seu vestido azul claro.
— O que está fazendo aqui?
— Sua mãe disse para eu ficar um pouco com você. — Ela sentou ao meu lado. — O que achou da minha família?
— Simpáticos — respondi. Nem um pouco, o pai dela era uma mala e o irmão três vezes pior.
— Que bom que gostou deles, estava tão nervosa disso dar errado, meu pai ficaria tão bravo se descobrisse que é um namoro falso.
— Ele não vai descobrir — falei, ela sorriu para mim e beijou minha bochecha.
— Você é um doce, Ed. — O hálito dela estava cheirando a morango do sorvete.
— Eu? — Ri. — Com certeza não sou um doce, Leah.
— É sim. — Tocou no meu rosto. — Eu posso ver isso em suas músicas. Um dia espero compor canções tão lindas quanto as suas.
— É, Bella me disse que você canta.
— Eu fiz algumas aulas quando criança — contou. — Papai trabalhava o dobro para pagar por isso. Eu também estava na banda da escola e no coral da igreja.
— Também estava no coral da igreja — falei e sorrimos um para o outro. — A minha era católica.
— Protestante — disse sobre a sua, notei que ela se aproximou mais de mim. — Eu não vou mais à igreja, no entanto, era tão restritiva.
— Entendo o que quer dizer. — Ela colocou uma mão na minha coxa, a deslizando em direção ao joelho. — O que você quer está mais em cima, Leah — falei, fazendo com que ela me olhasse com culpa nos olhos.
— E-Eu — gaguejou.
— Tudo bem, eu não sou nenhum idiota quanto a sexo, conheço todas as jogadas. Você, por exemplo, se aproximou e agora está tentando pegar no meu pau.
Ela ficou envergonhada, tirando sua mão de mim.
— Você sabe que isso é falso, Leah. Se nós dois tivéssemos alguma relação sexual, seria só isso, sexo.
Leah sorriu.
— Eu só quero sexo, Ed. — Voltou a tocar em minha coxa, daquela vez subindo para perto do meu pau. — Larguei a igreja porque eles queriam que eu fosse uma puritana, coisa que não sou. — Ela tocou meu pau por cima da calça. — Eu não posso foder com ninguém pelos próximos meses, porque não posso dar brecha que alguém vaze que nosso relacionamento é falso, ou acabar tendo o contrato rompido por te trair. — Leah levou sua boca a minha orelha e mordeu de leve. — Eu sei que você tem sexo com garotas de programa, mas pode conseguir um pouco comigo, eu posso fazer o que você quiser — sussurrou em meu ouvido, enquanto abria minha calça. — Você quer que faça algo por você?
— Sim.
— O quê?
— Quero que me chupe — respondi, com a voz vacilando quando ela colocou sua mão por dentro da minha cueca.
Leah me puxou para um beijo, deixando com que eu sentisse gosto de morango na sua boca, aquilo me fez pensar imediatamente em Isabella. Eu gemi alto, quando Leah começou a mover sua mão rapidamente sobre meu pau, deixando-o duro.
Eu não devia foder com ela, isso podia bagunçar ainda mais as coisas. Mas, porra, eu não podia mais parar aquela altura.
Logo Leah estava de joelhos no chão, entre minhas pernas, terminando de abaixar minha calça e cueca. Suas mãos trabalhando avidamente em meu pau, eu fechei meus olhos e joguei a cabeça para trás, me deixando levar. Então, ela colocou a boca no meu pau, o chupando uma vez, antes de o lamber por toda extensão.
Ela era boa, mas não tanto. Porra, o boquete de Bella tinha ferrado comigo, era boa demais naquilo e tinha estabelecido um padrão muito alto.
— Você gosta que eu te chupe? — Leah perguntou, parando de chupar para me masturbar mais um pouco.
— Só continua — ordenei, ela me obedeceu.
Quando gozei em sua boca, algum tempo depois, Leah claramente não engoliu. Ela saiu rapidamente até o banheiro da sala de música, obviamente para cuspir, o que me deixou puto.
Ela não tinha dito que não era a porra de uma puritana? Não engolia nem a porra, puta merda! Até Alison engolia, Leah não estava com nada.
— Onde paramos? — Ela voltou para o sofá, passando sua mão por meu peito. Se esgueirou para mais perto e beijou meus lábios, não tinha mais gosto de morango, nem mesmo da minha porra, seu gosto era de pasta de dente.
Era uma iniciante, ou tinha nojo de porra, o que tornava tudo meio engraçado e chato. Sentir qualquer tipo de nojo em sexo era um saco.
— Você cuspiu? — perguntei, soltando os lábios dela.
— Sim — respondeu. — Não gosto de engolir — disse e deu de ombros. — Você não se importa, né?
Não tive tempo de responder, meu celular tocou e eu o peguei para atender na hora. Vi no visor que era Isabella.
— Oi, Capitã.
— Ed, vamos continuar? — Leah perguntou baixinho.
— Bella, já te retorno — falei e desliguei, sem nem ouvir a voz de Isabella. — Leah, acho melhor a gente parar por aqui.
— Quer ir pro seu quarto?
— Não, acho que não devemos mesmo transar — aleguei, ela ficou visivelmente perdida. — Mas foi um boquete nota dez — menti, não tinha sido nem um sete. — Por que não sobe e vai dormir um pouco no seu quarto? Foi uma noite longa com o jantar.
— Ok — murmurou, levantou e saiu. Quando ela estava fora eu liguei de volta para Isabella.
— O que Leah queria continuar com você? — ela indagou quando atendeu.
— Você ouviu isso?
— Sim, o que era? — perguntou curiosa.
— Ela me pagou um boquete. — Bella ficou muda. — Não foi bom, ela cuspiu minha porra, tem nojo de gozo. — Bella começou a rir.
— Você só se fode, Edward!
— Há, muito engraçado. Nesse caso nem vou foder, se o boquete já foi meia boca o resto deve ser mais sem graça ainda. Por que me ligou?
— Para rir da sua cara — ela disse, rindo ainda mais. — Vi seus vídeos com seu cunhadinho, impagável, meu chapa.
— Adeus, Isabella! — Desliguei na cara dela.
***
No dia seguinte, uma segunda-feira, depois do fim dos ensaios eu dei uma entrevista no meu camarim para uma revista adolescente.
— Resuma sua vida neste exato momento, Edward — a entrevistadora pediu.
— Perfeita. Estou vivendo o melhor momento da minha vida.
A entrevista acabou depois disso, a produção da revista saiu, Tanya que estava me acompanhando também e Jasper entrou no camarim.
— O que acha de uma festinha, cara?
— Não, eu só quero ir para casa. Amanhã já tem a festa da Alice, preciso descansar.
— Você precisa se divertir, mas eu estava querendo sugerir mesmo uma festa na sua casa. Jane tá na cidade, Alec, podemos ir todos para sua casa comer umas porcarias e jogar vídeo-game.
— Até que gosto dessa ideia — falei. — Posso chamar o Stefan, faz tempo que não vejo ele. E a Leah não vai lá pra casa, amém.
— Como está sendo isso com ela? — Jasper perguntou.
— Uma merda, ela é muito chata. Mas, que se foda, vamos nos divertir um pouco!
***
Rosalie tinha que estudar aquela noite, mas ela se deu uma folga dos livros e se uniu a gente na sala de TV, onde iríamos jogar videogame. Alec e Jane chegaram primeiro, depois Stefan, que não estava muito contente comigo.
— Nós nunca mais saímos juntos — reclamou. — Nem convidado para a festa do seu álbum eu fui.
— Eu te expliquei que a minha empresária…
— A estrela pornô. — Riu, o ignorei.
— Eu disse que ela quem coordena os convites, se você não recebeu foi culpa dela.
— Que se foda, você e eu somos amigos, eu tinha de estar lá. Somos amigos desde que você nem sabia andar sozinho em Los Angeles, Cullen. Sua cara ainda era cheia de espinha!
— Não lembra dessa fase — pedi, estávamos na cozinha pegando comida. — Mas, você está convidado para a próxima festa, ok? A do lançamento do meu novo clipe, vai ser aqui em casa.
— Obrigado por lembrar de mim! — agradeceu com ironia, Rosalie entrou na cozinha, pegou uma latinha de refrigerante na geladeira e Stefan perguntou para ela — Precisando de uma companhia para as noites de Los Angeles, loirinha?
— Você? — Ela fez uma careta. — Eu prefiro morrer sozinha.
Saiu da cozinha e Stefan ficou puto para trás.
— Aposto que ela fica comigo na festa do seu clipe.
— Fique longe da minha irmã, Stefan. — Ele riu. — Eu tô falando sério. Agora para com essa merda de papinho furado, vamos pra sala jogar.
***
Leah e eu fomos para a festa de aniversário do programa de Alice na noite daquela terça-feira, minha namorada de mentira estava usando um vestido rosa claro, que ia abaixo dos seus joelhos. Eu estava usando calça social cinza, camisa social branca — com parte dos botões de cima abertos —, com um blazer da mesma cor da calça por cima.
Jasper, que chegou pouco antes da gente, estava em uma calça preta e uma camisa preta, mas com estampas de flores. Ele estava na festa por ter virado uma espécie de amigo de Alice, segundo ele ela estava o apresentando a vários amigos seus. Ou seja, Jasper estava passando o rodo por aí.
— Ed, aqui está você! — Alice gritou quando fui levado com Leah até o painel em uma área destinada na boate onde a festa acontecia para as fotos oficiais. O painel era com o nome e logo do programa de Alice, ela tirou fotos comigo e Leah, depois nos arrastou consigo dizendo. — Quero que conheçam alguém.
Renée, eu sabia disso. Bella e eu não tínhamos conversado direito nos últimos dias, ela estava ocupada com toda a coisa de contratos em sua produtora e eu me concentrando nos ensaios, mas eu sabia que devia me manter atento quanto Renée.
A mulher estava tirando fotos com outra, Alice esperou que ela acabasse para a abordar. Então, Renée se virou para mim. Tinha uma estatura média, mas ficava bem alta em seus saltos, usava um vestido vermelho escuro até os joelhos, justo e marcando sua cintura. Seus olhos eram claros como os de Alice, mas os cabelos dela me faziam pensar nos de Bella.
— Ed Cullen, essa é minha mãe, Renée — Alice nos apresentou.
— Finalmente estou conhecendo o famoso Ed Cullen — Renée disse, em um tom de voz divertido, mas não exagerado. Se aproximou de mim e beijou minha bochecha. — E você, como se chama mesmo? — perguntou para Leah.
— Leah Clearwater.
— Adorável — zombou e se voltou para mim. — Espero que possamos conversar melhor mais tarde, Ed. — Piscou para mim, antes de se afastar.
Bella estava certa, a sua mãe parecia uma versão muito pior dela.
***
Eu passei a maior parte da festa com Leah, Jasper, Renesmee e seu namorado, Nahuel. A caçula das irmãs Swan não estava contente de estar ali, mas Alice tinha chorado muito para que Renesmee fosse.
— Você tem falado com o Alec? — perguntei a Renesmee, estávamos sentados juntos em uma mesa, Leah tinha ido ao banheiro, Jasper estava pegando alguém na pista de dança e Nahuel foi ao bar.
— Sim, falei com ele mais cedo. Por quê?
Ela ainda não parecia saber sobre a gravidez de Amber, que ela e Alec — segundo o mesmo me disse no dia anterior — iam manter em segredo por mais tempo.
— Nada, só perguntando. — Dei de ombros, vendo Renée se aproximar sorrindo.
— Ness, você não deveria estar tomando esse drink. — Apontou para a taça com um drink de chocolate que Renesmee bebia. — É tão calórico, você sabe que tem tendência a engordar.
Renesmee não disse nada, apenas encarou a mãe com ódio. Seus olhos castanhos, como os de Isabella, a fizeram parecer ainda mais com sua irmã mais velha naquele momento.
— Ed, querido — Renée falou comigo, agarrando meu braço. — Podemos conversar um pouco em um lugar mais tranquilo?
Olhei desesperado para Renesmee em um pedido de socorro, mas Renée estava puxando meu braço e eu me vi obrigado a ir com ela. A mulher me levou pela boate, subimos as escadas, passamos pelo local onde era a área VIP quando o local estava aberto ao público e entramos em um escritório. Renée fechou a porta, com chave, apontando para um sofá que tinha ali.
— Sente-se!
— Prefiro ficar em pé.
Ela riu e foi se sentar, cruzou as pernas lentamente, enquanto mantinha o olhar sobre mim.
— Como você está indo, Ed?
— Muito bem, obrigado, senhora Swan.
— Imagino que sim, Isabella tem sido uma excelente empresária pelo o que vejo por aí.
— Ela é a melhor empresária que já tive — afirmei.
— Mas ainda é uma menina tola — Renée falou. — Que não aceita que Kate, Charlie, ou Riley participem do programa de Alice. E agora não aceita que você também participe, como se sente com isso?
— Normal? Não me interessa de fato participar do programa de Alice.
Ela assentiu, se colocou de pé e andou até mim. Segurou em meus braços, enquanto seus olhos claros e frios, encaravam os meus.
— O que acharia de um programa seu?
— Como?
— Um reality show, focado na sua vida. — Ela sorriu largamente.
— Você seria a produtora?
— Obviamente.
— E seria um programa da emissora dos Dwyer?
— Claro, querido. Você só precisa convencer a tola da Isabella que quer ter seu programa, ela é sua empresária, precisará aceitar. — Percorreu suas mãos por meus braços lentamente, ainda sem tirar seus olhos dos meus. — Eu cuidaria muito bem de você. — Suas mãos deixaram meus braços e chegaram ao meu peito, que ela conseguia tocar diretamente graças ao fato dos botões abertos na camisa. — Nervoso? — Sorriu maliciosamente, com certeza sentindo meu coração acelerado. — Não precisa ficar, querido. Eu nunca contaria nada para sua namoradinha, ou para outra pessoa, o que acontece entre quatro paredes fica entre quatro paredes.
Agarrei seus pulsos, afastando suas mãos de mim. A soltei em um gesto brusco, o que pegou Renée de surpresa. Eu dei alguns passos para longe dela.
— Não estou nervoso, estou puto. Primeiro, eu tenho uma namorada gostosa e muitos anos mais nova que você, nunca a trairia para te comer, Renée. Segundo, Isabella salvou minha carreira, se ela não me quiser trabalhando com você na emissora dos Dwyer eu aceitarei de olhos fechados. Terceiro, eu estou pouco me fodendo para sua ideia de reality show.
Ela engoliu em seco.
— Não vim a essa festa para conseguir algo com você, ou os Dwyer. Vim como amigo da Alice. E agora vou embora, mas te darei uma dica, chame Paul Lahote para ter um reality show, ele é um babaca e você também, iriam fazer um ótimo trabalho juntos.
Não parei para ver mais do que sua expressão de fúria, fui até a porta, a destranquei e sai. Quando a fechei escutei algo se chocar contra ela, mas não dei importância. Não restava qualquer dúvida, Renée era uma filha da puta.
***
Assim que localizei Leah nós deixamos a festa, mal tive tempo de me despedir direito de Renesmee e não procurei por Jasper, ou Alice. Só queria cair fora daquele lugar, ficar bem longe de Renée.
Ela realmente pensou que me seduziria? Porra, ela era velha, tinha idade para ser minha mãe!
Eu estava com a cabeça estourando, no carro com Leah, a caminho para minha casa. Não sabia se deveria contar sobre aquilo para Isabella, realmente estava confuso sobre contar ou não.
— Meu Deus! — Leah exclamou em choque, eu a olhei, estava lendo algo em seu celular. — Você não vai acreditar no que aconteceu, Ed.
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