Holding Skies

4 Medo? Não, Desespero mesmo. Pânico total!


Notas iniciais
Espero que agrade
Boa leitura
☺

Capítulo Três: Medo? Não, Desespero mesmo. Pânico total!

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.Narradora.

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—Pelo Tártaro, você não consegue ficar um dia sem molhar tudo?! — Meu Deus! Como meu irmão pode ser tão mulherzinha? Perguntou a si mesmo o moreno confuso e irritadiço, apenas passou direto, para o banheiro e tomou um bom banho de água quente, enquanto Nico reclamava do outro lado da porta.

Seus lábios estavam formigando de novo, por mais que ele os mordesse, tentando afastar aquela sensação irritante e boa ele não conseguia, mesmo ficando quase vinte minutes de baixo da água, não adiantou, bufou e estalou um dedo de cada vez. Já estava assim fazia um tempo; irritado, ligeiramente grosso e estressado.

Seth Gray nunca teve problemas com mulheres, elas sempre estiveram e estavam ali por perto. Sempre que ele precisava e isso sempre foi uma constante na sua vida, algo que ele se orgulhava. Ele era um imã para garotas, uma bela mistura do que elas queriam sem deixar de ser ele mesmo. Então, logicamente falando, ele nunca teve problemas com “abstinência” antes... Bem, isso até agora.

Mas a ultima garota com quem esteve havia sido Sury e fazia uns dois meses, estava planejando acabar com aquilo com Danna. Uma garota legal, divertida e indiscutivelmente bonita, mas, na noite que ia rolar, a porta do seu chalé é aberta e Sury Carpe sua, de acordo com o Oráculo, “Quase paixão” surge e simplesmente... Lhe dá um fora.

E na manhã seguinte, o melhor amigo dela resolve que ele era o culpado por... Que ele era culpado poR ter vindo ao mundo e feito a morena de olhos verdes chorar, então... Ganha alguns socos e logo depois Seth resolve enfrentar o frio e surfar um pouco, mas tira Sury da água e mais uma garota. Com os lábios azuis e tremendo a garota reclama de frio.

E Seth, como o bom samaritano que era, tentou lhe esquentar. Mas ela tinha que pedir um beijo e ele tinha que dar. Deuses, como era irritante admitir que ele gostara daquilo, sentirA falta nas unhas agarrando seu pescoço, do jeito estressante que ela parecia estar em todo o lugar, lhe envolvendo de todas as formas...

Suspirou e saiu do banho, com uma toalha na cintura e outra nos cabelos.

—Eu realmente tenho que parar de comprar coisa do Savian, ele deve pro alguma merda nisso.

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.Sury Carpe.

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Sabe o conceito de cola? Eu acabei de redefini-lo. Não consegui me afastar por muito tempo de Miguel nem dos gêmeos, sempre estavam em baixo da minha vista pro um bom tempo, Miguel realmente não reclamou já que Nathy estava dando aulas de esgrima com Clarisse e também tinha aula de arco.

Eu estava sentada em uma mesa nas forjas perto de Guilherme que trabalhava em uma espada de bronze celestial que Jake Manson tinha encomendado. O grandão me explicava sobre a quantidade de calor certa para se fazer para o bronze celestial ficar bem maleável, mas não criar bolhas ou ficar frágil demais e também falou sobre como fundir qualquer coisa com bronze celestial.

—Foi o que eu fiz para fazer o seu anel. —falou com a voz abafada pela mascara, batendo no emtal incandescente com um martelo— Usei uma base de bronze celestial e depois fiz uma pequena vala no circulo de metal e preenchi com prata.

—E como escreveu na prata? —Perguntei girando o anel no meu polegar, ele deu de ombros e apontou para algo a mesa onde eu estava sentada.

—Fiz a mão, mas também se pode usar essa maquina, mas eu acho que não tem muito controle então...

—Você? Desse tamanho perder o controle de alguma coisa? —Lannister riu e tirou a mascara me dando um sorriso de canto tranquilo. Como ele podia estar solteiro? Inclinei meu rosto para o lado enquanto ele mergulhava o metal na água. O Vapor o fez ficar mais suado ainda.

—Gui, você tem namorada? —O grandão se virou para mim o que me fez perguntar o por quê daquela solteirice. Guilherme era um cara tão legal para ser daquele tamanho, mas ainda sim era bonito apesar de ser meio deformado como todos os filhos de Hefesto, devia ter alguém.

—Por que a pergunta?

—Sei lá, você é tão legal, não sei por que dessa solidão, se é que me entende. — O filho de Hefesto riu um pouco e se aproximou de mim, se encostando do meu lado enquanto enxugava o rosto com um pano sujo.

—Sem tempo para isso.

—Sem tempo pra arranjar uma namorada? Vamos, não faça isso comigo, eu não posso e você não quer? Por favor! —Ele riu e bagunçou meus cabelos,fitando alguma coisa lá na frente.

—Não é bem isso. Minha avó tem Alzheimer e a minha mãe cuidava da nossa oficina, minha irmã caçula tem cinco anos. —arregalei os olhos— Tranquei minha faculdade de engenharia mecânica por causa disso. Minhas férias são isso aqui.

—Uau... —Ele riu e me deu um beijo na testa e voltou a trabalhar. Era estranho pensar naquilo, um meio-sangue com uma vida além de fugir de monstros e o mais... Estranho, era que tudo estava nas costas dele pelo o quê parecia, mas Guilherme simplesmente não parava de sorrir.

Ele apontou para porta retrato feito de macarrão

—É... Aquela ali é a minha irmã e a minha mãe. Sun-Hee fez para mim — Me estiquei e peguei o porta retrato. Havia uma mulher negra de uns quarenta anos, os cabelos cheios de trança amarrados em um rabo de cavalo enorme abraçada com uma garotinha asiática, os olhos tão puxados que mal dava para saber se ela estava com os abertos mesmo.

—Hã... Grandão...

—Sun-Hee é adotada, tem sangue coreano, tudo bem, eu sei. Não sou tão estúpido quanto o Killian.

—Hey, eu tenho um coração, okey?! —Miguel entrou com mais uns pacotes de Doritos, fazendo um beicinho cômico— Meus Deuses, por que as pessoas são tão malvadas, hoje em dia? — Ele apertou a ponto do nariz chorar até que Valle apareceu ali lhe dando um soco no ombro que o desequilíbrio, o derrubando contra uma mesa.

—Deuses, onde estão suas bolas, Killian?

—É, respeito o que você tem no meio das pernas, cara. —Viollet apoiou tomando uma lata de coca sozinha. Púlox só balançou a cabeça como se estivesse decepcionado. Saímos logo depois dali por estar quente demais e por Nyssa, uma garota corpulenta do chalé nove, que nos expulsou afirmando que estava cheio de gente.

Fomos para o chalé de Hermes, os campistas nem ligavam muito para nós, só nos ignoravam ou trocavam algumas palavras às vezes.

—Hum, Miguel, onde está arranjando tantos disso aqui? —Perguntou Viollet tirando um Doritos do meu pacote, sentada do meu lado na rede, onde nos embalávamos levemente.

—Agradeça a essa cara aqui! —Miguel fez um toque com Kyle que saiu pela porta só para se sentar no chão ao lado de Killian.

—Roubar o Connor é fácil, quer dizer, é só falar que Valerie Stark está passando que ele abandona o mundo só para ver. —Todos encaram a gótica que não expressou nada, Miguel abiu um sorriso malicioso, estava se segurando para fazer uma piadinha, mas amava seu pescoço.

—Miguel, não vai falar nada? —Púlox parecia abismado, mas só se fazia de idiota em pé perto da porta como um modelo, esperando que Joan aparecesse. Pobre Púlox, ele estava perdendo para o Velkan, o gótico pálido e desenhista de mangá. Por mais que fosse difícil de acreditar que o loiro de jaqueta de couro, dos olhos azuis, com um rolex de prata no pulso direito estivesse mais baixo que o Velkan.

—Ah, para onde o mundo está indo...? —Resmunguei me deitando.

—Oi?

—Nada Púlox, olha lá, nossa dama dos cabelos azuis está chegando... —Cantarolou Miguel, Velkan estava com ela, agora sorridente. Velkan vinha na frente, com a cabeça coberta pelo capuz, se virou para dar um tchau para ela. Viatori foi ousada e se esticou para lhe dar um beijo no rosto.

—Até mais. Oi galera.

—Oi. —Respondemos em um coro afetado pelo susto, Púlox a acompanhou com os olhos até ela entrar, Miguel se levantou e pegou o rosto dele como um pai orgulhoso, quase realmente chorando como um.

—Meu garoto está crescendo, daqui a pouco tem pelos no peito.

—De novo, Killian, onde estão suas bolas? —Valerie estava calma demais para o que eu esperei, para alguém que era uma irmão tão cuidadosa, Velkan pegou o filho de Momo pelos pulsos e jogou para o lado na direção de Púlox que só o jogou para o outro lado. Chocado;

—Aham, no lugar de sempre eu acho... —Comentou Louis chegando ali confusa, Kyle abriu um sorriso enorme e esticou a mão para ela, a ruiva sorriu e se aproximou dele com um sorriso. Revirei os olhos me deitando na rede. Minha cabeça pendeu para baixo, vi o mundo de cabeça para baixo.

—Pura força de expressão, ruivinha. —Resmunguei balançando minha mão no alto. Viollet apoiou o cotovelo na minha coxa, Miguel resmungou alguma coisa, aparecendo aborrecido. Franzi o cenho e tentei em levantar, mas a uvinha continuava ali.

Levantei-me depois de empurrar ela.

—O que foi...? Ah. —Gray estava ali, me lançou um olhar esquisito e bufou se encostando perto de Púlox— Bem, galera, eu vou atrás da Lika, esses Doritos não me encheram... —Me levantei na hora, mas ele tinha que falar alguma coisa.

—Qual é Carpe fica ai. Não aguenta ficar perto de mim? Sem poder me agarrar? —Girei e lhe dei um sorriso enjoado e lhe apontei meu indicador, simplesmente incorporando o espírito de uma... “bitch” como diria Miguel.

—Não, tem mais haver com o fato do seu ego enorme estar sugando o oxigênio daqui. —Miguel, só para provocar soltou um “Wow, essa doeu em mim”, dei um sorriso amarelo— Sou imortal, Gray, mas ainda preciso respirar, entende?

—Fica calado, mano. Na boa. —Aconselhou Púlox tirando as mãos da jaqueta e cruzando os braços, se preparando para caso ter que segurar um de nós dois. Dava para sentir a tensão ali e poderia explodir a qualquer momento.

—Bem, ser imortal não ajudou muito com sua infantilidade, não é? Vamos, aja como mulher, não dá para agir como uma pessoa normal? — O silencio ficou pesado.

—Não, meu anjo, não dá. Por acaso eu sou normal? Sou a garota que não devia ter nascido, lembra? Você me convidou pra sair uma vez? Ah, não, não se lembra, seu cérebro minúsculo só processa, ondas e garotas estúpidas e gostosas para comer não é, surfista?

Seth abriu a boca para me responder quando Viollet se levantou, se metendo no meio.

—WOW! Wow. Vamos. Os dois estão agindo como babacas.

—Vem, Sury, senta pra cá. —Pediu Bárbara sorrindo e batendo no espaço do seu lado. Cruzei os braços no peito e levantei uma sobrancelha, esperando uma resposta dele. Simplesmente não ficaria no mesmo espaço que ele não depois dele ter sido tão babaca. E se você for um cara, me pergunta, o que ele fez dessa vez?

Não importa! Ele é apenas um babaca, não me compreenda. Sou uma garota prestes a morrer por quebrar um juramento que não queria ter feito ou ser trocada por Zeus e ser obrigada a ressuscitar o titã que prometeu destruir tudo.

—Por mim tudo bem. —Disse ele esfregando as mãos com frio. Dei de ombros e em virei para ir embora, mas Rany pareceu ali com uma cara de “Chega de bancar a mimada!” e me puxou pelo braço até me jogar ao lado de Louis que em deu um sorriso e sussurrou para mim.

—Eu concordo com você, ele é um babaca. —Sorri e me joguei no seu colo.

—Alguém que me entende. Ruivinha, eu já disse que eu te amo? —ela rui e balançou a cabeça enquanto batia na minha cabeça me confortando— Pois eu te amo, estão vendo?! Isso que é amiga de verdade! —Resmunguei para o resto das garotas, Valle me encarou com tédio, Viollet se deitou na rede ao lado de Rany.

—Cresça Carpe.

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Bem, eu fui obrigada a ficar ali, até que me esqueci da presença dela por um bom tempo, não dirigimos a palavra um para o outro, mas de vez enquanto nos encarávamos com uma mistura de irritação e... Pelo menos do meu lado, de beijar ele de novo. Depois de um tempo o resto do pessoal chegou e eu em lembrei do convite que Will tinha feito.

Levantei-me do colo de Guilherme.

—Ah, Solace me convidou para passar no chalé dele, os irmãos deles vão fazer uma social lá, violão musica, essas coisa. Vocês não querem ir? —Miguel e Nathy tinham outros planos, Valle e Velkan tinham que treinar para a captura a bandeira, Gui resolveu dormir um pouco, Viollet e Púlox tinham horários dobrados nos campos de morango por causa do outono. Então fomos eu, Luke, Rany, Louis e Kyle e mais Gray, o desocupado.

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.Narradora.

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Quando isso ficou tão insuportável? Quando eu fiquei tão idiota? Pensava Seth mexendo nos cabelos, aquilo estava saindo do controle. Desde quando eles não conseguiam ficar no mesmo espaço sem acabar discutindo? O suficiente para ele sentir uma grande vontade de bater em alguma coisa. Sury, lá na frente, com sua touca azul bateu na porta do chalé amarelo ovo.

Brad abriu a porta e sorriu para ela.

—Não veio tomo mundo, ótimo, então não vamos ficar lotados. Entrem. —Brad sorriu para todos, mas fechou a cara para o moreno, talvez fosse compreensível ele havia ganhado na revanche, mas em compensação Brad era melhor do que ele em arco e flecha, e pro mais que odiasse admitir, em ganhar garotas.

Os beliches haviam sido encostados nas paredes, havia pessoas bebendo e conversando, mas a maioria assistia três garotas fazendo uma apresentação de Street Dance no meio do chalé. Kyle puxou Bárbara para um canto, a garota estava ficando corada e ele só parecia se divertir. Luke e Rany se aproximaram da apresentação, Gray viu o braço de Castellan puxar à cupidinha para mais perto.

Seth suspirou e passou os olhos pelo lugar e achou Sury bem próxima a Will Solace, havia uma garota ao lado deles também, baixinha, os cabelos loiros e olhos dos mais belos tons de castanho azul e verde. Abbey Hall.

—Olha, a touca dela combina com seus olhos! Que bonitinho! — Os dois riram e Sury lhe abraçou pela cintura.

—Foi tudo planejado, não tá vendo que o casaco dele combina com meus olhos? —O filho de Hades percebeu surpreso e irritado que era verdade. Quer dizer, quem fica bonito vestindo aquele verde? Ou aquele tom de verde? Não que o tom fosse feio, era lindo na verdade, mas para olhos não para roupas, a cor era intensa demais, um mistura equilibrada de verde escuro com o claro.

—E o que está acontecendo comigo? —Resmungou cortando aqueles pensamentos rapidamente esfregou. Não demorou para apresentação acabasse e comeassem a pedir para tocar musicas, um garoto que estava agarrado com a sua namorada levantou as mãos sorrindo.

—One Way Or Another, da Blondie, para a minha garota.

—Muito bem, Will vamos você é o único que sabe essa musica. —O loiro assentiu e salou alguma coisa na orelha de Sury, ela sorriu e assentiu. Hum, é engraçado como aquilo realmente incomodou Seth não é? Bem ele não concorda nem com a escolha da musica nem com o fato deles estarem aparentemente mais próximos.

Will se sentou na beira de uma cama com o violão em mãos.

—Bem, vamos lá. Melissa, por que você não canta? —Uma garota se sentou do lado dele, os cabelos enrolados repicados e em todos os tons possíveis de terra, tinha um piercing no meio do lábio, sorriso como se o mundo fosse um parque de diversão.

—Okey vamos lá.

—One way or another I'm gonna find ya/I'm gonna getcha getcha getcha getcha/One way or another I'm gonna win ya/I'm gonna getcha getcha getcha getcha/One way or another I'm gonna see ya/I'm gonna meetcha meetcha meetcha meetcha. —Cantou a garota entrando no ritmo da música, balançando a cabeça.

—One day, maybe next week/I'm gonna meetcha, I'm gonna meetcha, I'll meetcha/I will drive past your house/And if the lights are all down/I'll see who's around. —Outra garota se aproximou e começou a cantar também. Seth até gostava dessa música, mas chegava a ser problemático para um cara cantar isso para a “sua garota”, no mínimo devia ser preso. Gray se encostou em um parede até curtindo o gosto musical de todos ali. Louis pediu algumas músicas da One Direction, as maiorias das garoas vibraram fazendo um coro quase contando quando Will cantou “What Make You Beautiful”.

Até que um cara, parecendo ler a irritação de Seth pediu:

—Unbelievable, do EMF, por favor.

—Um brinde a essa música cara! —Seth levantou o copo vermelho em que bebia uma coca cola. O cara que pediu levantou o copo, era um filho de Demeter que havia se metido com uma garota do chalé 10, Drew pelo o que parecia.

—You burden me with your questions/You'd have me tell no lies/You're always asking what it's all about/But don't listen to my replies. —Will trocou o violão por uma guitarra para acompanhar o gosto das pessoas ali dentro, o amplificador estava baixo. Sury lhe mandou um olhar mortal, Seth deu de ombros e piscou para ela, cantando com vontade a parte do refrão com vontade.

—The things, you say/Your purple prose just gives you away/The things, you say/You're unbelievable. — Carpe apenas revirou os olhos e olhou Will, abrindo um sorriso. Will Solace era um clichê em forma de meio-sangue. Tocando aquela guitarra Fender Starcaste vermelha e branca, ele realmente chegava aparecer um guitarrista de uma banda, ainda mais coma foz muito parecido com o vocalista da EMF mesmo.

A musica acabou, Sury levantou a mão, o loiro sorriu e estendeu a mão para ela, Carpe não chegou a pegar, apenas se sentou no chão olhando para as pessoas sorrindo.

—Bem chega de jogar indiretas não é? Vamos colocar uma música legal? Smoke On The Water? —Os roqueiros de plantão, que eram muitos, gritaram a favor. Will sorriu e lhe beijou o topo da cabeça dedilhando o começo daquele clássico do rock que Seth Gray simplesmente amava.

—Deep Purple, essa é das minhas! —Berrou Katharine, uma das filhas de Éris, um grupo gritou concordando.

Era o tipo de música que fazia você querer jogar a cabeça para frente para trás e tocar sua guitarra imaginaria, simplesmente gritar toda a música e berrar ao final “Que Deus Abençoe o Rock N’ Roll!”. Era difícil de segurar aquele instinto natural, de curtir um bom rock, de ouvir o som perfeito de uma boa guitarra, de uma bateria sincronizada da voz rouca de um vocalista acostumado a tocar o verdadeiro rock.

Isso claro se você gostasse desse tipo de música e Seth tinha o rock no sangue. Renée Gray era uma tatuadora de L.A que tinha dois raios da AC/DC atuados em ambas as mãos e Metallica atuado em um dos antebraços entre outras tatuagens. Tinha os cabelos ruivos e olhos castanhos, andava por ai com calças jeans manchadas, blusas curtas que mostravam seu porte magro, tinha piercings e coisas assim, sua irmão não ficava muito atrás também.

Havia mais rock nas suas veias do que sangue.

—We all came out to Montreaux/On the Lake Geneva shoreline/To make records with a mobile/We didn't have much time. —Cantaram todos. A música se seguiu até o fim, até o meio dela, Gray já cantava, tentando ignorara o sorriso que ela havia lhe mandado.

Sury nem estava prestando tanta atenção na música e Will notou isso, estava respirando nas mãos, com frio, pensativa olhando para qualquer lugar menos para o filho de Hades. Ele até pensou em fazer os dosi conversarem, mas sentia que não era uma boa. Carpe parecia estar com cosia demais na cabeça, os olhos verdes estavam meio vermelhos, como se estivesse chorando ainda a pouco.

Pensando bem, desde que chegara, sempre parecia ter acabado de chorar, ou se segurando para não fazer isso.

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.Sury Carpe.

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Sai daquela pequena festa uma hora depois, meus dedos estavam com a mesma textura das pétalas da tulipa, a imagem de Velkan e Valerie mortos estava gravada na parte de trás das minhas pálpebras, abracei Solace e dei um tchau rápido para Luke que estava se divertindo com Rany ouvindo Mine que uma filha de Apolo cantava.

Bárbara e Kyle haviam saído mais cedo, algum programa só deles eu acho. Funguei exausta, querendo urgentemente um abraço do meu pai e foi disso que eu fui trás. Tinha a impressão que ele não podia aparecer pelos cantos assim, fazia um dia que eu não tinha noticias então fui onde mais aparecia, no meu antigo chalé.

Apertei meus punhos contra o peito, quando ouvi um puff e uma garotinha pálida apareceu na minha frente com seus longos cabelos laranja. Lika tinha uma cesta artesanal na mão cheia de bolinhos de laranja e suco em uma garrafa térmica junto com copos, doces e tudo mais.

—Leve com você, peça por senhor Asclépio provar. Own, você está bem, mio amore? —Perguntou, sorri. Lika estava aprendendo a falar italiano por convivência todos estavam. Lhe baguncei os cabelos e peguei a cesta da sua mão.

—Querendo o colo do meu pai só, sabe?

—Ah, tem haver com o Seth, não é? Posso conversar com ele se quiser. —Imaginei como seria um prensa de uma árvore e nada muito bom veio a minha mente. Abanei a cabeça e pisquei.

—Está tudo, nada que não passe depois de um tempo.

—Se tem certeza...

—Tenho sim,—tem droga nenhuma!— até mais laranjinha. —Não demorei muito para chegar no chalé depois disso. Girei a maçaneta com cuidado e... Tudo estava lá, do mesmo jeito que eu deixei, deixei a cesta em cima da mesinha e me virei para o sofá, às imagens daquela noite voltaram a minha mente.

Gemi, querendo chorar e me virei para ir embora. Mas bati contar o peito de Ash, que passou os braços no meu ombros, lhe abracei com força me debulhando em lágrimas. Papai apertou minha cabeça contra seu ombro, fazendo um barulho tranquilizador para mim.

—Ele vai matar todo mundo pai! Eu vi! Ele vai matar o Miguel, Valerie, Velkan...! —Ele pegou rapidamente meu rosto nas mãos, o verde tão intenso e carinhoso que me calou, o deus sorriu para mim e em beijou a testa.

—Cronos não vai matar ninguém, Sury, eu lhe prometo isso. Quíron formara uma missão hoje em busca de Zeus, Percy Jackson irá, os melhores iram e salvaram o Olímpio outra vez. Você não tem nada haver com isso. Seu trabalho é só ficar aqui... Eles vão salvar tudo... Você só tem que ficar segura... Aqui. Lhe empurrei para longe. Não conseguia piscar, meus olhos estavam arregalados. Ele não entendia?

—Ficar aqui?! Eu não posso ficar aqui! EU NÃO QUERO FICAR AQUI! —então, eu saí do controle— Ele está em toda parte! Ele está aqui! Eu posso sentir! Ele vai matar minha família! Eu vi o que ele pode fazer! Cronos não me tocou e eu tenho pânico de espelhos! Estou paranoica com a segurança de Miguel e dos Stark! Tenho medo que alguma coisa lhe arranque os braços!Tenho medo de tudo! Não consigo ver meu próprio reflexo sem surtar! Eu... —Minha voz falhou seca por eu ter gritado tanto. Ash me olhava pasmo e assustado.

Encolhi-me, tremendo os soluços fortes cortando minha respiração, por um segundo pensei que ele fosse simplesmente me deixar ali sozinha com minhas loucuras, mas Ash se aproximou com cuidado, me pegando nos braços outra vez. Agarrei-me a sua camisa, tudo por um segundo, pareceu de liquefazer ao meu redor.

—Sua mãe me disse algo uma vez. —Sussurrou papai. Levantei meu rosto. Ash olhava encantado para alguma coisa a minha frente, um olhar tão puro, sofrido e sereno que fez algo dentro de mim se acalmar. Ele abaixou o olhar, brilhantes por lágrimas pequenas nos cantos dos olhos.

—Pai?

—“Se Deus lhe deu uma vida é por que ele sabe que você é forte o bastante para vivê-la”, foi quando contei sobre o fato de Blythe estar em perigo por ser minha filha. “Se ela está vindo ao mundo é por Deus sabe que ela vai suportar”. Ela sorria como se tivesse tanta certeza do que falava, eu podia ver nos seus olhos...

Ash enrolou um cacho meu no seu dedo e sorriu para mim, com tanta esperança que quase acreditei, eu realmente cheguei a acreditar. Um lagrima escorreu pela sua bochecha angulosa e o deus segurou meu rosto

—Sinto pelo destino que eu lhe dei, minha princesinha. Sinto por ser filha minha ter lhe trazido tanto infortúnio. Mas eu sei que pode passar por isso, vai passar por isso. Eu vou tentar estar aqui do seu lado, eu prometo, só... Escute-me. Fique aqui. Artemis lhe deu uma secunda chance, mas tente seguir o juramento, tenho uma longa amizade com ela, mas não posso fazer mais do que isso, ela ainda é uma deusa respeitada, honrada. Não vai permitir que faça algo do gênero, arrisquei muito para salvar você dessa. Então... Por favor, me deixe fazer do jeito certo. Do jeito seguro, sim?

Asclépio estava tão... Desesperado quanto eu enquanto eu temia pelos meus amigos ele temia por mim. O que restava da sua família, tirando um pai com crise de meia-idade e suas amigas deuses virgens e a rainha do Hades. Dei um sorriso e assenti.

Ele ofegou aliviado e me abraçou.

—Não irei desapontá-la Sury, eu lhe juro. —ele me deu um sorriso enorme que fez pareceu uma covinha adorável no seu queixo— Tenho que ir minha querida. Peço que... Venha mais aqui, aquid entro eu posso lhe visitar, não entrei nos chalés de outros deuses.

—Posso... ficar por aqui?

—Não como antes, é uma caçadora querida. Mas pode vir aqui sempre que quiser, vai me achar aqui. E... Querida, seu mal estar, tem algo haver com o filho de Hades? O mais novo? —Arregalei os olhos. Não conversaria isso com ele. Nunca. Assunto encerrado. Mas Por sorte, o deus da medicina era esperto, apenas me deu mais um abraço e desapareceu.

Mas assim que ele sumiu em uma nuvem de fumaça, minha visão falhou. Vi o Acampamento em chamas outra vez, Valerie me encarava com olhos mortos e sem vida, parecia me culpar, Velkan ao seu lado engasgou com o próprio sangue dizendo em uma vez rouca e quebradiça “Vai nos deixar morrer, Sury?”

Pisquei e em joguei no sofá, abraçando meus joelhos. Ouvia aquela mesma voz profunda.

Eu vou matá-los Sury, um por um. Você pode impedir, venha até mim.

Apertei meus olhos e cobri meus ouvidos. Aquilo não era medo, era algo pior, mais forte, mas... Impulsivo, meu peito estava apertado, não parecia haver ar suficiente para os meus pulmões, meus ossos estavam tremendo, minhas mãos geladas. Não era mais medo... Era desespero.

E, de todas as pessoas das quais eu poderia sentir mais falta... Não foi Seth, ou Blythe que eu senti saudades. Foi a minha mãe.

—Mãe... — Resmunguei tremula.Eu queria a droga de um colo de mãe, saber como era ter alguém que fazia tudo ficar bem só com palavras. Eu queria a minha mãe. Pode parecer idiota e fraco para algumas pessoas agora, mas...

Tente querer sua mãe... Sem ter uma.



Notas finais
Não dessa vez a culpa não foi do American Horror Story, é mais culpa de uma conversa que eu tive com uma amiga minha(sim ela é estranha).
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Beem, não tenho muito o que dizer dessa vez. Estou morreenndo de sono, meu irmãozinho caçula (seis aninhos) fez uma cirurgia em um nervo da mão e e o pequeno fez →OESCÂNDALO← para trocar o curativo, e eu sou a mais delicada da casa para fazer isso, mamãe e papai são impacientes>.<'... Fora que meu pai é um negão de um e oitenta então passei a noite passada inteira e a minha mada mamãe não me deixou dormir de dia para eu não "trocar o dia pela noite".
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Tenho Hepatite, gente, baixa de resistência é Péssima. Tomar soro com glicose está fora de questão! Tenho HORROR a agulhas. E eu já como besteiras demais então... Tenho que dormir, só fiquei até agora para postar. E já falei demais não é?
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Bom, comentem! O que acharam dessa nova "face" um pouco mais "dark" da fic? Gostaram ou não? Se não, falem eu posso dar uma aliviada. Gostaram.. Digam, vai ser legal(y)
Criticas? Podem mandar! Quero melhorar. Mande um "OI" se puder elogios também valem #apelaçãooff
Beeijos
DiraL
☺