Hollywood
95 Capítulo Noventa e Quatro
Notas iniciais
Capítulo Noventa e Quatro
Isabella Cullen
"Ed e Isabella Cullen desembarcam em Paris."
Edward era um vencedor, eu também. E uma de nossas comemorações foi com mais trabalho, porém também com momentos só entre nós dois em uma das cidades mais românticas da Europa.
***
Nosso voo para França seria às duas da tarde, Carlisle iria conosco e de lá pegaria outro avião em direção à Inglaterra. Edward e eu estávamos acabados, não ter dormido nada fodeu com a gente, nos deixando mau humorados, porém eu teria ficado acordada mais noites para terminar a música para minha filha.
Por fim, meu marido e eu tínhamos dado o nome de Semana à canção. Alguns ajustes precisariam ser feitos, mas estávamos felizes com o resultado da música.
— Estou com tanto sono — Edward reclamou pela milésima vez na sala VIP do aeroporto onde esperávamos pela hora de embarcar.
— Se você parar de reclamar pode tentar dormir — murmurei distraidamente mexendo em meu celular, curtindo fotos no Instagram da noite passada.
Tinha sido um sonho, mesmo sem dormir. Subir naquele palco, receber um prêmio, era um conto de fadas moderno. Eu amava tanto meu pai e meu marido por terem me feito subir lá, e também estava orgulhosa de mim mesma por ter criado Johnny Cash e também ajudado de forma geral o álbum do Ed a sair.
— Estou tão cansado que não consigo dormir — Edward se queixou, inclinando o corpo na minha direção e apoiando a cabeça em meu ombro. Respirei fundo, sentindo o cheiro de seus cabelos, ele tinha usado meu shampoo.
— Vamos dormir no voo, precisamos e muito. — Bocejei. — Já que vamos pousar em Paris por volta das 10 horas da manhã de amanhã e teremos…
— Ok, ok, eu sei — ele me interrompeu e bocejou também. — Vou cumprir toda minha agenda, relaxa.
Continuei a mexer no celular, rindo um pouco quando vi fotos e vídeos nossos cantando na limusine. Aquilo tinha que ter sido uma ideia de Edward, mas também foi algo que me fez muito bem.
Quando achei que já tinha passado muito tempo no Instagram, bloqueei a tela do celular e olhei para a frente. Meu sogro estava lá, lendo um livro e tomando café. O médico não tinha dormido na mansão na noite passada, tinha preferido se hospedar em um hotel, foi o único pedido dele quando combinamos sua visita, disse que era melhor dar espaço para Edward, mas eu acreditava que ele queria mesmo era dar espaço para mim e isso era ótimo, ainda não era a maior fã de Carlisle Cullen.
— Nada de sentir Holly mexer? — Edward questionou, levando uma mão até minha barriga.
— Não.
— Que saco.
— Ela está bem.
— Sei disso, mas queria que você sentisse logo, assim fica mais perto para eu sentir também. — Continuou afagando minha barriga. — Como você está se sentindo?
— Um pouco de azia, mas vai melhorar.
— Eu estava pensando e nós dois poderíamos tirar umas duas semanas de férias em Março, o que acha?
Escutar aquilo me animou e muito, me remexi, o que fez Ed tirar a cabeça do meu ombro. Ele olhou para mim, estava com olheiras, olhos avermelhados de sono e cabelos mais bagunçados que nunca.
— Vamos para nossa casa na Cidade do Cabo na África do Sul, por favor — implorei. — É perto da praia, lá deve tá com o tempo melhor do que nos Estados Unidos e Europa, vamos pegar Sol todo dia, nadar, comer e estrear a casa devidamente.
— Você já a estreou com James — brincou.
Revirei meus olhos.
— Com ele não conta, vamos?
— Claro, só precisamos organizar as agendas e acho que Kate sobrevive sem um dos produtores por duas semanas.
— Excelente. Irina! — chamei pela agente dele, que estava sentada ali por perto batendo papo com outra funcionária da Swan Productions que também iria conosco. Minha ex-assistente levantou de seu lugar, se aproximando da gente.
— Oi, Bella. O voo não está atrasado…
— Eu sei — cortei a fala dela. — Ed e eu queremos viajar em Março, organiza a agenda dele e a minha junto do Greg, tá?
— Claro, para onde vocês vão?
— Cidade do Cabo, ficaremos na casa que temos lá. Só nós dois e seguranças, pode contratar um motorista local para nos conduzir pela cidade.
— Certo, vou falar com o Greg e ajustar a agenda de vocês. Mas e a produção do álbum da Kate?
— Ela vai ficar bem — Ed falou e voltou a apoiar a cabeça em mim.
Irina fez uma careta, não parecia concordar.
— Eu falo com a Kate depois — eu disse. — Ela não vai poder negar um pedido de uma grávida. — Vai, Irina. Começa a ajeitar tudo. — Estalei os dedos.
***
Edward teria muitos compromissos em Paris e eu o acompanharia em todos, mas também iria receber uma proposta da YSL e talvez ter algo que de fato requisitasse minha presença. Fiquei sabendo disso durante o voo, logo depois de dormir por algumas boas horas seguidas.
A marca queria gravar outra campanha com meu marido, para ser lançada dali dois meses, mas comigo junto. Na verdade, eu seria a protagonista daquela publicidade do perfume feminino deles e Edward faria uma participação extremamente especial.
— Eles querem que seja um encontro do perfume masculino com o feminino, acham que um casal fazendo isso juntos é a melhor pedida, especialmente agora com o nome de vocês em alta e de forma tão positiva por conta do Grammy no domingo — Tanya falou para mim por ligação, estávamos no carro indo do aeroporto para o hotel. Eu logo liguei para ela, querendo sua opinião sobre tudo aquilo.
Paris já estava bem movimentada, afinal era manhã de uma terça-feira, em Los Angeles era madrugada do mesmo dia.
— Eu acho que você precisa aceitar, Bella — continuou. — É uma proposta maravilhosa e vai manter seu nome em jogo. Sua música está na lista das 100 mais ouvidas, essa semana após o Grammy deve subir mais ainda e se anunciarem a campanha isso só irá ajudar mais. Além do mais, ter parceria com a YSL seria foda pra caralho quando você for anunciada como a atriz que irá interpretar Audrey Hepburn ano que vem.
— Você tem razão. Eu vou para a reunião com eles daqui a pouco, provavelmente irei aceitar sim. Nos falamos mais depois, desculpa ligar essa hora.
— Sem problemas, vou dormir agora e quando acordar espero ter você como a nova embaixadora da YSL.
— Quem sabe. — Eu ri, nos despedimos e por fim desliguei.
— Me fodi — Edward falou quando acabei com a ligação, ele estava com seu celular em mãos e digitava sem parar.
— O que foi?
— Mandei uma mensagem para Kate, pra começar a amaciar a fera sobre a viagem, achei que ela estaria dormindo, ou ocupada, mas não estava. — Olhou para mim. — Ela e Cameron terminaram, agora to lendo as mensagens longas dela desabafando sobre o término.
— Ai, merda! — reclamei. — Eles terminaram? Por quê?
— Kate disse que a energia dos dois não estava batendo. — Edward revirou os olhos. — Também contou que o sexo estava morno. — Fez careta. — Muitos detalhes que não solicitei, sabe? Agora tô servindo de terapeuta dela, como fui parar nessa função? E tenho certeza de que com esse término ela vai encher o saco sobre eu viajar por tanto tempo durante a produção do álbum.
— Calma, ainda é cedo, eles podem voltar e eu ainda vou falar com ela. Também vou ter que falar com a Tanya sobre o cachorro da Tina, você tá mesmo encrencado essa semana, Edward Cullen.
Ele suspirou e guardou o celular em seu bolso.
— Talvez seja culpa dessa cidade e ela me dê azar. — Olhou pela janela, eu envolvi sua mão na minha.
— Ei, você não está com azar e as suas últimas lembranças aqui não são as melhores, mas você não precisa odiar o lugar.
— Eu sei, só odiar aquela mulher desprezível. — Ergueu nossas mãos e beijou a minha. — Vamos nos divertir aqui, entre o trabalho, prometo. E será o melhor primeiro dia dos namorados de todos.
— Estou feliz que finalmente iremos comemorar nosso primeiro dia dos namorados juntos. — Beijei seu rosto. — Escolhi seu presente no dia do Grammy, acho que você irá gostar.
— Uma dica?
— Nenhuma. — O beijei novamente. — Alguma dica do meu?
— Nem pensar, senhora Cullen.
— Ok, eu aguento até depois de amanhã. Ou podemos fingir que é hoje, que tal?
— Não, vamos seguir as datas, apressadinha. — Beliscou minha bochecha, eu apenas sorri e ali, no banco de trás, do carro o abracei.
A suíte que ficaríamos no hotel tinha vista para a Torre Eiffel, com uma sacada gigantesca e um quarto maior ainda. Edward foi logo tomando banho e se jogando na cama, precisávamos nos arrumar para sair, mas ele pediu 10 minutos para descansar, eu deixei, enquanto dava uma rápida lida no contrato enviado pela YSL e comia as frutas que o hotel nos enviou de boas-vindas. Ainda recebemos deles um champanhe sem álcool, macarons e chocolates, a marca também enviou comidas e flores, o hotel nos deu de cortesia massagens e SPA, talvez conseguíssemos usar no dia dos namorados, que seria o único onde não teríamos nenhum compromisso.
Quando o tempo para descanso acabou, eu mandei Edward lutar contra a cama e fui tomar meu banho. Logo Irina bateu na porta, trazendo consigo as roupas que deveríamos usar, o cabeleireiro e maquiadores que nos acompanhariam durante a viagem.
Uma hora depois, saímos do hotel em direção a reunião com o pessoal da YSL. No carro postei uma foto que tirei na sacada do hotel, usando um macacão preto e com o ponto turístico mais famoso da cidade ao fundo.
Aproveitando o tempo de trânsito, curti, li e comentei na foto que Edward tinha postado com seus grammys enquanto nos arrumavámos. Era a primeira publicação dele desde a premiação, então meu marido aproveitou para falar sobre o que sentiu no dia.
“Como falei no domingo, foi a noite mais insana da minha vida a que vivi no Grammy Awards. Na primeira categoria, eu paralisei por alguns segundos, não acreditava que era real. Um sonho finalmente se realizando e se tornando ainda melhor por ser um prêmio compartilhado não só com minha esposa, mas também com o pai dela. Vocês sabem, no passado Charlie e eu tivemos problemas, e agora sei que não sou o genro dos sonhos dele, mas ele é o melhor sogro do mundo, e no final vimos Isabella subir naquele palco e receber o que ela tanto merecia. Sobre receber os outros dois prêmios, a emoção só ficou para trás se comparado com o que senti no dia do meu casamento e no que sempre sinto quando paro e reflito sobre ser pai. Os três troféus sobre o piano da minha esposa são uma prova material de que sonhos podem ser realizados, e eu não teria realizado esses sonhos sem apoio dos fãs, amigos, familiares e colaboradores. Eu sou muito grato por tudo que conquistei, e mais uma vez, muito obrigado por me deixarem compartilhar arte com vocês. Com amor e carinho, Ed Cullen.”
Meu comentário foi:
“Obrigada por compartilhar arte e uma vida comigo, meu amor.”
Eu tinha postado uma foto referente ao Grammy na segunda mesmo, antes de deixarmos Los Angeles. Na foto estava com meu pai, Edward e cada um de nós segurava um dos troféus, minha legenda foi:
“O que foi a noite passada? Ainda parece um sonho tudo que vivemos, não consigo acreditar que tenho um destes, é surreal. Obrigada pelo carinho de todos, por torcerem e se emocionarem conosco.”
Os fãs de Ed estavam nas nuvens com as vitórias dele, mesmo aqueles que não gostavam de mim, e meus fãs também estavam felizes pra caralho por tudo que vivi naquela noite de domingo. E era mesmo muito bom sentir todo aquele carinho, fossem pelas redes sociais, ou por nossas passagens nos aeroportos nos últimos dias, onde fãs apareceram. Claro que tinha a parte chata disso, mas eu podia esquecer um pouco e focar apenas no lado bom.
***
Meus pés estavam sobre as coxas de Edward, meu marido os massageava enquanto eu assistia televisão. Um programa francês de culinária, eu queria mudar de canal, mas estava com preguiça de procurar algum filme em inglês e Edward estava se divertindo traduzindo para mim, também me ensinando a falar algumas palavras.
— Boa, agora foi perfeito! — exclamou quando eu falei grelhado em francês da forma certa.
— Ótimo, já posso me considerar uma fluente — debochei e dei graças a Deus que a maioria das pessoas com quem interagiamos na cidade era fluente em inglês, assim conseguia me comunicar sem problemas. Mas, talvez eu devesse aprender a falar francês, sendo a nova embaixadora da YSL, seria algo bom falar a língua do país onde a marca nasceu.
Pensar naquilo me fez soltar uma risada nervosa, Edward me olhou confuso.
— O que foi?
— Eu tenho mesmo um contrato com a YSL? — Eu sabia que sim, tinha assinado mais cedo naquele dia, mas era algo difícil de lidar, a ficha não caia.
Ele sorriu, beijou a palma do meu pé e respondeu:
— É sim e em alguns dias irá gravar com outro embaixador da marca, dizem que ele é bonito pra caramba.
— Hum, bom saber, talvez eu consiga algo com ele se falar em francês, como se diz: vamos transar?
Meu marido gargalhou.
— Pode falar em inglês, ele é britânico.
— É de Londres? — brinquei, Edward revirou os olhos. — Assim até parece que você gosta de Bath, pirralho.
— Gosto que não me confundam. — Passou a massagear o outro pé, olhou para a TV e disse. — Acho que eu posso fazer isso de hobby, linda.
— Como?
— Você lembra, eu tava querendo um novo hobby para distrair a cabeça.
— No caso, está falando de ensinar francês?
— Não, apesar de eu me considerar um bom professor, estou falando de cozinhar.
Foi minha vez de gargalhar e eu ri tanto que não me aguentei, precisei sair da cama e ir ao banheiro fazer xixi. Quando voltei para o quarto, Edward estava sentado no mesmo lugar, mas com cara de poucos amigos.
— Foi mal, pirralho — pedi. — Mas você e eu definitivamente não nascemos para cozinhar e está tudo bem. — Sentei diante dele, cutucando suas bochechas. — Sorria.
— Não, eu tô falando sério, vou aprender a cozinhar. E você deveria me apoiar.
— A imagem é engraçada. — Dei de ombros, ele continuava chateado. — Tá, me desculpa, eu não deveria rir se isso é algo que você quer. Vou te apoiar. — Mesmo que aquilo pudesse melar com o presente de dia dos namorados que tinha escolhido para ele.
— Que bom. — Voltou a sorrir. — Talvez Sean possa me ensinar algo. E quando estiver mais experiente posso aprender a fazer sushi para você, sua irritante.
— Eu gosto disso.
— Gosta, é?
— Gosto. James fazia de vez em quando, mas a culinária japonesa não era o forte dele. Jimmy tem um livro para iniciantes na cozinha, eu vou te dar!
Edward bufou, mas logo estava sorrindo de novo.
— Talvez fosse uma boa, a comida dele era até gostosa quando não tinha patos envolvidos.
— Pois é.
— Você sente falta dele? — perguntou, mexendo em meus cabelos.
— Não — respondi sem hesitações e honestamente. — Ele não foi um namorado escroto para mim, e foi bem legal no começo, mas depois…
— Depois eu surgi — Edward se gabou. — E roubei você daquele velho.
— Ed! — Eu gargalhei de novo, ele riu e começou a me beijar, estava quase tirando meu pijama quando meu celular tocou.
Como eu estava esperando Tanya me ligar, tive de interromper o momento.
— Oi, qual assunto importante queria falar comigo? — ela questionou assim que atendi, Edward voltou a massagear meus pés.
— Então, T — comecei. — Meu marido fez merda.
— Outra? Ele estava tão quieto, o que foi agora?
— Prometeu dar um cachorro de aniversário para Valentina.
— Ele fez o que!? — Tanya gritou, tanto que meu ouvido doeu e Edward conseguiu escutar do outro lado da cama.
Queria ter gravado a cara de pavor dele.
— Pois é, a Tina está contando muito com isso.
— Edward é um babaca.
— Eu sei, ele é mesmo um babaca quando quer. — Edward resmungou, mas não alto o suficiente para que Tanya pudesse escutar. — Mas um babaca de bom coração, amiga.
— Não quero cachorro em casa, são bagunceiros e acho a Tina muito pequena para ter um.
— E se fosse um cachorro pequeno? Um que cabe até na bolsa.
— São os mais chatos — reclamou. — O Jude é velho e pequeno, mas é o que mais late dos seus.
— Ei, ele é um senhor de idade, mais respeito!
Tanya riu um pouco, o que queria dizer que ela não estava com tanta raiva assim.
— Edward também se compromete em bancar o adestrador para a ferinha.
Ele descobriu aquilo naquele instante, mas dinheiro para isso não era problema.
— Se esse cachorro destruir meu sofá eu juro que destruo a cara do seu marido, Isabella.
— Ok, o rosto dele tem seguro.
— Tem que ser um cachorro pequeno, ele vai contratar o melhor adestrador de Los Angeles e se o Santiago não concordar vocês que se virem explicando para a Valentina porque ela não vai ter o cachorro.
Olhei para Edward, ele sussurrou algo, eu segurei uma risada, mas falei para Tanya.
— Edward pediu para lembrar que você e Santiago são padrinhos da nossa filha, que são extremamente queridos por nós.
— Vocês sortearam meu nome e o Santiago veio de brinde!
— Poderíamos ter refeito o sorteio — nos defendi. — Mas amamos o primeiro resultado, você!
— Vocês dois se merecem mesmo. Tá, comprem a droga do cachorro, eu vou falar com o Santiago.
— Obrigada por entender amiga.
— Só não quero a Tina chorando na minha cabeça, mas fiquem sabendo que terá volta, irei dar presentes barulhentos para Holly. Vocês estão fodidos na minha mão.
E desligou.
— E aí? — Ed perguntou.
— Ela ameaçou dar presentes barulhentos para a Holly.
— Ok, compramos abafadores de som para evitar os brinquedos irritantes da Donut. — Edward sorriu. — Qual cachorro escolhemos para Tina? Um pinscher?
— A Tanya nunca mais falaria com a gente, mas precisa ser um pequeno. Um Pug?
— Muitos problemas de saúde.
— Um Poodle?
— Chatos como a Tanya, acho que combina.
— Você tá querendo que ela arranque seus olhos. Vamos pensar melhor sobre.
Voltei a mexer em meu celular, primeiro procurando informações sobre poodles no Google, depois no Instagram. Acabei parando com a pesquisa depois de um tempo, e vi o story que Ed compartilhou mais cedo, antes de sairmos para jantar com o pessoal da YSL, outra foto minha na sacada com a Torre Eiffel ao fundo, naquela eu estava usando um casaco felpudo bem grande.
O jantar tinha sido ótimo, assim como o resto do nosso dia em Paris. Assinei meu contrato, tivemos o jantar, antes disso Edward tirou algumas fotos e respondeu perguntas em uma live no Instagram da marca.
Eu ainda estava ali, mexendo na rede social, quando senti meu marido parar de massagear meus pés. Ele se moveu na cama, ficando sobre mim, tirou meu celular da mão e me deu um beijo no pescoço, afaguei seus cabelos, ele afagou meu rosto.
— Amo você — murmurei.
Mais um beijo no pescoço, então seus olhos se encontraram com os meus.
— Paris é um lugar muito melhor com você, Capitã.
***
Kate só chorava, eu tentava prestar atenção em tudo que ela falava, mas já estava cansada de lhe ouvir lamentar sobre o término do namoro com Cameron. Edward e eu estávamos nos arrumando para a festa de lançamento da campanha dele naquela tarde de quarta-feira, ainda comecinho da manhã em Los Angeles, mas ser cedo lá não a impedia de chorar um monte.
— Ok, preciso desligar agora, Kate — avisei, precisava mesmo para terminarem de ajeitar meus cabelos e maquiagem.
— Agora eu não tenho mais o Cameron, tudo que me resta é o trabalho e você e o Ed ainda querem viajar. Eu só queria me enfiar no estúdio e trabalhar, não é justo. Posso ir para Cidade do Cabo com vocês?
— Não, será uma viagem de casal — sussurrei, ela soluçou.
— E eu sou uma solteira!
— Kate…
— Tudo bem, podem viajar, Bella. Eu fico em Los Angeles encarando o teto do meu quarto e sofrendo.
— Por que você não tira umas férias também? Pode recuperar o tempo com o álbum depois.
— Você acha?
— Claro, a previsão de lançamento dele é só para o segundo semestre mesmo. Reúna umas amigas e faça uma viagem, um lugar bem legal.
— Hum, pode ser — disse mais calma. — Vou pensar sobre isso.
— Excelente. Agora preciso mesmo desligar, nos falamos depois.
— Ok, curta Paris!
— Irei sim. Tchau, tchau, Kate.
— Tchau, Bella.
Eu encerrei a ligação e deixei a equipe terminar de me preparar para o evento. Enquanto isso, Edward já estava sendo fotografado na sacada do quarto.
Alguns minutos depois, me uni a ele. Uma foto meio desfocada minha, segurando uma bolsa com o símbolo da YSL bem aparente foi postada em meu Instagram. Também uma, recebida de um funcionário meu, do local do evento. Já estavam rolando especulações do meu contrato com a YSL, mas só seria anunciado ao público dali alguns dias.
Depois das fotos, insistiram em arrumar novamente os cabelos de Edward. Eu fiquei na sacada, Irina estava ali me repassando alguns nomes que encontraríamos aquela noite e no meio disse perguntou baixinho:
— Você sabe que dia é hoje?
— Véspera do dia dos namorados? — perguntei de volta, confusa. — 13 de Fevereiro. Tá precisando de um calendário, Irina?
— Hoje é o casamento do Paul com a Julia, achei que você fosse querer saber, caso algum jornalista invente de perguntar sobre de surpresa.
Suspirei.
— É hoje? Que merda! — xinguei. — Espero que isso não seja mais comentado que o lançamento da campanha do Ed. — Eu estava pouco me fodendo para o casamento daquele bosta, só não queria que fosse a notícia do dia, isso tinha de ser a campanha da YSL com meu marido. — É em Los Angeles?
— Não, é na Itália — Irina contou. — Acho que na região da Toscana, algo assim.
— Ótimo, ainda é no nosso fuso horário, que ódio. Quero que o nome do Ed e da YSL parem em assuntos mais comentados do Twitter, Irina, então faça nossa equipe movimentar pra caralho as redes sociais e impulsionar isso. Esse casamento não pode ser mais falado que o nosso evento.
— O que foi? — Edward apareceu na sacada, já com os cabelos impecáveis outra vez.
— Hoje é o casamento do Lahote, e eu não quero que isso coloque seu lançamento em segundo plano.
Edward fez uma careta.
— Ninguém merece. Ele tinha que casar justo hoje? Espero que Julia o largue no altar.
— Na verdade, isso daria mais atenção para o Paul — Irina comentou, eu me vi concordando.
— É, vamos esperar que eles tenham um casamento bonitinho e sem problemas, mas não muito que faça as pessoas ficarem loucas comentando sobre — falei e forcei um sorriso. — E a gente vai arrasar no evento da YSL.
***
O filho da puta venceu, seu casamento foi o evento mais comentado daquele dia. Claro que também comentaram da campanha de Edward, mas não tanto quanto sobre o Lahote casando com a filha do senador Gaston em um lugar luxuoso na Itália.
— Tá tudo bem, linda — Edward falou mais tarde naquele dia 13, já tínhamos voltado para o hotel, tomado banho e trocado de roupas para dormir. Mas, eu estava sem sono, sentada na cama encarando a TV, que passava outro programa de culinária, com clara chateação.
— Não tá tudo bem, não acredito que esse maldito teve mais menções do que você.
— Bella. — Ed pegou o controle e desligou a TV. — Foi um evento importante, mas só, meu contrato não será rompido por isso. — Beijou meu ombro. — Relaxa.
— Não consigo.
— É só por conta disso, ou tem algo mais?
Eu suspirei, ele olhou para mim.
— Tem mais, né? Pode falar, Capitã.
— Ele não deveria estar assim, feliz, rico, nada disso. — Senti vontade de chorar, mas não chorei. — Não depois do que fez comigo… Eu sei que tenho tentado deixar o passado pra trás, mas isso é tão foda. Fico puta, ele por aí se dando bem, deveria ter sido preso treze anos atrás. Não consigo acreditar que não prenderam esse homem, ou que na época não acreditaram em mim, ou que agora realmente acreditam naquele meu post estupido dizendo que a culpa era minha.
— Você quer que eu fale algo para te confortar, ou só te escute reclamar?
Eu sorri um pouco.
— Só quero reclamar, por favor. Não quero palavras bonitas agora, só desejar que esse merda se foda.
— Excelente, pode reclamar. — Beijou minha testa. — Que tal algum doce para ajudar nisso?
— É uma boa — concordei. — Macarons?
— Ótima pedida, ainda temos. Vou pegar. — Ele saiu da cama e foi buscar os doces para nós na sala da suíte, quando voltou, eu nem queria mais reclamar, tinha me acalmado consideravelmente.
— Já passou da meia-noite! — exclamei, Edward assentiu, colocando um macaron na boca. — Isso quer dizer que já é dia 14, podemos trocar os presentes logo? — Ele riu, sentando junto de mim e me entregando a caixa dos doces.
— O meu só chega amanhã.
— Tá, mas posso dar o meu logo? Isso vai me ajudar a distrair.
— E eu negaria um presente? Manda ver. — Beliscou minha bochecha, eu ri e deixei a cama. Peguei o envelope da minha bolsa e entreguei para ele, Edward me olhou desconfiado.
— Tenta adivinhar!
— Outro cachorro? Foi assim que me mostrou a foto do Jude.
— Não.
— Um gato?
— Também não, você tem mais uma chance.
— Um certificado de cara mais gostoso do mundo?
— Poderia ser, mas não é. Agora abre.
Ele abriu, vendo o bilhete que escrevi.
“Você acaba de ganhar aulas para pilotar lanchas!”
— Diferente — ele murmurou, eu mordi meu lábio inferior por um segundo antes de falar.
— Você estava querendo um hobby novo, então pensei em aprender a pilotar lanchas. Nada de aviões, nada de competições, além disso você gosta do mar e do Sol.
Ele sorriu, entendendo melhor o presente naquele momento.
— Isso pode ser muito divertido, Capitã!
— E você ainda pode aprender a cozinhar, dois hobbys novos, pode preparar comidas para nós levarmos para sua lancha. — Ele me olhou, os olhos brilhando de empolgação.
— Também tô ganhando uma lancha?
— Tá sim. — Eu ri. — Papai me ajudou a escolher, temos um lugarzinho perto do iate dele agora na marina.
— Isso é demais… Ei, eu vou virar um capitão!
— Mais ou menos. — Afaguei seu rosto, ele não parava de sorrir. — Vou te comprar um quepe quando você tirar a licença para pilotar.
Ele deixou o envelope com o bilhete em cima da mesinha ao lado da cama, vindo me beijar em seguida.
— Eu te amo!
— Feliz dia dos namorados, amor — desejei, sua boca indo até meu pescoço. — Que tal outro presente?
— Eu topo, qual? — Deslizou uma mão até o meio das minhas pernas, a infiltrando por dentro do short que eu usava para dormir, aquela noite estava sem calcinha.
— Vou te chu-chupar — gaguejei um pouco quando ele tocou em meu clitóris.
Ele tirou o rosto do meu pescoço para me olhar nos olhos e perguntar:
— E eu posso te gravar fazendo isso?
— Porra, sim!
Nos beijamos e ficamos ali um tempo, beijando, tocando, mordiscando. A caixa de macarons foi parar no chão com um chute meu. Tiramos as roupas, ele beijou meus seios, sua mão em minha boceta outra vez.
— Quero te chupar depois, putinha.
Eu assenti, prendendo meus cabelos em um coque, ele tirou a mão. Eu fiquei entre suas pernas, Edward estava sentado na cama, com as costas apoiadas na cabeceira, seu pau já duro.
Ele pegou seu celular. Desbloqueamos e colocamos na câmera, eu acenei uma vez, sentindo meu rosto esquentar e comecei o que queria fazer, chupar meu marido.
— Tá gostando? — perguntei entre uma chupada e outra, olhando para ele, a outra mão dele já estava em meus cabelos.
— Tô, continua. Quero gravar eu gozando nessa sua cara.
E eu continuei, um começo de dia dos namorados maravilhoso para nós dois.
***
Edward me acordou cedo na manhã seguinte, mesmo que não tivéssemos compromissos ou sem ligar para o fato de termos ido dormir tarde. Mas, não consegui ficar chateada por ser acordada, ele estava todo feliz com o dia dos namorados, já tinha inclusive pedido café da manhã pra gente e fazia uma lista de possíveis lugares para almoçarmos.
— Seu presente chega em meia hora — contou quando acabei de comer. — Digamos que foi um presente bem difícil de conseguir, mas eu sei que você vai amar. E você precisa ir se vestir para recebê-lo.
— Ok, agora estou muito curiosa. Toma banho comigo?
— Só banho, não podemos perder a hora.
— Tá, só banho. — Estiquei minha mão e seguimos juntos para o banheiro.
Na hora marcada, eu estava sentada no sofá da sala da suíte. Edward estava andando de um lado para o outro, extremamente ansioso.
— Edward…
Não terminei de falar, bateram na porta e ele saiu. Ficou lá fora por uns três minutos e voltou para o quarto com dois caras desconhecidos, um deles carregava uma maleta com cadeados, o outro uma pasta.
Eu arregalei os olhos, o que diabos Edward estava planejando? Aquilo era algo sexual?
— Bella, esses são seguranças de uma pessoa, mas antes de eu falar, preciso assinar uns documentos e você também.
— Seguranças? Edward, o que tá rolando?
— Confia em mim — pediu e sentou ao meu lado.
O segurança com a pasta se apresentou e nos entregou documentos e uma caneta, Edward assinou e não me deixou ler, só indicando o lugar onde eu deveria assinar. Fiquei nervosa com todo aquele sigilo, mas confiei no meu marido.
Os documentos foram guardados, a maleta foi colocada na mesinha de centro na frente do sofá e aberta. Lá dentro dois gravadores e dois fones de ouvido conectados a eles.
Um foi entregue para mim, outro para Edward. Eu sequer perguntei mais o que estava rolando, só coloquei os fones, o segurança deu play primeiro no meu gravador e uma música começou a tocar.
Com poucos segundos eu gritei, reconhecendo a voz que começou a tocar. Era a Taylor Swift, cantando uma música que nunca tinha escutado.
Olhei para Edward, meu coração acelerado. Ele estava com um sorriso imenso no rosto e fez sinal de positivo, também já escutava.
Eu me concentrei na música, que tinha uma vibe country mesmo que a cantora estivesse em uma fase mais pop da carreira. A canção era romântica e maravilhosa, ela cantava sobre amar tanto alguém, que estaria ao seu lado para tudo, mesmo que fosse para casar com anéis de papéis, porque aquela era a pessoa que queria consigo.
Meu rosto estava molhado por lágrimas quando a canção acabou, tiramos os fones e Edward afagou minhas costas, eu beijei seu rosto, ainda emocionada demais para falar. Os seguranças nos entregaram uma cópia dos documentos, trancaram os gravadores e saíram após se despedirem.
— Como você conseguiu isso? — gritei quando eles se foram, animada, apaixonada, em êxtase.
— Eu consegui o número dela, liguei, implorei, falei sobre como você era uma grande fã. Tive a ideia na segunda, depois de fazermos a música da Holly. Eu não sabia se ela tinha alguma música inédita, mas por sorte tinha.
— Ela vai lançar um álbum novo? Quando? Eu preciso de mais músicas! E ouvir essa outras vezes!
— Eu não sei, linda. Só sei que essa se chama Paper Rings e que por enquanto é a única vez que temos autorização de escutá-la, ninguém pode saber disso, por isso os termos de confidencialidade.
— Não, foda-se os outros, não quero espalhar, só quero ouvir mais. Edward, eu amei! — Eu o beijei repetidamente. — Foi o melhor presente que já ganhei de dia dos namorados. Porra, eu amei muito! — Mais beijos. — E combina tanto com a gente, ai eu tô tão feliz, temos outra música dela para amar. Além disso, eu casaria com você mesmo com anéis de papéis, meu amor.
Ele riu e me abraçou.
— Eu também, mas comprei um segundo presente, que chegou antes de você acordar, e ele está escondido em algum lugar da suíte.
— Diamantes, Cullen?
— Um colar, que tal procurar?
— Não precisa perguntar duas vezes!
***
Saímos do hotel na hora do almoço e voltamos no comecinho da noite, iríamos jantar por lá mesmo, depois de um dia batendo perna por Paris. Foi uma delícia, sem compromissos de trabalho, só nós dois — sem contar os seguranças —, comendo, conversando e beijando.
E estávamos beijando quando entramos no quarto, o jantar poderia esperar mais um pouco, queríamos ir para a cama primeiro. Ele me sentou ali, me ajudando a tirar minhas roupas e botas, eu estava abrindo sua calça, quando Edward afastou minhas mãos e seu corpo.
— Pega aquilo, putinha.
— O quê? — indaguei confusa, inebriada com o tesão
— Você sabe o que. — Segurou meu queixo. — Quero que você me foda.
— Caralho, sim. — Umedeci meus lábios.
— Eu vou ao banheiro me preparar, já venho. — Me deu mais um beijo antes de ir fazer aquilo.
Fui pegar em minha mala tudo que iríamos precisar e tínhamos levado para a França, algum tempo depois Edward voltou para a cama. Deitamos juntos, ele sobre mim, nossas pernas entrelaçadas, sua boca atacando a minha.
Toquei em sua bunda, afagando primeiro, depois apertando e batendo. Ele mordiscou meu lábio, seu pau roçando entre minhas coxas, ficando duro.
Então, Edward me surpreendeu, antes de irmos para o ato principal da noite. Ele me chupou, sua boca em minha boceta me fez gemer, agarrar seus cabelos e encolher os dedos dos pés.
Atingi meu orgasmo rapidamente, com sua língua me levando à loucura. Ele riu quando eu falei algo desconexo, subindo sua boca por meu corpo, até meu rosto, beijando a ponta do meu nariz.
— Você me chamou de diabo dos infernos, putinha.
— Você é mesmo um diabo — murmurei sem ar.
— Sou? — Colocou a mão na minha boceta, eu gemi mais, ainda sensível pra caralho. Dois dedos foram para meu interior e ele prolongou meu orgasmo.
Ficamos ali mais um pouco, até eu conseguir me mover novamente, voltando a ter controle do meu corpo. Ele também estava bem ciente do seu, ficando de quatro na cama, fiquei atrás dele, toquei lentamente em suas costas, Edward se arrepiou um pouco.
Peguei a venda e coloquei sobre seus olhos, apertando só o suficiente para ter certeza de que ele não iria enxergar nada.
— Tudo bem?
— Sim, pode gravar.
Tínhamos pensado naquilo na noite do Grammy, quando fodemos na limusine. O celular já estava perto também, o peguei e coloquei para gravar, mas o deixei sobre a cama, enquanto isso peguei o lubrificante, colocando em meus dedos.
Com a outra mão, abri as nádegas dele, colocando um dedo primeiro. Ele xingou, mas mandou eu continuar. Um grito curto quando fui mais fundo, seu corpo tremeu mais um pouco.
— Me come — pediu com a voz rouca.
Com cuidado, coloquei outro dedo, o preparando mais para mim.
— Caralho, Isabella.
Eu arranhei suas costas, o corpo dele vacilou, quase desabando sobre a cama, mas conseguiu se sustentar. E eu peguei o celular, já com jeito de usar apenas uma mão nele.
Não gravei de muito perto, avisei ele que estava gravando e Edward pediu outra vez que eu o comesse, em alto e bom som. Eu movi o celular, por alguns segundos gravando o rosto vendado e vermelho dele, antes de voltar a gravar sua bunda sendo fodida por mim.
Meu marido já estava se movendo junto, seu corpo seguindo o movimento de meus dedos. Até que ele pediu por ainda mais.
Larguei o celular, lentamente tirei meus dedos de Edward. Limpei os dedos com um lencinho, preparei o pênis de borracha que usaria nele, naquela noite sem uma cinta.
Coloquei a camisinha, o lubrificante e voltei a abrir suas nádegas. Não consegui filmar naquele momento, mas bem devagar, enfiei o brinquedinho sexual nele. Edward pediu para parar por um segundo, eu parei, deixei ele se acostumar.
— Vai, continua — pediu quando estava pronto para mais. Enfiei o pau mais fundo, ele gemeu, arrancou a venda e projetou seu corpo para trás, estava dentro dele até onde era possível, que acabou deitado na cama, não mais de quatro.
— Posso continuar?
— Deve.
Eu continuei, agora com ele deitado, todo entregue. Voltei a pegar o celular, gravando daquela vez o pau que enfiava nele. Meu marido gemia e rebolava sem pudor, pedindo por mais, ou melhor, exigindo. Dei tudo aquilo, rapidez, força.
Me inclinei sobre ele e mordi sua orelha, ele me xingou, eu ri. Mordi de novo, ele disse que iria me foder tanto depois. Eu beijei, ele pediu por mais mordidas. Então, meus dentes foram até seu pescoço, ficaria uma marca, teriam de esconder com maquiagem, foda-se.
Ainda metia nele, mas voltei a apontar a câmera para seu rosto. Ele abriu seus olhos, as pupilas dilatadas.
— Gosta que eu foda seu rabo, Cullen?
— Eu amo — respondeu e sorriu para a câmera. — Quero ficar de quatro de novo.
Eu me movi, dando espaço para ele fazer aquilo. E quando ficou, Edward se apoiou somente no braço esquerdo, a mão direita estava ocupada em seu pau, se masturbando.
Gravei aquilo também, pedindo para ele enfiar o pau dele em mim depois. Tudo aquilo era tão explícito, mas foda pra caralho, era uma delícia. E eu me sentia tão poderosa.
Edward gozou, sujando os lençóis com sua porra. Por seu rabo, ele também parecia estar no ápice do prazer. Tirei o pau dele, meu marido desabou novamente na cama, eu parei de gravar.
Deitei ao seu lado, ele se aproximou e colocou o rosto contra meu peito.
— Você tá bem? — perguntei.
— Tô todo fodido, mas de uma forma ótima. — Nós rimos, mexi em seus cabelos suados e grudados na testa. — Quero assistir. E depois vou te foder.
— Queria que você me fodesse na sacada.
Ele gemeu.
— Podem ver, não vai rolar, né?
— Nem pensar, mas seria um ótimo lugar, tirando o frio. — Puxei seu rosto pra cima e beijei seus lábios rapidamente. — Feliz dia dos namorados, senhor Cullen.
— Feliz dia dos namorados, Isabella.
— Não, fala direito.
— Feliz dia dos namorados, putinha.
— Agora sim.
***
No dia 15 já estávamos de volta ao trabalho, daquela vez para gravar a campanha. As gravações aconteceriam em um casarão da cidade, chegamos lá cedo e começamos pelas filmagens com Ed, ele não estaria em todo comercial, então iríamos adiantar as cenas com meu marido, depois gravar apenas as que eu apareceria.
— Sogro! — exclamei quando Carlisle apareceu, estavam mexendo em meu penteado e meu marido falava com Kate por ligação, ela queria opinião em uma canção.
Edward tinha convidado o pai para nos visitar, aparentemente o médico tinha conseguido abrir mais um espacinho em sua agenda para passar parte do dia com o filho. Depois das gravações de Ed, eles iriam sair para almoçar juntos, eu iria comer por ali mesmo com a equipe. Carlisle voltaria para a Inglaterra no mesmo dia, seria apenas uma viagem rápida.
— Oi, como vocês estão? — Carlisle perguntou e sorriu.
— Bem, como foi seu voo?
— Tranquilo. Emma mandou um oi, disse que adorou seu vestido no Grammy.
— Ela tem bom gosto. O Edward tá na sala ao lado, você pode ir lá.
— Certo. — Ele assentiu e foi atrás do filho.
— Bella. — Irina se aproximou. — Acho que você precisa saber de algo.
— O que foi agora, Irina?
— Renée está na França, em Paris, para ser mais exata.
Eu gelei, mas ainda consegui perguntar:
— O que ela está fazendo aqui?
— Ainda não consegui descobrir, mas acabaram de fotografar ela no aeroporto.
— Era só o que faltava. Se ela se hospedar no meu hotel eu vou colocar fogo naquele lugar. Dá um jeito de descobrir o que ela veio fazer na cidade.
— Pode deixar — Irina concordou e se afastou.
Inspirei fundo, Renée não estragaria minha gravação. Era um dia importante de trabalho, tudo daria certo.
Logo acabaram de mexer em meus cabelos, Edward e eu voltamos a gravar. Uma hora depois, ele estava dispensado.
— Bom almoço, não deixa seu pai te encher o saco. — Beijei seus lábios, ele assentiu.
— Não deixa sua mãe ficar povoando seus pensamentos.
— Não vou. — Pisquei para ele. — Te vejo mais tarde no jantar.
— Até lá, linda. — Me beijou de novo antes de ir embora com o pai.
Gravei até o começo da noite, tinha acabado de chegar ao hotel quando Alice ligou para mim.
— Sua irmã é foda pra caralho! — gritou em meu ouvido.
— Ai porra! — Eu sabia o que aquela animação dela significava. — Você conseguiu vender o programa?
— Eu consegui, porra!
— Alice! — Nós duas estávamos gritando, com um oceano nos separando, naquele momento quis pegar um avião só para ir abraçar minha irmã. — Me conta mais — exigi.
— Vendi a ideia, irei ser produtora e apresentadora, o que acha? Eu sou foda mesmo. — Ela riu. — Iremos começar a gravar em setembro desse ano, a ideia é estrear na semana do dia dos namorados do ano que vem. Ou seja, ainda falta muito tempo, mas envolve muita coisa colocar um programa no ar. Enfim, tô feliz pra caralho, queria você aqui pra gente comemorar.
— Vamos comemorar, que tal domingo? Tenho o aniversário da Valentina de tarde, mas posso ir embora mais cedo.
— Ai, Jasper e eu vamos para New York esse final de semana para um aniversário.
— Tá, vamos ver uma data e eu darei uma festa lá em casa pra gente comemorar.
— Jura?
— Juro, você merece, irmã. Papai já sabe? A Nessie?
— Não, só o Jasper que veio me buscar e você. Queria te contar logo.
— Ok, conta para eles logo.
— Escuta — ela falou hesitante. — Você sabe que Renée está aí em Paris?
Minha animação morreu ao escutar aquilo.
— Sim, você sabe por que ela está aqui? Ninguém da Swan Productions conseguiu descobrir para mim. — Eu tinha até colocado Alistair nessa missão, mas ele não obteve sucesso em cumprir aquela ordem.
— Não faço ideia, eu só vi a notícia.
— Vamos esquecer ela.
— Tem mais uma coisa, você viu que uns minutos atrás o Phill e a esposa dele lançaram uma nota?
— Eles finalmente falaram sobre o caso da traição?
— Sim, ele disse que cometeu erros, mas que está em processo de ser perdoado pela esposa e por Deus.
— Ah pronto, outro recorrendo a Deus pra bancar o bom moço, já não bastava Renée.
— Pois é, enfim, na nota falam que o casamento continua, dessa vez sem mentiras e que a família está mais feliz e unida agora, sem interferência de terceiros.
— Nojento, não que Renée não tenha a culpa dela nisso, mas ele querendo colocar toda a culpa nela é ridículo. Odeio essas pessoas, mas não vou deixar elas acabarem com minha felicidade, nem a sua.
— Eu vou ter um programa! — Alice voltou a gritar empolgada.
— Você vai ter e nós vamos comemorar, eu também vou te levar presentes de Paris.
— Sério? Eu te amo, Bells. E não só pelos presentes, sabe disso?
— Claro que sei. E eu queria muito estar por perto agora pra te encher de abraços pelo programa, você merece muito essa oportunidade.
***
Nós estávamos tomando café da manhã na suíte no sábado, em algumas horas começaríamos a nos arrumar para um desfile da YSL que aconteceria naquele dia. Depois, em uma festa de comemoração, eu iria ser anunciada como nova embaixadora da marca. Seria nosso último compromisso na cidade.
Porém, ainda que isso fosse motivo de comemoração, Edward e eu estávamos tensos. Irina tinha conseguido a lista de convidados para a gente e Genna estaria lá acompanhando sua filha, saber que logo iríamos encontrá-lq era estressante.
Alguém bateu na porta da suíte, Edward reclamou, mas foi ver quem era. Eu continuei comendo e jogando Candy Crush no celular, estávamos comendo perto da porta fechada da sacada, já que lá fora com o frio que fazia naquela manhã era impossível.
Quando Edward voltou, estava ainda mais emburrado e com um envelope em mãos.
— O que foi? — perguntei.
— Queria rasgar e jogar isso no lixo sem nem te mostrar, mas você acabaria descobrindo e ficaria puta comigo. Então, vou te entregar, mas acho que deveria ir direto para a lixeira.
— Do que você está falando?
— Sua mãe deixou uma carta para você lá na recepção, subiram imediatamente. — Ele me entregou o envelope, com a mão hesitante, peguei.
Mesmo com todos aqueles anos, reconheci a caligrafia de Renée.
“De: Renée Swan
Para: Isabella Cullen”
— Lixeira? — Edward perguntou.
Eu suspirei, não conseguia, queria abrir e ler o conteúdo daquela carta. Ainda que soubesse que nada daquilo iria me fazer bem. Até aquele momento, não tinha descoberto o que Renée estava fazendo na França, só sabia que não estava no mesmo hotel que a gente.
— Não.
Edward resmungou, voltando a se sentar. Peguei uma faca e rompi o lacre do envelope. Abri a carta e vi primeiro que Renée tinha enviado duas fotos nossas, uma de quando eu era bebê e estávamos em Nashville, outra de quando eu deveria ter uns 10 anos e estávamos em Paris.
Deixei as fotos sobre a mesa e comecei a ler a carta, sentindo os olhos de Edward voltados para mim.
“Querida, Isabella.
Acredito que você já sabe que também estou na França, desembarquei ontem em Paris. Amanhã irei para um SPA em Marselha, muito tem acontecido em minha vida e preciso de um tempo para espairecer.
Porém, gostaria de te ver, querida. Sei que já errei muito com você, por mais de 32 anos, incluindo a última vez que nos vimos em sua casa recentemente, mas eu queria mesmo tentar consertar as coisas entre nós duas.
Estou com saudades, arrependida e buscando por um futuro diferente. Um futuro onde tenho minhas filhas junto de mim novamente, um futuro onde poderei conviver com minha neta.
Agora frequento uma igreja, estou em contato com pessoas mais amorosas e menos ambiciosas. Consigo me sentir uma pessoa melhor, estou realmente mudando.
Sei que Ed não tinha uma boa relação com o pai dele antes, as notícias sempre diziam isso, mas os vejo juntos. Você também poderia me dar uma segunda chance? Me deixe fazer parte da sua vida de novo, eu juro que não estou buscando lucrar nada com isso.
Meu número está no final desta carta, me ligue ou mande mensagem se quiser marcar um encontro. Espero que sim, ainda há tempo de reconstruir nossa relação, você não acha?
Me perdoe, filha. Me deixe mostrar que mudei.
Com amor, sua mãe.”
Coloquei a carta sobre a mesa, pegando as fotos e observando elas por um tempo. Olhei para o número de Renée no final da página, depois para meu celular.
Pensei na minha última consulta com a psicóloga, antes do Grammy. Onde falei sobre Renée, como sempre.
— Sinto falta da minha mãe, claro, acho que sempre vou sentir. Mas não penso em ir atrás dela, aquela mulher me fazia mal, sempre irá fazer. Eu sei que preciso deixar o passado no passado, mas não acredito que preciso perdoar tudo e todos. Algumas feridas são muito profundas.
— É importante que você cuide dessas feridas, Isabella — a psicóloga tinha dito. — Paul, Renée… Essas relações não foram boas para você, não precisa os perdoar, mas precisa se perdoar por seguir sua vida sem essas amarras, ou irá só ficar cutucando essas feridas e sentir mais dor.
Juntei a carta com as fotos, guardando tudo no envelope novamente. Por fim, olhei para Edward.
— Por que você se entendeu com seu pai? — perguntei, ele franziu o cenho.
— Talvez por eu ter visto verdade nas palavras e atitudes dele — respondeu e suspirou. — Ontem, por exemplo, com ele aqui foi bem legal. — Sorriu. — A gente comeu, conversou, foi leve… Meu pai não foi o melhor pai do mundo pra mim, mas ele tem se esforçado agora. — Assenti. — Você acha que Renée pode mudar?
— Não — respondi. — Eu não acredito em uma palavra do que ela diz sobre arrependimento, talvez seja minha culpa, não ter um coração tão bom quanto o seu.
— Isabella, você tem um coração maravilhoso.
— Ela quer me encontrar, mas eu não farei isso. Só que o futuro sempre fica pairando sobre minha cabeça, imagino o dia que ela morrer, se ter negado esse convite me fará ficar péssima.
— Não dá pra desvencilhar o passado, o presente e o futuro, Capitã. Eles estão sempre ligados, uma decisão afeta a outra. Entretanto, se esse convite for aceito e for um encontro de merda, como nós dois suspeitamos, você ficará pior agora e depois no futuro ficará mal novamente, se culpando por ter aceitado, culpando ainda mais ela.
— Ou seja, em todas as opções eu acabo me sentindo péssima. Menos na realidade, quase impossível, em que me encontro com Renée e ela se torna a melhor mãe do mundo.
— Sim, basicamente isso.
Entreguei o envelope para ele.
— Pode rasgar e jogar fora.
— Não quer mesmo ir encontrá-la?
— Não. — Senti as lágrimas em meus olhos, mas sorri um pouco. — Eu não consigo me imaginar conversando, comendo e me sentindo leve com Renée por perto. — Dei de ombros. — Era um inferno, precisar ser perfeita para ela. Depois continuou um inferno, sofrendo quando caí e não fui a filha ideal. E consigo menos ainda pensar em expor Holly a essa mulher, imaginar colocar minha filha nas mãos dela, nossa, nem fodendo. São as mesmas mãos que me machucaram, eu não as quero tocando em meu bebê. — Toquei em minha barriga.
— Ok. — Ele começou a rasgar o envelope. — Bella, você ainda se sente mal com meu pai por perto, depois de como ele te tratou?
— Ainda tem um pouco de desconforto — confessei. — Mas com certeza não é a mesma coisa, Edward. Quando eu falei com ele e o convidei para o Grammy, seu pai ficou realmente animado com a ideia, disse que pensou em voar para Los Angeles antes, sem esperar um convite seu, mas não sabia se deveria ir, como você se sentiria com isso. Achei que você iria amar, como aconteceu, então ajeitei tudo para ele ir. E vocês dois pareciam mesmo bem lá, ele parece bem tenso no nosso mundinho. — Eu ri. — Mas ele te ama, isso é claro. Ele errou, isso é inegável, com sua mãe, com sua irmã, comigo e com você, mas aparenta estar arrependido. Sou capaz de tê-lo por perto, vai ficar melhor com o tempo, acho.
— Odeio sua mãe, mas se um dia você quiser vê-la, vou estar ao seu lado, tá?
— Eu sei, amor.
Ele se levantou e beijou minha cabeça, mexendo em meus cabelos em seguida.
— Holly vai ter três dos quatro avós, isso já é mais do que você e eu tivemos. — Edward sentou ao meu lado, unindo nossas mãos. — Cara, Renée é ridícula, escreveu na carta que estava vindo para França espairecer. — Ri sem humor. — Como pode ser tão babaca? — As lágrimas cruzaram meu rosto, Edward me abraçou e deixou com que eu chorasse.
***
Genna sequer olhou na nossa cara no desfile, o que foi bom, mesmo que ainda fosse estressante tê-la por perto. Porém, o evento e a festa depois, tudo ocorreu bem, incluindo meu anúncio como nova embaixadora da marca.
— Seu pai está te ligando. — Edward estendeu meu celular para mim, estávamos no banheiro da suíte aquela noite, eu deitada na banheira.
Quis uma foto nela vazia, ainda em minhas roupas de festa, entrei ali depois de tirar meus sapatos, e os recoloquei lá dentro para não correr o risco de cair. Meu marido me fotografou e pediu para postar nos stories do Instagram, escrevendo nela: alguém está exausta.
Eu deixei e continuei na banheira, tão casada que poderia até dormir nela. Enquanto isso, Edward estava tirando suas lentes. Me entregou o celular e voltou a fazer isso.
— Obrigada, amor — agradeci. — Oi, papai — falei ao atender a ligação.
— Oi, Bells. Como vocês estão? — perguntou.
— Bem, Edward está com saudades suas — provoquei, meu pai resmungou, meu marido riu. — E por aí, tudo bem? Vamos chegar amanhã por volta das nove da manhã, mas vamos direto pra casa descansar e de tarde para a festa de aniversário da Tina.
— Estamos bem. Carmen está tentando me convencer a ir para a festa da menina, vou decidir, não estou muito no clima de confraternizações.
— O que aconteceu? É algo sobre seu álbum?
Papai estava gravando e pretendia lançar seu álbum, após atrasos por conta de tanta coisa que tinha acontecido em nossas vidas, até junho. Carmen logo entraria em estúdio para gravar o dela. Em Abril Riley lançaria o novo dele e em Maio Cameron faria sua estreia, seria um semestre agitado.
— Não, é sobre Richard.
Meus ombros ficaram tensos.
— Acabei de descobrir que ele não está viajando como pensei, foi internado em uma clínica de reabilitação na Carolina do Norte. Estava usando cocaína. — Papai suspirou. — Tinha parado de usar há anos, agora voltou. É uma merda.
Eu continuei calada, sem saber o que falar e sem saber como me sentir sobre aquele homem maldito estar trancado em uma clínica de reabilitação, bem longe de mim.
— Enfim, eu não deveria estar falando disso com você, Bells. Vou desligar agora, trabalhar mais um pouco.
— Ok — murmurei, nos despedimos e a ligação foi encerrada.
— O que foi, Capitã? — Edward perguntou, tinha acabado de tirar as lentes e começado a remover a maquiagem.
— Richard está internado em uma clínica de reabilitação. — Ele olhou para mim, olhos arregalados. — E não sei como me sinto sobre isso.
Edward sentou na borda da banheira, eu suspirei.
— Ele é um ser humano detestável, mas sei como é ser uma viciada.
— Ele ser um viciado não anula nada que fez com você.
— É, sei disso, inclusive estou meio aliviada dele estar trancado lá, bem longe de mim. — Respirei fundo e tirei meus saltos para sair da banheira. — Vamos esquecer isso, não quero passar o resto da noite pensando nesse homem.
— Certo. — Me ajudou a sair da banheira. — Vamos tomar um banho e dormir enquanto assistimos algo na TV. Que tal?
Eu concordei, minutos depois estávamos na cama. Edward procurando algo para assistirmos e eu rodando pelo Instagram, vendo o número de curtidas e comentários que minha foto anunciado a parceria com a YSL tinha alcançado, talvez a foto mais curtida em meu Instagram.
O filme escolhido foi Shrek, o que não me surpreendeu. Mas, foi uma ótima escolha, era leve, divertido e tirou a tensão de mim. Tirou o sono também, assistimos até o final e quando acabou, Edward começou a beijar minha barriga.
— Você será uma fã de Shrek como eu, Donut? Capitã, no Halloween vamos nos fantasiar de Shrek, Fiona e bebê ogrinho com a Holly?
— Nossa, nem fodendo!
Ele resmungou, eu ri. Ele voltou a beijar minha barriga, eu acabei adormecendo primeiro, me sentindo amada e protegida.
***
Na manhã seguinte, fui primeiro para o aeroporto. Edward desviou caminho, indo buscar um presente que tinha encomendado de última hora para a irmã e precisava ir pegar pessoalmente, já que queria fazer um agrado para o vendedor — que teve pouco tempo para preparar o presente — e tirar uma foto com a filha do cara que era sua fã.
O presente era uma caneta tinteiro, com as inicias do pseudônimo que Rosalie usaria para publicar seu livro gravadas, e uma caixinha para guardá-la de madeira, acolchoada e com o pseudônimo escrito por completo na tampa. Ele também pediu para o homem esculpir rosas na caixa, como as da sua tatuagem em homenagem à irmã.
No aeroporto, fui fotografada por paparazzis, mas não tinham muitos ali naquela manhã e logo eu estava protegida na sala VIP para aguardar o voo. Fiquei lá jogando no celular, lendo alguns e-mails e por fim abrindo o Twitter.
Curiosa, eu me vi procurando por fotos do casamento de Paul e Julia, não tinha feito aquilo até então. O casamento foi realizado em uma vinícola, o vestido dela era justo no modelo sereia, ele tinha um olhar de vitória em todas as fotos.
Limpei minha busca, depois procurei pelo nome de Ed, um dos primeiros tweets que apareceu para mim foi de uma fã do meu marido, com uma foto minha ali no aeroporto.
“Aproveitadora aparece sozinha no aeroporto de Paris… Ed Cullen finalmente fugiu da cobra?”
Ela ainda tinha riscado meu rosto e escrito Abandonada nele, com ponto de exclamação e tudo. Revirei os olhos para aquilo, saí do Twitter de vez e um minuto depois meu marido apareceu, todo sorridente e me dando um beijo.
— Oi, Linda. O presente ficou muito maneiro, como você tá?
— Tô bem, com um pouco de sono. — Não valia a pena falar do tweet da fã, não era o único, seria mais fácil ignorar aquela gente maluca. — Vou te fazer de travesseiro. — Avisei quando ele sentou ao meu lado e assim fiz.
O voo de volta para os Estados Unidos foi tranquilo, já em Los Angeles fomos para casa. Esme estava lá, tinha ficado na mansão aqueles dias com nossos cães e gatos e nos recebeu com café da manhã, nosso corpo estava uma bagunça por conta do fuso horário e não dormimos nada nas longas horas no avião.
Então, pouco tempo depois de chegarmos, apagamos. Foi só o tempo de comer, trocar de roupas, aprovar a postagem de uma foto nossa — na gravação da campanha, a imagem não revelava muito, mas atiçaria as pessoas com a hashtag mencionando a YSL —, e ir para a cama.
Não ficamos muito tempo na festa de Valentina, ainda cansados e fora do ar. E levaríamos o cachorro, o Poodle escolhido, para ela na tarde de segunda, tínhamos decidido não marcar nenhum compromisso de trabalho para aquele dia 18.
De volta à mansão, dormimos mais. E acordamos de madrugada, fizemos um lanche na cozinha e fomos para a sala de TV assistir Brooklyn Nine-Nine, mas Edward começou a me beijar e o clima mudou.
— Vamos por em prática aquela sua ideia? — perguntou, a voz abafada, uma vez que seus lábios estavam contra os meus.
— Qual? — Minha mão esquerda já estava dentro da calça de moletom dele, tocando seu pau duro.
— Você se grava masturbando, eu me gravo, quartos diferentes. E depois trocamos os celulares e nos masturbamos sozinhos de novo, assistindo aos vídeos.
— Porra, sim!
Eu tinha tido aquela ideia no dia do Grammy.
— Vamos agora. — Ele riu, mas me beijou de novo, antes de me levar para o segundo andar. Pegamos nossos celulares, eu fiquei com nosso quarto, Edward foi para um dos hóspedes. Só estávamos nós na mansão, então isso era ótimo.
Tirei minhas roupas e deitei na cama, preparei a câmera do celular e comecei a me gravar assim que levei minha mão para o meio das minhas pernas. Foi uma madrugada longa e maravilhosa.
***
O cachorro era uma fofura, uma bola de pelos, tão pequeno que parecia de mentira. Queria ele para mim, mas Valentina já estava apaixonada pelo cão e não me deixaria roubar seu bichinho de estimação.
— Como você irá chamar ele, Tina? — Santiago perguntou, ele também não estava trabalhando naquela tarde e Tanya tinha fugido da produtora para ir ver o cachorro. Minha amiga não parecia nada contente com o novo morador de sua casa, mas o marido estava animado.
— Baby Shark! — Tina gritou, ela segurava o cachorro nos braços, mas o entregou para seu pai, depois correu para abraçar Edward. — Obrigada pelo presente, Ed.
— Ei, eu também tenho participação — anunciei, ela riu e me abraçou em seguida, beijando minha bochecha.
— Obrigada, tia Bella, eu amei.
— Baby Shark é um excelente nome — Edward ironizou. Valentina voltou para perto do cãozinho. — Vai impor respeito.
— Você vai acabar o amando, amiga — cochichei para Tanya sentada no sofá comigo, Tina, o filhote, meu marido e o padrinho de Holly estavam no chão.
— Até parece — resmungou. — Quer comer alguma coisa?
— Acho que uma fruta.
— Vamos lá na cozinha, faço salada de frutas pra gente.
— Boa ideia. — Deixamos a sala indo para o outro cômodo do apartamento, lá Tanya começou a preparar o doce, contando um pouco sobre como estava a terapia em casal com o marido. Ambos pareciam cada vez mais dispostos a adotar.
— Isso se eu não acabar grávida — brincou. — Ontem à noite depois da festa foi bem intenso. — Riu e sentamos juntas ao balcão para comer. — Como tá o sexo agora pra você, senhora Cullen? Eu não tive muita vontade durante toda grávidez.
— Está ótimo. — Espiei a porta para saber que ninguém estava entrando na cozinha. — Edward e eu acrescentamos um elemento novo ao sexo.
— Outra pessoa? Vocês…
— Não, não é outra pessoa — neguei. — Eu e ele fizemos sexo virtual. — Tanya arregalou os olhos ao escutar aquela informação. — Quando ele estava na França mês passado, e depois que voltou, nós começamos a fazer vídeos caseiros.
— Isabella! — Tanya exclamou em puro choque. — Isso é seguro? Nunca pensei que você fosse fazer isso.
— Também pensei que nunca faria, mas deu vontade e foi libertador. — Comi um pouco. — E sempre apagamos os vídeos em seguida.
— Como isso funciona? Vocês gravam e só?
— Gravamos e assistimos, é um estímulo extra para mais sexo. Hoje de madrugada cada um se gravou masturbando, depois trocamos os celulares e nos masturbamos assistindo ao outro.
Ela ficou calada por um tempo, refletindo sobre isso.
— É mesmo seguro?
— Nada vai vazar, tomamos cuidado.
— E é mesmo legal?
— Amiga, confia em mim, é demais.
— Santiago e eu nunca fizemos nada parecido com isso, mas não acho que um dia pode rolar, ele ficaria muito tímido. — Nós rimos juntas. — E talvez nem sexo mais tenha, agora temos uma filha e um cachorro barulhento.
— O coitadinho não latiu uma única vez, Tanya.
— Mas vai latir e eu nunca irei gostar dele!
***
Ficamos com os Denali mais umas horinhas, mas decidimos ir jantar em um restaurante perto da praia em Santa Mônica. Tínhamos dispensado os seguranças, queríamos curtir um pouco sem ser seguidos por eles e para nossa sorte, nenhum paparazzi apareceu.
Fomos parados apenas por alguns fãs, mas ninguém criou tumulto. Depois do restaurante, conseguimos seguir para a praia, não era a melhor época, então o lugar estava pouco movimentado.
Tiramos nossos sapatos e caminhamos pela areia juntos, mãos entrelaçadas e Edward contando a primeira vez que pisou na Califórnia. Era tão bom ouvi-lo falar, também foi ótimo quando ele me perguntou sobre minha primeira viagem para a Cidade do Cabo, ali começamos a planejar o que faríamos juntos por lá.
Acabamos sentados na areia, nossas pernas enroscadas para amenizar o frio noturno. Ele mexia em meus cabelos, eu continuava a falar sobre os planos da viagem, até que parei.
Ficamos em silêncio, o som do mar era único naquele instante. Então, foi quando senti algo em minha barriga, ou melhor, quando senti minha filha.
— Edward — eu sussurrei, sentindo novamente, também sentindo as lágrimas em meus olhos e logo deslizando pelo meu rosto.
— Capitã, o que foi? — perguntou preocupado, olhando para mim, não mais para o mar.
— A Holly… — Eu toquei em minha barriga com as duas mãos. — Senti ela se mexer, eu finalmente senti!
Edward se moveu tão rápido que espalhou areia perto da gente, ele ficou de frente para mim. Olhos brilhantes, um sorriso imenso e as mãos vindo por cima das minhas.
— Ela mexeu? Como é? Eu li que poderiam parecer gases.
— É, tipo isso — murmurei ainda chorando e rindo um pouco. No último dia da vigésima semana tinha finalmente a sentido, alguns dias depois do dia dos namorados, parecia um presente atrasado dela para mim. — Não é dor de barriga, é só um movimento suspeito. Tenho certeza de que é ela. — Eu ri mais, ele riu também e beijou minha bochecha molhada por lágrimas. — Edward, a nossa filha. — Solucei, ele me beijou de novo. — Queria que você pudesse sentir logo, amor.
— Em breve. — Afagou minha barriga. — Oi, filha! — falou com ela. — Você gostou de vir até a praia, foi? Não se preocupe, eu vou te trazer várias vezes aqui, Donut.
— Ei, Holly — falei com ela também. — Você não faz ideia de como estou feliz em finalmente conseguir te sentir, meu amorzinho.
— Vamos, Holly, dança mais um pouco aí dentro — Edward incentivou, eu ri. Ele começou a cantar a música que fizemos para ela, e isso a fez de fato dançar lá, ou algo assim e senti mais minha pequena garotinha.
Não consegui parar de chorar, Edward me beijou repetidamente, depois beijou meu ventre. Parou de cantar só para dizer o quanto nos amava, acabou chorando também e ficamos na praia por mais um tempo, completamente envolvidos por nossa filha.
***
Holly não parava de chutar, assim a garota acabaria se tornando uma jogadora de futebol. Eu me remexi na cama, o notebook no suporte acompanhando meus movimentos, que eram limitados graças à minha barriga imensa.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!— Calma — pedi no próximo chute. — Me dá uns dez minutos de concentração, quero finalizar essa página do roteiro hoje. Prometo que depois te dou toda atenção que você quiser, Holly.
Afaguei minha barriga, bem no lugar onde ela tinha acabado de chutar. Isso a fez chutar de novo, eu acabei rindo. Porém, lutei contra minha falta de atenção para seguir escrevendo meu roteiro.
Foquei nele por alguns minutos, até Edward aparecer, voltando da partida de tênis que tinha ido jogar com sua irmã.
— Oi, Capitã. Oi Holly! — gritou e foi direto para o banheiro. — Indo tomar banho.
Apenas murmurei um ok e continuei meu trabalho, escrever um roteiro não era nada fácil. Entretanto, eu não conseguia ignorar as ideias e não iria desistir de finalizá-lo.
Edward retornou para nosso quarto com cabelos molhados, óculos no rosto, vestindo uma bermuda e tão gostoso, que foi a distração final do meu roteiro naquela noite. Fechei o notebook e olhei bem para meu marido, ele tinha colocado piercings nos mamilos um mês atrás e aquilo lhe caiu muito bem. O músico também tinha furado a orelha esquerda uma semana antes e usava uma argola pequena no furo.
— Como você está, linda? — Sentou na cama perto dos meus pés, começando a massageá-los automaticamente, eu agradeci por aquilo, estava tão pesada, no fim do dia só queria uma massagem para aliviar as dores que sentia.
— Exausta — respondi, Edward riu suavemente. — O quê?
— Você está falando com sotaque britânico, Bella.
— Estou?
— Agora voltou para seu sotaque de garota californiana, mas antes estava.
— Deve ser culpa do roteiro, esses malditos personagens ingleses ficam falando na minha cabeça e eu reproduzo o sotaque — resmunguei. Ele largou meus pés, se movendo na cama até estar mais perto da minha barriga, beijou ela, aproveitando que eu estava usando só um top e shorts aquele dia, e a afagou lentamente.
— Oi, filha — falou com Holly. — Você deixou sua mãe trabalhar?
— Ela estava chut… — Nem tive tempo de terminar de falar, Holly chutou e Edward beijou bem no local em seguida. — Agora que ela ouviu sua voz irá ficar mais agitada.
Ela já amava a voz dele, era um fato. E eu amava isso.
— Também senti sua falta, Donut. — Ele continuou beijando minha barriga, ela chutou mais um pouco.
Eu já estava de 37 semanas, mais precisamente, no último dia daquela semana da gestação. No entanto, nenhum sinal de parto ainda.
A vida estava uma correria, trabalhando, reformando a mansão, cuidando da minha saúde física e mental, apoiando Ed a cuidar de si. No entanto, foram os meses mais calmos desde que começamos a namorar, sem grandes problemas nos cercando, parecia um milagre.
Ele tinha terminado de produzir o álbum de Kate no começo daquele mês de Junho. Foi quando eu também parei de trabalhar, ao menos presencialmente, na produtora. Estávamos mais em casa, curtindo as semanas finais da gestação, acabando de arrumar as malas da maternidade, finalizando o quarto de Holly.
Entretanto, foi quando eu não aguentei e comecei a trabalhar no roteiro da série que tive ideia em Bath quando viajamos para lá em Janeiro. Eu ainda não tinha escrito muito, mas sonhava em acabar antes de Holly nascer.
— A sua tia venceu hoje, mas na próxima eu ganho e dedico a vitória a você, prometo. — Ele continuou conversando com nossa filha.
— Por que Rose não veio jantar aqui? — perguntei.
— Ela e Emmett iriam sair, é noite de folga dele lá da peça.
— Podiamos ir rever qualquer dia, né?
A peça do nosso ex-segurança tinha estreado no final de Abril, Edward e eu fomos à estreia, depois ainda assistimos mais uma vez.
— Você acha que aguenta ficar todo esse tempo sentada naquela poltrona horrível do teatro?
Fiz uma careta, pensando sobre. Emmett, assim como boa parte do elenco, era ótimo. No entanto, ainda era uma peça com baixo investimento, apresentada em um teatro bem ruizinho, com poltronas nada confortáveis para uma grávida que poderia parir a qualquer momento.
— É, acho que não, vou pensar melhor. Quem está lá embaixo ainda? — Eram por volta das seis da tarde.
— Nelly estava saindo, Sean já foi, minha mãe tá na sala de TV.
Esme tinha ido passar o dia na mansão, mas entendeu que eu precisava de um momento sozinha para escrever quando Edward saiu para jogar e me deixou ficar quieta no quarto sem interrupções.
— Você que dispensou o Sean?
— Sim, vou cozinhar pra gente. Salmão grelhado, o que me diz?
— Que eu te amo.
Edward beliscou minha bochecha e provocou:
— E você ainda duvidava da minha capacidade de cozinhar, Isabella.
Ele também tinha aprendido a cozinhar durante aqueles meses, assim como aprendido a pilotar lanchas. Foram semanas produtivas para todos nós.
— Perdão, senhor Cullen. — Peguei sua mão e beijei a palma.
— Desce comigo? Ou quer continuar deitada aqui?
— Eu desço, a exaustão é mais de tanto encarar a tela desse computador. Holly e eu precisamos nos movimentar um pouco.
Ele assentiu e me ajudou a sair da cama, também me auxiliou a descer as escadas sem acidentes. Esme nos encontrou e disse que precisava ir, jantaria com Aro e uns amigos deles naquela noite.
Eu sentei na varanda perto da cozinha, com Jude deitado ao meu lado. Shrek estava brincando com Mads no quintal. Amy deveria estar dormindo no quarto de Holly, seu novo lugar favorito do mundo e Woody perdido pela casa.
Sentada ali, escutando Edward cantar na cozinha enquanto cozinhava, fiquei mexendo no celular. Alice tinha mandado várias opções de roupas para ela usar no aniversário do meu marido, a data oficial seria dali três dias, mas a festa que eu planejava para ele e Rose aconteceria no final de semana.
Depois que Alice parou de responder, para sair com o marido dela, eu entrei no Instagram. Gargalhei quando vi Tanya postando mais uma foto com Baby, seu Poodle e seu novo melhor amigo.
Ela tinha se encantado por ele, que também gostava mais dela do que gostava de Valentina. Algumas vezes Tanya até o levava para a produtora consigo, alegando que ele sentia muito sua falta e ficava triste em casa.
Santiago e Tanya tinham decidido adotar, estavam cuidando da papelada para isso e esperavam terminar o ano já com seu novo filho em braços. No perfil que preencheram, acabaram optando por crianças de até dois anos, decidiram não escolher entre garotos e garotas.
Comentei na foto dela com Baby e saí do Instagram para o Twitter.
Um dos primeiros tweets que apareceram para mim foi do Portal Beward, eles tinham compartilhado uma foto que tirei de Ed mais cedo e ele tinha postado pela tarde. Não aparecia direito seu rosto, mas era a foto que deixou seus fãs cientes da argola em sua orelha e eles estavam chocados com isso, até aquele momento ainda não sabiam dos piercings também.
“Ed Cullen, você está de argola!?”
Passeei mais um pouco pelo Twitter, parando quando vi uma fã de Edward dizendo que torcia para Holly nascer com a cara de James. Não precisava ler mais nada daquilo naquela noite, só queria relaxar.
Aqueles meses mais calmos poderiam parecer um milagre, mas aquele tipo de fãs idiotas ainda existiam, nenhum milagre aconteceu para banir a existência delas. Infelizmente, eu iria para a igreja se aquilo acontecesse.
— Capitã. — Edward apareceu na varanda e me entregou um suco de laranja.
— Ai, valeu, está tão quente. — Comecei a beber, ele pegou Jude no colo e sentou comigo. O cachorro não curtiu e pediu para ser solto, Ed o deixou no chão e o chihuahua foi deitar no outro sofá. — A comida vai demorar?
— Não muito. — Beijou a lateral da minha cabeça, depois sua mão estava em minha barriga. — Já pensou se ela nasce no meu aniversário?
— Pobre de mim, terei dois de você choramingando por conta de aniversários.
— Não é bem assim, você não me deu parabéns.
— Edward, já vai fazer um ano, supera. — Coloquei o copo na mesinha ao lado do sofá.
— Vou superar, no dia 20, quando você me parabenizar dessa vez.
— Eu deveria fingir que esqueci.
— Você não faria isso. — Sorriu e beijou meus lábios. — Amo você, linda. Também te amo, Donut.
— Estou cada vez mais ansiosa — sussurrei. — Morrendo de medo de não dar conta do parto, do pós-parto…
— Bella — ele me interrompeu. — Você não precisa ser uma mãe perfeita. Além do mais, frequentamos aquele curso preparatório para pais, vamos arrasar.
— Eu deixei o boneco cair na água quente.
— No primeiro dia, depois você foi muito bem. A melhor aluna da turma, literalmente, fazia até anotações na aula.
— Que seja. — Eu o abracei. — Aquelas aulas não são nada perto do bebê de verdade.
— Respira fundo comigo — Edward pediu.
Puxou o ar, eu o acompanhei, buscando tranquilizar minha mente. No meio do nosso exercício de respiração, com sua mão passeando por minha barriga, Holly chutou e meu marido acabou caindo no choro.
— Ei, tudo bem. — Trocamos de papéis e eu o consolei, lembrando de como ele chorou quando a sentiu chutar pela primeira vez, quando eu estava de 25 semanas, sentada naquele mesmo sofá da varanda.
— É que é louco pensar que ela logo estará aqui, esperamos tanto por isso. Ok, talvez você esteja certa e a gente deva surtar um pouco!
— Não, sem surtos, você mandou o Sean embora e eu preciso comer. Volta para a cozinha e termina nosso jantar.
— Você está explorando meus dotes culinários, senhora Cullen. — Se levantou depois de respirar fundo novamente e conter as lágrimas.
— Não se gaba tanto, ontem você queimou aquela fornada de cookies.
— Porque eu me distraí com a sua irmã e Alec contando fofocas, a culpa é deles.
— A culpa é sua, fofoqueiro.
— Seu fofoqueiro! — exclamou e me beijou antes de voltar para a cozinha.
Sozinha de novo na varanda, peguei meu celular, não aguentei meu lado fofoqueira e voltei para o Twitter. Lá, duas informações tinham sido noticiadas e estavam sendo absurdamente comentadas desde que eu tinha acabado de sair do aplicativo minutos antes.
“Nasce o bebê de Leah Clearwater e Enrico!”
“Renée Swan anuncia que está noiva do Pastor Adam Clarke.”
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